ApresentaçãO Para DéCimo Segundo Ano, Aula 33

7.342 visualizações

Publicada em

Publicada em: Turismo
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.342
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1.861
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
95
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

ApresentaçãO Para DéCimo Segundo Ano, Aula 33

  1. 3. <ul><li>«Que caiba a culpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes [...]» (ll. 6-8) mostra que o narrador </li></ul><ul><li>a) é objectivo. </li></ul><ul><li>b) ainda que omnisciente, assume uma perspectiva marcada pelos preconceitos de época. </li></ul><ul><li>c) é participante e está a ser irónico. </li></ul><ul><li>d) está focalizado segundo a perspectiva de Baltasar. </li></ul>
  2. 4. <ul><li>«e inda agora a procissão vai na praça» (l. 10) significa que </li></ul><ul><li>a) uma procissão atravessava realmente a praça. </li></ul><ul><li>b) o rei ainda teria mais filhos ilegítimos. </li></ul><ul><li>c) só naquele momento começavam as relações entre rei e rainha. </li></ul><ul><li>d) rei e a rainha teriam vários filhos. </li></ul>
  3. 5. <ul><li>A basílica que o rei está a levantar (ao longo do longo parágrafo das ll. 1-39) é </li></ul><ul><li>a) o Convento de Mafra. </li></ul><ul><li>b) um modelo de brincar. </li></ul><ul><li>c) a verdadeira Basílica de S. Pedro. </li></ul><ul><li>d) o modelo do Convento de Mafra. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>O pronome «elas» (l. 22) tem como referente </li></ul><ul><li>a) «coisas sagradas» (20-21). </li></ul><ul><li>b) «a ordem e a solenidade» (20). </li></ul><ul><li>c) «camaristas» (23). </li></ul><ul><li>d) «as vigilantes entidades» (21), cujo antece n dente é «as figuras dos profetas e dos santos» (16-17). </li></ul>
  5. 7. <ul><li>«e ele respondeu-me» (l. 11) é dito </li></ul><ul><li>a) pelo rei. </li></ul><ul><li>b) por D. Nuno da Cunha. </li></ul><ul><li>c) por Frei António de S. José. </li></ul><ul><li>d) pelo narrador. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>«se porventura não tem motivos particulares que os dispensem e sejam segredo do confessionário» (ll. 23-24) alude </li></ul><ul><li>a) ao facto de a rainha saber que é estéril. </li></ul><ul><li>b) aos encontros amorosos extra-conjugais que tivera a rainha. </li></ul><ul><li>c) à possibilidade de a rainha saber que está grávida. </li></ul><ul><li>d) ao facto de a rainha usar métodos anticoncepcionais à revelia do marido. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>«a outra, e tão falada, a incorpórea fecundação» (14) reporta-se à </li></ul><ul><li>a) concepção de um bastardo de D. João V. </li></ul><ul><li>b) concepção de Jesus. </li></ul><ul><li>c) concepção de Blimunda. </li></ul><ul><li>d) ideia da edificação do Convento de Mafra. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Até ao fim do primeiro parágrafo desta página, ficamos a saber que a rainha </li></ul><ul><li>a) já tivera relações amorosas com o infante D. Francisco. </li></ul><ul><li>b) sentia atracção pelo cunhado. </li></ul><ul><li>c) tivera relações sexuais com o confessor. </li></ul><ul><li>d) estava apaixonada pelo confessor. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>A chegada de Baltasar a Lisboa, estropiado depois da guerra, faz-se </li></ul><ul><li>a) em carroça. </li></ul><ul><li>b) em diligência. </li></ul><ul><li>c) num barco. </li></ul><ul><li>d) a cavalo. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Baltasar tinha </li></ul><ul><li>a) um espigão. </li></ul><ul><li>b) dois espigões. </li></ul><ul><li>c) um espigão e um gancho. </li></ul><ul><li>d) dois espigões e um gancho. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>Blimunda via por dentro </li></ul><ul><li>a) antes de fazer cocó, de manhã. </li></ul><ul><li>b) antes de comer pão, de manhã. </li></ul><ul><li>c) depois de beber água. </li></ul><ul><li>d) à noite, depois de jantar. </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Um amigo de Baltasar chamava-se </li></ul><ul><li>a) João Portalegre. </li></ul><ul><li>b) João Lisboa. </li></ul><ul><li>c) João Elvas. </li></ul><ul><li>d) José Castelo Branco. </li></ul>
  13. 15. <ul><li>João Francisco era da família de </li></ul><ul><li>a) Blimunda. </li></ul><ul><li>b) D. João V. </li></ul><ul><li>c) Bartolomeu. </li></ul><ul><li>d) Baltasar. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Blimunda ficou encarregada de recolher </li></ul><ul><li>a) vontades. </li></ul><ul><li>b) medos. </li></ul><ul><li>c) espíritos. </li></ul><ul><li>d) indícios. </li></ul>
  15. 17. <ul><li>A quinta em que se construiu a passarola ficava em </li></ul><ul><li>a) Mafra. </li></ul><ul><li>b) São Sebastião da Pedreira. </li></ul><ul><li>c) Benfica. </li></ul><ul><li>d) Odivelas. </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Álvaro Diogo era </li></ul><ul><li>a) irmão de Baltasar. </li></ul><ul><li>b) pai de Blimunda. </li></ul><ul><li>c) irmão de Bartolomeu. </li></ul><ul><li>d) cunhado de Baltasar. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>Quem escolhera o apelido de Blimunda, «Sete-Luas», fora </li></ul><ul><li>a) Bartolomeu. </li></ul><ul><li>b) Baltasar. </li></ul><ul><li>c) a mãe. </li></ul><ul><li>d) D. João V. </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Depois da guerra, Baltasar </li></ul><ul><li>a) passou anos em Lisboa, até seguir para Mafra. </li></ul><ul><li>b) esteve poucos dias em Lisboa, seguindo logo para Mafra. </li></ul><ul><li>c) parou em Lisboa apenas para comer e seguiu para Mafra. </li></ul><ul><li>d) fixou-se em Lisboa, nunca mais saindo da cidade. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Blimunda e Baltasar conheceram-se </li></ul><ul><li>a) em Lisboa, quando a mãe de Blimunda era vítima da Inquisição. </li></ul><ul><li>b) em Mafra, durante a construção do convento. </li></ul><ul><li>c) em Lisboa, no baptizado do infante. </li></ul><ul><li>d) durante a guerra. </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Sete-Sóis e Blimunda foram casados, ainda que pouco convencionalmente, por </li></ul><ul><li>a) Baltasar. </li></ul><ul><li>b) Bartolomeu. </li></ul><ul><li>c) Frei Miguel da Anunciação. </li></ul><ul><li>d) Frei António de S. José. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Baltasar chegou a trabalhar como </li></ul><ul><li>a) talhante. </li></ul><ul><li>b) escriba. </li></ul><ul><li>c) camareiro-mor. </li></ul><ul><li>d) almeida. </li></ul>
  22. 24. <ul><li>A promessa de construção do convento teve de ser cumprida dado o nascimento de </li></ul><ul><li>a) D. José. </li></ul><ul><li>b) D. Maria Bárbara. </li></ul><ul><li>c) D. João V. </li></ul><ul><li>d) Baltasar. </li></ul>
  23. 25. <ul><li>O relacionamento sexual entre Baltasar e Blimunda é </li></ul><ul><li>a) fácil. </li></ul><ul><li>b) raro. </li></ul><ul><li>c) menos espontâneo do que o de D. João V e da rainha. </li></ul><ul><li>d) difícil. </li></ul>
  24. 26. <ul><li>Bartolomeu Lourenço era </li></ul><ul><li>a) padre, orador, inventor. </li></ul><ul><li>b) músico, padre, inventor. </li></ul><ul><li>c) cientista, orador, soldado. </li></ul><ul><li>d) inventor, voador, músico. </li></ul>
  25. 27. <ul><li>Bartolomeu Lourenço passou a usar o nome «Gusmão», </li></ul><ul><li>a) quando chegou a Portugal. </li></ul><ul><li>b) depois de resultar bem a experiência com a passarola. </li></ul><ul><li>c) depois de se doutorar em Coimbra. </li></ul><ul><li>d) ao conhecer Blimunda. </li></ul>
  26. 28. <ul><li>O boato de que passara o Espírito Santo por cima das obras de Mafra resultara de </li></ul><ul><li>a) Blimunda ter andado pelo local. </li></ul><ul><li>b) uma composição de Domenico Scarlatti. </li></ul><ul><li>c) sobre a localidade ter passado uma passarola. </li></ul><ul><li>d) uma visão de D. João V. </li></ul>
  27. 29. <ul><li>A «Ilha da Madeira» de que se fala em Memorial do Convento é </li></ul><ul><li>a) o arquipélago os Açores. </li></ul><ul><li>b) Madeira e Porto Santo. </li></ul><ul><li>c) um bairro de casas de madeira. </li></ul><ul><li>d) uma oficina. </li></ul>
  28. 30. <ul><li>Relativamente a Bartolomeu, D. João V mostra-se </li></ul><ul><li>a) inflexível. </li></ul><ul><li>b) bastante paciente. </li></ul><ul><li>c) bastante desconfiado. </li></ul><ul><li>d) muito impaciente. </li></ul>
  29. 31. <ul><li>Scarlatti levaria para a quinta onde se construía a passarola </li></ul><ul><li>a) um cravo. </li></ul><ul><li>b) uma rosa. </li></ul><ul><li>c) um malmequer. </li></ul><ul><li>d) um violino. </li></ul>
  30. 32. <ul><li>Scarlatti viera para Portugal como </li></ul><ul><li>a) arquitecto do convento. </li></ul><ul><li>b) padre e orador. </li></ul><ul><li>c) mestre da infanta. </li></ul><ul><li>d) cozinheiro do rei. </li></ul>
  31. 33. <ul><li>Aquando da epidemia de febre amarela, Baltasar e Blimunda </li></ul><ul><li>a) não saíram de casa. </li></ul><ul><li>b) instalaram-se em Coimbra. </li></ul><ul><li>c) percorriam as ruas de Lisboa. </li></ul><ul><li>d) fugiram para Mafra. </li></ul>
  32. 34. <ul><li>Depois de a passarola ter aterrado em Monte Junto, </li></ul><ul><li>a) Baltasar não mais a visitaria. </li></ul><ul><li>b) Scarlatti visitou-a. </li></ul><ul><li>c) Bartolomeu visitou-a várias vezes. </li></ul><ul><li>d) Baltasar visitou-a várias vezes. </li></ul>
  33. 36. <ul><li>Leitura de livro de Saramago (na íntegra) é absolutamente essencial; </li></ul><ul><li>Quem não fez microfilme de Pessoa que o entregue ainda antes do Carnaval. </li></ul>
  34. 37. <ul><li>1711 — «D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria» (cap. I) [chegou em 1708]; «D. João V, um homem que ainda não fez vinte e dois anos» (cap. I) [nasceu em 1689]; «ainda S. Francisco andava pelo mundo, precisamente há quinhentos anos, em mil duzentos e onze» (cap. II). </li></ul><ul><li>«D. Maria Ana não irá hoje ao auto-de fé. Está de luto por seu irmão José [...] Apesar de já ir no quinto mês.» (cap. V). </li></ul>
  35. 38. <ul><li>alanzoar </li></ul>
  36. 39. <ul><li>O narrador de Memorial do Convento é, em geral, omnisciente , mas, por vezes, focaliza-se numa personagem (nesses trechos, vemos os acontecimentos na perspectiva dessa figura). </li></ul><ul><li>Neste capítulo V (pp. 239-242), percebemos que essa focalização interna é feita através da personagem Sebastiana , </li></ul>
  37. 40. <ul><li>logo que começam a aparecer deícticos que só fazem sentido se os acontecimentos estiverem a ser vistos por quem está a ser julgado no auto-de-fé . (Não se confunda esta focalização interna esporádica — classificação do domínio da ciência do narrador — não se deve confundir com a participação do narrador na história, enquanto personagem. </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Nesse outro tipo de classificação, quanto à presença do narrador , diremos que é heterodiegético , embora haja muitas primeiras pessoas, que não chegam para o implicar como homodiegético , isto é como participante na intriga.) </li></ul>
  39. 42. <ul><li>deícticos </li></ul><ul><li>nome do sentenciado pela Inquisição </li></ul><ul><li>acto por que é julgado </li></ul><ul><li>« aquele que ali vai» (l. 5) </li></ul><ul><li>Simeão de Oliveira e Sousa </li></ul><ul><li>não sendo padre, dava missa </li></ul>
  40. 43. <ul><li>« aquele » (l. 14) </li></ul><ul><li>Domingos Lagareiro </li></ul><ul><li>fingia-se santo </li></ul>
  41. 44. <ul><li>«aquele» (l. 17 ) </li></ul><ul><li>Padre António Teixeira de Sousa </li></ul><ul><li>«solicitava» mulheres </li></ul>
  42. 45. <ul><li>«e esta sou eu » (l. 22); mas também: «tenho»; «me»; «sei», «posso»; «alcanço»; «aqui vou»; «aí»; «aquela gente que está cuspindo para mim»; «ali está»; «já me viu»; etc. </li></ul><ul><li>Sebastiana Maria de Jesus </li></ul><ul><li>tem visões e é, em parte, cristã-nova </li></ul>
  43. 46. <ul><li>A focalização interna em Sebastiana termina cerca da mudança da página 239 para a 240, com uma sequência em que há, no fundo, discurso directo, ainda que sem a pontuação convencional. Transcreve as linhas 3-7 da p. 240, reescrevendo o texto, de modo a ficar com a disposição mais clássica do discurso directo. (Evita acrescentar ou omitir palavras. Opera sobretudo com a pontuação: travessões, parágrafo, etc.) </li></ul><ul><li>— Adeus, Blimunda, que não te verei mais — murmurou Sebastiana. </li></ul>
  44. 47. <ul><li>— Adeus, Blimunda, que não te verei mais — murmurou Sebastiana. </li></ul><ul><li>— Ali vai minha mãe — disse Blimunda ao padre. </li></ul><ul><li>— Que nome é o seu? — perguntou depois, voltando-se para o homem que alto que lhe estava perto. </li></ul><ul><li>— Baltasar Mateus — disse o homem, naturalmente, assim reconhecendo o direito de aquela mulher lhe fazer perguntas — mas também me chamam Sete-Sóis. </li></ul>
  45. 48. <ul><li>— Ali vai minha mãe — disse Blimunda ao padre; depois, voltando-se para o homem que alto que lhe estava perto, perguntou — Que nome é o seu? </li></ul>
  46. 49. <ul><li>No segundo parágrafo da p. 240 (ll. 8-29), usam-se muitas formas verbais que expressam o aspecto perfectivo (‘as acções foram completadas’). Com isto o texto, ganha uma certa velocidade, transmitida pela quantidade de acções que se fecham. Completa: </li></ul>
  47. 50. <ul><li>formas verbais tempo </li></ul><ul><li>[já] passou (8) pretérito perfeito </li></ul><ul><li>deu [volta inteira] (8-9) pretérito perfeito </li></ul><ul><li>foram açoitados (9) pretérito perfeito na passiva </li></ul>
  48. 51. <ul><li>armou-se [um baile] (12-13) pretérito perfeito </li></ul><ul><li>* dançam (13) presente </li></ul><ul><li>retirou-se, viu, comeu e andou (13) pretérito perfeito </li></ul><ul><li>recolheu-se (14) pretérito perfeito </li></ul>
  49. 52. <ul><li>* [a tarde] desce [depressa] (15) presente </li></ul><ul><li>serão [as cinzas] espalhadas (18) futuro na </li></ul><ul><li>conjugação </li></ul><ul><li>passiva </li></ul><ul><li>voltarão [às suas casas] (19) futuro </li></ul>
  50. 53. <ul><li>A reflexão da princesa Maria Bárbara — «teriam feito bem melhor se me casassem na primavera» — revela que outros, e não ela, é que decidiram sobre o seu casamento. O mesmo não se passa com o casal Baltasar e Blimunda, cuja relação não foi imposta e na qual ninguém interfere. </li></ul>
  51. 54. <ul><li>Fazendo apelo à sua experiência de leitura de Memorial do Convento , comente, num texto de oitenta a cento e vinte palavras, a relação amorosa de Baltasar e Blimunda. </li></ul><ul><li>{ Para quem ainda não tenha lido o livro, este quinto capítulo será quase suficiente. } </li></ul>
  52. 55. <ul><li>Círculo de Leitores </li></ul><ul><li>3.ª feira, 9 de Fevereiro , à tarde </li></ul><ul><li>(semana do Dep. de Línguas) </li></ul><ul><li>inscrição até 29 de Janeiro </li></ul>
  53. 56. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Escolhe uma destas três personagens de Memorial do Convento — Blimunda, Baltasar, Bartolomeu — e cria um seu curriculum vitae , nos moldes que usámos para o currículo de Camões (aproveitando a informação disponível; criando a restante, mas de modo a revelar criatividade e conhecimento do livro). </li></ul>

×