SlideShare uma empresa Scribd logo
COMÉRCIO E CONTROLE DE QUALIDADE DE PLANTAS MEDICINAIS NO
BRASIL: UMA REVISÃO
TRADE AND QUALITY CONTROL OF MEDICINAL PLANTS IN BRAZIL: A
REVIEW
COMERCIO Y CONTROL DE CALIDAD DE PLANTAS MEDICINALES EN
BRASIL: UNA REVISIÓN
Maria Cristiane Aranha Brito; Talison Taylon Diniz Ferreira; Tássio Rômulo Silva
Araújo Luz; José Antonio Costa Leite; Jéssyca Wan Lume da Silva Godinho; Denise
Fernandes Coutinho Moraes; Flavia Maria Mendonça do Amaral
Resumo
A utilização de plantas com propósito terapêutico é influenciada pelo legado cultural sobre
conhecimento popular de plantas para fins medicinais, resultante da miscigenação étnica da
população, com forte influência indígena, européia, africana e asiática. Outros fatores, como
dificuldades no acesso aos serviços convencionais de saúde associada às condições
socioeconômicas precárias, e o fácil acesso a plantas medicinais e/ou produtos fitoterápicos
contribuíram para consolidar a fitoterapia como recurso amplamente utilizado pela população.
No entanto, esses produtos, obtidos a partir de plantas, nem sempre apresentam condições
adequadas para sua utilização, seja pela não comprovação de sua segurança e eficácia ou pela
qualidade oferecida. Dessa forma, enfatiza-se a necessidade de estudos voltados para a
comercialização de plantas medicinais e seus fitoterápicos, bem como que avaliarem qualidade
desses produtos, de forma a realizar farmacovigilância, garantindo o uso seguro e eficaz, e
principalmente, contribuindo para o desenvolvimento pleno da fitoterapia.
Palavras-chave: comercialização, farmacovigilância, fitoterapia, produtos naturais
Introdução
Registros arqueológicos comprovam que desde os primórdios da civilização, o homem
utilizava recursos da natureza, especialmente, de origem vegetal na cura e prevenção de
doenças; tendo procurado preservar e manter essa prática médica, percorrendo um longo
percurso de manuseio, adaptação e modificação desses recursos para seu próprio benefício;
podendo ser afirmado que o hábito de recorrer às virtudes curativas de certos vegetais é uma
das primeiras manifestações do esforço do homem para compreender e utilizar a natureza 1,2,3
.
Essa prática, conhecida como medicina natural, medicina popular, herbalismo ou
fitoterapia, representa o acúmulo de conhecimentos, repassados de geração a geração, sobre a
ação das plantas, utilizadas na cura e prevenção de doenças. Cada grupo étnico apresenta seus
conhecimentos ao respeito do valor terapêutico das plantas e este faz parte da sua formação
cultural 4
.
Historicamente, é reconhecida que essa prática passou por diversas fases de
representatividade na sociedade, ora constituindo a base terapêutica e muitas vezes, sendo o
primeiro e/ou único recurso terapêutico de grande parte da população mundial; ora sendo
marginalizada para uso apenas pelas classes sociais menos favorecidas, sem acesso aos serviços
de saúde institucionalizados 5,3
.
No cenário atual a Fitoterapia está inserida na sociedade contemporânea, tanto nos
países desenvolvidos como em desenvolvimento, passando a ser integrada nas mais diversas
classes sociais e não se restringindo somente às populações das zonas rurais ou regiões
desprovidas de assistências à saúde 6
.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 70 a 90% da população
dos países em desenvolvimento dependem da Fitoterapia especialmente na Atenção Primária à
Saúde onde grande parte da população de países desenvolvidos como Canadá, França,
Alemanha e Itália também recorrem aos recursos terapêuticos das plantas e seus produtos
derivados 3
.
Assim esse estudo de revisão, sustentado nas principais bases de pesquisa científica, tem
como objetivo descrever o comércio de plantas medicinais no Brasil, bem como discorrer sobre
formas de realizar o controle de qualidade desses produtos, visando promover seu uso seguro e
eficaz e contribuir para o desenvolvimento pleno da farmacovigilância em fitoterapia.
2. Cenário atual: utilização e comércio de plantas medicinais
Diante do cenário internacional de produtos farmacêuticos e/ou derivados de plantas
medicinais, é comprovado o aumento significativo de vendas nos países da Europa e nos
Estados Unidos da América, a partir do início da década de 90, com taxas anuais de crescimento
entre 10 a 20% na maioria dos países, movimentando US$ 14 bilhões por ano e empregando
uma média de cem mil pessoas 7
.
Voltando essa análise para o mercado nacional de fitoterápicos, estudos indicam
crescimento em ascensão do consumo de plantas e seus produtos derivados, apesar do
desenvolvimento e produção de medicamentos fitoterápicos ser muito pequena no Brasil 3
dado
que indica que esse elevado consumo não é de medicamentos fitoterápicos nacionais
industrializados, mas de fitoterápicos manipulados, produtos cadastrados na ANVISA como
alimentos ou cosméticos, além dos produtos artesanais e planta medicinal in natura, utilizados
amplamente na prática popular; e, principalmente adquiridos no comércio informal 8
.
Diversos estudos têm abordado os fatores que podem justificar o lugar e forma de
articulação da Fitoterapia no momento atual, merecendo destaque: as expectativas frustradas
geradas pela crença de que para cada doença existiria um medicamento sintético eficaz e seguro;
o alto custo dos medicamentos industrializados junto ao reconhecimento do difícil acesso de
grande parte da população aos serviços de saúde e a maior conscientização ecológica,
representada pela onda do verde. Pode-se citar ainda como fator que impulsiona a fitoterapia, a
valorização científica do uso de plantas medicinais diretamente ou como fonte de compostos
farmacologicamente ativos, ocorrido principalmente pela indústria farmacêutica; bem como a
tendência da sociedade em utilizar preferencialmente produtos naturais na recuperação e/ou
preservação da saúde, muitas das vezes estimulada pelas propriedades terapêuticas milagrosas
erroneamente atribuídas às plantas 9,10,11
.
No Brasil, a biodiversidade e diversidade cultural, associadas às diferenças
socioeconômicas na grande extensão do território nacional, com reconhecida desigualdade na
distribuição dos recursos destinados a saúde, com concentração dos serviços especializados nas
grandes áreas urbanas, favorecendo uma parcela mínima da população, inviabilizando e/ou
dificultando o acesso aos serviços públicos de saúde; favorecem a preservação da utilização de
plantas para fins medicinais, contribuindo significativamente para ascensão do uso de plantas e
produtos derivados pela população 1
.
Assim, a constatação da necessidade da ampliação das ofertas terapêuticas no Brasil,
especialmente após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na perspectiva do atendimento
aos seus princípios de base; resultou na adoção de várias medidas e ações normativas
estabelecidas pelo Governo Federal para oficializar a Fitoterapia como prática alternativa e/ou
complementar de saúde 12,13
.
3. Estruturação da Fitoterapia no Brasil
Nos marcos regulatórios para estruturação e implantação da Fitoterapia no Brasil, o
Governo Federal tem adotado medidas e ações normativas, com destaque a Política Nacional
de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e a Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde 14,12
.
Em função dessas determinações legais, o governo criou em 2008 o Programa Nacional
de Plantas Medicinais e Fitoterápicos com o objetivo de garantir a implantação da PNPMF,
destacando-se como principais metas a implantação ou aperfeiçoamento da cadeia produtiva de
plantas medicinais e fitoterápicos de maneira sustentável; incentivo à pesquisa e
desenvolvimento tecnológico dessa área; capacitação dos profissionais do setor de fitoterapia
e inserção de produtos fitoterápicos no SUS com segurança e qualidade 15
.
Outro avanço nessa área foi a publicação da Portaria GM/MS nº 886, de 20 de abril de
2010, que instituiu a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) cujas ações
foram complementadas pela RDC nº 18, de 3 de abril de 2013, que dispõe sobre o regulamento
técnico de boas práticas de processamento e armazenamento de plantas medicinais, preparação
e dispensação de produtos magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos em
Farmácias Vivas no âmbito do SUS 16,17
.
Em relação ao registro de medicamentos fitoterápicos industrializados no órgão
regulador brasileiro, em 1996, houve a publicação da primeira legislação regulamentando esse
setor. Várias atualizações dessas normas foram publicadas ao longo dos anos e hoje, encontra-
se em vigor a RDC ANVISA/MS n° 26, de 13 de maio de 2014, que normatiza o registro e
notificação de fitoterápicos industrializados; sendo esses classificados em medicamentos
fitoterápicos (MF) e produtos tradicionais fitoterápicos (PTF), cuja diferença básica está
fundamentada na forma de certificação da segurança e eficácia; onde o MF é avaliado através
de ensaios clínico e o PTF pela tradicionalidade de uso 18
. Essa resolução é complementada
pela Instrução Normativa (IN) ANVISA/MS n° 02, de 13 de maio de 2014, que traz as listas de
espécies vegetais para a elaboração de medicamentos fitoterápicos ou produtos tradicionais
fitoterápicos de registro simplificado 19
. Os conceitos referentes as principais nomenclaturas
utilizadas nesta área como planta medicinal, droga vegetal, medicamentos fitoterápicos e
produtos tradicional fitoterápicos estão descritos nas legislações citadas, destacando-se a RDC
ANVISA/MS 26/2014 18
.
Espécies vegetais, na forma de droga vegetal, planta medicinal, produto tradicional
fitoterápico e/ou medicamento fitoterápico, representam alternativa fundamental aos programas
de Atenção Primária à Saúde, principalmente na Estratégia Saúde da Família, dada a demanda
da própria população que já utiliza plantas medicinais como recurso para cura de enfermidades
10,20
. Apesar da existência das diversas determinações normativas disciplinando o exercício da
Fitoterapia no Brasil, visando garantir o uso racional e seguro de plantas medicinais e seus
produtos derivados; é constatado que, por desconhecimento e/ou divulgação errônea das
vantagens, benefícios e propriedades atribuídas a tal prática, têm sido lançados no mercado
produtos ditos medicinais de origem vegetal sem a garantia efetiva da recuperação e/ou
preservação da saúde do usuário, devido à falta de estudos científicos de comprovação da
eficácia, espectro toxicológico e garantia de qualidade da produção com padronização de
tais preparações; expondo, assim, a população a riscos e perigos 21,22
.
Essa situação é agravada pela tendência de grande parte da população brasileira em
adquirir, preferencialmente, produtos de origem vegetal para fins medicinais no comércio
informal realizado em feiras livres e mercados, exercido pelos populares raizeiros, mas também
por vendedores sem tradição na área; sendo comprovado que essa prática representa risco real
de aquisição e utilização de material impróprio ao consumo devido identificação errada,
indicações errôneas de utilização, posologia inadequada, uso de plantas de má qualidade e
tóxicas 23,24
.
Mas, devemos enfatizar que a aquisição de plantas e seus produtos derivados em
estabelecimentos farmacêuticos também não está isenta de riscos; considerando que estudos
nacionais recentes têm comprovado que a comercialização em farmácias e drogarias, onde,
teoricamente, dispõe da atuação do profissional tecnicamente habilitado, não garante oferta de
produtos com qualidade 25,26
.
Essa realidade, expondo o usuário ao risco real de aquisição e uso e plantas e seus
produtos derivados de má qualidade, demonstra a necessidade da atuação qualificada do
farmacêutico, no exercício pleno da Assistência Farmacêutica em Fitoterapia, com ênfase na
atuação no desenvolvimento e validação de metodologias analíticas eficazes para controle de
qualidade e padronização desses produtos; bem como exigindo o exercício das autoridades na
fiscalização, vigilância e controle de qualidade das espécies vegetais e seus produtos derivados
comercializadas e utilizadas para fins terapêuticos 27
.
Nesse sentido, o estudo de Silveira, Bandeira e Arrais 76
alerta para a necessidade do
exercício e divulgação dos programas de monitorização e farmacovigilância de plantas
medicinais e fitoterápicos a serem exercidos por métodos semelhantes aos medicamentos
sintéticos; enfatizando, porém, que os fitoterápicos, muitas vezes, contem mistura de plantas
com poucos estudos de toxicidade e sobre as reações adversas (intrínsecas e extrínsecas);
reações essas que tanto podem ser ocasionadas pelos constituintes químicos da síntese vegetal,
como também por adulteração, contaminação, preparação incorreta ou estocagem inadequada
e/ou uso inapropriado, irracional.
Na perspectiva real de garantia do uso racional e seguro da Fitoterapia como opção
terapêutica, quer alternativa quer complementar, diversas barreiras devem ser vencidas, com
destaque aos investimentos incipientes em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; a questão
institucional decorrente das normas e critérios para produção e comercialização; a falta de
parcerias entre universidades e empresas privadas; a carência de estudos com espécies vegetais
nativas e de uso terapêutico popular; a falta de estudos de padronização dos fitoterápicos e,
ainda, a escassez da avaliação dos parâmetros de autenticidade, integridade e qualidade das
plantas medicinais e seus produtos 21, 28, 29, 30
.
4. Farmacovigilância em Fitoterapia: controle de qualidade de plantas medicinais e
seus produtos derivados
Segundo Mendes et al 31
, Farmacovigilância pode ser definida como a ciência relativa a
detecção, prevenção, avaliação e preservação de efeitos adversos ou quaisquer outros
problemas relacionados a medicamentos; tendo como objetivo principal a redução das taxas de
morbidade e mortalidade associada ao uso de medicamentos, através da detecção precoce de
problemas de segurança desses produtos para os pacientes, além de melhorar a seleção e o uso
racional dos medicamentos pelos profissionais de saúde 32
.
Nesse sentido, a realização de estudos voltados para avaliação da qualidade de plantas
medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos torna-se de fundamental importância 25
.
Balbino e Dias 33
alertam que apesar da constatação da crescente ascensão do mercado
de plantas e seus produtos derivados, os estudos para avaliação da certificação do uso seguro
ainda são escassos; bem como o controle da comercialização pelos órgãos oficiais em feiras
livres, mercados públicos e/ou lojas de produtos naturais.
Assim, a ascensão do uso de plantas medicinais e seus produtos derivados deve ocorrer
num cenário propício, com o exercício da Fitoterapia alicerçado em determinações normativas
específicas, baseado nos objetivos da Farmacovigilância; exigindo, assim, o compromisso dos
governantes na implantação de diretrizes rigorosas. Mas, embora reconhecida a importância de
legislação específica, apenas cerca de 66 países, dentre os membros da OMS, apresentam algum
tipo de legislação para a prática 34
.
Indiscutivelmente, a OMS reconhece o crescente uso de plantas medicinais e, em
consequência, estimula a Fitoterapia; mas em âmbito mundial um dos maiores desafios está na
garantia do uso seguro, eficaz e racional das plantas e seus produtos derivados, bem como a
certificação do controle de qualidade. A preocupação com a qualidade dos fitoterápicos tem
sido considerada tanto pelas autoridades de saúde quanto pelas pessoas que usam essas
preparações 35
.
A utilização de qualquer insumo de origem vegetal quer seja planta medicinal fresca,
droga vegetal, produtos tradicionais fitoterápicos ou medicamentos fitoterápicos exige a
certificação da qualidade do produto disponibilizado ao uso; o que pode ser assegurado por um
conjunto de medidas alicerçados no exercício pleno do controle de qualidade, com esforços e
recursos direcionados para o desenvolvimento, validação e aplicação de metodologias analíticas
36,25
.
O controle de qualidade da matéria prima vegetal a ser utilizada in natura e/ou como
droga vegetal nas preparações extemporâneas, ou a ser inserida na cadeia produtiva para
obtenção dos fitoterápicos deve ser fundamentada em análises botânicas, químicas, físico-
químicas e biológicas, visando definir e/ou investigar os parâmetros de autenticidade,
integridade e pureza 14,12,37
.
Moraes e col 38
realizaram uma análise dos métodos moleculares baseados no estudo do
DNA, empregados para avaliação de autenticidade de plantas e descreveram uma revisão de
avaliações de qualidade de plantas comercializadas no mundo inteiro, utilizando DNA
Barcoding, bem como outras técnicas moleculares.
A Fitoterapia para ser ofertada como alternativa e/ou complemento terapêutico, deve ser
alicerçada na garantia de qualidade dos produtos disponibilizados, contribuindo efetivamente
para a aceitação, efetividade e satisfação, exigindo que os produtos garantam a identidade da
planta medicinal, sua integridade e, consequentemente, sua funcionalidade como terapêutica 39
.
Nesse sentido, Matos 40
já afirma que “A melhor forma de se manter a qualidade das
plantas medicinais e de suas preparações é assegurar uma correta sequência de operações
desde o plantio, colheita, pré-processamento até o produto final que chega ao usuário.”
Diversos são os compêndios que abordam esses aspectos, mas vale enfatizar as
contribuições imprescindíveis de Matos 40
, das diretrizes do Programa Nacional de Plantas
Medicinais e Fitoterápicos 15
e da RDC ANVISA/MS 18/2014 que institui as boas práticas de
fabricação e controle no âmbito das farmácias vivas do SUS 41
O material vegetal passando por todas essas etapas operacionais será empregado como
insumo; situação que obriga o exercício qualificado do controle de qualidade em todas essas
etapas da cadeia produtiva de insumos vegetais 36
.
5. Parâmetros e operações metodológicas para controle de qualidade para plantas
medicinais
5.1 Padrões de comercialização
Um aspecto geral importante que condiciona a qualidade do material vegetal está
relacionado às condições de comercialização, especialmente pela realização do comércio em
locais inadequados expondo os produtos a condições impróprias, favorecendo contaminações
diversas, expondo material a condições extremas de temperatura e umidade 25
.
Estudo desenvolvido por Soares Neto; Galduróz; Rodrigues 42
alertam para as más
condições de comercialização de drogas vegetais psicoativas em Diadema, estado de São Paulo.
Estudos realizados por Amaral e col 43,44
demonstraram que a venda de plantas medicinais
comercializadas em mercados e feiras livres da cidade de São Luís apresenta problemas que
comprometerão a qualidade dos produtos, destacando o mal acondicionamento das plantas,
higiene precárias dos manipuladores bem como lixo e esgoto próximos aos locais de venda.
Ainda na avaliação das condições de comercialização, outro aspecto que merece atenção
é a rotulagem; sendo contatado que a maioria do material vegetal para fins medicinais não
obedece às determinações normativas vigentes 16
como comprovam estudos de Soares Neto;
Galduróz; Rodrigues 42
.
5.2 Amostragem
Para realização do controle de qualidade de produtos naturais é necessário a aplicação
e/ou desenvolvimento de metodologia analítica desses insumos, iniciando pelo processo de
amostragem, que obrigatoriamente deve representar o lote todo, a ser exercida em local
específico para evitar contaminação cruzada e em atendimento as determinações da literatura
especializada 24,45
.
Farias 46
e Cardoso 24
alertam para os cuidados de amostragem a serem tomados na
avaliação de qualidade de insumos vegetais, minimizando os riscos de tomada de amostra
errônea, que, consequentemente poderá promover a emissão de um laudo de controle de
qualidade equivocado, não pela característica da planta, mas pela análise de uma porção não
representativa do lote inteiro.
5.3 Análises sensoriais
Tradicionalmente, os compêndios têm apresentado, como parâmetros de avaliação da
qualidade de matérias primas vegetais, a análise do aspecto visual, do sabor, do odor e da
percepção ao tato; sendo referido que esses parâmetros podem atestar autenticidade (identidade)
e pureza 46
.
As monografias das drogas vegetais inclusas na Farmacopeia Brasileira 45
definem as
características sensoriais como parâmetro para avaliação da qualidade. Podemos considerar que
é a constatação de cor, consistência, sabor ou odor semelhantes aos da amostra padrão
estabelecidos na literatura para a droga em análise podem ser indicativos da identificação da
droga vegetal; mas temos que enfatizar que esse não pode ser conclusivo.
Vale enfatizar que amostra padrão é aquela que está previamente descrita em
compêndios oficiais como a Farmacopeia Brasileira que auxiliam na comparação com a matéria
problema, seja casca, folha, capítulos florais 47
.
Mas a análise dessas características sensoriais podem fornecer bons indicativos da
qualidade quanto a pureza do material vegetal, a exemplo da constatação de indícios de
deterioração (Figura 1), alteração de cor por contaminação por fungos (Figura 2), alteração de
cor de amostras vegetais dessecadas indicando condições inadequadas de secagem, e percepção
pelo tato de ataque de insetos a material lenhoso 46
(Figuras em Anexo).
5.4 Autenticidade de material vegetal
Segundo Cardoso 24
, autenticidade pode ser definida como o ato de comparar a
identidade botânica do material vegetal em análise a um padrão previamente estabelecido,
literatura especializada, monografia farmacopeicas e/ou com um atlas farmacognóstico.
A troca de espécies vegetais pode ocorrer nas diversas etapas da cadeia produtiva,
podendo ser acidental ou intencional, favorecida pela semelhança entre as espécies vegetais e
entre os nomes vernaculares; a exemplo de Plectranthus barbatus Andrews, espécie com
estudos de validação e inclusa na Relação Nacional de Plantas de Interesse do SUS 48
que tem
sido facilmente adulterada por Plectranthus neochilus Schltr. e Plectranthus grandis (Cramer)
R. Willemse; todas com semelhanças morfológicas e conhecidas popularmente como boldo,
boldo nacional, boldo grande, boldo-gambá, falso-boldo entre outros 49,40
(Figura 3) (Figura em
Anexo).
A adulteração é considerada uma substituição intencional de espécie estranha no lugar
da espécie correta e/ou a adição, também intencional, de materiais estranhos como areia ou
pedra que aumentam o peso e, consequentemente, o lucro. Vale aqui enfatizar que a adulteração
pela substituição de outro órgão do mesmo vegetal, diferente do farmacógeno e ocorrido de
forma intencional é considerado fraude 38
; o que pode ocasionar em perda de segurança, pois
pode levar a intoxicações severas ou até a morte, em função da substituição da espécie
medicinal por outro material tóxico 50
.
As espécies vegetais Echinodorus grandiflorus e Echinodorus macrophyllus,
conhecidas como chapéu-de-couro, são empregadas de forma indistinta como anti-inflamatório.
Amplamente empregada com proposito terapêutico, vem sofrendo constante processo de
adulteração, principalmente com capítulos florais das espécies, indicando que as espécies foram
coletadas na época de frutificação, considerando uma adulteração do farmacógeno, presença de
materiais plásticos, insetos vivos e fragmentos de insetos mortos 51
(figura 4) (Figura em
Anexo).
Tobias et al. 52
, em estudo realizado com fitoterápicos comercializados em farmácias de
manipulação de Maringá, Paraná, relatam problemas de autenticidade em drogas vegetais de
largo emprego medicinal no Brasil, a exemplo de espinheira santa, guaraná e maracujá.
A autenticidade de material vegetal tem sido avaliada por ensaios macro e
microscópicos, fundamentados na comparação com uma amostra de padrão autêntica,
descrições farmacopeicas e/ou literatura especializada; e, ainda pela presença dos constituintes
químicos ativos e/ou característicos da espécie 46,53,24
. A avaliação microscópica pode ser
fundamentada na investigação de estruturas da epiderme (pêlos, glândulas, estômatos),
parênquima (preenchimento, xilema, floema), além de cristais, vasos, fibras, amido entre outros
24
; podendo, ser ainda, realizada as reações histoquímicas 46
.
Estudos desenvolvidos por Donato e Morretes 54
com Myrcia multiflora (Lam.) DC.
(pedra-ume-cá), família Myrtaceae, e por Padilha et al. 55
com Morus nigra L. (amora),
família Moraceae, enfatizam a representatividade dos ensaios macro e microscópicos na
verificação de autenticidade dessas espécies. Os estudos morfoanatômicos de plantas
medicinais são essenciais para fundamentar o processo de avaliação de autenticidade, podendo
destacar o estudo realizado por Brito e col. 56
. A Farmacopeia Brasileira, em suas várias edições,
também representa fonte importante de comparação para a avaliação de qualidade.
Milaneze-Gutierre et al. 49
, em estudo de avaliação de avaliação de autenticidade de
amostras de Plectranthus barbatus e Plectranthus grandis, evidenciaram que as folhas de
ambas as espécies são morfologicamente semelhantes, dificultando a diferenciação por
características macroscópicas, mas pela análise anatômica, a quantitativa dos tricomas
glandulares e tectores permitiu a diferenciação das duas as espécies de Plectranthus, tanto em
amostras frescas como em fragmentos secos (rasuras). É necessário ressaltar que o perfil
fitoquímico permite identificar a presença de grupo de substâncias que possam auxiliar na
identificação da amostra vegetal, de forma simples, rápida e baixo custo 57
.
A RDC ANVISA/MS n° 26, de 13 de maio de 2014, que normatiza o registro e
notificação de fitoterápicos industrializados, estabelece a necessidade de definição de marcador
conceituado como “substância ou classe de substâncias (ex.: alcaloides, flavonoides, ácidos
graxos, etc.) utilizada como referência no controle da qualidade da matéria-prima vegetal e do
fitoterápico, preferencialmente tendo correlação com o efeito terapêutico. O marcador pode ser
do tipo ativo, quando relacionado com a atividade terapêutica do fitocomplexo, ou analítico,
quando não demonstrada, até o momento, sua relação com a atividade terapêutica do
fitocomplexo” 18
.
Estudo desenvolvido por Engel et al. 58
de avaliação de autenticidade de drogas vegetais
comercializadas como Bauhinia forficata Link (pata de vaca), evidencia adulteração das
amostras, nos perfis cromatográficos, do flavonoide kaempferitrina, empregado como marcador
analítico no controle de qualidade.
Estudo de Alvarenga et al. 59
alerta que Mikania glomerata Spreng e Mikania laevigata
Schultz Bip. ex Baker, são espécies vegetais amplamente empregadas pela população para
doenças do trato respiratório, ambas conhecidas como guaco, e dada as semelhanças
morfoanatômicas, são comercializadas indistintamente; com dificuldade de diferenciação por
ensaios macro e microscópicos. Estas espécies apresentam como marcador químico cumarina
(1,2-benzopirona), sendo também difícil a avaliação de autenticidade com base no marcador
químico para as citadas espécies 60
.
Estudo desenvolvido por Bolina; Garcia; Duarte 61
com Mikania glomerata Spreng e
Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker, visando definição da composição química dessas
espécies, evidenciou a presença cumarina, triterpenos/esteroides e heterosídeos flavônicos nas
duas espécies; contatando, ainda, valores semelhantes na quantificação de cumarinas.
Comprovando, dessa forma, a dificuldade de diferenciação dessas espécies com o perfil
químico.
Esses estudos são exemplos que a avaliação de autenticidade com base na definição do
marcador analítico nem sempre é eficaz. Assim, como a presença de substâncias podem ser
comuns a várias espécies vegetais, principalmente da mesma família ou gênero, a identificação
por meio dessas reações não pode ser empregada como método único 62
.
Além da dificuldade operacional de verificação de autenticidade de amostras vegetais
com características morfoanatômicas e de marcador químico semelhantes, a análise pode ser
prejudicada quando o material a ser analisado está fragmentado, principalmente pulverizados,
situação que predomina na comercialização, dificultando as análises macro e microscópicas. Já
em relação aos ensaios químicos devemos lembrar que diversos fatores edáficos-climáticos do
local do plantio e coleta, bem como condições inadequadas de secagem ou armazenamento
podem ocasionar alteração de composição química, o que dificulta a identificação com base
nesses ensaios 63,25,38
.
Na perspectiva real de superar as dificuldades desses métodos usuais para avaliação de
autenticidade, a biologia molecular vem sendo empregada, com excelentes possibilidades de
êxito, comprovado nos estudos na área já publicados, embora ainda não esteja descrita nos guias
de avaliação de controle de qualidade de preparações com plantas, publicados pela OMS, nem
nas legislações dos países onde há regulamentação da Fitoterapia ou uso de suplementos
dietéticos 38
. Apenas a Farmacopeia Chinesa (Pharmacopoeia of the People’s Republico of
China) apresenta métodos de biologia molecular descritos para a análise de autenticidade de
plantas empregadas na Medicina Tradicional Chinesa 64,38
.
Dentre os métodos que estudam o DNA para avaliação e identificação de plantas, o
DNA Barcode vem se destacando pela precisão, rapidez, reprodutibilidade e relativa
simplicidade, sendo considerado o mais confiável método de autenticidade de matérias-primas
vegetais baseado no estudo do DNA. Inicialmente, esta técnica, desenvolvida em 2003, foi
empregada apenas para identificação de animais, utilizando o gene mitocondrial cox1 65
. Mais
tarde, esta foi também empregada para identificação de espécies vegetais superiores, no entanto,
foi necessário empregar outros genes e regiões intergênicas do DNA mitocondrial, nuclear ou
cloroplastidial, como rbcL, matK, 18S, 5.8S, ITS 1, ITS 2, trnH-psbA, dentre outros 66,67,68,38
.
Estudos realizados por Moraes e col. 38
, demostram que apesar confiabilidade na
identificação e relativa simplicidade em sua utilização, existem dificuldades nesse
procedimento, principalmente relacionado ao custo dessas técnicas. Dessa forma, métodos
moleculares só devem ser empregados quando as técnicas convencionais não são eficazes na
avaliação da autenticidade.
5.5 Pureza de material vegetal
O controle de qualidade fundamentado na avaliação de pureza está relacionado à
pesquisa de elementos estranhos, orgânico ou inorgânico, que podem ser endógenos (outras
partes da planta que não seja a droga vegetal ou farmacógeno) e exógeno; teor de umidade,
contaminação microbiológica e parasitária, resíduos de pesticidas, de metais pesados, entre
outros; sendo fundamental a tomada de amostra adequada 24
.
Segundo a RDC ANVISA/MS n° 26/2014, a droga vegetal e o derivado vegetal devem
apresentar relatório de pureza incluindo: determinação de matérias estranhas; determinação de
água; determinação de cinzas totais; determinação de cinzas insolúveis em ácido clorídrico, a
ser realizada quando citada, em documentação técnico-científica, a necessidade dessa
avaliação; determinação de metais pesados; determinação de resíduos de agrotóxicos e afins;
determinação de radioatividade, quando aplicável; determinação de contaminantes
microbiológicos; determinação de micotoxinas, a ser realizada quando citados, a necessidade
dessa avaliação ou relatos da contaminação da espécie por micotoxinas 18
.
Os limites de tolerância, expressos, numericamente, por um valor máximo e mínimo,
indicam a pureza do material vegetal, usualmente expressos em porcentagem ou números
absolutos, sendo observado que esses limites variam de acordo com a droga 45
.
De acordo com Farmacopeia Brasileira 45
“Os fármacos vegetais são isentos de fungos,
de insetos e de outras contaminações de origem animal. Salvo indicação em contrário, a
porcentagem de elementos estranhos não deve ser superior a 2% m/m”.
As análises de elementos estranhos podem ser realizadas macroscopicamente (droga
inteira ou rasurada) ou com auxílio de lupa (droga pulverizada) 24
. Segundo a Farmacopeia
Brasileira 45
“matéria estranha à droga é classificada em três tipos: (a) partes do organismo ou
organismos dos quais a droga deriva, excetuados aqueles incluídos na definição e descrição da
droga, acima do limite de tolerância especificado na monografia; (b) quaisquer organismos,
porções ou produtos de organismos além daqueles especificados na definição e descrição da
droga, em sua respectiva monografia; e (c) impurezas de natureza, minerais ou orgânicas, não-
inerentes à droga”.
Estudo de Lucca et al. 69
de avaliação de pureza de 15 (quinze) amostras comerciais de
camomila, representando droga amplamente empregada na prática popular, evidencia que,
embora todas as amostras fossem autênticas, 06 (seis) amostras apresentaram teor de materiais
estranhos acima de 5%, sendo detectada presença de insetos vivos e mortos; o que pode estar
relacionado à colheita e transporte pós-colheita inadequados, assim como, falta de controle de
qualidade antes e após a operação de embalagem. Usualmente, tem sido constatada presença de
material estranho, geralmente representado por outras partes da planta que não o farmacógeno
(Figura 5) 24
.
Estudo de Lopes e Netto-Júnior 70
de controle de qualidade de amostras comerciais de
guaraná constatou teor de umidade acima do limite permitido de 9,5% 45
, comprovando, assim,
má qualidade das amostras.
A presença excessiva de água em drogas vegetais permite ação de enzimas, que podem
promover degradação de constituintes químicos, além de promover o desenvolvimento de
microrganismos como bactérias e fungos. De acordo com a Farmacopeia Brasileira 45
, o limite
de teor de umidade varia de 8 a 14%, de acordo com a droga vegetal e/ou órgão.
Estudo de avaliação de qualidade de drogas vegetais comercializadas em farmácias de
manipulação de Maringá, estado do Paraná; evidenciou que, das 92 (noventa e duas) amostras
analisadas, 15,4 % foram reprovadas por apresentarem teor de cinzas totais e insolúveis em
ácido acima dos limites permitidos 52
.
A determinação do teor de cinzas permite a verificação de impurezas inorgânicas não-
voláteis; indicando a presença de contaminantes como terra ou areia 46
. Teores de cinza foram
dos padrões podem indicar também problemas na autenticidade como troca da espécie vegetal
ou mistura de espécies diferentes.
O estudo de Schwanz 71
aborda os riscos e perigos associados a presença de metais
pesados em plantas medicinais, alertando que as plantas podem absorver facilmente metais
presentes no meio ambiente, ocasionando o acúmulo desses elementos nos tecidos vegetais,
representando riscos pela fitoxicidade dos metais e toxicidade a saúde humana e animal.
Farias 46
estabelece que em análise farmacêutica esse termo metais pesados esta
relacionando a presença de chumbo, arsênio, cádmio, cobre e mercúrio, bem como a presença
de agrotóxicos e/ou pesticidas, são elementos esses cuja ingestão deve ser restrita dado os
comprovados efeitos tóxicos.
Soares Neto col. 50
, em estudo de avaliação de contaminação por microrganismos
patogênicos em amostras de drogas vegetais psicoativas, adquiridas no comércio popular de
Diadema, estado de São Paulo, constataram que 66,7% das amostras estavam em desacordo
com as especificações de qualidade, sendo evidenciadas bactérias heterotróficas, fungos e/ou
enterobactérias acima dos limites máximos estabelecidos.
A contaminação de produtos de origem vegetal por microorganismos patogênicos deve
estar relacionada às condições inadequadas de colheita e processamento pós-colheita 72
.
Segundo Matos 40
e Oliveira;Akisue 53
a contaminação de drogas vegetais por fungos,
além de representar risco devido à produção de substâncias tóxicas (micotoxinas), pode
levar à destruição e/ou alteração de princípios ativos, tornando-as, assim, impróprias para
o consumo, independentemente do nível de contaminação 35
.
Ainda na avaliação de pureza de material vegetal, a pesquisa de constituintes químicos
indesejáveis na amostra em estudo pode ser utilizada como critério de pureza. Nesse sentido, a
constatação de micotoxinas, a exemplo da aflatoxina, em amostra vegetal constata má qualidade
do material; do mesmo modo que a constatação da presença de uma substância do metabolismo
secundário que não é sintetizada pela planta 46
.
5.6 Integridade de material vegetal
A avaliação de integridade é fundamentada em ensaios quali/quantitativos, sendo
indispensáveis no controle de qualidade, considerando que as matérias primas vegetais podem
apresentar variabilidade na composição química, dependendo de vários fatores intrínsecos e
extrínsecos, influenciando na concentração de constituintes químicos no material vegetal e,
consequentemente, no valor terapêutico das preparações derivadas ou fitoterápicos 63
.
Klein 22
enfatiza que preparações de origem vegetal podem ser tão eficazes quanto os
medicamentos produzidos com ativos oriundos de síntese química, desde que as operações de
transformação de uma planta num medicamento priorizem a preservação da integridade
química dos princípios ativos e por consequência, a ação farmacológica do vegetal, garantindo
a constância da ação biológica desejada.
Como metodologia usual para estudo inicial de integridade, podemos empregar os
ensaios de triagem ou screening fitoquímico; segundo Matos 57
pela rapidez, eficácia e baixo
custo; fundamentada na caracterização (qualitativa e semi-quantitativa) de classes de
metabólitos secundários, por reações específicas de precipitados com colorações, formações de
espumas e/ou manchas coloridas 9
.
Porém a triagem fitoquímica é limitada, já que sinaliza para presença de classes de
metabólitos secundários; assim a partir da triagem fitoquímica é necessário prosseguimento dos
estudos com isolamento e elucidação estrutural dos princípios ativos ou substâncias
responsáveis pela ação biológica (marcador ativo), empregando métodos químicos, físicos e/ou
físico-químicos envolvendo técnicas de caracterização, métodos cromatográficos,
espectrometria de massas, espectroscopia no ultravioleta, no visível e no infravermelho; bem
como a ressonância magnética nuclear (RMN) de próton e carbono 13 73,57,36
.
Como já referido anteriormente, a RDC ANVISA/MS n° 26/2014, que normatiza o
registro e notificação de fitoterápicos industrializados, estabelece a necessidade de definição de
marcador (analítico ou ativo) 18
; anteriormente denominado de marcador químico. Mas
devemos enfatizar que a definição de um marcador analítico não é tarefa fácil, considerando
que quando falamos de eficácia de droga vegetal e seus produtos derivados, estamos referindo
ação sinérgica de fitocomplexo, e não de única substância isolada.
Os compêndios oficiais, particularmente no Brasil, como a Farmacopeia Brasileira 45
define os métodos cromatográficos, com destaque a cromatografia em camada delgada,
cromatografia líquida de alta resolução, cromatografia gasosa, as quais, sem dúvida,
representam ferramentas fundamentais nos estudos de integridade; daí o grande quantitativo de
estudos fundamentados em cromatografia, estando diretamente ligado ao controle de qualidade
de amostras comerciais de drogas vegetais e preparações derivadas amplamente empregadas
para fins terapêuticos, diversos estudos têm sido desenvolvidos fundamentados na investigação
de marcadores por métodos cromatográficos, tais como: presença de derivados do ácido o-
hidroxicinâmico em Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltdl.) Micheli. 51
; cumarina em
Mikania glomerulata Spreng. 59
; cumarina nas espécies Mikania glomerulata Spreng.e Mikania
laevigata Sch. Bip. ex Baker 61
; kaempferitrina em Bauhinia forficata Link 58
; aescinia em
Aesculus hippocastanum L. 74
; flavonoides em Ginkgo biloba L 27
. Diante dessa diversidade,
observa-se a importancia para
Migliato et al. 75
definem que os estudos de padronização devem priorizar a avaliação
dos extrativos vegetais por meio de planejamento fatorial, enfatizando a definição das variáveis
que influenciam na extração, já que essa representa a etapa fundamental na obtenção de
fitoterápicos, garantindo a separação de substâncias de interesse da matriz complexa.
Considerações Finais
A constatação da expansão do mercado nacional de produtos de origem vegetal para fins
medicinais tem estimulado o desenvolvimento na última década de estudos com foco na
avaliação de autenticidade, integridade e pureza das matérias primas vegetais que são
disponibilizadas a população brasileira para uso medicinal. É importante ressaltar que este é o
primeiro trabalho que realiza uma revisão sistemática de estudos de controle de qualidade de
plantas para uso medicinal feitos no Brasil.
Desse modo, ressalta-se a importância dos estudos para avaliação da qualidade de
produtos obtidos a partir de plantas que são vendidos no comércio formal e informal em todo o
território brasileiro, como forma de conferir a segurança da população que utiliza esses
produtos. A partir da revisão realizada dos estudos de controle de qualidade de matérias-primas
vegetais, é possível observar problemas de qualidade, referentes principalmente a autenticidade
e pureza desses materiais, destacando os possíveis problemas que podem ocorrer pelo consumo
de produtos à base de plantas que apresentem problemas de qualidade.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (FAPEMA) e a
CAPES pelo apoio financeiro e concessão de bolsa, bem como o apoio técnico da Universidade
Federal do Maranhão.
Referências
1. AMARAL, F.M.M.Potencial giardicida de espécies vegetais: aspectos da
etnofarmacologia e bioprospecção. [Doutorado]. [João Pessoa]: Universidade Federal da
Paraíba. 2007.346 p.
2. TRENTO FILHO AJ, MENON UM, CORRÊA JÚNIOR C. Caracterização da produção de
plantas medicinais, aromáticas e condimentares no Território Centro-Sul do Paraná. Amb.
Guarap. (PR). 2010 Set./Dez;6(3):511 - 520.
3. ALVES L. Produção de Fitoterápicos no Brasil: História, Problemas e Perspectivas. Rev.
Virt. Quim. 2013;5(3):450-513.
4. COSTA VP, MAYWORM MAS. Plantas medicinais utilizadas pela comunidade do bairro
dos Tenentes - município de Extrema, MG, Brasil. Rev. Bras. Plant. Med. Botucatu.
2011.13(3):282-292.
5. MACEDO AF, OSHIIWAM, GUARIDO CF. Ocorrência do uso de plantas medicinais por
moradores de um bairro do município de Marília-SP. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2007;
28(1): 123-128.
6. ARAÚJO CRF, SILVA AB, TAVARES EC, COSTA EP, MARIZ SR. Perfil e prevalência
de uso de plantas medicinais em uma unidade básica de saúde da família em Campina
Grande, Paraíba, Brasil. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2014; 35(2):233-238.
7. NUNES N. Mercado farmacêutico apresenta alto crescimento no Brasil.2015. Disponível
em:<http://saudebusiness.com/noticias/mercado-farmaceutico-apresenta-alto-crescimento-no-
brasil/>. Acesso em: 15 de Outubro de 2015.
8. ASSAD, Fitoterápico não é panaceia, Noticias BR do Brasil. 2015:11-13.
9. ARAÚJO MGF, CUNHA WR, VENEZIANI R.C.S.Estudo fitoquímico preliminar e
bioensaio toxicológico frente a larvas de Artemia salina Leach. de extrato obtido de frutos de
Solanum lycocarpum A. St.-Hill (Solanaceae). Rev. de Ciên. Farm. Bás. Aplic.
2010;31(2):205-209.
10. BRUNING MCR, MOSEGUI GBG, VIANNA CMM. A utilização da fitoterapia e de
plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu
– Paraná: a visão dos profissionais de saúde. Ciên. & Saúde Coletiva. 2012;17(10):2675-
2685.
11. FIGUEREDO CA, GURGEL IGD, GURGEL JUNIOR GDA. Política Nacional de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. Physis Rev. de Saúde
Col. 2014; 24(2):381-400.
12. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. 2006b. Portaria ANVISA-MS nº 971, de 03 de maio de 2006b. Aprova a Política
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde.
Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 4 de maio de 2006.
13. COUTO CLL. Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb. (Iridaceae): Estudos de revisão e
padronização dos extratos na pesquisa e desenvolvimento de fitoterápico giardicida.
[Dissertação]. [São Luís]: Universidade Federal do Maranhão. 2012.110p.
14. BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos,
Departamento de Assistência Farmacêutica. 2006a. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006.
Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências.
Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 23 de junho de 2006.
15. BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos,
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Aprova o Programa
Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2009a.
16. BRASIL, Ministério da Saúde, Gabinete do Ministro. PORTARIA nº 886, de 20 de abril
de 2010. Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 2010. Disponível em:<
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt0886_20_04_2010.html>.Acesso em
15de agosto de 2015.
17. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução - RDC Nº 14, De 14 de março de 2013. Dispõe
sobre as Boas Práticas de Fabricação de Insumos Farmacêuticos Ativos de Origem Vegetal.
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 de Março de 2013.
18. BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC
nº 26, de 13 de maio de 2014a. Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o
registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos. Diário Oficial da União,
Brasília, DF, Seção 1, 14 de maio de 2014a.
19. BRASIL, Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução
Normativa n° 02 de 13 de maio de 2014. Publica a “Lista de medicamentos fitoterápicos de
registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais fitoterápicos de registro
simplificado”. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2014b. Disponível
em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2014/int0002_13_05_2014.pdf>.Acesso
em 15 de agosto de 2015.
20. SLOMP JUNIOR H, SACRAMENTO HT. Práticas Integrativas e Complementares.
Caderno de atenção básica. Plantas Medicinais e Fitoterapia na Atenção Básica, Brasília –
DF, p.53-69. 2012.
21. VIEGAS JUNIOR C, BARREIRO EJ, BOLZANI VS. Os produtos naturais e a química
medicinal moderna. Instituto de Química, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita
Filho”. Quim. Nov. 2006; 29(2):326-337.
22. KLEIN T, LONGHINI R, BRUSCHI ML, MELLO JCP. Fitoterápicos: um mercado
promissor. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2009;30(3):241-248.
23. FREITAS JUNIOR LM. Orbignya phalerata Mart. (babaçu): estudos e perspectivas
para o desenvolvimento de novos produtos. [Dissertação]. [São Luís]: Universidade Federal
do Maranhão; 2012.160f.
24. CARDOSO CMZ. Manual de controle de qualidade de matérias-primas vegetais para
farmácia magistral.1° ed. São Paulo:Pharmabooks, 2009.148p.
25. MACRINI T. Análise farmacognóstica de amostras de drogas vegetais psicoativas
comercializadas em Diadema. [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo.
2011.123p.
26. MESQUITA LSS. Passiflora edulis Sims: um estudo de revisão e padronização dos
extrativos. [Dissertação]. São Luís: Universidade Federal do Maranhão. 2014.135f.
27. MOSCHEN RC, PEREIRA CC, OLIVEIRA JP, PRADO AR. Controle de Qualidade das
Folhas de Ginkgo biloba comercializadas para Decocção e Infusão.SAPIENTIA - PIO XII
<em revista> n.12 Novembro/2013.
28. MELO JG. Controle de qualidade e prioridades de conservação de plantas medicinais
comercializadas no Brasil. [Dissertação]. Recife: Universidade Federal Rural de Pernambuco.
2007.96f.
29. FREITAS A. Estrutura de mercado do segmento de fitoterápicos no contexto atual da
indústria farmacêutica brasileira. Brasília, 2007.
30. BELTRAME FL, FERRONI DC, ALVES BRV, PEREIRA AV. Avaliação da qualidade
das amostras comercias de Baccharis trimera L. (Carqueja) vendidas no Estado do Paraná.
Acta Scientiarum Health Sciences (UEM). 2009. Disponível em:
<http://www.thefreelibrary.com/_/print/PrintArticle.aspx?id=230685648>. Acesso em: 23 de
abril de 2015.
31. MENDES MCP, PINHEIRO RO, AVELAR KES, TEIXEIRA JL, SILVA GMS. História
da Farmacovigilância no Brasil. Rev. Bras. Farm. 2008;89(3):246-251.
32. ABREU FS, MOURA RB. Farmacovigilância de fitoterápicos em uma indústria
farmacêutica brasileira: mecanismo de aperfeiçoamento dos produtos. Inf. 2014; 26:149-156.
33. BALBINO EE, DIAS MF. Farmacovigilância: um passo em direção ao uso racional de
plantas medicinais e fitoterápicos. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Dez; 20(6):992-1000.
34 BODEKER G, BURFORD G. Traditional, complementary and alternative medicine:
policy and public health perspectives. College Press, London, 2007 p.472.
35. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Quality control methods for medicinal plant
materials: revised draft update. Geneva: WHO. 2005.
36. SOUZA-MOREIRA TM, SALGADO HRN, PIETRO RCLR. O Brasil no contexto de
controle de qualidade de plantas medicinais. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Jun./Jul; 20(3):
435-440.
37. YADAV NP, DIXIT VK. Recent approaches in herbal drug standardization. Int. J.
Integr. Biol. 2008; 2:195–203.
38. MORAES DFC, STILL DW, LUM MR, HIRSCH AM.DNA-based authentication of
botanicals and plant-derived dietary supplements: Where Have We been and Where are We
going? Plant. Med. 2015; 81:687-695.
39. EKKA NR, NAMDEO KP, SAMAL PK. Standardization strategies for herbal drugs – na
overview. Res. J. Pharm. And Tech. 2008;1(4):310-312.
40. MATOS FJA. Farmácias Vivas, 4, ed. Imprensa Universitária/Edições UFC, Fortaleza,
2002.
41. BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC
nº 18, de 09 de abril de 2014c. Dispõe sobre a comunicação à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária – ANVISA dos casos de descontinuação temporária e definitiva de fabricação ou
importação de medicamentos, reativação de fabricação ou importação de medicamentos, e dá
outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 09 de abril de 2014c.
42. SOARES NETO JAR, GALDURÓZ JCF, RODRIGUES E. A Rede de Comércio Popular
de Drogas Psicoativas na Cidade de Diadema e o seu Interesse para a Saúde Pública. Saúde
Soc. 2010; 19(2): 310-319.
43. AMARAL FMM, COUTINHO DF, MESQUITA RKK. Riscos na utilização de plantas
para uso medicinal comercializadas em mercados de São Luís/Maranhão. Rev. de Ciên. da
Saúde. 2001;3:37-42.
44. AMARAL FMM, COUTINHO DF, RIBEIRO MNS. Avaliação da qualidade de drogas
vegetais comercializadas em São Luís/Maranhão. Rev. Bras. de Farmacog. 2003;13(1):27-
30.
45. Farmacopeia Brasileira. 5.ed. Brasília - ANVISA, 2010.
46. FARIAS, RS. Avaliação da qualidade de matérias-primas vegetais.In: SIMÕES et
al.Farmacognosia: da planta ao medicamento. Porto Alegre.6° Ed.2010.Capítulo 12 p.263-
288.
47. VIANA GSB, MATOS FJA, BANDEIRA MAM, RAO VSN. Aroeira-do-sertão. Estudo
botânico, farmacognóstico, químico e farmacológico. 2 edição. Ver.amp-Fortaleza: ed.
UFC, 1995, 164p.
48. BRASIL, Ministério da Saúde, Direção de Administração e Finanças, Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. RENISUS - Relação Nacional de Plantas
Medicinais de Interesse ao SUS. 2009b. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/por-
tal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf>. Acesso em 05 de maio de 2014.
49. MILANEZE-GUTIERRE MA, FAMELLI MC, CAPEL LS, ROMAGNOLO MB.
Caracterização morfológica dos tricomas foliares e caulinares de duas espécies de Lamiaceae
conhecidas popularmente como “falso boldo”. Acta Sci. Biol. Sci. Maringá, 2007; 29(2):125-
130.
50. SOARES NETO JAR, RODRIGUES E, ALMODOVAR AAB, PEREIRA TC, BUGNO
A. Risco microbiológico associado a drogas vegetais psicoativas adquiridas no comércio
popular. Rev Inst Adolfo Lutz, 2012; 71(2): 420-423.
51. DIAS EGE, VALENZUELA VCT, ALVES MR, DUARTE MGR, GARCIA EF.
Qualidade e autenticidade de folhas de chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) oriundas
de fornecedores de São Paulo. Rev. Bras. Plant. Med. 2013;15(2):250-256.
52. TOBIAS ML, OLIVEIRA F, OLIVEIRA KP, MARQUES LC. Controle de qualidade de
drogas vegetais de farmácias de manipulação de Maringá (Paraná - Brasil). Rev. Eletr. de
Farm. 2007; IV(1):95-103.
53. OLIVEIRA F, AKISUE G. Fundamentos de farmacobotânica e morfologia vegetal 3º Ed.
São Paulo: Editora Atheneu, 2009.
54. DONATO AM, MORRETES BL. Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.)
DC. – Myrtaceae. Rev. Bras. de Plant. Med. 2011; 13(1):43-51.
55. PADILHA MM, MOREIRA LQ, MORAIS FF, ARAÚJO TH, PEREIRA AV, ALVES-
DA-SILVA G. Estudo farmacobotânico das folhas de amoreira-preta, Morus nigra L.,
Moraceae. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Ago./Set; 20(4): 621-626.
56. BRITO MCA, DIAS CN, AMARAL FLMM, FREITAS JUNIOR LM, MONTEIRO OS,
MORAES DFC. Estudo morfoanatômico das folhas de Eugenia patrisii Vahl. (Myrtaceae).
Rev. Flor. 2013; 2:49-55.
57. MATOS, FJA. Introdução a Fitoquímica Experimental, 3, ed. Imprensa
Universitária/Edições UFC, Fortaleza,2009.
58. ENGEL IC, FERREIRA RA, CECHINEL-FILHO V, MEYRE-SILVA, C. Controle de
qualidade de drogas vegetais a base de Bauhinia forficata Link (Fabaceae). Rev. Bras. de
Farmacog. 2008 Abr./Jun;18(2):258-264.
59. ALVARENGA FCR, GARCIA EF, BASTOS EMAF, GRANDI TSM, DUARTE MLA.
Avaliação da qualidade de amostras comerciais de folhas e tinturas de guaco. Rev. Bras. de
Farmacog. 2009 Abr./Jun;19(2):442-448,
60. SILVA MR. Distribuição do babaçu e sua relação com os fatores geoambinetais na
bacia do Rio Coral, Estado do Tocantins. [Dissertação]. Brasília. Universidade de Brasília.
2008. 91p.
61. BOLINA RC, GARCIA EF, DUARTE MGR. Estudo comparativo da composição
química das espécies vegetais Mikania glomerata Sprengel e Mikania laevigata Schultz Bip.
Ex Baker. Rev. Bras. de Farmacog. 2009 Jan./Mar;19(1B):294-298.
62. LUM MR, HIRSCH AM. Molecular Methods for the Authentication of Botanicals and
Detection of Potential Contaminants and Adulterants. Acta Hort. 2006; 720:56-71.
63. GOBBO-NETO L, LOPES NP. Plantas medicinais: Fatores de influência no conteúdo de
metabólitos secundários. Quím. Nov, 2007; 30(2): 374-381.
64. Chinese Pharmacopoeia Commission. Pharmacopoeia of the People’s Republic of
China. Beijing: Chemical Industry Press, 2010 (in Chinese).
65. HEUBL G. DNA-Based Authentication of TCM-Plants: Current Progress and Future
Perspectives.In: WAGNER, H; ULRICH-MERZENICH, G. (Eds.). Evid. and Rat. Bas. Res.
on Chin. Drugs. 2013 Springer-Verlag Wien.
66. HAJIBABAEI MSG, HEBERT PDN, HICKEY DA. DNA barcoding: how it
complements taxonomy, molecular phylogenetics and population genetics. Trend. in Gen.
2007;23:167-172.
67. HAO DC, CHEN SL, XIAO PG, PENG Y.Authentication of medicinal plants by DNA-
based markers and genomics. Chin. Herb. Med. 2010; 2(4):250-261.
68. MING L, HUI C, PAUL P, PUI-HAY B, PANG-CHUI S. Identification of herbal
medicinal materials using DNA barcodes. Chin. Herb. Med. 2010; 49(3):271–283.
69. LUCCA PSR, ECKERT RG, SMANHOTTO V, KUHN LM, MINANTI L.R.Avaliação
farmacognóstica e microbiológica da droga vegetal camomila (Chamomilla recutita L.)
comercializada como alimento em Cascavel – Paraná. Rev. Bras. de Plant. Med. 2010
Botucatu;12(2):153-156.
70. LOPES TRF, NETTO JUNIOR NL. Análise da qualidade farmacognóstica de amostras
comerciais de Paullinia cupana (guaraná) do Distrito Federal. Cenan. Pharm. 2011.
Maio/Nov; 4.
71. SCHWANZ M, FERREIRA JJ, FRÖEHLICH P, ZUANAZZI JAS, HENRIQUES AT.
Análise de metais pesados em amostras de Peumus boldus Mol. (Monimiaceae). Revi. Bras.
de Farmacog. 2008, Jan./Mar; 18(1):98-101.
72. AMARAL FMM. Frutos de Luffa perculata (L.) Cong.: Avaliação da comercialização
e controle de qualidade de amostras adquiridas em mercados de São Luís-MA.
[Dissertação]. [São Luís]:Universidade Federal do Maranhão 1999.126 f.
73. COLLINS CH, BRAGA GL, BONATO PS. Introdução a métodos cromatográficos. 7.ed.
Campinas: Editora da UNICAMP, 1997. 279 p.
74. MARTINS ELP, BRANDÃO M.G.L. Qualidade de amostras comerciais preparadas com
Aesculus hippocastanum L. (castanha-da-Índia). Rev. Bras. de Farmacog. 2006
Abr./Jun;16(2):224-229.
75. MIGLIATO KF, CORRÊA MA, SALGADO HRN, TOGNOLLI JO, SACRAMENTO
LVS, MELLO JCP et al. Planejamento experimental na otimização da extração dos frutos de
Syzygium cumini (L.) SKEELS. Quim Nov. 2011;34(4):695-699.
76. SILVEIRA PF, BANDEIRA M AM, ARRAIS PSD. Farmacovigilância e reações
adversas às plantas medicinais e fitoterápicas: uma realidade. Rev. Bras. de Farmacog. 2008;
18(4): 618-626.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Programas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
Programas Estratégicos e Assistência FarmacêuticaProgramas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
Programas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
Helenice Alexandrino
 
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicosC1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
sedis-suporte
 
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúdePlantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
henriquetabosa
 
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinaisC1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
sedis-suporte
 
Atenção farmacêutica
Atenção farmacêuticaAtenção farmacêutica
Atenção farmacêutica
Aline Maria Sá Nascimento
 
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicosRegulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
Simone Coulaud
 
Promotoria da saúde assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
Promotoria da saúde   assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...Promotoria da saúde   assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
Promotoria da saúde assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
Larapernambuco
 
Atenção farmacêutica aula i
Atenção farmacêutica    aula iAtenção farmacêutica    aula i
Atenção farmacêutica aula i
Larissa Oliveira Rocha
 
Aspectos legislacao fitoterapicos
Aspectos legislacao fitoterapicosAspectos legislacao fitoterapicos
Aspectos legislacao fitoterapicos
Nayara Dávilla
 
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
Nayara Dávilla
 
Entendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
Entendendo a Assistência Farmacêutica no BrasilEntendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
Entendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
Thalles Peixoto
 
Política Nacional de Medicamentos Portaria 3916 De 1998
Política Nacional de Medicamentos   Portaria 3916 De 1998Política Nacional de Medicamentos   Portaria 3916 De 1998
Política Nacional de Medicamentos Portaria 3916 De 1998
Marcelo Polacow Bisson
 
Farmácia Integrada 2009
Farmácia Integrada 2009Farmácia Integrada 2009
Farmácia Integrada 2009
Instituto Racine
 
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologiaC1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
sedis-suporte
 
Assistencia farmaceutica
Assistencia farmaceuticaAssistencia farmaceutica
Assistencia farmaceutica
jlpgemeinder
 
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no susAnálise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
Nayara Dávilla
 
Artigo bioterra v16_n2_02
Artigo bioterra v16_n2_02Artigo bioterra v16_n2_02
Artigo bioterra v16_n2_02
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileiraFormulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
visacamacan
 

Mais procurados (18)

Programas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
Programas Estratégicos e Assistência FarmacêuticaProgramas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
Programas Estratégicos e Assistência Farmacêutica
 
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicosC1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
C1 e3 ppt_producao_de_medicamentos_fitoterapicos
 
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúdePlantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
Plantas medicinais e fitoterápicos na atenção primária à saúde
 
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinaisC1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
C1 e3 ppt_validacao_cientifica_de_plantas_medicinais
 
Atenção farmacêutica
Atenção farmacêuticaAtenção farmacêutica
Atenção farmacêutica
 
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicosRegulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
Regulação brasileira em plantas medicinais e fitoterápicos
 
Promotoria da saúde assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
Promotoria da saúde   assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...Promotoria da saúde   assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
Promotoria da saúde assistência farmacêutica - rotinas administrativas e fl...
 
Atenção farmacêutica aula i
Atenção farmacêutica    aula iAtenção farmacêutica    aula i
Atenção farmacêutica aula i
 
Aspectos legislacao fitoterapicos
Aspectos legislacao fitoterapicosAspectos legislacao fitoterapicos
Aspectos legislacao fitoterapicos
 
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
Estudo do consumo de plantas medicinais na região centro norte e aceitação pe...
 
Entendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
Entendendo a Assistência Farmacêutica no BrasilEntendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
Entendendo a Assistência Farmacêutica no Brasil
 
Política Nacional de Medicamentos Portaria 3916 De 1998
Política Nacional de Medicamentos   Portaria 3916 De 1998Política Nacional de Medicamentos   Portaria 3916 De 1998
Política Nacional de Medicamentos Portaria 3916 De 1998
 
Farmácia Integrada 2009
Farmácia Integrada 2009Farmácia Integrada 2009
Farmácia Integrada 2009
 
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologiaC1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
C1 e4 ppt_introducao_a_farmacologia
 
Assistencia farmaceutica
Assistencia farmaceuticaAssistencia farmaceutica
Assistencia farmaceutica
 
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no susAnálise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no sus
 
Artigo bioterra v16_n2_02
Artigo bioterra v16_n2_02Artigo bioterra v16_n2_02
Artigo bioterra v16_n2_02
 
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileiraFormulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulário de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
 

Semelhante a Com rcio e_controle_de_qualidade_de_plantas_medicinais_no_brasil

Artigo fitoterápicos toledo - 2003
Artigo fitoterápicos   toledo - 2003Artigo fitoterápicos   toledo - 2003
Artigo fitoterápicos toledo - 2003
lharhasouza
 
Introdução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicasIntrodução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicas
comunidadedepraticas
 
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
Nemésio Carlos Silva
 
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
OdilonCalian1
 
Farmácia viva
Farmácia vivaFarmácia viva
Farmácia viva
Daniele Mangabeira
 
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileiraFormulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Cencap
 
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileiraFormulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Paulo Almeida
 
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileiraFormulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Adriana Mendes Drica
 
Ferreira2022 [artigo].pdf
Ferreira2022 [artigo].pdfFerreira2022 [artigo].pdf
Ferreira2022 [artigo].pdf
VeryTrue1
 
Revista Ciência Saudável
Revista Ciência SaudávelRevista Ciência Saudável
Revista Ciência Saudável
Leandro Ceolin
 
Assistencia farmaceutica e a anvisa
Assistencia farmaceutica e a anvisaAssistencia farmaceutica e a anvisa
Assistencia farmaceutica e a anvisa
carolinylimadocarmo
 
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
sedis-suporte
 
História da Farmácia no Brasil
História da Farmácia no BrasilHistória da Farmácia no Brasil
História da Farmácia no Brasil
Safia Naser
 
Fitoterapia na prática clínica do nutricionista
Fitoterapia na prática clínica do nutricionistaFitoterapia na prática clínica do nutricionista
Fitoterapia na prática clínica do nutricionista
Renato Marques
 
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinaisC1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
sedis-suporte
 
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptx
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptxCiclo da Assistência Farmacêutica.pptx
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptx
RitaViviane
 
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdfPlantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
AnaBatistella
 
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptxplantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
JessiellyGuimares
 
Plantas medicinais
Plantas medicinaisPlantas medicinais
Plantas medicinais
sofiaackermann
 
Horta orgânica de ervas medicinais
Horta orgânica de ervas medicinaisHorta orgânica de ervas medicinais
Horta orgânica de ervas medicinais
Fabio Morais
 

Semelhante a Com rcio e_controle_de_qualidade_de_plantas_medicinais_no_brasil (20)

Artigo fitoterápicos toledo - 2003
Artigo fitoterápicos   toledo - 2003Artigo fitoterápicos   toledo - 2003
Artigo fitoterápicos toledo - 2003
 
Introdução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicasIntrodução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicas
 
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
657 -programas-de-fitoterapia-na-atencao--primaria existem-experiencias-exitosas
 
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
Farmácia Clínica como iniciar a fazer .
 
Farmácia viva
Farmácia vivaFarmácia viva
Farmácia viva
 
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileiraFormulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
Formulario de fitoterapicos da farmacopeia brasileira
 
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileiraFormulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
 
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileiraFormulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
Formulario de fitoterapicos_da_farmacopeia_brasileira
 
Ferreira2022 [artigo].pdf
Ferreira2022 [artigo].pdfFerreira2022 [artigo].pdf
Ferreira2022 [artigo].pdf
 
Revista Ciência Saudável
Revista Ciência SaudávelRevista Ciência Saudável
Revista Ciência Saudável
 
Assistencia farmaceutica e a anvisa
Assistencia farmaceutica e a anvisaAssistencia farmaceutica e a anvisa
Assistencia farmaceutica e a anvisa
 
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
C1 e1 ppt_introducao_ao_estudo_de_plantas_medicinais (3)
 
História da Farmácia no Brasil
História da Farmácia no BrasilHistória da Farmácia no Brasil
História da Farmácia no Brasil
 
Fitoterapia na prática clínica do nutricionista
Fitoterapia na prática clínica do nutricionistaFitoterapia na prática clínica do nutricionista
Fitoterapia na prática clínica do nutricionista
 
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinaisC1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
C1 e6 ppt_diretrizes_para_a_insercao_de_plantas_medicinais
 
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptx
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptxCiclo da Assistência Farmacêutica.pptx
Ciclo da Assistência Farmacêutica.pptx
 
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdfPlantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
Plantas medicinais_ uma abordagem sobre o uso seguro e racional.pdf
 
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptxplantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
plantas medicinais efeitos ATENÇÃO PRIMÁRIA.pptx
 
Plantas medicinais
Plantas medicinaisPlantas medicinais
Plantas medicinais
 
Horta orgânica de ervas medicinais
Horta orgânica de ervas medicinaisHorta orgânica de ervas medicinais
Horta orgânica de ervas medicinais
 

Com rcio e_controle_de_qualidade_de_plantas_medicinais_no_brasil

  • 1. COMÉRCIO E CONTROLE DE QUALIDADE DE PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL: UMA REVISÃO TRADE AND QUALITY CONTROL OF MEDICINAL PLANTS IN BRAZIL: A REVIEW COMERCIO Y CONTROL DE CALIDAD DE PLANTAS MEDICINALES EN BRASIL: UNA REVISIÓN Maria Cristiane Aranha Brito; Talison Taylon Diniz Ferreira; Tássio Rômulo Silva Araújo Luz; José Antonio Costa Leite; Jéssyca Wan Lume da Silva Godinho; Denise Fernandes Coutinho Moraes; Flavia Maria Mendonça do Amaral Resumo A utilização de plantas com propósito terapêutico é influenciada pelo legado cultural sobre conhecimento popular de plantas para fins medicinais, resultante da miscigenação étnica da população, com forte influência indígena, européia, africana e asiática. Outros fatores, como dificuldades no acesso aos serviços convencionais de saúde associada às condições socioeconômicas precárias, e o fácil acesso a plantas medicinais e/ou produtos fitoterápicos contribuíram para consolidar a fitoterapia como recurso amplamente utilizado pela população. No entanto, esses produtos, obtidos a partir de plantas, nem sempre apresentam condições adequadas para sua utilização, seja pela não comprovação de sua segurança e eficácia ou pela qualidade oferecida. Dessa forma, enfatiza-se a necessidade de estudos voltados para a comercialização de plantas medicinais e seus fitoterápicos, bem como que avaliarem qualidade desses produtos, de forma a realizar farmacovigilância, garantindo o uso seguro e eficaz, e principalmente, contribuindo para o desenvolvimento pleno da fitoterapia. Palavras-chave: comercialização, farmacovigilância, fitoterapia, produtos naturais Introdução Registros arqueológicos comprovam que desde os primórdios da civilização, o homem utilizava recursos da natureza, especialmente, de origem vegetal na cura e prevenção de doenças; tendo procurado preservar e manter essa prática médica, percorrendo um longo percurso de manuseio, adaptação e modificação desses recursos para seu próprio benefício; podendo ser afirmado que o hábito de recorrer às virtudes curativas de certos vegetais é uma das primeiras manifestações do esforço do homem para compreender e utilizar a natureza 1,2,3 . Essa prática, conhecida como medicina natural, medicina popular, herbalismo ou fitoterapia, representa o acúmulo de conhecimentos, repassados de geração a geração, sobre a ação das plantas, utilizadas na cura e prevenção de doenças. Cada grupo étnico apresenta seus conhecimentos ao respeito do valor terapêutico das plantas e este faz parte da sua formação cultural 4 . Historicamente, é reconhecida que essa prática passou por diversas fases de representatividade na sociedade, ora constituindo a base terapêutica e muitas vezes, sendo o primeiro e/ou único recurso terapêutico de grande parte da população mundial; ora sendo
  • 2. marginalizada para uso apenas pelas classes sociais menos favorecidas, sem acesso aos serviços de saúde institucionalizados 5,3 . No cenário atual a Fitoterapia está inserida na sociedade contemporânea, tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento, passando a ser integrada nas mais diversas classes sociais e não se restringindo somente às populações das zonas rurais ou regiões desprovidas de assistências à saúde 6 . Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 70 a 90% da população dos países em desenvolvimento dependem da Fitoterapia especialmente na Atenção Primária à Saúde onde grande parte da população de países desenvolvidos como Canadá, França, Alemanha e Itália também recorrem aos recursos terapêuticos das plantas e seus produtos derivados 3 . Assim esse estudo de revisão, sustentado nas principais bases de pesquisa científica, tem como objetivo descrever o comércio de plantas medicinais no Brasil, bem como discorrer sobre formas de realizar o controle de qualidade desses produtos, visando promover seu uso seguro e eficaz e contribuir para o desenvolvimento pleno da farmacovigilância em fitoterapia. 2. Cenário atual: utilização e comércio de plantas medicinais Diante do cenário internacional de produtos farmacêuticos e/ou derivados de plantas medicinais, é comprovado o aumento significativo de vendas nos países da Europa e nos Estados Unidos da América, a partir do início da década de 90, com taxas anuais de crescimento entre 10 a 20% na maioria dos países, movimentando US$ 14 bilhões por ano e empregando uma média de cem mil pessoas 7 . Voltando essa análise para o mercado nacional de fitoterápicos, estudos indicam crescimento em ascensão do consumo de plantas e seus produtos derivados, apesar do desenvolvimento e produção de medicamentos fitoterápicos ser muito pequena no Brasil 3 dado que indica que esse elevado consumo não é de medicamentos fitoterápicos nacionais industrializados, mas de fitoterápicos manipulados, produtos cadastrados na ANVISA como alimentos ou cosméticos, além dos produtos artesanais e planta medicinal in natura, utilizados amplamente na prática popular; e, principalmente adquiridos no comércio informal 8 . Diversos estudos têm abordado os fatores que podem justificar o lugar e forma de articulação da Fitoterapia no momento atual, merecendo destaque: as expectativas frustradas geradas pela crença de que para cada doença existiria um medicamento sintético eficaz e seguro; o alto custo dos medicamentos industrializados junto ao reconhecimento do difícil acesso de grande parte da população aos serviços de saúde e a maior conscientização ecológica, representada pela onda do verde. Pode-se citar ainda como fator que impulsiona a fitoterapia, a valorização científica do uso de plantas medicinais diretamente ou como fonte de compostos farmacologicamente ativos, ocorrido principalmente pela indústria farmacêutica; bem como a tendência da sociedade em utilizar preferencialmente produtos naturais na recuperação e/ou preservação da saúde, muitas das vezes estimulada pelas propriedades terapêuticas milagrosas erroneamente atribuídas às plantas 9,10,11 . No Brasil, a biodiversidade e diversidade cultural, associadas às diferenças socioeconômicas na grande extensão do território nacional, com reconhecida desigualdade na distribuição dos recursos destinados a saúde, com concentração dos serviços especializados nas grandes áreas urbanas, favorecendo uma parcela mínima da população, inviabilizando e/ou dificultando o acesso aos serviços públicos de saúde; favorecem a preservação da utilização de plantas para fins medicinais, contribuindo significativamente para ascensão do uso de plantas e produtos derivados pela população 1 . Assim, a constatação da necessidade da ampliação das ofertas terapêuticas no Brasil, especialmente após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na perspectiva do atendimento
  • 3. aos seus princípios de base; resultou na adoção de várias medidas e ações normativas estabelecidas pelo Governo Federal para oficializar a Fitoterapia como prática alternativa e/ou complementar de saúde 12,13 . 3. Estruturação da Fitoterapia no Brasil Nos marcos regulatórios para estruturação e implantação da Fitoterapia no Brasil, o Governo Federal tem adotado medidas e ações normativas, com destaque a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde 14,12 . Em função dessas determinações legais, o governo criou em 2008 o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos com o objetivo de garantir a implantação da PNPMF, destacando-se como principais metas a implantação ou aperfeiçoamento da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos de maneira sustentável; incentivo à pesquisa e desenvolvimento tecnológico dessa área; capacitação dos profissionais do setor de fitoterapia e inserção de produtos fitoterápicos no SUS com segurança e qualidade 15 . Outro avanço nessa área foi a publicação da Portaria GM/MS nº 886, de 20 de abril de 2010, que instituiu a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) cujas ações foram complementadas pela RDC nº 18, de 3 de abril de 2013, que dispõe sobre o regulamento técnico de boas práticas de processamento e armazenamento de plantas medicinais, preparação e dispensação de produtos magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos em Farmácias Vivas no âmbito do SUS 16,17 . Em relação ao registro de medicamentos fitoterápicos industrializados no órgão regulador brasileiro, em 1996, houve a publicação da primeira legislação regulamentando esse setor. Várias atualizações dessas normas foram publicadas ao longo dos anos e hoje, encontra- se em vigor a RDC ANVISA/MS n° 26, de 13 de maio de 2014, que normatiza o registro e notificação de fitoterápicos industrializados; sendo esses classificados em medicamentos fitoterápicos (MF) e produtos tradicionais fitoterápicos (PTF), cuja diferença básica está fundamentada na forma de certificação da segurança e eficácia; onde o MF é avaliado através de ensaios clínico e o PTF pela tradicionalidade de uso 18 . Essa resolução é complementada pela Instrução Normativa (IN) ANVISA/MS n° 02, de 13 de maio de 2014, que traz as listas de espécies vegetais para a elaboração de medicamentos fitoterápicos ou produtos tradicionais fitoterápicos de registro simplificado 19 . Os conceitos referentes as principais nomenclaturas utilizadas nesta área como planta medicinal, droga vegetal, medicamentos fitoterápicos e produtos tradicional fitoterápicos estão descritos nas legislações citadas, destacando-se a RDC ANVISA/MS 26/2014 18 . Espécies vegetais, na forma de droga vegetal, planta medicinal, produto tradicional fitoterápico e/ou medicamento fitoterápico, representam alternativa fundamental aos programas de Atenção Primária à Saúde, principalmente na Estratégia Saúde da Família, dada a demanda da própria população que já utiliza plantas medicinais como recurso para cura de enfermidades 10,20 . Apesar da existência das diversas determinações normativas disciplinando o exercício da Fitoterapia no Brasil, visando garantir o uso racional e seguro de plantas medicinais e seus produtos derivados; é constatado que, por desconhecimento e/ou divulgação errônea das vantagens, benefícios e propriedades atribuídas a tal prática, têm sido lançados no mercado produtos ditos medicinais de origem vegetal sem a garantia efetiva da recuperação e/ou preservação da saúde do usuário, devido à falta de estudos científicos de comprovação da eficácia, espectro toxicológico e garantia de qualidade da produção com padronização de tais preparações; expondo, assim, a população a riscos e perigos 21,22 . Essa situação é agravada pela tendência de grande parte da população brasileira em adquirir, preferencialmente, produtos de origem vegetal para fins medicinais no comércio
  • 4. informal realizado em feiras livres e mercados, exercido pelos populares raizeiros, mas também por vendedores sem tradição na área; sendo comprovado que essa prática representa risco real de aquisição e utilização de material impróprio ao consumo devido identificação errada, indicações errôneas de utilização, posologia inadequada, uso de plantas de má qualidade e tóxicas 23,24 . Mas, devemos enfatizar que a aquisição de plantas e seus produtos derivados em estabelecimentos farmacêuticos também não está isenta de riscos; considerando que estudos nacionais recentes têm comprovado que a comercialização em farmácias e drogarias, onde, teoricamente, dispõe da atuação do profissional tecnicamente habilitado, não garante oferta de produtos com qualidade 25,26 . Essa realidade, expondo o usuário ao risco real de aquisição e uso e plantas e seus produtos derivados de má qualidade, demonstra a necessidade da atuação qualificada do farmacêutico, no exercício pleno da Assistência Farmacêutica em Fitoterapia, com ênfase na atuação no desenvolvimento e validação de metodologias analíticas eficazes para controle de qualidade e padronização desses produtos; bem como exigindo o exercício das autoridades na fiscalização, vigilância e controle de qualidade das espécies vegetais e seus produtos derivados comercializadas e utilizadas para fins terapêuticos 27 . Nesse sentido, o estudo de Silveira, Bandeira e Arrais 76 alerta para a necessidade do exercício e divulgação dos programas de monitorização e farmacovigilância de plantas medicinais e fitoterápicos a serem exercidos por métodos semelhantes aos medicamentos sintéticos; enfatizando, porém, que os fitoterápicos, muitas vezes, contem mistura de plantas com poucos estudos de toxicidade e sobre as reações adversas (intrínsecas e extrínsecas); reações essas que tanto podem ser ocasionadas pelos constituintes químicos da síntese vegetal, como também por adulteração, contaminação, preparação incorreta ou estocagem inadequada e/ou uso inapropriado, irracional. Na perspectiva real de garantia do uso racional e seguro da Fitoterapia como opção terapêutica, quer alternativa quer complementar, diversas barreiras devem ser vencidas, com destaque aos investimentos incipientes em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; a questão institucional decorrente das normas e critérios para produção e comercialização; a falta de parcerias entre universidades e empresas privadas; a carência de estudos com espécies vegetais nativas e de uso terapêutico popular; a falta de estudos de padronização dos fitoterápicos e, ainda, a escassez da avaliação dos parâmetros de autenticidade, integridade e qualidade das plantas medicinais e seus produtos 21, 28, 29, 30 . 4. Farmacovigilância em Fitoterapia: controle de qualidade de plantas medicinais e seus produtos derivados Segundo Mendes et al 31 , Farmacovigilância pode ser definida como a ciência relativa a detecção, prevenção, avaliação e preservação de efeitos adversos ou quaisquer outros problemas relacionados a medicamentos; tendo como objetivo principal a redução das taxas de morbidade e mortalidade associada ao uso de medicamentos, através da detecção precoce de problemas de segurança desses produtos para os pacientes, além de melhorar a seleção e o uso racional dos medicamentos pelos profissionais de saúde 32 . Nesse sentido, a realização de estudos voltados para avaliação da qualidade de plantas medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos torna-se de fundamental importância 25 . Balbino e Dias 33 alertam que apesar da constatação da crescente ascensão do mercado de plantas e seus produtos derivados, os estudos para avaliação da certificação do uso seguro ainda são escassos; bem como o controle da comercialização pelos órgãos oficiais em feiras livres, mercados públicos e/ou lojas de produtos naturais.
  • 5. Assim, a ascensão do uso de plantas medicinais e seus produtos derivados deve ocorrer num cenário propício, com o exercício da Fitoterapia alicerçado em determinações normativas específicas, baseado nos objetivos da Farmacovigilância; exigindo, assim, o compromisso dos governantes na implantação de diretrizes rigorosas. Mas, embora reconhecida a importância de legislação específica, apenas cerca de 66 países, dentre os membros da OMS, apresentam algum tipo de legislação para a prática 34 . Indiscutivelmente, a OMS reconhece o crescente uso de plantas medicinais e, em consequência, estimula a Fitoterapia; mas em âmbito mundial um dos maiores desafios está na garantia do uso seguro, eficaz e racional das plantas e seus produtos derivados, bem como a certificação do controle de qualidade. A preocupação com a qualidade dos fitoterápicos tem sido considerada tanto pelas autoridades de saúde quanto pelas pessoas que usam essas preparações 35 . A utilização de qualquer insumo de origem vegetal quer seja planta medicinal fresca, droga vegetal, produtos tradicionais fitoterápicos ou medicamentos fitoterápicos exige a certificação da qualidade do produto disponibilizado ao uso; o que pode ser assegurado por um conjunto de medidas alicerçados no exercício pleno do controle de qualidade, com esforços e recursos direcionados para o desenvolvimento, validação e aplicação de metodologias analíticas 36,25 . O controle de qualidade da matéria prima vegetal a ser utilizada in natura e/ou como droga vegetal nas preparações extemporâneas, ou a ser inserida na cadeia produtiva para obtenção dos fitoterápicos deve ser fundamentada em análises botânicas, químicas, físico- químicas e biológicas, visando definir e/ou investigar os parâmetros de autenticidade, integridade e pureza 14,12,37 . Moraes e col 38 realizaram uma análise dos métodos moleculares baseados no estudo do DNA, empregados para avaliação de autenticidade de plantas e descreveram uma revisão de avaliações de qualidade de plantas comercializadas no mundo inteiro, utilizando DNA Barcoding, bem como outras técnicas moleculares. A Fitoterapia para ser ofertada como alternativa e/ou complemento terapêutico, deve ser alicerçada na garantia de qualidade dos produtos disponibilizados, contribuindo efetivamente para a aceitação, efetividade e satisfação, exigindo que os produtos garantam a identidade da planta medicinal, sua integridade e, consequentemente, sua funcionalidade como terapêutica 39 . Nesse sentido, Matos 40 já afirma que “A melhor forma de se manter a qualidade das plantas medicinais e de suas preparações é assegurar uma correta sequência de operações desde o plantio, colheita, pré-processamento até o produto final que chega ao usuário.” Diversos são os compêndios que abordam esses aspectos, mas vale enfatizar as contribuições imprescindíveis de Matos 40 , das diretrizes do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos 15 e da RDC ANVISA/MS 18/2014 que institui as boas práticas de fabricação e controle no âmbito das farmácias vivas do SUS 41 O material vegetal passando por todas essas etapas operacionais será empregado como insumo; situação que obriga o exercício qualificado do controle de qualidade em todas essas etapas da cadeia produtiva de insumos vegetais 36 . 5. Parâmetros e operações metodológicas para controle de qualidade para plantas medicinais 5.1 Padrões de comercialização Um aspecto geral importante que condiciona a qualidade do material vegetal está relacionado às condições de comercialização, especialmente pela realização do comércio em
  • 6. locais inadequados expondo os produtos a condições impróprias, favorecendo contaminações diversas, expondo material a condições extremas de temperatura e umidade 25 . Estudo desenvolvido por Soares Neto; Galduróz; Rodrigues 42 alertam para as más condições de comercialização de drogas vegetais psicoativas em Diadema, estado de São Paulo. Estudos realizados por Amaral e col 43,44 demonstraram que a venda de plantas medicinais comercializadas em mercados e feiras livres da cidade de São Luís apresenta problemas que comprometerão a qualidade dos produtos, destacando o mal acondicionamento das plantas, higiene precárias dos manipuladores bem como lixo e esgoto próximos aos locais de venda. Ainda na avaliação das condições de comercialização, outro aspecto que merece atenção é a rotulagem; sendo contatado que a maioria do material vegetal para fins medicinais não obedece às determinações normativas vigentes 16 como comprovam estudos de Soares Neto; Galduróz; Rodrigues 42 . 5.2 Amostragem Para realização do controle de qualidade de produtos naturais é necessário a aplicação e/ou desenvolvimento de metodologia analítica desses insumos, iniciando pelo processo de amostragem, que obrigatoriamente deve representar o lote todo, a ser exercida em local específico para evitar contaminação cruzada e em atendimento as determinações da literatura especializada 24,45 . Farias 46 e Cardoso 24 alertam para os cuidados de amostragem a serem tomados na avaliação de qualidade de insumos vegetais, minimizando os riscos de tomada de amostra errônea, que, consequentemente poderá promover a emissão de um laudo de controle de qualidade equivocado, não pela característica da planta, mas pela análise de uma porção não representativa do lote inteiro. 5.3 Análises sensoriais Tradicionalmente, os compêndios têm apresentado, como parâmetros de avaliação da qualidade de matérias primas vegetais, a análise do aspecto visual, do sabor, do odor e da percepção ao tato; sendo referido que esses parâmetros podem atestar autenticidade (identidade) e pureza 46 . As monografias das drogas vegetais inclusas na Farmacopeia Brasileira 45 definem as características sensoriais como parâmetro para avaliação da qualidade. Podemos considerar que é a constatação de cor, consistência, sabor ou odor semelhantes aos da amostra padrão estabelecidos na literatura para a droga em análise podem ser indicativos da identificação da droga vegetal; mas temos que enfatizar que esse não pode ser conclusivo. Vale enfatizar que amostra padrão é aquela que está previamente descrita em compêndios oficiais como a Farmacopeia Brasileira que auxiliam na comparação com a matéria problema, seja casca, folha, capítulos florais 47 . Mas a análise dessas características sensoriais podem fornecer bons indicativos da qualidade quanto a pureza do material vegetal, a exemplo da constatação de indícios de deterioração (Figura 1), alteração de cor por contaminação por fungos (Figura 2), alteração de cor de amostras vegetais dessecadas indicando condições inadequadas de secagem, e percepção pelo tato de ataque de insetos a material lenhoso 46 (Figuras em Anexo). 5.4 Autenticidade de material vegetal
  • 7. Segundo Cardoso 24 , autenticidade pode ser definida como o ato de comparar a identidade botânica do material vegetal em análise a um padrão previamente estabelecido, literatura especializada, monografia farmacopeicas e/ou com um atlas farmacognóstico. A troca de espécies vegetais pode ocorrer nas diversas etapas da cadeia produtiva, podendo ser acidental ou intencional, favorecida pela semelhança entre as espécies vegetais e entre os nomes vernaculares; a exemplo de Plectranthus barbatus Andrews, espécie com estudos de validação e inclusa na Relação Nacional de Plantas de Interesse do SUS 48 que tem sido facilmente adulterada por Plectranthus neochilus Schltr. e Plectranthus grandis (Cramer) R. Willemse; todas com semelhanças morfológicas e conhecidas popularmente como boldo, boldo nacional, boldo grande, boldo-gambá, falso-boldo entre outros 49,40 (Figura 3) (Figura em Anexo). A adulteração é considerada uma substituição intencional de espécie estranha no lugar da espécie correta e/ou a adição, também intencional, de materiais estranhos como areia ou pedra que aumentam o peso e, consequentemente, o lucro. Vale aqui enfatizar que a adulteração pela substituição de outro órgão do mesmo vegetal, diferente do farmacógeno e ocorrido de forma intencional é considerado fraude 38 ; o que pode ocasionar em perda de segurança, pois pode levar a intoxicações severas ou até a morte, em função da substituição da espécie medicinal por outro material tóxico 50 . As espécies vegetais Echinodorus grandiflorus e Echinodorus macrophyllus, conhecidas como chapéu-de-couro, são empregadas de forma indistinta como anti-inflamatório. Amplamente empregada com proposito terapêutico, vem sofrendo constante processo de adulteração, principalmente com capítulos florais das espécies, indicando que as espécies foram coletadas na época de frutificação, considerando uma adulteração do farmacógeno, presença de materiais plásticos, insetos vivos e fragmentos de insetos mortos 51 (figura 4) (Figura em Anexo). Tobias et al. 52 , em estudo realizado com fitoterápicos comercializados em farmácias de manipulação de Maringá, Paraná, relatam problemas de autenticidade em drogas vegetais de largo emprego medicinal no Brasil, a exemplo de espinheira santa, guaraná e maracujá. A autenticidade de material vegetal tem sido avaliada por ensaios macro e microscópicos, fundamentados na comparação com uma amostra de padrão autêntica, descrições farmacopeicas e/ou literatura especializada; e, ainda pela presença dos constituintes químicos ativos e/ou característicos da espécie 46,53,24 . A avaliação microscópica pode ser fundamentada na investigação de estruturas da epiderme (pêlos, glândulas, estômatos), parênquima (preenchimento, xilema, floema), além de cristais, vasos, fibras, amido entre outros 24 ; podendo, ser ainda, realizada as reações histoquímicas 46 . Estudos desenvolvidos por Donato e Morretes 54 com Myrcia multiflora (Lam.) DC. (pedra-ume-cá), família Myrtaceae, e por Padilha et al. 55 com Morus nigra L. (amora), família Moraceae, enfatizam a representatividade dos ensaios macro e microscópicos na verificação de autenticidade dessas espécies. Os estudos morfoanatômicos de plantas medicinais são essenciais para fundamentar o processo de avaliação de autenticidade, podendo destacar o estudo realizado por Brito e col. 56 . A Farmacopeia Brasileira, em suas várias edições, também representa fonte importante de comparação para a avaliação de qualidade. Milaneze-Gutierre et al. 49 , em estudo de avaliação de avaliação de autenticidade de amostras de Plectranthus barbatus e Plectranthus grandis, evidenciaram que as folhas de ambas as espécies são morfologicamente semelhantes, dificultando a diferenciação por características macroscópicas, mas pela análise anatômica, a quantitativa dos tricomas glandulares e tectores permitiu a diferenciação das duas as espécies de Plectranthus, tanto em amostras frescas como em fragmentos secos (rasuras). É necessário ressaltar que o perfil fitoquímico permite identificar a presença de grupo de substâncias que possam auxiliar na identificação da amostra vegetal, de forma simples, rápida e baixo custo 57 .
  • 8. A RDC ANVISA/MS n° 26, de 13 de maio de 2014, que normatiza o registro e notificação de fitoterápicos industrializados, estabelece a necessidade de definição de marcador conceituado como “substância ou classe de substâncias (ex.: alcaloides, flavonoides, ácidos graxos, etc.) utilizada como referência no controle da qualidade da matéria-prima vegetal e do fitoterápico, preferencialmente tendo correlação com o efeito terapêutico. O marcador pode ser do tipo ativo, quando relacionado com a atividade terapêutica do fitocomplexo, ou analítico, quando não demonstrada, até o momento, sua relação com a atividade terapêutica do fitocomplexo” 18 . Estudo desenvolvido por Engel et al. 58 de avaliação de autenticidade de drogas vegetais comercializadas como Bauhinia forficata Link (pata de vaca), evidencia adulteração das amostras, nos perfis cromatográficos, do flavonoide kaempferitrina, empregado como marcador analítico no controle de qualidade. Estudo de Alvarenga et al. 59 alerta que Mikania glomerata Spreng e Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker, são espécies vegetais amplamente empregadas pela população para doenças do trato respiratório, ambas conhecidas como guaco, e dada as semelhanças morfoanatômicas, são comercializadas indistintamente; com dificuldade de diferenciação por ensaios macro e microscópicos. Estas espécies apresentam como marcador químico cumarina (1,2-benzopirona), sendo também difícil a avaliação de autenticidade com base no marcador químico para as citadas espécies 60 . Estudo desenvolvido por Bolina; Garcia; Duarte 61 com Mikania glomerata Spreng e Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker, visando definição da composição química dessas espécies, evidenciou a presença cumarina, triterpenos/esteroides e heterosídeos flavônicos nas duas espécies; contatando, ainda, valores semelhantes na quantificação de cumarinas. Comprovando, dessa forma, a dificuldade de diferenciação dessas espécies com o perfil químico. Esses estudos são exemplos que a avaliação de autenticidade com base na definição do marcador analítico nem sempre é eficaz. Assim, como a presença de substâncias podem ser comuns a várias espécies vegetais, principalmente da mesma família ou gênero, a identificação por meio dessas reações não pode ser empregada como método único 62 . Além da dificuldade operacional de verificação de autenticidade de amostras vegetais com características morfoanatômicas e de marcador químico semelhantes, a análise pode ser prejudicada quando o material a ser analisado está fragmentado, principalmente pulverizados, situação que predomina na comercialização, dificultando as análises macro e microscópicas. Já em relação aos ensaios químicos devemos lembrar que diversos fatores edáficos-climáticos do local do plantio e coleta, bem como condições inadequadas de secagem ou armazenamento podem ocasionar alteração de composição química, o que dificulta a identificação com base nesses ensaios 63,25,38 . Na perspectiva real de superar as dificuldades desses métodos usuais para avaliação de autenticidade, a biologia molecular vem sendo empregada, com excelentes possibilidades de êxito, comprovado nos estudos na área já publicados, embora ainda não esteja descrita nos guias de avaliação de controle de qualidade de preparações com plantas, publicados pela OMS, nem nas legislações dos países onde há regulamentação da Fitoterapia ou uso de suplementos dietéticos 38 . Apenas a Farmacopeia Chinesa (Pharmacopoeia of the People’s Republico of China) apresenta métodos de biologia molecular descritos para a análise de autenticidade de plantas empregadas na Medicina Tradicional Chinesa 64,38 . Dentre os métodos que estudam o DNA para avaliação e identificação de plantas, o DNA Barcode vem se destacando pela precisão, rapidez, reprodutibilidade e relativa simplicidade, sendo considerado o mais confiável método de autenticidade de matérias-primas vegetais baseado no estudo do DNA. Inicialmente, esta técnica, desenvolvida em 2003, foi empregada apenas para identificação de animais, utilizando o gene mitocondrial cox1 65 . Mais
  • 9. tarde, esta foi também empregada para identificação de espécies vegetais superiores, no entanto, foi necessário empregar outros genes e regiões intergênicas do DNA mitocondrial, nuclear ou cloroplastidial, como rbcL, matK, 18S, 5.8S, ITS 1, ITS 2, trnH-psbA, dentre outros 66,67,68,38 . Estudos realizados por Moraes e col. 38 , demostram que apesar confiabilidade na identificação e relativa simplicidade em sua utilização, existem dificuldades nesse procedimento, principalmente relacionado ao custo dessas técnicas. Dessa forma, métodos moleculares só devem ser empregados quando as técnicas convencionais não são eficazes na avaliação da autenticidade. 5.5 Pureza de material vegetal O controle de qualidade fundamentado na avaliação de pureza está relacionado à pesquisa de elementos estranhos, orgânico ou inorgânico, que podem ser endógenos (outras partes da planta que não seja a droga vegetal ou farmacógeno) e exógeno; teor de umidade, contaminação microbiológica e parasitária, resíduos de pesticidas, de metais pesados, entre outros; sendo fundamental a tomada de amostra adequada 24 . Segundo a RDC ANVISA/MS n° 26/2014, a droga vegetal e o derivado vegetal devem apresentar relatório de pureza incluindo: determinação de matérias estranhas; determinação de água; determinação de cinzas totais; determinação de cinzas insolúveis em ácido clorídrico, a ser realizada quando citada, em documentação técnico-científica, a necessidade dessa avaliação; determinação de metais pesados; determinação de resíduos de agrotóxicos e afins; determinação de radioatividade, quando aplicável; determinação de contaminantes microbiológicos; determinação de micotoxinas, a ser realizada quando citados, a necessidade dessa avaliação ou relatos da contaminação da espécie por micotoxinas 18 . Os limites de tolerância, expressos, numericamente, por um valor máximo e mínimo, indicam a pureza do material vegetal, usualmente expressos em porcentagem ou números absolutos, sendo observado que esses limites variam de acordo com a droga 45 . De acordo com Farmacopeia Brasileira 45 “Os fármacos vegetais são isentos de fungos, de insetos e de outras contaminações de origem animal. Salvo indicação em contrário, a porcentagem de elementos estranhos não deve ser superior a 2% m/m”. As análises de elementos estranhos podem ser realizadas macroscopicamente (droga inteira ou rasurada) ou com auxílio de lupa (droga pulverizada) 24 . Segundo a Farmacopeia Brasileira 45 “matéria estranha à droga é classificada em três tipos: (a) partes do organismo ou organismos dos quais a droga deriva, excetuados aqueles incluídos na definição e descrição da droga, acima do limite de tolerância especificado na monografia; (b) quaisquer organismos, porções ou produtos de organismos além daqueles especificados na definição e descrição da droga, em sua respectiva monografia; e (c) impurezas de natureza, minerais ou orgânicas, não- inerentes à droga”. Estudo de Lucca et al. 69 de avaliação de pureza de 15 (quinze) amostras comerciais de camomila, representando droga amplamente empregada na prática popular, evidencia que, embora todas as amostras fossem autênticas, 06 (seis) amostras apresentaram teor de materiais estranhos acima de 5%, sendo detectada presença de insetos vivos e mortos; o que pode estar relacionado à colheita e transporte pós-colheita inadequados, assim como, falta de controle de qualidade antes e após a operação de embalagem. Usualmente, tem sido constatada presença de material estranho, geralmente representado por outras partes da planta que não o farmacógeno (Figura 5) 24 . Estudo de Lopes e Netto-Júnior 70 de controle de qualidade de amostras comerciais de guaraná constatou teor de umidade acima do limite permitido de 9,5% 45 , comprovando, assim, má qualidade das amostras.
  • 10. A presença excessiva de água em drogas vegetais permite ação de enzimas, que podem promover degradação de constituintes químicos, além de promover o desenvolvimento de microrganismos como bactérias e fungos. De acordo com a Farmacopeia Brasileira 45 , o limite de teor de umidade varia de 8 a 14%, de acordo com a droga vegetal e/ou órgão. Estudo de avaliação de qualidade de drogas vegetais comercializadas em farmácias de manipulação de Maringá, estado do Paraná; evidenciou que, das 92 (noventa e duas) amostras analisadas, 15,4 % foram reprovadas por apresentarem teor de cinzas totais e insolúveis em ácido acima dos limites permitidos 52 . A determinação do teor de cinzas permite a verificação de impurezas inorgânicas não- voláteis; indicando a presença de contaminantes como terra ou areia 46 . Teores de cinza foram dos padrões podem indicar também problemas na autenticidade como troca da espécie vegetal ou mistura de espécies diferentes. O estudo de Schwanz 71 aborda os riscos e perigos associados a presença de metais pesados em plantas medicinais, alertando que as plantas podem absorver facilmente metais presentes no meio ambiente, ocasionando o acúmulo desses elementos nos tecidos vegetais, representando riscos pela fitoxicidade dos metais e toxicidade a saúde humana e animal. Farias 46 estabelece que em análise farmacêutica esse termo metais pesados esta relacionando a presença de chumbo, arsênio, cádmio, cobre e mercúrio, bem como a presença de agrotóxicos e/ou pesticidas, são elementos esses cuja ingestão deve ser restrita dado os comprovados efeitos tóxicos. Soares Neto col. 50 , em estudo de avaliação de contaminação por microrganismos patogênicos em amostras de drogas vegetais psicoativas, adquiridas no comércio popular de Diadema, estado de São Paulo, constataram que 66,7% das amostras estavam em desacordo com as especificações de qualidade, sendo evidenciadas bactérias heterotróficas, fungos e/ou enterobactérias acima dos limites máximos estabelecidos. A contaminação de produtos de origem vegetal por microorganismos patogênicos deve estar relacionada às condições inadequadas de colheita e processamento pós-colheita 72 . Segundo Matos 40 e Oliveira;Akisue 53 a contaminação de drogas vegetais por fungos, além de representar risco devido à produção de substâncias tóxicas (micotoxinas), pode levar à destruição e/ou alteração de princípios ativos, tornando-as, assim, impróprias para o consumo, independentemente do nível de contaminação 35 . Ainda na avaliação de pureza de material vegetal, a pesquisa de constituintes químicos indesejáveis na amostra em estudo pode ser utilizada como critério de pureza. Nesse sentido, a constatação de micotoxinas, a exemplo da aflatoxina, em amostra vegetal constata má qualidade do material; do mesmo modo que a constatação da presença de uma substância do metabolismo secundário que não é sintetizada pela planta 46 . 5.6 Integridade de material vegetal A avaliação de integridade é fundamentada em ensaios quali/quantitativos, sendo indispensáveis no controle de qualidade, considerando que as matérias primas vegetais podem apresentar variabilidade na composição química, dependendo de vários fatores intrínsecos e extrínsecos, influenciando na concentração de constituintes químicos no material vegetal e, consequentemente, no valor terapêutico das preparações derivadas ou fitoterápicos 63 . Klein 22 enfatiza que preparações de origem vegetal podem ser tão eficazes quanto os medicamentos produzidos com ativos oriundos de síntese química, desde que as operações de transformação de uma planta num medicamento priorizem a preservação da integridade química dos princípios ativos e por consequência, a ação farmacológica do vegetal, garantindo a constância da ação biológica desejada.
  • 11. Como metodologia usual para estudo inicial de integridade, podemos empregar os ensaios de triagem ou screening fitoquímico; segundo Matos 57 pela rapidez, eficácia e baixo custo; fundamentada na caracterização (qualitativa e semi-quantitativa) de classes de metabólitos secundários, por reações específicas de precipitados com colorações, formações de espumas e/ou manchas coloridas 9 . Porém a triagem fitoquímica é limitada, já que sinaliza para presença de classes de metabólitos secundários; assim a partir da triagem fitoquímica é necessário prosseguimento dos estudos com isolamento e elucidação estrutural dos princípios ativos ou substâncias responsáveis pela ação biológica (marcador ativo), empregando métodos químicos, físicos e/ou físico-químicos envolvendo técnicas de caracterização, métodos cromatográficos, espectrometria de massas, espectroscopia no ultravioleta, no visível e no infravermelho; bem como a ressonância magnética nuclear (RMN) de próton e carbono 13 73,57,36 . Como já referido anteriormente, a RDC ANVISA/MS n° 26/2014, que normatiza o registro e notificação de fitoterápicos industrializados, estabelece a necessidade de definição de marcador (analítico ou ativo) 18 ; anteriormente denominado de marcador químico. Mas devemos enfatizar que a definição de um marcador analítico não é tarefa fácil, considerando que quando falamos de eficácia de droga vegetal e seus produtos derivados, estamos referindo ação sinérgica de fitocomplexo, e não de única substância isolada. Os compêndios oficiais, particularmente no Brasil, como a Farmacopeia Brasileira 45 define os métodos cromatográficos, com destaque a cromatografia em camada delgada, cromatografia líquida de alta resolução, cromatografia gasosa, as quais, sem dúvida, representam ferramentas fundamentais nos estudos de integridade; daí o grande quantitativo de estudos fundamentados em cromatografia, estando diretamente ligado ao controle de qualidade de amostras comerciais de drogas vegetais e preparações derivadas amplamente empregadas para fins terapêuticos, diversos estudos têm sido desenvolvidos fundamentados na investigação de marcadores por métodos cromatográficos, tais como: presença de derivados do ácido o- hidroxicinâmico em Echinodorus grandiflorus (Cham. & Schltdl.) Micheli. 51 ; cumarina em Mikania glomerulata Spreng. 59 ; cumarina nas espécies Mikania glomerulata Spreng.e Mikania laevigata Sch. Bip. ex Baker 61 ; kaempferitrina em Bauhinia forficata Link 58 ; aescinia em Aesculus hippocastanum L. 74 ; flavonoides em Ginkgo biloba L 27 . Diante dessa diversidade, observa-se a importancia para Migliato et al. 75 definem que os estudos de padronização devem priorizar a avaliação dos extrativos vegetais por meio de planejamento fatorial, enfatizando a definição das variáveis que influenciam na extração, já que essa representa a etapa fundamental na obtenção de fitoterápicos, garantindo a separação de substâncias de interesse da matriz complexa. Considerações Finais A constatação da expansão do mercado nacional de produtos de origem vegetal para fins medicinais tem estimulado o desenvolvimento na última década de estudos com foco na avaliação de autenticidade, integridade e pureza das matérias primas vegetais que são disponibilizadas a população brasileira para uso medicinal. É importante ressaltar que este é o primeiro trabalho que realiza uma revisão sistemática de estudos de controle de qualidade de plantas para uso medicinal feitos no Brasil. Desse modo, ressalta-se a importância dos estudos para avaliação da qualidade de produtos obtidos a partir de plantas que são vendidos no comércio formal e informal em todo o território brasileiro, como forma de conferir a segurança da população que utiliza esses produtos. A partir da revisão realizada dos estudos de controle de qualidade de matérias-primas vegetais, é possível observar problemas de qualidade, referentes principalmente a autenticidade
  • 12. e pureza desses materiais, destacando os possíveis problemas que podem ocorrer pelo consumo de produtos à base de plantas que apresentem problemas de qualidade. AGRADECIMENTOS Agradecemos a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (FAPEMA) e a CAPES pelo apoio financeiro e concessão de bolsa, bem como o apoio técnico da Universidade Federal do Maranhão. Referências 1. AMARAL, F.M.M.Potencial giardicida de espécies vegetais: aspectos da etnofarmacologia e bioprospecção. [Doutorado]. [João Pessoa]: Universidade Federal da Paraíba. 2007.346 p. 2. TRENTO FILHO AJ, MENON UM, CORRÊA JÚNIOR C. Caracterização da produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares no Território Centro-Sul do Paraná. Amb. Guarap. (PR). 2010 Set./Dez;6(3):511 - 520. 3. ALVES L. Produção de Fitoterápicos no Brasil: História, Problemas e Perspectivas. Rev. Virt. Quim. 2013;5(3):450-513. 4. COSTA VP, MAYWORM MAS. Plantas medicinais utilizadas pela comunidade do bairro dos Tenentes - município de Extrema, MG, Brasil. Rev. Bras. Plant. Med. Botucatu. 2011.13(3):282-292. 5. MACEDO AF, OSHIIWAM, GUARIDO CF. Ocorrência do uso de plantas medicinais por moradores de um bairro do município de Marília-SP. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2007; 28(1): 123-128. 6. ARAÚJO CRF, SILVA AB, TAVARES EC, COSTA EP, MARIZ SR. Perfil e prevalência de uso de plantas medicinais em uma unidade básica de saúde da família em Campina Grande, Paraíba, Brasil. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2014; 35(2):233-238. 7. NUNES N. Mercado farmacêutico apresenta alto crescimento no Brasil.2015. Disponível em:<http://saudebusiness.com/noticias/mercado-farmaceutico-apresenta-alto-crescimento-no- brasil/>. Acesso em: 15 de Outubro de 2015. 8. ASSAD, Fitoterápico não é panaceia, Noticias BR do Brasil. 2015:11-13. 9. ARAÚJO MGF, CUNHA WR, VENEZIANI R.C.S.Estudo fitoquímico preliminar e bioensaio toxicológico frente a larvas de Artemia salina Leach. de extrato obtido de frutos de Solanum lycocarpum A. St.-Hill (Solanaceae). Rev. de Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2010;31(2):205-209. 10. BRUNING MCR, MOSEGUI GBG, VIANNA CMM. A utilização da fitoterapia e de plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu – Paraná: a visão dos profissionais de saúde. Ciên. & Saúde Coletiva. 2012;17(10):2675- 2685. 11. FIGUEREDO CA, GURGEL IGD, GURGEL JUNIOR GDA. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. Physis Rev. de Saúde Col. 2014; 24(2):381-400. 12. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 2006b. Portaria ANVISA-MS nº 971, de 03 de maio de 2006b. Aprova a Política
  • 13. Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 4 de maio de 2006. 13. COUTO CLL. Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb. (Iridaceae): Estudos de revisão e padronização dos extratos na pesquisa e desenvolvimento de fitoterápico giardicida. [Dissertação]. [São Luís]: Universidade Federal do Maranhão. 2012.110p. 14. BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica. 2006a. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 23 de junho de 2006. 15. BRASIL, Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília, DF, 2009a. 16. BRASIL, Ministério da Saúde, Gabinete do Ministro. PORTARIA nº 886, de 20 de abril de 2010. Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2010. Disponível em:< http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt0886_20_04_2010.html>.Acesso em 15de agosto de 2015. 17. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução - RDC Nº 14, De 14 de março de 2013. Dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Insumos Farmacêuticos Ativos de Origem Vegetal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 de Março de 2013. 18. BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 26, de 13 de maio de 2014a. Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 14 de maio de 2014a. 19. BRASIL, Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa n° 02 de 13 de maio de 2014. Publica a “Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais fitoterápicos de registro simplificado”. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2014b. Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2014/int0002_13_05_2014.pdf>.Acesso em 15 de agosto de 2015. 20. SLOMP JUNIOR H, SACRAMENTO HT. Práticas Integrativas e Complementares. Caderno de atenção básica. Plantas Medicinais e Fitoterapia na Atenção Básica, Brasília – DF, p.53-69. 2012. 21. VIEGAS JUNIOR C, BARREIRO EJ, BOLZANI VS. Os produtos naturais e a química medicinal moderna. Instituto de Química, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”. Quim. Nov. 2006; 29(2):326-337. 22. KLEIN T, LONGHINI R, BRUSCHI ML, MELLO JCP. Fitoterápicos: um mercado promissor. Rev. Ciên. Farm. Bás. Aplic. 2009;30(3):241-248. 23. FREITAS JUNIOR LM. Orbignya phalerata Mart. (babaçu): estudos e perspectivas para o desenvolvimento de novos produtos. [Dissertação]. [São Luís]: Universidade Federal do Maranhão; 2012.160f. 24. CARDOSO CMZ. Manual de controle de qualidade de matérias-primas vegetais para farmácia magistral.1° ed. São Paulo:Pharmabooks, 2009.148p.
  • 14. 25. MACRINI T. Análise farmacognóstica de amostras de drogas vegetais psicoativas comercializadas em Diadema. [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo. 2011.123p. 26. MESQUITA LSS. Passiflora edulis Sims: um estudo de revisão e padronização dos extrativos. [Dissertação]. São Luís: Universidade Federal do Maranhão. 2014.135f. 27. MOSCHEN RC, PEREIRA CC, OLIVEIRA JP, PRADO AR. Controle de Qualidade das Folhas de Ginkgo biloba comercializadas para Decocção e Infusão.SAPIENTIA - PIO XII <em revista> n.12 Novembro/2013. 28. MELO JG. Controle de qualidade e prioridades de conservação de plantas medicinais comercializadas no Brasil. [Dissertação]. Recife: Universidade Federal Rural de Pernambuco. 2007.96f. 29. FREITAS A. Estrutura de mercado do segmento de fitoterápicos no contexto atual da indústria farmacêutica brasileira. Brasília, 2007. 30. BELTRAME FL, FERRONI DC, ALVES BRV, PEREIRA AV. Avaliação da qualidade das amostras comercias de Baccharis trimera L. (Carqueja) vendidas no Estado do Paraná. Acta Scientiarum Health Sciences (UEM). 2009. Disponível em: <http://www.thefreelibrary.com/_/print/PrintArticle.aspx?id=230685648>. Acesso em: 23 de abril de 2015. 31. MENDES MCP, PINHEIRO RO, AVELAR KES, TEIXEIRA JL, SILVA GMS. História da Farmacovigilância no Brasil. Rev. Bras. Farm. 2008;89(3):246-251. 32. ABREU FS, MOURA RB. Farmacovigilância de fitoterápicos em uma indústria farmacêutica brasileira: mecanismo de aperfeiçoamento dos produtos. Inf. 2014; 26:149-156. 33. BALBINO EE, DIAS MF. Farmacovigilância: um passo em direção ao uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Dez; 20(6):992-1000. 34 BODEKER G, BURFORD G. Traditional, complementary and alternative medicine: policy and public health perspectives. College Press, London, 2007 p.472. 35. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Quality control methods for medicinal plant materials: revised draft update. Geneva: WHO. 2005. 36. SOUZA-MOREIRA TM, SALGADO HRN, PIETRO RCLR. O Brasil no contexto de controle de qualidade de plantas medicinais. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Jun./Jul; 20(3): 435-440. 37. YADAV NP, DIXIT VK. Recent approaches in herbal drug standardization. Int. J. Integr. Biol. 2008; 2:195–203. 38. MORAES DFC, STILL DW, LUM MR, HIRSCH AM.DNA-based authentication of botanicals and plant-derived dietary supplements: Where Have We been and Where are We going? Plant. Med. 2015; 81:687-695. 39. EKKA NR, NAMDEO KP, SAMAL PK. Standardization strategies for herbal drugs – na overview. Res. J. Pharm. And Tech. 2008;1(4):310-312. 40. MATOS FJA. Farmácias Vivas, 4, ed. Imprensa Universitária/Edições UFC, Fortaleza, 2002. 41. BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 18, de 09 de abril de 2014c. Dispõe sobre a comunicação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA dos casos de descontinuação temporária e definitiva de fabricação ou
  • 15. importação de medicamentos, reativação de fabricação ou importação de medicamentos, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 09 de abril de 2014c. 42. SOARES NETO JAR, GALDURÓZ JCF, RODRIGUES E. A Rede de Comércio Popular de Drogas Psicoativas na Cidade de Diadema e o seu Interesse para a Saúde Pública. Saúde Soc. 2010; 19(2): 310-319. 43. AMARAL FMM, COUTINHO DF, MESQUITA RKK. Riscos na utilização de plantas para uso medicinal comercializadas em mercados de São Luís/Maranhão. Rev. de Ciên. da Saúde. 2001;3:37-42. 44. AMARAL FMM, COUTINHO DF, RIBEIRO MNS. Avaliação da qualidade de drogas vegetais comercializadas em São Luís/Maranhão. Rev. Bras. de Farmacog. 2003;13(1):27- 30. 45. Farmacopeia Brasileira. 5.ed. Brasília - ANVISA, 2010. 46. FARIAS, RS. Avaliação da qualidade de matérias-primas vegetais.In: SIMÕES et al.Farmacognosia: da planta ao medicamento. Porto Alegre.6° Ed.2010.Capítulo 12 p.263- 288. 47. VIANA GSB, MATOS FJA, BANDEIRA MAM, RAO VSN. Aroeira-do-sertão. Estudo botânico, farmacognóstico, químico e farmacológico. 2 edição. Ver.amp-Fortaleza: ed. UFC, 1995, 164p. 48. BRASIL, Ministério da Saúde, Direção de Administração e Finanças, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. RENISUS - Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS. 2009b. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/por- tal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf>. Acesso em 05 de maio de 2014. 49. MILANEZE-GUTIERRE MA, FAMELLI MC, CAPEL LS, ROMAGNOLO MB. Caracterização morfológica dos tricomas foliares e caulinares de duas espécies de Lamiaceae conhecidas popularmente como “falso boldo”. Acta Sci. Biol. Sci. Maringá, 2007; 29(2):125- 130. 50. SOARES NETO JAR, RODRIGUES E, ALMODOVAR AAB, PEREIRA TC, BUGNO A. Risco microbiológico associado a drogas vegetais psicoativas adquiridas no comércio popular. Rev Inst Adolfo Lutz, 2012; 71(2): 420-423. 51. DIAS EGE, VALENZUELA VCT, ALVES MR, DUARTE MGR, GARCIA EF. Qualidade e autenticidade de folhas de chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) oriundas de fornecedores de São Paulo. Rev. Bras. Plant. Med. 2013;15(2):250-256. 52. TOBIAS ML, OLIVEIRA F, OLIVEIRA KP, MARQUES LC. Controle de qualidade de drogas vegetais de farmácias de manipulação de Maringá (Paraná - Brasil). Rev. Eletr. de Farm. 2007; IV(1):95-103. 53. OLIVEIRA F, AKISUE G. Fundamentos de farmacobotânica e morfologia vegetal 3º Ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2009. 54. DONATO AM, MORRETES BL. Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.) DC. – Myrtaceae. Rev. Bras. de Plant. Med. 2011; 13(1):43-51. 55. PADILHA MM, MOREIRA LQ, MORAIS FF, ARAÚJO TH, PEREIRA AV, ALVES- DA-SILVA G. Estudo farmacobotânico das folhas de amoreira-preta, Morus nigra L., Moraceae. Rev. Bras. de Farmacog. 2010 Ago./Set; 20(4): 621-626.
  • 16. 56. BRITO MCA, DIAS CN, AMARAL FLMM, FREITAS JUNIOR LM, MONTEIRO OS, MORAES DFC. Estudo morfoanatômico das folhas de Eugenia patrisii Vahl. (Myrtaceae). Rev. Flor. 2013; 2:49-55. 57. MATOS, FJA. Introdução a Fitoquímica Experimental, 3, ed. Imprensa Universitária/Edições UFC, Fortaleza,2009. 58. ENGEL IC, FERREIRA RA, CECHINEL-FILHO V, MEYRE-SILVA, C. Controle de qualidade de drogas vegetais a base de Bauhinia forficata Link (Fabaceae). Rev. Bras. de Farmacog. 2008 Abr./Jun;18(2):258-264. 59. ALVARENGA FCR, GARCIA EF, BASTOS EMAF, GRANDI TSM, DUARTE MLA. Avaliação da qualidade de amostras comerciais de folhas e tinturas de guaco. Rev. Bras. de Farmacog. 2009 Abr./Jun;19(2):442-448, 60. SILVA MR. Distribuição do babaçu e sua relação com os fatores geoambinetais na bacia do Rio Coral, Estado do Tocantins. [Dissertação]. Brasília. Universidade de Brasília. 2008. 91p. 61. BOLINA RC, GARCIA EF, DUARTE MGR. Estudo comparativo da composição química das espécies vegetais Mikania glomerata Sprengel e Mikania laevigata Schultz Bip. Ex Baker. Rev. Bras. de Farmacog. 2009 Jan./Mar;19(1B):294-298. 62. LUM MR, HIRSCH AM. Molecular Methods for the Authentication of Botanicals and Detection of Potential Contaminants and Adulterants. Acta Hort. 2006; 720:56-71. 63. GOBBO-NETO L, LOPES NP. Plantas medicinais: Fatores de influência no conteúdo de metabólitos secundários. Quím. Nov, 2007; 30(2): 374-381. 64. Chinese Pharmacopoeia Commission. Pharmacopoeia of the People’s Republic of China. Beijing: Chemical Industry Press, 2010 (in Chinese). 65. HEUBL G. DNA-Based Authentication of TCM-Plants: Current Progress and Future Perspectives.In: WAGNER, H; ULRICH-MERZENICH, G. (Eds.). Evid. and Rat. Bas. Res. on Chin. Drugs. 2013 Springer-Verlag Wien. 66. HAJIBABAEI MSG, HEBERT PDN, HICKEY DA. DNA barcoding: how it complements taxonomy, molecular phylogenetics and population genetics. Trend. in Gen. 2007;23:167-172. 67. HAO DC, CHEN SL, XIAO PG, PENG Y.Authentication of medicinal plants by DNA- based markers and genomics. Chin. Herb. Med. 2010; 2(4):250-261. 68. MING L, HUI C, PAUL P, PUI-HAY B, PANG-CHUI S. Identification of herbal medicinal materials using DNA barcodes. Chin. Herb. Med. 2010; 49(3):271–283. 69. LUCCA PSR, ECKERT RG, SMANHOTTO V, KUHN LM, MINANTI L.R.Avaliação farmacognóstica e microbiológica da droga vegetal camomila (Chamomilla recutita L.) comercializada como alimento em Cascavel – Paraná. Rev. Bras. de Plant. Med. 2010 Botucatu;12(2):153-156. 70. LOPES TRF, NETTO JUNIOR NL. Análise da qualidade farmacognóstica de amostras comerciais de Paullinia cupana (guaraná) do Distrito Federal. Cenan. Pharm. 2011. Maio/Nov; 4. 71. SCHWANZ M, FERREIRA JJ, FRÖEHLICH P, ZUANAZZI JAS, HENRIQUES AT. Análise de metais pesados em amostras de Peumus boldus Mol. (Monimiaceae). Revi. Bras. de Farmacog. 2008, Jan./Mar; 18(1):98-101.
  • 17. 72. AMARAL FMM. Frutos de Luffa perculata (L.) Cong.: Avaliação da comercialização e controle de qualidade de amostras adquiridas em mercados de São Luís-MA. [Dissertação]. [São Luís]:Universidade Federal do Maranhão 1999.126 f. 73. COLLINS CH, BRAGA GL, BONATO PS. Introdução a métodos cromatográficos. 7.ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 1997. 279 p. 74. MARTINS ELP, BRANDÃO M.G.L. Qualidade de amostras comerciais preparadas com Aesculus hippocastanum L. (castanha-da-Índia). Rev. Bras. de Farmacog. 2006 Abr./Jun;16(2):224-229. 75. MIGLIATO KF, CORRÊA MA, SALGADO HRN, TOGNOLLI JO, SACRAMENTO LVS, MELLO JCP et al. Planejamento experimental na otimização da extração dos frutos de Syzygium cumini (L.) SKEELS. Quim Nov. 2011;34(4):695-699. 76. SILVEIRA PF, BANDEIRA M AM, ARRAIS PSD. Farmacovigilância e reações adversas às plantas medicinais e fitoterápicas: uma realidade. Rev. Bras. de Farmacog. 2008; 18(4): 618-626.