Prof Niraldo Abertura do Curso de Fitoterapia Clínica parte 1 sp

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Palestra de abertura do Curso de Fitoterapia Clínica MEDLEX turma SP 01

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Prof Niraldo Abertura do Curso de Fitoterapia Clínica parte 1 sp

  1. 1. Prof. Dr. Niraldo Paulino 1. Aspectos históricos, legais e éticos. Desafios e Oportunidades na Fitoterapia Médica
  2. 2. Doutor em Farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina e Maximilian Universität München (2005). Atualmente é Coordenador do Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Biomedicamentos, no Programa de Mestrado Profissional em Farmácia na UNIBAN (SP), Assessor Técnico-Científico e Diretor de Negócios da MEDLEX Gestão de Informações e Cursos Ltda. Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Farmacologia Bioquímica e Molecular de Plantas Medicinais. Atuando principalmente nos temas: Mecanismo de ação de Plantas Medicinais e Produtos Naturais, Inflamação e seus mecanismos farmacodinâmicos. Contatos: Universidade Bandeirante de São Paulo Programa de Mestrado Profissional em Farmácia Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Biomedicamentos Rua Maria Cândida, 1813, Vila Guilherme - São Paulo, SP Prof. Niraldo Paulino msn:niraldo_paulino@hotmail.com E-mail: niraldop@yahoo.com.br (11) 2967-9147 (48) 9986-6003 MEDLEX Gestão de Informações e Cursos Ltda. Av. Desemb. Vitor Lima, 260 sala 908, Ed. Madson Center Trindade - Florianópolis/SC - CEP 88040-400. Fone 48 32261616 diretoria@medlex.com.br
  3. 3. Um Pouco de História e Filosofia Idéia filosófica sobre a constituição da matéria A preocupação com a constituição da matéria surgiu por volta do século V a.C., na Grécia. O filósofo grego Empédocres, estabeleceu a “Teoria dos Quatro Elementos Imutáveis” onde acreditava que toda matéria era constituída por quatro elementos: água, terra, fogo e ar, que eram representados pelos seguintes símbolos: Tudo na natureza seria formado pela combinação desses quatro elementos, em diferentes proporções
  4. 4. As plantas fixando os elementos da natureza e materializando a energia neles contidos: Sol – relacionado ao elemento FOGO Ventos (O2, N2, CO2) – relacionado ao elemento AR Solo – relacionado ao elemento TERRA Chuvas e lençóis freáticos - relacionados ao elemento ÁGUA FIXAÇÃO DOS ELEMENTOS DA NATUREZA NA FORMA DE PLANTAS MEDICINAIS: C – H – O – N - S Um Pouco de História e Filosofia
  5. 5. Apresentação Características das plantas medicinais: a. Complexo de múltiplos princípios ativos; b. Em geral atuam sinergisticamente; c. Apresentam múltiplos alvos farmacológicos; d. Podem agir em várias e distintas patologias. que contem pilocarpinaPilocarpus jaborandi Extrato de jaborandi Solução de pilocarpina ou
  6. 6. • Hoje, cerca de 4 bilhões de pessoas utilizam espécies medicinais, principalmente as nativas de seus próprios países. • Das 119 substâncias químicas extraídas de plantas e utilizadas na medicina, 74% delas foram obtidas com base no conhecimento popular. • O índice de sucesso para o tratamento do câncer com uso de plantas medicinais é de 5.000 : 1 , enquanto que, através de fármacos sintéticos, é de pelo menos 100.000 : 1. • De todas as plantas pesquisadas para o tratamento do câncer, 90% delas são de origem brasileira. Ética em Pesquisa de Fitoterápicos
  7. 7.  O valor de comercialização anual de plantas medicinais gira em torno de 14,5 bilhões de dólares, sendo os maiores importadores a Alemanha, Estados Unidos e o Japão.  O mercado brasileiro destaca-se na exportação de ipê-roxo, espinheira santa, erva-de-bicho, fáfia, catuaba, chapéu-de- couro, capim limão, sobretudo para os Estados Unidos e Itália.  Estima-se que o mercado brasileiro movimenta um valor de, pelo menos, meio bilhão de dólares com produtos à base de plantas medicinais. Ética em Pesquisa de Fitoterápicos
  8. 8.  Os Estados Unidos importam, só do Brasil, cerca de 200ton/ano de folhas de maracujá.  Entre as mais importadas, destacam-se a camomila (50ton/ano) e o alecrim (40ton/ano).  Devido à exígua e/ou irregular oferta nacional e/ou à má qualidade dos produtos eventualmente colhidos e beneficiados, alguns laboratórios que operam no Brasil chegam a importar cerca de 90 espécies de plantas medicinais do exterior para produção de cosméticos e medicamentos. Ética em Pesquisa de Fitoterápicos
  9. 9. Diversificar os sistemas produtivos Fazer o manejo correto do solo Cobertura morta no solo Adubação equilibrada Plantar espécies adaptadas à região de cultivo Rotação de culturas Plantar na época ideal de cultivo Utilizar sementes ou mudas sadias Utilizar quebra ventos ou barreiras Controle de insetos e doenças Corrigir o pH e a fertilidade do solo Cultivar a planta em local climático adequado Fazer adubação verde Cultivo agroecológico
  10. 10. DE A SUA OPINIÃO!!! Ética no comércio das plantas
  11. 11. OUTRA EXPERIÊNCIA!!
  12. 12. Condições de Coleta
  13. 13. PAUSA PARA REFLEXÃO...
  14. 14. Competências para o Desenvolvimento de Medicamentos Fitoterápicos A descoberta de uma ciência multiprofissional para o emprego racional de medicamentos fitoterápicos na terapêutica atual. INTRODUÇÃO
  15. 15. Desenvolvimento de Competênciais Medicamentos Fitoterápicos Agronomia Biotecnologia Química Farmácia Medicina (Ciência Multidisciplinar) Desenvolvimento de competências para a produção botânica das espécies medicinais Desenvolvimento de competências para a melhorias genética das espécies medicinais Desenvolvimento de competências para técnicas de extração e identificacão química de ativos Desenvolvimento de competências para a pesquisa, desenvolvimento, produção e controle de qualidade de medicamentos fitoterápicos e suas formulação. Desenvolvimento de competências para a prescrição e monitoramento da eficácia dos medicamentos fitoterápicos.
  16. 16. Princípios Éticos em Fitoterapia Médica Uma abordagem crítica do uso ético e científico das plantas medicinais como medicamentos
  17. 17. Parecer do Conselho Federal de Medicina CFM N.º 1301/91 PROCESSO-CONSULTA PC/CFM/Nº 04/1992 ASSUNTO: Fitoterapia - Reconhecimento e regulamentação como uma prática médica. O Conselho Federal de Medicina reconhece a existência da Fitoterapia como método terapêutico, podendo ser usados por diversas especialidades médicas. Necessitam de indicação médica por pressupor a elaboração de diagnóstico e avaliação da indicação de técnicas convencionais, podendo ser executadas por médicos ou técnicos habilitados sob prescrição e supervisão médica. Por se tratarem de procedimentos terapêuticos, deveriam ter a rigorosa supervisão do Estado, por meio do seu Órgão competente, a Divisão de Vigilância Sanitária
  18. 18. Harmonização de conceitos em Fitoterapia Médica Uma abordagem legal para uso dos termos adequados segundo o Órgão Regulador da Fitoterapia, ANVISA. CONCEITOS GERAIS
  19. 19. Medicamentos no Brasil MEDICAMENTOS GENÉRICOS: Um genérico é uma cópia exata de um medicamento de referência em termos de eficácia e segurança, oferecendo ao consumidor uma opção mais econômica. No Brasil já representam cerca de 10% das vendas. MEDICAMENTOS SIMILARES: Os medicamentos similares caracterizam-se por possuir o mesmo princípio ativo do medicamento de referência, na mesma concentração, indicações, forma farmacêutica, dose e via de administração, porém ainda não foram realizados os testes de biodisponibilidade e bioequivalência. No Brasil representam quase 70% do consumo de medicamentos.
  20. 20. Resolução - RDC n.º 17, de 24 de fevereiro de 2000 - ANVISA – MS 1. DEFINIÇÕES: 1.1 Adjuvante substância adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações, corrigir e/ou melhorar as características organolépticas, biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento. 1.2 Droga vegetal planta ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. 1.3 Marcadores componentes presentes na matéria- prima vegetal, preferencialmente o próprio princípio ativo, utilizados como referência no controle de qualidade da matéria - prima vegetal e dos medicamentos fitoterápicos . 1.4 Matéria - prima vegetal planta fresca, droga vegetal ou seus derivados: extrato, tintura, óleo, cera, suco e outros. Harmonização de conceitos em Fitoterapia médica
  21. 21. 1.5 Medicamento fitoterápico: medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando - se exclusivamente matéria - primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais. 1.6 Medicamento fitoterápico novo: aquele cuja eficácia, segurança e qualidade, sejam comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro, podendo servir de referência para o registro de similares. Harmonização de conceitos em Fitoterapia médica
  22. 22. 1.7 Medicamento fitoterápico tradicional: aquele elaborado a partir de planta medicinal de uso alicerçado na tradição popular, sem evidências, conhecidas ou informadas, de risco à saúde do usuário, cuja eficácia é validada através de levantamentos etnofarmacológicos e de utilização, documentações tecnocientíficas ou publicações indexadas. 1.8 Medicamento fitoterápico similar: aquele que contém as mesmas matérias - primas vegetais, na mesma concentração de princípio ativo ou marcadores, utilizando a mesma via de administração, forma farmacêutica, posologia e indicação terapêutica de um medicamento fitoterápico considerado como referência . 1.9 Princípio ativo: substância ou grupo delas, quimicamente caracterizada, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, pelos efeitos terapêuticos do medicamento fitoterápico Droga: qualquer substância que altera um sistema fisiológico. Medicamento: Toda a substância ou composição tecnicamente elaborada, com propriedades curativas ou preventivas das doenças ou dos seus sintomas, do Homem ou do animal, com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou a restaurar, corrigir ou modificar as funções orgânicas. Remédio: Toda substância, processo ou procedimento empregado para tratar, curar ou prevenir doenças.
  23. 23. Portaria 971 relativos à Fitoterapia Edição Número 84 de 04/05/2006 Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 971, DE 3 DE MAIO DE 2006 Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e Considerando o disposto no inciso II do art. 198 da Constituição Federal, que dispõe sobre a integralidade da atenção como diretriz do SUS; Considerando o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 8.080/90, que diz respeito às ações destinadas a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social, como fatores determinantes e condicionantes da saúde; considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando o uso da Medicina Tradicional/Medicina Complementar-Alternativa nos sistemas de saúde.
  24. 24. Garantia da qualidade na produção de extratos padronizados de plantas medicinais Uma abordagem química que enfoca a transformação das plantas medicinais em extratos padronizados, garantindo a presença e qualidade dos fitoativos e a funcionalidade química do processo extrativo. CONTROLE DE QUALIDADE
  25. 25. Objetivo é transformar as plantas medicinais em medicamentos fitoterápicos. Garantia da Qualidade (Químico) de Fitoterápicos Medicamento Fitoterápico Visa à preservação da integridade química e farmacológica do vegetal Estudos prévios relativos a aspectos botânicos, agronômicos, fitoquímicos, farmacológicos, toxicológicos, de desenvolvimento de metodologias analíticas e tecnológicas
  26. 26. Métodos Extrativos Operações extrativas Operações que visam retirar de forma mais SELETIVA E COMPLETA possível as substâncias ativas contidas na droga vegetal. São técnicas farmacêuticas de obtenção de extratos vegetais.
  27. 27. Métodos Extrativos Objetivos dos métodos extrativos Reduzir o volume da dose do fitoterápico Ex.: de 2000 mg (droga) para 700 mg (extrato seco) Concentrar os princípios ativos Obtenção de frações de ativos específicos Retirada ou diminuição de subst. Indesejáveis Aumentar a validade de algumas drogas.
  28. 28. Métodos Extrativos Células íntegras (processo oposto à secagem) Células rompidas Umedecimento das estruturas celulares, dissolução e difusão dos constituintes (processo lento) Lixiviação dos componentes (processo mais rápido) Mecanismos extrativo
  29. 29. EXTRAÇÃO “...como termo usado no meio farmacêutico, envolve a separação de porções com ações medicinais de tecidos vegetais ou animais a partir de componentes inativos ou inertes” (Gennaro, 2004) Extratos Vegetais Métodos de extração Percolação Infusão Decocção Digestão maceração + calor brando Maceração
  30. 30. PREPARAÇÕES EXTRATIVAS ...após extração pode estar pronta para uso na forma de agente medicinal ou sofrer processamento adicional para produção extrato sólido (seco) ou semi- sólido (espesso). TINTURAS EXTRATO FLUÍDO EXTRATO Soluções alcoólicas ou hidroalcoólicas preparadas a partir de materiais vegetais. Preparações líquidas de drogas de origem vegetal contendo álcool como solvente, conservante ou ambos. Preparações concentradas de drogas de origem vegetal ou animal. Cada mL contém os constituintes terapêuticos de 1g de droga vegetal padronizada. Droga vegetal potente: 10g de droga, outras drogas 20g em cada 100mL de tintura. Processo extrativo: percolação Processo extrativo: percolação ou maceração Obtido pela evaporação de todo ou quase todo solvente e do ajuste das massas ou pós residuais. Processo extrativo: percolação (destilação e pressão reduzida)Extrato seco padronizado para conter xx% do marcador químico.
  31. 31. Controle de qualidade químico dos extratos Determinação do perfil cromatográfico do extrato, por HPLC representando a característica química e validando o método extrativo.
  32. 32. Extrato ETOH Baccharis trimera (Less.) DC Extrato n- BuOH Baccharis trimera (Less.) DC Extrato Aquoso Baccharis trimera (Less.) DC Determinação do perfil cromatográfico de extratos, representando a característica química e validando o método extrativo.
  33. 33. The chemical composition of Baccharis dracunculifolia Premium Brazilian Propolis was determined by high performance liquid chromatograpy using a Merck-Hitachi apparatus (Germany), equipped with a pump (model L-7100, Merck-Hitachi) and a diode array detector (model L-7455, Merck-Hitachi). phenolic compounds (mg/g) (1) coumaric acid (3.81), (2) rutin (9.87), (3) pinobanksin (3.48), (4) quercetin (2.15), (5) kaempferol (0.78), (6) apigenin (1.86), (7) pinocembrin (22.55), (8) pinobanksin-3-acetate (4.10), (9) chrysin (2.49), (10) galangin (4.14), (11) kaempferide (5.59), (12) tectochrysin (2.90), (13) ARTEPILLIN C (87.97).
  34. 34. Garantia da qualidade (farmacotécnico) no desenvolvimento de Fitoterápicos Uma abordagem farmacêutica que enfoca a transformação dos extratos secos padronizados quimicamente em fitoterápicos, garantindo a qualidade farmacotécnica do produto, sua indicação posológica, dose e eficácia terapêutica.
  35. 35. Tecnologia farmacêutica Desevolvimento Farmacotécnico de Fitoterápicos Complexidade do processo Determinado pelo grau de transformação tecnológica requerido Pós ou drogas rasuradas Maior quando o objetivo é obter frações purificadas ou fórmulas sólidas revestidas ou produtos inovadores.
  36. 36. É um ramo da farmacotécnica, praticada por profissionais farmacêuticos, e tem como objeto o desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos. Desevolvimento Farmacotécnico de Fitoterápicos Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnósticos. RDC Nº 48, 16/03/2004 Nesta área estuda-se: Desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico. Desenvolvimento de novas técnicas de preparo. Estabelecimento de doses. Definição de formas farmacêuticas adequadas. Observação de interações físicas e químicas entre os princípios ativos e os excipientes e veículos.
  37. 37. A administração de agentes terapêuticos necessita da sua incorporação em uma forma farmacêutica, caracterizada normalmente pelo estado físico de apresentação, constituída de componentes farmacologicamente ativos e de adjuvantes farmacêuticos. Desevolvimento Farmacotécnico de Fitoterápicos
  38. 38. A escolha da forma farmacêutica mais apropriada para um produto fitoterápico deve considerar : • Eficácia e a segurança do componente ativo • Assegurar a qualidade; • Facilitar a aplicação do medicamento, • Permitir a administração de dose efetiva do componente ativo. • Contornar problemas de estabilidade. • Adequar as propriedades da forma farmacêutica às necessidades fisiológicas da via de administração. • Direcionar a liberação dos componentes ativos (local mais apropriado de absorção ou quanto ao perfil de liberação) • Modificadores das características organolépticas do produto. Desevolvimento Farmacotécnico de Fitoterápicos
  39. 39. PRINCÍPIO(S) ATIVO(S) Excipientes Técnica de fabricação FORMA FARMACÊUTICA (Medicamento) Dissolução Desintegração Absorção Distribuição Biotransformação Excreção Ação farmacológica Fase Farmacotécnica Fase Biofarmacotécnica Fase Farmacocinética Fase Farmacodinâmica Planta Extração
  40. 40. Garantia da eficácia dos Fitoterápicos Uma abordagem farmacológica que enfoca as condições ideais para a absorção, distribuição e obtenção de concentrações ativas dos marcadores no em torno do tecido alvo para a geração do efeito farmacológico e da eficácia terapêutica. FARMACOLOGIA
  41. 41. Introdução Administração Absorção Distribuição Tecido alvo Metabolismo Excreção Reservatório
  42. 42. Moléculas de baixo peso molecular Moléculas não ionizadas Moléculas lipossolúveis Moléculas com transportadores Íons: Ca2+, Na+, K+ e Cl- Figuras originais do curso ISAP (www.street.com/ISAP) Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Absorção Princípios ativos dos fitoterápicos
  43. 43. pKa = faixa de pH onde a droga está 50% ionizada. Ácidos fracos muito ionizados em pH alto Bases fracas muito ionizadas em pH baixo Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Absorção Absorção diferencial dos fitoativos em diferentes faixas de pH fisiológicos em função das suas características químicas: como ácidos fracos ou bases fracas.
  44. 44. Sítio ou local de aplicação Ph médio Cavidade bucal 7,2-7,6 Estomago 1,0-3,5 Intestinos (fração proximal)/(fração distal) 4-6 / 7-8 Plasma 7,2-7,4 Urina 5,5-7,0 Saliva 6,4 Secreção nasal 6,0 Músculo esquelético 6,0 Secreção vaginal (pré-menopausa) 4,5 Secreção vaginal (pós-menopausa) 7,0 Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Absorção
  45. 45. Fase Biofarmacêutica Comprimido desintegração Grânulos Pequenas partículas desintegração Fármaco em solução Dissolução Adequada Dissolução limitada Suspensão Absorção Fármaco na circulação 1º Desintegração 2º Dissolução 3º Absorção Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Absorção
  46. 46. Concentrações efetivas e concentrações tóxicas Referente às concentrações dos fitoativos capazes de produzir os efeitos terapêuticos desejados ou efeitos tóxicos sobre um determinado sistema biológico . Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Distribuição
  47. 47. Metabolismo ou Biotransformação Conjunto de alterações químicas produzidas sobre o fitoativo, em um sistema biológico, produzindo como produto de reação metabólitos. Efeitos do metabolismo Na maioria das vezes ocorre o término da ação da marcador, pela geração de um metabólito inativo, seguida de uma eliminação mais rápida. Transformação dos compostos em substâncias mais polar, e portanto menos produtos solúveis em lipídios. Como conseqüência leva a uma menor reabsorção renal e maior excreção. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Metabolismo
  48. 48. Dois tipos gerais de metabolismo Fase I (degradação) oxidação redução hidrólise Fase II (síntese ou conjugação) glucoronídeo sulfato amino ácidos acetilação / metilação Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Metabolismo
  49. 49. Na excreção Renal – a quantidade de droga excretada pelos rins é dependente de três processos: Filtração glomerular Este processo gera um ultrafiltrado livre de proteínas. Logo, drogas ligadas à proteinas e moléculas grandes como a heparina (anticoagulante)não são filtradas. A taxa de filtração glomerular é variável e depende de muitos fatores incluindo a pressão sangüínea. Secreção tubular Este é um processo ativo que depende de gasto energético e da presença de transportadores específicos para ácidos e bases. Cada um deles está sujeito a um sistema de competição pelo mesmo grupo na droga. A secreção tubular não é afetada pela ligação das drogas às proteína de ligação plasmática. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética: Excreção
  50. 50. Filtração Reabsorção Excreção Secreção Garantia de Eficácia de Fitoterápicos: Farmacocinética: Excreção
  51. 51. Curso temporal da ação do medicamento fitoterápico (farmacocinética): Ajudar a determinar ou ajustar a dosagem do fitoerápico Interpretar os dados sobre a concentração das fitoativos nos tecidos alvos Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética clínica Volume aparente de distribuição (Vd) É um parâmetro usado para estimar a distribuição de uma droga no corpo. Vd= D/C Dose da droga Concentração plasmática
  52. 52. Tempo de meia-vida (t1/2 ou t50) Esse dado se refere ao tempo que leva para a concentração plasmática de uma fitoativo leva para cair pela metade (50%). Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacocinética clínica
  53. 53. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacodinâmica FarmacoDINÂMICA é o ramo da farmacologia que descreve o mecanismo de ação das drogas (o que a droga faz no corpo).
  54. 54. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacodinâmica Receptor farmacológico: Proteína, usualmente expressa na membrana, capaz de reconhecer seletivamente um neurotransmissor ou droga, iniciando um processo de transdução de sinal celular para promover um efeito farmacológico. Receptor farmacológico: Proteína capaz de reconhecer, amplificar e transmitir a informação desencadeada por neurotransmissor ou droga, alterando a bioquímica intracelular e promovendo o efeito farmacológico em um dado tecido.
  55. 55. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacodinâmica Sinal de transdução celular: Conjunto de modificações bioquímicas intracelulares desencadeadas pela ativação do receptor e capazes de ativar a resposta efetora celular.
  56. 56. Garantia de Eficácia de Fitoterápicos Farmacodinâmica Eficácia: Capacidade da droga de desencadear uma resposta biológica mensurável ((≥ 100%) Potência: Capacidade ponderal da droga de produzir uma resposta. Medida em concentração ou dose, permitindo a comparação entre duas ou mais drogas.
  57. 57. FONTES DE CONSULTA. A INTERNET COMO DIFERENCIAL DE INFORMAÇÃO
  58. 58. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta Mundo Consultório Internet
  59. 59. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta www.pubmed.nl ou www.pubmed.com.br ou www.pubmed.org http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed
  60. 60. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta http://www.freebooks4doctors.com/
  61. 61. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta www.ars-grin.gov/duke Dr. Duke's Phytochemical and Ethnobotanical Databases
  62. 62. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta www.herbmed.org
  63. 63. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta www.druginfonet.com
  64. 64. Fontes de consultas • Internet como ferramenta de consulta http://www.who.int/en/ Search for: MEDICINAL PLANTS MONOGRAPHS
  65. 65. CONCLUSÃO PRELIMINAR
  66. 66. Os fitoterápicos apresentam caracteristicas quimicas definidas, e portanto devem ser observados os critérios farmacocinéticos de administração e dose, bem como os seus respectivos mecanismos de ação intracelular, ainda que sejam múltiplos.

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