FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS      FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS                 ANA PAULA PEREIRA        ...
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FOLHA DE APROVAÇÃOANA PAULA PEREIRAKARINA BORGES FERREIRA ARANTESMARCO AURÉLIO GREGORINIPAULO A. BORACINI KAWAHARAANÁLISE ...
Dedicamos aos nossos pais, peloexemplo e coragem, amor e dedicação.Aos queridos amigos. A todos osfamiliares, a Deus e a t...
Tudo o que aparece em nosso caminho fazparte do processo evolutivo de cadaindivíduo, nada acontece por acaso. A vidanão fa...
Em primeiro lugar quero agradeço a Deus porme dar a oportunidade entre tantos de poderestudar e conseguir um espaço nesse ...
Agradeço primeiramente a Deus por ter medado paciência, perseverança e sabedorianessa longa jornada.Agradeço também ao me ...
De forma especial, agradeço a Deus, que metrilhou por este caminho com determinação eperspicácia até atingir meu objetivo,...
“De um modo geral o consumidor não temexperiência nem conhecimentos necessáriospara distinguir distúrbios, aliviar a gravi...
RESUMO                Análise do Estoque Domiciliar de MedicamentosOs medicamentos figuram como a forma mais comum de tera...
ABSTRACT                      Analysis of stock Household MedicinesThe drugs listed as the most common form of therapy use...
LISTA DE FIGURASFigura 1 – Distribuição da faixa etária em anos da população estudada .................. 27Figura 2 – Gêne...
LISTA DE ABREVIATURASANVISA – Agência Nacional de Vigilância SanitáriaACCP – American College of Clinical PharmacyFIOCRUZ ...
SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................
4.7 Identificação da origem do medicamento adquirido ............................................ 334.8 Identificação do a...
15INTRODUÇÃO      Atualmente, os medicamentos figuram como a forma mais comum de terapiada sociedade, pois salvam vidas e ...
16de distúrbios agudos e crônicos, ou por medicamentos comumente utilizados emautomedicação (DAL PIZZOL et al., 2006).    ...
17                     eficácia, segurança e qualidade foram confirmados cientificamente unidos                     ao órg...
18Constituição Federal do Brasil será cumprido: "A saúde é um direito de todos e deverdo Estado" (BRASIL, 1988).      Part...
19      Há várias publicações que descrevem o grande valor da atuação defarmacêuticos em domicílio, comprovando que o serv...
20      A prática da automedicação é bastante distribuída, não só no Brasil, mastambém em diversos países. A ida à farmáci...
21         Causas   econômicas,    políticas   e   culturais   têm    colaborado     para    odesenvolvimento e a propagaç...
22                    Limpeza: Periodicamente, providencie a higienização do local. Mantenha os                    medicam...
232. OBJETIVOS2.1 Objetivo geral      Avaliar como, onde, quantidade e a forma de armazenamento dosmedicamentos utilizados...
243. MÉTODOS3.1 Princípios metodológicos      Aplicou-se uma pesquisa exploratória com entrevistas padronizadas à partirde...
253.5 Critérios de exclusão         Foram excluídos todos os usuários menores de 18 anos, e usuários que nãoconcordaram co...
26( ) Cozinha( ) Quarto( ) Banheiro( ) Sala( ) OutrosEstão armazenados em?( )Caixas( )Armários( )Sacolas( )Estante( )Outro...
27( ) NãoObserva o aspecto/aparência do medicamento antes de utilizá-lo:( ) Sim    ( ) NãoJá recebeu alguma informação sob...
284. RESULTADOS E DISCUSSÕES4.1 Faixa etáriaFigura 1 – Distribuição da faixa etária em anos da população estudada, Fernand...
294.2 GêneroFigura 2 – Gênero da população estudada, Fernandópolis – SP, 2011 (n=56)   Soma de n°                         ...
304.3 Constituintes dos domicíliosFigura 3 – Percentual dos constituintes residentes nos domicílios pesquisados, Fernandóp...
314.4 Nível de escolaridadeFigura 4 – Nível de escolaridade da população estudada, Fernandópolis – SP, 2011. (n=56)       ...
324.5 Domicílios que contém medicamentosFigura 5 – Percentual de domicílios que foram encontrados medicamentos, Fernandópo...
334.6 Identificação da origem dos medicamentos encontrados nos domicíliosFigura 6 – percentual da origem do medicamento pr...
344.7 Identificação da origem do medicamento adquiridoFigura 7 - Percentual da origem do medicamento, Fernandópolis – SP, ...
35      Estes medicamentos podem ser adquiridos pela população em qualquerdrogaria sem receituário médico, mas tem que ser...
364.8 Identificação do ambiente domiciliar onde está armazenado o medicamentoFigura 8 – Percentual do ambiente domiciliar ...
37       É preciso lembrar que cada fármaco precisa de um cuidado específico. A suaestabilidade da formulação depende tant...
38que lesam as características biofarmacêuticas do medicamento, comprometendo aliberação e absorção do princípio ativo (RI...
394.11 Verificação da existência da bula do medicamentoFigura 11 – Percentual do destino da bula dos medicamentos encontra...
40informação recebida do médico é suficiente para a adequada utilização domedicamento e é através da bula que fornecerá in...
41a presença de fármacos, tanto nas águas, como no solo. (ZUCCATO et al., 2005;ZUCCATO et al., 2006).      Os restos de me...
424.13 A prática da automedicação entre os entrevistadosFigura 13 – Percentual dos entrevistados que pratica a automedicaç...
43melhoras significativas ou até mesmo se cura com o medicamento que indica. Ossintomas podem ser os mesmos em vários tipo...
44qualidade e a umidade tem o efeito deletério sobre a rotulagem do produto. Aprincípio todo e qualquer medicamento deve s...
45propagandas, em nenhum momento, o médico, o balconista e o farmacêutico foramcitados como a fonte das informações.      ...
465. CONSIDERAÇÕES FINAIS       O estoque domiciliar de medicamentos sempre esteve presente no cotidianodas pessoas. Ainda...
47dessas alterações podem ser observadas pelo usuário do medicamento como, porexemplo: amolecimento de cápsulas, comprimid...
48REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAQUINO, D. S. da. “Por que o uso racional de medicamentos deve ser umaprioridade?” Ciência & S...
49BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Notícias daANVISA.                               ...
50DALL´AGNOL, R. S. A. “Identificação e quantificação dos problemas relacionadoscom medicamentos em pacientes que buscam a...
51FERREIRA WA, SILVA MEST, PAULA ACCFF. Resende CAMB, “Avaliação deFarmácia Caseira no Município de Divinópolis (MG) por E...
52LESSA, M. de A.; BOCHNER, R. “Análise das internações hospitalares de criançasmenores de um ano relacionadas à intoxicaç...
53REVISTA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA. “Automedicação”. 2001,vol.47, n.4, pp. 269-270.RIBEIRO, M. A. “Estoque domicili...
54TRILLER et al. “Effect Of Pharmaceutical Care Services On Outcomes For HomeCare Patients With Heart Failure”. American J...
55                                       ANEXO I             TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOTítulo da pesquisa:...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS ANA PAULA PEREIRA KARINA BORGES FERREIRA ARANTES MARCO AURELIO GREGORINI PAULO ANTONIO BORACINI KAWAHARAANÁLISE DOS ESTOQUES DOMICILIARES DE MEDICAMENTOS NO MUNICIPIO DE FERNANDÓPOLIS - SP FERNANDÓPOLIS - SP 2011
  2. 2. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS ANA PAULA PEREIRA KARINA BORGES FERREIRA ARANTES MARCO AURELIO GREGORINI PAULO ANTONIO BORACINI KAWAHARAANÁLISE DOS ESTOQUES DOMICILIARES DE MEDICAMENTOS NO MUNICIPIO DE FERNANDÓPOLIS - SP Monografia ao Curso de Farmácia apresentada à Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Farmácia. Orientador: Prof. Ms. Reges Evandro Teruel Barreto. FERNANDÓPOLIS, SP 2011
  3. 3. FOLHA DE APROVAÇÃOANA PAULA PEREIRAKARINA BORGES FERREIRA ARANTESMARCO AURÉLIO GREGORINIPAULO A. BORACINI KAWAHARAANÁLISE DOS ESTOQUES DOMICILIARES DE MEDICAMENTOS NOMUNICIPIO DE FERNANDÓPOLIS - SP Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para o título de bacharel em Farmácia. Aprovado em: ___/___/2011.Examinadores:_____________________________________________________Prof. Ms. Reges Evandro Teruel BarretoCurso de Farmácia_____________________________________________________Profª. Vanessa Maira Rizzato SilveiraCurso de Farmácia______________________________________________________Prof°. Ocimar Antônio de CastroCurso de FarmáciaFundação Educacional de Fernandópolis
  4. 4. Dedicamos aos nossos pais, peloexemplo e coragem, amor e dedicação.Aos queridos amigos. A todos osfamiliares, a Deus e a todos que de formadireta e indireta contribuíram para afinalização dessa jornada. Ana Paula, Karina, Marco e Paulo
  5. 5. Tudo o que aparece em nosso caminho fazparte do processo evolutivo de cadaindivíduo, nada acontece por acaso. A vidanão faz nada, sem nenhuma finalidade. Todosos fatos que ocorrem, a cada momento,independente da situação, são porque temoscondições de aproveitar e amadurecer. Tudotem sua hora certa. E é com muita felicidadee a força daqueles que me acompanharamnessa jornada que dedico com carinho meussinceros agradecimentos.Primeiramente a DEUS nosso pai criador,pela presença constante em nossas vidas e,por oportunizar este percurso em minhatrajetória terrena.A minha mãe Wanda Maria Brucelli por todo oamor, dedicação, educação, paciência econfiança durante esta etapa de nossasvidas, a minha eterna gratidão.Aos meus irmãos Simone Christina Pereira eMarcio Rogério Pereira, pela ajuda, paciênciae pelo orgulho que tiveram todo esse tempo,e a certeza de que sermos irmãos está alémda convivência mútua e sim estarmos unidospelos eternos laços de amor.Aos meus tios Ederaldo e Irani, que mesmona ausência, me auxiliaram, para que hoje euesteja concluindo este curso.A minha avo Maria, que mesmo distante semanteve sempre presente através do seuamor e dedicação.A meu orientador Reges Barreto que meacompanhou nesta trajetória acadêmicadesde o início do curso e por ter aceitado omeu convite me orientando na elaboraçãodeste trabalho sempre com alto astral edisponibilidade.Aos professores da instituição que fizeramtoda a diferença nestes meus 5 anosmostrando com sua inteligência a direção doscaminhos a serem traçados.A todos aqueles que me ajudaram de formadireta e indireta na concretização destetrabalho, no entanto, em agradecimentoespecial a todos os meus AMIGOS o meumuito obrigada. Ana Paula Pereira.
  6. 6. Em primeiro lugar quero agradeço a Deus porme dar a oportunidade entre tantos de poderestudar e conseguir um espaço nesse mundo.E também aos meus pais porque foi uminstrumento de Deus para que tudo isso seconcretizasse. Pai e Mãe vocês são meusespelhos, obrigada por tudo. Não poderiatambém esquecer os meus Mestres que meensinaram os caminhos dessa grande einfindável jornada que é o conhecimento. Aosverdadeiros amigos que estiveram ao meulado me dando força nos momentos maisdifíceis. Karina Borges Ferreira Arantes
  7. 7. Agradeço primeiramente a Deus por ter medado paciência, perseverança e sabedorianessa longa jornada.Agradeço também ao me pai NelsonGregorini e a minha mãe Nerci, pelacompreensão, amor e dedicação que tiverampor mim durante todos os altos e baixos queexistiram nessa longa caminhada.Agradeço ao meu irmão Nelson e minhanamorada pelo carinho e compreensão.Agradeço aos colegas de turma por inúmerasvezes terem me compreendido e acreditadono meu potencial.A Todos só posso dizer: Meu muito Obrigado! Marco Aurélio Gregorini
  8. 8. De forma especial, agradeço a Deus, que metrilhou por este caminho com determinação eperspicácia até atingir meu objetivo,concedendo coragem, perseverança esobretudo sabedoria.Aos meus pais, Eduardo e Linley peloincentivo e dedicação nessa minha novajornada.Aos meu irmãos, amigos e namorada, pelaforça, incentivo, amizade e amor.Ao nosso orientador e professor mestreReges Evandro Teruel Barreto pelo tempo,incentivo, compreensão e por acreditar emnós e levar esse projeto adiante. Sabe-se quenão é fácil para nós alunos e nem para oorientador, conduzir um trabalho à distância.Aos colegas de turma, com quem eu dividi umtempo de minha vida, com proveitosas trocasde experiências e discussões queenriqueceram o nosso trabalho.E a todos aqueles que contribuíram de formadireta ou indireta na concretização destetrabalho o meu muito obrigado. Paulo Antonio Boracini Kawahara
  9. 9. “De um modo geral o consumidor não temexperiência nem conhecimentos necessáriospara distinguir distúrbios, aliviar a gravidade eescolher o mais adequado entre os recursosterapêuticos disponíveis, o que leva a que aprática da automedicação seja bastantedanosa para a saúde de quem a pratica”.(SCHENKEL, 1996)
  10. 10. RESUMO Análise do Estoque Domiciliar de MedicamentosOs medicamentos figuram como a forma mais comum de terapia utilizada pelasociedade. Diversos fatores entre eles o incentivo da mídia, fator econômicos-político-cultural, automedicação somado ao acesso facilitado ao medicamento, bemcomo o sentimento de medo em relação às doenças tornou seu uso uma práticarotineira gerando um acúmulo de medicamentos nas residências, pode ser somadoainda a estes a dificuldade do acesso e a má qualidade dos serviços de saúdeprestados também podem gerar o acúmulo de medicamentos nas residências. Comisso a prática de armazenar medicamentos nas residências tornou-se um hábitocomum, e a cultura da automedicação vem se firmando entre a população. Aexistência do estoque domiciliar de medicamentos ou farmácia caseira, além defavorecer a automedicação, o mau armazenamento pode afetar a eficiência e asegurança no uso de medicamentos. É importante que a farmácia caseira possagarantir a qualidade dos medicamentos, através do adequado armazenamentodestes, devendo-se realizar revisão periódica dos medicamentos que constituem oestoque. Diante dos fatos, o objetivo desse trabalho foi conhecer a disponibilidadede medicamentos no meio doméstico, às principais características das farmáciasdomiciliares e à falta de informação sobre o correto armazenamento entre apopulação do município de Fernandópolis/ SP. O método utilizado foi uma pesquisaexploratória com entrevistas padronizadas a partir de um questionário estruturado deforma simples com questões de múltipla escolha. O questionário foi aplicado em 2bairros distintos do município, Bairro Jardim Santa Helena e Bairro Vila Nova. Foramentrevistados 56 moradores em suas respectivas residências e os resultados obtidosevidenciaram uma população com perfil predominante adulto de classe médio-alta, ecom índice de escolaridade. Em relação ao estoque domiciliar de medicamentos, emtodos os domicílios foram encontrados um ou mais medicamentos, desses, 43%foram adquiridos sem prescrição médica, 64% comprados em farmácias, 66% eraguardado na cozinha da residência, 52% armazenados em caixas e 62% nãoreceberam informação como armazenar corretamente o medicamento. Encontramos68% que praticavam a automedicação e 39% dos entrevistados jogavam no lixo assobras de medicamento. Em conclusão, o conjunto de resultados indica anecessidade de desenvolver estratégias para educar o paciente para a utilização emanutenção dos medicamentos que possui em seu estoque domiciliar.Palavras-chaves: automedicação, estoque domiciliar de medicamento, farmáciacaseira.
  11. 11. ABSTRACT Analysis of stock Household MedicinesThe drugs listed as the most common form of therapy used by society. Severalfactors including the encouragement of the media, economic factors, political andcultural self-medication coupled with easier access to the drug, and the sense of fearin relation to diseases its use became a routine practice creating an accumulation ofdrugs in homes, can be they also added the difficulty of access and poor quality ofhealth services may also generate the accumulation of drugs in the home. Thus thepractice of storing drugs in the home became a common habit, and the culture ofself-medication has established itself among the population. The existence of thestock of household medicines or pharmacy home, in addition to promoting self-medication, poor storage can affect the efficiency and safety of medication. It isimportant that the pharmacy home to ensure the quality of medicines, through theproper storage of these, should be carried out periodic reviews of drugs that are thestock. Given the facts, the aim of this study was the availability of medicines in thehome, the main features of home pharmacies and lack of information on properstorage of the population of the city of Ferndale / SP. The method used was anexploratory research with standardized interviews from a structured questionnairewith a simple multiple choice questions. The questionnaire was applied in two distinctneighborhoods of the city, Jardim Santa Helena and Vila Nova Quarter. 56 residentswere interviewed in their homes and the results showed a predominant profile ofadult population with middle-high class, and level of education. In relation to the stockof drugs at home in all the homes were found one or more drugs, of which 43% werepurchased without a prescription, 64% purchased in pharmacies, 66% was kept inthe kitchen of the residence, 52% and stored in boxes 62% received no informationas to store the medicine properly. We found that 68% practiced self-medication and39% of respondents threw in the trash leftover medicine. In conclusion, the set ofresults indicates the need to develop strategies to educate the patient for the use andmaintenance of the medicines you have in your home inventory.Keywords: self-medication, household stock of medicine, pharmacy home.
  12. 12. LISTA DE FIGURASFigura 1 – Distribuição da faixa etária em anos da população estudada .................. 27Figura 2 – Gênero da população estudada ............................................................... 28Figura 3 – Percentual dos constituintes residentes nos domicílios pesquisados ...... 29Figura 4 – Nível de escolaridade da população ........................................................ 30Figura 5 – Percentual de domicílios que foram encontrados medicamentos ............ 31Figura 6 – percentual da origem do medicamento prescrito ou não encontrado nasresidências ................................................................................................................ 32Figura 7 - Percentual da origem do medicamento ..................................................... 33Figura 8 – Percentual do ambiente domiciliar onde encontra-se os medicamento ... 34Figura 9 – Percentual dos locais dos domicílios onde o medicamento é armazenado.................................................................................................................................. 35Figura 10 - Percentual dos medicamentos encontrados em sua embalagem ........... 36Figura 11 – Percentual do destino da bula dos medicamentos encontrados nosdomicílios .................................................................................................................. 37Figura 12 – Percentual do destino das sobras dos medicamentos encontrados....... 38Figura 13 – Percentual dos entrevistados que pratica a automedicação .................. 40Figura 14 – Percentual entre os entrevistados que observam o aspecto/aparência domedicamento antes de usá-lo ................................................................................... 41Figura 15 – Percentual dos entrevistados que receberam informação sobrearmazenamento de medicamento ............................................................................. 42
  13. 13. LISTA DE ABREVIATURASANVISA – Agência Nacional de Vigilância SanitáriaACCP – American College of Clinical PharmacyFIOCRUZ – Fundação Oswaldo CruzFDA – Food and Drug AdministrationFURP – Fundação Para o Remédio PopularIBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do ConsumidorOMS – Organização Mundial de SaúdePRM – Problemas Relacionados a MedicamentosPVC – Cloro PolivinilRBF – Revista Brasileira de FarmáciaRDC – Resolução da Diretoria ColegiadaRNM – Resultados Negativos Associados a MedicamentosSINITOX – SISTEMA Nacional de Informações Tóxico FarmacológicoSUS – Sistema Único de Saúde
  14. 14. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 151.1 Medicamentos ..................................................................................................... 161.2 Atenção Farmacêutica ........................................................................................ 171.3 Assistência Farmacêutica.................................................................................... 181.4 Automedicação.................................................................................................... 191.5 Farmácia caseira ................................................................................................. 201.6 Conservando sua farmácia caseira ..................................................................... 212. OBJETIVOS .......................................................................................................... 232.1 Objetivo geral ...................................................................................................... 232.2 Objetivos específicos .......................................................................................... 233. MÉTODOS ............................................................................................................ 243.1 Princípios metodológicos..................................................................................... 243.2 Aplicação do questionário de avaliação e tamanho da amostra .......................... 243.3 Locais de aplicações ........................................................................................... 243.4 Critérios de inclusão ............................................................................................ 243.5 Critérios de exclusão ........................................................................................... 253.6 Instrumento da pesquisa ..................................................................................... 254. RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................................... 274.1 Faixa etária.......................................................................................................... 274.2 Gênero ................................................................................................................ 284.3 Constituintes dos domicílios ................................................................................ 294.4 Nível de escolaridade .......................................................................................... 304.5 Domicílios que contém medicamentos ................................................................ 314.6 Identificação da origem dos medicamentos encontrados nos domicílios ............ 32
  15. 15. 4.7 Identificação da origem do medicamento adquirido ............................................ 334.8 Identificação do ambiente domiciliar onde está armazenado o medicamento..... 344.9 Identificação do local de armazenamento do medicamento nos domicílios ........ 354.10 Verificação se o medicamento está guardado em sua embalagem original ...... 364.11 Verificação da existência da bula do medicamento ........................................... 374.12 Destino das sobras dos medicamentos dos domicílios pesquisados ................ 384.13 A prática da automedicação entre os entrevistados .......................................... 404.14 Observam o aspecto/aparência do medicamento antes de utiliza-lo ................ 414.15 Receberam informações sobre o correto armazenamento de medicamentos .. 425. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 44REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 46ANEXO I -TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ..................... 52
  16. 16. 15INTRODUÇÃO Atualmente, os medicamentos figuram como a forma mais comum de terapiada sociedade, pois salvam vidas e melhoram a saúde (PEREIRA et al., 2011). Os medicamentos representam muito bem a relação custo/beneficio, somadoa fatores como incentivo da mídia, fatores econômicos-político-culturais, aautomedicação, acesso facilitado na aquisição, ocasionado um acúmulo demedicamentos nas residências (RIBEIRO, 2005). Esse acúmulo pode ser determinado de farmácia caseira ou estoquedomiciliar de medicamentos (PEREIRA et al., 2011). Para Pereira et al., (2010), pacientes ao identificar sintomas recorrentes aenfermidades já tradadas, não hesitam em reutilizar o medicamento já prescrito,aumentando o número de medicamentos na residência. A dificuldade do acesso e amá qualidade dos serviços de saúde, também podem gerar o acúmulo demedicamentos nas residências, pois o sentimento de medo em relação às doençasfaz com que o paciente se automedique sem a adequada orientação de umprofissional da saúde. A existência da farmácia caseira, além de favorecer aautomedicação, o mau armazenamento pode afetar a eficiência e a segurança nouso de medicamentos com isso a prática de armazenar medicamentos nasresidências tornou-se um hábito comum, e a cultura da automedicação vem sefirmando entre a população. De acordo com Schenkel, Fernández e Mengue (2005), existe uma carênciade dados sobre como os medicamentos são armazenados e utilizados após a suaaquisição. Uma das formas de se estudar o que acontece com os medicamentosapós a sua aquisição é a observação da farmácia caseira. Em seu estudo observouque 55% dos medicamentos do estoque domiciliar, foram obtidos sem receitamédica. O estoque domiciliar pode ser constituído por medicamentos fora de uso,sobras de tratamentos anteriores, medicamentos em uso, prescritos para tratamento
  17. 17. 16de distúrbios agudos e crônicos, ou por medicamentos comumente utilizados emautomedicação (DAL PIZZOL et al., 2006). É importante que a farmácia caseira possa garantir a qualidade dosmedicamentos, através do adequado armazenamento destes, que se realize arevisão periódica dos medicamentos que constituem o estoque (BUENO; WEBER;OLIVEIRA, 2009).1.1 Medicamentos O sistema de saúde aceita como parte integrante, quando usadocorretamente, o uso de medicamentos sem receita médica, colaborando emdesafogar financeiramente o sistema de saúde pública. Perante as moléstias,profissionais da saúde utilizam recursos terapêuticos pra buscar o restabelecimentoe prevenção da saúde. Desses recursos, o medicamento ocupa um lugar emdestaque, além de ser utilizado como forma de reencontrar o bem estar físico emental, é essencial no setor de saúde para a capacidade resolutiva dos serviçosprestados, atingindo o segundo maior gasto incluso no Sistema Único de Saúde(SOUZA et al., 2008). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através da Lei nº 5.991,de 17 de dezembro de 1973, define os seguintes conceitos: Medicamento - produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Medicamento Similar – é quando contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, e apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e a indicação terapêutica, preventiva e diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo ser identificado por nome comercial ou marca. Medicamento Genérico – é o medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que espera ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de diversos direitos de exclusividade, confirmada a sua eficácia, segurança e qualidade, designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI. Medicamento de Referência – um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja
  18. 18. 17 eficácia, segurança e qualidade foram confirmados cientificamente unidos ao órgão federal competente, por ocasião do registro (BRASIL, 2011).1.2 Atenção Farmacêutica O Código de Ética Farmacêutico Brasileiro (2004) salienta que o profissionalfarmacêutico deve agir de modo que busque a saúde do paciente, orientando-osempre. A Atenção Farmacêutica incide no mais recente caminho a ser tomado paratal finalidade, onde o paciente é o principal beneficiário das ações do farmacêutico(OMS, 1993). Esta atuação inclui em uma totalização de atitudes, procedimentos,responsabilidades e aptidão na representação do papel do farmacêutico, seguindo oconceito da farmacoterapia, para obter resultados terapêuticos eficientes e seguros,visando à saúde e a melhoria da qualidade de vida do paciente (MARTINEZ, 1996). Com tudo, a prática da atenção farmacêutica engloba macro componentescomo a educação em saúde, orientação farmacêutica, dispensação, atendimentofarmacêutico e seguimento farmacoterapêutico. Tendo sempre em foco todas asjunções destes componentes o profissional irá conseguir atingir seu objetivo eefetuar com êxito a avaliação do seu paciente. Essa conduta exige do farmacêuticosabedoria, firmeza em suas atitudes e responsabilidades, decorrentes de uma boaformação acadêmica, e da bagagem profissional conquistada ao longo do tempo(IVAMA, 2002). Além de o farmacêutico atender o paciente diretamente, ele deve avaliar eorientar o paciente em relação ao receituário prescrito pelo médico (FURTADO,2008), para poder sanar eventuais problemas relacionados ao receituário e o aomedicamento, assim pode-se dizer que há uma relação entre a prática e oconhecimento teórico na atuação farmacêutica na promoção da saúde comsegurança e eficácia (PERETTA; CICCIA, 2000). O sistema visa um trabalho conjunto entre o médico, o paciente e ofarmacêutico (OLIVEIRA et al., 2002) assegurando que o artigo 196, título VIII da
  19. 19. 18Constituição Federal do Brasil será cumprido: "A saúde é um direito de todos e deverdo Estado" (BRASIL, 1988). Partindo dessa premissa projetos de atenção farmacêutica, já apresentamnormatizações legais como a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 357/01 doMinistério da Saúde de outubro de 2001 (BRASIL, 2001), a qual exige atuaçãoadequada e exclusiva pelo profissional farmacêutico, devido a sua formaçãoacadêmica voltada ao conhecimento geral sobre os medicamentos, sua parteadministrativa, social e biológica com ênfase clínico-patológica, dentre outras(OLIVEIRA et al., 2002).1.3 Assistência Farmacêutica A Assistência Farmacêutica reúne todas as atividades que envolvem omedicamento, desde a seleção até a dispensação, apoiando as ações de saúde deuma comunidade e promovendo o uso racional de medicamentos. Ter acesso aomedicamento não significa só poder adquiri-lo, mas também ter o acesso ao bomatendimento do profissional qualificado capaz de esclarecer dúvidas relacionadas aomedicamentos, comtemplando informações e acompanhamento do seu uso(RIBEIRO, 2005). O medicamento faz parte dos elementos fundamentais da atenção à saúde, eseu uso de forma racional colabora com a qualidade dos serviços de saúde e seuuso indevido causa mais prejuízo do que benefícios à saúde (BRASIL, 2001). O American College of Clinical Pharmacy (ACCP) publicou, em 2008, capítulosobre o desempenho de farmacêuticos que entram no programa de residênciafarmacêutica voltado para o atendimento domiciliar, recomendando que osresidentes empreguem variadas ferramentas e aumentem habilidades para entendero contexto de pacientes no que diz respeito ao uso de vários fármacos e àdificuldade de aderir à farmacoterapia, causada por falta de habilidade física ou decompreensão, bem como o contexto de cuidadores que precisam de um melhoresclarecimento do ambiente doméstico (EDGERTON, 2008).
  20. 20. 19 Há várias publicações que descrevem o grande valor da atuação defarmacêuticos em domicílio, comprovando que o serviço prestado por esseprofissional é preciso na detecção de problemas ligados aos medicamentos,principalmente nos casos de pacientes de alto risco (BEGLEY et al.,1996 - 1997). Pesquisas atuais nos quais farmacêuticos se dedicaram ao acompanhamentodomiciliar de paciente usando seis critérios de risco pré-determinados entre eles:insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal, polifarmácia, desconfiança dereações adversas, descrição de pelo menos uma queda de mesma altura em casa edor moderadamente controlada. Notaram que 32% dos Problemas Relacionados aMedicamentos (PRM) são encontrados em pelo menos uma ida do farmacêutico nodomicílio, conseguindo uma média de 3,4 PRM por paciente. Um novo estudoanalisou a eficácia da atenção farmacêutica em 77 pacientes com insuficiênciacardíaca, acompanhados por trabalhos domiciliares (TRILLER et al., 2007). A função do farmacêutico na prática da atenção farmacêutica domiciliar éimprescindível para prevenir, detectar e resolver Resultados Negativos Associados aMedicamentos (RNM). No entanto, para analisar o impacto do trabalho desseprofissional, são necessárias pesquisas que proporcionem os custos dos RNM paraa saúde do paciente e para estabelecimentos de saúde, bem como a probabilidadede impedir esse acontecimento (EDGERTON, 2008).1.4 Automedicação Automedicação é um procedimento tomado pelo doente, ou do responsável,em obter, produzir e utilizar um produto que acredita que lhe trazer benefícios notratamento das doenças ou alívio dos sintomas. A automedicação ou uma prescriçãoerrônea podem acarretar consequência e efeitos indesejáveis, além deenfermidades iatrogênicas e mascaramento de doenças evolutivas, representando,problema a ser prevenido. É certo que o risco desta prática está correlacionado como grau de instrução e informação dos usuários sobre medicamentos, e o acesso dosmesmos ao sistema de saúde (ARRAIS et al., 2007).
  21. 21. 20 A prática da automedicação é bastante distribuída, não só no Brasil, mastambém em diversos países. A ida à farmácia estabelece a primeira opçãoprocurada para resolver o problema de saúde, a maior parte de medicamentosconsumidos pela população é vendida sem a receita médica. Mesmo em paísesindustrializados, diversos medicamentos de uso simples e comum estão disponíveisem farmácias e drogarias, e podem ser adquiridos sem necessidade de receitamédica. Os motivos que levam as pessoas a se automedicarem são inúmeras,sendo incentivadas pela forte propaganda de determinados medicamentos, o quecontrasta com as tímidas campanhas que tentam esclarecer os perigos daautomedicação (REVISTA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA, 2001).1.5 Farmácia caseira Um dos fatores que podem influenciar a automedicação é o estoque domiciliarde medicamentos e a reutilização de prescrições, ou seja o excesso demedicamentos desnecessários ou sobras de tratamentos nos estoques domiciliares(RIBEIRO, 2005). Os medicamentos têm um papel fundamental nos sistemas sanitários, poisajudam vidas e favorecem a saúde (MARIN et al, 2003). O uso de fármacos é amaneira mais usual de tratamento na comunidade brasileira, contudo existemestudos demonstrando a existência de problemas de saúde cujo início estárelacionado ao uso destes medicamentos. As forças sociais, as quais os prescritoresestão sujeitos, somados com a organização do sistema de saúde e o marketingfarmacêutico são frequentemente mencionados como fatores relacionados nessaproblemática (DALL AGNOL, 2004). Ter acesso ao auxílio médico e a medicação, não quer dizer que tenha melhorcondição de saúde ou qualidade de vida, pois os maus hábitos, erros na entrega domedicamento, o costume de se medicar incorretamente, podem acarretar aineficácia do tratamento. Portanto, é óbvio que a probabilidade de ter tratamentoapropriado, diminui os casos de problemas para a saúde, bem como a redução demortes por causa de doenças (ARRAIS et al., 2005).
  22. 22. 21 Causas econômicas, políticas e culturais têm colaborado para odesenvolvimento e a propagação da automedicação no mundo, tornando umproblema de saúde pública (FILHO et al., 2002). No Brasil pelo menos 35% dos fármacos obtidos são conseguidos por contaprópria (AQUINO, 2008). A automedicação é entendida pelo uso sem que umprofissional qualificado tenha recomendado. Uma dessas causas é o ato de existirmuitas farmácias e drogarias que facilitem esse uso indiscriminado. O grande uso de medicação sem supervisão médica, consecutivamente vemseguida dos males que o geram. Dessa maneira, o uso sem orientação demedicamentos estabeleceu-se com um dos maiores problemas vistos pela saúde nosetor mundial (LESSA et al., 2008) O aumento de medicamentos nas casas forma um arsenal terapêutico,ocasionando diversos riscos, pois facilitam o uso da automedicação, a qual podeapresentar erros de combinação entre medicamentos e perigo de intoxicação porconsumo acidental. Devendo ser levado em conta ainda a perda da eficácia pelomau armazenamento ou pelo vencimento (FERREIRA et al., 2005; ZAMUNER,2006).1.6 Conservando sua farmácia caseira Para manter sua farmácia caseira é importante garantir a qualidade domedicamento fazendo o correto armazenamento desses. O Portal Minas Saúde(2011) faz uma nota a respeito de como guardar e conservar os medicamentos nosdomicílios, como segue: Sensibilidade à luz: Conserve os medicamentos nas embalagens originais, pois ela garante a qualidade do medicamento. Importante que todo medicamento não fique exposto à luz. Umidade: Um dos piores agentes na deterioração dos medicamentos. Mantenha-os em local seco, afastados das paredes. Calor: O calor é outro problema que pode interferir na qualidade dos medicamentos. Todo medicamento deve ser conservado em temperaturas inferiores a 25ºC. Porém, vários medicamentos requerem condições especiais de conservação e de transporte. Leia na embalagem externa as condições indicadas de temperatura e armazenagem.
  23. 23. 22 Limpeza: Periodicamente, providencie a higienização do local. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas e mofo. Isolamento: Não guarde os medicamentos junto com outras substâncias (cosméticos, produtos de limpeza, perfumaria, etc). Não deixe medicamentos ao alcance de crianças. “Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças”. Pragas domésticas: Guarde os medicamentos em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves. Para o projeto extensão FURP (2011), a respeito da atenção farmacêuticadomiciliar é necessário seguir algumas dicas de como guardar seu medicamento emcasa, como segue: Todo o medicamento é um veneno em potencial. Se tiver criança em casa, mantenha os medicamentos trancados em armários altos. Retire todos os itens do armário mensalmente e cheque as datas de vencimento. Jogue fora os remédios vencidos, sem rótulo e tubos de pomada e creme ressecados. Cápsulas pegajosas ou com manchas na superfície indicam excesso de umidade, estando com sua qualidade comprometida. Jogue fora comprimidos quebrados, se desmanchando ou se esfarelando facilmente. Fique atento quanto: A presença de substâncias sólidas no fundo do frasco ou no liquido; A qualquer cheiro diferente ou desagradável; A possíveis mudanças de coloração; frasco com tampa estufada; embalagens ou bulas molhadas. Não troque nem guarde a bula de um medicamento na caixa de outro. Busque sempre orientação com seu médico ou farmacêutico
  24. 24. 232. OBJETIVOS2.1 Objetivo geral Avaliar como, onde, quantidade e a forma de armazenamento dosmedicamentos utilizados em domicílios do município de Fernandópolis/SP.2.2 Objetivos específicos 1. Conhecer as motivações da prática da estocagem de medicamentos; 2. Esclarecer sobre possíveis alterações do medicamento de acordo com ascondições de armazenamento; 3. Orientar a comunidade pesquisada sobre o melhor acondicionamento dosmedicamentos; 4. Reduzir a prática de automedicação.
  25. 25. 243. MÉTODOS3.1 Princípios metodológicos Aplicou-se uma pesquisa exploratória com entrevistas padronizadas à partirde um questionário estruturado de forma simples e objetiva, com questões demúltipla escolha. O campo de estudo foi o município de Fernandópolis/SP, o qual de acordocom o censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(2010), conta com uma população de 64.696 habitantes, com um estabelecimentode saúde estadual, 20 municipais e 49 farmácias e drogarias.3.2 Aplicação do questionário de avaliação e tamanho da amostra O questionário foi aplicado durante o mês de agosto de 2011 na cidade deFernandópolis/ SP em 56 residências.3.3 Locais de aplicações O questionário foi aplicado em dois bairros distintos do município deFernandópolis - SP: A. Bairro Jardim Santa Helena B. Bairro do Vila Nova3.4 Critérios de inclusão Foram incluídos na amostra indivíduos maiores de 18 anos, responsáveispela providência dos medicamentos e que concordaram e assinaram o Termo deConsentimento Livre e Esclarecido (Anexo 1).
  26. 26. 253.5 Critérios de exclusão Foram excluídos todos os usuários menores de 18 anos, e usuários que nãoconcordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.3.6 Instrumento da pesquisa O instrumento de pesquisa foi gerado utilizando uma linguagem simples parapromover a compreensão dos entrevistados e ordenado com as seguintesinformações:Informações sobre o pacienteQuestionárioIdade:Sexo: ( ) Masculino ( ) FemininoNumero de pessoas na casa: ( ) Crianças ( ) Adultos ( ) IdososEscolaridade: ( ) 1° grau incompleto ( ) 1° grau ( ) 2° grau ( ) SuperiorPossui medicamentos em casa:( ) Sim ( ) NãoQuem indicou o tratamento?( ) Médico( ) Farmácia( ) Próprio( ) OutrosOrigem do medicamento:( ) Posto de Saúde( ) Farmácia( ) OutrosAonde são guardados esses medicamentos?
  27. 27. 26( ) Cozinha( ) Quarto( ) Banheiro( ) Sala( ) OutrosEstão armazenados em?( )Caixas( )Armários( )Sacolas( )Estante( )OutrosEsses medicamentos estão guardados em suas embalagens originais?( )Sim ( )NãoO que faz com as bulas?( )São jogadas fora( )Acompanham o medicamento( )São guardadas para uma eventual necessidadeO que faz com as sobras dos medicamentos ou vencidos?( )Devolve onde foi adquirido( )Guarda para outra fez( )Põe no lixo( )Doa( )Não sobramFaz uso do medicamento por conta própria (automedicação):( ) Sim
  28. 28. 27( ) NãoObserva o aspecto/aparência do medicamento antes de utilizá-lo:( ) Sim ( ) NãoJá recebeu alguma informação sobre armazenamento e descarte demedicamentos:( ) Sim ( ) Não
  29. 29. 284. RESULTADOS E DISCUSSÕES4.1 Faixa etáriaFigura 1 – Distribuição da faixa etária em anos da população estudada, Fernandópolis – SP, 2011(n=56) Foram visitadas 56 residências, onde o resultado evidenciou que, 43% eramjovens e adultos na faixar etária dos 18 a 30 anos, 36% apresentavam entre 31 a 60anos de idade e 21% eram idosos, apresentando a faixa etária de 61 a 92 anos. Osdados dessa pesquisa apresentam uma população relativamente jovem (18 a 30anos) no município de Fernandópolis, Vindo de encontro com o censo demográficode 2010, feito pelo IBGE (2010) o município de Fernandópolis mostrou que 58% dosindivíduos residentes no município tem a idade entre 30-94 anos. Um estudo sobre prevalência e fatores relacionados à automedicaçãorealizado 2002 mostrou que 66,4% do consumo de medicamentos não prescritosestavam relacionados a indivíduos entre 18-39 anos, 26,9% entre 40-59 anos e6,7% entre indivíduos maiores que 60 anos (LOYOLA FILHO et al., 2002).
  30. 30. 294.2 GêneroFigura 2 – Gênero da população estudada, Fernandópolis – SP, 2011 (n=56) Soma de n° 48% SEXO 52% MASCULINO FEMININO O resultado obtido mostra que, dos 56 entrevistados, 52% é do sexo femininoe 48% do sexo masculino. O resultado é compatível com o censo 2010 realizadopelo IBGE no município de Fernandópolis - SP, onde 51,3% é do sexo feminino e48,7 é do sexo masculino. De acordo com Loyola Filho et al., (2002), o índice feminino que consomemedicação sem prescrição médica é de 47,5%, já entre os homens é de 52,5%. Para Barreto (2011), a procura por medicamentos de indivíduos do sexofeminino pode ser explicada pela preocupação desse grupo com autocuidados eutilização de campanhas educativas existentes voltadas para este sexo.
  31. 31. 304.3 Constituintes dos domicíliosFigura 3 – Percentual dos constituintes residentes nos domicílios pesquisados, Fernandópolis – SP,2011. (n=75) Soma de n° 17% 15% CONSTITUINTES DO DOMICÍLIO ADULTOS (18-60) 68% CRIANÇAS (0-10) IDOSOS (acima de 60) O resultados obtidos demonstram que a maioria dos constituintes do domicíliosão adultos (68%), seguido de idosos (17%) e crianças (15%). No estudo de Loyola Filho et al., (2002) indicou que, residências com númerode moradores ≥ 2, o índice de consumo de medicamentos sem prescrição médica foide 13,9%, entre 3-4 moradores por residência foi de 56,1% e ≤ 5 foi de 30,0%. Neste trabalho a média de moradores por residência foi de 1,33 moradores. Amédia de moradores em domicílios particulares do município de Fernandópolis/SP,de acordo com o IBGE, é de 2,95 moradores (IBGE, 2010).
  32. 32. 314.4 Nível de escolaridadeFigura 4 – Nível de escolaridade da população estudada, Fernandópolis – SP, 2011. (n=56) Os resultados obtidos na Figura 4 demonstraram que apenas 7% nãocompletaram o 1°Grau, 25% completaram o 1°Grau e houve uma equidade de 34%entre os que completaram o 2°Grau e os que cursam ou concluíram o ensinoSuperior. Segundo dados levantados em 2000 feito pelo SAEDE (Fundação SistemaEstadual de Análise de Dados) no município de Fernandópolis/SP (SAEDE, 2000),55,13% apresentam ensino médio completo estando entre as idades de 18 a 24anos, um bom índice se comparado com índice do Estado de São Paulo que é de41,88% e que a média de anos de estudo é de 7,52 anos no município e de 7,64anos a média do Estado. Diante dos fatos apresentados, pelo município pode-se dizer que tem um bomnível de escolaridade, o que ajuda ou ajudaria no conhecimento do usoindiscriminado e automedicação por partes dos usuários.
  33. 33. 324.5 Domicílios que contém medicamentosFigura 5 – Percentual de domicílios que foram encontrados medicamentos, Fernandópolis – SP,2011. (n=56) Das 56 residências visitadas, todas possuíam um ou mais tipos demedicamentos, sendo encontrados um total 128 medicamentos com a média de 2,28medicamentos por domicílio. O resultado demonstra que os medicamentos são cadavez mais utilizados, e de forma rotineira, tornando sua presença comum dentro doambiente domiciliar. Os resultados apresentados na Figura 5 encontra-se distintos ao observadono estudo de Fernandes (2000), que por sua vez encontrou uma média de 20medicamentos por domicílio, isto é explicado principalmente pelo fato que no critérioutilizado para seleção da população estudada, foram excluídos a classe maiscarente e o critério de inclusão, era a renda familiar relativamente alta. Schenkel; Fernández e Mengue (2005) reforça que o acúmulo demedicamento em casa é um fator de risco de intoxicação para crianças.
  34. 34. 334.6 Identificação da origem dos medicamentos encontrados nos domicíliosFigura 6 – percentual da origem do medicamento prescrito ou não encontrado nas residências,Fernandópolis - SP, 2011. (n=128) Quanto à origem dos medicamentos encontrados, 57% são oriundos deprescrição médica e 43% sem prescrição, 29% dos pacientes indicam seutratamento, 13% adquiriram através da indicação da farmácia e 1% originados deoutras formas (doados ou amostra grátis). Apesar dos medicamentos adquiridos comprescrição médica formarem o grupo com o maior número de unidades demedicamentos, é os medicamentos adquiridos sem prescrição que mais contribuempara a formação do estoque domiciliar, dado reafirmado pelo estudo de SchenkelFernández e Mengue (2005), os quais observaram que 55% dos medicamentos doestoque domiciliar, foram obtidos sem receita médica. Romano-Lieber et al., (2002) afirmaram que as doenças crônicas e patologiasdegenerativas levam a uma maior demanda por medicamentos, sendo assim omotivo que levam a maioria a adquirir os medicamentos adquiridos, via receituáriomédico, ou seja, através da prescrição medica.
  35. 35. 344.7 Identificação da origem do medicamento adquiridoFigura 7 - Percentual da origem do medicamento, Fernandópolis – SP, 2011. (n=128) O estoque domiciliar de medicamentos (64%) foi formado principalmente pormedicamentos comprados em farmácias. Salientando que desses medicamentosencontrados no estoque, uma porcentagem considerável de medicamentos é devenda livre (sem prescrição médica). Alguns exemplos destes medicamentos são:  Antiacnéicos tópicos e adstringentes (exceto retinóides)  Antiácidos, antieméticos, eupépticos, enzimas digestivas (excetobromoprida, metoclopramida, mebeverina, inibidores da bomba de prótons)  Antibacterianos tópicos (permitidos: bacitracina e neomicina)  Antidiarréicos (exceto loperamida infantil e opiáceos)  Anti-sépticos orais, anti-sépticos buco-faríngeos  Aminoácidos, vitaminas e minerais  Antiinflamatórios, como o naproxeno, ibuprofeno e cetoprofeno  Analgésicos, anti-térmicos e anti-piréticos  Emolientes e lubrificantes cutâneos e de mucosas
  36. 36. 35 Estes medicamentos podem ser adquiridos pela população em qualquerdrogaria sem receituário médico, mas tem que ser dispensado por um profissionalfarmacêutico habilitado (BRASIL, 2003). Os entrevistados usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) relataram que,devido à falta de medicação nos postos de saúde, foram levados a procurar afarmácia pra adquirir seus medicamentos, o que acarretou uma crescente nosresultados obtidos em nosso trabalho. O SUS apresenta um tratamento precário à sociedade brasileira,principalmente aos usuários que são diagnosticados com doenças graves comobronquite asmática, diabetes e males do sistema nervoso. Essa é a conclusão deuma análise efetuada pelo Idec de março a setembro de 2002, onde onze cidadesbrasileiras, ao averiguar a disponibilidade dos medicamentos sugeridos peloMinistério da Saúde como "essenciais", apresentou destaques negativos em relaçãoà média nacional de apenas 55,4% que ofertam esses medicamentos. Em SãoPaulo o índice cai para 36% , porém nenhum dos medicamentos procurados foramencontrados em todos os postos visitados. Atualmente a situação não é diferente,apresenta rara melhora. A realidade é que na maioria das vezes é impossível teracesso a todos os medicamentos essenciais. Sendo isso um desrespeito com apopulação, visto que trata-se de um direito, ter acesso a esses medicamentos.Várias denúncias são feitas ao Ministério Público mas, não há previsão de melhorapara essa realidade (KARNICOWSKI; NOBREGA, 2002).
  37. 37. 364.8 Identificação do ambiente domiciliar onde está armazenado o medicamentoFigura 8 – Percentual do ambiente domiciliar onde encontra-se os medicamento, Fernandópolis – SP,2011. (n=128) Dos medicamentos encontrados nos domicílios, assim como em outrosestudos realizados, a cozinha destaca-se como local de armazenagem com 66%dos resultados, seguido pelo quarto 26%. O banheiro e a sala ficaram com 3%,outros lugares somou 2%. Segundo Fernandes (2001), em qualquer casa, por menor que seja semprehaverá a cozinha, e este é o cômodo da casa que está mais próximo à água e defácil acesso a todos os moradores. De acordo com o farmacêutico especialista em Políticas e Gestão da Saúdeda Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Alessandro de Souza Melo: As condições ambientais inadequadas, por exemplo, podem diminuir a estabilidade dos fármacos". Os medicamentos devem ser mantidos em suas embalagens originais e os frascos devem ser conservados sempre bem fechados. Os medicamentos não devem ser mantidos em banheiros ou em cozinhas, já que as variações de temperatura e umidade podem degradar o princípio ativo (PORTAL MINAS SAÚDE, 2011).
  38. 38. 37 É preciso lembrar que cada fármaco precisa de um cuidado específico. A suaestabilidade da formulação depende tanto do fármaco quanto a mistura deexcipientes ou veículos usados e condições intrínsecas e extrínsecas também podeafetar a estabilidade do fármaco. As condições intrínsecas são de responsabilidadedo fabricante relacionados com matéria prima e embalagens e as extrínsecas estãorelacionadas às condições ambientais como luminosidade, temperatura e umidade(RIBEIRO, 2005).4.9 Identificação do local de armazenamento do medicamento nos domicíliosFigura 9 – Percentual dos locais dos domicílios onde o medicamento é armazenado, Fernandópolis –SP, 2011. (n=128) O resultado obtido mostra-se que, 52% dos medicamentos encontram-se emcaixas (embalagem do medicamento ou caixas de sapato), 36% em armários comportas, 5% em estantes, 5% em outros lugares e 2% encontra-se armazenados emsacolas. Os medicamentos podem tornar-se inadequados, quando sua forma dearmazenamento, não for correta, principalmente causada por fatores extrínsecos
  39. 39. 38que lesam as características biofarmacêuticas do medicamento, comprometendo aliberação e absorção do princípio ativo (RIBEIRO, 2005).4.10 Verificação se o medicamento está guardado em sua embalagem originalFigura 10 - Percentual dos medicamentos encontrados em sua embalagem original, Fernandópolis –SP, 2011. (n=128) Foi verificado que os medicamentos encontrados estavam em suasembalagens originais, representando 91% dos resultados, os outros 9 % nãoestavam em sua embalagem original, eram oriundos do posto de saúde. A embalagem além de conter informações importantes do produto, é de sumaimportância para a conservação do medicamento. De acordo com ex-diretor presidente da Anvisa Dirceu Raposo de Mello, oqual propôs mudanças na embalagens devido a problemas identificados no mercadoe reclamados pela população e pelas associações do setor onde afirma: “O objetivoé tornar as informações da embalagem do medicamento mais claras e úteis para ocidadão” e completa “essas mudanças são importantes para que as pessoas quetêm alergia a algum componente da fórmula saibam disso antes de abrir aembalagem” (BRASIL, 2009).
  40. 40. 394.11 Verificação da existência da bula do medicamentoFigura 11 – Percentual do destino da bula dos medicamentos encontrados nos domicílios,Fernandópolis – SP, 2011. (n=128) Foi questionado também qual o destino das bulas dos medicamentospresentes nos domicílios, o resultado obtido foi que, 64% acompanham omedicamento, 29% das bulas eram jogadas fora ou não vinham com o remédio nocaso dos medicamentos oriundos do posto de saúde e 7% guardavam para umaeventual consulta. No Brasil, o principal material informativo de medicamento é a bula. Sabe-seque a bula de medicamento contém informações específicas sobre o mesmo como:a composição química, precauções, advertências e cuidados. Do ponto de vista legalo paciente é um consumidor que tem o direito de receber todas as informações paraa adequada utilização e conservação do medicamento adquirido. Dentre asinformações destacam-se as relacionadas à administração e armazenamento etambém as relacionadas ao esclarecimento dos benefícios do tratamento ereconhecer e agir diante dos problemas referentes ao medicamento. Nem sempre a
  41. 41. 40informação recebida do médico é suficiente para a adequada utilização domedicamento e é através da bula que fornecerá informações sobre o medicamentoprescrito (SILVA et al., 2000).4.12 Destino das sobras dos medicamentos dos domicílios pesquisadosFigura 12 – Percentual do destino das sobras dos medicamentos encontrados, Fernandópolis – SP,2011. (n=56) Questionado aos moradores o que faziam com as sobras dos medicamentos,39% afirmaram descartar no lixo, 27% é guardado para ser usado em outra ocasião,6% é devolvido onde foi adquirido e 5% doam os medicamentos que sobram. Atualmente tem se falado muito sobre poluição e suas consequências aomeio ambiente devido às modificações ambientais que o mundo tem passado como,por exemplo, o aquecimento global. Uma dessas preocupações se dá pelacontaminação do meio ambiente por medicamentos. No mundo se tem comprovado
  42. 42. 41a presença de fármacos, tanto nas águas, como no solo. (ZUCCATO et al., 2005;ZUCCATO et al., 2006). Os restos de medicamentos têm diversas causas. Entre as quais estão adispensação de medicamentos em quantidades desnecessárias para o tratamento,as amostras grátis distribuídas pelos laboratórios farmacêuticos em propaganda, e ogerenciamento impróprio de medicamentos por parte de farmácias e outrosestabelecimentos de saúde (EICKHOFF; SEIXAS; HEINECK, 2009). As duas opções de destinação para medicamentos em desuso são areutilização e o descarte. Nos Estados Unidos, várias farmácias, recebemmedicamentos vencidos ou em desuso. O custo monetário combinado com essaatividade tem sido avaliado em 2 bilhões de dólares por ano, passando o atual valorde mercado dos produtos. Parte desse custo tem sido aplicada ao consumodesenfreado de medicamentos. O FDA (Food and Drug Administration), órgãogovernamental norte-americano não obriga a reutilização de medicamentos e aceitaque esta seja regulamentada, particularmente, em cada estado. Existem discussõesa cerca da reutilização de medicamentos, pois, em certas situações, não se sabe deque maneira esses foram armazenados. Em relação ao descarte, no estado daCarolina do Norte, as regulamentações definem que substâncias controladasprecisam ser descartadas por incineração, pelo sistema de esgotos ou remanejadospara uma farmácia, onde irá ocorrer a destruição (DAUGHTON, 2003). Vários profissionais aconselham que os medicamentos sejam descartadospela descarga do banheiro. Todavia, já há comprovação da contaminação de águassuperficiais através da rede de esgotos e que os plásticos contendo PVC (cloropolivinil), presentes nas embalagens, podem originar dióxidos, furanos e outrospoluentes tóxicos do ar, quando incinerados (BILA; DEZOTTI, 2007).
  43. 43. 424.13 A prática da automedicação entre os entrevistadosFigura 13 – Percentual dos entrevistados que pratica a automedicação, Fernandópolis – SP, 2011.(n=56) O resultado obtido indica que, 68% da população estudada faz à prática daautomedicação, onde 68% responderam sim e 32% responderam que não. Foiobservado também que domicílios que há presença de idosos, a quantidade demedicamento estocado era maior e que os que se automedica são em geral, adultosentre 18-60 anos com pelo menos o 2°Grau completo de escolaridade. Mesmo comum bom nível de escolaridade, a população ainda carece de informações quanto aouso e a manutenção das farmácias caseiras. A automedicação é um ato no qual o individuo, por iniciativa própria ouinfluência de outros, decide ingerir o medicamento para alívio e tratamento. Assume-se como automedicação quando solicita um medicamento sem a apresentação dereceita medica ou descreve-se uma queixa que resulta na venda do medicamentopelo profissional da farmácia. A automedicação também pode incluir, além daadministração pessoal dos fármacos, a medicação de uma pessoa para outra, nãohabilitada (amigos, familiares, etc.), com a intenção de ajudar, o individuo nota
  44. 44. 43melhoras significativas ou até mesmo se cura com o medicamento que indica. Ossintomas podem ser os mesmos em vários tipos de doenças ou mal-estar, mas énecessário ter a consciência de que não se trata do mesmo problema (MATOS,2005).4.14 Observam o aspecto/aparência do medicamento antes de utilizá-loFigura 14 – Percentual entre os entrevistados que observam o aspecto/aparência do medicamentoantes de usá-lo, Fernandópolis – SP, 2011. (n=56) O resultado obtido mostrou que dos 80% entrevistados têm o costume deobservar o aspecto/aparência do medicamento antes de utiliza-lo e somente 20%não costumam observar o medicamento, “acreditam que se veio da farmácia ouposto de saúde, o medicamento não apresenta problema”. Os medicamentos devem sempre ser conservados na sua embalagemoriginal, que foi avaliada para proteção do produto, pois a maioria deles é sensível àluz. Todo e qualquer medicamento tem que ser armazenado em temperaturaambiente fora de umidade e luz direta. Dentre todos os vilões que deteriorammedicamentos, a umidade e o calor são influenciáveis, o calor atua contra a
  45. 45. 44qualidade e a umidade tem o efeito deletério sobre a rotulagem do produto. Aprincípio todo e qualquer medicamento deve ser conservado em temperatura inferiora 25ºC. Por sua vez vários medicamentos requerem condições especiais deconservação e transporte. Eles devem ser guardados preferencialmente emprateleiras afastadas das paredes, porém é normal se ver em armários de banheiroe/ou em cima da geladeira (SOUZA, 2010).4.15 Receberam informações sobre o correto armazenamento demedicamentosFigura 15 – Percentual dos entrevistados que receberam informação sobre armazenamento demedicamento, Fernandópolis – SP, 2011. (n=56) A falta de informação sobre o armazenamento do medicamento no domicílio épreocupante onde, 62% não obtiveram nenhuma informação a respeito. Com osresultados obtidos verificou-se que, há uma grande diferença entre os quereceberam alguma informação sobre armazenamento de medicamento e os que nãoreceberam nenhuma informação, percebeu-se que aqueles que obtiveraminformações, adquiriram através da bula do medicamento, ou através de
  46. 46. 45propagandas, em nenhum momento, o médico, o balconista e o farmacêutico foramcitados como a fonte das informações. Essa falta de informação ou informação incorreta, torna-se a variante maissignificante do estudo, podendo resultar na armazenagem inadequada domedicamento, o que pode acarretar ainda a estabilidade da fórmula farmacêuticaficando a mesma comprometida, tornando o medicamento impróprio para oconsumo. Para Ribeiro, (2005) “estes fatores são preocupantes porque lesam ascaracterísticas biofarmacêuticas do produto, levando a um inevitávelcomprometimento de liberação e absorção do princípio ativo”. Segundo informações publicadas pelo Sistema Nacional de InformaçõesTóxico Farmacológico (SINITOX), os medicamentos são os grandes responsáveispor intoxicações desde 1996, (Fundação Oswaldo Cruz, 2000-2002) sendo que umadas explicações estaria no fato de a população não ter informações exatas de comoe onde armazená-los, como adquiri-los e utilizá-los ou até porque são armazenadosem locais impróprios, podendo assim, comprometer a sua qualidade (LAPORTE,1989) Para resolver este e os demais problemas decorrentes da utilizaçãoinadequada faz-se indispensável o acesso do uso racional de medicamentosmediante a reorientação dessas práticas e a evolução de um processo educativotanto para a equipe de saúde quanto para o usuário (BRASIL, 2001).
  47. 47. 465. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estoque domiciliar de medicamentos sempre esteve presente no cotidianodas pessoas. Ainda são raros os estudos que possibilitam conhecer ascaracterísticas dessas farmácias caseiras e de que maneira esses medicamentossão armazenados. Este trabalho possibilitou conhecer um pouco mais sobre as farmáciascaseiras do município de Fernandópolis/SP. Pode-se afirmar que há uma média baixa se comparada com outros estudos,dos medicamentos de venda livre os mais encontrados foram antitérmicos,analgésicos e antigripais, sendo maioria adquirida em farmácias particulares. Alémdos medicamentos de uso contínuo ou específico para algum tratamento,mantinham em estoque medicamentos de “emergência” como: para dor de cabeça,uma pomada para assadura, remédio para o estômago e fígado, entre outros, paraaliviar o mal estar, não precisando recorrer continuamente a farmácias para adquiri-los. Dos locais preferencialmente escolhidos encontra-se a cozinha e o quarto,utilizando se caixas e armários para o armazenamento. Outros fatores relacionados diretamente às farmácias caseiras são: a práticada automedicação, incentivos das mídias oferecendo medicamentos milagrosos, oacesso fácil a esses medicamentos e a cultura de consumismo faz com que apopulação adquire esses medicamentos e armazenem em suas residências. O uso de medicamentos sem a prescrição, orientação ou acompanhamentode um profissional habilitado define ao que chamamos de automedicação, um dosresponsáveis pelo número de vitimas de intoxicações causadas pelo uso incorretode medicamento. O medicamento se for armazenado incorretamente pode alterar a estabilidadede sua formulação tornando inadequado para sua utilização. Fatores como umidade,temperatura e luminosidade podem lesar as características biofarmacêuticas domedicamento, comprometendo a liberação e absorção do princípio ativo. Algumas
  48. 48. 47dessas alterações podem ser observadas pelo usuário do medicamento como, porexemplo: amolecimento de cápsulas, comprimido esfarelando, suspenções compartículas solida no frasco ou no líquido e mudanças de coloração. O conjunto de resultados indica que é necessário elaborar estratégias parapromover a educação dos cuidados que deve-se ter com o medicamento na suautilização e manutenção dos mesmos, os perigos da automedicação e aconscientização para o uso racional evitando assim as sobras e desperdíciodesnecessário desses medicamentos.
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  56. 56. 55 ANEXO I TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOTítulo da pesquisa: ANÁLISE DO ESTOQUE DOMICILIAR DE MEDICAMENTOS NOMUNICÍPIO DE FERNANDÓPOLIS - SPPesquisadores: Ana Paula Pereira, Karina Borges, Marco Aurélio Gregorini e Paulo AntonioBoracini KawaharaOrientador responsável: Prof. Reges Evandro Teruel BarretoInstituição de Ensino: FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS -FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS - FARMÁCIATelefones para contatos: (17)97771270 – (17)96290334 – (67)81622879 Prezado (a) Senhor (a):• Você está sendo convidado (a) a responder às perguntas deste questionário deforma totalmente voluntária.• Antes de concordar em participar desta pesquisa e responder estequestionário, é muito importante que você compreenda as informações contidasneste documento.• Os pesquisador (es) deverão responder todas as suas dúvidas antes que vocêdecida a participar.• Você tem o direito de desistir de participar da pesquisa a qualquer momento,sem nenhuma penalidade e sem perder os benefícios aos quais tenha direito.Objetivo do estudo: Análise da Prática do Estoque Domiciliar de Medicamentos – FarmáciaCaseira.Procedimentos: Sua participação nesta pesquisa consistirá apenas no preenchimentodeste questionário, respondendo às perguntas formuladas.Benefícios: Esta pesquisa trará maior conhecimento sobre o tema abordado, sem benefíciodireto para você.Riscos: O preenchimento deste questionário não representará qualquer risco de ordemfísica ou psicológica para você.Sigilo: As informações fornecidas por você serão confidenciais e de conhecimento apenasdos pesquisadores responsáveis. Os sujeitos da pesquisa não serão identificados emnenhum momento, mesmo quando os resultados desta pesquisa forem divulgados emqualquer forma

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