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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 39-40

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Aula 39-40

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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 39-40

  1. 1. Não ter seguido os tempos/pessoas que eu pedia (na ordem dada) Usar verbos aparentemente pouco relevantes do ponto de vista pessoal
  2. 2. Bailemos nós todas três, ai amigas, debaixo destas avelaneiras floridas e quem for bonita como nós bonitas, se amigo amar, debaixo destas avelaneiras floridas virá bailar.
  3. 3. Bailemos nós todas três, ai irmãs, sob este ramo florido de avelãs e quem for louçã como nós louçãs se amigo amar, sob este ramo florido de avelãs, virá bailar.
  4. 4. Sem mais cuidados, bailemos amorosas debaixo destas avelaneiras frondosas e quem for formosa como nós formosas, se amigo amar, debaixo destas avelaneiras frondosas virá bailar.
  5. 5. 1. Recria-se um espaço medieval da vida coletiva, o baile e as festas populares. O baile era local privilegiado de encontro amoroso.
  6. 6. 2.1 O recetor são as amigas e o convite é à dança, concretizado através do uso do presente do conjuntivo («Bailemos») e da apóstrofe «ai amigas».
  7. 7. 3. a) F (o convite só é válido para quem for «velida», «louçana», «bem pare-cer» e «amigo amar»), b) F (as «avelaneiras frolidas» indi-ciam que se passa na primavera); c) V.
  8. 8. 4. As avelaneiras simbolizam a feminilidade, a beleza e a delicadeza. A juventude e fecundidade das donzelas espelham-se nas avelaneiras em flor.
  9. 9. 5. O enunciador é feminino, faz referência ao amor pelo «amigo»; a nível formal está presente o paralelismo.
  10. 10. 6. O refrão é «se amigo amar/verra bailar». Reitera o convite à dança realizado nas coblas, introduzindo a condição «se amigo amar».
  11. 11. 7. Trata-se de uma cantiga paralelística, constituída por três coblas. Cada cobla é uma quadra, com um dístico como refrão. Note-se que o primeiro verso do refrão encontra-se intercalado entre o terceiro e o quarto versos da quadra. Tanto as quadras como o refrão têm rima monórrima.
  12. 12. 8. Em «Bailemos nós...», o espaço «frolido» é referido a) só nas coblas / só no refrão, de modo a enfatizar a época primaveril, símbolo da b) fertilidade / infertilidade, propícia ao namoro. A jovialidade, a beleza e a alegria das donzelas c) enquadram-se na / contrastam com a natureza circundante. O baile, perante d) «os amigos» / a família, permite o contacto verbal e físico, associando-se, assim, a um ritual de fecundidade.
  13. 13. Gramática, 1. a) «bailemos» (v. 1); b) «como» (v. 3); c) «verra» (v. 6); d) «nom» (v. 13); e) «Por Deus» (v. 13); f) «so» (v. 5); g) «irmanas» (v. 7); h) «tres» (v. 1); i) «se» (v.4).
  14. 14. Fernão Lopes esteve ativo como escritor no século XV e a esse século pertencem os factos que nos relata. ao século anterior (sobretudo) [terá nascido c. de 1380, escreve em 1400 e tal, sobre acontecimentos que de não se lembrará bem ou nem viveu] No documentário, usa-se a metáfora «as Crónicas [de Fernão Lopes] são um livro que é um país».
  15. 15. Em 1383, D. Fernando morreu e deixou a filha, D. Beatriz, casada com um rei catalão, D. Puigdemont Wally. castelhano, D. João. D. Leonor, viúva de D. Fernando, apoia a subida ao trono de D. João, de Castela.
  16. 16. Fernão Lopes terá nascido em Lisboa e na década em que decorrem estes acontecimentos que nos relata. Durante a revolução de 1383-85, o povo estava a favor de D. Cristiano, que preferia a D. Sérgio Ramos. João (Mestre de Avis) / Beatriz-João (de Castela)
  17. 17. Depois de estudar, Fernão Lopes tornou-se taberneiro, na Taberna dos Tombos, sendo nomeado guarda-mor em 1418. tabelião (= notário) [Torre do Tombo] Em 1434 é nomeado cronista-mor do reino, por D. Duarte, que o encarrega de escrever a história dos reis de Portugal.
  18. 18. Ao longo de vinte anos, Fernão Lopes terá cumprido esse objetivo, mas só chegaram até nós as crónicas de D. Pedro, D. Fernando e D. João.   Que será feito das Crónicas dos primeiros reis? E a 3.ª parte da Crónica de D. João I é mesmo de Zurara?
  19. 19.   A Crónica de D. Pedro, segundo António Borges Coelho, é a «meno rica» historiograficamente, mas é fabulosa do ponto de vista literário. menos rica > menorrica
  20. 20. O caso dos amores de D. Inês de Castro é-nos relatado na Crónica de D. Fernando. D. Pedro Da relação de Pedro e Inês nasceram Dinis e João, mas, antes, já Pedro e Constança tinham gerado o legítimo Fernando.
  21. 21. D. Pedro teve ainda outro filho João, de uma outra senhora. João, futuro Mestre de Avis Fernão Lopes, trata D. Fernando, cognominado «o feioso», elogiosamente. «o formoso», depreciativamente
  22. 22. O povo gostava de Leonor Teles, mulher de Fernando, a quem chamava «princesa do povo». detestava / «aleivosa» D. Beatriz casou com D. João I, de Castela, com onze anos.
  23. 23. Quando D. Leonor é regente, há quatro candidatos ao trono: D. Beatriz, D. João, D. Dinis, D. João (Mestre de Avis). D. Beatriz, filha de Fernando & Leonor, casada com D. João de Castela D. Dinis e D. João, filhos de Pedro & Inês D. João (Mestre de Avis), filho de Pedro & Teresa Lourenço (mais bastardo ainda, portanto)
  24. 24. D. João, Mestre de Avis, é convencido a matar o alegado amante da rainha- viúva, Andeiro; e corre por Lisboa a notícia de que estavam a matar o Mestre no Terreiro do Paço. nos paços da rainha
  25. 25. O Bispo foi morto porque o povo achava que estava ao lado dos castelhanos. No ano seguinte, 1385, o rei de Castela cercaria Lisboa. 1384
  26. 26. Biografia de Fernão Lopes: 1. Data de nascimento: c. 1380; 2. Local de nascimento: Lisboa (talvez); 3. tabelião, guarda-mor (da Torre do Tombo), cronista-mor; 4. Tarefa confiada por D. Duarte: escrever a história dos reis de Portugal; 5. Data provável da morte: após l459.
  27. 27. Obras de Fernão Lopes: 1. Crónica de Pedro I (sobre o reinado deste rei); 2. Crónica de D. Fernando (sobre o reinado deste rei); 3. Crónica de D. João I (sobre revolução de 1383-1385 e reinado deste rei).
  28. 28. Figuras históricas: 1. Morre em 1383: D. Fernando; 2. Putativa rainha de Portugal: D. Beatriz; 3. Casada com: D. João I de Castela; 4. Figura coletiva: povo; 5. Líder da revolução: D. João, Mestre de Avis; 6. Filho de: D. Pedro I; 7. Figura assassinada pelo Mestre: Conde Andeiro.
  29. 29. Acontecimentos históricos: 1. O povo revolta-se contra a vinda do rei de Castela. 2. O povo aclama D. João, Mestre de Avis, regedor e defensor do reino. 3. Os castelhanos cercam Lisboa (1384). 4. Os castelhanos levantam o cerco por causa da peste. 5. Revela-se pela primeira vez uma identidade nacional. 6. Em 1385, em Coimbra, as Cortes aclamam D. João rei de Portugal. 7. Em 1385, trava-se a Batalha de Aljubarrota.
  30. 30. Escreve uma exposição sobre a (importância) da dança, fazendo, em algum momento do teu texto, uma alusão ao filme Orgulho e Preconceito e à cantiga de amigo «Bailemos nós já todas tres, ai amigas». Cerca de 150 palavras. A caneta.
  31. 31. TPC — Prepara a leitura em voz alta dos seguintes trechos do livro (ver tabela). Em aula, serás chamado a ler apenas um passo, que indicarei no momento. De qualquer modo, deverás treinar todos os textos indicados para a tua fila. Nota que «preparar» não é ler à pressa no intervalo... Convém exercitar em casa várias vezes.

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