SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 5
Baixar para ler offline
Otorrinolaringologia                                                        11ª aula
Orelha Interna

   •   Formada por esqueleto ósseo ebúrneo (labirinto ósseo) que contem no seu interior o
       labirinto membranoso. Membranas são parte funcional da orelha




                                                                                            Material baseado exclusivamente em aulas. Confeccionado por Jean D. Mello, Pietro Balthar, Rodrigo Magacho e Thiago Reis
   •   Divide-se em dois segmentos: Anterior (cóclea) e outro posterior (aparelho
       vestibular formado pelos canais semicirculares)separados por cavidade denominada
       vestíbulo.




Anatomia

   •   Canal semicircular superior + utrículo + Canal semicircular inferior       Nervo
       vestibular superior
   •   Sáculo + Canal semicircular posterior Nervo vestibular inferior

Coclear + Vestibular = Vestíbulo Coclear    8º par

       Então, tudo que vem aferente vai ao tronco encefálico      sisetma reticular, onde
ocorrer equilibrio

Equilíbrio
   • Canais semicirculares: Equilíbrio dinâmico do corpo em movimento.
   • Sáculo e utrículo: Equilíbrio estático,noção da posição da cabeça e do corpo no
       espaço.
   • Visão: Relações espaciais dos objetos.
   • Sistema proprioceptivo: Sensações cutâneas e sensibilidade profunda dos
       músculos,tendões e articulações.

   Os reflexos que regulam o equilíbrio dependem da interação entre o sistema vestibular,
olhos, sistema proprioceptivo, sob coordenação do cerebelo.
   O aparelho vestibular é composto por um aparelho sensorial periférico (labirinto),
mecanismo processador(SNC) e um mecanismo gerador de reações motoras oculares e
posturais.
Patologias da orelha Interna
   • Síndromes Vestibulares Periféricas e Centrais
   • Vertigem Posicional Paroxística Benigna
   • Presbiacusia
   • Trauma Sonoro
   • Medicamentos Ototoxicos
   • Doença de Ménière
   • Neurinoma do Acústico

Obs: Labirintite é um termo errado, pois inflamação do labirinto é raro. O termo correto
seria labirintopatia ou transtorno do equilíbrio.

Vertigem    sensação rotatória + náuseas

Condutas
   • Triagem Neonatal
   • Indicadores de risco para deficiências auditivas.

Síndromes Vestibulares Periférica e Central

   Periféricas
   • Sempre vertigem, com desequilíbrio nas crises, geralmente acompanhadas de
       zumbidos (sempre pensar em periféricas)
   • Nistagmo horizonto-rotatorio , bilateral , transitório.
   • Desequilíbrio aumenta com olhos fechados, muda com a posição da cabeça,
       oscilações laterais.
   • Pode estar associada a sintomas auditivos.

   Centrais
   • Desequilíbrio constante.
   • Nistagmo múltiplo, pode ser unilateral, continuo.
   • Desequilíbrio não altera com olhos fechados, inalterado com a posição da cabeça
      ,oscilações ântero-posteriores.
   • Pode estar associadas a sinais neurológicos.

Vertigem Posicional Paroxística Benigna
   • Tontura:Qualquer sensação de perturbação do equilíbrio corporal.
   • 85% determinados por comprometimento do sistema vestibular.
   • VPPB:>40 anos,sexo feminino e idosos.
   • Quadro de vertigem intensa, que ocorre com a movimentação da
       cabeça,acompanhada de náuseas, nistagmo rotatório-vertical, com duração de
       segundos.
   • Tto:Reabilitação vestibular. Não responde bem a medicamentos antivertiginosos

Presbiacusia
   • “Audição do idoso”,degeneração das estruturas anatômicas da orelha interna e das
       vias auditivas centrais, com perdas sensoriais e neurais.
   • Perde primeiro sons agudos
   • É BILATERAL, SIMÉTRICA e PROGRESSIVA
   • É influenciada por causas ambientais, genéticos, sendo mais precoce em ambientes
       urbanos.
•   Pode ocorrer distúrbios de personalidade em conseqüência de alterações no SNC
       (irritabilidade,atenção diminuída,declínio da inteligência).
   •   Se divide em:
            o Sensorial(Atrofia das células ciliadas)
            o Neural (degeneração dos neurônios cocleares),
            o Estria(atrofia da estria vascular),
            o Coclear condutiva(Rigidez do ducto coclear).
   •   TTo:Próteses auriculares (só se adapta se à audiometria tiver 50% de discriminação)

Trauma Sonoro
   • Pode ser agudo (explosões) ou provocadas por exposição prolongada a ruídos de
     elevada intensidade. (Perda Auditiva Induzida por Ruidos)
   • Sangue é sinal de perfuração (Trauma) . PAIR não é trauma
   • A exposição continua a sons de intensidade maior que 85db por 6 a 8 horas/dia vai
     acarretar lesões irreversíveis , bilaterais e simétricas,começando geralmente pela
     freqüência de 4000hz(zona de hipersensibilidade do orgão de Corti) e depois
     atingindo outras freqüências.
   • Nas oficinas de tecelagem,fabricas de cigarros, metalurgia,serralherias,construção
     naval, a intensidade sonora chega a 120 db.
   • Tto: Agudos (corticóides, vasodilatadores), Pair (profilático com protetores
     auriculares).


Medicamentos Ototóxicos

   •   Devem ser evitados sempre que possível,no entanto quando não há outra opção, a
       administração deverá ser feita com audiometria prévia e repetida regularmente
       durante o tratamento.
   •   Antibióticos: Aminoglicosídeos (gentamicina é o mais grave, usado em berçários
       para infec. hospitalar neonatal), tuberculostaticos, vancomicina, cloranfenicol,
       eritromicina.
   •   Não antibióticos: Diuréticos (furosemida), aspirina, antineoplasicos (vincristina),
       quinino, betabloqueadores (propanolol).


Doença de Ménière

   •   Acumulo excessivo de endolinfa no interior do labirinto membranoso(crise
       hipertensiva endolinfática).
   •   Etiopatogenia indeterminada.
   •   Quadro clínico:
           o Vertigem,
           o Zumbidos,
           o Hipoacusia flutuante (tríade clássica).

    Pode ser acompanha de plenitude auricular, crises de enxaqueca.85% unilateral,entre
terceira e quinta década.

   •   Audiometria:
          o Surdez neurossensorial ou mista inicialmente para sons graves e de
             caráter flutuante.
•   Eletrococleografia: (confirma diagnóstico)
           o Ondas com dois ou mais picos negativos (dessincronização dos potenciais
              de ação provocados pelo hidrops).
   •   Teste do glicerol:
           o diurético osmótico provoca desidratação aguda do labirinto,com melhora de
              10 db no audiograma ou 12% da discriminação.
   •   Tratamento:
           o Manutenção: Dieta- Hipossódica, substituir açúcar, pão branco, menores
              quantidades com intervalos < 3hs, evitar cafeína. Prática diária de exercícios
              (diminui resistência a insulina), diuréticos poupadores de potássio
              (hidroclorotiazida 25mg/dia) .
           o Crises:
                      Depressores do labirinto, Corticoides.. Beta estina é a droga de
                      manutenção
           o Casos Incontroláveis: tratamento cirúrgico.

Neuroma do Acústico
   • Se origina na bainha de Schawann do oitavo par
     craniano.     Mais     freqüente     tumor    benigno
     intracraniano, 95% unilateral. Com o crescimento
     pode englobar o nervo facial, alargar o meato acústico
     interno e invasão do crânio.
   • Mais comum na mulher(3:2),surge entre 20 e 50 anos
     de idade.
   • Ocorre hipoacusia e zumbidos unilaterais mantido.
   • Diagnostico:
         o Audiometria,                Audiometria do Tronco Cerebral
         o B.E.R.A         define diagnóstico, com latência aumentada,
             quando se mede impulsos nas estações sonoras dentro do
             crânio nas vias auditivas centrias
         o Tc,
         o RNM com contraste(gadolínio), pois TC só vê tumor maior
             que 1 cm
   • Diagnostico diferencial com Meniere, que tem quadro
     FLUTUANTE e vertigem
   • Tto:Cirúrgico.

Então, a seqüência de exames é: Audiometria  alterado? BERA             alterado?    RNM
                             Paciente NÃO tem vertigens

Condutas

  Triagem Auditiva Neonatal

   •   Deve ser universal, até 3 meses de idade e sendo necessária a intervenção, realizá-la
       até os 6 meses de idade (Maturação Neurológica nos primeiros meses de
       vida.Atraso geraria prejuízo no desenv. da linguagem oral e comunicação).
   •   Exames:
          o Fase inicial - Emissões otoacusticas, Reflexo cocleopalpebral, Audiometria
              Comportamental, Impedanciometria.
          o Suspeita - B.E.R.A., ECGrafia, T.C. de ouvido, Exs. Hematológicos,
              investigação genética. Sorologia para as mais propensas e comuns.
Indicadores de Risco para Deficiências Auditivas

•   R.N. com peso < 1500g.
•   Pré-termo < 34 semanas.
•   R.N. com asfixia perinatal grave.
•   R.N. com infecção congênita:CMV,Rubéola, Toxoplasmose,Herpes,Sífilis,HIV.
•   Uso de drogas ototóxicas.
•   Hiperbilirrubinemia(BbI).
•   Historia familiar de deficiência auditiva.
•   Malformações       da     cabeça    e      pescoço(anomalias craniofaciais,fissuras
    palatinas,alteração no pavilhão auricular).
•   R.N. que necessitaram de UTI neonatal mais que 48hs.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação sistema auditivo
Apresentação sistema auditivoApresentação sistema auditivo
Apresentação sistema auditivo
Vanessa Paiva
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantil
Camila Oliveira
 
Introdução a embriologia aula oficial
Introdução a embriologia aula  oficialIntrodução a embriologia aula  oficial
Introdução a embriologia aula oficial
Daiane Costa
 
Aula exame cabeça e pescoço
Aula exame cabeça e pescoçoAula exame cabeça e pescoço
Aula exame cabeça e pescoço
Celinha Alves
 
Transformações na gestação
Transformações na gestaçãoTransformações na gestação
Transformações na gestação
Alinebrauna Brauna
 
Diferenciação celular
Diferenciação celularDiferenciação celular
Diferenciação celular
Isabel Lopes
 
Aula 13 saúde da mulher - diagnóstico gestacional
Aula 13   saúde da mulher - diagnóstico gestacionalAula 13   saúde da mulher - diagnóstico gestacional
Aula 13 saúde da mulher - diagnóstico gestacional
hervora araujo
 

Mais procurados (20)

Tato
TatoTato
Tato
 
Apresentação sistema auditivo
Apresentação sistema auditivoApresentação sistema auditivo
Apresentação sistema auditivo
 
Sistema sensorial humano
Sistema sensorial humanoSistema sensorial humano
Sistema sensorial humano
 
Sistema Auditivo
Sistema AuditivoSistema Auditivo
Sistema Auditivo
 
Aula 05 fisiologia respiratoria mamiferos
Aula 05   fisiologia respiratoria  mamiferosAula 05   fisiologia respiratoria  mamiferos
Aula 05 fisiologia respiratoria mamiferos
 
02 sistema esquelético
02   sistema esquelético02   sistema esquelético
02 sistema esquelético
 
Crescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantilCrescimento e desenvolvimento infantil
Crescimento e desenvolvimento infantil
 
Aparelho auditivo
Aparelho auditivoAparelho auditivo
Aparelho auditivo
 
Exame Físico Cabeça e Pescoço
Exame Físico Cabeça e PescoçoExame Físico Cabeça e Pescoço
Exame Físico Cabeça e Pescoço
 
Roteiro de Consulta de Puericultura
Roteiro de Consulta de PuericulturaRoteiro de Consulta de Puericultura
Roteiro de Consulta de Puericultura
 
Sistema Genital Feminino
Sistema Genital FemininoSistema Genital Feminino
Sistema Genital Feminino
 
Aula sobre histologia
Aula sobre   histologiaAula sobre   histologia
Aula sobre histologia
 
Introdução a embriologia aula oficial
Introdução a embriologia aula  oficialIntrodução a embriologia aula  oficial
Introdução a embriologia aula oficial
 
Aula exame cabeça e pescoço
Aula exame cabeça e pescoçoAula exame cabeça e pescoço
Aula exame cabeça e pescoço
 
Nervo Facial
Nervo FacialNervo Facial
Nervo Facial
 
Introdução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia HumanaIntrodução à Fisiologia Humana
Introdução à Fisiologia Humana
 
Transformações na gestação
Transformações na gestaçãoTransformações na gestação
Transformações na gestação
 
Diferenciação celular
Diferenciação celularDiferenciação celular
Diferenciação celular
 
Sistema sensorial - anatomia humana
Sistema sensorial - anatomia humanaSistema sensorial - anatomia humana
Sistema sensorial - anatomia humana
 
Aula 13 saúde da mulher - diagnóstico gestacional
Aula 13   saúde da mulher - diagnóstico gestacionalAula 13   saúde da mulher - diagnóstico gestacional
Aula 13 saúde da mulher - diagnóstico gestacional
 

Destaque (11)

Audição
AudiçãoAudição
Audição
 
Orelha
OrelhaOrelha
Orelha
 
Diapositivo sobre Anatomofisiologia da Audição.
Diapositivo sobre Anatomofisiologia da Audição.Diapositivo sobre Anatomofisiologia da Audição.
Diapositivo sobre Anatomofisiologia da Audição.
 
Perdas Auditivas
Perdas AuditivasPerdas Auditivas
Perdas Auditivas
 
Patologia
PatologiaPatologia
Patologia
 
Orelha externa
Orelha externaOrelha externa
Orelha externa
 
Sistema vestibular
Sistema vestibularSistema vestibular
Sistema vestibular
 
Tc osso temporal 1
Tc osso temporal 1Tc osso temporal 1
Tc osso temporal 1
 
A fisiologia e o mecanismo da contração muscular
A fisiologia e o mecanismo da contração muscularA fisiologia e o mecanismo da contração muscular
A fisiologia e o mecanismo da contração muscular
 
Contração Muscular - Bioquímica
Contração Muscular - BioquímicaContração Muscular - Bioquímica
Contração Muscular - Bioquímica
 
Otite Media
Otite MediaOtite Media
Otite Media
 

Semelhante a Orelha interna

Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Andreé Sigala Escamilla
 
Distúrbio do sono slide
Distúrbio do sono slideDistúrbio do sono slide
Distúrbio do sono slide
cleidelucas
 
Anatomia radiológica do crânio
Anatomia radiológica do crânioAnatomia radiológica do crânio
Anatomia radiológica do crânio
Renato Almeida
 

Semelhante a Orelha interna (20)

Fistulas Perilinfáticas, Paralisias Faciais Periféricas e Trauma do Osso Temp...
Fistulas Perilinfáticas, Paralisias Faciais Periféricas e Trauma do Osso Temp...Fistulas Perilinfáticas, Paralisias Faciais Periféricas e Trauma do Osso Temp...
Fistulas Perilinfáticas, Paralisias Faciais Periféricas e Trauma do Osso Temp...
 
Otites - SEMINÁRIO PROPEDÊUTICA.pdf
Otites - SEMINÁRIO PROPEDÊUTICA.pdfOtites - SEMINÁRIO PROPEDÊUTICA.pdf
Otites - SEMINÁRIO PROPEDÊUTICA.pdf
 
Fisiopatologia da Labirintite
Fisiopatologia da LabirintiteFisiopatologia da Labirintite
Fisiopatologia da Labirintite
 
Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares Síndromes vestibulares
Síndromes vestibulares
 
Sinais e sintomas em neurologia
Sinais e sintomas em neurologiaSinais e sintomas em neurologia
Sinais e sintomas em neurologia
 
A audição
A audição A audição
A audição
 
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
Cga.neurologia.neuropatias perifericas (1)
 
Mercredi intensif 27 fevereiro 2013
Mercredi intensif 27 fevereiro 2013Mercredi intensif 27 fevereiro 2013
Mercredi intensif 27 fevereiro 2013
 
Nervos Cranianos: Exame físico Neurológico
Nervos Cranianos: Exame físico NeurológicoNervos Cranianos: Exame físico Neurológico
Nervos Cranianos: Exame físico Neurológico
 
1692034819777.pdf
1692034819777.pdf1692034819777.pdf
1692034819777.pdf
 
Cefaleias final ppx.pptx
Cefaleias final ppx.pptxCefaleias final ppx.pptx
Cefaleias final ppx.pptx
 
Distúrbio do sono slide
Distúrbio do sono slideDistúrbio do sono slide
Distúrbio do sono slide
 
Laringe
LaringeLaringe
Laringe
 
20 (1)
20 (1)20 (1)
20 (1)
 
Sistema Límbico: uma abordagem neuroanatômica e funcional.
Sistema Límbico: uma abordagem neuroanatômica e funcional.Sistema Límbico: uma abordagem neuroanatômica e funcional.
Sistema Límbico: uma abordagem neuroanatômica e funcional.
 
Cefaleias - Enxaqueca/Migrânea
Cefaleias - Enxaqueca/MigrâneaCefaleias - Enxaqueca/Migrânea
Cefaleias - Enxaqueca/Migrânea
 
18 sono vigilia
18 sono vigilia18 sono vigilia
18 sono vigilia
 
Auriculopuntura
AuriculopunturaAuriculopuntura
Auriculopuntura
 
Anatomia radiológica do crânio
Anatomia radiológica do crânioAnatomia radiológica do crânio
Anatomia radiológica do crânio
 
Atryo epilepsia
Atryo epilepsiaAtryo epilepsia
Atryo epilepsia
 

Mais de Dario Hart

Casos clinicos -Nasosinusal
Casos clinicos -NasosinusalCasos clinicos -Nasosinusal
Casos clinicos -Nasosinusal
Dario Hart
 

Mais de Dario Hart (10)

Seminário Estomatologia - Infecções virais e Lesões Aftosas
Seminário Estomatologia - Infecções virais e Lesões AftosasSeminário Estomatologia - Infecções virais e Lesões Aftosas
Seminário Estomatologia - Infecções virais e Lesões Aftosas
 
Sessão Clínico 6 - Lesão Cística Assoalho Oral
Sessão Clínico 6 - Lesão Cística Assoalho OralSessão Clínico 6 - Lesão Cística Assoalho Oral
Sessão Clínico 6 - Lesão Cística Assoalho Oral
 
Sessão Clínica - Otorréia Crônica
Sessão Clínica - Otorréia CrônicaSessão Clínica - Otorréia Crônica
Sessão Clínica - Otorréia Crônica
 
Tontura no idoso e doença de Ménière
Tontura no idoso e doença de MénièreTontura no idoso e doença de Ménière
Tontura no idoso e doença de Ménière
 
Otite Média Aguda e Otite Média Com Efusão (Serosa)
Otite Média Aguda e Otite Média Com Efusão (Serosa)Otite Média Aguda e Otite Média Com Efusão (Serosa)
Otite Média Aguda e Otite Média Com Efusão (Serosa)
 
Doenças crônicas – Pressão Alta
Doenças crônicas – Pressão Alta Doenças crônicas – Pressão Alta
Doenças crônicas – Pressão Alta
 
Linfadenopatias cervicais na infância
Linfadenopatias cervicais na infânciaLinfadenopatias cervicais na infância
Linfadenopatias cervicais na infância
 
Casos clinicos -Nasosinusal
Casos clinicos -NasosinusalCasos clinicos -Nasosinusal
Casos clinicos -Nasosinusal
 
Abordagem Cirúrgica - Trauma Abdominal
Abordagem Cirúrgica - Trauma AbdominalAbordagem Cirúrgica - Trauma Abdominal
Abordagem Cirúrgica - Trauma Abdominal
 
Climatério
ClimatérioClimatério
Climatério
 

Orelha interna

  • 1. Otorrinolaringologia 11ª aula Orelha Interna • Formada por esqueleto ósseo ebúrneo (labirinto ósseo) que contem no seu interior o labirinto membranoso. Membranas são parte funcional da orelha Material baseado exclusivamente em aulas. Confeccionado por Jean D. Mello, Pietro Balthar, Rodrigo Magacho e Thiago Reis • Divide-se em dois segmentos: Anterior (cóclea) e outro posterior (aparelho vestibular formado pelos canais semicirculares)separados por cavidade denominada vestíbulo. Anatomia • Canal semicircular superior + utrículo + Canal semicircular inferior Nervo vestibular superior • Sáculo + Canal semicircular posterior Nervo vestibular inferior Coclear + Vestibular = Vestíbulo Coclear 8º par Então, tudo que vem aferente vai ao tronco encefálico sisetma reticular, onde ocorrer equilibrio Equilíbrio • Canais semicirculares: Equilíbrio dinâmico do corpo em movimento. • Sáculo e utrículo: Equilíbrio estático,noção da posição da cabeça e do corpo no espaço. • Visão: Relações espaciais dos objetos. • Sistema proprioceptivo: Sensações cutâneas e sensibilidade profunda dos músculos,tendões e articulações. Os reflexos que regulam o equilíbrio dependem da interação entre o sistema vestibular, olhos, sistema proprioceptivo, sob coordenação do cerebelo. O aparelho vestibular é composto por um aparelho sensorial periférico (labirinto), mecanismo processador(SNC) e um mecanismo gerador de reações motoras oculares e posturais.
  • 2. Patologias da orelha Interna • Síndromes Vestibulares Periféricas e Centrais • Vertigem Posicional Paroxística Benigna • Presbiacusia • Trauma Sonoro • Medicamentos Ototoxicos • Doença de Ménière • Neurinoma do Acústico Obs: Labirintite é um termo errado, pois inflamação do labirinto é raro. O termo correto seria labirintopatia ou transtorno do equilíbrio. Vertigem sensação rotatória + náuseas Condutas • Triagem Neonatal • Indicadores de risco para deficiências auditivas. Síndromes Vestibulares Periférica e Central Periféricas • Sempre vertigem, com desequilíbrio nas crises, geralmente acompanhadas de zumbidos (sempre pensar em periféricas) • Nistagmo horizonto-rotatorio , bilateral , transitório. • Desequilíbrio aumenta com olhos fechados, muda com a posição da cabeça, oscilações laterais. • Pode estar associada a sintomas auditivos. Centrais • Desequilíbrio constante. • Nistagmo múltiplo, pode ser unilateral, continuo. • Desequilíbrio não altera com olhos fechados, inalterado com a posição da cabeça ,oscilações ântero-posteriores. • Pode estar associadas a sinais neurológicos. Vertigem Posicional Paroxística Benigna • Tontura:Qualquer sensação de perturbação do equilíbrio corporal. • 85% determinados por comprometimento do sistema vestibular. • VPPB:>40 anos,sexo feminino e idosos. • Quadro de vertigem intensa, que ocorre com a movimentação da cabeça,acompanhada de náuseas, nistagmo rotatório-vertical, com duração de segundos. • Tto:Reabilitação vestibular. Não responde bem a medicamentos antivertiginosos Presbiacusia • “Audição do idoso”,degeneração das estruturas anatômicas da orelha interna e das vias auditivas centrais, com perdas sensoriais e neurais. • Perde primeiro sons agudos • É BILATERAL, SIMÉTRICA e PROGRESSIVA • É influenciada por causas ambientais, genéticos, sendo mais precoce em ambientes urbanos.
  • 3. Pode ocorrer distúrbios de personalidade em conseqüência de alterações no SNC (irritabilidade,atenção diminuída,declínio da inteligência). • Se divide em: o Sensorial(Atrofia das células ciliadas) o Neural (degeneração dos neurônios cocleares), o Estria(atrofia da estria vascular), o Coclear condutiva(Rigidez do ducto coclear). • TTo:Próteses auriculares (só se adapta se à audiometria tiver 50% de discriminação) Trauma Sonoro • Pode ser agudo (explosões) ou provocadas por exposição prolongada a ruídos de elevada intensidade. (Perda Auditiva Induzida por Ruidos) • Sangue é sinal de perfuração (Trauma) . PAIR não é trauma • A exposição continua a sons de intensidade maior que 85db por 6 a 8 horas/dia vai acarretar lesões irreversíveis , bilaterais e simétricas,começando geralmente pela freqüência de 4000hz(zona de hipersensibilidade do orgão de Corti) e depois atingindo outras freqüências. • Nas oficinas de tecelagem,fabricas de cigarros, metalurgia,serralherias,construção naval, a intensidade sonora chega a 120 db. • Tto: Agudos (corticóides, vasodilatadores), Pair (profilático com protetores auriculares). Medicamentos Ototóxicos • Devem ser evitados sempre que possível,no entanto quando não há outra opção, a administração deverá ser feita com audiometria prévia e repetida regularmente durante o tratamento. • Antibióticos: Aminoglicosídeos (gentamicina é o mais grave, usado em berçários para infec. hospitalar neonatal), tuberculostaticos, vancomicina, cloranfenicol, eritromicina. • Não antibióticos: Diuréticos (furosemida), aspirina, antineoplasicos (vincristina), quinino, betabloqueadores (propanolol). Doença de Ménière • Acumulo excessivo de endolinfa no interior do labirinto membranoso(crise hipertensiva endolinfática). • Etiopatogenia indeterminada. • Quadro clínico: o Vertigem, o Zumbidos, o Hipoacusia flutuante (tríade clássica). Pode ser acompanha de plenitude auricular, crises de enxaqueca.85% unilateral,entre terceira e quinta década. • Audiometria: o Surdez neurossensorial ou mista inicialmente para sons graves e de caráter flutuante.
  • 4. Eletrococleografia: (confirma diagnóstico) o Ondas com dois ou mais picos negativos (dessincronização dos potenciais de ação provocados pelo hidrops). • Teste do glicerol: o diurético osmótico provoca desidratação aguda do labirinto,com melhora de 10 db no audiograma ou 12% da discriminação. • Tratamento: o Manutenção: Dieta- Hipossódica, substituir açúcar, pão branco, menores quantidades com intervalos < 3hs, evitar cafeína. Prática diária de exercícios (diminui resistência a insulina), diuréticos poupadores de potássio (hidroclorotiazida 25mg/dia) . o Crises: Depressores do labirinto, Corticoides.. Beta estina é a droga de manutenção o Casos Incontroláveis: tratamento cirúrgico. Neuroma do Acústico • Se origina na bainha de Schawann do oitavo par craniano. Mais freqüente tumor benigno intracraniano, 95% unilateral. Com o crescimento pode englobar o nervo facial, alargar o meato acústico interno e invasão do crânio. • Mais comum na mulher(3:2),surge entre 20 e 50 anos de idade. • Ocorre hipoacusia e zumbidos unilaterais mantido. • Diagnostico: o Audiometria, Audiometria do Tronco Cerebral o B.E.R.A define diagnóstico, com latência aumentada, quando se mede impulsos nas estações sonoras dentro do crânio nas vias auditivas centrias o Tc, o RNM com contraste(gadolínio), pois TC só vê tumor maior que 1 cm • Diagnostico diferencial com Meniere, que tem quadro FLUTUANTE e vertigem • Tto:Cirúrgico. Então, a seqüência de exames é: Audiometria alterado? BERA alterado? RNM Paciente NÃO tem vertigens Condutas Triagem Auditiva Neonatal • Deve ser universal, até 3 meses de idade e sendo necessária a intervenção, realizá-la até os 6 meses de idade (Maturação Neurológica nos primeiros meses de vida.Atraso geraria prejuízo no desenv. da linguagem oral e comunicação). • Exames: o Fase inicial - Emissões otoacusticas, Reflexo cocleopalpebral, Audiometria Comportamental, Impedanciometria. o Suspeita - B.E.R.A., ECGrafia, T.C. de ouvido, Exs. Hematológicos, investigação genética. Sorologia para as mais propensas e comuns.
  • 5. Indicadores de Risco para Deficiências Auditivas • R.N. com peso < 1500g. • Pré-termo < 34 semanas. • R.N. com asfixia perinatal grave. • R.N. com infecção congênita:CMV,Rubéola, Toxoplasmose,Herpes,Sífilis,HIV. • Uso de drogas ototóxicas. • Hiperbilirrubinemia(BbI). • Historia familiar de deficiência auditiva. • Malformações da cabeça e pescoço(anomalias craniofaciais,fissuras palatinas,alteração no pavilhão auricular). • R.N. que necessitaram de UTI neonatal mais que 48hs.