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FARMACOTÉCNICA
 Ramo    da farmácia que tem como objeto a
    manipulação dos princípios ativos e a
    preparação do fármaco para a fabricação
    de medicamentos.
 Nessa área estuda-se:
 O desenvolvimento de       novos produtos e sua
    relação com o meio biológico,
   técnicas de manipulação,
   doses,
   as formas farmacêuticas,
   as interações físicas e químicas entre os
    princípios ativos e entre os princípios ativos e
    os excipientes e veículos.
Para a preparação do fármaco é
essencial conhecer:

-   Cada componente da fórmula; suas
  características químicas e físico-químicas;
- Se existe alguma incompatibilidade entre
  os componentes da fórmula;
- Qual é a técnica para o preparo da
  formulação.
- Pesos e medidas.
   Fármaco: substância ativa, droga, insumo farmacêutico ou
    matéria-prima empregada para modificar ou explorar
    sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício
    da pessoa a qual se administra o medicamento.
   Medicamento: produto farmacêutico tecnicamente obtido
    ou elaborado, que contém um ou mais fármacos
    juntamente com outras substâncias, com a finalidade
    profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
   Medicamento magistral: medicamento preparado na
    farmácia cuja prescrição estabelece a composição, a forma
    farmacêutica e a posologia.
   Medicamento oficinal: medicamento preparado na
    farmácia ou industrializado, cuja fórmula está descrita nos
    compêndios oficiais (farmacopeias, formulários).



CONCEITOS E DEFINIÇÕES
   Especialidade farmacêutica: registradas
    no Ministério da Saúde e produzidas em
    escala industrial.
   Dose: quantidade de fármaco suficiente
    (mínima) para produzir efeito terapêutico
    ideal.
   Posologia: frequência com que uma dose é
    administrada para manter níveis plasmáticos
    terapêuticos.
   Princípio       Terapêutico:       existem
    medicamentos alopáticos e homeopáticos.
   Ação: Sistêmica ou local.
   Uso: interno ou externo.

CONCEITOS E DEFINIÇÕES
    FORMA FARMACÊUTICA
   é a forma na qual o medicamento é apresentado,
    podendo ser líquida (ex.: gotas, xarope, elixir),
    sólida (ex.:comprimidos, cápsulas), semi-
    sólida (ex.: creme, gel, pomada) ou gasosa
    (spray, aerossol).
 Desenvolvidas    para:
   facilitar a administração de medicamentos a
    pacientes de faixas etárias diferentes ou em
    condições especiais e
   para permitir seu melhor aproveitamento.



FORMAS FARMACÊUTICAS
PÓS

SÓLIDOS
 Pós simples - constituídos por um tipo de
  substância;
 Pós compostos - resultantes da mistura
  de dois ou mais pós simples, todos com a
  mesma tenuidade a fim de obter uma
  mistura homogênea.
   São como os pós, porém aglutinados.




Grânulos
Cápsulas
   Receptáculos obtidos por moldagem.
   facilita a administração
   alta solubilidade e digestibilidade no organismo,
    liberando rapidamente o fármaco de seu interior.

 Há dois tipos de cápsulas:
a) amiláceas: constituídas de amido   de trigo e/ou
    farinha de trigo – foram as primeiras cápsulas
    introduzidas na terapêutica e estão em desuso
    atualmente;
b) gelatinosas: constituídas de gelatina.
o Estas podem, ainda, ser de consistência dura ou
  gelatinosa (ao contrário da dura, pode acondicionar
  soluções oleosas, suspensões e emulsões) – O
  preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode
  ser manual, com auxílio de pequenos encapsuladores
  manuais, por esse motivo, nas farmácias de
  manipulação e em pequenos laboratórios são mais
  comumente empregadas as duras.
   São os pós prensados por uma
    máquina apropriada.




Comprimidos
   São comprimidos com revestimento
    especial.




Drágeas
    São misturas homogêneas de duas ou mais substâncias. As
     soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da
     dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido.
    Há diversos fatores que influem na dissolução:
-   pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto, há maior ou
     menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente.
-   agitação: em geral, quanto maior a agitação, melhor a dissolução.
-   tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser
     dissolvida, melhor sua dissolução.
-    temperatura: em geral, o aumento da temperatura facilita a
     dissolução.
-    uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a
     dissolução.
    Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água;
     iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo
     em água.



Soluções

LÍQUIDOS
 São    formas   farmacêuticas     aquosas,
  contendo cerca de dois terços de seu peso
  em sacarose ou outros açúcares. Os
  xaropes apresentam duas vantagens:
 correção   de sabor desagradável do
  fármaco e
 conservação   do    mesmo      na   forma
  farmacêutica de administração.




Xaropes
   São formas farmacêuticas de sistema heterogêneo,
    cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase
    interna ou dispersa é constituída de substâncias
    sólidas insolúveis no meio utilizado.
   Os principais aspectos que devem ser considerados
    na preparação de suspensões, são:
   flutuação das partículas suspensas;
   velocidade de sedimentação;
   forma de sedimentação.

   Agentes suspensores empregados:
   derivados da celulose,
   alginatos,
   líquidos viscosos,
   argilas, etc.

 As   suspensões devem ser agitadas antes do uso.


Suspensões
 Resultado da mistura de substâncias oleosas e
  aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e
  loções).
 São sistemas dispersos constituídos de duas fases
  líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa), cuja fase
  dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída
  em outra fase contínua ou externa. Temos emulsões
  do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e
  água em óleo (A/O: fase externa oleosa).
 A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de
  agentes emulsificantes, geralmente substâncias
  tensoativas. As emulsões podem ser pastosas ou
  líquidas, como as loções, destinadas ao uso externo
  ou interno, devendo ser sempre agitadas antes do
  uso.

Emulsões
   São preparações farmacêuticas constituídas
    por uma dispersão bicoerente de fase sólida
    (polímero) em fase líquida.
   Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela
    incorporação de agentes gelificantes - amido,
    derivados de celulose, polímeros - à água,
    glicerol ou propilenoglicol.
   Dependendo do tipo e concentração do
    gelificante, temos géis para diversos usos
    como: lubrificantes de catéter e instrumentos
    cirúrgicos, em oftalmologia, como base
    dermatológica, etc.
GÉIS
SEMI-SÓLIDO
 São     pomadas      contendo      grande
  quantidade de sólidos em dispersão (em
  geral mais de 20%);
 Apresentam consistência macia e firme,
  são pouco gordurosas e têm grande poder
  de absorção de água ou de exsudados.
 Em geral, as preparações semi-sólidas são
  obtidas em duas etapas. Inicialmente, são
  preparadas as bases, conhecidas como
  excipientes, e, numa segunda fase, os
  fármacos são incorporados.

PASTAS
 Formas farmacêuticas se relacionam à via de
  administração que vai ser utilizada: via oral, retal,
  intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras.
 Cada via de administração é indicada para uma situação
  específica, e apresenta vantagens e desvantagens.
 Não é apenas a forma do medicamento que é
  importante, a sua via de administração também deverá
  ser escolhida pelo médico no ato da prescrição.




VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Via de Administração                  Via Farmacêuticas
                             Comprimido, cápsula, pastilhas,
        Via oral             drágeas, pós para reconstituição,
                             gotas, xarope, solução oral, suspensão


     Via sublingual          Comprimidos sublinguais
Via parenteral (injetável)   Soluções e suspensões injetáveis
   Via cutânea (pele)        Soluções tópicas, pomadas, cremes,
                             loção, gel, adesivos
        Via nasal            Spray e gotas nasais
  Via oftálmica (olhos)      Colírios, pomadas oftálmicas
Via auricular (ouvidos)      Gotas auriculares ou otológicas,
                             pomadas auriculares
     Via pulmonar            Aerosol (bombinha)
       Via vaginal           Comprimidos vaginais, cremes,
                             pomadas, óvulos
        Via retal            Supositórios, enemas
É a relação de todos os componentes de
 um     determinado     medicamento.    O
 princípio ativo é o agente medicamentoso
 mais importante de uma fórmula, é o
 responsável pelo efeito farmacológico.
 Exemplo:
 Pasta D´água
Óxido de zinco ......................... 25,0 g
Talco ...................................... 25,0 g
Glicerina ................................. 25,0 g
Água destilada ......................... 25,0 ml
Conservante .............................. 0,1 g

FÓRMULA FARMACÊUTICA
 PRINCÍPIO ATIVO - É a substância que
   produz     os    efeitos    terapêuticos
   pretendidos pelo medicamento.
   Exemplo: aspirina → ácido acetilsalicílico.
  No processo de fabricação, o princípio
   ativo   é    misturado    com       outras
   substâncias para que tenha o peso,
   tamanho, paladar e poder terapêutico
   desejados.



COMPONENTES DA FÓRMULA
FARMACÊUTICA
   Substâncias que suas propriedades
     visam       estabilizar,    conservar,
     espessar o meio,         favorecer a
     dissolução e corrigir o produto final
     em suas propriedades     organolépticas
     (CORRETIVO).
     ― Edulcorantes:
       Conferem sabor doce à preparação.
     ― Aromatizantes e Flavorizantes
       conferem sabor agradável à preparação.
     ― Corantes:
       Conferem cor as formas farmacêuticas


Adjuvante
 Todo componente de uma formulação
  que serve para dissolver, suspender
  ou    misturar-se   homogeneamente
  com      outros   ingredientes   para
  facilitar sua administração ou tornar
  possível sua confecção.
• VEÍCULO:
    • Diz respeito a parte líquida da formulação na qual
      estão dissolvidos os demais componentes
•   EXCIPIENTE:
    • Ingrediente inerte, SÓLIDO, que misturado ao
      princípio ativo, servem para dar volume e peso ao
      medicamento.


VEÍCULO OU EXCIPIENTE
   Aglutinante - garanti a coesão de granulados e
    comprimidos (gomas, carboximetilcelulose, gelatina);
   Desintegrantes – permite que o fármaco fique em
    condições de dissolver-se (alginato de sódio, glicose,
    frutose, bicarbonato de sódio);
   Antiaderentes      -   Facilitam  a   liberação    dos
    comprimidos da matriz ou das punções (estearato de
    magnésio e talco);
   Agente Flavorizante - Usado para dar sabor e odor
    agradáveis a uma preparação farmacêutica (menta,
    vanilina, essências de abacaxi, hortelã, tutti-fruti,
    canela);
   Conservantes antimicrobianos - São os agentes
    que evitam a proliferação de microorganismos em
    geral (Nipagin®, Nipazol®, álcool benzílico).

Exemplos de adjuvantes
   O número de operações envolvidas na
    elaboração de medicamentos é bastante
    grande.

 Consideradas   inevitáveis:
 Pesagem;
 Tomada de Volume;
(Essas duas garantem a correta dosagem
  dos componentes)
 Processo de Mistura (uniformidade do
  medicamento).

OPERAÇÕES BÁSICAS
 Operações   secundárias ou derivadas dos
  processos de mistura:
• Trituração (consiste em subdividir
  partículas sólidas);
• Tamisação (consiste em separar partículas
  de tamanhos bem definidos)
    Erros ou acidentes mais comuns no processo de pesagem:

1.    Falha na interpretação ou conversão das unidades ex:
      miligramas (mg) por gramas (g).
2.    Descuido na observância de fatores de equivalência (FEq)
      sal-base (ex: fluoxetina cloridrato PM = 345,79
      /fluoxetina base PM = 309,33; Fc = 1,12).
3.    Descuido na observação dos fatores de correção
      relacionados à diluição aplicados a fármacos muito
      potentes (ex: o hormônio T3 é convenientemente diluído
      geometricamente 1:100, logo deve-se aplicar fator 100).
4.    Não observação de concentrações constantes nos laudos
      de qualidade emitidos pelos fornecedores (ex: na
      vitamina E 50% deve-se aplicar fator 2; no betacaroteno
      a 10 % deve-se aplicar fator 10).

* Muitas vezes, a formação de sais ou ésteres tornam a substância mais efetiva e
      segura, com condições farmacotécnicas adequadas às necessidades dos
      pacientes. Fator de Equivalência (FEq) é utilizado para fazer o cálculo da
      conversão da massa do sal ou éster para a do fármaco ativo.




Pesagem
 Tipos     de balança:
     Entre os vários modelos de balanças
    disponíveis, os mais comuns poderiam ser
    divididos, quanto a sua precisão, em:
   Balança Roberval: para pesagem de massa
    maior que 1 g, utilizada para produções em
    grande escala.
   Balança Granatária: para pesagem de
    massa a partir de 0,01 g.
   Balança semi-analítica: com precisão para
    pesagens a partir de 0,001 g, sendo a mais
    utilizada na rotina das farmácias.
   Balança analítica: de grande precisão
    (0,0001 g), útil no controle de qualidade.
 Independentemente     do tipo de balança
 todas requerem os seguintes cuidados
 básicos:
1. Acerto do prumo (nível);
2. Uso de recipientes leves ou compatíveis;
3. Tara da balança;
4.     Tempo      de     estabilização   de
 aproximadamente 15 minutos (para
 balanças eletrônicas).


Cuidados na pesagem
 1 L – 1.000 mL – 1.000.000 g
 1 g – 1.000 mg – 1.000.000 g
 1 mg – 1.000 g

 Converta:
 250 mg para g;
 16µg para mg;
 50 mL para L;
 4 g/L para mg/ml.




REGRA DE TRÊS
 Calcule
        a quantidade de matéria-prima
 necessária para o preparo das seguintes
 formulações:

 Cáscara sagrada..............150,0 mg
 Espirulina.......................150,0 mg
 Excipiente.....................q.s.p. 500,0 mg
 Preparar 60 cápsulas
    Calcule o fator de equivalência e a
    quantidade de matéria-prima para o
    preparo da formulação:

    Fluoxetina cápsula com 20 mg.
     Preparar 10 cápsulas.
     Matéria-prima disponível: Cloridrato de
    fluoxetina PM = 345,79
     Dado: Fluoxetina PM = 309,33
   É utilizado para corrigir a diluição de uma
    substância, o teor do princípio ativo.
    Esses acertos são feitos com base nos
    certificados das matérias-primas ou nas
    diluições feitas na própria farmácia.

   Para calcular o Fator de Correção (FCr),
    divide-se 100 pelo teor da substância ou
    do elemento.


FATOR DE CORREÇÃO
 Calcule  o fator de correção e a quantidade
    de matéria-prima:

•   Prescrição: Magnésio 10 mg/ cápsula
    Teor da matéria-prima: Aspartato de Mg
    a 9,8%

•   A matéria-prima cefalexina apresentou
    teor de 95% no certificado de análise,
    qual o fator de correção a ser utilizado
    para a pesagem?
   Medir medicamentos na forma líquida




COMO ADMINISTRAR
MEDICAMENTOS
 Cabeça reta ou levemente inclinada para
  frente;
 Ataque ou inconsciente - não se deve
  administrar medicamento por via oral;
 Dose/kg de peso da criança;
 Só se deve utilizar a idade da criança
  quando não se conhece o seu peso.




CRIANÇAS PEQUENAS
   1 comprimido de 8 em 8 horas = 3
    comprimidos por dia.
   1 comprimido de 6 em 6 horas = 4
    comprimidos por dia.
   1 comprimido de 12 em 12 horas = 2
    comprimidos ao dia.

 Se o doente   vomitar o medicamento em:
 menos de       30 minutos depois da sua
    ingestão, deve repetir a dose.
   mais de 30 minutos depois da sua
    ingestão, deve esperar a próxima dose.

Como tomar medicamentos
por via oral
 Estômago vazio – meia hora antes das
  refeições.
 Durante a refeição ou logo a seguir: para
  não causarem dor no estômago ou azia.
É  melhor tomar os medicamentos quando
  se está de pé ou sentado.
 Beber um copo de água.
 Com alguns medicamentos é importante
  tomar muito líquido ao longo de dia.


Estômago cheio ou vazio?
O uso seguro de
   medicamentos
    depende da
informação correta!
a) Lavar as mãos.
b) Os comprimidos, cápsulas e drágeas são geralmente
  tomados por via oral com um copo cheio de água; e o paciente
  deve estar em pé ou sentado.
c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem
  abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio,
  exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico.
d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar, aos
  poucos, água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a
  marca indicada no frasco; 2) agitar o medicamento até que o
  mesmo se dissolva; 3) verificar, após a agitação, se a mistura
  atingiu a marca indicada, se não, acrescentar mais água até a
  marca e agitar novamente; 4) após iniciar o uso, não colocar
  mais água; 5) agitar bem antes de usar; 6) utilizar o copo
  medida que vem junto com o medicamento; 7) tomar o
  medicamento em pé, para não engasgar; 8) guardar a suspensão
  na geladeira, durante o tratamento; 9) após o tratamento,
  desprezar qualquer quantidade que sobrar.



Comprimidos, cápsulas, drágeas e
pós para reconstituição:
a) Lavar as mãos.
b) Colocar o comprimido embaixo da
 língua, fechar a boca e não mastigar.
c) Deixar a saliva na boca, sem engolir, até
 que o comprimido se dissolva e
 desapareça completamente.
d) Não fumar, comer ou chupar balas
 enquanto o medicamento estiver na boca.




Comprimidos sublinguais:
a) Lavar as mãos.
b) O paciente deve agitar bem o frasco do
  medicamento todas as vezes que for consumi-lo,
pois o produto contém partículas que se depositam
  no fundo.
c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico,
  próprio para esse tipo de medicamento e que
  geralmente acompanha o produto (alguns deles
  vêm com uma colher-medida, ao invés de
  copinho).
d) Colocar o medicamento no copinho ou na
  colher, observando a quantidade recomendada:
  2,5mL, 5mL, 7,5mL,10mL.
e) Utilizar o medicamento, ingerindo, logo após,
  um copo de água.

Suspensão oral:
a) Lavar as mãos.
b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um
 lenço ou guardanapo de papel.
c) Inclinar a cabeça para trás e colocar, nas
 narinas, o número de gotas prescrito,
 evitando encostar o aplicador dentro do
 nariz.
d) Manter a cabeça inclinada para trás,
 durante alguns segundos, para que o
 medicamento não escorra do nariz.


Gotas nasais:
a) Lavar as mãos.
b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço.
c) Manter a cabeça na posição vertical, sem
  incliná-la para trás.
d) Retirar a tampa do frasco e colocar o
  aplicador na narina, evitando encostá-lo
  dentro do nariz.
e) Simultaneamente, apertar o spray (o
  número de vezes indicado na receita) e
  aspirar.
f) Repetir a operação na outra narina.
g) Após a aplicação, inspirar profundamente
  duas ou três vezes.

Spray nasal
a) Lavar as mãos.
b) Deitar ou sentar, colocando a cabeça bem inclinada
  para trás.
c) Puxar a pálpebra inferior para baixo, o que facilita que
  a gota entre no olho.
d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos,
  usando as quantidades recomendadas pelo médico.
e) Fechar os olhos devagar, evitando piscar.
f) Se o produto escorrer um pouco, não enxugue com a
  mão, use um lenço ou guardanapo de papel.
g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os
  olhos, fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre
  a aplicação de cada um deles. Não aplicar
  simultaneamente os diferentes produtos.


Colírios:
a) Lavar as mãos.
b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado -
  ou deitar - deixando o ouvido afetado
  para cima.
c) Puxar um pouquinho a orelha para
  “abrir” o canal do ouvido, permitindo que
  o produto penetre mais facilmente.
d) Pingar o número de gotas prescrito.
e) Permanecer na posição acima indicada,
  durante alguns segundos.
f) Fechar bem a embalagem do produto.

Gotas no ouvido:
a) Lavar bem as mãos.
b) Deitar de lado na cama e dobrar o
 joelho da perna que ficar por cima.
c) Retirar o supositório da embalagem e
 colocá-lo no ânus.
d) Permanecer deitado por mais alguns
 minutos, após a colocação do supositório,
 procurando mantê-lo no intestino por,
 pelo menos, uma hora.



Supositórios:
a) Lavar bem as mãos.
b) Remover a embalagem do produto.
c) Colocar o produto no aplicador, caso o
  mesmo seja fornecido.
d) Deitar na cama, de barriga para cima, com
  os joelhos dobrados e as plantas dos pés
  apoiadas na cama.
e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador
  contendo o medicamento) bem no fundo da
  vagina, tomando cuidado para não machucar.
f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de
  lavá-lo bem para a próxima utilização.

Óvulos, cremes, pomadas e
comprimidos vaginais:
OBRIGADA!

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Farmacotécnica

  • 2.  Ramo da farmácia que tem como objeto a manipulação dos princípios ativos e a preparação do fármaco para a fabricação de medicamentos.  Nessa área estuda-se:  O desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico,  técnicas de manipulação,  doses,  as formas farmacêuticas,  as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veículos.
  • 3. Para a preparação do fármaco é essencial conhecer: - Cada componente da fórmula; suas características químicas e físico-químicas; - Se existe alguma incompatibilidade entre os componentes da fórmula; - Qual é a técnica para o preparo da formulação. - Pesos e medidas.
  • 4. Fármaco: substância ativa, droga, insumo farmacêutico ou matéria-prima empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa a qual se administra o medicamento.  Medicamento: produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado, que contém um ou mais fármacos juntamente com outras substâncias, com a finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.  Medicamento magistral: medicamento preparado na farmácia cuja prescrição estabelece a composição, a forma farmacêutica e a posologia.  Medicamento oficinal: medicamento preparado na farmácia ou industrializado, cuja fórmula está descrita nos compêndios oficiais (farmacopeias, formulários). CONCEITOS E DEFINIÇÕES
  • 5. Especialidade farmacêutica: registradas no Ministério da Saúde e produzidas em escala industrial.  Dose: quantidade de fármaco suficiente (mínima) para produzir efeito terapêutico ideal.  Posologia: frequência com que uma dose é administrada para manter níveis plasmáticos terapêuticos.  Princípio Terapêutico: existem medicamentos alopáticos e homeopáticos.  Ação: Sistêmica ou local.  Uso: interno ou externo. CONCEITOS E DEFINIÇÕES
  • 6. FORMA FARMACÊUTICA  é a forma na qual o medicamento é apresentado, podendo ser líquida (ex.: gotas, xarope, elixir), sólida (ex.:comprimidos, cápsulas), semi- sólida (ex.: creme, gel, pomada) ou gasosa (spray, aerossol).  Desenvolvidas para:  facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais e  para permitir seu melhor aproveitamento. FORMAS FARMACÊUTICAS
  • 8.  Pós simples - constituídos por um tipo de substância;  Pós compostos - resultantes da mistura de dois ou mais pós simples, todos com a mesma tenuidade a fim de obter uma mistura homogênea.
  • 9. São como os pós, porém aglutinados. Grânulos
  • 11. Receptáculos obtidos por moldagem.  facilita a administração  alta solubilidade e digestibilidade no organismo, liberando rapidamente o fármaco de seu interior.  Há dois tipos de cápsulas: a) amiláceas: constituídas de amido de trigo e/ou farinha de trigo – foram as primeiras cápsulas introduzidas na terapêutica e estão em desuso atualmente; b) gelatinosas: constituídas de gelatina. o Estas podem, ainda, ser de consistência dura ou gelatinosa (ao contrário da dura, pode acondicionar soluções oleosas, suspensões e emulsões) – O preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode ser manual, com auxílio de pequenos encapsuladores manuais, por esse motivo, nas farmácias de manipulação e em pequenos laboratórios são mais comumente empregadas as duras.
  • 12.
  • 13. São os pós prensados por uma máquina apropriada. Comprimidos
  • 14. São comprimidos com revestimento especial. Drágeas
  • 15.
  • 16. São misturas homogêneas de duas ou mais substâncias. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido.  Há diversos fatores que influem na dissolução: - pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto, há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente. - agitação: em geral, quanto maior a agitação, melhor a dissolução. - tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida, melhor sua dissolução. - temperatura: em geral, o aumento da temperatura facilita a dissolução. - uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a dissolução. Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água; iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo em água. Soluções LÍQUIDOS
  • 17.
  • 18.  São formas farmacêuticas aquosas, contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. Os xaropes apresentam duas vantagens:  correção de sabor desagradável do fármaco e  conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração. Xaropes
  • 19.
  • 20. São formas farmacêuticas de sistema heterogêneo, cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado.  Os principais aspectos que devem ser considerados na preparação de suspensões, são:  flutuação das partículas suspensas;  velocidade de sedimentação;  forma de sedimentação.  Agentes suspensores empregados:  derivados da celulose,  alginatos,  líquidos viscosos,  argilas, etc.  As suspensões devem ser agitadas antes do uso. Suspensões
  • 21.
  • 22.  Resultado da mistura de substâncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loções).  São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa), cuja fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa).  A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes, geralmente substâncias tensoativas. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas, como as loções, destinadas ao uso externo ou interno, devendo ser sempre agitadas antes do uso. Emulsões
  • 23.
  • 24. São preparações farmacêuticas constituídas por uma dispersão bicoerente de fase sólida (polímero) em fase líquida.  Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela incorporação de agentes gelificantes - amido, derivados de celulose, polímeros - à água, glicerol ou propilenoglicol.  Dependendo do tipo e concentração do gelificante, temos géis para diversos usos como: lubrificantes de catéter e instrumentos cirúrgicos, em oftalmologia, como base dermatológica, etc. GÉIS SEMI-SÓLIDO
  • 25.
  • 26.  São pomadas contendo grande quantidade de sólidos em dispersão (em geral mais de 20%);  Apresentam consistência macia e firme, são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados.  Em geral, as preparações semi-sólidas são obtidas em duas etapas. Inicialmente, são preparadas as bases, conhecidas como excipientes, e, numa segunda fase, os fármacos são incorporados. PASTAS
  • 27.
  • 28.  Formas farmacêuticas se relacionam à via de administração que vai ser utilizada: via oral, retal, intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras.  Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e apresenta vantagens e desvantagens.  Não é apenas a forma do medicamento que é importante, a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico no ato da prescrição. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
  • 29. Via de Administração Via Farmacêuticas Comprimido, cápsula, pastilhas, Via oral drágeas, pós para reconstituição, gotas, xarope, solução oral, suspensão Via sublingual Comprimidos sublinguais Via parenteral (injetável) Soluções e suspensões injetáveis Via cutânea (pele) Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, adesivos Via nasal Spray e gotas nasais Via oftálmica (olhos) Colírios, pomadas oftálmicas Via auricular (ouvidos) Gotas auriculares ou otológicas, pomadas auriculares Via pulmonar Aerosol (bombinha) Via vaginal Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos Via retal Supositórios, enemas
  • 30. É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento. O princípio ativo é o agente medicamentoso mais importante de uma fórmula, é o responsável pelo efeito farmacológico.  Exemplo:  Pasta D´água Óxido de zinco ......................... 25,0 g Talco ...................................... 25,0 g Glicerina ................................. 25,0 g Água destilada ......................... 25,0 ml Conservante .............................. 0,1 g FÓRMULA FARMACÊUTICA
  • 31.  PRINCÍPIO ATIVO - É a substância que produz os efeitos terapêuticos pretendidos pelo medicamento. Exemplo: aspirina → ácido acetilsalicílico.  No processo de fabricação, o princípio ativo é misturado com outras substâncias para que tenha o peso, tamanho, paladar e poder terapêutico desejados. COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA
  • 32. Substâncias que suas propriedades visam estabilizar, conservar, espessar o meio, favorecer a dissolução e corrigir o produto final em suas propriedades organolépticas (CORRETIVO). ― Edulcorantes:  Conferem sabor doce à preparação. ― Aromatizantes e Flavorizantes  conferem sabor agradável à preparação. ― Corantes:  Conferem cor as formas farmacêuticas Adjuvante
  • 33.  Todo componente de uma formulação que serve para dissolver, suspender ou misturar-se homogeneamente com outros ingredientes para facilitar sua administração ou tornar possível sua confecção. • VEÍCULO: • Diz respeito a parte líquida da formulação na qual estão dissolvidos os demais componentes • EXCIPIENTE: • Ingrediente inerte, SÓLIDO, que misturado ao princípio ativo, servem para dar volume e peso ao medicamento. VEÍCULO OU EXCIPIENTE
  • 34. Aglutinante - garanti a coesão de granulados e comprimidos (gomas, carboximetilcelulose, gelatina);  Desintegrantes – permite que o fármaco fique em condições de dissolver-se (alginato de sódio, glicose, frutose, bicarbonato de sódio);  Antiaderentes - Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções (estearato de magnésio e talco);  Agente Flavorizante - Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica (menta, vanilina, essências de abacaxi, hortelã, tutti-fruti, canela);  Conservantes antimicrobianos - São os agentes que evitam a proliferação de microorganismos em geral (Nipagin®, Nipazol®, álcool benzílico). Exemplos de adjuvantes
  • 35. O número de operações envolvidas na elaboração de medicamentos é bastante grande.  Consideradas inevitáveis:  Pesagem;  Tomada de Volume; (Essas duas garantem a correta dosagem dos componentes)  Processo de Mistura (uniformidade do medicamento). OPERAÇÕES BÁSICAS
  • 36.  Operações secundárias ou derivadas dos processos de mistura: • Trituração (consiste em subdividir partículas sólidas); • Tamisação (consiste em separar partículas de tamanhos bem definidos)
  • 37. Erros ou acidentes mais comuns no processo de pesagem: 1. Falha na interpretação ou conversão das unidades ex: miligramas (mg) por gramas (g). 2. Descuido na observância de fatores de equivalência (FEq) sal-base (ex: fluoxetina cloridrato PM = 345,79 /fluoxetina base PM = 309,33; Fc = 1,12). 3. Descuido na observação dos fatores de correção relacionados à diluição aplicados a fármacos muito potentes (ex: o hormônio T3 é convenientemente diluído geometricamente 1:100, logo deve-se aplicar fator 100). 4. Não observação de concentrações constantes nos laudos de qualidade emitidos pelos fornecedores (ex: na vitamina E 50% deve-se aplicar fator 2; no betacaroteno a 10 % deve-se aplicar fator 10). * Muitas vezes, a formação de sais ou ésteres tornam a substância mais efetiva e segura, com condições farmacotécnicas adequadas às necessidades dos pacientes. Fator de Equivalência (FEq) é utilizado para fazer o cálculo da conversão da massa do sal ou éster para a do fármaco ativo. Pesagem
  • 38.  Tipos de balança: Entre os vários modelos de balanças disponíveis, os mais comuns poderiam ser divididos, quanto a sua precisão, em:  Balança Roberval: para pesagem de massa maior que 1 g, utilizada para produções em grande escala.  Balança Granatária: para pesagem de massa a partir de 0,01 g.  Balança semi-analítica: com precisão para pesagens a partir de 0,001 g, sendo a mais utilizada na rotina das farmácias.  Balança analítica: de grande precisão (0,0001 g), útil no controle de qualidade.
  • 39.  Independentemente do tipo de balança todas requerem os seguintes cuidados básicos: 1. Acerto do prumo (nível); 2. Uso de recipientes leves ou compatíveis; 3. Tara da balança; 4. Tempo de estabilização de aproximadamente 15 minutos (para balanças eletrônicas). Cuidados na pesagem
  • 40.  1 L – 1.000 mL – 1.000.000 g  1 g – 1.000 mg – 1.000.000 g  1 mg – 1.000 g  Converta:  250 mg para g;  16µg para mg;  50 mL para L;  4 g/L para mg/ml. REGRA DE TRÊS
  • 41.  Calcule a quantidade de matéria-prima necessária para o preparo das seguintes formulações:  Cáscara sagrada..............150,0 mg Espirulina.......................150,0 mg Excipiente.....................q.s.p. 500,0 mg Preparar 60 cápsulas
  • 42. Calcule o fator de equivalência e a quantidade de matéria-prima para o preparo da formulação:  Fluoxetina cápsula com 20 mg. Preparar 10 cápsulas. Matéria-prima disponível: Cloridrato de fluoxetina PM = 345,79 Dado: Fluoxetina PM = 309,33
  • 43. É utilizado para corrigir a diluição de uma substância, o teor do princípio ativo. Esses acertos são feitos com base nos certificados das matérias-primas ou nas diluições feitas na própria farmácia.  Para calcular o Fator de Correção (FCr), divide-se 100 pelo teor da substância ou do elemento. FATOR DE CORREÇÃO
  • 44.  Calcule o fator de correção e a quantidade de matéria-prima: • Prescrição: Magnésio 10 mg/ cápsula Teor da matéria-prima: Aspartato de Mg a 9,8% • A matéria-prima cefalexina apresentou teor de 95% no certificado de análise, qual o fator de correção a ser utilizado para a pesagem?
  • 45. Medir medicamentos na forma líquida COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS
  • 46.
  • 47.  Cabeça reta ou levemente inclinada para frente;  Ataque ou inconsciente - não se deve administrar medicamento por via oral;  Dose/kg de peso da criança;  Só se deve utilizar a idade da criança quando não se conhece o seu peso. CRIANÇAS PEQUENAS
  • 48. 1 comprimido de 8 em 8 horas = 3 comprimidos por dia.  1 comprimido de 6 em 6 horas = 4 comprimidos por dia.  1 comprimido de 12 em 12 horas = 2 comprimidos ao dia.  Se o doente vomitar o medicamento em:  menos de 30 minutos depois da sua ingestão, deve repetir a dose.  mais de 30 minutos depois da sua ingestão, deve esperar a próxima dose. Como tomar medicamentos por via oral
  • 49.  Estômago vazio – meia hora antes das refeições.  Durante a refeição ou logo a seguir: para não causarem dor no estômago ou azia. É melhor tomar os medicamentos quando se está de pé ou sentado.  Beber um copo de água.  Com alguns medicamentos é importante tomar muito líquido ao longo de dia. Estômago cheio ou vazio?
  • 50. O uso seguro de medicamentos depende da informação correta!
  • 51. a) Lavar as mãos. b) Os comprimidos, cápsulas e drágeas são geralmente tomados por via oral com um copo cheio de água; e o paciente deve estar em pé ou sentado. c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio, exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico. d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar, aos poucos, água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a marca indicada no frasco; 2) agitar o medicamento até que o mesmo se dissolva; 3) verificar, após a agitação, se a mistura atingiu a marca indicada, se não, acrescentar mais água até a marca e agitar novamente; 4) após iniciar o uso, não colocar mais água; 5) agitar bem antes de usar; 6) utilizar o copo medida que vem junto com o medicamento; 7) tomar o medicamento em pé, para não engasgar; 8) guardar a suspensão na geladeira, durante o tratamento; 9) após o tratamento, desprezar qualquer quantidade que sobrar. Comprimidos, cápsulas, drágeas e pós para reconstituição:
  • 52. a) Lavar as mãos. b) Colocar o comprimido embaixo da língua, fechar a boca e não mastigar. c) Deixar a saliva na boca, sem engolir, até que o comprimido se dissolva e desapareça completamente. d) Não fumar, comer ou chupar balas enquanto o medicamento estiver na boca. Comprimidos sublinguais:
  • 53. a) Lavar as mãos. b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumi-lo, pois o produto contém partículas que se depositam no fundo. c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico, próprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vêm com uma colher-medida, ao invés de copinho). d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher, observando a quantidade recomendada: 2,5mL, 5mL, 7,5mL,10mL. e) Utilizar o medicamento, ingerindo, logo após, um copo de água. Suspensão oral:
  • 54. a) Lavar as mãos. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço ou guardanapo de papel. c) Inclinar a cabeça para trás e colocar, nas narinas, o número de gotas prescrito, evitando encostar o aplicador dentro do nariz. d) Manter a cabeça inclinada para trás, durante alguns segundos, para que o medicamento não escorra do nariz. Gotas nasais:
  • 55. a) Lavar as mãos. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço. c) Manter a cabeça na posição vertical, sem incliná-la para trás. d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina, evitando encostá-lo dentro do nariz. e) Simultaneamente, apertar o spray (o número de vezes indicado na receita) e aspirar. f) Repetir a operação na outra narina. g) Após a aplicação, inspirar profundamente duas ou três vezes. Spray nasal
  • 56. a) Lavar as mãos. b) Deitar ou sentar, colocando a cabeça bem inclinada para trás. c) Puxar a pálpebra inferior para baixo, o que facilita que a gota entre no olho. d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos, usando as quantidades recomendadas pelo médico. e) Fechar os olhos devagar, evitando piscar. f) Se o produto escorrer um pouco, não enxugue com a mão, use um lenço ou guardanapo de papel. g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os olhos, fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles. Não aplicar simultaneamente os diferentes produtos. Colírios:
  • 57. a) Lavar as mãos. b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado - ou deitar - deixando o ouvido afetado para cima. c) Puxar um pouquinho a orelha para “abrir” o canal do ouvido, permitindo que o produto penetre mais facilmente. d) Pingar o número de gotas prescrito. e) Permanecer na posição acima indicada, durante alguns segundos. f) Fechar bem a embalagem do produto. Gotas no ouvido:
  • 58. a) Lavar bem as mãos. b) Deitar de lado na cama e dobrar o joelho da perna que ficar por cima. c) Retirar o supositório da embalagem e colocá-lo no ânus. d) Permanecer deitado por mais alguns minutos, após a colocação do supositório, procurando mantê-lo no intestino por, pelo menos, uma hora. Supositórios:
  • 59. a) Lavar bem as mãos. b) Remover a embalagem do produto. c) Colocar o produto no aplicador, caso o mesmo seja fornecido. d) Deitar na cama, de barriga para cima, com os joelhos dobrados e as plantas dos pés apoiadas na cama. e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina, tomando cuidado para não machucar. f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de lavá-lo bem para a próxima utilização. Óvulos, cremes, pomadas e comprimidos vaginais: