LITÍASE URINÁRIA
Kleber Luiz da Fonseca Azevedo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR (Classe A - Auxiliar)
ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO NA
COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS / SEMIOLOGIA E PRÁTICA
MÉDICA
01/03/16
SELEÇÃO DE PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR
(Classe A - Auxiliar)
ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO
NA COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS /
SEMIOLOGIA E PRÁTICA MÉDICA
• Ao final da aula o aluno deverá:
1. Definir calculo urinário;
2. Determinar os tipos de cálculo renal;
3. Entender os principais fatores de risco para os principais tipos de cálculo;
4. Saber abordar um paciente com crise de dor aguda litiásica;
5. Principais exames diagnósticos;
6. Definir a terapia expulsiva e terapia analgésica;
7. Importância do segmento pós Litiásico.
LITÍASE URINÁRIA
-Objetivos-
Uma Visão do Problema
• Calculose renal é uma afecção de elevado impacto social e de alto custo
• Prevalência no mundo contemporâneo elevada, atingindo aproximadamente 5
a 15% da população e sofre influência de fatores genéticos, socioeconômicos,
ambientais e nutricionais
• Acima de 12% da população terá cálculo renal durante a sua vida
• Associado altas taxas de recorrências – 40% em 3 anos e 50% em 5-10 anos
• Incidência – até recentemente era maior no homem que na mulher
• Idade 20 a 40 anos
• É nítida uma relação familiar – 40 a 60% família de 1º grau
Nephron Clin Pract, july 2-2000
NHANES 2007-2010 Sutherland JW, Parks JH, Coe FL. Recurrence after a single renal stone in a community practice. Miner Electrolyte
Metab. 1985;11:267–9.
Fatores de Risco
• Hábitos alimentares – consumo purinas, tipos de líquido, frutose
• Ocupação, sedentarismo, exercícios extenuantes
• Hiperexcreção – cálcio, ácido úrico, oxalato
• Anormalidade do pH
– Ácido → ↓ solubilidade e ↑ saturação tanto de cálcio, oxalato e ácido
úrico
– Alcalino → predispõe a formação de cristais de cálcio e fósforo
• Cálculo de fosfato de cálcio / Fosfato triplo amônia magnesiano (ITU 1)
• Acidose tubular renal
• Deficiência dos inibidores da cristalização
– Citrato, magnésio, pirofosfato, glicosaminoglicanos
• Volume líquido < 1000 ml / dia
Nefrolitíase é uma Doença de Concentração
Supersaturação → cristalização
Nucleação → crescimento do cálculo
Composição e Prevalência Relativa
Esquema das soluções
Cálculo de Cistina
• É uma doença genética (autossômica recessiva)
• Defeito no transporte de aminoácidos dibásicos... Cistina, ornitinina,
lisina, arginina → cistinúria
• Está associada a cálculo ITU
• IRC
• Cálculos duros a LECO
• História familiar cistinúria
Cálculo Cistina - Tratamento
• Alta ingesta de líquidos
• Restrição nutricional de aminoácidos essenciais
– METIONINA (precursor da cistina)
• Alcalinizar a urina – pH > 7.5
• Uso de penicilamida ou tiopronina
– Formação dissulfetos solúveis → ↓ saturação de cistina na urina
• 80% - persistência urina ácida devido piora amoniogênese
• 20% - excesso purinas da dieta
• Hiperuricemia – Homem > 7mg% e Mulher > 6 mg%
– Gôta presente em 20% dos casos
– Congênita - erro do metabolismo das purinas (Síndrome Lesch-Nylon)
– Adquirida – desvio do ácido úrico do intra para o extra-celular
• Doenças mieloproliferativas
• Síndrome de lise tumoral
• Medicamentos – diuréticos tiazídicos
Cálculo Ácido Úrico
Cálculo Ácido Úrico - Tratamento
• Objetivo
– Aumentar solubilidade do ácido úrico na urina e reduzir sua concentração
• Ingesta líquida para manter volume urinário > 2.5 a 3 l / 24 h
• Alcalinização – manter pH 6,5 - 7
– Citrato de potássio – 40 a 60 mEq/d
– Bicarbonado de sódio
• Alopurinol – reduz a excreção e saturação
– Dose – 100 a 350 mg/dia em pacientes com urocosúria acima 1000 mg/24 h
Drogas com Efeito Uricosúrico
• AAS altas doses
• Losartana (± 10% excreção urinária)
• Fibratos (20-30%)
• Atorvastatina
Cálculo de ITU
• pH alcalino
• ITU recorrente por bactérias redutoras de urease
– Ureaplasma, Citrobacter, Serratia, Stafilococcus
epidermites, Pseudomonas aeruginosa, Klebisiella, Proteus
– Exceto E. coli, mesmo elevando o pH (alcalino)
• Anormalidade anatômica
• Sonda vesical
Cálculos Associados Medicamentos
• Vitamina D
• Corticoide
• Acyclovir, Indinavir
• Sulfas
Cálculos de Cálcio
• HIPERCALCIÚRIA
– Conceito :
• Acima 300 mg / dia – homem
• Acima 250 mg / dia – mulher
– IDIOPÁTICA – 95% - Cálcio normal
– SECUNDÁRIA – 5%
• Mieloma múltiplo; Hiperparatireodismo primário
• Tuberculose; Sarcoidose; Imobilização
– Tratamento – diurético
• Tiazídico (aumentar reabsorção distal de cálcio)
• Furosemide – não usar – são calciúricos
4 mg / Kg / dia
H i p e r o x a l ú r i a
• Definição – excreção acima 45 mg/dia, independe do sexo
• Presente 10-60% cálculos Ca – oxalato é mais litogênico
• Associação com doenças inflamatórias do intestino
– Colite ulcerativa, doença de Crohn´s, doença celíaca, pancreatite crônica
Deficiência bactéria oxalobacter formigenes
• Cirurgias bariátricas
– Hiperabsorção intestinal de oxalato (hiperoxalúria entérica), devido
aumento da concentração de sais biliares e ácidos graxos livres no
intestino...
H i p o c i t r a t ú r i a
• Presente 40-50% dos pacientes formadores de cálculo de
cálcio
• Frequente:
– Insuficiência renal
– Diarreias crônicas
– Aumento de ingesta proteica
– Depleção de potássio
– ITU
– Acidose tubular renal distal (tipo 1), → profunda hipocitratúria,
hipercalciúria e pH alcalino
– Idiopática
Calculose Relacionado Resistência Insulina (RI)
• Síndrome metabólica
• Obesidade
• Diabete mellitus
• Gota
– Diminui amniogênese renal → retardo excreção urinária relativa de
amônia → pH ácido → formação de cálculo ácido úrico ou misto
Fatores Dietéticos
Cólica Nefrética
• Em geral ocorre quando há obstrução em algum local trato urinário pelo
cálculo
• Ureterolitíase é responsável por 56% dos casos cólica renal
• Dor intensa com ou sem irradiação
– Dor com irradiação – flancos, fossas ilíacas, face interna da coxa, testículos,
grandes lábios ou uretra
• Hematúria macro ou microscópica presente 85,5%
• Náusea ou vômitos – é em função da inervação esplênica comum do
intestino e da cápsula renal – hidronefrose ou distensão capsula renal
T r a t a m e n t o
Direcionado para o Controle da Dor
• Volume de liquido
– Aumento da ingesta hídrica → ↑ pressão nos bacinetes → ↑
prostaglandinas → ↑ produção de urina → DOR
– Ruputura dos cálices renais (aumento da pressão)
• Antiespasmódicos
• Analgésicos não opióides
• AINE
• Narcóticos
Antiespasmódicos
Comumente Associado a Dipirona
• N-butilescopolamina com dipirona (Buscopam composto)
• Efeitos anticolinérgicos sobre a musculatura lisa e analgésica
• Segundo uma revisão recente, associação com antiespasmódicos parece
não aumentar a eficácia analgésica
• Outra desvantagem do antiespasmódico – distensão abdominal e
constipação intestinal
• Razão pelo qual alguns serviços preconizam o uso apenas da DIPIRONA
Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
D i p i r o n a
• É uma droga não opióide
• Mais popularmente utilizada como analgésico em muitos países,
exceto USA e Inglaterra pelo raro aparecimento de agranulocitose
• Dose – 2 g (2 ampolas) podendo ser administrada de 6/6 h EV,
inclusive em gestantes
• Efeitos colaterais - boca seca e sonolência
Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
A I N E S
• Não seletivos que bloqueia toda a cascata do ácido araquidônico
– Diclofenaco, cetoprofeno (Profenid)
• Inibidores da ciclooxigenase 2 - são mais seletivos
• Eficácia baseia-se no bloqueio renal da arteríola aferente que reduz TFG como
consequência:
– Diminuição da diurese, edema e do estimulo da musculatura ureteral
• Profenid 100 mg EV ou diluído em 100 ml SF – 30 min
• Cuidados – evitar em pacientes grupo de riscos – idosos e em gestantes
• Efeitos colaterais – dispepsia, diarreia, sangramento, tontura, hipertensão arterial,
edema periférico, hipersensibilidade
• Deve ser interrompido 3 dias antes da LECO
Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
N a r c ó t i c o s
• Sulfato tramadol - 50 a 100 mg/dose EV ou diluído 100 ml
SF – 30 min
• Meperidina – dose 1ml/kg
• Morfina – 0,1ml/kg EV no máximo de 4/4hs
• Efeitos colaterais - náuseas e vômitos – sugere fazer de
forma lenta e diluída mais antiemético
• Outros efeitos colaterais – sedação, desorientação,
aumento da pressão intracraniana, retenção urinária,
constipação, espasmo biliar
MET (Medical Expulsive Therapy)
• 2007 – Metanálise uso bloqueadores alfa-adrenérgicos
– Tamsulina – 0,4 mg (secotex)
– Terazosina – 5 mg (Hitrin)
– Daxozasina – 4 mg (Carduram)
• Ação – diminui o tônus da musculatura lisa, ureter, frequência e
força da peristalse
• Bloqueadores dos canais de cálcio
– Suprime a contração da musculatura lisa e reduz o espasmo ureteral
– Dose 30 mg/dia
• Obs : Bloqeuio alfa-adrenérgico 29% x BCCa 9% - indicação cálculo <
5 mm
Tempo de Eliminação do Cálculo
• 75 pacientes
• Eliminação espontânea
– Maioria < 4mm
– Improvável > 10 mm
– < 2 mm → 8 dias
– 2-4 mm → 12 dias
– 4-6 mm → 22 dias
– > 5 mm → 50% com intervenção
• 95% dos cálculos eliminados em 31-40 dias
• Cálculos menores e mais distais → maior chance
Miller and Kane J Urol 1999; 162: 688
D R C
Mecanismos / Complicações
• Uropatia obstrutiva:
– IRA
– IRC
• Vasoconstricção e inflamação em resposta pressão
intratubular → isquemia → ↓ fluxo sanguíneo renal e TFG
• Persistência da obstrução → glomeruloesclerose, atrofia
tubular e fibrose intersticial
– Obstrução completa unilateral por 24 h (modelo ratos)
leva perda irreversível da função renal em 15%
(J Am Soc Nephrol, 21:1641-44, 2010
D R C
Mecanismos / Complicações
• LECO para cálculo < 2 cm
– Lesão parenquimatosa renal depende do número de choques e da
intensidade de energia, levando a diminuição de fluxo sanguíneo
(vasoconstrição) e taxa de filtração glomerular
– IRM, cintilografia nuclear em pacientes pós LECO apresentou 74%
de anormalidade (contusão por onda de choque)
– Hipertensão arterial
Exames de Imagens
• Rx simples de abdome – não dar obstrução
• Urografia excretora – requer contraste
• US aparelho urinário
– Sem irradiação – ruim para cálculos de terço médio
– Melhor indicado em gestantes
• TC helicoidal abdominal e pélvica
– Não precisa de contraste
– Detectar cálculo 1 mm, mesmo se for ácido úrico
Obs : evitar durante cólica renal – USR e urografia excretora
Segmento do Litiásico
• US renal anual para evitar surpresa
– Normal
– Crescimento cálculo
– Multiplicação
– Hidronefrose
Nephrol Dialysis Transplantation, august 2012
LITÍASE URINÁRIA
Kleber Luiz da Fonseca Azevedo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR (Classe A - Auxiliar)
ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO NA
COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS / SEMIOLOGIA E PRÁTICA
MÉDICA
01/03/16

Nefrolitiase: Diagnóstico e tratamento

  • 1.
    LITÍASE URINÁRIA Kleber Luizda Fonseca Azevedo UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR (Classe A - Auxiliar) ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO NA COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS / SEMIOLOGIA E PRÁTICA MÉDICA 01/03/16
  • 2.
    SELEÇÃO DE PROFESSORDO MAGISTERIO SUPERIOR (Classe A - Auxiliar) ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO NA COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS / SEMIOLOGIA E PRÁTICA MÉDICA
  • 3.
    • Ao finalda aula o aluno deverá: 1. Definir calculo urinário; 2. Determinar os tipos de cálculo renal; 3. Entender os principais fatores de risco para os principais tipos de cálculo; 4. Saber abordar um paciente com crise de dor aguda litiásica; 5. Principais exames diagnósticos; 6. Definir a terapia expulsiva e terapia analgésica; 7. Importância do segmento pós Litiásico. LITÍASE URINÁRIA -Objetivos-
  • 4.
    Uma Visão doProblema • Calculose renal é uma afecção de elevado impacto social e de alto custo • Prevalência no mundo contemporâneo elevada, atingindo aproximadamente 5 a 15% da população e sofre influência de fatores genéticos, socioeconômicos, ambientais e nutricionais • Acima de 12% da população terá cálculo renal durante a sua vida • Associado altas taxas de recorrências – 40% em 3 anos e 50% em 5-10 anos • Incidência – até recentemente era maior no homem que na mulher • Idade 20 a 40 anos • É nítida uma relação familiar – 40 a 60% família de 1º grau Nephron Clin Pract, july 2-2000 NHANES 2007-2010 Sutherland JW, Parks JH, Coe FL. Recurrence after a single renal stone in a community practice. Miner Electrolyte Metab. 1985;11:267–9.
  • 5.
    Fatores de Risco •Hábitos alimentares – consumo purinas, tipos de líquido, frutose • Ocupação, sedentarismo, exercícios extenuantes • Hiperexcreção – cálcio, ácido úrico, oxalato • Anormalidade do pH – Ácido → ↓ solubilidade e ↑ saturação tanto de cálcio, oxalato e ácido úrico – Alcalino → predispõe a formação de cristais de cálcio e fósforo • Cálculo de fosfato de cálcio / Fosfato triplo amônia magnesiano (ITU 1) • Acidose tubular renal • Deficiência dos inibidores da cristalização – Citrato, magnésio, pirofosfato, glicosaminoglicanos • Volume líquido < 1000 ml / dia
  • 6.
    Nefrolitíase é umaDoença de Concentração Supersaturação → cristalização Nucleação → crescimento do cálculo
  • 7.
  • 10.
  • 11.
    Cálculo de Cistina •É uma doença genética (autossômica recessiva) • Defeito no transporte de aminoácidos dibásicos... Cistina, ornitinina, lisina, arginina → cistinúria • Está associada a cálculo ITU • IRC • Cálculos duros a LECO • História familiar cistinúria
  • 12.
    Cálculo Cistina -Tratamento • Alta ingesta de líquidos • Restrição nutricional de aminoácidos essenciais – METIONINA (precursor da cistina) • Alcalinizar a urina – pH > 7.5 • Uso de penicilamida ou tiopronina – Formação dissulfetos solúveis → ↓ saturação de cistina na urina
  • 13.
    • 80% -persistência urina ácida devido piora amoniogênese • 20% - excesso purinas da dieta • Hiperuricemia – Homem > 7mg% e Mulher > 6 mg% – Gôta presente em 20% dos casos – Congênita - erro do metabolismo das purinas (Síndrome Lesch-Nylon) – Adquirida – desvio do ácido úrico do intra para o extra-celular • Doenças mieloproliferativas • Síndrome de lise tumoral • Medicamentos – diuréticos tiazídicos Cálculo Ácido Úrico
  • 14.
    Cálculo Ácido Úrico- Tratamento • Objetivo – Aumentar solubilidade do ácido úrico na urina e reduzir sua concentração • Ingesta líquida para manter volume urinário > 2.5 a 3 l / 24 h • Alcalinização – manter pH 6,5 - 7 – Citrato de potássio – 40 a 60 mEq/d – Bicarbonado de sódio • Alopurinol – reduz a excreção e saturação – Dose – 100 a 350 mg/dia em pacientes com urocosúria acima 1000 mg/24 h
  • 15.
    Drogas com EfeitoUricosúrico • AAS altas doses • Losartana (± 10% excreção urinária) • Fibratos (20-30%) • Atorvastatina
  • 16.
    Cálculo de ITU •pH alcalino • ITU recorrente por bactérias redutoras de urease – Ureaplasma, Citrobacter, Serratia, Stafilococcus epidermites, Pseudomonas aeruginosa, Klebisiella, Proteus – Exceto E. coli, mesmo elevando o pH (alcalino) • Anormalidade anatômica • Sonda vesical
  • 17.
    Cálculos Associados Medicamentos •Vitamina D • Corticoide • Acyclovir, Indinavir • Sulfas
  • 18.
    Cálculos de Cálcio •HIPERCALCIÚRIA – Conceito : • Acima 300 mg / dia – homem • Acima 250 mg / dia – mulher – IDIOPÁTICA – 95% - Cálcio normal – SECUNDÁRIA – 5% • Mieloma múltiplo; Hiperparatireodismo primário • Tuberculose; Sarcoidose; Imobilização – Tratamento – diurético • Tiazídico (aumentar reabsorção distal de cálcio) • Furosemide – não usar – são calciúricos 4 mg / Kg / dia
  • 19.
    H i pe r o x a l ú r i a • Definição – excreção acima 45 mg/dia, independe do sexo • Presente 10-60% cálculos Ca – oxalato é mais litogênico • Associação com doenças inflamatórias do intestino – Colite ulcerativa, doença de Crohn´s, doença celíaca, pancreatite crônica Deficiência bactéria oxalobacter formigenes • Cirurgias bariátricas – Hiperabsorção intestinal de oxalato (hiperoxalúria entérica), devido aumento da concentração de sais biliares e ácidos graxos livres no intestino...
  • 21.
    H i po c i t r a t ú r i a • Presente 40-50% dos pacientes formadores de cálculo de cálcio • Frequente: – Insuficiência renal – Diarreias crônicas – Aumento de ingesta proteica – Depleção de potássio – ITU – Acidose tubular renal distal (tipo 1), → profunda hipocitratúria, hipercalciúria e pH alcalino – Idiopática
  • 22.
    Calculose Relacionado ResistênciaInsulina (RI) • Síndrome metabólica • Obesidade • Diabete mellitus • Gota – Diminui amniogênese renal → retardo excreção urinária relativa de amônia → pH ácido → formação de cálculo ácido úrico ou misto
  • 23.
  • 25.
    Cólica Nefrética • Emgeral ocorre quando há obstrução em algum local trato urinário pelo cálculo • Ureterolitíase é responsável por 56% dos casos cólica renal • Dor intensa com ou sem irradiação – Dor com irradiação – flancos, fossas ilíacas, face interna da coxa, testículos, grandes lábios ou uretra • Hematúria macro ou microscópica presente 85,5% • Náusea ou vômitos – é em função da inervação esplênica comum do intestino e da cápsula renal – hidronefrose ou distensão capsula renal
  • 26.
    T r at a m e n t o Direcionado para o Controle da Dor • Volume de liquido – Aumento da ingesta hídrica → ↑ pressão nos bacinetes → ↑ prostaglandinas → ↑ produção de urina → DOR – Ruputura dos cálices renais (aumento da pressão) • Antiespasmódicos • Analgésicos não opióides • AINE • Narcóticos
  • 27.
    Antiespasmódicos Comumente Associado aDipirona • N-butilescopolamina com dipirona (Buscopam composto) • Efeitos anticolinérgicos sobre a musculatura lisa e analgésica • Segundo uma revisão recente, associação com antiespasmódicos parece não aumentar a eficácia analgésica • Outra desvantagem do antiespasmódico – distensão abdominal e constipação intestinal • Razão pelo qual alguns serviços preconizam o uso apenas da DIPIRONA Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
  • 28.
    D i pi r o n a • É uma droga não opióide • Mais popularmente utilizada como analgésico em muitos países, exceto USA e Inglaterra pelo raro aparecimento de agranulocitose • Dose – 2 g (2 ampolas) podendo ser administrada de 6/6 h EV, inclusive em gestantes • Efeitos colaterais - boca seca e sonolência Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
  • 29.
    A I NE S • Não seletivos que bloqueia toda a cascata do ácido araquidônico – Diclofenaco, cetoprofeno (Profenid) • Inibidores da ciclooxigenase 2 - são mais seletivos • Eficácia baseia-se no bloqueio renal da arteríola aferente que reduz TFG como consequência: – Diminuição da diurese, edema e do estimulo da musculatura ureteral • Profenid 100 mg EV ou diluído em 100 ml SF – 30 min • Cuidados – evitar em pacientes grupo de riscos – idosos e em gestantes • Efeitos colaterais – dispepsia, diarreia, sangramento, tontura, hipertensão arterial, edema periférico, hipersensibilidade • Deve ser interrompido 3 dias antes da LECO Ita P Heilberg – Unifesp - EPM
  • 30.
    N a rc ó t i c o s • Sulfato tramadol - 50 a 100 mg/dose EV ou diluído 100 ml SF – 30 min • Meperidina – dose 1ml/kg • Morfina – 0,1ml/kg EV no máximo de 4/4hs • Efeitos colaterais - náuseas e vômitos – sugere fazer de forma lenta e diluída mais antiemético • Outros efeitos colaterais – sedação, desorientação, aumento da pressão intracraniana, retenção urinária, constipação, espasmo biliar
  • 31.
    MET (Medical ExpulsiveTherapy) • 2007 – Metanálise uso bloqueadores alfa-adrenérgicos – Tamsulina – 0,4 mg (secotex) – Terazosina – 5 mg (Hitrin) – Daxozasina – 4 mg (Carduram) • Ação – diminui o tônus da musculatura lisa, ureter, frequência e força da peristalse • Bloqueadores dos canais de cálcio – Suprime a contração da musculatura lisa e reduz o espasmo ureteral – Dose 30 mg/dia • Obs : Bloqeuio alfa-adrenérgico 29% x BCCa 9% - indicação cálculo < 5 mm
  • 32.
    Tempo de Eliminaçãodo Cálculo • 75 pacientes • Eliminação espontânea – Maioria < 4mm – Improvável > 10 mm – < 2 mm → 8 dias – 2-4 mm → 12 dias – 4-6 mm → 22 dias – > 5 mm → 50% com intervenção • 95% dos cálculos eliminados em 31-40 dias • Cálculos menores e mais distais → maior chance Miller and Kane J Urol 1999; 162: 688
  • 33.
    D R C Mecanismos/ Complicações • Uropatia obstrutiva: – IRA – IRC • Vasoconstricção e inflamação em resposta pressão intratubular → isquemia → ↓ fluxo sanguíneo renal e TFG • Persistência da obstrução → glomeruloesclerose, atrofia tubular e fibrose intersticial – Obstrução completa unilateral por 24 h (modelo ratos) leva perda irreversível da função renal em 15% (J Am Soc Nephrol, 21:1641-44, 2010
  • 34.
    D R C Mecanismos/ Complicações • LECO para cálculo < 2 cm – Lesão parenquimatosa renal depende do número de choques e da intensidade de energia, levando a diminuição de fluxo sanguíneo (vasoconstrição) e taxa de filtração glomerular – IRM, cintilografia nuclear em pacientes pós LECO apresentou 74% de anormalidade (contusão por onda de choque) – Hipertensão arterial
  • 35.
    Exames de Imagens •Rx simples de abdome – não dar obstrução • Urografia excretora – requer contraste • US aparelho urinário – Sem irradiação – ruim para cálculos de terço médio – Melhor indicado em gestantes • TC helicoidal abdominal e pélvica – Não precisa de contraste – Detectar cálculo 1 mm, mesmo se for ácido úrico Obs : evitar durante cólica renal – USR e urografia excretora
  • 36.
    Segmento do Litiásico •US renal anual para evitar surpresa – Normal – Crescimento cálculo – Multiplicação – Hidronefrose
  • 37.
  • 38.
    LITÍASE URINÁRIA Kleber Luizda Fonseca Azevedo UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE PROFESSOR DO MAGISTERIO SUPERIOR (Classe A - Auxiliar) ÁREA: NEFROLOGIA / ENSINO TUTORIAL / EDUCAÇÃO NA COMUNIDADE / HABILIDADES CLÍNICAS / SEMIOLOGIA E PRÁTICA MÉDICA 01/03/16