SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 31
Síndrome vestibular Central e Periférica
 SÍNDROME = conjunto de sintomas que
caracterizam uma doença ou um conjunto de
fenômenos.
 SÍNDROMES VESTIBULARES- relaciona-se com
o sistema vestibular - EQUILÍBRIO CORPORAL:
 Vertigem
 Náusea
 enjoos
 Tonturas
Localizado no ouvido interno,
compreende: 3 canais semi-circulares, o
utrículo e o sáculo.
VESTIBULAR, VISUAL E PROPRIOCEPTIVO (MOTOR)
Vertigem - sensação de uma
tontura rotatória, podendo
causar náuseas, vômitos,
ilusão de movimento. vertigem vem do verbo em
Latim “redemoinho”.
 TONTURA sensação de flutuação,
instabilidade, cabeça pesada,
atordoamento, impressão de queda.
 Periféricas
 Acometem o sistema
vestibular periférico:
 Canais semicirculares
 Utrículo
 Sáculo
 Nervo vestibular
 Central
 Lesões nas estruturas
vestibulares do SNC
 (núcleos vias e inter-
relações)
 Vertigem de origem central apresenta quadro insidioso e lento,
podendo ser alterada.
 No sistema nervoso central, a instabilidade é mais intensa, sendo os
pacientes incapazes de manter-se em pé ou caminhar durante a fase
aguda.
 Nistagmo – Oscilações repetidas e involuntária rítmicas de um ou
ambos os olhos em algumas ou todas as posições de mirada.
 Os pacientes que procuram atendimento devem ser estudados em
unidades especiais de vertigem e equilíbrio, onde os especialistas
trabalham em estreita colaboração com o otorrinolaringologista,
neurologista e oftalmologista.
 Diferenças entre síndromes vestibulares centrais x síndromes
vestibulares periféricas.
 VASCULAR:
 Tronco cerbelar;
 Mal formações;
 Hemorragias;
 Doenças desmielinizantes
 TUMORES DO ANGULO
PONTO-CEREBELAR:
 Tumores do tronco cerebelar
 Epilepsia focal
 Crise do lombo temporal
 Doenças degenerativas
 Arnold Chiari
 CAUSAS SISTÊMICAS:
 Drogas
 Pré-sincope
 Doenças infecciosas
 Lesões na cabeça
 Desencadeamento nas mudanças da posição da
cabeça;
 Lesão no sistema nervoso central;
 Causas mais comuns são: Processos tumorais e
malformações vasculares (Cerebelo e tronco
cerebral)
 Doenças desmielinizantes são constituídas por um grande grupo de
doenças neurológicas, cujo substrato patológico é essencial e
desmielinizarão da matéria branca do sistema nervoso central;
 Esclerose múltipla – Predisposição genética que age em fatores
ambientais e agentes virais não identificados que induzem uma
resposta imunológica anormal contra o SNC e seus próprios
constituintes.
 Distúrbios de equilíbrio – Combinação de via vestibular com déficits de
motor.
 Sintoma inicial em 5% dos pacientes, mas está previsto ao longo do
curso da doenças em aproximadamente 50% dos pacientes. Além
disso, 10% dos casos refere-se a perda auditiva;
 Oscilação do ambiente e borrão das imagens que vêm a interferir
significativamente com as suas atividades diárias agravada durante a
deambulação ou atividades que exijam a manutenção da fixação visual
(Leitura);
 Localizados no tronco cerebral;
 Meduloblastoma – Tumor com crescimento rápido que se origina na parte de trás do
vermis capilar, com 4 ventrículos.
- Quadro clínico: Aparecimento de hidrocefalia decorrente de obstrução do quarto
ventrículo.
- Sintomas: Ataxia, diplopia, nistagmo e dismetria ocular.
- 4% dos tumores intracranianos, e é mais comum em crianças.
 Astrocitoma cerebelar: Representa 20% dos tumores cerebrais infantis e tem sintomas
semelhantes ao meduloblastoma.
- Sintomas: Cefano fronto-occipital, dor de cabeça, ataxia, perda do membro, diplopia,
nistagmo.
- Tumores Pineal : Glioma, Germinoma, Pinelomas (Pineocitoma e Pineoloblastoma) e
Teratoma.
 Gliomas: Apresentam quase 65% dos tumores de tronco em pacientes com menos de 20
anos.
 Chordomas: São tumores decorrentes de restos da notocorda, sendo localizados no clivus
do forame occipital na parte de trás da cabeça.
- Sintomas: Envolvimento do nervo craniano (II a XII) vertigem, disartria, ataxia
 Miningiomas do forame magno pode causar sintomas semelhantes.
Metástases Intracranianos – 20% dos casos, na estrutura da fossa posterior.
- Sintomas: Dor de cabeça, tontura, desequilíbrio e evidente apenas durante a
marcha ataxia.
 Síndromes paraneoplásticas – Efeitos remotos de malignidade, com
incidência menor que 1% dos pacientes com câncer.
 Apresentam: Vertigem, diplopia, distúrbios óculomotor e instabilidade, sendo a
lesão mais frequente para os núcleos vestibulares e coclear.
 Degeneração cerebelar paraneoplástica – Mais comum em
pacientes com tumores ginecológicos.
Suspeitado em mulheres de meia-idade;
 Opsoclonus – Desordem caracterizada por ataxia (Irregular ou
contúnua), com saltos dos olhos dos pacientes em todas as
direções.
 Dividido em categorias:
- Tratamento específico: Controlar a
vertígem sintomática, tontura e instabilidade
e aliviar as náuseas e vómitos.
- Anti- histamínicos.
- Drogas sedativas: Sulpirida vestibular,
tietilperazina, meclizine, cinarizina ou
flunarizina.
 Síntomas:
 Apresenta-se geralmente em crises agudas,há alterações de equilíbrio, porém
conseguem caminhar, já em constrastes com os pacientes centrais que mal conseguem
se manter em pé durante a crise.
 Vertigem (rotatória), Manifestações auditivas (hipoacusia, zumbidos, plenitude aural,
intolerância a ruídos)
 O Nistagmo espontâneo periférico pode ser inibido com a fixação ocular, é proeminente
de 12 a 24 horas diferente da central que persiste semanas a meses.
 Trabalha-se com diagnóstico de exclusão, considerando ausencias de lesão do sistema
nervoso central.
 Duração das Crises:
 Minutos a Horas: Doença de Ménière
 Segundos: Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
 Dias a Semanas : Neuronite Vestibular
Doença de Ménière
Vertigem Postural Paroxística
Benigna (VPPB)
Neuronite Vestibular
Labirintopatias Metabólicas
 Doenças sistemicas como diabetes, hipertensão ,
reumatismos
 Utilização de drogas que chamamos ototóxicas,
como alguns antibióticos e antiinflamatórios que
alteram as funções do ouvido
 Barotrauma: Alterações bruscas da pressão
barométrica, como no mergulho e nos aviões
 Hábitos: excesso de doces, cafeína, tabagismo,
álcool ou drogas.
 Aterosclerose
 Traumas sonoros
 O objetivo do tratamento é promover a
recuperação do equilíbrio corporal e também
controlar efetivamente a tontura e
sinais/sintomas associados.
 Diagnóstico: testes de sensibilidade,
equilíbrio, coordenação, avaliação postural,
vestíbulo-ocular e ampliatude de movimento.
 Exames: eletronistagmografia,
eletrococleografia e teste calórico.
 A avaliação e reabilitação vestibular estão
descritos como competência do
fonoaudiólogo em vários documentos
publicados pelo Conselho federal de
Fonoaudióloga.
De acordo com o Parecer CRFa. 2ª Região/SP
Nº 01/2009, antes de iniciar qualquer
intervenção, o fonoaudiólogo deve:
 Solicitar indicação médica
 ter conhecimento aprofundado sistema
vestibular e intervenções terapêuticas
 ter conhecimento dos principais protocolos
de reabilitação vestibular
 aplicação das manobras de reposição
canalicular
 ser capaz de identificar as intercorrencias que
surgirem durante as manobras.
 GANANÇA, M. M. et al. Vertigem. Revista
Brasileira de Medicina (edição especial), Rio de
Janeiro, vol. 50, p.193-200, jan, 1994.
GANANÇA, F. F. et al. Vertigem de Origem
Periférica e Central: Orientação Diagnóstica e
Terapêutica. Jornal Brasileiro de Medicina, Rio de
Janeiro, vol.68, n.6, p.71-88, jun.,1995.
GANANÇA, M. M; CAOVILLA, H. H. Desequilíbrio e
Reequilíbrio. In: GANANÇA, M. M. Vertigem tem
cura São Paulo: Lemos Editorial, 1998, 13-19.


Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

Neurofisiologia do controle motor espinhal
Neurofisiologia do controle motor espinhalNeurofisiologia do controle motor espinhal
Neurofisiologia do controle motor espinhal
 
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
 
Exame fisico do quadril ac
Exame fisico do quadril   acExame fisico do quadril   ac
Exame fisico do quadril ac
 
Fundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológicaFundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológica
 
Incoordenação, desequilíbrio e tontura
Incoordenação, desequilíbrio e tonturaIncoordenação, desequilíbrio e tontura
Incoordenação, desequilíbrio e tontura
 
Desenvolvimento infantil: Caderneta do Ministério da Saúde - SBP
Desenvolvimento infantil: Caderneta do Ministério da Saúde - SBP Desenvolvimento infantil: Caderneta do Ministério da Saúde - SBP
Desenvolvimento infantil: Caderneta do Ministério da Saúde - SBP
 
Exame neurológico
Exame neurológicoExame neurológico
Exame neurológico
 
Síndromes medulares
Síndromes medularesSíndromes medulares
Síndromes medulares
 
Fisioterapia neurologia
Fisioterapia neurologiaFisioterapia neurologia
Fisioterapia neurologia
 
Avaliacao neurologica
Avaliacao neurologicaAvaliacao neurologica
Avaliacao neurologica
 
Síndrome de guillain barré
Síndrome de guillain barré Síndrome de guillain barré
Síndrome de guillain barré
 
Semiologia Neurológica: Sintomatologia - Profa. Rilva Muñoz
Semiologia Neurológica: Sintomatologia - Profa. Rilva MuñozSemiologia Neurológica: Sintomatologia - Profa. Rilva Muñoz
Semiologia Neurológica: Sintomatologia - Profa. Rilva Muñoz
 
Farmacologia das drogas do snc
Farmacologia das drogas do sncFarmacologia das drogas do snc
Farmacologia das drogas do snc
 
Aula sobre a Síndrome de guillain barré (sgb) - Adriana
Aula sobre a Síndrome de guillain barré (sgb) - AdrianaAula sobre a Síndrome de guillain barré (sgb) - Adriana
Aula sobre a Síndrome de guillain barré (sgb) - Adriana
 
Nervos cranianos
Nervos cranianosNervos cranianos
Nervos cranianos
 
Bobath
BobathBobath
Bobath
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
 
SISTEMA SENSORIAL (audicao e equilibrio)
SISTEMA SENSORIAL (audicao e equilibrio)SISTEMA SENSORIAL (audicao e equilibrio)
SISTEMA SENSORIAL (audicao e equilibrio)
 
Força reflexos 17
Força reflexos 17Força reflexos 17
Força reflexos 17
 
Semiologia do Aparelho Locomotor ll
Semiologia do Aparelho Locomotor llSemiologia do Aparelho Locomotor ll
Semiologia do Aparelho Locomotor ll
 

Semelhante a Síndromes vestibulares

Lesão nervosa periferica
Lesão nervosa perifericaLesão nervosa periferica
Lesão nervosa periferica
japaforozero
 
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptxcepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
Marcio Domingues
 
Orelha interna
Orelha internaOrelha interna
Orelha interna
Dario Hart
 
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdfAbordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
pedro199229
 
Disfunçõesvestibulares.ppt
 Disfunçõesvestibulares.ppt  Disfunçõesvestibulares.ppt
Disfunçõesvestibulares.ppt
hihdidushd
 

Semelhante a Síndromes vestibulares (20)

Investigação diagnóstica das neuropatias periféricas
Investigação diagnóstica das neuropatias periféricasInvestigação diagnóstica das neuropatias periféricas
Investigação diagnóstica das neuropatias periféricas
 
Lesão nervosa periferica
Lesão nervosa perifericaLesão nervosa periferica
Lesão nervosa periferica
 
Aula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptxAula Sistema Nervoso.pptx
Aula Sistema Nervoso.pptx
 
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptxcepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
cepeti-apresentacao-luis-felipe-11-09-1fabbfa2.pptx
 
Fisiologia
FisiologiaFisiologia
Fisiologia
 
Orelha interna
Orelha internaOrelha interna
Orelha interna
 
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdfAbordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
Abordagem da fisioterapia na espinha bifida - Original.pdf
 
Paralisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicadaParalisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicada
 
20 (1)
20 (1)20 (1)
20 (1)
 
ECLEROSE 2.pptx
ECLEROSE 2.pptxECLEROSE 2.pptx
ECLEROSE 2.pptx
 
C O M A
C O M AC O M A
C O M A
 
Disfagia
DisfagiaDisfagia
Disfagia
 
disturbios cerebelares
disturbios cerebelaresdisturbios cerebelares
disturbios cerebelares
 
Fascículo de Patologia.pptx
Fascículo de Patologia.pptxFascículo de Patologia.pptx
Fascículo de Patologia.pptx
 
Neuropatias Perifericashtml.ppt
Neuropatias Perifericashtml.pptNeuropatias Perifericashtml.ppt
Neuropatias Perifericashtml.ppt
 
1cfcc06f2e548a376d28e848c819ad12
1cfcc06f2e548a376d28e848c819ad121cfcc06f2e548a376d28e848c819ad12
1cfcc06f2e548a376d28e848c819ad12
 
Fisiopatologia da Labirintite
Fisiopatologia da LabirintiteFisiopatologia da Labirintite
Fisiopatologia da Labirintite
 
Disfunçõesvestibulares.ppt
 Disfunçõesvestibulares.ppt  Disfunçõesvestibulares.ppt
Disfunçõesvestibulares.ppt
 
Epilepsia med 4 ..quinta
Epilepsia med 4 ..quintaEpilepsia med 4 ..quinta
Epilepsia med 4 ..quinta
 
Doenças do Sistema Nervoso
Doenças do Sistema NervosoDoenças do Sistema Nervoso
Doenças do Sistema Nervoso
 

Mais de Fabiana Vallina (8)

Processamento auditivo
Processamento auditivoProcessamento auditivo
Processamento auditivo
 
Aprenda a meditar david fontana
Aprenda a meditar david fontanaAprenda a meditar david fontana
Aprenda a meditar david fontana
 
Identidades brasileiras
Identidades brasileiras Identidades brasileiras
Identidades brasileiras
 
O evangelho de sri ramakrishna
O evangelho de sri ramakrishnaO evangelho de sri ramakrishna
O evangelho de sri ramakrishna
 
Guia visual museo del prado
Guia visual museo del pradoGuia visual museo del prado
Guia visual museo del prado
 
Nervo Facial
Nervo FacialNervo Facial
Nervo Facial
 
Envelhecimento da Pessoa com Deficiência
Envelhecimento da Pessoa com DeficiênciaEnvelhecimento da Pessoa com Deficiência
Envelhecimento da Pessoa com Deficiência
 
Cancer boca
Cancer boca Cancer boca
Cancer boca
 

Último

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
HELLEN CRISTINA
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
HELLEN CRISTINA
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
DanieldaSade
 
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades PúblicasAlimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
DanieldaSade
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 

Último (10)

relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
 
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclosCaracterísticas gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
Características gerais dos vírus- Estrutura, ciclos
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV.pdf
 
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
01 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA.pdf
 
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades PúblicasAlimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
Alimentação / Amamentação Lactentes em Calamidades Públicas
 
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdfManual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis.pdf
 
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 

Síndromes vestibulares

  • 2.  SÍNDROME = conjunto de sintomas que caracterizam uma doença ou um conjunto de fenômenos.  SÍNDROMES VESTIBULARES- relaciona-se com o sistema vestibular - EQUILÍBRIO CORPORAL:  Vertigem  Náusea  enjoos  Tonturas
  • 3. Localizado no ouvido interno, compreende: 3 canais semi-circulares, o utrículo e o sáculo.
  • 4. VESTIBULAR, VISUAL E PROPRIOCEPTIVO (MOTOR)
  • 5.
  • 6. Vertigem - sensação de uma tontura rotatória, podendo causar náuseas, vômitos, ilusão de movimento. vertigem vem do verbo em Latim “redemoinho”.  TONTURA sensação de flutuação, instabilidade, cabeça pesada, atordoamento, impressão de queda.
  • 7.  Periféricas  Acometem o sistema vestibular periférico:  Canais semicirculares  Utrículo  Sáculo  Nervo vestibular  Central  Lesões nas estruturas vestibulares do SNC  (núcleos vias e inter- relações)
  • 8.  Vertigem de origem central apresenta quadro insidioso e lento, podendo ser alterada.  No sistema nervoso central, a instabilidade é mais intensa, sendo os pacientes incapazes de manter-se em pé ou caminhar durante a fase aguda.  Nistagmo – Oscilações repetidas e involuntária rítmicas de um ou ambos os olhos em algumas ou todas as posições de mirada.  Os pacientes que procuram atendimento devem ser estudados em unidades especiais de vertigem e equilíbrio, onde os especialistas trabalham em estreita colaboração com o otorrinolaringologista, neurologista e oftalmologista.  Diferenças entre síndromes vestibulares centrais x síndromes vestibulares periféricas.
  • 9.
  • 10.  VASCULAR:  Tronco cerbelar;  Mal formações;  Hemorragias;  Doenças desmielinizantes  TUMORES DO ANGULO PONTO-CEREBELAR:  Tumores do tronco cerebelar  Epilepsia focal  Crise do lombo temporal  Doenças degenerativas  Arnold Chiari  CAUSAS SISTÊMICAS:  Drogas  Pré-sincope  Doenças infecciosas  Lesões na cabeça
  • 11.
  • 12.  Desencadeamento nas mudanças da posição da cabeça;  Lesão no sistema nervoso central;  Causas mais comuns são: Processos tumorais e malformações vasculares (Cerebelo e tronco cerebral)
  • 13.  Doenças desmielinizantes são constituídas por um grande grupo de doenças neurológicas, cujo substrato patológico é essencial e desmielinizarão da matéria branca do sistema nervoso central;  Esclerose múltipla – Predisposição genética que age em fatores ambientais e agentes virais não identificados que induzem uma resposta imunológica anormal contra o SNC e seus próprios constituintes.  Distúrbios de equilíbrio – Combinação de via vestibular com déficits de motor.  Sintoma inicial em 5% dos pacientes, mas está previsto ao longo do curso da doenças em aproximadamente 50% dos pacientes. Além disso, 10% dos casos refere-se a perda auditiva;  Oscilação do ambiente e borrão das imagens que vêm a interferir significativamente com as suas atividades diárias agravada durante a deambulação ou atividades que exijam a manutenção da fixação visual (Leitura);
  • 14.  Localizados no tronco cerebral;  Meduloblastoma – Tumor com crescimento rápido que se origina na parte de trás do vermis capilar, com 4 ventrículos. - Quadro clínico: Aparecimento de hidrocefalia decorrente de obstrução do quarto ventrículo. - Sintomas: Ataxia, diplopia, nistagmo e dismetria ocular. - 4% dos tumores intracranianos, e é mais comum em crianças.  Astrocitoma cerebelar: Representa 20% dos tumores cerebrais infantis e tem sintomas semelhantes ao meduloblastoma. - Sintomas: Cefano fronto-occipital, dor de cabeça, ataxia, perda do membro, diplopia, nistagmo. - Tumores Pineal : Glioma, Germinoma, Pinelomas (Pineocitoma e Pineoloblastoma) e Teratoma.  Gliomas: Apresentam quase 65% dos tumores de tronco em pacientes com menos de 20 anos.  Chordomas: São tumores decorrentes de restos da notocorda, sendo localizados no clivus do forame occipital na parte de trás da cabeça.
  • 15. - Sintomas: Envolvimento do nervo craniano (II a XII) vertigem, disartria, ataxia  Miningiomas do forame magno pode causar sintomas semelhantes. Metástases Intracranianos – 20% dos casos, na estrutura da fossa posterior. - Sintomas: Dor de cabeça, tontura, desequilíbrio e evidente apenas durante a marcha ataxia.  Síndromes paraneoplásticas – Efeitos remotos de malignidade, com incidência menor que 1% dos pacientes com câncer.  Apresentam: Vertigem, diplopia, distúrbios óculomotor e instabilidade, sendo a lesão mais frequente para os núcleos vestibulares e coclear.  Degeneração cerebelar paraneoplástica – Mais comum em pacientes com tumores ginecológicos. Suspeitado em mulheres de meia-idade;  Opsoclonus – Desordem caracterizada por ataxia (Irregular ou contúnua), com saltos dos olhos dos pacientes em todas as direções.
  • 16.  Dividido em categorias: - Tratamento específico: Controlar a vertígem sintomática, tontura e instabilidade e aliviar as náuseas e vómitos. - Anti- histamínicos. - Drogas sedativas: Sulpirida vestibular, tietilperazina, meclizine, cinarizina ou flunarizina.
  • 17.  Síntomas:  Apresenta-se geralmente em crises agudas,há alterações de equilíbrio, porém conseguem caminhar, já em constrastes com os pacientes centrais que mal conseguem se manter em pé durante a crise.  Vertigem (rotatória), Manifestações auditivas (hipoacusia, zumbidos, plenitude aural, intolerância a ruídos)  O Nistagmo espontâneo periférico pode ser inibido com a fixação ocular, é proeminente de 12 a 24 horas diferente da central que persiste semanas a meses.  Trabalha-se com diagnóstico de exclusão, considerando ausencias de lesão do sistema nervoso central.  Duração das Crises:  Minutos a Horas: Doença de Ménière  Segundos: Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)  Dias a Semanas : Neuronite Vestibular
  • 18. Doença de Ménière Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) Neuronite Vestibular Labirintopatias Metabólicas
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.  Doenças sistemicas como diabetes, hipertensão , reumatismos  Utilização de drogas que chamamos ototóxicas, como alguns antibióticos e antiinflamatórios que alteram as funções do ouvido  Barotrauma: Alterações bruscas da pressão barométrica, como no mergulho e nos aviões  Hábitos: excesso de doces, cafeína, tabagismo, álcool ou drogas.  Aterosclerose  Traumas sonoros
  • 24.
  • 25.  O objetivo do tratamento é promover a recuperação do equilíbrio corporal e também controlar efetivamente a tontura e sinais/sintomas associados.  Diagnóstico: testes de sensibilidade, equilíbrio, coordenação, avaliação postural, vestíbulo-ocular e ampliatude de movimento.  Exames: eletronistagmografia, eletrococleografia e teste calórico.
  • 26.
  • 27.
  • 28.  A avaliação e reabilitação vestibular estão descritos como competência do fonoaudiólogo em vários documentos publicados pelo Conselho federal de Fonoaudióloga.
  • 29. De acordo com o Parecer CRFa. 2ª Região/SP Nº 01/2009, antes de iniciar qualquer intervenção, o fonoaudiólogo deve:  Solicitar indicação médica  ter conhecimento aprofundado sistema vestibular e intervenções terapêuticas  ter conhecimento dos principais protocolos de reabilitação vestibular  aplicação das manobras de reposição canalicular  ser capaz de identificar as intercorrencias que surgirem durante as manobras.
  • 30.
  • 31.  GANANÇA, M. M. et al. Vertigem. Revista Brasileira de Medicina (edição especial), Rio de Janeiro, vol. 50, p.193-200, jan, 1994. GANANÇA, F. F. et al. Vertigem de Origem Periférica e Central: Orientação Diagnóstica e Terapêutica. Jornal Brasileiro de Medicina, Rio de Janeiro, vol.68, n.6, p.71-88, jun.,1995. GANANÇA, M. M; CAOVILLA, H. H. Desequilíbrio e Reequilíbrio. In: GANANÇA, M. M. Vertigem tem cura São Paulo: Lemos Editorial, 1998, 13-19. 