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que significa "próprio". A criança autista
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ETIOLOGIA
A etiologia é desconhecida, mas acredita-
se em alteração orgânica metabólica.
De 10.000 crianças há de 4 à 5 ca...
DEFINIÇÃO
O autismo é uma síndrome de etiologia puramente
orgânica, para qual existem, presentemente, três
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O autismo é uma inadequacidade no
desenvolvimento que se manifesta de
maneira grave por toda a vida.
Acomete cerca de vint...
SINTOMAS
Os sintomas, causados por disfunções físicas do cérebro, são
verificados pela anamnese ou presentes no exame ou
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INTERNACIONAL DE DOENÇA
Segundo a CID-10, é classificado como F84-
0, como "Um transtorno invasivo de
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dos Distúrbios Mentais
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Padrões de comportamento, interesse ou atividades
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Distúrbio não se
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O Autismo pode ocorrer
isoladamente ou em associação
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em aproximadamente 60%
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50,20% entre 50 e 70 e
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Formas mais grave podem
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razões emocionais, como insistiam os
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FISIOTERAPIA
A atuação fisioterápica só é dada as
crianças autistas com atraso motor, onde
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TERAPIAS
MÉTODO DE DOMAN
A forma de trabalhar uma criança pode
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Quando ela falha no seu desenvolvimento
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Buscando razões deste fracasso, através
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O seu método nasceu daí e visa
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criança. Este método tem muito
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HOLDING TERAPY
A terapia do abraço vem sendo
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O holding é uma forma de intervenção
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EXEMPLO
"Uma criança com 1 ano e meio foi diagnosticada
como autista e colocado em um programa de um
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De um modo geral, porém são
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 O adulto mantém a criança
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Inicialmente a criança pode ficar quieta,
mas a seguir começa a se debat...
A insistência em confrontar a
criança é uma importante
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Zappella aplicou a terapia a 50 crianças
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HIPOTERAPIA
Essa atividade ajuda a fornecer
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MUSICOTERAPIA
A musicoterapia é um método
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Se o autista retribui a
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Crescimento da independência escolhendo músicas e
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Comunicação (atividades musicais através de
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A musicalidade induz ao
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Nem todo autista tem um atraso
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AUTISMO
VISÃO DA PSIQUIATRIA
TRANSTRONOS
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DESENVOLVIMENTO
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Crianças afetadas exibem
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TRANSTORNO AUTISTA
O transtorno Autista (historicamente
chamado de autismo infantil precoce/
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PREVALÊNCIA
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DISTRIBUIÇÃO POR SEXO
É 4 a 5 vezes mais frequente
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ETIOLOGIA E PATOGÊNESE
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FATORES PSICOSSOCIAIS E
FAMILIARES
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FATORES BIOLÓGICOS
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Podem apresentar também:
Convulsões;
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eletroencefalográficas
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FATORES GENÉTICOS
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crianças autistas também
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FATORES IMUNOLÓGICOS
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FATORES PERINATAIS
Uma incidência de complicações
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FATORES NEUROANATÔMICOS
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CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Crianças com transtorno autista costumam
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CARACTERISTICAS
COMPORTAMENTAIS
Apresentam prejuízos qualitativos na interação social: não
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ESTERIOTIPADO
Em seus primeiros anos de vida não explora o
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Hipercinesia é um problema de comportamento
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Tem uma incidência mais alta do que o
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SURDEZ CONGÊNITA OU
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Transtorno do Espectro Autista

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Transtorno do Espectro Autista

  1. 1. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  2. 2. CONCEITO A palavra autismo se origina do grego "auto” que significa "próprio". A criança autista parece em si mesma, pouco reagindo ou respondendo ao mundo que a rodeia. O autismo significa que o mundo não faz sentido. O mundo não forma os padrões necessários de símbolos interligados que torna a vida compreendida para essas crianças. As experiências sensoriais chegam à sua mente a toda hora como uma língua estranha que ela nunca ouviu. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  3. 3. ETIOLOGIA A etiologia é desconhecida, mas acredita- se em alteração orgânica metabólica. De 10.000 crianças há de 4 à 5 casos com menos de 12 ou 15 anos. Com retardo mental severo, a taxa pode subir para 20 casos em 10.000 crianças. E é 4 vezes mais comum em meninos do que em meninas; porém as meninas são mais seriamente acometidas. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  4. 4. DEFINIÇÃO O autismo é uma síndrome de etiologia puramente orgânica, para qual existem, presentemente, três definições que podemos considerar como adequadas: A da ASA - American Society for Autism (Associação Americana de Autismo) A da Organização Mundial de Saúde, contida na CIS-10 (10a. Classificação Internacional de Doenças) de 19991; A do DSM-IV - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual Diagnóstico e estatístico dos distúrbios Mentais), da Associação Americana de Psiquiatria. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  5. 5. O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. Acomete cerca de vinte entre cada dez mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que em meninas. Não se conseguiu até agora provar nenhuma causa psicológica, no meio ambiente destas crianças, que possa causar a doença. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  6. 6. SINTOMAS Os sintomas, causados por disfunções físicas do cérebro, são verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o individuo. Incluem:  Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e linguísticas.  Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.  Fala ou linguagem ausentes ou atrasados. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de ideias. Uso de palavras sem associação com o significado.  Relacionamento anormal com os objetos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos ou crianças. Uso inadequado de objeto e brinquedos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  7. 7. CID – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇA Segundo a CID-10, é classificado como F84- 0, como "Um transtorno invasivo de desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometimento que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas: de interação social, comunicação e comportamento restrito e receptivo. O transtorno ocorre três a quatro vezes mais frequentemente em garotos do que em meninas. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  8. 8. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais Comprometimento qualitativo em interação social, com pelo menos duas das seguintes características: a) Acentuado comprometimento no uso de múltiplos comportamentos não verbais que regulam a interação social, tais como contato olho a olho, expressões faciais, posturas corporais e gestos; b) Falha no desenvolvimento de relações interpessoais apropriadas à idade; c) Ausência da busca espontânea em compartilhar de divertimentos, interesses e empreendimentos com outras pessoas. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  9. 9. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais Comprometimento qualitativo na comunicação, em pelo menos um dos seguintes itens: a) Atraso ou ausência total no desenvolvimento da fala (sem a tentativa de compensá-la por meio de comunicação por gestos ou mímicas); b) Acentuado comprometimento na habilidade de iniciar e manter uma conversação, naqueles que conseguem falar; c) Linguagem estereotipada, repetitiva ou idiossincrática; d) Ausência de capacidade, adequada à idade, de realizar jogos de faz-de-conta ou imitativos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  10. 10. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais Padrões de comportamento, interesse ou atividades repetitivas ou estereotipados, em pelo menos um dos seguintes aspectos: a) Preocupação circunscrita a um ou mais padrões de interesse estereotipados e restritos, anormalmente, tanto em intensidade quanto no foco; b) Fixação aparentemente inflexível em rotinas ou rituais não funcionais; c) Movimentos repetitivos e estereotipados d) Preocupação persistente com partes de objetos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  11. 11. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais Atraso ou funcionamento anormal, antes dos três anos, em pelo menos uma das seguintes áreas: interação social, linguagem de comunicação social e jogos simbólicos ou imaginativos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  12. 12. Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais Distúrbio não se enquadra na síndrome de Rett ou no Distúrbio Desintegrativo da Criança. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  13. 13. O Autismo pode ocorrer isoladamente ou em associação com outros distúrbios que afetam o funcionamento do cérebro, tais como Síndrome de Down e epilepsia. Os sintomas mudam e alguns podem até desaparecer com a idade. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  14. 14. O Q.I de crianças autistas, em aproximadamente 60% dos casos, mostram resultados abaixo dos 50,20% entre 50 e 70 e apenas 20% tem inteligência maior do que 70 pontos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  15. 15. O Portador de Autismo tem uma expectativa de vida normal. Formas mais grave podem apresentar comportamento destrutivo, autoagressão e comportamento agressivo, que podem ser muito resistentes às mudanças.PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  16. 16. O Autismo jamais ocorre por bloqueios ou razões emocionais, como insistiam os psicanalistas. As causas são múltiplas. Algumas já têm sido relacionadas, como: fenilcetonúria não tratada, viroses durante a gestação, principalmente durante os três primeiros meses (inclusive citomegalovírus), toxoplasmose, rubéola, anoxia e traumatismos no parto, patrimônio genético, etc. Ultimamente, pesquisas mostram evidências de aparecimento do autismo após aplicações da vacina tríplice. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  17. 17. FISIOTERAPIA A atuação fisioterápica só é dada as crianças autistas com atraso motor, onde são trabalhadas todas as fazes motoras até a marcha livre, estimulando as etapas do desenvolvimento normal, prevenindo deformidades e dando orientação familiar. Caso contrário existe algumas terapias na qual a criança deve se identificar. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  18. 18. TERAPIAS MÉTODO DE DOMAN A forma de trabalhar uma criança pode seguir muitos métodos distintos. O método adequado depende muito do terapeuta e também das condições e capacitações da criança. Uma observação inicial que pode ser feita é que assim como a flor nasce, o peixe nada e os pássaros cantam, a criança deve engatinhar andar e falar, nesta sequência. São seus impulsos naturais. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  19. 19. TERAPIAS MÉTODO DE DOMAN Quando ela falha no seu desenvolvimento esta também deve ser a sequência a ser seguida no seu trabalho terapêutico, segundo apreciação do Dr. Doman, notável especialista americano, que depois de trabalhar, durante anos, com crianças deficientes, segundo os métodos então tradicionais, chegou a uma conclusão absolutamente espantosa: "As crianças que tinham permanecido sem tratamento estavam incomparavelmente melhores do que as tratadas por nós". PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  20. 20. TERAPIAS MÉTODO DE DOMAN Buscando razões deste fracasso, através da observação, que as mães que não lhe deram ensejo de imobilizar os filhos pelo tratamento, levaram-nos para casa, puseram-nos no chão e permitira que eles fizessem o que lhes aprouvesse. Estas crianças, por instinto, passaram a rastejar, engatinhar, obtendo melhoras consideráveis. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  21. 21. TERAPIAS MÉTODO DE DOMAN O seu método nasceu daí e visa estimular a evolução natural da criança. Este método tem muito seguidores no Brasil, prevê um programa de exercícios que chega a ser extenuante, mas que tem se revelado eficaz. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  22. 22. HOLDING TERAPY A terapia do abraço vem sendo empregada e defendida com crescente entusiasmo por um grupo bastante numeroso. A revista Communication da National Autistic Society de junho de 89 apresentou um artigo de Michele Zappella (Psiquiatra) e John Richer (Pediatra) que resumirei a seguir. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  23. 23. HOLDING TERAPY O holding é uma forma de intervenção intrusiva cujo objetivo é reduzir o isolamento social, aumentar a comunicabilidade e desenvolver laços de união. O holding deve ser sempre parte de um pacote maior de terapias, mas parece ser uma eficiente terapia para desenvolver as condições da maioria das crianças autistas e de remover comportamentos indesejáveis. Welch desenvolveu esta forma de terapia como parte de uma ampla abordagem. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  24. 24. HOLDING TERAPY Ainda não está claro como o Holding atua, porque a eficácia depende de quem a aplica e qual a inter-relação com as demais terapias aplicadas simultaneamente. O fato é que se obtêm resultados, independente de gravidade do autismo. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  25. 25. EXEMPLO "Uma criança com 1 ano e meio foi diagnosticada como autista e colocado em um programa de um hospital escola, onde ficava a maior parte do dia com outras crianças autistas. Depois de dois anos ela se apresentava seriamente retardada e com comportamento fortemente autístico, com péssimo prognóstico. Foi submetida então a tratamento envolvendo interações físicas acentuadas, com Michele Zappella. Depois de 6 meses o comportamento social da criança estava dentro da faixa normal da idade. Este exemplo é uma ilustração e não pode, evidentemente, ser apresentado como evidência." PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  26. 26. De um modo geral, porém são elementos comuns:  O adulto mantém a criança abraçada mesmo que ela se oponha e lute para se livrar, até que ela se acalme e relaxe.  O adulto deve manter o controle da criança. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  27. 27. Uma seção atípica apresenta os seguintes passos: Inicialmente a criança pode ficar quieta, mas a seguir começa a se debater. Os pais continuam a abraçá-la. A criança se debate mais e mais e ocasionalmente começa a gritar. O pai mantém o abraço. Os ciclos de luta, gritos e aquietamentos podem de estender até por mais de uma hora. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  28. 28. A insistência em confrontar a criança é uma importante característica do HOLDING. A intervenção é realizada mantendo a criança em contato estreito, fixando-lhe o olhar, beijando-a e falando com ela (Alguns usam um fundo musical). PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  29. 29. Zappella aplicou a terapia a 50 crianças autistas, com idade de 3 a 15 anos, envolvendo a família e tendo como base a terapia do abraço. Ela registra que 12% se normalizaram após dois anos, 18% perderam o comportamento autístico e 44% apresentaram progressos moderados e 26% não demonstraram resultados. J. Prekop, na Alemanha reportou resultados similares. Ela também comparou o desenvolvimento destas crianças com outras que não tinham sido submetidas ao HOLDING, concluindo que, relativamente, fizeram maior progresso. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  30. 30. HIPOTERAPIA Essa atividade ajuda a fornecer balanço e força e requer o uso de suas mãos, portanto minimiza os movimentos estereotipados das mãos e aumenta o uso das mesmas. O autista ganha controle, trazendo confiança e satisfação. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  31. 31. MUSICOTERAPIA A musicoterapia é um método muito eficaz. A música promove o relacionamento entre o paciente e o terapeuta, que aproveita, na terapia tudo que possa provocar algum ruído, som, ou mesmo movimento. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  32. 32. MUSICOTERAPIA A musicoterapia também utiliza o próprio corpo do paciente. No início, o terapeuta espera que o autista se expresse de algum modo, um piscar de olhos, um som, um gesto qualquer. O terapeuta, então, repete o gesto ou emite o mesmo som, tentando estabelecer uma comunicação com o paciente. Ao mesmo tempo, procura mostrar ao autista que ele será aceito, não importa a maneira como aja. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  33. 33. MUSICOTERAPIA Se o autista retribui a mensagem, a primeira comunicação está feita. Ele começa a se comunicar com os outros. Ele, agora, vê o mundo e o compreende. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  34. 34. MUSICOTERAPIA Crescimento da independência escolhendo músicas e atividades Comunicação (atividades musicais através de símbolos). Desenvolvimento da autoimagem e da autoestima. Estimulação pelo contato expressivo dos olhos. Desenvolvimento da vocalização através da música. Aumento do uso proposital das mãos enquanto toca os instrumentos. Aumento da socialização através da participação. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  35. 35. A musicalidade induz ao relaxamento que facilita na liberdade de movimentos e expressão. Nem todo autista tem um atraso motor, mas o que tiver deve-se trabalha esse atraso ate a marcha livre. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  36. 36. AUTISMO VISÃO DA PSIQUIATRIA TRANSTRONOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  37. 37. Os transtornos globais do desenvolvimento incluem um grupo de condições nas quais há atraso ou desvio no desenvolvimento de habilidades sociais, linguagem, comunicação e repertório comportamental. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  38. 38. Crianças afetadas exibem interesse intenso idiossincrático em uma estreita gama de atividades, resistem à mudança e não respondem de maneira adequada ao ambiente social. Esses fatores se manifestam cedo na vida e causam disfunção pertinente. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  39. 39. TRANSTORNO AUTISTA O transtorno Autista (historicamente chamado de autismo infantil precoce/ autismo da infância ou autismo de Kanner) é caracterizado por interação social recíproca anormal, habilidades de comunicação atrasadas e disfuncionais e um repertório limitado de atividades e interesses. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  40. 40. PREVALÊNCIA A taxa é de cinco casos por 10 mil crianças. O inicio do transtorno ocorre antes dos 3 anos de idade, ainda que possa não ser reconhecido até a criança ser muito mais velha. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  41. 41. DISTRIBUIÇÃO POR SEXO É 4 a 5 vezes mais frequente em meninos do que em meninas. Meninas com transtorno autista têm maior probabilidade de apresentar um retardo mental grave. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  42. 42. ETIOLOGIA E PATOGÊNESE Segundo Kanner poderia ser consequência de mães muito “geladeiras”, porém não há validade de tal hipótese. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  43. 43. FATORES PSICOSSOCIAIS E FAMILIARES Essas crianças podem responder com sintomas exacerbados a estressores psicossociais, incluindo discórdia familiar, nascimento de um novo irmão ou mudança familiar. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  44. 44. FATORES BIOLÓGICOS Cerca de 75% das crianças afetadas apresentam um retardo mental. Um terço tem retardo mental leve a moderado e perto da metade tem retardo mental grave ou profundo (essas crianças apresentam déficits mais importantes no raciocínio abstrato no entendimento social e em tarefas verbais do que em tarefas de desempenho). PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  45. 45. Podem apresentar também: Convulsões; Aumento ventricular; Anormalidades eletroencefalográficas PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  46. 46. FATORES GENÉTICOS Entre 2 e 4% dos irmãos de crianças autistas também tinham transtorno autista, uma taxa 50 vezes maior do que na população geral. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  47. 47. FATORES IMUNOLÓGICOS Incompatibilidades imunológicas (anticorpos maternos transferidos ao feto) podem contribuir para o transtorno autista. Os linfócitos de algumas crianças autistas reagem com anticorpos maternos, o que levanta a possibilidade de que tecidos neurais embrionários ou extraembrionários possam ser danificados durante a gestação. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  48. 48. FATORES PERINATAIS Uma incidência de complicações perinatais mais alta que o esperado parece ocorrer em bebês mais tarde diagnosticados como autistas. Sangramento materno após o primeiro trimestre. No período neonatal, estas têm uma alta incidência de síndrome de sofrimento respiratório e anemia neonatal. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  49. 49. FATORES NEUROANATÔMICOS Estudos de RM comparando indivíduos autistas e controles normais demonstraram que o volume cerebral total era maior entre os primeiros, embora crianças com um retardo mental grave em geral tenham cabeças menores. O volume pode sugerir: neurogenese aumentada, morte neuronal diminuída e produção aumentada de tecido cerebral não neuronal, como células gliais ou vasos sanguíneos. Acredita se que o lobo temporal seja uma área crítica de anormalidade cerebral no transtorno autista. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  50. 50. FATORES BIOQUÍMICOS Em algumas crianças autistas, altas concentrações de ácido homovanílico (principal metabólito da dopamina) no liquido cerebrospinal (LCS) estão associados a aumento do retraimento e estereotipias. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  51. 51. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Crianças com transtorno autista costumam ser descritas como atraente e a primeira vista, não apresentam nenhum sinal indicando o problema. Podem apresentar malformações das orelhas, uma vez que a formação das orelhas se dá quase ao mesmo tempo em que a formação de porções do cérebro. Também apresentam uma incidência mais alta de demartoglifia anormal (impressões digitais) do que a população em geral. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  52. 52. CARACTERISTICAS COMPORTAMENTAIS Apresentam prejuízos qualitativos na interação social: não apresentam sinais sutis com os pais e outras pessoas. Não apresentam contato visual ou o mesmo é muito pobre. Não reconhecem ou não diferenciam as pessoas mais importantes em sua vida. Podem apresentar ansiedade extrema quando ocorre alguma mudança em sua rotina. Há um déficit notável no brincar, seu comportamento social pode ser desajeitado ou inadequado. Incapazes de interpretar a intenção do outro (não desenvolvem a empatia). PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  53. 53. TRANSTORNOS DA COMUNICAÇÃO E NA LINGUAGEM Os autistas têm dificuldade marcante em formar frases significativas mesmo quando dispõem de vocabulários amplos. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  54. 54. COMPORTAMENTOS ESTERIOTIPADO Em seus primeiros anos de vida não explora o ambiente (ou pouco). Os brinquedos são manuseados de formas ritualísticas, com poucos aspectos simbólicos. Suas atividades tendem a ser rígidas, repetitivas e monótonas, muitas com retardo mental grave, exibem anormalidades no movimento. Costumam ser resistentes a transição e mudança. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  55. 55. SINTOMAS COMPORTAMENTAIS ASSOCIADOS Hipercinesia é um problema de comportamento comum entre crianças autistas. Agressão e acessos de raiva são observados, em geral induzidos por mudanças e exigências. Comportamento automutilador (inclui bater a cabeça, morder, arranhar e puxar o cabelo). Período de atenção curto. Baixa capacidade de focalizar-se em uma tarefa. Insônia. Enurese. Problemas de alimentação. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  56. 56. DOENÇA FÍSICA ASSOCIADA Tem uma incidência mais alta do que o esperado de infecções do trato respiratório superior e de outras infecções menores. Constipação e aumento do transito intestinal. Convulsões febris. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  57. 57. Capacidades cognitivas ou Visio motoras incomuns ou precoces ocorrem em algumas crianças autistas. São chamadas de funções fragmentadas ou ilhas de precocidade. Memórias de hábitos ou capacidades de cálculos muitas vezes superiores aos seus pares normais. Hiperlexia e boa leitura (embora não possam entender o que leem. Memorização e recitação, bem como capacidades musicais (cantar ou tocar melodias e reconhecer notas musicais). PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  58. 58. Os principais diagnósticos diferenciais são esquizofrenia com inicio na infância, retardo mental com sintomas comportamentais, transtorno misto de linguagem receptivo- expressiva, surdez congênita ou transtorno auditivo grave, privação psicossocial e psicose desintegrativa (regressivas). PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  59. 59. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  60. 60. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  61. 61. SURDEZ CONGÊNITA OU PREJUIZO AUDITIVO GRAVE PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  62. 62. SURDEZ CONGÊNITA OU PREJUIZO AUDITIVO GRAVE PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  63. 63. SURDEZ CONGÊNITA OU PREJUIZO AUDITIVO GRAVE PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  64. 64. TEMAS QUE DEVEM SER EXPLORADOS PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com
  65. 65. PEDAGOGO CÉSAR TAVARES (41) 992.122.451 www.tavarescesar.com

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