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  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS BRUNA MORAIS DOS SANTOS BRUNA NUNES CULTI JULIANA DUTRA MARTINS LIVIA FERREIRA SANTANAUTILIZAÇÃO DO CLORIDRATO DE METFORMINA E LIRAGLUTIDAEM PACIENTES PORTADORES DE OBESIDADE E DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 FERNANDÓPOLIS 2012
  • 2. BRUNA MORAIS DOS SANTOS BRUNA NUNES CULTI JULIANA DUTRA MARTINS LIVIA FERREIRASANTANAUTILIZAÇÃO DO CLORIDRATO DE METFORMINA E LIRAGLUTIDAEM PACIENTES PORTADORES DE OBESIDADE E DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Giovanni Carlos de Oliveira FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  • 3. BRUNA MORAIS DOS SANTOS BRUNA NUNES CULTI JULIANA DUTRA MARTINS LIVIA FERREIRA SANTANA UTILIZAÇÃO DO CLORIDRATO DE METFORMINA E LIRAGLUTIDA EMPACIENTES PORTADORES DE OBESIDADE E DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 20 de novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc. Giovanni Carlos deOliveiraProfa. Vanessa Maira RizzatoSilveiraProf. Dr. Anisio Storti Prof. MSc. Giovanni Carlos de Oliveira Presidente da Banca Examinadora
  • 4. AGRADECIMENTOS Agradecemos este trabalho primeiramente a Deus, pois sem ele, nada seriapossível, e nossos sonhos não seriam concretizados. Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, e estiveram presentesacreditando em nosso potencial, nos incentivando na busca de novas realizações edescobertas.
  • 5. Dedico este trabalho essencialmente aos meus pais, AureoSebastião Morais dos Santos e Eli Aparecida Ferreira dosSantos ao meu irmão Lucas Morais dos Santos, pois depositouem mim toda a sua confiança, por ter me proporcionado arealização de um sonho não só pra mim mais que se tornou umsonho de todos nos, por ter renunciado alguns de seus sonhospara que eu realizasse o meu. Foi com muito esforço esacrifício que hoje estamos realizados. Sem eles nada dissoseria possível, a eles dedico não só esta monografia e sim aminha vida por ter me passado todo o ensinamento e por terme feito uma pessoa do bem, melhores pais que poderia ter.Dedico aos meus familiares e meus amigos por ter me ajudadoem fases difíceis de desânimo, estresse, angústias, tristezas ealegrias, me deram ânimo para que continuasse.Agradeço aos meus entes queridos, que já não se encontramaqui, meus avós, tios e a um grande amigo - sempre meincentivaram. A estes, expresso a minha eterna saudade.Agradeço ao meu amigo Danilo Neris que colaborou para aelaboração deste trabalho com muita dedicação.Dedico também, ao nosso orientador Professor MSc. GiovanniC. de Oliveira que tanto nos ajudou e colaborou paraelaboração deste trabalho e para a nossa formação, as minhascolegas de grupo pelo desempenho. Bruna Morais dos SantosDedico este trabalho primeiramente a Deus, por meproporcionar estar onde estou hoje, apesar das muitasdificuldades que enfrentei, e por nunca deixar desistir de meusobjetivos. Dedico aos meus pais Dalton Culti e Marli NunesMarcolino Arruda Culti por sempre me incentivarem, dandoapoio nas horas difíceis e por serem as pessoas maisimportantes da minha vida, sem eles não estaria onde estou.Dedico às meninas: Bruna Morais, Juliana Dutra e LíviaFerreira e ao meu irmão Guilherme Nunes Culti, tambémFarmacêutico, por saciar minhas duvidas, quando necessitei, eme auxiliar sempre que fosse solicitado. Ao meu namoradomuito amado Danilo Neris da Cruz por ter feito do meutrabalho, o seu, por se preocupar junto comigo, me ajudar noque fosse preciso e no que desse ate no que não desse, soumuito grata a ele, por fazer desse momento difícil de muitaspesquisas e desafios, um momento mais maleável. Umadedicação especial a todos os professores do curso deFarmácia, por me passar todo aprendizado de que necessito,em especial ao Professor MSc. Giovanni Carlos de Oliveira,pela paciência e atenção e conhecimento oferecidos durantetodo o tempo de orientação em que esteve com nós. Enfimtodas essas pessoas que citei, fazem parte da conquista desseTrabalho, e o sucesso que eu conseguir, será também sucessodeles! Bruna Nunes CultiDedico esta, bem como todas as minhas demais conquistas,em primeiro lugar a DEUS, que iluminou o meu caminhodurante esta caminhada, aos meus preciosos pais (AntônioJosé Martins e Célia Dutra de Oliveira Martins), ao meu amadonamorado (João Paulo Hidalgo Cerzósimo), e a toda minhafamília, que com muito carinho e apoio, não mediram esforçospara que eu chegasse até esta etapa de minha vida, a oprofessor MSc. Giovanni C. de Oliveira pela paciência na
  • 6. orientação e incentivo que tomaram possível a conclusão destamonografia e a todos os professores do curso, que foram tãoimportantes em minha vida acadêmica e no desenvolvimentodeste trabalho e aos amigos, pelo incentivo e apoio constantes.Muito Obrigado por tudo! Juliana Dutra MartinsÀ Deus por tudo que me proporciona na vida. À minha mãeValdina Ferreira, que sempre me fez acreditar na realizaçãodos meus sonhos. À minhas amigas de trabalho Bruna Morais,Bruna Nunes e Juliana Dutra que juntas trabalharam muitopara a realização deste. Ao Prof. MSc. Giovanni Carlos deOliveira pela orientação e pelo constante estímulo transmitidodurante todo o trabalho. Lívia Ferreira Santana
  • 7. “Jamais considere seus estudos como umaobrigação, mas como uma oportunidade invejávelpara aprender a conhecer a influência libertadora dabeleza do reino do espírito, para seu próprio prazerpessoal e para proveito da comunidade à qual seufuturo trabalho pertencer.” Albert Einstein
  • 8. RESUMOA obesidade é uma doença que produz grande acúmulo de gordura nos tecidosadiposos, é caracterizada por vários fatores, podendo ocasionar outrasdoenças, como o Diabetes Mellitus tipo 2, sendo caracterizada por dois fatores: osfatores genéticos e os fatores ambientais. Serão abordados dois medicamentos parao tratamento do Diabetes Mellitus e para um possível tratamento da obesidade, ocloridrato de metformina e a liraglutida. Estes medicamentos são registrados com aindicação somente para o tratamento do Diabetes Mellitus, mas estão sendoutilizados para a redução de peso, devido a grande repercussão da mídia. Pacientescom sobre peso vem utilizando estes medicamentos de forma inadequada,realizando a automedicação, sem consultar um médico para que ele dê um maioresclarecimento sobre a utilização destes, e aconselhando se caso fosse necessárioà utilização referente a estes quadros clínicos. O cloridrato de metformina é umdos medicamentos mais conhecido, pois vem sendo comercializado no Brasil hámuito tempo, já a liraglutida é um medicamento novo no mercado, que começou aser comercializado em 2010 no Brasil e teve um enfoque muito grande em revistascomo o medicamento milagroso para a redução de peso, por isso, o seu usoabusivo. O objetivo deste trabalho foi analisar a utilização de cloridrato demetformina e de liraglutida para o tratamento de pacientes portadores de DiabetesMellitus tipo 2 e de obesidade, verificando as vantagens e as desvantagens destesmedicamentos para estas doenças. Com base nestes estudos relatamos que houveuma perca de peso em pacientes tanto em diabéticos obesos, como também emobesos não diabéticos, que utilizaram o cloridrato de metformina e a liraglutida parao tratamento da obesidade, porém pacientes que se tem como objetivo a perda degrande quantidade de peso, não obtiveram muito sucesso, já para pacientes queutilizaram para Diabetes Mellitus alcançaram efeitos eficazes, sendo comprovado asua indicação, no caso do tratamento para obesidade, se encontra em andamentoestudos para que se tenha uma maior garantia da eficácia, analisando possíveisreações adversas para estes pacientes.Palavras-chave: Diabetes Mellitus. Obesidade. Cloridrato de Metformina.Liraglutida.
  • 9. ABSTRACTObesity is a disease that produces big fat accumulation in adipose tissue, ischaracterized by several factors, which may cause other diseases such as diabetesmellitus type 2 is characterized by two factors: genetic factors and environmentalfactors. Two will be addressed medicaments for the treatment of Diabetes Mellitusand a possible treatment of obesity, metformin hydrochloride and liraglutide. Thesemedicines are registered with the only indication for the treatment of diabetesmellitus, but are being used for weight reduction, due to the large impact of themedia. Patients with weight comes about using these drugs inappropriately,performing self-medication without consulting a doctor to give a greater insight intothe use of these, and if counseling if necessary regarding the use of these clinicalpictures. Metformin hydrochloride is a drug better known as has beencommercialized in Brazil for a long time, since liraglutide is a new drug on the market,which began to be marketed in Brazil in 2010 and had a very big focus in magazineslike miracle drug for weight reduction, therefore, its abuse. The objective of this studywas to analyze the use of metformin and liraglutide for the treatment of patients withType 2 Diabetes Mellitus and Obesity, verifying the advantages and disadvantages ofthese drugs for these diseases. Based on these studies reported that there was aloss of weight in both obese diabetic patients as well as in non obese diabeticpatients who used the metformin hydrochloride and liraglutide for the treatment ofobesity, but patients who aims the loss of large amount of weight not achieved muchsuccess, since for patients who used to effect achieved Diabetes Mellitus effective forthe indication being shown in the case of obesity treatment, is ongoing studies inorder to have a better guarantee of effectiveness, analyzing possible adversereactions to those patients.Keywords: Diabetes Mellitus. Obesity. Metformin Hydrochloride. Liraglutide.
  • 10. LISTA DE FIGURASFigura 1 - Regulação da concentração da glicose no sangue 17Figura 2 - Complicações de saúde associadas à Diabetes Mellitus 20Figura 3 - Planta Galega Officinalis 23Figura 4 - Esquema da estrutura molecular da molécula de biguanida 24Figura 5 - Estrutura molecular do cloridrato de metformina 25Figura 6 - Modelo do mecanismo de ação do cloridrato de metformina referente ao metabolismo dos lipídios e glicose 32Figura 7 - Estrutura da liraglutida 34Figura 8 - Mecanismo do GLP-1 natural 35Figura 9 - Mecanismo de ação liraglutida 36Figura 10 - Sistema de aplicação da liraglutida 38Figura 11 - Reações adversas da liraglutida 40
  • 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAMP – Adenosine MonofosfatoAMPc - Monofosfato de Adenosina CíclicoAMPK – Proteina Quianse AtivadaATP - Adenosine TrifosfatoCAMP - Proteínas Quinases Dependentes de AMP CíclicoCMAX - Concentração MáximaDM - Diabetes MellitusDPP-IV - Dipeptidilptidase 4GLP1 – Glucagon-Like Peptide-1GLUT4 - Proteínas Facilitadoras de Transporte de GlucoseIMC - Índice de Massa CorporalLDL - Lipoproteina de Baixa Densidade.NEP - Endopeptidase NeutroNIDDM – Diabetes Mellitus Não Insulino Dependente.PKA – Constante de AcidezSNC – Sistema Nervoso CentralTGI - Trato GastrointestinalTGO - Transaminase Glutâmico OxalacéticaTGP - Transaminase Glutâmico Pirúvica
  • 12. SUMÁRIOINTRODUÇÃO....................................................................................................... 141 DESENVOLVIMENTO TEORICO....................................................................... 171.1 ETIOLOGIA DO DIABETES MELLITUS.......................................................... 171.2 ETIOLOGIA DA OBESIDADE.......................................................................... 181.3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO DAS PATOLOGIAS........................... 191.3.1 Quadro clínico do Diabetes Mellitus tipo 2 ............................................ 191.3.2 Diagnóstico da Diabetes Mellitus tipo 2 .................................................. 201.3.3 Quadro clínico de obesidade................................................................... 211.3.4 Diagnóstico da obesidade....................................................................... 221.4 MEDICAMENTOS............................................................................................ 221.4.1 Cloridrato de metformina............................................................................ 221.4.1.1 Histórico.................................................................................................... 221.4.1.2 Definição.................................................................................................. 251.4.1.3 Fatores fisiológicos que predispõem a utilização do cloridrato de 26metformina..............................................................................................................1.4.1.4 Mudanças orgânicas que restringem a utilização do cloridrato demetformina.............................................................................................................. 281.4.1.5 Medicamentos cuja utilização exerce interações com o cloridrato de 30metformina..............................................................................................................1.4.1.6 Mecanismo de ação................................................................................... 311.4.2 Caracterização do fármaco liraglutida...................................................... 331.4.2. Histórico...................................................................................................... 33
  • 13. 1.4.2.2 Mecanismo de ação................................................................................... 341.4.2.3 Indicação.................................................................................................... 371.4.2.4 Métodos de administração......................................................................... 371.4.2.5 Interações medicamentosas....................................................................... 381.4.2.6 Questões relacionadas com a segurança.................................................. 391.4.2.7 Farmacocinética ........................................................................................ 411.5 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO................................................................ 411.5.1 Tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2..................................................... 411.5.1.1 Cloridrato de metformina............................................................................ 421.5.1.2 Liraglutida................................................................................................... 421.5.2 - Tratamento da obesidade com medicamentos...................................... 431.5.2.1 Cloridrato de metformina............................................................................ 441.5.2.2 Liraglutida................................................................................................... 441.6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MEDICAMENTOS.......................... 451.6.1 Cloridrato de metformina............................................................................ 451.6.2 Liraglutida.................................................................................................... 462 MÉTODOS.......................................................................................................... 472.1 TIPO DE PESQUISA........................................................................................ 472.2 SELEÇÃO DA BIBLIOGRAFIA......................................................................... 473 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 48
  • 14. REFERÊNCIAS...................................................................................................... 49
  • 15. 14 INTRODUÇÃO O organismo humano mantém diariamente contato com mudanças ocorridasno meio externo como também alterações desencadeadas no meio interno, seja porfatores genéticos, ou por causas conhecidas, como e o caso da síndromemetabólica, esta síndrome surge através de alterações metabólicas desencadeandoo surgimento de outras patologias, dentre elas, Diabetes Mellitus tipo 2 comotambém doenças de âmbito cardiovascular, acredita-se que a Obesidade tenhagrande participação, pelo fato de caracterizar um acumulo de tecido adiposo naregião abdominal ocasionando assim dessa maneira a capacidade do organismo emobter resistência insulínica, o que se tornam pontos significativos na manifestaçãodesta síndrome. A obesidade é uma condição complexa com sérias dimensões sociais epsicológicas, que afeta virtualmente todas as idades e grupos socioeconômicostanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Ela pode ser definidacomo um acúmulo de gordura generalizada ou localizada que se associa a prejuízosà saúde do indivíduo. Os adultos obesos são considerados mais expostos a riscos para odesenvolvimento de comorbidades, ou seja, para o desenvolvimento de outrasdoenças crônicas. Um aumento de apenas 20% do peso corpóreo elevasignificativamente o risco de hipertensão arterial, doença coronariana, dislipidemiase Diabetes Mellitus tipo 2. A doença Diabetes Mellitus do tipo 2 possuicaracterísticas próprias de etiologia, sendo elas a resistência insulínica e adeficiência na liberação de insulina para que alcance a corrente sanguínea e facilitea entrada de glicose no interior celular, dessa maneira ocasionando umahiperglicemia, ou seja, grande acumulo de glicose no plasma. Com o aumento significativo dessas patologias, o mercado farmacêutico seencontra sempre em constante atualização, sempre buscando a melhora de vida dopaciente, seja qual for à doença. Com esse intuito houve a inserção de ummedicamento com perspectivas inovadoras, chamado liraglutida, obtendo muitaatenção por parte de pacientes portadores da Diabetes Mellitus tipo 2 e Obesidade,patogenias estas que vem se agravando devido às mudanças no estilo de vida,sedentarismo, com alimentação debilitada, relacionadas também com as
  • 16. 15modernidades que possibilitam uma vida cômoda, e levando em consideração aindaos fatores genéticos que variam de um organismo para outro. Medicamento este que foi produzido com intuito de suprir uma deficiência dopróprio organismo, pois a doença Diabetes Mellitus tipo 2 é caracterizada por nãopossuir total eficiência da insulina produzida pelo organismo, desse modo os tecidosse tornam incapazes de reconhecer esse hormônio por falhas nos seus receptoresque não permitem sua passagem para o interior das células. Pelo fato deste medicamento ocasionar a demora do esvaziamento gástrico,diminuir o ritmo das contrações intestinais, proporcionando assim um maior tempode saciedade, modificando dessa forma o modo em que a pessoa se relaciona comseu tipo de alimentação e o tempo em que se alimenta, ocasionando umaconsiderável perda de peso. Outro fármaco igualmente utilizado para as ambas as doenças e o cloridratode metformina, pertencente à classe das biguanidas, um dos medicamentos maisprescritos para Diabetes Mellitus tipo 2, onde ocasiona a diminuição dos níveisplasmáticos da insulina, auxilia na remoção das moléculas de glicose da correntesanguínea, encaminhando-os para os tecidos, além de ser utilizadaconcomitantemente como tratamento complementar da obesidade, reduzindo peso,causando efeitos anoréxicos, e o seu uso previne o risco do aparecimento daDiabetes Mellitus tipo 2. O conteúdo desse trabalho é dividido em tópicos, sendo subdivididos emseções, no primeiro tópico se dá o desenvolvimento, onde em suas seções estárelatado a etiologia do Diabetes Mellitus tipo 2, sendo a primeira seção, e a segundaseção aborda a etiologia da Obesidade. Na terceira seção será relatado o quadroclínico, como também o diagnóstico das patologias, já na seção seguinte, quartaseção, é discutido os medicamentos utilizados como pesquisas, incluindo partehistórica, definição, indicações, contra indicações, interações medicamentosas, emecanismos de ação dos medicamentos cloridrato de metformina e liraglutida. Dando continuidade, a quinta seção aborda assuntos relacionados aotratamento medicamentoso do Diabetes Mellitus tipo 2 com o cloridrato demetformina e liraglutida, também o tratamento da Obesidade com os mesmosmedicamentos. Na sexta seção observa-se as vantagens e desvantagens dosmedicamentos.
  • 17. 16 O segundo tópico é composto por duas seções, à primeira refere-se aostipos de pesquisa, e a segunda seção é referente à seleção da bibliografia. Terceirotópico é composto pelas considerações finais do grupo. O objetivo geral desse trabalho é investigar com base na literatura, autilização dos fármacos cloridrato de metformina e liraglutida no tratamento doDiabetes Mellitus tipo 2 e da Obesidade e como objetivos específicos analisar osconceitos através do histórico; o meio de obtenção dos fármacos; suas indicações;contra indicações; mecanismo de ação e interações com outros medicamentos. A escolha deste tema foi devido a grande repercussão da mídia em relação àutilização da liraglutida e o cloridrato de metformina no tratamento da Obesidade,porém estes medicamentos tem como sua indicação o tratamento de DiabetesMellitus tipo 1 e Diabetes Mellitus tipo 2. Devido a esta repercussão, pacientes vemfazendo a utilização destes medicamentos sem prescrições médica, com uso erradosem mesmo saber os problemas que podem acarretar. Nos medicamentos cloridrato de metformina e liraglutida, conforme pesquisadeste trabalho foi verificado que realmente tem uma redução de peso corporal,porém a mídia elabora reportagens abusivas, citando que são medicamentosmilagrosos para a redução de peso. Deixando evidenciadas algumas dúvidas em relação a sua utilização paraoutras finalidades.
  • 18. 171 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO1.1 ETIOLOGIA DO DIABETES MELLITUS O Diabetes Mellitus é uma patologia provocada por fatores genéticos eambientais, o fator genético se caracteriza pelo fato de a ingestão de alimentosresultarem na transformação de açúcares ao atingir nosso organismo, estes por suavez são denominados de glicose que são absorvidas para o sangue, a glicose eutilizada como energia para os tecidos, e quando se tem a Diabetes Mellitus tipo 2,que é uma doença crônica se tem dificuldades desses açucares penetrarem nointerior das células sendo assim, não produzindo energia e nem armazenando asmesmas por ser insulinorresistente, deixando de produzir o hormônio (DIABETESTIPO 2, 2012). No nosso organismo à produção de um hormônio denominado insulinaproduzida nas células beta nas Ilhotas de Langerhans localizadas no interior dopâncreas, sua função e ativar os receptores localizadas na membrana celular paraque se haja a entrada de glicose no interior celular, caso este mecanismo não ocorracorretamente, nota-se um significativo acúmulo de açúcar no plasma, originandouma hiperglicemia (O QUE É DIABETES TIPO 2, 2012). Figura 1: Regulação da concentração da glicose no sangue Fonte: SISTEMA ENDÓCRINO, 2012.
  • 19. 18 Falamos dos fatores genéticos envolvidos na Diabetes Mellitus tipo 2 , agorafalaremos um pouco mais sobre os valores ambientais que estão associados aosfatores genéticos. Os fatores mais agravantes são o consumo de alimentoshipercalóricos, e a ausência de atividades físicas, sedentarismo, idade ehereditariedade (CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O DIABETES, 2012).1.2 ETIOLOGIA DA OBESIDADE A obesidade e estimada uma doença com múltiplos fatores. As causas daobesidade estão separadas por várias condições genéticas, a falta de atividadesfísicas, idade, motivos metabólicos e endócrinos, sexo, padrões de vida dasociedade e aspectos alimentares (FERREIRA, 2006). Com todos estes fatores que ocasiona a obesidade, ela desenvolve variasdoenças tais como: hipertensão arterial, Diabetes Mellitus tipo 2, riscos de doençascardiovascular, etc. (CHARA; ZANELLA, 2007). A Concepção da obesidade pode qualificar como deposito de tecidoadiposo encontrado em todo o corpo, ocasionando por caracteres dehereditariedade anatômicos, metabólicos e razão nutricional e endócrino, aobesidade e uma enfermidade de desenvolvimento lento (SOARES; PETROSKI,2003). Nos tempos de hoje com a modernização das indústrias e do cotidiano daspessoas elas passam a fazerem menos esforços fisicos, pois tudo oque antestínhamos que executar por nos mesmos, atualmente existe tudo mais facilitado,tanto no trabalho quanto em casa, pois um simples gesto de lavar roupas, cortargrama que antes se era feito tudo manualmente e si tinha uma valor energéticobastante relativo atualmente e feito tudo mecanizado com auxílio de maquinas e quesi tem um baixo índice de gasto energético. Os componentes mais específicos dogasto energético são: efeito térmico dos alimentos, exercício físico e taxa metabólicabasal (PEREIRA; FRANCISCHI; LANCHA JR, 2003). Avanços genéticos na obesidade foram possíveis graças à descoberta dogene ob, que codifica o hormônio peptídeo leptina, este por sua vez condensa-senos tecidos adiposos que interfere diretamente na sensação de saciedade e naextensão do gasto energético, porém a falha pode estar ocorrendo no receptor ou
  • 20. 19pode haver uma redução dos efeitos da leptina no corpo pela susceptibilidade destehormônio (FERREIRA, 2006). E essencial afirmar que a causa da obesidade não e definida em único fatore sim de associações com caráter genético ou ambiental que incentive o aumento derisco para a obesidade (FERREIRA, 2006).1.3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNOSTICO DAS PATOLOGIAS1.3.1 Quadro clínico do Diabetes Mellitus tipo 2 O quadro clínico pode ser qualificado em aparecimentos mais frequentes eem extenso prazo; e mais, característicos e inespecíficos. Os sintomas de DiabetesMellitus tipo 2 alteram muito de pessoa para pessoa, podendo ser bastante discretosou bastante rigorosos (SILVA, 2012). Os sintomas mais frequentes, antigos e particulares para o DiabetesMellitus são problemas periodontais, poliúria, ou seja, urina- se muito, polidipsia,polifagia e dano involuntário do peso; seguido de outros sintomas que induzem àsuposição clínica como hiperglicemia, glicosúria, infecções cutâneas e genitaisrecidivantes, impotência sexual, alterações visuais, renais ou neurológicas; einespecíficos, como sonolência, cansaço físico e mental, dores generalizadas,abatimento, perda de peso, cãibras e sensações de adormecimento nas terminações(SILVA, 2012). Ao analisar as revelações em longo prazo, o Diabetes Mellitus podeocasionar em alterações micro e macrovasculares que induzem a disfunção, lesãoou colapso de múltiplos órgãos vitais. Em meio às complicações tardias estão aretinopatia diabética, problemas cardiovasculares, alterações circulatórias,nefropatias e problemas neurológicos. Ainda em indivíduos assintomáticos poderáacontecer hiperglicemia discreta com medida satisfatória para acarretar alteraçõesfuncionais ou morfológicas por um longo tempo antes que o check-up seja formado(SILVA, 2010). Fato não possua o domínio dos índices glicêmicos, além dos sintomasmencionados, o paciente pode evolucionar para uma cetoacidose Diabética e ComaHiperosmolar. Cerca de cinquenta por cento dos portadores de diabetes tipo 2
  • 21. 20ignoram seu diagnóstico, pois o Diabetes Mellitus se exibe de maneira silenciosa,especialmente, no início da doença. Isso é um caso preocupante, pois sem otratamento apropriado, tais indivíduos estão sujeitos a desenvolver as complicaçõestardas do Diabetes Mellitus (SILVA, 2012). Perante esta circunstância, é complacente referir que determinadosepisódios serão admitidos como portadores de Diabetes, outros exibirão alteraçãona regulação glicêmica, ou seja, tolerância à glicose diminuída ou ainda glicemia dejejum alterada, o que impõe maior risco de desenvolver diabetes. A diferenciação dograu de risco embora não está uniformizada. Para fazer jus à avaliação laboratorial edepositar um paciente assintomático sob suposição, alguns autores aconselham aapresentação de diversos dos fatores de risco. A disposição crescente é a de seutilizar um esteie de fatores de risco, parecido aos utilizados na avaliação do riscocardiovascular (MÜLLER, 2008). Figura 2: Complicações de saúde associadas à Diabetes Mellitus Fonte: WHAT IS DIABETES, 2012.1.3.2 Diagnóstico da diabetes Mellitus tipo 2 Na maioria dos pacientes, o diagnóstico ou o rastreamento do DiabetesMellitus tipo 2 é examinado por meio das manifestações clínicas, no andamento da
  • 22. 21doença, histórico familiar e dos fatores de risco, como por exemplo, o sedentarismo,tabagismo, obesidade, entre outros, além dos exames laboratoriais, realizados, quesão o de glicemia de jejum e sumário de urina (SILVA, 2012). O progresso para o Diabetes Mellitus tipo 2 acontece ao longo de umperíodo de tempo alterável, acontecendo por estágios intermediários que ganham asdenominações de glicemia de jejum transformada e tolerância à glicose diminuída,concebendo ênfases precoces de disfunção de célula beta pancreática; bem comoquadro de resistência insulínica. Na apresentação de ambos os estágios, um quadrocomposto, com máximo risco para progredimento para diabetes e doençacardiovascular (SILVA, 2012). As percepções diagnósticas sobrepostas são a verificação da glicoseplasmática de jejum de oito a doze horas e o teste de tolerância à glicose apósadministração de setenta e cinco miligramas de glicose, com verificação da glicemiaplasmática nos períodos de zero a cento e vinte minutos após a ingestão (SILVA,2012). Assim sendo, uma análise precedente e concisa acerca do Diabetes Mellitustipo II e das alterações da tolerância à glicose alude em medidas profilática eterapêutica que podem impedir o surgimento de Diabetes Mellitus tipo II nas pessoascom tolerância diminuída e retardar o começo das complicações crônicas nospacientes diagnosticados com diabetes (SILVA, 2012).1.3.3 Quadro clínico de obesidade A obesidade tem como avaliação do quadro clínico o acúmulo exagerado degordura corporal, agregada a problemas de saúde, ou seja, que ocasiona lesões àsaúde do indivíduo (MOREIRA, 2012). A mesma pode ser gerada por uma disfunção hormonal, necessitando destemodo de um acompanhamento endocrinológico, por algum distúrbio psicológico, ena maior parte das vezes por uma má alimentação seguida por carência deatividades físicas, vida sedentária (MOREIRA, 2012). A demasia de gordura corporal não gera sinais e sintomas diretos, salvoquando alcança valores extremos. Independente da rigorosidade, o paciente expõeimportantes restrições estéticas, exacerbadas pelo modelo contemporâneo de
  • 23. 22beleza, que determina um peso corporal até menor do que o admissível comonormal (MOREIRA, 2012).1.3.4 Diagnóstico da obesidade O diagnóstico da obesidade se produz pelo cálculo do IMC e pelo índiceabdômen/quadril. Os valores estão incidindo por uma revisão e mudam de acordocom a etnia, mas nas mulheres esse número não deve incidir de oitenta e oitocentímetros e, nos homens, de cento e dois. Acima disso indicam a presença deobesidade central, também chamada de abdominal ou visceral. Este armazém degordura é individualmente maléfico para o coração, pois essas células gordurosassão exatamente as primeiras a serem quebradas para sustentar o metabolismocorporal. E dessa reação sobram moléculas que originam um aumento das gordurasna corrente sanguínea (DIAGNÓSTICO DA OBESIDADE, 2012). As medidas antropométricas, devido à sua naturalidade de alcance, baixocusto e encadeamento com a gordura corporal, como a altura, o peso relativo, amassa muscular, estrutura óssea, o perímetro da cintura conexo com o perímetro dopeito, o padrão de classificação da gordura subcutânea, as dobras adiposas e osmúltiplos índices que incluem o peso e a altura são determinadas medidas quepodem relacionar-se com o risco de surgimento de confusões metabólicas e dedoenças do coração, entre outras (DIAGNÓSTICO DA OBESIDADE, 2012).1.4 MEDICAMENTOS1.4.1 Cloridrato Metformina1.4.1.1 Histórico É de grande importância à extração de princípios ativos derivados de partesanimais ou vegetais como também de fontes minerais, e ainda princípios produzidossinteticamente em laboratórios através de compostos já existentes (METFORMINA,2012a). Com base em medicamentos hipoglicemiantes orais e de origem vegetal,destaca-se a planta Galega Officinalis, a extração de seus princípios localizados naspartes aéreas da planta, veio demonstrando significativos efeitos na terapia da
  • 24. 23doença Diabetes Mellitus reduzindo seus sinais e sintomas clássicos(METFORMINA, 2012a). Figura 3: Planta Galega Officinalis Fonte: GALEGA, 2012. Os estudos realizados com os extratos da Galega Officinalis demonstraramser rica em guanidina, substância altamente tóxica que não poderia ser utilizadadiariamente como terapêutica, já em 1920 conseguiram sintetizar dois compostos,dado eles como decametilene biguanida (Sintalina A) e dodecametilene biguanida(Sintalina B), estas duas se mostraram eficientes e eficazes para o tratamento daDiabetes Mellitus e não se caracterizavam com alto nível toxico. Alguns anos apósesta descoberta, na Alemanha, foram sintetizados a dimetil-biguanida, conhecidoscomo cloridrato de metformina (GIJS, 2010). A obtenção do cloridrato de metformina é conseguida através da junção deduas moléculas de guanidina e a retirada da molécula de amônio (FILIZOLA;SOUZA JUNIOR; NASCIMENTO, 1995). Como forma de aumentar sua estabilidade houve a substituição de duasmoléculas de hidrogênio por grupos metila, dessa maneira evita-se a formação demetabolitos com potencial tóxico (HOLLENBECK et al., 1991). Todos os medicamentos são diferenciados entre si de acordo com suaclasse terapêutica, o cloridrato de metformina se inclui na classe das biguanidas(estrutura molecular demonstrada na Figura 4), classe esta dedicada ahipoglicemiantes orais utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus não insulino
  • 25. 24dependente (NIDDM), as biguanidas tem como característica clássica reduzir ahiperglicemia, evitando assim o risco de hipoglicemia, além de seus efeitosbenéficos na redução da hiperglicemia ela é muito eficiente no declínio dahipertrigliceridemia e hipercolesterolemia, ocasionando uma pequena e leve perdade peso em pacientes que sofrem com a obesidade. Um efeito muitas vezesnegativos da utilização desta classe medicamentosa é a formação de lactato,conhecido como acidose láctica (produção de lactato e consequente concentraçãono plasma acima de 5 mmol/l), este mecanismo ocorre pelo fato de as biguanidaslevarem ao metabolismo anaeróbico da glicose, resultando na formação do piruvatoem lactato, ele é rapidamente absorvido pelo fígado em pessoa sadia, caso contrariohaverá acumulo dessa substancia, ocasionando a acidose láctica perigosa, dandoinicio a múltiplas disfunções dos órgãos envolvidos (STOELTING, DIERDORF,2003). Figura 4: Esquema da estrutura molecular da molécula de biguanida Fonte: ZACARELLI, 1987. Dois pesquisadores conhecidos por nome de Slotta e Tschesche, no ano de1929, tomaram conhecimento da ação da biguanida cloridrato de metformina emdiminuir o açúcar do sangue em coelhos, mais devido aos poucos conhecimentosdesta droga estes dados ficaram esquecidos, sendo trocada pelo uso de insulina,ate que em 1950, um médico das Filipinas conhecido como Eusebio Y. Garcia, fezuso do cloridrato de metformina como terapêutica para se tratar a gripe, conforme opaciente foi fazendo uso deste medicamento, em estudos ele notou que haviaocorrida a queda de açúcar no sangue a nível fisiológico, e o mais interessante éque não havia ocorrido nenhum indicio de efeito toxico, com estudos maisaprofundados sobre este medicamente ele relatou que além de ter o poder debaixar o açúcar no sangue, o cloridrato de metformina possuía funções comobacteriostático, antiviral, antimalárico, antitérmico e analgésico, mais ate o momento
  • 26. 25não havia nada que comprovasse realmente sua utilidade em relação a essaspatologias (HISTÓRIA DA METFORMINA, 2012). Em sequencia com os muitos estudos e pesquisas realizadas sobre estaclasse medicamentosa, no ano de 1957, Jean Sterne, realizou pesquisas sobre aatividade anti-hiperglicemiante de um alcaloide isolado da planta Galega Officinalis,que é um dos compostos presentes na estrutura química do cloridrato demetformina, e também constatou diminuição de açúcar no sangue, foi quando nomesmo ano Sterne foi o primeiro a realizar testes, utilizando o cloridrato demetformina em seres humanos, dando ao medicamento o nome de Glucophage, quetem como sinônimo “comedor de glicose”, os resultados obtidos foram publicados nomesmo ano de 1957 (HISTÓRIA DA METFORMINA, 2012).1.4.1.2 Definição O cloridrato de metformina é uma droga anti-hiperglicemiante, nãohipoglicemiante, que se encontra inserida na classe das biguanidas, atualmente vemsendo o medicamento mais utilizado seja em monoterapia ou em associação comdiferentes hipoglicemiantes para o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2(insulinoindependente), tem grande número de prescrição principalmente paradiabéticos com sobrepeso ou já em estado grave de obesidade, devido suacaracterística em não ocasionar acumulo de gordura e sim facilitar a perca de peso,mesmo que discretamente, sua utilização deve ser cautelosa em pacientes comhistórico de disfunções renais, devido sua facilidade de formação de lactato, gerandoa acidose láctica, pode-se observar sua estrutura molecular na figura 5 (BRASIL,2012a ; METFORMINA; 2012a). Figura 5: Estrutura molecular do cloridrato de metformina. Fonte: Farmacopéia Brasileira, 2010.
  • 27. 26 Medicamento este constantemente presente na lista de MedicamentosEssenciais da Organização Mundial de Saúde, e no Brasil é também encontrada noprograma Farmácia Popular do Ministério da Saúde, por ser uma droga que possuipoucos efeitos indesejáveis, auxilia no reduzimento de lipoproteínas de baixadensidade (LDL), e por ser muitas vezes classificada como normoglicemiante, ouseja, não causa hipoglicemia. O cloridrato de metformina é totalmente associada aDiabetes Mellitus tipo 2, essencialmente em pessoas com resistência a insulina,amplamente utilizada por reduzir as complicações do diabetes prevenindo futurosproblemas cardiovasculares, sendo o medicamento de escolha em relação ao risco- beneficio para o paciente por ser mais eficaz, até mesmo do que os medicamentosproduzidos atualmente (BRASIL, 2012c; METFORMINA, 2012a; METFORMINA,2012b).1.4.1.3 Fatores fisiológicos que predispõem a utilização do cloridrato metformina O desenvolvimento de algumas patologias esta correlacionado a algunstipos de síndromes que se manifestam no organismo, atualmente a síndromemetabólica vem sendo estudada com mais especificidade devido sua capacidade dealterações fisiológicas capazes de proporcionar o surgimento do Diabetes Mellitustipo 2, como também doenças de âmbito cardiovascular, a causa desse surgimentonão se tem apenas um responsável, acredita-se que o acumulo de tecido adiposo naregião abdominal e a capacidade do organismo em obter resistência insulínica sãopontos significativos na manifestação desta síndrome (METFORMINA, 2012b;PENALVA, 2008). Esta síndrome tem como funcionalidade aumentar a capacidade no tecidoadiposo de produção de angiotensiogênio, ao mesmo tempo em que promove aativação do sistema nervoso simpático ocasionando a reabsorção de moléculas desódio através da insulina, aumentando assim consideravelmente odesencadeamento de hipertensão arterial no indivíduo cuja síndrome estáimplantada. A mesma deve ser tratada com medicamentos cuja função seja deativação da insulina, ou seja, diminuir em considerável proporção a resistênciainsulínica, deste modo proporcionando o equilíbrio a nível fisiológico da glicemiasanguínea, e também conferir beneficio reduzindo a pressão exercida nos vasossanguíneos, ou seja, pressão arterial (FERREIRA et al., 2009).
  • 28. 27 A obesidade caracteriza-se pelo aumento significativo de massa corporal,amplamente associada à vida sedentária, falta de exercícios físicos, e péssimoshábitos alimentares, desse modo com o acréscimo de tecido adiposo o organismo setorna resistente à insulina dando origem á outras patologias entre elas o surgimentoda hipertensão arterial (FARIA et al., 2002). De acordo com a sociedade brasileira de hipertensão, calcula-se que 30milhões de pessoas sejam portadores desta doença, individualizada por havergrande pressão sanguínea nos vasos, associada às modificações metabólicas,hormônios e musculaturas vasculares (HIPERTENSÃO ARTERIAL, 2012). Esta adjunta com o aumento da resistência insulínica e a hiperinsulinemia,portanto a utilização do cloridrato de metformina para os dois tipos de patologiacitados (obesidade, hipertensão arterial), teria a capacidade de diminuir estaresistência, aumentar sua atividade, reduzindo ate que significativamente a pressãoexercida nos vasos sanguíneos e colaborando com uma significativa perda degordura visceral (FELLIPE JUNIOR, 2005; FERREIRA et al., 2009). A doença Diabetes Mellitus tipo 2 é caracterizada por acometer em maiorfreqüência pessoas adultas e com índice de obesidade, neste tipo de patologia hápresença de insulina no sangue, ou seja, o pâncreas tem sua função normal deprodução deste hormônio, mais devido a elevada quantidade de tecido adiposo ainsulina de torna ineficaz, caracterizando a resistência insulínica no organismo, ondea mesma não consegue ativar os receptores específicos facilitando a entrada deglicose para o interior celular, deste modo a glicose se encontra acumulada na parteextracelular, fica circulante no sangue, ocasionando a hiperglicemia, denominaçãodada pelo aumento a níveis fisiológicos de glicose no sangue (DIABETES TIPO 2,2012). Em alguns casos apenas com uma normalização da alimentação, e com aprática regular de exercícios físicos, a glicemia se mantém controlada, casocontrario, se mesmo com a mudança de hábitos alimentares e exercícios o pacientenão consegue conservar sua glicemia nem seu peso adequados, o cloridrato demetformina é então prescrita como adjuvante, seja em monoterapia ou emassociações com demais antidiabeticos orais (METFORMINA: TUDO SOBREMETFORMINA, 2012). O Diabetes Mellitus do tipo 1 é comumente diagnosticada em pacientesinfanto-juvenil, e ao contrario do tipo 2, esses pacientes são considerados
  • 29. 28insulinodependentes, ou seja, se faz necessário a utilização de insulina através deaplicações diárias em doses controladas, essa doença é caracterizada pordisfunções no pâncreas, onde suas células sofrem de destruição autoimune,prejudicando em grande parte na produção de insulina deixando que seus níveisfisiológicos estejam muito baixos, por este fato se faz necessário a aplicação dessehormônio com a intenção de repor seus níveis no organismo, nesse caso o cloridratode metformina também pode ser indicada para ser utilizada em associação áinsulina, permitindo que haja redução nas doses utilizadas de insulina e contribuindopara que se tenha melhor equilíbrio dos níveis glicêmicos no sangue,complementando o tratamento de insulinoterapia (BRASIL, 2012b; DIABETES TIPO1, 2012). Atualmente 5 a 10% da população feminina sofrem com uma patologiadenominada Síndrome dos Ovários Policísticos, caracterizada por disfunção noperíodo menstrual e ao mesmo tempo pelo hiperandrogenismo e anovulaçaocrônica, onde no hiperandrogenismo se acentua a presença de acnes, seborréia, e aanovulaçao crônica é a falta de óvulos férteis nas fases menstruais, essa doença écapaz de causar ao organismo a resistência insulínica, originando a hiperinsulinemiaonde a mesma realiza a estimulação de hormônios andrógenos através dos ovários,o aumento de andrógenos se torna responsável pelo aparecimento de pequenoscistos, por ser uma doença que tem como foco proporcionar ao organismo que eleseja resistente a ação da insulina, o cloridrato de metformina que tem ação jáconhecida como ativadora de insulina, vem sendo a biguanida utilizada para otratamento desta patologia, onde sua finalidade terapêutica esta adjunta a reduçãode insulina periférica (BAILEY, 1992) e o aumento nos receptores carreadores destehormônio (BAILEY, 1993; JUNQUEIRA; FONSECA; ALDRIGHI, 2003; LEGRO;CASTRACANE; KAUFFMAN, 2004).1.4.1.4 Mudanças orgânicas que restringem a utilização do cloridrato de metformina Os rins são órgãos responsáveis por varias atividades em um organismo,dentre eles realiza o controle da pressão arterial, de suma importância quandorelacionado a índices pressóricos, mantém constante sua atividade eritropoiética, ouseja, produção de células vermelhas no sangue desempenha a excreção desubstancias tóxica ao organismo, principalmente os nitrogenados e muitos
  • 30. 29medicamentos, seu fundamental encargo é manter o equilíbrio entre substanciasacidas e básicas presentes no organismo (FORTINI, 2012). Insuficiência renal é o nome atribuído á uma patologia que se caracterizecom qualquer tipo de disfunção no desempenho orgânico normal dos rins induzindosua mortalidade com o passar do tempo, seja de particularidade aguda ou atemesmo crônica (PECOITS FILHO, 2004). Quando não devidamente diagnosticada e tratada, ocorre agravamento deseu quadro clínico, perdendo a capacidade na manutenção de acido-base,originando uma acidemia (aumento de [H+]), devido sua retenção, acarretandoacidose (FORTINI, 2012). A acidose láctica como é conhecida pelo aumento de acidemia devido aelevada concentração de lactato nos rins, originada geralmente em pacientes comhistórico de insuficiência renal, tem como causas dois fatores consideravelmenteimportantes, a falta de oxigenação necessária, metabolização de lactato na ausênciada hipoxia, sendo fator ocasionado por acumulo de substancias medicamentosodevido a inadequada excreção das mesmas (MACIAS-ROBLES et al., 2011). Essa acidemia traz consigo alguns efeitos nos quais se deve ter muitocuidado e precaução, quando já se encontra em pH 7,1, predispõem que o pacientesofra com arritmia, diminua o transporte de oxigênio através das hemoglobinasdevido enfraquecer sua afinidade, promove vasodilatação em artérias evasoconstrição no sistema venoso, alem de proporcionar inúmeras modificações emsistemas eletrolíticos, hormonais, e também metabólicos, devido a esses e algunsmais efeitos, o índice de morbidade e mortalidade tem aumento quando poracidemia (ANDRADE; IHARA; TROSTER, 2007). Caso o paciente tenha necessidade em realizar algum tipo de exame porradiocontraste com a utilização de compostos iodados, antecedentemente a esteexame, o cloridrato de metformina tem que ser retirada de uso com tempo suficientepara o organismo poder excreta-la por completo, se esse procedimento não forrealizado ocorre o risco, que por sinal grande de se lesionar os rins esubsequentemente ocasionar a acidose láctica em regiões coronarianas, após oexame, o paciente pode normalmente retornar sua utilização (SERRANO JUNIOR;HEINISCH; NICOLAU, 2012). Quando o paciente possui Diabetes Mellitus do tipo 2, ao mesmo tempo quepossui alguma disfunção renal, alguns nos quais citados acima, não se deve fazer
  • 31. 30uso do cloridrato de metformina mesmo que seja como tratamento da doença,especialmente em casos de exames onde a creatinina esteja constando valoresabaixo da referencia, valores de creatinina são utilizados em exames para seconstar a situação da filtração glomerular, com intuito de verificar se o rim estafiltrando adequadamente as substancias do plasma sanguíneo, caso esse resultadoobtido for relativamente baixo, significa que o rim se encontra incapaz de realizar afiltração e consequentemente haverá acumulação do cloridrato de metforminaoriginando o aparecimento de grande quantidade de lactato (MARCHENA et al.,2008; PECOITS FILHO, 2004). Insuficiência hepática é caracterizada pela perca das funções orgânicas dofígado, proporcionado por alguns tipos de distúrbios, seja hepatites, cirrose, atemesmo por fazer muita utilização medicamentosa acarretando a hepatopatiamedicamentosa. O fígado é responsável por metabolismo de colesterol,consequentemente com a diminuição de suas atividades origina a diminuição dosníveis de colesterol a nível plasmático (GODOY et al., 2011). Através de exames laboratoriais utilizando sangue, se podem ter noção decomo se encaminha sua funcionalidade, por meio das transaminases, são enzimasque se encontram dentro das células hepáticas, caso o órgão esteja passando poralguma disfunção, essas enzimas deixaram as células e ganharam a correntesanguínea, constando assim de maneira significativa em exames denominadosTGP, TGO. Fatores que possibilitam este aumento é a necrose hepática (mortecelular), e também por intoxicação medicamentosa (GRUPO OTIMISMO DE APOIOA PORTADORES DE HEPATITE C, 2012). Deste modo o uso do cloridrato de metformina em pacientes constandovalores de transaminases de 2 a 3 vezes maiores que os valores referenciais nãoesta indicado com total segurança terapêutica (ARAÚJO; BRITTO; PORTO DACRUZ, 2000).1.4.1.5 Medicamentos cuja utilização exerce interações com o cloridrato demetformina Medicamentos conhecidos como inibidores de ECA realizam a diminuição daglicemia sanguínea exigindo dessa maneira o reajuste posológico do cloridrato demetformina, os corticosteroides, tiazidicos, contraceptivos orais, hormônios
  • 32. 31tireoidianos, acido nicotínico e bloqueadores de canal de cálcio, possuem acapacidade de modificar a evolução do diabetes fazendo-se necessário o ajusteterapêutico do cloridrato de metformina, alguns diuréticos principalmente os de alçaconseguem ocasionar falência renal, o que colabora com o aumento daconcentração do cloridrato de metformina. Quando é associada com insulina ou comoutros hipoglicemiantes, por exemplo, da classe das sulfonilureias, comumenterealizado em Diabetes Mellitus do tipo 1, nota-se a potencializarão do efeitohipoglicemiante, essa associação deve ser feita com cautela (BRASIL, 2012a;METFORMINA, 2012b). Ao se fazer uso do cloridrato de metformina e cimetidinaconcomitantemente, corre-se o risco de haver diminuição do clearance do cloridratode metformina, ou seja, redução da depuração renal, resultando na diminuição detempo para o medicamento ser eliminado do organismo, dessa maneira nãorealizando os efeitos desejados, quando utilizada com anticoagulantes cumarínicos,proporciona elevado nível na excreção dos mesmos. Também se mostra capaz dedificultar a absorção de alguns fármacos, especialmente da vitamina B12(METFORMINA, 2012b).1.4.1.6 Mecanismo de ação Basicamente o cloridrato de metformina consegue sua ação hipoglicemianteatravés da ativação dos receptores de insulina nas partes periféricas do organismo,ao mesmo tempo em que reduz a produção hepática de glicose (LERARIO, 2012). A queda da glicose sanguínea ocorre devido ações hepáticas e muscularespor demonstrarem efeito sensibilizador de insulina. No hepatócito, célula localizadano fígado, ela inibi a gliconeogênese (formação de açúcar) e glicogenólise(transformação de glicogênio em glicose), ao mesmo tempo em que estimula aglicogênese (síntese do glicogênio) nos tecidos periféricos, com grande aumento naabsorção de glicose pelos músculos esqueléticos, o que indicara significativadiminuição na glicemia plasmática, ao mesmo tempo em que não ocasionahipoglicemia, nem mesmo em altas doses (SANTOMAURO JUNIOR et al., 2008). Apresenta certa importância na alteração de níveis lipídicos, reduzindo ostriglicérides no plasma e também os ácidos graxos livres, resultante da restrição dalipólise. Melhorando, além disso, a parte endotelial, com expressiva redução da
  • 33. 32pressão arterial, contribuindo com a perca de peso do paciente pelo fato de possuiralgumas propriedades anorexígenas, o cloridrato de metformina alcança seus efeitospor meio da ativação de AMP e consequente acionamento de uma enzimadenominada AMPK, conforme mostrado na figura a seguir (SANTOMAURO JUNIORet al., 2008). Figura 6 – Modelo do mecanismo de ação do cloridrato de metformina referente ao Metabolismo dos lipídios e glicose. Metformina Ativação e Fosforilação AMP AMP AMP ↑transporte de ↓atividade AcetilCoA ↓Expressão SREBP-1 glicose no músculo carboxilase ↓Atividade SREBP-1 ↓genes lipogênicos FAZ, L-PK, S14 ↓hepática FA, síntese ↓produção da glicose VLDL hepática (↑oxidação hepática FA) ↓esteatose hepática ↑ sensibilidade a insulina no fígado ↓glicose no plasma ↓ triglicérides no plasmaFonte: ZHOU et al., 2001. AMPK é uma enzima que tem por finalidade a catalisação e formação deAMP a partir de adenina e fosforribosilpirofosfato, agindo também realizando a
  • 34. 33reciclagem de adenina nos ácidos nucléicos. É uma enzima responsável por muitoseventos intracelulares como resposta a mudanças energéticas, sua função é aregularização do equilíbrio energético, ou seja, pequenas diferenciaçõesrelacionadas aos níveis de AMP colaboram com um significativo aumento naatividade da AMPK, podendo ser principalmente uma situação de estresse, tanto deforma que estimule a produção de ATP como aumentar seu consumo. Logo queativada, visa o metabolismo da glicose e dos lipídios, operando em diversos órgãosseja o fígado, músculo esquelético, coração, tecido adiposo e pâncreas(SANTOMAURO JUNIOR et al., 2008). Sua atuação no fígado é realizando a diminuição da síntese de lipídios egerando maior queima de gordura, notadamente inibindo a produção de glicose. Jána musculatura esquelética, proporciona maior absorção de glicose, mantendoassim o equilíbrio da glicemia sanguínea, além disso, contribui com o transporte damesma através do GLUT4 aumentando a sensibilidade á insulina. Atua também naregião do hipotálamo mantendo equilíbrio entre fome e saciedade (SANTOMAUROJUNIOR et al., 2008). Para que o cloridrato de metformina exerça redução do perfil lipídico énecessário que haja ativação desta enzima, procedendo em positivo aumento daoxidação de ácidos graxos pelos hepatócitos, gerando recaída na esteatosehepática e melhorando no fígado a sensibilidade insulínica (SANTOMAURO JUNIORet al., 2008).1.4.2 Caracterização do fármaco liraglutida1.4.2.1 Histórico A liraglutida se trata de um fármaco novo que se da por uma molécula de altacomplexidade, e um medicamento utilizado como anti diabético de uso subcutânea ,e análogo do hormônio GPL-1 que produzido no nosso organismo, administrada empacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (CAFFATARATTI; REAL, 2012). Foi sintetizado pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, estemedicamento foi distribuído pela primeira vez nos Estados Unidos e na Europa em2009 e 2010, mas no Brasil só foi comercializado em março de 2010 (BRASIL,2011b).
  • 35. 34 O hormônio natural GLP-1 e constituído de 30 aminoácidos, o que olaboratório Dinamarquês fez foi transformar um aminoácido em outro se tirou aarginina e depositou a lisina no lugar, colocando também um grupamento de cadeiagraxa de 16 átomos na disposição do peptídeo 16, devido uma ponte composta porglutamato (NOTHENBERG, 2009). O aumento da lipofilicidade atribuída pelo alargamento da cadeia facilita maisagregação da molécula com a albumina, tecidos e a circulação proporcionando aampliação da terapêutica do medicamento, pelo desempenho da liberação pelaproteína plasmática e pela sua eliminação mais branda (NOTHENBERG, 2009). Figura 7: Estrutura da liraglutida Fonte: NOTHENBERG, 2009.1.4.2.2 Mecanismo de ação A liraglutida e um hormônio sintetizado em laboratório, de um hormônio jáexistente no nosso organismo, chamado GLP-1 (glucagon-like peptídeo). O GLP-1 eproduzido no ílio, porção final do intestino delgado pela célula L, portanto só começaa fazer o seu efeito quando o alimento atinge este parte do intestino delgado (GLP-1,2012). O hormônio GLP-1tem ações em vários locais, na secreção da insulina,fazendo com que este hormônio se acople com os receptores nas células betas e seativam, a concentração do cAMP e PKA se eleva. A elevação da glicose nas célulasfaz com que tenha uma significativa elevação na ATP com isso os canais de cálciose fecham, Com este fechamento ocorre uma despolarização da membrana,
  • 36. 35fazendo com que as vesículas de insulina exerçam sua ação no organismo (GLP-1,2012). Portanto ao estimular a ação da insulina o hormônio GPL-1 ela abaixa aconcentração de glicose no sangue e expande a produção da insulina, por isso comconcentração sintetizadas deste hormônio e utilizado para o tratamento da DiabetesMellitus tipo 2 (GLP-1, 2012). Outra ação deste hormônio e a sua atuação no SNC aumentando asensação de saciedade e diminuindo a fome, age também no trato digestivo,fazendo com que se tenha uma mobilidade intestinal (ajuda maior sensação desaciedade), e a esvaziamento gástrico, o hormônio GLP-1 faz esta ação por poucotempo apenas três minutos (VICTOZA: REMÉDIO PODE SER NOVOEMAGRECEDOR DA MODA, 2012; BRASIL, 2011b). Figura 8: Mecanismo do GLP-1 Natural Fonte: VICTOZA: REMÉDIO PODE SER NOVO EMAGRECEDOR DA MODA, 2012. O hormônio GLP-1 precisa que o alimento chegue ao intestino para quefaça efeito esperado, enquanto o fármaco liraglutida possui características maisrelevantes considerando sua farmacocinética e suas farmacodinâmicas que sãoadequadamente elaboradas para que sua administração em humanos seja suficiente
  • 37. 36apenas uma única vez ao dia, pois o hormônio natural precisa que o alimentochegue ao intestino delgado para que faça efeito, já a liraglutida não necessita destemecanismo, pois quando administrada ela já começa com ação semelhante aohormônio natural. Logo após o medicamento ser administrado, de forma subcutânea,ação de maneira demorada e relacionada a três tipos de mecanismos: primeiro e aautossociacao, que determina que ocorra absorção de maneira lenta, tambémocorre ligação com albumina e conferindo grande estabilidade enzimáticarelacionada as enzimas dipeptidilptidase IV (DPPIV) e endopeptidase neutro (NEP) oque confere maior meia vida plasmática (LIRAGLUTIDA, 2011b). Figura 9: Mecanismo de ação liraglutida
  • 38. 37 Fonte: VICTOZA VOLTA A SER COMERCIALIZADO, 2012. O mecanismo de ação da liraglutida e intercedida através de influenciaexclusiva com receptores de GLP-1, induzindo ao aumento no monofosfato deadenosina cíclico (AMPc).Este medicamento instiga a secreção da insulina demaneira dependente de glicose e alivia a função das células beta. Ao mesmo tempo,a liraglutida restringe a secreção inconvenientemente alta de glucagon também demaneira glicose-dependente. O mecanismo de diminuição da glicose sanguíneaainda abrange uma baixa redução do esvaziamento gástrico (LIRAGLUTIDA,2011b).1.4.2.3 Indicação
  • 39. 38 A liraglutida e utilizada como adjuvante para o tratamento de Diabetes Mellitustipo 2, para que não se tenha elevação da glicemia nestes pacientes , eadministrada juntamente com outros antidiabéticos orais tais como: cloridrato demetformina, sulfonilureias ou uma tiazollidinediona, e administrada uma vez ao diadenominada como monoterapia ou como tratamento combinado com estes outrosfármacos (BRASIL, 2011b). Este fármaco tem o seu tempo de meia vida longo de aproximadamente 13horas, e sua absorção e lenta, por isso o paciente tem mais comodidade aotratamento, pois há sua administração e uma vez ao dia, diferentes de outrosfármacos (LIRAGLUTIDA, 2011b). A liraglutida por ser associadas a outros fármacos como, por exemplo, ocloridrato de metformina para o melhor controle glicêmico e a sulfonilureias utilizadascomo monoterapias pra controle insuficiente da glicemia (LIRAGLUTIDA, 2011b). Este medicamento foi constatado que auxilia a diminuição da pressãoarterial sistólica e provocado antes que se tenha alguma redução de peso(LIRAGLUTIDA, 2011b).1.4.2.4 Métodos de administração A administração de liraglutida se faz uma vez ao dia, e aconselhável que seadministre todos os dias no mesmo horário independente se for perto das refeições,e uma fármaco injetável de aplicação subcutânea nas seguintes partes do corpo:coxa, parte superior do braço e no abdômen. E proibido a administração por viaintramuscular ou intravenosa (LIRAGLUTIDA, 2011b). Para que a liraglutida seja utilizada não pode estar congelada e a suaaparência tem que ser necessariamente límpida e incolor. De acordo com as exigências deve-se ter atenção para que se descarte asagulhas de aplicação toda vez que se administrar uma dose, pois cada aplicaçãodeve-se ter uma agulha para que não haja contaminação ou vazamento para quenão corra o risco de que a dose esteja errada (LIRAGLUTIDA, 2011b). O aparelho de aplicação da liraglutida vem com 18mg do fármaco, as dosesalteram com a necessidade do paciente, começando com 0,6mg mais se a dose nãosurtir efeito necessário dentro de uma semana, deve se ajustar a dose para 1,2mg
  • 40. 39nesta dosagem a maioria dos pacientes não se tem necessidade de se ajustar parauma outra dose, mesmo porque a dosagem de 1,8mg não e aconselhável a suautilização mais se for de necessidade do paciente deve ter muita cautela (BULAVICTOZA, 2012; LIRAGLUTIDA, 2012b). Figura 10: Sistema de aplicação da liraglutida Fonte: BULA VICTOZA, 2012.1.4.2.5 Interações medicamentosas A liraglutida apresentou percentual de interações medicamentosas menorcom fármacos que tenham em sua composição substancias relacionada ao citocromo P450 e que são ligadas as proteínas plasmáticas. Com a ação da liraglutida no esvaziamento gástrico faz com que contribuirna absorção de fármacos administrados associado por via oral. Com relação afatores que prejudique a absorção da liraglutida, foi relatada a diarreia aguda, comisso a eliminação do fármaco seria mais rápida prejudicando a absorção(LIRAGLUTIDA, 2011b). Quando a liraglutida e utilizada concomitantemente com o paracetamol,atorvastatina, griseofulvina, digoxina, lisinopril e contraceptivos orais, não ediagnosticado interações significativa de ambas as partes, porem há diminuiçãorelacionando ao seu tempo máximo (tmax) de permanência desses fármacos noorganismo como também sua concentração máxima (cmax), mesmo com essas
  • 41. 40alterações, não se há diagnostico de efeitos malefício, nem diminuição da eficáciade nenhum fármaco citado (LIRAGLUTIDA, 2011b).1.4.2.6 Questões relacionadas com a segurança Os efeitos adversos mais corriqueiros observados foram náuseas, vômitos,diarreias, dor abdominal, dispepsia, prisão de ventre, doenças gastro intestinais,dores de cabeça, tontura, dores nas costas e hipertensão (LIRAGLUTIDA, 2012). Pancreatite: A utilização de hormônios com características parecidas aoGLP-1 esta correlacionado com o surgimento de pancreatite, foi relatado empacientes à pancreatite aguda e hemorragias necrotizantes (LIRAGLUTIDA, 2012a);(LIRAGLUTIDA, 2011b). Tireoide: A utilização de liraglutida em pacientes que já tem a tireoide e queeleva o bócio, neoplasmas tireoidianas e aumento calcitonina sanguínea(LIRAGLUTIDA, 2011b). Hipoglicemia: Os pacientes que utiliza a liraglutida em associação com assulfonilureias pode ocasionar grande elevação de açúcar no sangue, fazendo comque o paciente tenha uma hipoglicemia, o paciente que tiver uma hipoglicemia não eaconselhado a dirigir e nem operar qualquer outro tipo de maquinas (LIRAGLUTIDA,2011b). Imunogenicidade: Por agentes característicos imogenicos dos fármacos quecontem peptídeos ou proteínas, os pacientes aumentaram o desenvolvimento deanticorpos anti-liraglutida depois da terapêutica empregada. Com relação aos anticorpos aumentados, não quer dizer que se prejudique aeficiência do fármaco, pode ser devido a contaminações como resultadossecundários muito comuns, injeções urinaria, nasofaringite, sinusite (LIRAGLUTIDA,2011b). Renal: O fármaco liraglutida não e aconselhável a sua utilização parapacientes com incapacidade renal aguda e crônica, pois poderá agravar o seuquadro clínico (LIRAGLUTIDA, 2011).
  • 42. 41 Figura 11: Reações adversas da liraglutida Reação Adversa Incidência SNC Cefaléias 9% Tonturas 6% Gastrintestinais Náusea 28% Diarréia 17% Vômitos 11% Constipação 10% Respiratórios Infecção do trato respiratório superior 10% Sinusite 6% Nasofaringite 5% Diversos Influenza 7% Infecções do trato urinário 6% Dor nas costas 5% Hipertensão 3% Testes laboratoriais Bilirrubina elevada 4% Fonte: LIRAGLUTIDA, 2011b.1.4.2.7 Farmacocinética A liraglutida tem o seu tempo de permanência de 24 h, atuando no controleglicêmico, na glicemia em jejum fazendo com que ela diminui e em pacientes comDiabetes Mellitus tipo 2, atuando na pós- prandial (LIRAGLUTIDA, 2011b). A liraglutida contribui para um alargamento na secreção de insulinasemelhante ao aumento das concentrações de glicose. Utilizando uma infusão de
  • 43. 42glicose escalonada gradual, a taxa de secreção de insulina aumentou após umaexclusiva dose de liraglutida tanto em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 quandoem pacientes saudáveis (LIRAGLUTIDA, 2011b). Absorção: O absorvimento da liraglutida depois de ser administrada alcançao tempo Maximo de 8-12 h no organismo, este fármaco tem ação lenta. Distribuição: Com a administração da liraglutida ela atinge uma distribuiçãode 11 a 17 litros, por via subcutânea, enquanto se fosse administrada por viaintravenosa teria uma distribuição de apenas 0,07 L/kg. A liraglutida tem uma vastaligação a proteínas plasmáticas (LIRAGLUTIDA, 2011b). Metabolismo: O metabolismo da liraglutida e endógena de forma análogaas proteínas maiores, mais não tem um órgão especifico de eliminação(LIRAGLUTIDA, 2011b). Eliminação: A liraglutida e excretada pela urina e nas fezes tem umadepuração plasmática de aproximadamente de 1,2 L/h, o seu tempo de meia-vida ede 13 h no organismo (LIRAGLUTIDA, 2011b).1.5. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO1.5.1 Tratamento do diabetes Mellitus tipo 2 O uso de medicações está sendo indicado para o tratamento da DiabetesMellitus tipo 2, quando a dieta e o aumento da atividade física não estiverem sendosuficientes para um bom resultado, ou seja, não está havendo controle glicêmico(ARAÚJO; BRITTO; PORTO DA CRUZ, 2000). O tratamento da Diabetes Mellitus com o cloridrato de metformina já é antigo.Recentemente é que foram lançados novos medicamentos, como a liraglutida, quetem um novo mecanismo de ação (ALFONSO; ARIZA, 2008)1.5.1.1 Cloridrato de Metformina O cloridrato de metformina é um medicamento da classe das biguanidas,sendo esta a classe mais utilizada para o tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2, por
  • 44. 43ser uma classe que apresenta menor número de efeitos colaterais (ARAÚJO;BRITTO; PORTO DA CRUZ, 2000). Tem como mecanismo de ação a inibição da gliconeogênese hepática, que édecorrente da redução da resistência à insulina no fígado, onde reduzprincipalmente a glicemia de jejum. Por estimular uma captação de glicose nostecidos periféricos, esta medicação não eleva os níveis séricos de insulina e não seassocia à hipoglicemia (WEINERT; CHEUICHE; SILVEIRO, 2011). Estudos mostram que o controle glicêmico feito pelo uso do cloridrato demetformina reduz os riscos de doenças cardiovasculares e também a mortalidadeque esta relacionada com a DM (Diabetes Mellitus). O cloridrato de metformina éencontrado em forma de comprimidos de 500mg a 800mg, e deve ser administradaapós as refeições para que assim se reduza os efeitos gastrointestinais. Seus efeitoscolaterais consistem em diarreias, gosto metálico na boca e náuseas (ARAÚJO;BRITTO; PORTO DA CRUZ, 2000). Há relatos, de que o cloridrato de metformina pode causar uma deficiência deabsorção da vitamina B12 (WEINERT; CHEUICHE; SILVEIRO, 2011). Quanto aos efeitos antagônicos graves, a acidose lática é um episódio raro esucede quase excepcionalmente em pacientes de risco, tais como portadores deinsuficiência renal grave, insuficiência cardíaca congestiva descompensada einsuficiência hepática e pulmonar (ARAÚJO; BRITTO; PORTO DA CRUZ, 2000).1.5.1.2 Liraglutida Os glucagon-like peptídeo 1 (GLP-1) é um dos peptídeos que se encontramno intestino, que tem como função aumentar a secreção de insulina em resposta áingestão de nutrientes (ALFONSO; ARIZA, 2008). O GLP-1 faz o estimulo da secreção de insulina, retarda o esvaziamentogástrico e reduz o apetite, e seu principal efeito ocorre na glicemia pós-prandial(WEINERT; CHEUICHE; SILVEIRO, 2011). Estas suas ações são produzidas quando ligado a sua proteína G do receptoracoplado (GLP-1R), que está localizado em vários tecidos (ALFONSO; ARIZA,2008).
  • 45. 44 Contudo, a meia-vida do GLP-1 é muito curta, chega a ser menor do que 3minutos devido ser deteriorado pela enzima dipeptidilpeptidase 4 (DPP-IV)(ENTENDENDO A LIRAGLUTIDA, 2012). A liraglutida é um análogo de GLP-1, e é resistente à inativação pela DPP-IV(ALFONSO; ARIZA, 2008). A liraglutida é usada para o tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2. Temmecanismo de ação parecido ao GLP-1, porém com máxima potência e maior tempode meia vida (ENTENDENDO A LIRAGLUTIDA, 2012). Apresenta meia-vida de aproximadamente 13 horas (FARIA et al., 2010). Esta medicação tem como vantagem a sua posologia, que é de apenas umaaplicação ao dia (WEINERT; CHEUICHE; SILVEIRO, 2011). Tem como efeito adverso casos intestinais, como diarreias e náuseas(ALFONSO; ARIZA, 2008). Um enorme benefício do seu uso é o desempenho glicose-dependente, ouseja, ele age exclusivamente quando os níveis de glicose no sangue ficam acima dohabitual (ENTENDENDO A LIRAGLUTIDA, 2012).1.5.2 Tratamento da obesidade com medicamentos Ultimamente, o tratamento farmacológico para obesidade tem passado poruma grande transformação, onde ocorre o surgimento de várias novas drogas comdiferentes mecanismos de ação (FARIA et al., 2010). A obesidade também aumenta o risco de incidência da Diabetes Mellitus tipo2 (FUJISHIMA, 2012).1.5.2.1 Cloridrato de Metformina O cloridrato de metformina se tornou uma novidade no arsenalmedicamentoso contra a obesidade. É um medicamento que promove tanto a perdade peso quanto a redução da gordura visceral (BUCHALLA, 2006). Ela é comumente utilizada como um tratamento primário ou adjuvante emobesos. Porém ainda não ficou evidente o real efeito desta droga que faça com queo peso corporal seja reduzido. Não se sabe ao certo, se esta ação esta associada
  • 46. 45com alterações na composição corporal ou a sensibilidade à insulina (BUCHALLA,2006). A perda de peso proporcionada pelo cloridrato de metformina varia de 5% a7% do peso inicial, e a redução da circunferência abdominal pode chegar a 3centímetros. Por mais que o cloridrato de metformina não apresente efeitosadversos tão severos, ainda é necessário verificar sua segurança em pacientes quenão tem diabetes. De acordo com os endocrinologistas a insulina é um dos fatoresmais importantes para o desenvolvimento da obesidade (BUCHALLA, 2006). Foi observado que a adição do cloridrato de metformina, juntamente comdieta e exercícios físicos, resulta em uma melhoria significativa do IMC (Índice demassa corporal) (WILSON, 2010).1.5.2.2 Liraglutida A liraglutida tem propriedades farmacêuticas como antidiabético eanorexiante. É um composto que facilita o controle do peso corporal, sendo entãoútil no tratamento da obesidade (HALPERN; MANCINI, 2006). Além de ser uma agente promissora no tratamento de Diabetes Mellitus tipo2, a liraglutida também é considerada como um ótimo tratamento para a obesidade(FUJISHIMA, 2012). Analisando a potencialidade da medicação como adjuvante no tratamento daobesidade, mesmo em pacientes não diabéticos, ampliou-se o número de análisespara avaliar a eficácia, garantia e tolerância da liraglutida na terapêutica depacientes obesos não diabéticos. A perda de peso que ocorre com o uso daliraglutida está provavelmente relacionada a uma combinação de efeitos no tratogastrointestinal (TGI) e no cérebro. O GLP-1 quando ativo inibe o apetite, tanto empessoas normais quanto em obesos, além de retardar o esvaziamento gástrico(FARIA et al., 2010). Em estudos realizados, a liraglutida utilizada em longo prazo, reduziusignificativamente o peso corporal e a adiposidade visceral de gordura, tanto de umaforma direta quanto indiretamente. Além de tudo, a liraglutida reduz a necessidadede ingestão de gordura (FUJISHIMA, 2012).
  • 47. 461.6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MEDICAMENTOS1.6.1 Cloridrato de Metformina Como fato primordial dentre as vantagens do cloridrato de metformina, estaseu baixo custo para obtenção, além de sua capacidade em aumentarsignificativamente a sensibilidade do hormônio insulina nos tecidos periféricos, comofoco principal no fígado, o fato de ela conseguir diminuir a glicemia sanguínea se dapelo evento da diminuição na produção hepática da glicose, dentre suassignificativas vantagens ainda se pode destacar que esta biguanida não causahipoglicemia, além de reduzir à insulinêmica. É geralmente indicada para pacientesjá obesos, por não se associar a ganho de peso, e sim ao contrario, a perda depeso, mesmo que em baixa quantidade, e com isso ajudar na redução relacionadaao perfil lipídico, como também nos índices pressóricos, sendo a única medicaçãocapaz de abaixar significativamente as chances de complicações cardiovascularesem pacientes já obesos, além do infarto do miocárdio (DIAGNÓSTICO, 2012; SILVA,2012). Suas únicas desvantagens esta em efeitos adversos, tais como desconfortogastrointestinal, incluindo diarreia, vômitos, desconforto abdominal, mais apenas 5%dos pacientes não fazem uso desta medicação por não tolerar sua composição,incluindo também pacientes com disfunção renal, o que facilita a formação deacidose láctica, mais em muitas vezes rara, pacientes com insuficiência cardíacacongestiva, e com doença hepática crônica (DIAGNÓSTICO, 2012; SILVA, 2012).1.6.2 Liraglutida A primeira e mais especifica vantagem em relação a liraglutida, é por ser umanálogo de um hormônio já produzido no corpo humano, com características 97%idênticas, o que facilita sua ação através do reconhecimento pelos receptores dasmembranas celulares (KNUDSEN et al., 2003).
  • 48. 47 Sua administração é necessária apenas uma vez ao dia, através de injeçãosubcutânea, seu tempo de ação perdura por mais tempo, ate mesmo que ohormônio já produzido pelo corpo, sua duração é entorno de 12 horas, devido aalterações estruturais, que a tornam resistente à inibição pela enzima DDP-IV,devido à adição de um acido gordo, permitindo à ligação não covalente a albumina(HUUSFELDT et al., 2002). Auxilia ainda na perda de peso, através da demora do esvaziamentogástrico, o que produz uma maior saciedade, refletindo na diminuição da massavisceral e subcutânea, e grande aumento na massa magra, melhora controleglicêmico, e auxilia o aumento da secreção de insulina. Dentre suas desvantagenspode-se destacar principalmente seu elevado custo, além de que sua melhora comoterapêutica no controle glicêmico se obtém através de combinação com outroshipoglicemiantes orais, especialmente com o cloridrato de metformina, o que deduzque como monoterapia obtém benefícios, mais não grandiosos como emassociação. Seus efeitos adversos persistem durante as 8 primeiras semanas detratamento, e 5% dos pacientes abandonam o tratamento devido a eles (KNUDSENet al., 2003; HUUSFELDT et al., 2002; ANDREANI et al., 2009).
  • 49. 482 MÉTODOS2.1 TIPO DE PESQUISA O método da pesquisa utilizada neste trabalho é caracterizado comopesquisa bibliográfica. Esta pesquisa representa a “coleta e armazenagem de dadosde entrada para a revisão, processando-se mediante levantamento das publicaçõesexistentes sobre o assunto ou problema em estudo, seleção, leitura e fechamentodas informações relevantes”.2.2 SELEÇÃO DA BIBLIOGRAFIA O conteúdo bibliográfico foi selecionado em bibliotecas através de livros,obras de referência, periódicos científicos, na Internet através das seguintes basesde dados como Scielo, Pubmed e Google Acadêmico com as palavras-chavecloridrato de metformina, liraglutida, Diabetes Mellitus tipo 2 e Obesidade.
  • 50. 493 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através das pesquisas e estudos realizados neste trabalho, e fato de que osmedicamentos, tanto o cloridrato de metformina quanto a liraglutida, temespecificado em suas indicações, como medicamentos específicos para otratamento da doença Diabetes Mellitus, no caso da liraglutida somente para o tipo 2e já o cloridrato de metformina seja do tipo 1 como coadjuvante no tratamento com ainsulina, ou no tipo 2, utilizadas em monoterapia ou juntamente com outros anti-hipoglicemiantes orais, não havendo em lugar alguma indicação absoluta ou própriapara tratamento da obesidade. Pelo fato de estes medicamentos, ocasionarem efeitos colaterais, dentreeles a demora do esvaziamento gástrico, mantendo desta maneira o paciente quefaz utilização desta medicação, saciado por um período maior de tempo, sendoassim o paciente obtém um beneficio uma pequena mais considerável perda depeso, o que vem ajudando para que as pessoas os confundam com medicamentosanoréticos. Os meios de comunicação, em especial a televisão e revistas têm infinitospoderes de cativar seus consumidores, ao ponto de incentivar a compra de produtosdemonstrados em suas dependências, o que se torna maléficos em relação aomedicamento liraglutida com propagandas não verídicas em relação ao “potencialanorético”, o que incentivou pessoas obesas a se automedicarem, com esperançade que o medicamento resolvesse seu problema, não procurando nem mesmo aorientação medica, fazendo a automedicação. Com base nos materiais estudados neste trabalho, constatamos que há umaperda de peso com a utilização destes medicamentos, porém com pouca eficiênciacomo citados nas propagandas mencionando que são medicamentos milagrosos.Esses perde de peso se tem, pois estes medicamentos atuam no SNC no centro dasaciedade fazendo que o paciente tenha uma redução do apetite, atuam também notrato digestivo fazendo que se tenha um retardamento no esvaziamento gástrico. Com isso concluímos que estes medicamentos são eficazes para umapequena perda de peso, para pacientes que pretendem ter uma perda de peso muitogrande não ter muita eficácia com estes medicamentos, e se deve ter uma cautela,pois a indicação destes medicamentos não é pra este tipo de tratamento podendoocasionar problemas indesejáveis.
  • 51. 50 REFERÊNCIASALFONSO, J. E. F.; ARIZA, I. D. S. Nuevas terapias en diabetes: más allá de lainsulina inyectable y de los antidiabéticos orales. Revista da Associação MédicaBrasileira.[online]. 2008, v.54, n.5, p. 447-454. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302008000500020&script=sci_abstract&tlng=pt> Acesso em: 24 out. 2012.ANDRADE, O. V. B.; IHARA, F. O.; TROSTER, E. J. Acidose metabólica na infância:por que, quando e como tratá-la?. Jornal de Pediatria (Rio J.), Porto Alegre, v. 83,n.2, Maio 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000300003&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 10 out. 2012.ANDREANI, T. et al. Miméticos do “Glucagon-Like Peptide-1” (GLP-1) e o seuPotencial Farmacêutico no Controlo da Diabetes Tipo 2 e da Obesidade. Revista daFaculdade de Ciências da Saúde. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa,n.9, p.102, 2009.ARAÚJO, L. M. B.; BRITTO, M. M. S.; PORTO DA CRUZ, T. R. Tratamento dodiabetes mellitus do tipo 2: novas opções. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia& Metabólica, São Paulo, v.44, n.6, Dec. 2000 . Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302000000600011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 10 out. 2012.BAILEY, C. J. Biguanides and NIDDM. Diabetes Care, v.15, p.755-772, 1992.BAILEY, C. J. Metformin: an update. General Pharmacology, v.24, p.1299-1309,1993.BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Bula Glifage® XR.2012a. Disponível em: < http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM[25887-1-0].PDF> . Acesso em: 15 out. 2012.BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA - Risco de acidoselática com o uso da metformina, principalmente na presença de contra-indicações absolutas tais como: Insuficiência Cardíaca Congestiva eDisfunção Renal. 2012b. Disponível em:<http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/busca/!ut/p/c5/jZDJboNADIafhQeIxqFhKEcyLMMSlhTCckEQAkUQoCVqRzx9QOo1qPbJ-vXZ8odStHSf_zR1_miGPu9QjFKcWT41dABecoN3BYxDcKaSRVxtv1_yBGfwomRYaaLL9CDay4yPBAxdcLDguwDuH_0y5_9ze2P7Nm2itO6GYvkxUq4tUwa5VlTlPM1H6GjBm-6gN6pJCv-UeLZw8t7aqpRYIIoDkRNghZdO9az4bHcZfe2760mFx6aPXFX7KvmYlz5CWpYX9gtOGcBjZ0-qY8kdte0r83CRfdKQQ9Hqe9vAmm_4dehwv6HxHobxfGsrmeOeNybe4g!!/?1dmy&urile=wcm%3apath%3a//Anvisa%20Portal/Anvisa/Pos%20-%20Comercializacao%20-%20Pos%20-%20Uso/Farmacovigilancia/Publicacoes%20Farmacovigilancia/Informe%20SNVS%2
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