As propostas de herbart, dewey e freire

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As propostas de herbart, dewey e freire

  1. 1. Considerações sobre educação Kaio Maluf
  2. 2. Educação e PedagogiaEducere – Do Latim significa instruir e ensinar.Pedagogia – Do grego significa conduzir a criança. Ambos conceitos dizem respeito ao ato de ensinar, educar, disciplinar e aprender.
  3. 3. EducaçãoEducação é tudo!Também pode ser escolar.Educação escolar é formal.Educação no sentido lato é informal.Escola – espaço público “sagrado” de trabalho de todo o conhecimento humano com o objetivo de forma para o pleno desenvolvimento da pessoa. Para o exercício da cidadania, para o mundo do trabalho e para o prosseguimento de estudos.
  4. 4. Níveis e modalidades de ensinoDe acordo com o art. 21 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/96),a educação escolar compõe-se de:I. Educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;II. Educação superior.
  5. 5. Educação BásicaA educação básica «tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar- lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores» (art. 22). Ela pode ser oferecida no ensino regular e nas modalidades de educação de jovens e adultos, educação especial e educação profissional, sendo que esta última pode ser também uma modalidade da educação superior.
  6. 6. Educação Infantil«A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade» (art. 29). A educação infantil é oferecida em creches, para crianças de zero a três anos de idade, e pré- escolas, para crianças de quatro a seis anos.
  7. 7. Ensino FundamentalO ensino fundamental, cujo objetivo maior é a formação básica do cidadão, tem duração de oito anos e é obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos sete anos de idade, com matrícula facultativa aos seis anos de idade. A oferta do ensino fundamental deve ser gratuita também aos que a ele não tiveram acesso na idade própria.
  8. 8. Ensino MédioO ensino médio, etapa final da educação básica, objetiva a consolidação e aprofundamento dos objetivos adquiridos no ensino fundamental. Tem a duração mínima de três anos, com ingresso a partir dos quinze anos de idade. Embora atualmente a matrícula neste nível de ensino não seja obrigatória, a Constituição Federal de 1988 determina a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade da sua oferta.
  9. 9. Ensino SuperiorA educação superior tem como algumas de suas finalidades: o estímulo à criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive. Ela abrange cursos seqüenciais nos diversos campos do saber, cursos de graduação, de pós-graduação e de extensão. O acesso à educação superior ocorre a partir dos 18 anos, e o número de anos de estudo varia de acordo com os cursos e sua complexidade.
  10. 10. Educação Especialoferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
  11. 11. Educação de Jovens e Adultosdestinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
  12. 12. Educação Profissionalque, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. É destinada ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior, bem como ao trabalhador em geral, jovem ou adulto (art. 39).
  13. 13. Além dos níveis e modalidades de ensino apresentados, no Brasil, devido à existência de comunidades indígenas em algumas regiões, há a oferta de educação escolar bilíngüe e intercultural aos povos indígenas. Esta tem por objetivos: «i – proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; ii – garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias» (art. 78).
  14. 14. Política prioritária da educaçãobrasileiraGarantia de formação mínima, ou seja, que todos os professores tenham o curso superior completo como formação mínima.
  15. 15. Política prioritária da educaçãobrasileiraProgramas de formação de professores a distância, com a utilização de recursos tecnológicos, como a TV Escola, com o objetivo de formar professores leigos, principalmente em localidades onde o número de professores nessa situação é maior.
  16. 16. Educação e PedagogiaEducere – Do Latim significa conduzir.Pedagogia – Do grego significa conduzir a criança. Ambos conceitos dizem respeito ao ato de ensinar, educar, disciplinar e aprender.
  17. 17. Educação e PedagogiaEducere – Do Latim significa conduzir.Pedagogia – Do grego significa conduzir a criança. Ambos conceitos dizem respeito ao ato de ensinar, educar, disciplinar e aprender.
  18. 18. As propostas de Herbart, Deweye Freire para a Educação Kaio Maluf
  19. 19. Dúvidas Destaques Descobertas
  20. 20. IntroduçãoO século XX foi marcado por três grandes projetos em filosofia da educação:A teoria educacional do alemão J. F. Herbart;A teoria educacional do norte americano John Dewey;A teoria educacional do brasileiro Paulo Freire.Esses três nomes marcam uma revolução na teoria educacional entre o final do século XIX e a segunda metade do século XX.
  21. 21. IntroduçãoHebart – a emergência estaria centrada na necessidade de valoração do “aparato intelectual” (intelecto).Dewey – a emergência seria o interesse de interação dos elementos psicológicos para o trabalho educativo.Freire – a emergência estaria calcada na necessidade do elemento político, tanto na educação, como na própria pedagogia.
  22. 22. Johann Friedrich HerbartFilósofo, teórico da educação e psicólogo.O centro de sua teoria é o cérebro, o aparato intelectual, o funcionamento psicológico.Desenvolveu um esquema explicativo para evidenciar sua tese:“o ensino e o aprendizado deveriam partir dos conceitos morais e intelectuais, expostos e aprendidos segundo sua forma lógica ou histórica.
  23. 23. Johann Friedrich HerbartO objetivo da pedagogia seria o desenvolvimento do caráter moral. Para tanto se fundaria na psicologia e na filosofia, sobretudo a ética.O intelecto é o centro motivacional para o processo de aprendizagem e conhecimento.Educação pela instrução...
  24. 24. Johann Friedrich HerbartO fim da educação é a virtude, que consiste no acordo da vontade com as idéias éticas, as quais se baseiam em juízos estéticos. Essas idéias éticas são a liberdade íntima, a perfeição, a benevolência, e a justiça, e a equidade, e com sua posse pode- se modificar a conduta.
  25. 25. Johann Friedrich HerbartTrês momentos especiais para o processo educacional:O GovernoA InstruçãoA DisciplinaMas não dá ao Estado monopólio sob a educação.
  26. 26. Johann Friedrich HerbartÀ educação deve ser outorgada a autonomia que o Estado não pode e nem deve suprimir, mas respeitar. O Estado necessita da educação, e a educação do Estado. “Baste isso para recordar que entre Estado e escola existe, em virtude do influxo desta na opinião, relação de dependência recíproca, e que o Estado em vão intentaria apoderar-se da educação.
  27. 27. Johann Friedrich HerbartA criança tem uma agitação que deve ser controlada e esse controle se dá com os pais, em seguida com os mestres e por fim com o Estado.A instrução intelectual não é separada a instrução moral.
  28. 28. Johann Friedrich Herbart5 passos para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno:a) preparação: o mestre recorda o que a criança já sabe, para que o aluno traga ao nível da consciência a massa de idéias necessárias para criar interesse pelos novos conteúdos;
  29. 29. Johann Friedrich Herbart5 passos para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno:b) apresentação: a partir do concreto, o conhecimento novo é apresentado.c) assimilação: o aluno é capaz de comparar o novo como velho, distinguindo semelhanças e diferenças.
  30. 30. Johann Friedrich Herbart5 passos para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno:d) generalização: além das experiências concretas, o aluno é capaz de abstrair, chegando a conceitos gerais, sendo que esse passo deve predominar na adolescência.
  31. 31. Johann Friedrich Herbart5 passos para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno:e) aplicação: através de exercícios, o aluno evidencia que sabe usar e aplicar aquilo que aprendeu em novos exemplos e exercícios.Disciplina; Intectualismo; Individualismo garantem a aprendizagem.
  32. 32. John DeweyFilósofo, psicólogo e pedagogo liberal.Defensor da escola ativa – aprendizagem através da atividade pessoal do aluno.Viveu e trabalhava na educação durante a primeira Guerra Mundial e se interessou muito pelos problemas políticos e sociais.
  33. 33. John DeweyTrabalhou no campo da educação baseando-se num sistema internacional desde o Japão passando pela Turquia, México e União Soviética.Categoricamente discordante de Hebart por não aceitar que a educação viria basicamente pela instrução, mas sim pela ação.
  34. 34. John DeweyO conhecimento é uma atividade dirigida que não tem fim em si mesmo, mas está dirigida para a experiência.A educação tem como finalidade proporcionar à criança condições para que resolvesse ela mesma os seus problemas, e não as tradicionais idéias de formar a criança de acordo com modelos prévios, o mesmo orientá-la para um porvir.
  35. 35. John DeweyA escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a própria vida.Vida, experiência e aprendizagem estão unidas, de tal forma que a função da escola se encontra em possibilitar uma reconstrução permanente feita pela criança, a partir da experiência.
  36. 36. John DeweyA pessoa não aprenderia a falar se lhe faltassem os órgãos físicos necessários, mas a linguagem que ele fala, se realmente falar qualquer linguagem, depende de seu ambiente, particularmente de seu ambiente social.Não seria o intelecto, como dizia Hebart, e sim o interesse!
  37. 37. John DeweyA criança é diferente do adulto não por pensar mal ou errado, mas por pensar diferente.O que seria necessário para a criança e para o adulto seria o aprendizado de como lidar com a mudança constante.Assim o aprendizado da resolução de problemas valia mais do que propriamente os problemas em si e cada uma das soluções.
  38. 38. John DeweyAprender nada mais é que aprender a aprender...Se não dá para separar vida e educação, esta deve preparar para vida, promovendo seu constante desenvolvimento.Há diferença entre preparar para a vida e preparar para que se passe de ano ou nos exames seletivos?Como preparar de forma coletiva alunos que têm vidas totalmente distintas e, certamente, futuros distintos?
  39. 39. Paulo FreirePernambucano, formado em direito, trabalhou em processos educacionais de alfabetização.Propunha uma pedagogia específica, associando estudo, experiência vivida, trabalho, pedagogia e política.Alfabetizou 300 trabalhadores rurais em Angicos RN em apenas 45 dias.Sofreu a repressão da ditadura, mas participou dos vários movimentos populares em defesa do povo, sobretudo pobre.
  40. 40. Paulo FreireSua obra mais famosa é a Pedagogia do oprimido.Vivemos numa sociedade classista na qual nem todos usufruem dos mesmos privilégios.Nessa sociedade a educação tende a ser um desses privilégios.Ele notou que temos dois tipos de pedagogia: a do oprimido e a do opressor.
  41. 41. Paulo FreireNa Pedagogia do oprimido“Não é simples instaurar a nova pedagogia, pois, com frequência, o oprimido hospeda o opressor dentro de si. Mesmo reconhecendo-se oprimido, assume a atitude fatalista de aceitação de sua sina. Às vezes desvaloriza, justificando a natural superioridade do opressor; outras vezes, inseguro, tem medo da liberdade que não ousa assumir, aumentando assim a irresistível atração pelo opressor.
  42. 42. Paulo FreireOu ainda aspira a ocupar uma posição entre os superiores, renegando suas raízes e tornando-se também um opressor.Por outro lado, os dominantes não podem ser vistos de um modo maniqueísta, como aqueles que se reconhecem opressores.
  43. 43. Paulo FreireÉ mais comum acharem natural a sua superioridade, e justificar a pobreza pelos vícios inerentes aos próprios indivíduos.Não se perguntam também porque os pobres são excluídos da cultura formal, achando mais fácil explicar a ignorância das massas como a incapacidade individual de estudos.
  44. 44. Paulo FreireAinda mais, os dominantes se vêem como generosos, quando pretendem ajudar o pobre a sair da miséria e reagem violentamente a qualquer tentativa de alterar o que consideram ser a ordem natural da sociedade.”
  45. 45. Paulo FreireO caminho para se tomar diante dessa realidade social e educacional seria fazer um trabalho de conscientização e de politização. O oprimido deve ter consciência de sua condição, mas também deve lutar pela mudança.Essa filosofia da educação é um clamor universal em favor da esperança para todos os membros da raça humana, oprimida e descriminada.
  46. 46. Paulo FreireO processo de alfabetização do oprimido só tem dimensão humana quando se expulsa o ímpeto opressor de dentro do oprimido.A pedagogia do dominante é bancária e se dá via da narração.O professor deposita informações no aluno que serve apenas de receptor do conhecimento de forma extremamente mecânica.
  47. 47. Paulo FreireUma outra pedagogia poderia ser a concepção problematizadora da educação que se baseia em outra compreensão da ciência e do mundo.Considera que o conhecer não po ser um ato de doação, mas um processo que se estabelece no contato do homem com o mundo vivido.
  48. 48. Paulo FreireO MétodoO primeiro ponto para se considerar é que a conscientização que deve ser feita se dá através do diálogo: comunicação e intercomunicação.Só se dialoga com alguém e sobre algo. Há o memento de se perguntarem os por quês?.
  49. 49. Paulo FreireO MétodoPraxis transformadora verdadeira para não cair em meras verbalizações e, consequentemente, voltar a pedagogia do dominante.No diálogo de faz a busca por um conteúdo programático que produza uma educação libertadora. Nesse momento o universo do educando está em evidência: admirar para criticar.
  50. 50. Paulo FreireO MétodoEsse método é voltado para adultos, mas não tem nenhuma distinção para ser trabalho com crianças.Aqui não se preocupa com a quantidade de conteúdo, mas da qualidade dele.
  51. 51. Paulo FreireO MétodoEsse método é voltado para adultos, mas não tem nenhuma distinção para ser trabalho com crianças.Aqui não se preocupa com a quantidade de conteúdo, mas da qualidade dele.
  52. 52. Paulo FreireO MétodoO ensino é muito mais que uma profissão, é uma missão que exige comprovados saberes no seu processo dinâmico de promoção da autonomia do ser de todos os educandos.
  53. 53. Paulo FreireO MétodoO ensino é muito mais que uma profissão, é uma missão que exige comprovados saberes no seu processo dinâmico de promoção da autonomia do ser de todos os educandos.

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