SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 31
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Índice
1 - O que é o Kanban?
2 - Quais os tipos de Kanban?
3- Vantagens do Kanban.
4- Como se aplica o Kanban?
5- Condições para Implementar o Kanban.
6- Apresentação de exemplos de boas práticas.
7- Conclusões
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
1 - O que é o Kanban?
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
• Kanban é uma palavra de origem japonesa que significa literalmente
registo ou placa visível. É um sistema desenvolvido para a produção Lean e
just-in-time (JIT). Kanban é um sistema para controlar a cadeia logística do
ponto de vista da produção.
• Desenvolvido por Taiichi Ohno, no Toyota, para encontrar um sistema para
melhorar e manter um nível elevado de produção. Kanban é um método
através do qual é alcançado o JIT.
Tornou-se uma ferramenta eficaz para apoiar a execução de um sistema de
produção como um todo, e provou ser um excelente meio para promover a
melhorias.
• No final de 1940, a Toyota começou a estudar supermercados com a idéia
de aplicar as tecnicas de abastecimento de prateleiras em lojas para o
abastecimento de linhas produtivas. Num supermercado, os clientes obtêm
a quantidade necessária no tempo necessário, nem mais nem menos.
Além disso, os stoks dos supermercados são baseados no que se espera
vender dentro de um determinado período de tempo, e os clientes levam
apenas o que eles precisam, pois o suprimento futuro está assegurado.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
• Esta observação levou Toyota para visualizar um processo como sendo um cliente
de um ou mais dos processos anteriores, e os processos anteriores são vistos como
um tipo de loja. O "processo" cliente vai até a loja para obter os componentes
necessários que por sua vez faz com que a loja se reabasteça.
• Um sistema Kanban, pode reduzir drasticamente os níveis de stocks, aumentar a
rotação de stocks, melhorar relacionamento fornecedor/cliente e melhorar a
precisão dos horários de fabricação.
• Kanban alinha os níveis de stock com o consumo real, um sinal é enviado para
produzir e entregar uma nova remessa quando o material é consumido.
• Kanban utiliza a taxa de procura para controlar a taxa de produção, passando a
procura do cliente final através da cadeia de processos de clientes da loja.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
2 - Quais os tipos de Kanban?
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Existem três tipos de Kanban:
• De transporte ou logística: usado para avisar o estágio anterior que o material pode
ser retirado do stock e transferido para um destino específico. Este contém
informações como: número e descrição do componente, lugar de origem e
destino, entre outras.
• De produção: é um sinal para o processo produtivo de que ele pode começar a
produzir um item para que seja colocado em stock. A informação contida neste
kanban normalmente inclui número e descrição do componente, descrição do
processo, materiais necessários para produção do componente, entre outras.
• Do fornecedor: são usados para avisar ao fornecedor que é necessário enviar
material ou componentes para um estágio da produção.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
3 – Vantagens do Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Vantagens do sistema Kanban
A grande vantagem da utilização do sistema Kanban para as empresas é a redução de
custos. Isto por que as empresas ao manterem em Stock apenas o que irão consumir
conseguem uma maior disponibilidade de tesouraria, não tendo a necessidade de
manter muito capital imobilizado sem saber quando os materiais serão utilizados.
Outras vantagens obtidas com a utilização do método Kanban:
• Uma maior capacidade total das linhas produtivas, já que os sectores produtivos
são mais bem aproveitados;
• Antecipação dos prazos de entrega dos produtos finais aos clientes, já que as
quantidades de materiais para a produção estão sempre disponíveis na quantidade
requisitada por este cliente;
• Redução do nível de existência de produtos finais em Stock. Uma vantagem da
produção “pull”.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
O Kanban tem como característica um sistema visual, sendo que as suas cores
são equiparadas a um semáforo, onde a cor verde significada que a produção
está fluindo bem; com o amarelo devemos ficar atentos e o vermelho significa
que a situação está crítica.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
4 – Como se aplica o Kanban?
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
O Kanban funciona como uma encomenda interna colocada num posto de
trabalho e como guia de remessa quando acompanha o produto resultante
dessa encomenda.
Desta forma, o Kanban é uma ordem de fabrico que circula permanentemente
no fluxo de produção, acompanhando o fluxo dos materiais no sentido a
jusante e voltando sozinho para montante logo que os materiais são
consumidos.
Desta forma, o ritmo de produção é determinado pelo ritmo de circulação dos
cartões (Kanban´s), o qual por sua vez, é determinado pelo ritmo de consumo
dos materiais. Um posto de trabalho a jusante comanda assim o posto a
montante.
O Kanban consiste em sobrepor ao fluxo físico dos materiais um fluxo inverso
de informações.
Como se Aplica o Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Como se Aplica o Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Podemos observar o que ocorre entre os dois postos :
O posto de trabalho 2 consome as peças fabricadas pelo posto de trabalho 1. Cada
vez que o posto 2 utiliza um contentor ( C) de peças, retira-lhe o cartão, designado
Kanban (K), que reenvia para o posto de trabalho 1. Desta forma, o cartão
possui, para o posto de trabalho 1, uma ordem de fabrico de um contentor de
peças.
Quando o posto de trabalho 1 termina o fabrico do contentor, coloca-se 1 cartão
Kanban. O contentor é ,então, encaminhado para o posto de trabalho 2.
Entre 2 postos de trabalho circulam um numero definido de Kanban´s
(Contentores).
Um cartão Kanban só deixa um contentor para ser devolvido ao posto de trabalho
1, quando o contentor se encontra completamente vazio.
Como se Aplica o Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Este sistema reflecte-se entre todos os postos de trabalho do mesmo sector de produção.
Um Kanban específico apenas circula entre dois postos de trabalho específicos.
Os Kanban´s estão, fixados nos contentores que aguardam no posto de trabalho 2 ou no
planeamento de Kanban´s no posto 1 à espera de transformação de peças.
Condições para Implementar O Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
5 – Condições para aplicar o
Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
• Necessidade de um bom lay-out da fabrica e dos meios produtivos;
• Necessidade de tempos curtos para mudança em série;
• Eliminação de possíveis imprevistos;
• Desenvolvimento de relações privilegiadas com fornecedores;
• Polivalência do pessoal e necessária formação dos recursos humanos;
• Normalização dos componentes e subconjuntos constituintes do produto, o que
permite diminuir o número de referências a trabalhar;
• É necessário nivelar a procura.
Condições para Implementar O Kanban
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
6 – Exemplos de boas práticas
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
• Para cada peça temos uma sequência de
posições onde são colocados os cartões.
• As posições vazias indicam o stock
disponível (embalagens cheias) e cada cor
indica o grau de urgência da reposição.
• Os cartões são colocados do verde para o
vermelho.
Quadro Kanban
Não há
necessidade
de produzir
É preciso
produzir
Stock de
segurança
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
• O cliente só retira peças de stock
quando for realmente necessário.
• O fornecedor só pode produzir
peças das quais possui kanbans de
produção e nas quantidades
definidas nestes.
• Somente peças boas podem ser
colocadas em stock.
• Os cartões devem ficar nas
embalagens cheias ou no quadro
Kanban.
O quadro deve ser fixado em local
acessível, visível e próximo do stock.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Responsável pela
comunicação e
funcionamento do sistema.
O numero de cartões kanban está diretamente relacionado com a velocidade de
consumo na linha de montagem e com o tempo de reposição necessário ao
fornecimento dos lotes.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Cada lote é armazenado num recipiente padronizado, com um numero
definido de peças e um cartão correspondente a cada contentor.
Os contentores cheios e vazios
devem ficar nos lugares pré-
establecidos, devidamente
sinalizados.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Quando o cliente for retirar um contentor do
stock para consumo, deve colocar o cartão no
quadro kanban seguindo a ordem: 1º verdes,
2º amarelos, 3º vermelhos.
O fornecedor interno ou externo, saberá
quantos contentores foram retirados do stock,
funcionando como uma autorização para
produzir a peça.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Será produzida apenas a quantidade de
contentores representada pelos cartões no
quadro, nem um contentor de peças a mais
poderá ser produzido.
Podendo recorrer a uma webcam direcionada
para o quadro kanban, estando o fornecedor
a visualizar o quadro on line.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Produção em 1º lugar
Produção em 2º lugar
Quando as peças forem produzidas internamente (kanban interno) ou recebidas de
fornecedores de fora (kanban externo) o contentor vai para o local de stock pré-
determinado e o cartão deve ser retirado do quadro e fixado junto ao contentor.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Kanban cheio = 0 Stock
Kanban vazio = Stock máximo
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Quando um cartão kanban é perdido ou
não é reposto no quadro, significa que
existe material em stock, não
correspondendo à verdade.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Utilização inadequada de contentores pode provocar a paragem da produção.
Boas práticas:
Não remover as placas de identificação;
Não mudar a posição das placas de identificação;
Não colocar peças diferentes daquelas que estão indicadas;
Não utilizar o contentor como banco ou caixa de
ferramentas, lixo.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
7 – Conclusões
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
O Kanban é um sistema auto-controlado e extremamente simples de ser
implementado.
O kanban elimina a necessidade de controlos por meio
de documentos formais e contribui para a desburocratização.
O kanban valoriza o trabalhador, fazendo com que ele possa contribuir com a sua
experiência para o sucesso do sistema.
O kanban limita e permite reduzir stocks.
O kanban reduz custos de fabricação.
O kanban tem baixo custo de implementação.
Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
Bibliografia
• Pinto, J. Pensamento Lean A Filosofia das organizações vencedoras. Lidel, 2009
• SHINGO, S. O sistema Toyota da produção: do ponto de vista da engenharia de
produção. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996
• Fujimoto, T. The Evolution of a Manufacturing System at Toyota. NY: Oxford
University Press, 1999.
• Hirano , Hiroyuki, (2009), JIT implementation manual – the complete guide to just-
in-time manufacturing, 2º vol, Productivity Press.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Administração de Produção - Just in Time (JIT)
Administração de Produção - Just in Time (JIT)Administração de Produção - Just in Time (JIT)
Administração de Produção - Just in Time (JIT)douglas
 
Aula 02 introducao adm da produção - db
Aula 02   introducao adm da produção - dbAula 02   introducao adm da produção - db
Aula 02 introducao adm da produção - dbDaniela Brauner
 
Planejamento e controle da produção
Planejamento e controle da produçãoPlanejamento e controle da produção
Planejamento e controle da produçãoLuiza Mucida
 
Aula 02 just in time e kanban 1
Aula 02   just in time e kanban 1Aula 02   just in time e kanban 1
Aula 02 just in time e kanban 1josmar faria
 
Lean manufacturing slides
Lean manufacturing slidesLean manufacturing slides
Lean manufacturing slidesMoises Ribeiro
 
Just in time (jit)
Just in time (jit)Just in time (jit)
Just in time (jit)Robson Costa
 
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCP
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCPSistema de Planejamento e Controle da Produção - PCP
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCPMauro Enrique
 
Aula03 exercicio fluxograma casa
Aula03   exercicio fluxograma casaAula03   exercicio fluxograma casa
Aula03 exercicio fluxograma casaGrupo Tiradentes
 

Mais procurados (20)

Administração de Produção - Just in Time (JIT)
Administração de Produção - Just in Time (JIT)Administração de Produção - Just in Time (JIT)
Administração de Produção - Just in Time (JIT)
 
Adm Producao
Adm ProducaoAdm Producao
Adm Producao
 
Kanban
KanbanKanban
Kanban
 
Aula 02 introducao adm da produção - db
Aula 02   introducao adm da produção - dbAula 02   introducao adm da produção - db
Aula 02 introducao adm da produção - db
 
Gestão da qualidade
Gestão da qualidadeGestão da qualidade
Gestão da qualidade
 
Aula 1 - Gestão da Qualidade
Aula 1 - Gestão da QualidadeAula 1 - Gestão da Qualidade
Aula 1 - Gestão da Qualidade
 
Planejamento e controle da produção
Planejamento e controle da produçãoPlanejamento e controle da produção
Planejamento e controle da produção
 
Layout de estoque
Layout de estoqueLayout de estoque
Layout de estoque
 
06 aula just in time e kanban
06 aula just in time e kanban06 aula just in time e kanban
06 aula just in time e kanban
 
01 aula introdução a logística
01 aula introdução a logística01 aula introdução a logística
01 aula introdução a logística
 
Gestão da produção aula 01
Gestão da produção   aula 01Gestão da produção   aula 01
Gestão da produção aula 01
 
Aula 02 just in time e kanban 1
Aula 02   just in time e kanban 1Aula 02   just in time e kanban 1
Aula 02 just in time e kanban 1
 
Lean manufacturing slides
Lean manufacturing slidesLean manufacturing slides
Lean manufacturing slides
 
PCP
PCPPCP
PCP
 
Sistemas de Produção
Sistemas de ProduçãoSistemas de Produção
Sistemas de Produção
 
Administração de materiais
Administração de materiaisAdministração de materiais
Administração de materiais
 
Aula Qualidade - Fluxograma
Aula Qualidade - FluxogramaAula Qualidade - Fluxograma
Aula Qualidade - Fluxograma
 
Just in time (jit)
Just in time (jit)Just in time (jit)
Just in time (jit)
 
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCP
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCPSistema de Planejamento e Controle da Produção - PCP
Sistema de Planejamento e Controle da Produção - PCP
 
Aula03 exercicio fluxograma casa
Aula03   exercicio fluxograma casaAula03   exercicio fluxograma casa
Aula03 exercicio fluxograma casa
 

Semelhante a Lean SCM: O Kanban e suas aplicações

Slide Kamban
Slide KambanSlide Kamban
Slide KambanAbei
 
Etiquetas (kanban)
Etiquetas (kanban)Etiquetas (kanban)
Etiquetas (kanban)edumm001
 
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )Rafael Santos Adriano
 
Administração de operações
Administração de operaçõesAdministração de operações
Administração de operaçõesEduardo Braga Jr
 
Administração de operações
Administração de operaçõesAdministração de operações
Administração de operaçõesEduardo Braga Jr
 
A mentalidade enxuta nas empresas
A mentalidade enxuta nas empresasA mentalidade enxuta nas empresas
A mentalidade enxuta nas empresasMurilo Mothsin
 
Just in time metodologia ágel
Just in time metodologia ágelJust in time metodologia ágel
Just in time metodologia ágelwellington tenorio
 
Just in time metodologia ágil
Just in time metodologia ágilJust in time metodologia ágil
Just in time metodologia ágilwellington tenorio
 
Método Kanban de Produção
Método Kanban de ProduçãoMétodo Kanban de Produção
Método Kanban de ProduçãoAdriano Pereira
 
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdf
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdfGESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdf
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdfGiancarloAlvesSimes
 
Kaizen kanban-lean manufacturing
Kaizen kanban-lean manufacturingKaizen kanban-lean manufacturing
Kaizen kanban-lean manufacturinginstitutocarvalho
 
Unidade 7 - novas ferramentas de gestão
Unidade 7  - novas ferramentas de gestãoUnidade 7  - novas ferramentas de gestão
Unidade 7 - novas ferramentas de gestãoDaniel Moura
 

Semelhante a Lean SCM: O Kanban e suas aplicações (20)

Kanban lean scm 2015
Kanban lean scm 2015Kanban lean scm 2015
Kanban lean scm 2015
 
Slide Kamban
Slide KambanSlide Kamban
Slide Kamban
 
Kamban
KambanKamban
Kamban
 
Etiquetas (kanban)
Etiquetas (kanban)Etiquetas (kanban)
Etiquetas (kanban)
 
Kanban
Kanban Kanban
Kanban
 
Sistemas de produção 2014 02 (módulo v)
Sistemas de produção 2014 02 (módulo v)Sistemas de produção 2014 02 (módulo v)
Sistemas de produção 2014 02 (módulo v)
 
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )
Apresentação PCP - Produção Puxada - Manufatura Enxuta ( Lean Manufacturing )
 
Sistema de Produção Puxada
Sistema de Produção PuxadaSistema de Produção Puxada
Sistema de Produção Puxada
 
Logística LEAN
Logística LEANLogística LEAN
Logística LEAN
 
Administração de operações
Administração de operaçõesAdministração de operações
Administração de operações
 
Administração de operações
Administração de operaçõesAdministração de operações
Administração de operações
 
A mentalidade enxuta nas empresas
A mentalidade enxuta nas empresasA mentalidade enxuta nas empresas
A mentalidade enxuta nas empresas
 
Jit kanban
Jit kanbanJit kanban
Jit kanban
 
Just in time metodologia ágel
Just in time metodologia ágelJust in time metodologia ágel
Just in time metodologia ágel
 
Just in time metodologia ágil
Just in time metodologia ágilJust in time metodologia ágil
Just in time metodologia ágil
 
Método Kanban de Produção
Método Kanban de ProduçãoMétodo Kanban de Produção
Método Kanban de Produção
 
Desenho bordo de linha
Desenho bordo de linhaDesenho bordo de linha
Desenho bordo de linha
 
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdf
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdfGESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdf
GESTÃO DE SURPIMENTOS 2022.2 (2).pdf
 
Kaizen kanban-lean manufacturing
Kaizen kanban-lean manufacturingKaizen kanban-lean manufacturing
Kaizen kanban-lean manufacturing
 
Unidade 7 - novas ferramentas de gestão
Unidade 7  - novas ferramentas de gestãoUnidade 7  - novas ferramentas de gestão
Unidade 7 - novas ferramentas de gestão
 

Mais de CLT Valuebased Services (20)

Estudo de um Caso
Estudo de um CasoEstudo de um Caso
Estudo de um Caso
 
Caso testo lean
Caso testo leanCaso testo lean
Caso testo lean
 
Indicadores para a manutencao lean
Indicadores para a manutencao leanIndicadores para a manutencao lean
Indicadores para a manutencao lean
 
CPFR lean SCM
CPFR lean SCMCPFR lean SCM
CPFR lean SCM
 
Case study Parfois
Case study  ParfoisCase study  Parfois
Case study Parfois
 
Ikea case study
Ikea  case studyIkea  case study
Ikea case study
 
Case study Walmart
Case study WalmartCase study Walmart
Case study Walmart
 
Logistica Milk Run e Mizu
Logistica Milk Run e MizuLogistica Milk Run e Mizu
Logistica Milk Run e Mizu
 
Last Mile Logistics
Last Mile LogisticsLast Mile Logistics
Last Mile Logistics
 
Industry 4.0
Industry 4.0Industry 4.0
Industry 4.0
 
Lean 6Sigma Agile 2019
Lean 6Sigma Agile 2019Lean 6Sigma Agile 2019
Lean 6Sigma Agile 2019
 
Tabelas MTM ln IPC
Tabelas MTM ln IPCTabelas MTM ln IPC
Tabelas MTM ln IPC
 
Bordo de linha
Bordo de linhaBordo de linha
Bordo de linha
 
Scrum Book
Scrum BookScrum Book
Scrum Book
 
Booklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho finalBooklet Estudo do Trabalho final
Booklet Estudo do Trabalho final
 
Domotica
DomoticaDomotica
Domotica
 
Projeto Implementação Lean
Projeto Implementação Lean Projeto Implementação Lean
Projeto Implementação Lean
 
Retrato de Poortugal 2019
Retrato de Poortugal 2019Retrato de Poortugal 2019
Retrato de Poortugal 2019
 
Fut global-edition
Fut  global-editionFut  global-edition
Fut global-edition
 
Tabelas MTM LM IPC
Tabelas MTM LM IPCTabelas MTM LM IPC
Tabelas MTM LM IPC
 

Último

Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...
Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...
Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...E-Commerce Brasil
 
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024E-Commerce Brasil
 
Conferência SC 24 | O custo real de uma operação
Conferência SC 24 | O custo real de uma operaçãoConferência SC 24 | O custo real de uma operação
Conferência SC 24 | O custo real de uma operaçãoE-Commerce Brasil
 
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccss
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccssDespertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccss
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccssGuilhermeMelo381677
 
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - Atualizado
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - AtualizadoCatálogo de Produtos OceanTech 2024 - Atualizado
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - AtualizadoWagnerSouza717812
 
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?E-Commerce Brasil
 
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de venda
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de vendaConferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de venda
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de vendaE-Commerce Brasil
 
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelização
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelizaçãoConferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelização
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelizaçãoE-Commerce Brasil
 
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptx
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptxDesenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptx
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptxCoca Pitzer
 
Conferência SC 2024 | De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendas
Conferência SC 2024 |  De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendasConferência SC 2024 |  De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendas
Conferência SC 2024 | De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendasE-Commerce Brasil
 
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?Michael Rada
 
Brochura template para utilizar em eventos
Brochura template para utilizar em eventosBrochura template para utilizar em eventos
Brochura template para utilizar em eventosnpbbbb
 
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...E-Commerce Brasil
 
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...E-Commerce Brasil
 

Último (14)

Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...
Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...
Conferência SC 24 | Estratégias de diversificação de investimento em mídias d...
 
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024
Conferência SC 2024 | Tendências e oportunidades de vender mais em 2024
 
Conferência SC 24 | O custo real de uma operação
Conferência SC 24 | O custo real de uma operaçãoConferência SC 24 | O custo real de uma operação
Conferência SC 24 | O custo real de uma operação
 
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccss
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccssDespertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccss
Despertar SEBRAE [PROFESSOR] (1).pdfccss
 
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - Atualizado
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - AtualizadoCatálogo de Produtos OceanTech 2024 - Atualizado
Catálogo de Produtos OceanTech 2024 - Atualizado
 
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?
Conferência SC 24 | Omnichannel: uma cultura ou apenas um recurso comercial?
 
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de venda
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de vendaConferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de venda
Conferência SC 24 | Estratégias de precificação para múltiplos canais de venda
 
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelização
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelizaçãoConferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelização
Conferência SC 24 | Gestão logística para redução de custos e fidelização
 
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptx
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptxDesenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptx
Desenvolvendo uma Abordagem Estratégica para a Gestão de Portfólio.pptx
 
Conferência SC 2024 | De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendas
Conferência SC 2024 |  De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendasConferência SC 2024 |  De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendas
Conferência SC 2024 | De vilão a herói: como o frete vai salvar as suas vendas
 
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?
A LOGÍSTICA ESTÁ PREPARADA PARA O DECRESCIMENTO?
 
Brochura template para utilizar em eventos
Brochura template para utilizar em eventosBrochura template para utilizar em eventos
Brochura template para utilizar em eventos
 
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...
Conferência SC 24 | Estratégias omnicanal: transformando a logística em exper...
 
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...
Conferência SC 24 | Inteligência artificial no checkout: como a automatização...
 

Lean SCM: O Kanban e suas aplicações

  • 1. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM
  • 2. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Índice 1 - O que é o Kanban? 2 - Quais os tipos de Kanban? 3- Vantagens do Kanban. 4- Como se aplica o Kanban? 5- Condições para Implementar o Kanban. 6- Apresentação de exemplos de boas práticas. 7- Conclusões
  • 3. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 1 - O que é o Kanban?
  • 4. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM • Kanban é uma palavra de origem japonesa que significa literalmente registo ou placa visível. É um sistema desenvolvido para a produção Lean e just-in-time (JIT). Kanban é um sistema para controlar a cadeia logística do ponto de vista da produção. • Desenvolvido por Taiichi Ohno, no Toyota, para encontrar um sistema para melhorar e manter um nível elevado de produção. Kanban é um método através do qual é alcançado o JIT. Tornou-se uma ferramenta eficaz para apoiar a execução de um sistema de produção como um todo, e provou ser um excelente meio para promover a melhorias. • No final de 1940, a Toyota começou a estudar supermercados com a idéia de aplicar as tecnicas de abastecimento de prateleiras em lojas para o abastecimento de linhas produtivas. Num supermercado, os clientes obtêm a quantidade necessária no tempo necessário, nem mais nem menos. Além disso, os stoks dos supermercados são baseados no que se espera vender dentro de um determinado período de tempo, e os clientes levam apenas o que eles precisam, pois o suprimento futuro está assegurado.
  • 5. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM • Esta observação levou Toyota para visualizar um processo como sendo um cliente de um ou mais dos processos anteriores, e os processos anteriores são vistos como um tipo de loja. O "processo" cliente vai até a loja para obter os componentes necessários que por sua vez faz com que a loja se reabasteça. • Um sistema Kanban, pode reduzir drasticamente os níveis de stocks, aumentar a rotação de stocks, melhorar relacionamento fornecedor/cliente e melhorar a precisão dos horários de fabricação. • Kanban alinha os níveis de stock com o consumo real, um sinal é enviado para produzir e entregar uma nova remessa quando o material é consumido. • Kanban utiliza a taxa de procura para controlar a taxa de produção, passando a procura do cliente final através da cadeia de processos de clientes da loja.
  • 6. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 2 - Quais os tipos de Kanban?
  • 7. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Existem três tipos de Kanban: • De transporte ou logística: usado para avisar o estágio anterior que o material pode ser retirado do stock e transferido para um destino específico. Este contém informações como: número e descrição do componente, lugar de origem e destino, entre outras. • De produção: é um sinal para o processo produtivo de que ele pode começar a produzir um item para que seja colocado em stock. A informação contida neste kanban normalmente inclui número e descrição do componente, descrição do processo, materiais necessários para produção do componente, entre outras. • Do fornecedor: são usados para avisar ao fornecedor que é necessário enviar material ou componentes para um estágio da produção.
  • 8. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 3 – Vantagens do Kanban
  • 9. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Vantagens do sistema Kanban A grande vantagem da utilização do sistema Kanban para as empresas é a redução de custos. Isto por que as empresas ao manterem em Stock apenas o que irão consumir conseguem uma maior disponibilidade de tesouraria, não tendo a necessidade de manter muito capital imobilizado sem saber quando os materiais serão utilizados. Outras vantagens obtidas com a utilização do método Kanban: • Uma maior capacidade total das linhas produtivas, já que os sectores produtivos são mais bem aproveitados; • Antecipação dos prazos de entrega dos produtos finais aos clientes, já que as quantidades de materiais para a produção estão sempre disponíveis na quantidade requisitada por este cliente; • Redução do nível de existência de produtos finais em Stock. Uma vantagem da produção “pull”.
  • 10. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM O Kanban tem como característica um sistema visual, sendo que as suas cores são equiparadas a um semáforo, onde a cor verde significada que a produção está fluindo bem; com o amarelo devemos ficar atentos e o vermelho significa que a situação está crítica.
  • 11. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 4 – Como se aplica o Kanban?
  • 12. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM O Kanban funciona como uma encomenda interna colocada num posto de trabalho e como guia de remessa quando acompanha o produto resultante dessa encomenda. Desta forma, o Kanban é uma ordem de fabrico que circula permanentemente no fluxo de produção, acompanhando o fluxo dos materiais no sentido a jusante e voltando sozinho para montante logo que os materiais são consumidos. Desta forma, o ritmo de produção é determinado pelo ritmo de circulação dos cartões (Kanban´s), o qual por sua vez, é determinado pelo ritmo de consumo dos materiais. Um posto de trabalho a jusante comanda assim o posto a montante. O Kanban consiste em sobrepor ao fluxo físico dos materiais um fluxo inverso de informações. Como se Aplica o Kanban
  • 13. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Como se Aplica o Kanban
  • 14. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Podemos observar o que ocorre entre os dois postos : O posto de trabalho 2 consome as peças fabricadas pelo posto de trabalho 1. Cada vez que o posto 2 utiliza um contentor ( C) de peças, retira-lhe o cartão, designado Kanban (K), que reenvia para o posto de trabalho 1. Desta forma, o cartão possui, para o posto de trabalho 1, uma ordem de fabrico de um contentor de peças. Quando o posto de trabalho 1 termina o fabrico do contentor, coloca-se 1 cartão Kanban. O contentor é ,então, encaminhado para o posto de trabalho 2. Entre 2 postos de trabalho circulam um numero definido de Kanban´s (Contentores). Um cartão Kanban só deixa um contentor para ser devolvido ao posto de trabalho 1, quando o contentor se encontra completamente vazio. Como se Aplica o Kanban
  • 15. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Este sistema reflecte-se entre todos os postos de trabalho do mesmo sector de produção. Um Kanban específico apenas circula entre dois postos de trabalho específicos. Os Kanban´s estão, fixados nos contentores que aguardam no posto de trabalho 2 ou no planeamento de Kanban´s no posto 1 à espera de transformação de peças. Condições para Implementar O Kanban
  • 16. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 5 – Condições para aplicar o Kanban
  • 17. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM • Necessidade de um bom lay-out da fabrica e dos meios produtivos; • Necessidade de tempos curtos para mudança em série; • Eliminação de possíveis imprevistos; • Desenvolvimento de relações privilegiadas com fornecedores; • Polivalência do pessoal e necessária formação dos recursos humanos; • Normalização dos componentes e subconjuntos constituintes do produto, o que permite diminuir o número de referências a trabalhar; • É necessário nivelar a procura. Condições para Implementar O Kanban
  • 18. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 6 – Exemplos de boas práticas
  • 19. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM • Para cada peça temos uma sequência de posições onde são colocados os cartões. • As posições vazias indicam o stock disponível (embalagens cheias) e cada cor indica o grau de urgência da reposição. • Os cartões são colocados do verde para o vermelho. Quadro Kanban Não há necessidade de produzir É preciso produzir Stock de segurança
  • 20. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM • O cliente só retira peças de stock quando for realmente necessário. • O fornecedor só pode produzir peças das quais possui kanbans de produção e nas quantidades definidas nestes. • Somente peças boas podem ser colocadas em stock. • Os cartões devem ficar nas embalagens cheias ou no quadro Kanban. O quadro deve ser fixado em local acessível, visível e próximo do stock.
  • 21. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Responsável pela comunicação e funcionamento do sistema. O numero de cartões kanban está diretamente relacionado com a velocidade de consumo na linha de montagem e com o tempo de reposição necessário ao fornecimento dos lotes.
  • 22. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Cada lote é armazenado num recipiente padronizado, com um numero definido de peças e um cartão correspondente a cada contentor. Os contentores cheios e vazios devem ficar nos lugares pré- establecidos, devidamente sinalizados.
  • 23. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Quando o cliente for retirar um contentor do stock para consumo, deve colocar o cartão no quadro kanban seguindo a ordem: 1º verdes, 2º amarelos, 3º vermelhos. O fornecedor interno ou externo, saberá quantos contentores foram retirados do stock, funcionando como uma autorização para produzir a peça.
  • 24. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Será produzida apenas a quantidade de contentores representada pelos cartões no quadro, nem um contentor de peças a mais poderá ser produzido. Podendo recorrer a uma webcam direcionada para o quadro kanban, estando o fornecedor a visualizar o quadro on line.
  • 25. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Produção em 1º lugar Produção em 2º lugar Quando as peças forem produzidas internamente (kanban interno) ou recebidas de fornecedores de fora (kanban externo) o contentor vai para o local de stock pré- determinado e o cartão deve ser retirado do quadro e fixado junto ao contentor.
  • 26. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Kanban cheio = 0 Stock Kanban vazio = Stock máximo
  • 27. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Quando um cartão kanban é perdido ou não é reposto no quadro, significa que existe material em stock, não correspondendo à verdade.
  • 28. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Utilização inadequada de contentores pode provocar a paragem da produção. Boas práticas: Não remover as placas de identificação; Não mudar a posição das placas de identificação; Não colocar peças diferentes daquelas que estão indicadas; Não utilizar o contentor como banco ou caixa de ferramentas, lixo.
  • 29. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM 7 – Conclusões
  • 30. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM O Kanban é um sistema auto-controlado e extremamente simples de ser implementado. O kanban elimina a necessidade de controlos por meio de documentos formais e contribui para a desburocratização. O kanban valoriza o trabalhador, fazendo com que ele possa contribuir com a sua experiência para o sucesso do sistema. O kanban limita e permite reduzir stocks. O kanban reduz custos de fabricação. O kanban tem baixo custo de implementação.
  • 31. Bruno Sequeira, Manuel Pires, Rui Dias, Sofia Rodrigues – Lean SCM Bibliografia • Pinto, J. Pensamento Lean A Filosofia das organizações vencedoras. Lidel, 2009 • SHINGO, S. O sistema Toyota da produção: do ponto de vista da engenharia de produção. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996 • Fujimoto, T. The Evolution of a Manufacturing System at Toyota. NY: Oxford University Press, 1999. • Hirano , Hiroyuki, (2009), JIT implementation manual – the complete guide to just- in-time manufacturing, 2º vol, Productivity Press.