Capítulo XVI - MC

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Capítulo XVI - MC

  1. 1. Memorial do Convento<br />Capítulo XVI<br />Realizado por:<br />Ana Margarida Cardoso<br />
  2. 2. Resumo<br />Este capítulo começa com uma forte crítica à forma com se faz justiça, uma vez que quem têm poder e riqueza é sempre sobreposto àqueles que vivem na miséria.<br />A passarola está pronta a voar. Em São Sebastião da Pedreira, Baltasar e Blimunda têm que deixar a quinta que foi perdida pelo rei para o Duque de Aveiro. O Padre Bartolomeu aguarda a visita do Rei para testar a máquina e quer dividir a glória da construção da passarola com os seus dois ajudantes. No entanto, e apesar do apoio do Rei, o Padre teme ser acusado de feitiçaria e de ser judeu.<br />
  3. 3. O tempo vai passando, mas D. João V não chega. Já é Outono, o que não é favorável pois a passarola precisa de sol para que possa levantar voo. Certo dia, o Padre Bartolomeu aparece junto da passarola, pálido e assustado, anunciando que têm que fugir, já que o Santo Ofício o procura. O Padre pede assim auxílio ao Anjo Custódio e a passarola faz assim o seu voo de baptismo, sem destino certo. Ao cair da noite, a passarola começa a perder altitude, devido à ausência de sol. <br />Blimunda, com toda a sua inspiração, consegue controlar a máquina, com a ajuda de Baltasar, evitando o pior, para alívio do Padre. Conseguem, assim, chegar a terra firme sem qualquer ferimento, o que é um verdadeiro milagre.<br />
  4. 4. O Padre continua com medo da Inquisição os encontre. No entanto, e mesmo sem saber onde estão, Blimunda e Baltasar acreditam que se sobreviveram àquela queda, sobreviverão a qualquer coisa. O padre Bartolomeu tenta pegar fogo à passarola, mas é impedido pelos dois. Depois disto foge e nunca mais é visto. Com medo que a passarola seja descoberta, Baltasar e Blimunda cobrem-na com ramos e partem para Mafra, onde chegam dois dias depois e têm uma excelente vista do convento.<br />
  5. 5. Pontos Importantes<br />Reflexão sobre o valor da justiça. <br />Necessidade de o Rei devolver a quinta de S. Sebastião da Pedreira ao Duque de Aveiro, após anos de discussão na Justiça. <br />Vontade do Padre experimentar a máquina para a apresentar ao rei. <br />Receio do Padre face ao Santo Ofício: o voo entendido como arte demoníaca. <br />Fuga do Padre, procurado pela Inquisição, na passarola. <br />Destruição do telhado para a passarola poder voar. <br />Voo da máquina com o Padre, Baltasar e Blimunda e descrição de Lisboa vista do céu. <br />
  6. 6. Abandono do cravo num poço da quinta para Scarlatti não ser perseguido pelo Santo Ofício. <br />Perseguição de Bartolomeu Lourenço pela Inquisição. <br />Visão de Mafra a partir do céu: a obra do convento, o mar. <br />Cepticismo dos habitantes que vêem a passarola nos céus. <br />Descida e pouso da passarola numa espécie de serra, com a chegada da noite. <br />Tentativa de destruição da passarola, por Bartolomeu Lourenço (fogo), mas Baltasar e Blimunda impedem-no. <br />Fuga do padre e camuflagem da máquina com ramos das moitas, na serra do Barregudo. <br />Chegada de Baltasar e Blimunda, dois dias depois, a Mafra, fingindo que vêm de Lisboa.<br />
  7. 7. Citações<br />“(…) oh que maravilha é viver e inventar (..)”<br />Refere-se a quando a passarola está a voar. O padre tinha, realmente, conseguido inventar um engenho voador.<br />“Se tenho de arder numa fogueira, fosse ao menos nesta”<br />Frase proferida pelo Padre Bartolomeu, quando pega fogo à passarola, fazendo referência à fogueira onde iria arder caso a Inquisição o prendesse.<br />
  8. 8. Citações<br />“O padre veio para eles e abraçou-se também, subitamente perturbado por uma analogia, assim dissera o italiano, Deus ele próprio, Baltasar seu filho, Blimunda o Espírito Santo, e estavam os três no céu (…)”<br />Quando a passarola já está a voar, referindo-se a uma fala de Scarlatti, em que compara o trio voador com a Santíssima Trindade<br />

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