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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
FACULDADES INTEGRADAS DE FERNADÓPOLIS




     JULIANA CRISTINA DA SILVA
      LETICIA FERRONI RIVELLI
   NAIARA DE OLIVEIRA MENEGASSI




OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS




         FERNANDÓPOLIS
              2011
JULIANA CRISTINA DA SILVA
     LETICIA FERRONI RIVELLI
  NAIARA DE OLIVEIRA MENEGASSI




OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS


         Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da
         Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito
         para obtenção de título de bacharel em Farmácia.

         Orientadora: Profª. Vanessa Maira Rizzato Silveira




         FERNANDÓPOLIS
              2011
JULIANA CRISTINA DA SILVA
LETICIA FERRONI RIVELLI
NAIARA MENEGASSI

OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS

                         Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da
                         Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito
                         parcial para obtenção de título de bacharel em Farmácia.




                                             Aprovada em 03 novembro de 2011.




Examinadores




__________________________________________
Profº Daiane Pereira Mastrocola Bizelli




___________________________________________
Farmacêutica Franciele Michelassi Carrinho
Dedicamos        a      todos     os
desenvolvedores e profissionais de
Farmácia, que nos inspiraram direta
ou indiretamente.
Aos nossos pais pelo exemplo de
coragem, simplicidade e persistência
em suas metas e que souberam
entender os motivos de nossa
ausência.
Aos nossos queridos amigos e
familiares que tantas vezes carentes
de nossa presença, mas não do
nosso amor.

Juliana, Letícia, e Naiara.
Agradeço primeiramente a Deus, que através da força do teu
espírito, me fez superar as dificuldades encontradas no
caminho. Por ter me dado a chance de ser aquilo que escolhi,
por ter confiado a mim o dom de cuidar e por todas as coisas
maravilhosas que tem feito em minha vida.
Aos meus pais Rubens e Sandra, por terem acreditado em
mim, por toda a força, confiança e dedicação nesses cinco
anos de graduação, por terem me apoiado e por muitas vezes
terem se sacrificado para me dar tudo o que precisei, meu
agradecimento pelas horas em que ficaram ao meu lado não
me deixando desistir e me mostrando que sou capaz de chegar
onde desejo, sem dúvida foram os que me deram o maior
incentivo para conseguir concluir esse trabalho.
Agradeço a meus avos maternos Lisvaldo e Maria, e também
aos paternos Agenor e minha eterna avo Davina que tenho a
certeza de que onde estiver esta com os dedinhos cruzados
torcendo por mim.
Ao meu namorado Luis Gustavo por ter acreditado em meu
potencial, pela colaboração e compreensão, por ser um
verdadeiro amigo e companheiro em todos os momentos que
passamos juntos. Obrigada!
A minha orientadora e professora Vanessa Maira Rizzato
Silveira que me acompanhou nesta trajetória acadêmica e por
ter aceitado o nosso convite nos orientando na elaboração
deste trabalho sempre com alto astral e disponibilidade.
Agradeço a todos os amigos de turma e faculdade. Foi incrível
conviver com vocês, poderia dizer que foram mais alguns
amigos que conquistei pela vida, mas não, digo que são OS
MELHORES, vocês souberam exatamente como cuidar de
mim, e me fazer sorrir sempre. Muito obrigada!
A todos aqueles que contribuíram direta e indiretamente para
que este trabalho fosse concluído com sucesso. Nessa
caminhada, muitos são lembrados, alguns são esquecidos,
porem agradeço por um dia terem feito parte da minha vida.
Meu muito Obrigada, de coração!

                                    Juliana Cristina da Silva
Agradeço a Deus pelas oportunidades que me foram dadas na
vida, por me amparar nos momentos difíceis, me dar força
interior para superar as dificuldades e mostrar o caminho nas
horas incertas.
Aos meus pais Vicente Rivelli e Neusa Ferroni Rivelli, meus
verdadeiros mestres, modelos reais de perseverança, parceria,
dedicação, paciência e ética. A minha irmã Laís, pelo carinho e
compreensão.
A minha orientadora Professora Vanessa Rizzato, por ter nos
ajudado na realização desse trabalho.
A minha amiga Francielli Carrinho e Professora Daiane
Mastrocola pela participação na defesa da dissertação e pelas
contribuições no trabalho.
Dedico ao meu namorado Maicon que sempre esteve ao meu
lado com sua extrema paciência me ajudando e orientando
durante toda realização deste trabalho.
Todos só posso dizer: Muito Obrigado!

                                        Letícia Ferroni Rivelli
Agradeço a Deus, pelo auxilio na superação dos muitos
obstáculos que inicialmente, pareciam intransponíveis, e foram
vencidos ao longo da elaboração deste trabalho.
Agradeço aos meus Pais (Levir e Marta), porque mesmo que
tivesse em minhas mãos todo o perfume das rosas, toda a
beleza do céu, toda a pureza dos anjos, toda a inocência das
crianças, toda a grandeza do mar, toda a força das ondas,
mesmo que eu tivesse todas as coisas belas da vida e todos os
belos lugares do mundo nada teria sentido se eu não tivesse o
presente mais valioso, mais nobre e mais sagrado que Deus
pode me dar... Vocês!
A minha irmã Francieli pelo suporte de “otimismo” durante o
curso, agradeço a Deus por você existir.
Ao meu namorado Renato, que sempre esteve ao meu lado
com sua extrema paciência me ajudando e orientando durante
toda a realização deste trabalho.
Agradeço à orientadora, Prof.a Vanessa Rizzato, que com seu
incansável conhecimento, contribuiu com ricas sugestões,
críticas e estímulos, proporcionando assim, muitos progressos
acadêmicos.
Aos meus professores, que não mediram esforços para
transmitir parte do vasto conhecimento de cada um.
Aos amigos presentes, os que precisaram ir embora e a todos
que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento
deste trabalho.

                               Naiara de Oliveira Menegassi
"Cultiva hoje sementes de equilíbrio alimentar,
ventos de equilíbrio físico e flores de boa disposição
e colhe amanhã, boa forma, disposição e alegria."

                       (Ana Teresa M. P. Marques)
Resumo
                       OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS



A obesidade é considerada uma doença crônica que provoca ou acelera o
desenvolvimento de muitas doenças, podendo causar a morte precoce. Durante
vários anos a obesidade era associada como distúrbios psíquicos, falta de caráter ou
ainda auto-indulgência por ela cometida. No entanto hoje o sedentarismo,
alimentação inadequada, hábitos alimentares equivocados, entre outros, são alguns
dos fatores responsáveis pelo aumento na incidência da obesidade. Atualmente é
considerada uma forte indicação de doenças cardiovasculares e diabetes. Pode
acarretar, também, distúrbios psicológicos, isolamento, depressão e baixa auto-
estima. É considerado, sem duvida alguma, um grande problema da sociedade
moderna globalizada, atingindo elevadas proporções entre a população. O
tratamento farmacológico da obesidade só esta indicada quando índice de massa
corporal (IMC) for maior que 30 ou quando os pacientes apresentam IMC superior a
25 com doenças associadas; ou ate mesmo quando a dieta e exercícios físicos não
apresentam resultados. Existem diversos medicamentos disponíveis para o
tratamento da obesidade, e que são classificados de acordo com seu mecanismo de
ação sendo fármacos de ação colinérgicos, serotoninérgicas, termos gênicos, mistos
“catecolinergicos + serotoninérgicos” e os que atuam a nível intestinal. Os
anorexígenos podem ser agentes noradrenergicos ou drogas serotoninérgicas. Os
primeiros são derivados anfetaminicos que tem como principal limitação ao uso, os
efeitos indesejáveis sobre o aparelho cardiovascular e o SNC (sistema nervoso
central). As drogas serotoninérgicas também são derivadas anfetaminicas com
menor potencial, seu principal efeito é produzir a saciedade e reduzir a ingestão de
carboidratos. Os efeitos colaterais dos serotonérgicos (descritos sonolência, cefaléia
e ansiedade) são mais tolerados que os noradrenérgicos. Existem varias questões
quanto às indicações, tempo de uso e escolha do agente farmacológico no
tratamento da obesidade. De acordo com a RDC 52/11 os anorexígenos
dietilpropiona, femproporex e mazindol foram retirados do mercado, deixando
apenas a sibutramina, porem ainda não se sabe se apenas a sibutramina será
eficiente para pacientes já em tratamento. Acreditamos então que haverá uma
grande busca dessas substanciam proibidas pela Agencia de Vigilância Sanitária no
mercado ilegal, que acarretara no uso totalmente indiscriminado e sem controle
desses medicamentos.




Palavras chave: Obesidade; Tratamento e Anorexígenos.
ABSTRAT


             OBESITY IS THE USE OF APPETITE SUPPRESSANTS.

Obesity is considered a chronic disease that causes or accelerates the development
of many diseases, may cause early death. For several years was associated with
obesity and mental disorders, lack of character or self-indulgence for her
committed. However today's sedentary lifestyle, unhealthy diet, wrong eating habits,
among others, are some of the factors responsible for the increased incidence of
obesity. Presently there is a strong indication of cardiovascular disease and
diabetes. It can lead also psychological disorders, isolation, depression and low self-
esteem. It is considered, without doubt, a major problem in the modern globalized
society, reaching high proportions in the population. Pharmacological treatment of
obesity is only indicated when body mass index (BMI) is greater than 30 or when
patients with BMI greater than 25 diseases, or even when diet and exercise do not
show results. There are several medications available to treat obesity, and are
classified according to their mechanism of action and acting drugs cholinergic,
serotoninergic, thermogenic, mixed "catecolinergicos serotonergic +" and those who
work the intestinal level. The anorectic agents may be noradrenergic or serotonergic
drugs. The former are derived from amphetamine which has the main limitation to the
use, adverse effects on the cardiovascular and CNS. The serotonergic drugs are also
derived from amphetamine with less potential, its main effect is to produce satiety
and reduce your intake of carbohydrates. Side effects of serotonergic (described
drowsiness, headache and anxiety) are more tolerated than the noradrenergic. There
are several issues relating to indications, time of use and choice of pharmacological
agent in the treatment of obesity. According to the DRC 52/11 anorectic
diethylpropion, and mazindol femproporex were withdrawn, leaving only sibutramine,
but not yet known whether sibutramine is effective only for patients already on
treatment. We believe then that there will be a great demand for these substances
prohibited by the Agency for Sanitary Surveillance in the illegal market, which
entailed the use of indiscriminate and totally out of control of these drugs.



Keywords: Obesity Treatment and Anorectics
LISTA DE ILUSTRAÇÕES


Figura 1: Classificação do índice de massa corporal ............................................... 20
Figura 2: IMC (Índice de Massa Corpórea) e os riscos associados ......................... 23
Figura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação. ........................................ 43
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 13
2 OBJETIVO ............................................................................................................ 16
3 REVISÃO LITERÁRIA .......................................................................................... 17
3.1 OBESIDADE ...................................................................................................... 17
3.1.1 Causas............................................................................................................ 19
3.1.2 Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas ....................... 20
3.1.2.1 Obesidade por Distúrbios Nutricional ........................................................... 20
3.1.2.2 Obesidade por Inatividade Física ................................................................. 21
3.1.2.3 Obesidade Decorrente de Distúrbios Emocionais ........................................ 21
3.1.2.4 Obesidade Secundária ás Alterações Endócrinas ....................................... 22
           Hipotireoidismo ............................................................................................ 23
           Síndromes Ovários policísticos ................................................................... 23
           Déficit de hormônio de crescimento ............................................................. 23
           Síndromes Prader-Willi ................................................................................ 24
           Síndrome de Cushing .................................................................................. 24
           Pseudo-hipoparatireoidismo ........................................................................ 24
           Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de Insulina ........ 24
           Hipogonadismo ............................................................................................ 24
3.1.2.5 Obesidade de Causa Genética .................................................................... 25
           Autossômico Recessiva ............................................................................... 25
           Ligado ao Cromossomo X ........................................................................... 25
           Cromossômicas ........................................................................................... 26
           Síndrome de Laurence- Moon-Biedl ............................................................ 26
3.1.2.6 Clínica da Obesidade ................................................................................... 26
           Obesidade Difusa ou Generalizada ............................................................. 26
           Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta) ..................................... 27
           Obesidade Ginecóide .................................................................................. 27
3.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................... 27
3.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................. 27
3.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE ......................................................................... 28
3.4.1 Obesidade infanto-juvenil ............................................................................. 29
3.4.2 Obesidade na adolescência ......................................................................... 29
3.4.3 Obesidade Adulto .......................................................................................... 29
3.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE................................................ 29
3.6 IMPACTOS DA OBESIDADE NA SAÚDE.......................................................... 29
           Aparelho Cardiovascular .......................................................................... 30
           Metabolismo Glicídico............................................................................... 30
           Câncer ........................................................................................................ 30
           Aparelho Respiratório ............................................................................... 31
           Sistema Musculoesquelético .................................................................... 31
           Sistema Reprodutor Feminino.................................................................. 32
           Outros Distúrbios ...................................................................................... 32
           Síndrome Metabólica................................................................................. 32
3.7 TRATAMENTO................................................................................................... 32
3.7.1 Tratamento não Farmacológico ................................................................... 33
3.7.1.1 Cirúrgica ...................................................................................................... 33
3.7.1.2 Dietoterápicas .............................................................................................. 34
3.7.1.3 Atividade Física ............................................................................................ 35
3.7.2 Tratamento Farmacológico .......................................................................... 35
3.7.2.1 Anorexígenos ............................................................................................... 36
                   3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos ....................................................... 37
                          3.7.2.1.1.1 Sibutramina ................................................................ 37
                          3.7.2.1.1.2 Dietilpropiona ............................................................. 38
                          3.7.2.1.1.3 Femproporex ............................................................. 39
                          3.7.2.1.1.4 Mazindol .................................................................... 40
3.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras............................................. 42
3.8 RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE ANOREXÍGENOS............................ 42
3.8.1 Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar ...................................................... 42
3.9 PRINCIPAIS PONTOS DA RDC 52/11 .............................................................. 43
4 METODOLOGIA ................................................................................................... 44
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 45
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 47
ANEXO A ................................................................................................................. 52
ANEXO B ................................................................................................................. 67
13



                                      INTRODUÇÃO




      A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de
gordura corporal, e extensão tal que acarreta prejuízos a saúde do indivíduo. São
muitos    e   variados,   incluindo    desde   dificuldades   respiratórias,   problemas
dermatológicos e distúrbios do aparelho locomotor alem do favorecimento de
enfermidades potencialmente letais como dislipidemias, doenças cardiovasculares,
diabetes não-insulino dependentes, certos tipos de câncer. Estima-se que o
tratamento da obesidade e de suas consequências consuma 2% a 7% do total de
gastos em saúde feitos pelos países desenvolvidos (MONTEIRO; CONDE, 1999).
         Depois da revolução industrial em meados do século XX, muitas coisas
mudaram na vivencia do homem, a mulher ganhou espaço no mercado de trabalho,
passou a ajudar nas despesas do lar, e a perder a dedicação exclusiva a família.
Como toda ação tem uma reação, mudanças drásticas como estas certamente
teriam consequências que só seriam percebidas no século seguinte. Com menos
tempo para se dedicar a casa e aos familiares, foi necessário a readaptação as
tarefas domésticas incluindo as refeições que até então eram feitas como grandes
banquetes onde fixava várias fontes de vitaminas, proteínas e minerais. Sem contar
com os avanços tecnológicos que reduziram em massa as atividades mecânicas dos
indivíduos, formando assim uma nova sociedade provida de mazelas resultantes
destes fatos, começa ai um dos grandes problemas da modernidade e desta era, a
“obesidade”. Considerada uma das principais ameaças à saúde, e a mais nova
epidemia do século XXI. Uma rotina marcada pela correria em função do trabalho,
estudos, etc. Com tudo isso não há tempo para uma alimentação saudável e
balanceada, assim, o famoso “fast food” torna-se a opção mais viável; não havendo,
também, a oportunidade para a prática de atividades físicas, levando o sedentarismo
a ganhar status (DIAS, 2011).
      Diferenças no estado nutricional podem ser decorrentes tanto de influência
genética, quanto do meio ambiente e/ou interação entre ou ambos. A correlação
entre sobrepeso dos pais e de seus filhos é grande e decorre do compartilhamento
da hereditariedade, do meio ambiente e das condições socioeconômicas em que
vivem (FONSECA; SICHIER; VEIGA, 1998).
14



      Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no Brasil, considerando
indivíduos com mais de 18 anos, em 2010, encontrou uma freqüência de excesso de
peso ou sobrepeso de 46,6%, sendo maior entre homens (51%) do que em
mulheres (42,3%) (MELO, 2010).
       A obesidade por ser uma patologia que altera o aspecto físico e mental dos
envolvidos é responsável por grandes dificuldades por eles correntes como
interrupções de relacionamentos afetivos e sociais, problemas para se manter no
mercado de trabalho e até mesmo quadros psiquiátricos decorrentes da
marginalização que a sociedade como um todo incide ao individuo portador da
doença (CLAUDINO; ZANELLA, 2005).
       A mesma pode ser determinada pela associação de vários fatores, incluindo
os orgânicos, genéticos, ambientais, culturais, alimentares e emocionais. Atualmente
a classe que sofre mais com o sedentarismo são os adolescentes que tem fácil
acesso a ingestão calórica e grande diminuição do gasto energético (CLAUDINO;
ZANELLA, 2005).
       Segundo Ballone e Moura (2007) o excesso de peso se faz presente em
40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) e 10% dos adultos (cerca de 10
milhões) são obesos.
       A etiologia da obesidade é multifatorial e complexa. Há três componentes
primários no sistema neuroendócrino envolvidos com a obesidade. A unidade de
processamento do sistema nervoso central; o sistema aferente, que envolve a
leptina e outros sinais de saciedade e de apetite de curto prazo; e o sistema
eferente, um complexo de apetite saciedade efetores autônomos, termo gênicos que
leva ao estoque energético (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005).
      Dentre os métodos utilizados para se determinar se uma pessoa está dentro
da faixa de normalidade do peso, encontra-se o índice de massa corpórea (IMC),
calculado dividindo seu peso (kg- Quilograma) por sua altura ao quadrado (SILVA;
MELLO, 2008).
      Ainda segundo o autor citado acima, o tratamento da obesidade deve
objetivar a melhora da qualidade de vida do obeso e da sua saúde metabólica,
diminuindo o risco de doenças e de morte. No entanto, o tratamento farmacológico
desta patologia já sofreu muitas críticas devido ao uso irracional dos agentes
farmacológicos   existentes,   generalização   da   prescrição   de   medicamentos,
comercialização abusiva de cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação
15



do tratamento tradicional (alimentação hipocalórica, aumento da atividade física e
mudança comportamental).
       A maior dificuldade dos especialistas, médicos e profissionais do meio para
a cura e manutenção deste mal é conseguirem a adesão dos envolvidos ás
modificações recomendadas para as devidas alterações metabólicas. As facilidades
atuais e acomodação do homem moderno levam a procurar o caminho mais fácil
para a eliminação das calorias e dessas gorduras, ou seja, o jeito com o menos de
esforço possível: os anorexígenos (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005).
      No entanto, é necessário uma reflexão da necessidade de utilização e
prescrição desses fármacos, pois são parcialmente efetivos, possuem um alto
número de efeitos colaterais, além de rápida instalação de dependência e tolerância.
      Sob esta perspectiva, em que especialistas permanecem prescrevendo os
anorexígenos mazindol, sibutramina, anfepramona e femproporex de maneira
desenfreada, e muitas vezes sem uma necessidade real foi que sentimos motivados
em realizar um trabalho com uma abordagem mais clara e coerente sobre o uso
destes fármacos, uma vez que ao iniciarmos nosso trabalho havia grande debate
sobre a possível proibição do uso destes medicamentos, o que em 06 de outubro de
2011 através da publicação da ANVISA, a RDC 52/11, define regras para o uso da
sibutramina e proíbe a partir de 09 de dezembro de 2011, a aquisição, distribuição,
fabricação, manipulação e dispensação da anfepramona, femproporex e manizidol.
      Neste sentido, realizamos uma pesquisa, através de livros, artigos científicos,
revistas e outros, afim de levantar os principais problemas relacionados a estes
fármacos como uso indiscriminado, posologia errônea, riscos com o consumo
demasiado, dentre outros.
16



2 OBJETIVO




      Este trabalho teve como objetivo uma abordagem mais clara e precisa sobre
a obesidade, hoje considerada um problema de saúde pública, uma vez que
expande-se a largos passos tanto na população adulta, quanto na infância tornando-
se cada vez mais preocupante, pelo fato de trazer consigo várias outras doenças
associadas; assim também como o uso de anorexígenos usados no seu tratamento.
      Como objetivos específicos podemos salientar: a avaliação da obesidade de
uma forma global, descrição dos meios de tratamento existentes, abordagem dos
riscos destes medicamentos quando utilizados de modo indiscriminado e analisar o
impacto da nova RDC 52/11 sobre o tratamento destes pacientes.
17



3 REVISÃO LITERÁRIA




3.1 OBESIDADE


          A palavra obesidade tem origem do latim obesus e quer dizer (ob= muito e
esus = comer), e vem com o passar do tempo se tornando um problema social. A
obesidade envolve uma complexa relação entre corpo-saúde-alimento (GASPARINI,
2001).
         A obesidade é uma doença causada pelo excesso de gordura no organismo,
considerada um problema de saúde pública devido à sua alta incidência na
população em geral. Trata-se de um distúrbio que além de natureza estética e
psicológica, constitui um grande risco, quando não corrigido causa danos ao
coração, as artérias, o fígado, as articulações e ao sistema endócrino (FISIBERG,
2005).
         Já para Claudino e Zanella (2005) a obesidade é uma doença orgânica,
crônica, de origem multifatorial, resultante da combinação de fatores genéticos,
dietéticos, ambientais, psicológicos e comportamentais. De acordo com os dados da
Organização Mundial da Saúde (O.M.S) em 2011, dos mais de seis bilhões de
habitantes do planeta 23,4% estão com excesso de peso.
         Ainda segunda o autor citado acima, no Brasil, calcula-se que 40% da
população estejam acima do peso normal. Mas nem todas as pessoas com o peso
acima do normal apresentam o mesmo tipo de problema, o Índice de Massa
Corpórea (IMC) como mostrado na figura, não consegue distinguir a massa
gordurosa da massa magra, sendo assim é necessário observar cada um
individualmente.
18



Figura 1: Classificação do índice de massa corporal
                 IMC            CLASSIFICAÇÃO
                20-25           Faixa de peso ideal
                25-30           Excesso de peso
                30-35           Obesidade Moderada ou Obesidade Grau I
                35-40           Obesidade Importante ou Obesidade Grau II
                40-50           Obesidade Mórbida ou Obesidade Grau III
                > 50            Superobesidade
         Fonte: CLAUDINO e ZANELLA (2005)




         Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso corpóreo está
superior a 20% do peso considerado ideal. A obesidade pode ter início em qualquer
época da vida, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento (FILHO,
2007).
         Amplamente a obesidade é influenciada pelo meio ambiente, que disponibiliza
quantidades excessivas de alimentos altamente calóricos e a redução de atividade
física. As pessoas se movimentam cada vez menos, gastam menos energia e
acumulam mais gordura no organismo (SALBE; RAVUSSIN, 2003).


                        No período da infância e da adolescência é que normalmente
                        ocorrem as variações da composição corporal, uma vez que o
                        crescimento é um processo dinâmico e complexo, regulado por
                        múltiplos fatores, os quais incluem a hereditariedade, a ingestão de
                        nutrientes, a atividade física, a idade, o sexo e o balanço endócrino,
                        exercendo influencia sobre a obesidade do individuo (FILHO, 2007,
                        p.35).

                        Durante o crescimento e desenvolvimento, a composição das
                        massas gorda e magra sofre alterações consideradas fisiológicas,
                        portanto é essencial haver um entendimento sobre as modificações
                        que ocorrem nesses períodos, para melhor avaliarmos as situações
                        em que ocorrem desvios do peso corporal (FISIBERG, 2005, p.33).



         Dos componentes corporais, a gordura é a mais vulnerável podendo
apresentar uma variação de 5 a 50% do peso corporal, mas normalmente a variação
é de 10 a 30% (FISIBERG, 2005).
19



                    Embora ao nascimento ou mesmo em períodos precoces e
                    composição corporal apresente diferenças em relação ao sexo, as
                    alterações ocorrem principalmente na puberdade. Em ambos os
                    sexos, a puberdade é caracterizada por uma hipertrofia e hiperplasia
                    dos adipócitos, sofrendo alterações na distribuição de gordura,
                    especialmente no sexo masculino. Há também significante diferença
                    sexual   na   distribuição   de   gordura   subcutânea,   com   uma
                    predominância do tecido adiposo na parte superior do corpo no sexo
                    masculino e na parte inferior no feminino. Algumas destas variações
                    têm sido atribuídas aos efeitos dos hormônios adrenais e ovarianos
                    (FISIBERG, 2005, p.34).


3.1.1 CAUSAS


       As causas dessa epidemia são variadas e estão associadas a fatores
orgânicos, genéticos, culturais, sociais, econômicos e psicológicos. Os principais
são: os excessos de ingestão de alimentos calóricos, o sedentarismo, baixa
condição sócia econômica e educacional e a herança genética. Causada por um
desbalanço, entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimento e as
calorias que são gastas pelo individuo (CUPPARI, 2005).
       Segundo Damaso (2001), dessa maneira a pessoa pode ser obesa porque
come exageradamente, gasta poucas calorias, tem mais facilidade de produzir
gorduras quando o balanço calórico é positivo ou queima gordura com menor
facilidade.
       A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida pelo
equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de
calorias queimadas pelo organismo. Quando essa combinação se desequilibra e a
quantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias em
excesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situação
persiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade (McARDLE; KATCH. F;
KATCH. V, 2001).
       O desenvolvimento do organismo humano é o resultado de diferentes
interações entre os genes, o ambiente individual e familiar, o ambiente
socioeconômico, cultural e educativo. Assim, uma determinada pessoa apresenta
20



sempre características peculiares relativamente à sua nutrição e saúde (ANJOS,
2001).
         De acordo com Salbe e Ravussin (2003), a obesidade é o resultado de
diversas dessas interações. Os conhecimentos científicos chamam a atenção para
os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os
pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas
mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas.


3.1.2 CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE DE ACORDO COM SUAS CAUSAS


         A avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (Índice de Massa Corporal),
que é o mais recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O valor assim
obtido estabelece o diagnostico da obesidade e caracteriza também, os riscos
associados conforme apresentados:


Figura 2: IMC e os riscos associados
IMC (kg/m2)            Grau de Risco              Tipo de Obesidade
18 a 24,9              Peso Saudável              Ausente
25 a 29,9              Moderado                   Sobre peso (pré-obesidade)
30 a 34,9              Alto                       Obesidade Grau I
35 a 39,9              Muito Alto                 Obesidade Grau II
40 ou mais             Extremo                    Obesidade Grau III (“Mórbida”)
FONTE: CLAUDINO e ZANELLA (2005)



3.1.2.1 OBESIDADE POR DISTÚRBIO NUTRICIONAL


         A obesidade é resultante do descompasso energético, onde a energia
ingerida excede a que o organismo gasta. Esse desequilíbrio pode ser o resultado
da ingestão calórica excessiva, baixo gasto energético, ou da combinação de
ambos. A única forma de controlar tal descompasso é com reeducação alimentar e
atividade física (ANJOS, 2001).
         Hoje em dia pela falta de tempo e comodidade as pessoas cada vez mais
consomem produtos pré-cozidos e congelados que facilitam o preparo do alimento,
21



mas por contra partida é muito calórico, fazendo assim com que as pessoas
adquiram cada vez mais o ganho de massa corporal, aumentando seu peso.
Estudos mostram que o indivíduo deve se alimentar em pequenos espaços de
tempo durante o seu dia e também em pequenas quantidades, dando preferência
para a ingestão de alimentos mais saudáveis não esquecendo das frutas e saladas,
que favorecem um melhor funcionamento metabólico (VEJA, 2008).


3.1.2.2 OBESIDADE POR INATIVIDADE FÍSICA


       Anjos (2001), diz que a atividade física pode ser entendida como qualquer
movimento corporal produzido pela contração da musculatura esquelética que
implique em gasto energético. O exercício é considerado uma categoria de atividade
física planejada, estruturada e repetitiva.
       A aptidão física, por sua vez, é uma característica do individuo que engloba a
potência aeróbica, força e flexibilidade (BOTSARIS, 2011).
       Experiências com atividades físicas na infância podem ser decisivas para um
estilo de vida ativo na idade adulta e prevenir o risco de sobrepeso e obesidade.
Com a atividade física o individuo tende a escolher alimentos menos calóricos
(GARCIA, 2003).


                      A prática de atividade física consiste no uso de um ou mais grupos
                      musculares em atividades que promovem a elevação do número de
                      batimentos cardíacos. Em geral, isso resulta em maior gasto de
                      energia e aumento das atividades metabólicas (produção de calor,
                      manutenção dos gradientes iônicos nas células, função respiratória)
                      (CLAUDINO; ZANELLA, 2005, p.254).




3.1.2.3 OBESIDADE DECORENTE DE DISTURBIOS EMOCIONAIS


       Distúrbios emocionais, como imagem corpórea negativa, é um problema
grave para pessoas obesas, pois acarreta uma autocrítica extrema e desconforto em
situações sociais (Boccia, 2002).
22



                          Os obesos são vistos como “diferentes”, seja andando na rua quando
                          as pessoas acompanham com os olhares; seja tentando passar na
                          catraca de um metrô ou de um ônibus; seja numa loja de shopping
                          quando são tratados com desdém pela vendedora e ainda não
                          conseguem roupas que lhes sirvam; ou ainda, na fila de um
                          restaurante self-service quando é provável que as suas escolhas
                          alimentares sejam observadas com muito rigor (FISBERG, 2005, p.
                          95).


       Os adolescentes são os que mais têm dificuldades para passarem por esta
fase, pois estão mais suscetíveis a chacotas e vexames, impostos pela sociedade.
Tendo ainda mais as meninas uma cobrança maior (CLAUDINO; ZANELLA, 2005).


                          São raros os relatos na história de mulheres afligindo homens, mas
                          há relatos em toda história de homens queimando, amordaçando e
                          apedrejando mulheres. Na atualidade, mais uma vez o sistema
                          masculino tortura as mulheres: imprime um padrão de tirânico e
                          inatingível de beleza (CURY, 2010, p. 63).


       De tanto serem tratados como diferentes, os adolescentes obesos começam
de fato a se sentirem diferentes, incapazes de fazer qualquer coisa, ficam
desmotivados e acham que são insignificantes e que não adianta tentar, auto estima
está muito baixa (CLAUDINO; ZANELLA, 2005).


3.1.2.4 OBESIDADE SECUNDÁRIA ÀS ALTERAÇÕES ENDOCRINAS


           As reconhecidas complicações metabólicas e cardiovasculares envolvidas
no processo de ganho de peso implicam em sofrimento pessoal e coletivo, com
custos progressivos e imprevisíveis aos sistemas de saúde. O eixo corticotrófico
encontra-se hiper-responsivo, com maior depuração dos hormônios e nível de
cortisol    normal.   A     leptina   parece   ser   um    hormônio    permissivo   para   o
desencadeamento da puberdade. Em adultos, as gonadotrofinas são normais,
hiperandrogenismo e hiperestrogenismo são encontrados. Nas mulheres, a
resistência insulínica é central no desenvolvimento da síndrome dos ovários
policísticos (SOP), associada à hiperandrogenemia ovariana. Nos obesos, o
23



hormônio do crescimento (GH) geralmente é baixo e a proteína do controle de
crescimento (IGF1) normal. A função tireoidiana é habitualmente normal nos obesos
(ADAMS, 2000).


          •   Hipotireoidismo


              Patologia mais frequente da glândula tireóide, na maioria dos casos é
provocada por alterações que afetam a própria glândula tireóide (hipotireoidismo
primário), ou devido à suspensão da terapia de reposição hormonal (levotiroxina)
para o seguimento do carcinoma tireoidiano após a cirurgia. Os sinais e sintomas
mais frequentes de hipotireoidismo incluem: pele fria, seca, áspera e rugosa
frequentemente com aparecimento de uma cor amarelada devido ao acúmulo de
caroteno, debilidade, letargia, sonolência, inchaço das pálpebras, intolerância ao frio,
diminuição da memória, constipação intestinal, aumento de peso, queda de cabelo,
rouquidão, nervosismo, alterações nos ciclos menstruais e palpitações (ADAMS;
MURPHY, 2000).


          •   Síndromes Ovários policísticos


              É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação
de micro cistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas
apresentam alterações endócrinas por causa do problema, a maior parte dos casos
aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se
normalizar após os 35 anos. Esta síndrome provoca distúrbios no metabolismo
favorecendo o ganho de peso (ADAMS; MURPHY, 2000).


          •   Déficit de hormônio de crescimento


              O hormônio de crescimento (GH) exerce um importante papel, não
apenas na regulação do crescimento somático, mas também na regulação de vários
processos metabólicos. O GH aumenta a oxidação de ácidos graxos durante
restrição calórica, acelera a lipólise, promove conservação de nitrogênio e alterações
da composição corporal (ADAMS;MURPHY, 2000).
24



      •       Síndromes Prader-Willi


              Apresentam deficiência hipotalâmica, retardo mental, mãos e pés
pequenos, hipogenitalismo, baixa estatura, especialmente no primeiro semestre de
vida (CYSNEIROS, 1996).


      •       Síndrome de Cushing


              Segundo Damianin et al. (2002), nessa síndrome há presença de
 tecido adiposo, estrias vermelhas, policitemia, diminuição de força muscular,
 osteoporose, atraso na idade óssea e crescimento lento.


      •       Pseudo-hipoparatireoidismo


              Temos obesidade, atraso de desenvolvimento neuropsíquico, baixa
estatura, faces arredondadas, episódio de tetânica (CYSNEIROS, 1996).


      •       Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de
              Insulina


              A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas, e
a sua concentração sérica, assim como a da leptina, é proporcional à adiposidade.
Com seu efeito anabólico, a insulina aumenta a captação de glicose, e a queda da
glicemia é um estímulo para o aumento do apetite. Estudos experimentais
demonstraram que a insulina tem uma função essencial no sistema nervoso central
para incitar a saciedade, aumentar o gasto energético e regular a ação da leptina. A
insulina   incita   a   saciedade   por   aumentar   os   efeitos   anorexígenos   da
colecistoquinina, reduzindo dessa forma a ingestão de alimentos (BORDINI, 2011).


      •       Hipogonadismo


              O termo hipogonadismo é geralmente aplicado para os defeitos
permanentes, ao invés dos temporários ou reversíveis, e geralmente implica
25



deficiência dos hormônios reprodutivos, com ou sem defeitos de fertilidade. O termo
é menos usado para infertilidade sem deficiência hormonal. É um defeito no sistema
reprodutor que resulta na diminuição da função das gônadas (ovários ou testículos)
(BORDINI, 2011).


3.1.2.5 OBESIDADE DE CAUSA GENÉTICA


      •        Autossômico Recessiva


               Os genes estão localizados nos cromossomos autossômicos, esta é a
herança genetica de cada individuo onde o componente genético é um fator
determinante de algumas doenças congênitas e um elemento de risco para a
obesidade e diversas doenças crônicas como diabetes, osteoporose, hipertensão,
câncer, entre outras (ROMEO, 2005).
          Para análise de qualquer distúrbio é necessária a obtenção da história
familiar abrangente do individuo, é uma primeira etapa fundamental na análise de
tomada de decisões. A história familiar estudada adequadamente deve incluir
informações sobre os parentes, em primeiro grau do paciente nos vários ramos da
família pelo menos até os avós e seus irmãos. A história deve conter detalhes
documentar a consanguinidade dos pais, bem como antecedentes geográficos e
étnicos (ROMEO, 2005).
          De acordo com o autor acima os distúrbios autossômicos recessivos
expressam-se apenas em homozigotos, que, portanto, devem ter herdado um alelo
mutante de cada genitor.
          Vários são os critérios para a ocorrência Herança Autossômicos Recessiva,
   alguns deles são:
      * O fenótipo salta gerações;
      * O risco de recorrência para cada irmão do probando é de 1 em 4;
      * Pais consanguíneos
      * Probabilidade de ambos os sexos serem afetados.
          •    Ligado ao Cromossomo X


               O fenótipo ligado ao X é descrito como dominante se ele se expressar
regularmente em heterozigotos, ou seja, se herda o gene da mãe diferente do gene
26



do pai, ao contrario da autossômica recessiva, que os genes têm as duas heranças.
(TASSO, 2011).
      Segundo artigo de ELETÉA TASSO – da Universidade Federal de São Paulo,
em um heredograma dominante ligado ao X, todas as filhas e nenhum filho de
homens afetados são afetados; se alguma filha não for afetada ou algum filho for
afetado, a herança deve ser autossômica.


       •       Cromossômicas

               A obesidade mórbida atinge um terço da população mundial, e cerca
de 70 milhões de brasileiros. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial.
Esse cenário pode ser alterado depois que pesquisadores ingleses descobriram que
a doença é provocada por um problema no cromossomo 16. Segundo eles, as
pessoas que nascem com a falta de um pedaço do cromossomo 16 têm 43 vezes
mais chances de serem obesos mórbidos no futuro. Essa é a segunda maior causa
genética responsável pelo surgimento dessa patologia, a primeira é causada pela
mutação do gene MC4R, no cromossomo 18 (TASSO, 2011).


       •       Síndrome de Laurence- Moon-Biedl


               É uma doença complexa, que afeta várias partes do corpo, incluindo a
retina. Ela aparece na infância, quando a retinose pigmentar é diagnosticada. Os
afetados   pela   síndrome    apresentam   problemas   neurológicos   e   raramente
apresentam polidactilia. A síndrome de Laurence- Moon – Biedl (LMBB) tem um
padrão de herança do tipo autossômico recessivo. Ambos os pais nesse caso são
portadores do gene da LMBB ao lado de um gene normal o que faz com que a
doença não se manifeste nos pais, mas seja transmitida aos filhos (TASSO, 2011).


3.1.2 CLÍNICA DA OBESIDADE


           •   Obesidade Difusa ou Generalizada
               É aquela em que o tecido gorduroso em excesso se distribui de
maneira homogênea (HALPERN, 1997).
27



         •   Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta)
             São mais ou menos, características dos obesos masculinos do tipo
adulto, a gordura se localiza mais no tronco do que nos membros (HALPERN, 1997).


         •   Obesidade Ginecóide
             É o tipo morfológico das mulheres obesas, onde a distribuição da
gordura se faz preferencialmente na metade inferior do corpo, glúteos e coxas
(HALPERN, 1997).


3.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE


      A epidemiologia da obesidade estuda a frequência e distribuição desta
doença nas diversas populações, bem como os possíveis fatores que determinam o
seu aparecimento ou desenvolvimento. A obesidade é uma realidade que atinge
todas as faixas de idade na população, daí a ser considerada um dos maiores
problemas de Saúde Pública. O interesse em reconhecer dados epidemiológicos
está em estabelecer graus de risco, que permitam programar linhas de atuação
específicas para um determinado grupo. Neste sentido, é conhecido que existe uma
correlação clara entre a gravidade da obesidade e a frequência de desenvolvimento
de complicações, que é máxima quando o índice de massa corporal ultrapassa
valores de 40 kg/m2 (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000).
      Segundo Mendonça e Anjos (2004), estudos evidenciam que o problema do
sobrepeso/obesidade nos brasileiros adultos afeta, proporcionalmente, quase o
dobro de mulheres em relação aos homens.



3.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE


      O tecido adiposo não é apenas um mero depósito de células gordurosas, mas
uma verdadeira "glândula endócrina do organismo". Esse tecido produz diversos
hormônios, dentre eles a leptina. A leptina é um hormônio protéico que age no
cérebro inibindo o apetite e estimulando o gasto de energia. Sua produção é
diretamente proporcional à massa de tecido adiposo. Os níveis de leptina circulantes
parecem estar diretamente relacionados com a quantidade de RNAm para leptina no
28



tecido adiposo. Além disso, vários fatores metabólicos e endócrinos contribuem para
regular a transcrição dos genes da leptina em adipócitos. Por exemplo, ocorre
diminuição de leptina em resposta a baixos níveis de insulina, havendo uma relação
diretamente proporcional entre as concentrações desses hormônios (MONTEIRO;
MONDINI; SZARFARC, 2000).


3.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE

         Como toda e qualquer doença o papel principal de efeito cognitivo mais eficaz
é a prevenção, tendo ou não fatores genéticos favoráveis para o individuo a
prevenção é o meio para uma vida saudável, feliz e de boa convivência com suas
mazelas. Carregar muito peso é um risco para individuo, pois o peso força o coração
e outros órgãos, tais como articulações, pressão sanguínea e os órgãos
respiratórios, levando a estagnação do corpo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC,
2000).
         Estar sempre ingerindo alimentos saudáveis de pouca caloria e grande
numero de nutrientes, fazendo um balanço da quantidade de calorias e gorduras
ingeridas e o seu gasto, através de exercícios físicos coniventes com seu estado de
saúde é estar ponderando a sua qualidade de vida. Para saber o ponto de equilíbrio
entre o seu biótipo, relação entre a sua altura e seu peso é necessário um
acompanhamento em longo prazo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000).


                       Se consumir mais caloria do que se gasta, o organismo irá usá-la
                       para gerar mais calor. Se por outro lado se usa mais caloria do que
                       se consome, o organismo se tornará mais eficiente e transformá-las
                       em energia, para prevenir a perda de peso em curto prazo. Isso
                       significa que, quando se está tentando perder ou ganhar peso, deve-
                       se comprometer por um longo período, para reeducar o organismo e
                       reajustar o ponto de partida (VEJA, 2008).


          Ter um plano de atividade física capaz de aumentar este gasto calórico para
promover a oxidação de gordura corporal. E tão importante quanto o trabalho
corporal é o trabalho psíquico, ter a mente voltada para o necessário a sua saúde,
saber que a ajuda com uma dieta regular associada a exercícios físicos lhe trará
benefícios não imediatos, mas para a longo prazo com saúde e estética, quanto o
29



tratamento medicamentoso com os fármacos pode te dar resultados imediatos,
porem com consequências desastrosas no futuro onde poderá vir a ter que tratar de
várias outras doenças decorrentes da pressa em perder tudo aquilo se ganhou em
um longo período (VEJA, 2008).


         •    Obesidade infanto-juvenil


              É aquela que se inicia até os doze anos de idade (VEJA, 2008).


          •   Obesidade na adolescência


              Inicia-se na puberdade (VEJA, 2008).


          •   Obesidade Adulto


              É aquela que pode acometer o individuo na sua fase adulta, porém
geralmente já vem acometendo-o durante sua vida devido seus hábitos alimentares
e físicos (VEJA, 2008).


3.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE


      Os adolescentes obesos passam a conviver com uma discriminação social
diária, às vezes sendo excluídos dos grupos de estudos, dos jogos de futebol,
(quando a participação é permitida são colocados no gol); são esquecidos nas suas
classes no intervalo; não são convidados para festinhas, e no caso das meninas
obesas é como se elas fossem verdadeiras “aberrações”, já que existe uma maior
exigência cultural com o sexo feminino (CLAUDINO;ZANELLA, 2005).


3.6 IMPACTO DA OBESIDADE NA SAÚDE


        O risco de doença associada à obesidade é proporcional ao aumento do
IMC (Índice de Massa Corpórea), isto é, quanto maior o IMC, mais chances e mais
graves são as doenças associadas à obesidade, por isso, quando o IMC é maior que
40 temos a chamada “Obesidade Mórbida” (VEJA, 2008).
30



           •    Aparelho Cardiovascular


                A obesidade por pressão arterial elevada é um fator de risco bem
conhecido de doença cardiovascular. Nos Estados Unidos, 70% dos casos de
hipertensão em homens e 61% nas mulheres foram atribuídos diretamente ao
excesso de gordura, aonde foram calculados, que para cada quilograma de peso
ganho, a pressão arterial sistólica elevou-se em média 1 mmhg, já se sabe que a
diminuição do peso, podendo ser pouca, traz benefícios ao paciente hipertenso
quanto à diminuição dos níveis pressóricos e, a respeito à melhora de outras
condições, freqüentemente associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2 e a
hiperlipemia (excesso de gordura) (HALPEM; MANCINI, 2000).


           •    Metabolismo Glicídico


       A maioria dos pacientes com diabetes do tipo 2 apresenta sobrepeso ou
encontra-se obeso. Pacientes não diabéticos, modestamente obesos, têm um risco
maior de desenvolver diabetes em comparação àqueles que inicialmente eram
magros. A obesidade aumenta o risco de diabetes do tipo 2 por ter maior resistência
à insulina na ação de estimular, a captação de glicose. Por tanto, a redução de peso
nos indivíduos obesos diminui a resistência à insulina e o risco de desenvolvimento
desta doença (GURSOY et al., 2005).
       A       presença   do   diabetes   propicia   o   desenvolvimento   de   doença
cardiovascular, pois a exposição demorada, em níveis elevados de glicose no
sangue, provoca lesões no sistema vascular e no coração, já os pacientes com a
doença já estabelecida a redução de peso provoca melhora evidente do controle
glicêmico (GURSOY et al., 2005).


           •    Câncer


       Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a obesidade é o
segundo maior fator de risco evitável para o câncer (perdendo apenas para o
tabagismo) e o índice de mortalidade da doença é maior entre obesos. Um
levantamento realizado pelo Ministério da Saúde entre 2002 e 2005 mostrou que
31



40% da população brasileira têm excesso de peso: o dobro dos índices verificados
em 1974.
                      Ao mesmo tempo, 37% da população são insuficientemente ativa ou
                      sedentária. A obesidade é um fator de risco para o câncer,
                      modificável na maioria dos casos. No entanto, a maioria das pessoas
                      associa o câncer ao histórico familiar, adiando a adoção de hábitos
                      saudáveis, como mudanças na dieta e a prática de exercício físico.
                      Nos Estados Unidos, por exemplo, o sobrepeso e a obesidade estão
                      ligados a 14% das mortes de câncer entre homens. Número que
                      sobe para 20% entre as mulheres (VEJA, 2008).


           •   Aparelho Respiratório


         O ronco é um dos sintomas noturnos, popularmente conhecido. Esta
doença é incapacitante, progressiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade
cardiovascular. O sexo masculino é mais afetado em virtude das diferenças
anatômicas das vias aéreo superiores e do pescoço, perfil hormonal e distribuição
de gordura do tipo central na região do tronco (FILIPPATOS, 2005).


           •   Sistema Musculoesquelético


               Há evidências científicas de que a obesidade favorece o aparecimento
de artrose nos membros inferiores, especialmente nos joelhos. E artrose significa
dor e limitação de movimento. Nas articulações, os ossos estão revestidos por uma
cartilagem que os protege e serve como amortecedor, absorvendo impactos e
evitando lesões. Obesidade e mal alinhamento esquelético são algumas das
condições que prejudicam esse processo de reparação. Quando existem distúrbios
no alinhamento esquelético, o peso não é distribuído homogeneamente nas
articulações, mas se concentra sobre pontos específicos, o que aumenta o desgaste
articular (GUANZIROLI, 2011).
32



         •   Sistema Reprodutor Feminino


             O aumento da obesidade entre a população dos países terá como
consequência um aumento nos casos de infertilidade feminina, adverte um estudo
realizado por cientistas da Austrália e do Reino Unido. A pesquisa prevê que os
níveis de infertilidade nos chamados países desenvolvidos aumentarão nos
próximos dez anos. Nesse período, 20% dos casais terão de se submeter a
tratamentos de fertilidade, segundo os cientistas. A obesidade tem um efeito
substancial na manifestação da síndrome de ovário policístico, ou seja, o excesso de
peso aumenta as anomalias reprodutivas e metabólicas nas mulheres que sofrem
dessa síndrome (COSTA, 2011).


         •   Outros Distúrbios


             Dislipedemia: O paciente obeso se distingue, especialmente, por
hipertrigliceridemia, ou seja, triglicerídeos aumentados e também pela diminuição do
HDL colesterol ou lipoproteína de alta densidade (“bom colesterol”) Pesquisas
mostram que pacientes obesos, apresentam elevados níveis de triglicérides
circulantes, principalmente após refeições e um nível baixo de HDL-colesterol. Estes
dados mostram a importância do diagnóstico e tratamento concomitante da
obesidade e distúrbios lipídicos (DAY;BAILEY, 2002).


         •   Síndrome Metabólica


             Os pacientes com essa síndrome têm um alto risco de sofrer de
doença cardiovascular. A obesidade abdominal vem sendo repetidamente associado
de forma independente a hipertensão, a dislipedemia, e ao diabetes, até mesmo em
indivíduos que não apresentam exagero de peso (HEAL et al., 1998).


3.7 TRATAMENTO


      Segundo    Czepielewski,   (2008)   o   tratamento   da   obesidade   envolve
necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e,
eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação
33



de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o
psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve
inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.


3.7.1 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO


          •   Cirúrgica


              Para se qualificar para uma cirurgia no tratamento da obesidade, deve-
se ter um IMC maior que 35, além de um histórico de falhas em tentativas de perda
de peso e nenhum registro de abuso de substâncias químicas ou problemas
psiquiátricos. O procedimento cirúrgico mais comum para tratamento da obesidade é
chamado de banda laparoscopia, este procedimento limita e controla o consumo de
alimentos, e, em geral, resulta em um emagrecimento de 25 a 50% do peso
corporal, que costuma ser mantido (VEJA, 2008).
      Os pacientes precisam ser capazes de seguir uma dieta pós-cirúrgica restrita,
que inclui comer quantidades muito pequenas de alimento, na maioria proteínas, nas
primeiras seis semanas, e tomar vitaminas e sais minerais diariamente. Entre os
efeitos colaterais, está má absorção dos nutrientes, desnutrição e “dumping”,
problema no qual o alimento passa muito rapidamente do estômago para o intestino,
causando sudorese, desmaio e palpitações. A cirurgia só deve ser considerada nos
casos de obesidade mórbida, nos quais os tratamentos terapêuticos não dão
resultados (VEJA, 2008).
        De acordo com Dômaso e Teixeira (1997), a cirurgia é a única esperança
para a obesidade mórbida, as operações mais empregadas nesse tipo de obesidade
é a gástrica em Y de Rowi e a gastroplastia vertical com bandagem. Ambas as
operações são efetivas e seguras, com mortalidade abaixo de 1%. Os benefícios
são inúmeros, com redução na incidência das complicações e/ou doenças
associadas com a obesidade. A derivação gástrica em Y de Rowi apresenta maior
perda de peso do que a gastroplastia vertical com bandagem.
34



            •   Dietoterápicas


                É o uso de uma dieta hipocalórica com os nutrientes adequados. A
restrição calórica é o elemento fundamental para a redução do peso. Para o
paciente e seu médico, esta é uma tarefa frustrante e difícil (MONTEIRO;
SZARFARC; MONDINI, 2000).


         Os princípios básicos são simples.
         1. Manter o gasto energético e reduzir a ingestão calórica abaixo das
necessidades diárias;
         2. Manter a ingestão calórica e aumentar o gasto calórico por meio de
atividade física adicional;
         3. Combinar com os métodos 1 e 2, reduzindo a ingestão energética, as
calorias armazenadas sob forma de gordura serão consumidas. Em geral um déficit
de 32.000 kg (7.700 Kcal) resulta numa perda de 1 Kg. Por meio da estimativa das
necessidades calóricas diárias o paciente de aproximadamente 125 a 150 kg (30 a
35 Kcal por quilograma de peso corporal) pode calcular o déficit diário necessário
para se conseguir uma determinada taxa de emagrecimento (MONTEIRO;
SZARFARC; MONDINI, 2000).
         Devem-se evitar as dietas hipocalóricas (VLCD) e restritas, somente com
grande acompanhamento médico, a obesos que não tiveram sucesso com outra
terapia, pois a rapidez na perda de peso pode provocar alguns riscos a saúde como
perda de potássio e de proteína corpórea (MONTEIRO; SZARFARC; MONDINI,
2000).
         A pirâmide de alimentos pode ajudar o paciente a planejar uma alimentação
saudável. Dessa forma, ele pode ingerir maior quantidade de verduras, legumes,
frutas e cereais integrais (com ênfase de grãos, pães, arroz e massas integrais em
detrimento dos cereais refinados); quantidade moderada de laticínios e carnes
pobres em gordura e uma quantidade pequena de óleos, manteiga/margarina,
açúcares e doces (VEJA, 2008).
35



          •   Atividade Física


               Vaisman et al. (1995), aponta que programas regulares de exercícios
 aeróbios levam o obeso a aumentar a capacidade cardiorrespiratória e a
 sensibilidade periférica à insulina. Ocorre assim redução dos níveis pressóricos e
 facilitação do metabolismo intermediário. O objetivo da perda sustentável de peso à
 custa da massa gordurosa deve ser obtido por meio de um déficit calórico, baseado
 em:
                          Planejamento alimentar hipocalórico, pobre em gorduras
                          (especialmente gorduras saturadas de origem animal,
                          como: carne de vaca, frango com pele, gema de ovo) e
                          em açúcares simples;


                          Plano de atividade física adequado, capaz de aumentar
                          gasto calórico e promover oxidação de gordura corporal,
                          além de aumentar a capacitação de glicose no tecido
                          periférico (músculos), diminuindo a resistência à insulina
                          (ALMEIDA et al. 2002).

3.7.2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO


              Por muito tempo o tratamento farmacológico da obesidade foi visto
como opção terapêutica controversa e sujeita a inúmeras críticas. Isso deve-se a
vários fatores; entre eles, erros no uso racional dos agentes disponíveis,
generalização da prescrição de medicamentos, abusos na comercialização de
cápsulas manipuladas, desvalorização da orientação do tratamento clássico
orientação dietética hipocalórica, aumento de atividade física programada ou não
programada, técnicas de modificação comportamental. A escolha de um
medicamento anti obesidade deve basear-se também na experiência prévia do
indivíduo (paciente), no uso anterior de medicamentos, muito embora a falência de
um tratamento prévio não justifique a não utilização de um determinado agente
posteriormente (HALPREN; MANCINI, 2002).
       O uso de medicamentos para o tratamento da obesidade não tem resultados
imediatos, pois do mesmo modo que se demora em aparecer a obesidade, também
36



exige um determinado tempo para o surgimento de resultados permanente e de uma
forma que não comprometam à saúde (VEJA, 2008).


                   A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do
                   paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o
                   aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser
                   preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida.
                   Cada medicamento específico, dependendo de sua composição
                   farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, algum deles
                   bastante grave como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e
                   dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em
                   situações especiais (CZEPIELEWSKI, 2008, p.69).



       Eles são contra indicados às gestantes, crianças, cardiopatas e usuário de
 drogas. Eles tentam aumentar o gasto calórico diário e reduzir a gordura corporal.

                   No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é
                   importante salientar que o uso de uma série de substâncias não
                   apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os
                   laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos
                   frequentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento".
                   Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios em longo
                   prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até
                   ganhe mais peso do que o seu inicial (CZEPIELEWSKI, 2008, p.71).


3.7.2.1 Anorexígenos


      Embora, os pilares do tratamento da obesidade sejam à adoção de
mudanças de estilo de vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade
física, apenas 30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas
conservadoras, acabam precisando de medicamentos. Mas é importante ressaltar
que o uso destes fármacos controla a doença, melhora a aderência às medidas
comportamentais, mas não cura a obesidade (RADOMINSKI, 2011).
      Os anorexígenos são substâncias que inibem o apetite ou a sensação de
fome. A Lista IV da Convenção Internacional sobre Psicotrópicos de 1971 detalha 14
dessas substâncias. As mais consumidas mundialmente são a phentermina (45%),
femproporex (23%), anfepramona (18%), mazindol (9%) e phendimetrazina (4%).
Elas são receitadas principalmente contra a obesidade e para o tratamento de
narco-lepsia (distúrbio do sono que resulta em sonolência diurna excessiva) e DDA
(Distúrbio do Déficit de Atenção) (RADOMINSKI, 2011).
37



      O tratamento da obesidade deve objetivar a melhora da qualidade de vida do
obeso e da sua saúde metabólica, diminuindo os riscos de doenças e de morte
(SILVA; MELLA, 2008).
      Ainda segundo o mesmo autor, o tratamento farmacológico dessa patologia já
sofreu muitas críticas, devido ao uso irracional dos agentes farmacológicos
existentes, generalização da prescrição de medicamentos, comercialização abusiva
de cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação do tratamento tradicional
(alimentação hipocalórica, aumento na atividade física espontânea ou programada,
além de técnicas de mudanças comportamentais). No entanto, é necessária uma
reflexão da necessidade de utilização e prescrição desses fármacos, pois são
parcialmente efetivos, possuem um alto número de efeitos colaterais, além de rápida
instalação de dependência e tolerância.
       São vários os anorexígenos naturais como chá verdes e compostos
farmacêuticos usados como inibidores do apetite. Existem muitos no mercado
farmacêutico, porém os mais conhecidos e usados são os aqui trabalhados,
Mazindol, Sibutramina, Dietilpropiona e Femproporex (GAZALLE, 2006).


3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos


       Sibutramina


       A sibutramina é um medicamento serotoninérgico e adrenérgico que reduz a
ingestão alimentar e aumenta a termogênese. Reduz peso corporal em cerca de 4
kg após 12 meses, e melhora a glicose no sangue e lipídios, no entanto, pode
aumentar a frequência cardíaca e pressão arterial (BRASIL, 2011).
       No estudo SCOUT (resultados Sibutramina Cardiovascular) eventos
cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral,
em comparação com placebo, e hoje em dia ela pode ser comercializada somente
com prescrição médica (BRASIL, 2011).
       A Sibutramina é um inibidor de receptação neuronal de 5-hidroxitriptamina
(5-HT) noradrenalina nos locais do hipotálamo que regulam a ingestão de alimentos,
ou seja, bloqueia a reabsorção da serotonina e da norepinefrina no SNC. Através de
mecanismos ainda não claramente compreendidos, estes efeitos podem contribuir
38



para o apetite (promovem a sensação de saciedade) e aumentar o gasto energético
em repouso (aumento da taxa metabólica) (BRASIL, 2011).
        As principais ações da sibutramina consistem em reduzir a ingestão de
alimentos e produzir perda de peso dose pendente. Além de aumentar a saciedade,
ela produz uma redução da circunferência da cintura (isto é, redução da gordura
visceral), diminuição dos níveis plasmáticos de triglicerídeos e lipoproteínas de
densidade muito baixa, porém elevação das lipoproteínas de densidade elevada.
Além disso, são observados efeitos benéficos sobre a hiperinsulinêmica e a taxa de
metabolismo da glicose. A redução do peso corporal obtida com a sibutramina
isoladamente não é facilmente mantida. Para ser eficaz como terapia contra a
obesidade, pode ser necessária combinar a sibutramina com outras medidas contra
a obesidade. A eficácia é de 7-10% de redução do peso corporal com redução
preferencial da gordura visceral. A perda máxima de peso e alcançada por volta dos
6 meses e mantida enquanto a droga não for interrompida (BRASIL, 2011).

                          Efeitos Adversos

        Taquicardia, boca seca, constipação, insônia, aumento da pressão
sanguínea . Esta droga é contra-indicada para pacientes com cardiopatia, doença
cerebral vascular e hipertensão não controlada (BRASIL, 2011).

       Dietilpropiona


       A    dietilpropiona,   também     conhecida     como      anfepramona    ou
benzoiltrietilamina, é um anorexígeno bastante utilizado em fórmulas para
emagrecimento, sendo uma das substâncias que eram mais utilizadas no Brasil para
tratar a obesidade. Em outubro de 2011 a ANVISA proibiu a comercialização de
anfepramona no Brasil (GURSOY, 2005).
       A dietilpropiona (anfepramona) era comercializada com os nomes de Dualid
S, Hipofagin S e Inibex S. Sua atuação se dá inibindo o apetite do paciente ao agir
sobre o sistema nervoso central. Ela tem efeito psicoestimulante e potencial para
causar dependência. É importante saber que a dietilpropiona deveria ser tomada
apenas por um período limitado de tempo, pois têm potencial de causar
dependência. Também já foi verificado que o efeito pode cair com o passar do
tempo. Desta forma, a dietilpropiona tratava a obesidade apenas a curto prazo,
39



sendo fundamental que a pessoa desenvolvesse hábitos de alimentação e estilo de
vida que favorecessem o emagrecimento para não recuperar o peso perdido quando
o tratamento for suspenso. O paciente que estivesse utilizando a dietilpropiona
deveria estar ciente que ela não era a cura mágica para a obesidade, mas sim um
auxiliar no tratamento (GURSOY, 2005).




                         Efeitos Adversos


                          Os efeitos colaterais potenciais da dietilpropiona são:
      boca     seca, nervosismo, insônia, obstipação    intestinal,   irritabilidade,
      nervosismo, ansiedade, excitação, tremores, taquicardia, hipertensão arterial
      (GURSOY, 2005).


       Femproporex


       Foi utilizado como supressor de apetite devido a sua estimulação no sistema
nervoso central, ao qual inibia a fome. Apesar de emagrecer, a sua venda foi
proibida em alguns paises devido a diversas ocorrências de abuso do medicamento,
inclusive no Brasil, que após resolução da ANVISA em 06 de outubro de 2011 não
pode mais ser comercializado. Femproporex era consumido em larga escala no
Brasil, no qual era o medicamento mais produzido e consumido no Brasil. O País
produziu em media 73% do Femproporex comercializado em todo o mundo no ano
de 2009 (GURSOY, 2005).


                         Efeito Adversos


        Os sintomas mais comuns do Femproporex são: Boca seca, insônia, causar
dependência, irritabilidade, náuseas, fadiga (GURSOY, 2005).
40



       Mazindol


       O mazindol, é uma substância anorexígena pertencente a classe dos
catecolaminérgicos onde seu mecanismo de ação é inibir o apetite que atua como
auxiliar no tratamento da obesidade. Depois do femproporex, sibutramina e
dietilpropiona, era um dos anorexígenos mais usados. (Dias, 2011).




                          Efeitos Adversos


        Os efeitos colaterais mais comuns do mazindol são: boca seca, obstipação
intestinal, depressão, sensação   de   desconforto, agitação   psicomotora,   pânico,
taquicardia, nervosismo, alteração do sono (Dias, 2011).
41



            A tabela abaixo mostra de uma forma resumida algumas informações sobre
os medicamentos


Figura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação.
   Classe        Substancia         Medicamento de Ação         Efeitos Colaterais       Nome
                                                                                       Comercial
 Catecolami     Femproporex        Diminui a ingestão           Boca seca, insônia,    Desobesi-M
  nérgicos                         alimentar por mecanismo          taquicardia
                                   noradrenérgico                   ansiedade
                                   Diminui a ingestão           Boca seca, insônia,      Absten,
 Catecolami        Mazindol        alimentar por mecanismo          taquicardia          Dasten,
  nérgicos                         noradrenérgico. Não é            ansiedade            fagolipo
                                   derivado da feniletilamina
                                   Inibição da recaptação da        Boca seca,
                                   serotomina e da                 constipação
 Serotoninér     Sibutramina       noradrenalina, central e        taquicardia,         Reductil,
    gicos                          perifericamente                  sudorese,            Planty
                                   diminuindo a ingestão e        eventualmente
                                   aumentando o gasto              aumento da
                                   calórico.                     pressão arterial
 Inibidor da                        Atua no lúmen intestinal       Esteatorréia
  absorção                         inibindo a ação da lípase         (diarréia
  intestinal                        pancreática que é uma           gordurosa),
     de             Orlistat       enzima necessária para a     incontinência fecal,     Xenical
  gorduras                         absorção de triglicerídeos       interfere na
                                                                  absorção das
                                                                vitaminas A, D, E e
                                                                K necessitando de
                                                                  suplementação
 Catecolami     Anfrepramona          Diminui a ingestão        Boca seca, insônia,     Dualid S,
  nérgicos      (Dietilpropiona)   alimentar por mecanismo         taquicardia,        Hipofagin S,
                                        noradrenergico              ansiedade           Inibex S,
                                                                                        Moderine
Fonte: GAZALLE (2006)
42



3.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras


        O orlistat é um potente inibidor de lípase gastrointestinais (GI). Estas
catalisam ou quebram a molécula de triglicérides (gordura), produzindo ácidos
graxos livres e monoglicerídeos. Aquele se liga de maneira irreversível no sitio ativo
da lípase, impedindo-a de exercer a sua ação. Cerca de 33% dos triglicerídeos
ingeridos permanecem não digeridos e não são absorvidos pelo intestino delgado,
atravessando o tubo digestivo e são eliminados pelas fezes. Esse fármaco não
apresenta atividade no sistema nervoso central. Os efeitos adversos do orlistat estão
relacionados ao seu mecanismo de ação. São eles: urgência fecal, fezes oleosas,
maior número de evacuações, flatulência com ou sem eliminação de gordura. O uso
em longo prazo do orlistat pode causar deficiência na absorção de algumas
vitaminas, necessitando a suplementação dessas (GAZALLE, 2006).
         Atualmente, orlistat é aprovado para tratamento a longo prazo, no entanto,
os efeitos adversos gastrointestinais do orlistat podem ser intoleráveis para alguns
pacientes. Há agora uma clara necessidade de encontrar drogas anti-obesidade que
são eficazes e seguros a longo prazo (BRASIL, 2011).


3.8 Riscos do Uso Indiscriminado de Anorexígenos


        ● Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar


        Uma prescrição errada com uma dosagem elevada e associações
extravagantes ameaçam a saúde dos pacientes. Tendo entre elas a hipertensão
pulmonar que normalmente são associadas ao uso dessas substâncias. (Mancini,
2007)

                     Devido a um aumento extremo da pressão no interior dos vasos que
                     conduzem o sangue ao pulmão, a hipertensão arterial pulmonar
                     bloqueia o fôlego e deprime os portadores que, nessas fazes, mal
                     conseguem andar do quarto para a sala ou mesmo pentear os
                     cabelos. É importante ressaltar que a hipertensão arterial pulmonar é
                     bem diferente da tradicional pressão alta, que se refere a elevação
                     perigosa da força necessária para que o coração mande o sangue
                     para o corpo pelas artérias. (...) é considerada um tipo raro de
                     doença, decorrente de uma desordem nos vasos sanguíneos, o que
                     aumenta a pressão na artéria pulmonar. Quando sobe de mais,
43



                       torna-se uma ameaça a vida. Os principais sintomas da doença são
                       dispnéia, fadiga, tonturas e dor no peito (Tavares, 2011, p.01).


Porém os anorexígenos são úteis desde que usados corretamente (Mancini, 2007).

3.9 Principais Pontos da RDC 52/11



      ● Proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, e
medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham
a substância sibutramina.

      ●   Fica     vedada       à    fabricação,   importação,   exportação,   distribuição,
manipulação,      prescrição,       dispensação,   o   aviamento,   comércio   e   uso   de
medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham as substâncias
anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como
intermediários.

      ● A Resolução entrará em vigor no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da
data da publicação.

      ● Aprovação da permanência da sibutramina no mercado, porém com maior
controle sobre a prescrição e utilização da substância. A partir da publicação da
RDC 52/11, além da sibutramina ser prescrita na Notificação de Receita “B2”, de
acordo com o estabelecido na RDC 58/07, o médico e o paciente terão também de
assinar um Termo de Responsabilidade.

      ● As empresas detentoras do registro dos medicamentos à base da
substância sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários deverão
cumprir as normas constantes que dispõe sobre as normas de farmacovigilância
(RDC 04/09 e IN 14/09).
44



4 METODOLOGIA


    Foi realizado um levantamento bibliográfico através de livros, artigos científicos,
sites de pesquisa, no intuito de encontrar pesquisas sobre a obesidade, seu
tratamento, seus riscos, o uso de anorexígenos e o impacto da RDC 52/11 sobre os
pacientes em tratamento.
45



5 CONSIDERAÇÕES FINAIS



        A obesidade é considerada a epidemia do século XXI é um dos maiores
problemas de saúde pública no Brasil que vem se tornando cada vez maior.
        É necessário ressaltar que essa constante busca pelo “corpo perfeito”'', está
relacionada a medidas que seriam a padrão impostas pela sociedade, que muitas
vezes não é o saudável e muito menos o ideal, o que gera ainda mais
preocupações, pois são procurados para uma perda de peso em menor tempo e
sem maiores esforços, juntamente com dietas milagrosas e os medicamentos
anorexígenos.
        Os pilares do tratamento da obesidade são adoção de mudanças de estilo de
vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade física. No entanto,
segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ABESO, apenas
30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas citadas acima,
no entanto, os outros 60% a 70% precisam de medicamentos, lembrando que com o
uso deles é possível controlar a doença, melhorar a aderência ao tratamento
(medidas comportamentais), mas não há cura de obesidade. Levando em
consideração que nenhuma droga é totalmente segura, é necessário que seus
benefícios sejam maiores que seus riscos.
        Os anorexígenos não são piores que muitos outros medicamentos, como é o
caso dos anticoncepcionais orais que aumenta em 250 vezes o risco de uma mulher
jovem sofrer acidente vascular cerebral, ou ainda os antiinflamatórios que aumentam
em até 3 vezes o risco de infarto em pessoas saudáveis.
        O que deve ser coerente é a prescrição médica, pois os médicos precisam
conhecer os riscos dos medicamentos anorexígenos e avaliar o seu uso em cada
caso.
        Com a proibição destes fármacos, acreditamos que haverá uma corrida para
o mercado negro, tanto para o uso de substâncias ditas “milagrosas” como também
para o uso de medicações que não tem indicação formal no tratamento da
obesidade como o topiramato e a bupropiona.
        Mesmo antes da proibição dos anorexígenos, o uso da liraglutide, para o
tratamento da diabete tipo 2, já estava sendo indiscriminado, como foi publicada na
revista veja na edição 2233 de 07 de setembro deste ano.
46



      Na pagina 98 da referente revista, pode-se ser lida em letras garrafais:
“Victoza, um remédio recém lançado para o tratamento do diabetes, revela-se a
grande arma contra o excesso de peso também para pessoas sem a doença. Além
de fazer emagrecer, ele oferece cômodos e passageiros efeitos colaterais”. Esta
publicação da revista veja, levou as pessoas a procurarem e comprarem o
medicamento de maneira também indiscriminada uma vez que este medicamento
não é de controle especial e não foram realizados estudos que comprovem seu uso
no tratamento da obesidade para não diabéticos.
      A verdade é que a proibição dos anorexígenos em nada contribuirá para uma
melhor eficiência no tratamento da obesidade, pois sempre haverá “um jeitinho” para
se conseguir outros fármacos com características emagrecedoras até mesmo sem
registro e sem comprovação cientifica do uso, tornando a situação igual senão pior
do que a atual.
      Em lugar de retirar do mercado, seria mais adequado fiscalizar a prescrição
incorreta, abusiva e antiética. Também seria indispensável que todos os
responsáveis pelo uso inadequado desses agentes (usuários, prescritores e
dispensadores) fossem mobilizados através de campanhas, debates, propagandas e
anúncios. Medidas de divulgação na mídia, alertando para os perigos do uso de
anorexígenos, bem como os efeitos colaterais causados pelos mesmos, poderiam
reduzir o consumo desses agentes.
      Muitos pacientes que estavam em tratamento com o uso destes anorexígenos
que foram proibidos, conseguindo emagrecer e também manter o peso, voltarão a
engordar, e toda sua farmacoterapia terá sido inútil.
      A substituição pela sibutramina no tratamento destes pacientes não será
eficaz, pois a quantidade média de massa corporal perdida é modesta e a maior
parte dos pacientes permanecerá significativamente obesa ou com sobrepeso
mesmo com o seu uso.
      Se ainda pensarmos na hipótese do surgimento de novos agentes anti-
obesidade, estes ainda se encontram em fases iniciais de estudo, o que demandará
um certo tempo para chegar ao mercado, e quando isto acontecer, é bem provável
que terá um preço proibitivo, e inacessível para a maioria dos pacientes.
47



6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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Brasileiro de Anestesia, 2000.


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ult263u322866.shtml Acesso em 10 ago. 2011.


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inatividade física. In: Anais do 3o Congresso Brasileiro de Atividade Física e Saúde.
Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2001. p. 33-4.


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www.psiqWeb.med.br> Revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011


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<http://www.psiqweb.med.br> revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011.


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<http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM. Acesso em 20 ago. 2011.(a)


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<http://dx.doi.org/10.1590/S1516.>


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infância na cidade de São Paulo (1984-1996). Revista de Saúde Pública, São
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85 - Junho de 2005. Disponível em:
<http://www.efdeportes.com/efd85/obesid.htm>. Acesso em 02 Jul. 2011.


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causa-genetica-da-doenca/ Acesso em 20 jul. 2011.


TASSO, Elétea. A base cromossômica da Hereditariedade. Escola Paulista de
Medicina – Universidade Federal de São Paulo, disponível em
http://www.virtual.epm.br/cursos/genetica/htm/base.htm acesso em 29/08/2011 ás
20h14min.


TAVARES, Carlos. Luta contra um mal traiçoeiro. Disponível em
<http://hipertensaopulmonar.com.br/pacientes/reportagens/hap_na_imprensa/306/hi
pertensao-arterial-pulmonar-um-mal-traioeira> Acesso em: 1 nov. 2011.


VAISMANN, M,; ZADYDENVERG, L. ; MICMACHER, E. Obesidade como
diagnostico e tratamento. Editora Especial. Rev. Bras. Méd. v. 52, n. 3, p.77-83.
1995.


VEJA, Guia de Medicina e Saúde. Editora Abril, v. 16, São Paulo, 2008.
52



                                    ANEXOS A

DESOBESI-M®
Cloridrato de femproporex CÁPSULAS
O abuso deste medicamento pode causar dependência.
USO ADULTO
USO ORAL
APRESENTAÇÃO: - DESOBESI-M
Caixa com 30 cápsulas
COMPOSIÇÃO: - DESOBESI-M
Cada cápsula contém: Cloridrato de femproporex... 25 mg Excipientes: talco,
estearato de magnésio, amido, dióxido de silício, goma laca decerada, óleo de rícino
e sacarose.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE: - DESOBESI-M
DESOBESI- M® deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30°    C), ao
abrigo da luz e umidade, em sua embalagem original, para uma boa conservação.
Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem.
Ao adquirir um medicamento confira sempre o prazo de validade na embalagem
externa do produto. Não tome nem utilize medicamentos cujo prazo de validade
esteja vencido. Pode ser perigoso para sua saúde.
Ao iniciar o tratamento com DESOBESI- M®, informe seu médico sobre as seguintes
situações: seu histórico médico, ou seja: doenças que tem ou teve e tratamentos
que segue (remédios que toma, dietas, etc.); - DESOBESI-M

ocorrência de gravidez, antes do início ou durante o tratamento, pois o
medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez; - DESOBESI-M
alergias que sofre, especialmente relativas ao emprego de medicamentos. -
DESOBESI-M

Os horários de administração do medicamento, assim como a dose a ser utilizada,
devem ser rigorosamente seguidos. Caso ocorra alguma emergência, informe seu
médico sobre o seu histórico clínico e os tratamentos que segue, inclusive o
tratamento com DESOBESI- M®.No início do tratamento podem ocorrer fraqueza,
cansaço e leve sonolência; no entanto estes sintomas podem ser originados pela
dieta imposta.
Informe ao médico caso ocorram reações desagradáveis com o uso do produto.
Atenção diabéticos: contém açúcar.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS: - DESOBESI-M
DESOBESI- M® tem como princípio ativo o femproporex, um agente impatomimético
com ação similar à dexanfetamina.
Devido à sua ação anorexígena tem sido utilizado como adjuvante no tratamento da
obesidade.
Causa depressão do apetite e diminuição da acuidade pelo sabor e odor, o que leva
a uma redução da ingestão de alimentos. Ocasiona aumento da atividade física, o
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  • 2. JULIANA CRISTINA DA SILVA LETICIA FERRONI RIVELLI NAIARA DE OLIVEIRA MENEGASSI OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito para obtenção de título de bacharel em Farmácia. Orientadora: Profª. Vanessa Maira Rizzato Silveira FERNANDÓPOLIS 2011
  • 3. JULIANA CRISTINA DA SILVA LETICIA FERRONI RIVELLI NAIARA MENEGASSI OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS Monografia apresentada ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção de título de bacharel em Farmácia. Aprovada em 03 novembro de 2011. Examinadores __________________________________________ Profº Daiane Pereira Mastrocola Bizelli ___________________________________________ Farmacêutica Franciele Michelassi Carrinho
  • 4. Dedicamos a todos os desenvolvedores e profissionais de Farmácia, que nos inspiraram direta ou indiretamente. Aos nossos pais pelo exemplo de coragem, simplicidade e persistência em suas metas e que souberam entender os motivos de nossa ausência. Aos nossos queridos amigos e familiares que tantas vezes carentes de nossa presença, mas não do nosso amor. Juliana, Letícia, e Naiara.
  • 5. Agradeço primeiramente a Deus, que através da força do teu espírito, me fez superar as dificuldades encontradas no caminho. Por ter me dado a chance de ser aquilo que escolhi, por ter confiado a mim o dom de cuidar e por todas as coisas maravilhosas que tem feito em minha vida. Aos meus pais Rubens e Sandra, por terem acreditado em mim, por toda a força, confiança e dedicação nesses cinco anos de graduação, por terem me apoiado e por muitas vezes terem se sacrificado para me dar tudo o que precisei, meu agradecimento pelas horas em que ficaram ao meu lado não me deixando desistir e me mostrando que sou capaz de chegar onde desejo, sem dúvida foram os que me deram o maior incentivo para conseguir concluir esse trabalho. Agradeço a meus avos maternos Lisvaldo e Maria, e também aos paternos Agenor e minha eterna avo Davina que tenho a certeza de que onde estiver esta com os dedinhos cruzados torcendo por mim. Ao meu namorado Luis Gustavo por ter acreditado em meu potencial, pela colaboração e compreensão, por ser um verdadeiro amigo e companheiro em todos os momentos que passamos juntos. Obrigada! A minha orientadora e professora Vanessa Maira Rizzato Silveira que me acompanhou nesta trajetória acadêmica e por ter aceitado o nosso convite nos orientando na elaboração deste trabalho sempre com alto astral e disponibilidade. Agradeço a todos os amigos de turma e faculdade. Foi incrível conviver com vocês, poderia dizer que foram mais alguns amigos que conquistei pela vida, mas não, digo que são OS MELHORES, vocês souberam exatamente como cuidar de mim, e me fazer sorrir sempre. Muito obrigada! A todos aqueles que contribuíram direta e indiretamente para que este trabalho fosse concluído com sucesso. Nessa caminhada, muitos são lembrados, alguns são esquecidos, porem agradeço por um dia terem feito parte da minha vida. Meu muito Obrigada, de coração! Juliana Cristina da Silva
  • 6. Agradeço a Deus pelas oportunidades que me foram dadas na vida, por me amparar nos momentos difíceis, me dar força interior para superar as dificuldades e mostrar o caminho nas horas incertas. Aos meus pais Vicente Rivelli e Neusa Ferroni Rivelli, meus verdadeiros mestres, modelos reais de perseverança, parceria, dedicação, paciência e ética. A minha irmã Laís, pelo carinho e compreensão. A minha orientadora Professora Vanessa Rizzato, por ter nos ajudado na realização desse trabalho. A minha amiga Francielli Carrinho e Professora Daiane Mastrocola pela participação na defesa da dissertação e pelas contribuições no trabalho. Dedico ao meu namorado Maicon que sempre esteve ao meu lado com sua extrema paciência me ajudando e orientando durante toda realização deste trabalho. Todos só posso dizer: Muito Obrigado! Letícia Ferroni Rivelli
  • 7. Agradeço a Deus, pelo auxilio na superação dos muitos obstáculos que inicialmente, pareciam intransponíveis, e foram vencidos ao longo da elaboração deste trabalho. Agradeço aos meus Pais (Levir e Marta), porque mesmo que tivesse em minhas mãos todo o perfume das rosas, toda a beleza do céu, toda a pureza dos anjos, toda a inocência das crianças, toda a grandeza do mar, toda a força das ondas, mesmo que eu tivesse todas as coisas belas da vida e todos os belos lugares do mundo nada teria sentido se eu não tivesse o presente mais valioso, mais nobre e mais sagrado que Deus pode me dar... Vocês! A minha irmã Francieli pelo suporte de “otimismo” durante o curso, agradeço a Deus por você existir. Ao meu namorado Renato, que sempre esteve ao meu lado com sua extrema paciência me ajudando e orientando durante toda a realização deste trabalho. Agradeço à orientadora, Prof.a Vanessa Rizzato, que com seu incansável conhecimento, contribuiu com ricas sugestões, críticas e estímulos, proporcionando assim, muitos progressos acadêmicos. Aos meus professores, que não mediram esforços para transmitir parte do vasto conhecimento de cada um. Aos amigos presentes, os que precisaram ir embora e a todos que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. Naiara de Oliveira Menegassi
  • 8. "Cultiva hoje sementes de equilíbrio alimentar, ventos de equilíbrio físico e flores de boa disposição e colhe amanhã, boa forma, disposição e alegria." (Ana Teresa M. P. Marques)
  • 9. Resumo OBESIDADE E O USO DE ANOREXÍGENOS A obesidade é considerada uma doença crônica que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas doenças, podendo causar a morte precoce. Durante vários anos a obesidade era associada como distúrbios psíquicos, falta de caráter ou ainda auto-indulgência por ela cometida. No entanto hoje o sedentarismo, alimentação inadequada, hábitos alimentares equivocados, entre outros, são alguns dos fatores responsáveis pelo aumento na incidência da obesidade. Atualmente é considerada uma forte indicação de doenças cardiovasculares e diabetes. Pode acarretar, também, distúrbios psicológicos, isolamento, depressão e baixa auto- estima. É considerado, sem duvida alguma, um grande problema da sociedade moderna globalizada, atingindo elevadas proporções entre a população. O tratamento farmacológico da obesidade só esta indicada quando índice de massa corporal (IMC) for maior que 30 ou quando os pacientes apresentam IMC superior a 25 com doenças associadas; ou ate mesmo quando a dieta e exercícios físicos não apresentam resultados. Existem diversos medicamentos disponíveis para o tratamento da obesidade, e que são classificados de acordo com seu mecanismo de ação sendo fármacos de ação colinérgicos, serotoninérgicas, termos gênicos, mistos “catecolinergicos + serotoninérgicos” e os que atuam a nível intestinal. Os anorexígenos podem ser agentes noradrenergicos ou drogas serotoninérgicas. Os primeiros são derivados anfetaminicos que tem como principal limitação ao uso, os efeitos indesejáveis sobre o aparelho cardiovascular e o SNC (sistema nervoso central). As drogas serotoninérgicas também são derivadas anfetaminicas com menor potencial, seu principal efeito é produzir a saciedade e reduzir a ingestão de carboidratos. Os efeitos colaterais dos serotonérgicos (descritos sonolência, cefaléia e ansiedade) são mais tolerados que os noradrenérgicos. Existem varias questões quanto às indicações, tempo de uso e escolha do agente farmacológico no tratamento da obesidade. De acordo com a RDC 52/11 os anorexígenos dietilpropiona, femproporex e mazindol foram retirados do mercado, deixando apenas a sibutramina, porem ainda não se sabe se apenas a sibutramina será eficiente para pacientes já em tratamento. Acreditamos então que haverá uma grande busca dessas substanciam proibidas pela Agencia de Vigilância Sanitária no mercado ilegal, que acarretara no uso totalmente indiscriminado e sem controle desses medicamentos. Palavras chave: Obesidade; Tratamento e Anorexígenos.
  • 10. ABSTRAT OBESITY IS THE USE OF APPETITE SUPPRESSANTS. Obesity is considered a chronic disease that causes or accelerates the development of many diseases, may cause early death. For several years was associated with obesity and mental disorders, lack of character or self-indulgence for her committed. However today's sedentary lifestyle, unhealthy diet, wrong eating habits, among others, are some of the factors responsible for the increased incidence of obesity. Presently there is a strong indication of cardiovascular disease and diabetes. It can lead also psychological disorders, isolation, depression and low self- esteem. It is considered, without doubt, a major problem in the modern globalized society, reaching high proportions in the population. Pharmacological treatment of obesity is only indicated when body mass index (BMI) is greater than 30 or when patients with BMI greater than 25 diseases, or even when diet and exercise do not show results. There are several medications available to treat obesity, and are classified according to their mechanism of action and acting drugs cholinergic, serotoninergic, thermogenic, mixed "catecolinergicos serotonergic +" and those who work the intestinal level. The anorectic agents may be noradrenergic or serotonergic drugs. The former are derived from amphetamine which has the main limitation to the use, adverse effects on the cardiovascular and CNS. The serotonergic drugs are also derived from amphetamine with less potential, its main effect is to produce satiety and reduce your intake of carbohydrates. Side effects of serotonergic (described drowsiness, headache and anxiety) are more tolerated than the noradrenergic. There are several issues relating to indications, time of use and choice of pharmacological agent in the treatment of obesity. According to the DRC 52/11 anorectic diethylpropion, and mazindol femproporex were withdrawn, leaving only sibutramine, but not yet known whether sibutramine is effective only for patients already on treatment. We believe then that there will be a great demand for these substances prohibited by the Agency for Sanitary Surveillance in the illegal market, which entailed the use of indiscriminate and totally out of control of these drugs. Keywords: Obesity Treatment and Anorectics
  • 11. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Classificação do índice de massa corporal ............................................... 20 Figura 2: IMC (Índice de Massa Corpórea) e os riscos associados ......................... 23 Figura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação. ........................................ 43
  • 12. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 13 2 OBJETIVO ............................................................................................................ 16 3 REVISÃO LITERÁRIA .......................................................................................... 17 3.1 OBESIDADE ...................................................................................................... 17 3.1.1 Causas............................................................................................................ 19 3.1.2 Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas ....................... 20 3.1.2.1 Obesidade por Distúrbios Nutricional ........................................................... 20 3.1.2.2 Obesidade por Inatividade Física ................................................................. 21 3.1.2.3 Obesidade Decorrente de Distúrbios Emocionais ........................................ 21 3.1.2.4 Obesidade Secundária ás Alterações Endócrinas ....................................... 22 Hipotireoidismo ............................................................................................ 23 Síndromes Ovários policísticos ................................................................... 23 Déficit de hormônio de crescimento ............................................................. 23 Síndromes Prader-Willi ................................................................................ 24 Síndrome de Cushing .................................................................................. 24 Pseudo-hipoparatireoidismo ........................................................................ 24 Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de Insulina ........ 24 Hipogonadismo ............................................................................................ 24 3.1.2.5 Obesidade de Causa Genética .................................................................... 25 Autossômico Recessiva ............................................................................... 25 Ligado ao Cromossomo X ........................................................................... 25 Cromossômicas ........................................................................................... 26 Síndrome de Laurence- Moon-Biedl ............................................................ 26 3.1.2.6 Clínica da Obesidade ................................................................................... 26 Obesidade Difusa ou Generalizada ............................................................. 26 Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta) ..................................... 27 Obesidade Ginecóide .................................................................................. 27 3.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................... 27 3.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE ................................................................. 27 3.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE ......................................................................... 28 3.4.1 Obesidade infanto-juvenil ............................................................................. 29 3.4.2 Obesidade na adolescência ......................................................................... 29
  • 13. 3.4.3 Obesidade Adulto .......................................................................................... 29 3.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE................................................ 29 3.6 IMPACTOS DA OBESIDADE NA SAÚDE.......................................................... 29 Aparelho Cardiovascular .......................................................................... 30 Metabolismo Glicídico............................................................................... 30 Câncer ........................................................................................................ 30 Aparelho Respiratório ............................................................................... 31 Sistema Musculoesquelético .................................................................... 31 Sistema Reprodutor Feminino.................................................................. 32 Outros Distúrbios ...................................................................................... 32 Síndrome Metabólica................................................................................. 32 3.7 TRATAMENTO................................................................................................... 32 3.7.1 Tratamento não Farmacológico ................................................................... 33 3.7.1.1 Cirúrgica ...................................................................................................... 33 3.7.1.2 Dietoterápicas .............................................................................................. 34 3.7.1.3 Atividade Física ............................................................................................ 35 3.7.2 Tratamento Farmacológico .......................................................................... 35 3.7.2.1 Anorexígenos ............................................................................................... 36 3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos ....................................................... 37 3.7.2.1.1.1 Sibutramina ................................................................ 37 3.7.2.1.1.2 Dietilpropiona ............................................................. 38 3.7.2.1.1.3 Femproporex ............................................................. 39 3.7.2.1.1.4 Mazindol .................................................................... 40 3.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras............................................. 42 3.8 RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE ANOREXÍGENOS............................ 42 3.8.1 Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar ...................................................... 42 3.9 PRINCIPAIS PONTOS DA RDC 52/11 .............................................................. 43 4 METODOLOGIA ................................................................................................... 44 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 45 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 47 ANEXO A ................................................................................................................. 52 ANEXO B ................................................................................................................. 67
  • 14. 13 INTRODUÇÃO A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, e extensão tal que acarreta prejuízos a saúde do indivíduo. São muitos e variados, incluindo desde dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos e distúrbios do aparelho locomotor alem do favorecimento de enfermidades potencialmente letais como dislipidemias, doenças cardiovasculares, diabetes não-insulino dependentes, certos tipos de câncer. Estima-se que o tratamento da obesidade e de suas consequências consuma 2% a 7% do total de gastos em saúde feitos pelos países desenvolvidos (MONTEIRO; CONDE, 1999). Depois da revolução industrial em meados do século XX, muitas coisas mudaram na vivencia do homem, a mulher ganhou espaço no mercado de trabalho, passou a ajudar nas despesas do lar, e a perder a dedicação exclusiva a família. Como toda ação tem uma reação, mudanças drásticas como estas certamente teriam consequências que só seriam percebidas no século seguinte. Com menos tempo para se dedicar a casa e aos familiares, foi necessário a readaptação as tarefas domésticas incluindo as refeições que até então eram feitas como grandes banquetes onde fixava várias fontes de vitaminas, proteínas e minerais. Sem contar com os avanços tecnológicos que reduziram em massa as atividades mecânicas dos indivíduos, formando assim uma nova sociedade provida de mazelas resultantes destes fatos, começa ai um dos grandes problemas da modernidade e desta era, a “obesidade”. Considerada uma das principais ameaças à saúde, e a mais nova epidemia do século XXI. Uma rotina marcada pela correria em função do trabalho, estudos, etc. Com tudo isso não há tempo para uma alimentação saudável e balanceada, assim, o famoso “fast food” torna-se a opção mais viável; não havendo, também, a oportunidade para a prática de atividades físicas, levando o sedentarismo a ganhar status (DIAS, 2011). Diferenças no estado nutricional podem ser decorrentes tanto de influência genética, quanto do meio ambiente e/ou interação entre ou ambos. A correlação entre sobrepeso dos pais e de seus filhos é grande e decorre do compartilhamento da hereditariedade, do meio ambiente e das condições socioeconômicas em que vivem (FONSECA; SICHIER; VEIGA, 1998).
  • 15. 14 Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde no Brasil, considerando indivíduos com mais de 18 anos, em 2010, encontrou uma freqüência de excesso de peso ou sobrepeso de 46,6%, sendo maior entre homens (51%) do que em mulheres (42,3%) (MELO, 2010). A obesidade por ser uma patologia que altera o aspecto físico e mental dos envolvidos é responsável por grandes dificuldades por eles correntes como interrupções de relacionamentos afetivos e sociais, problemas para se manter no mercado de trabalho e até mesmo quadros psiquiátricos decorrentes da marginalização que a sociedade como um todo incide ao individuo portador da doença (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). A mesma pode ser determinada pela associação de vários fatores, incluindo os orgânicos, genéticos, ambientais, culturais, alimentares e emocionais. Atualmente a classe que sofre mais com o sedentarismo são os adolescentes que tem fácil acesso a ingestão calórica e grande diminuição do gasto energético (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). Segundo Ballone e Moura (2007) o excesso de peso se faz presente em 40% da população (mais de 65 milhões de pessoas) e 10% dos adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A etiologia da obesidade é multifatorial e complexa. Há três componentes primários no sistema neuroendócrino envolvidos com a obesidade. A unidade de processamento do sistema nervoso central; o sistema aferente, que envolve a leptina e outros sinais de saciedade e de apetite de curto prazo; e o sistema eferente, um complexo de apetite saciedade efetores autônomos, termo gênicos que leva ao estoque energético (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005). Dentre os métodos utilizados para se determinar se uma pessoa está dentro da faixa de normalidade do peso, encontra-se o índice de massa corpórea (IMC), calculado dividindo seu peso (kg- Quilograma) por sua altura ao quadrado (SILVA; MELLO, 2008). Ainda segundo o autor citado acima, o tratamento da obesidade deve objetivar a melhora da qualidade de vida do obeso e da sua saúde metabólica, diminuindo o risco de doenças e de morte. No entanto, o tratamento farmacológico desta patologia já sofreu muitas críticas devido ao uso irracional dos agentes farmacológicos existentes, generalização da prescrição de medicamentos, comercialização abusiva de cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação
  • 16. 15 do tratamento tradicional (alimentação hipocalórica, aumento da atividade física e mudança comportamental). A maior dificuldade dos especialistas, médicos e profissionais do meio para a cura e manutenção deste mal é conseguirem a adesão dos envolvidos ás modificações recomendadas para as devidas alterações metabólicas. As facilidades atuais e acomodação do homem moderno levam a procurar o caminho mais fácil para a eliminação das calorias e dessas gorduras, ou seja, o jeito com o menos de esforço possível: os anorexígenos (RAVUSSIN; SWINBURN, 2005). No entanto, é necessário uma reflexão da necessidade de utilização e prescrição desses fármacos, pois são parcialmente efetivos, possuem um alto número de efeitos colaterais, além de rápida instalação de dependência e tolerância. Sob esta perspectiva, em que especialistas permanecem prescrevendo os anorexígenos mazindol, sibutramina, anfepramona e femproporex de maneira desenfreada, e muitas vezes sem uma necessidade real foi que sentimos motivados em realizar um trabalho com uma abordagem mais clara e coerente sobre o uso destes fármacos, uma vez que ao iniciarmos nosso trabalho havia grande debate sobre a possível proibição do uso destes medicamentos, o que em 06 de outubro de 2011 através da publicação da ANVISA, a RDC 52/11, define regras para o uso da sibutramina e proíbe a partir de 09 de dezembro de 2011, a aquisição, distribuição, fabricação, manipulação e dispensação da anfepramona, femproporex e manizidol. Neste sentido, realizamos uma pesquisa, através de livros, artigos científicos, revistas e outros, afim de levantar os principais problemas relacionados a estes fármacos como uso indiscriminado, posologia errônea, riscos com o consumo demasiado, dentre outros.
  • 17. 16 2 OBJETIVO Este trabalho teve como objetivo uma abordagem mais clara e precisa sobre a obesidade, hoje considerada um problema de saúde pública, uma vez que expande-se a largos passos tanto na população adulta, quanto na infância tornando- se cada vez mais preocupante, pelo fato de trazer consigo várias outras doenças associadas; assim também como o uso de anorexígenos usados no seu tratamento. Como objetivos específicos podemos salientar: a avaliação da obesidade de uma forma global, descrição dos meios de tratamento existentes, abordagem dos riscos destes medicamentos quando utilizados de modo indiscriminado e analisar o impacto da nova RDC 52/11 sobre o tratamento destes pacientes.
  • 18. 17 3 REVISÃO LITERÁRIA 3.1 OBESIDADE A palavra obesidade tem origem do latim obesus e quer dizer (ob= muito e esus = comer), e vem com o passar do tempo se tornando um problema social. A obesidade envolve uma complexa relação entre corpo-saúde-alimento (GASPARINI, 2001). A obesidade é uma doença causada pelo excesso de gordura no organismo, considerada um problema de saúde pública devido à sua alta incidência na população em geral. Trata-se de um distúrbio que além de natureza estética e psicológica, constitui um grande risco, quando não corrigido causa danos ao coração, as artérias, o fígado, as articulações e ao sistema endócrino (FISIBERG, 2005). Já para Claudino e Zanella (2005) a obesidade é uma doença orgânica, crônica, de origem multifatorial, resultante da combinação de fatores genéticos, dietéticos, ambientais, psicológicos e comportamentais. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (O.M.S) em 2011, dos mais de seis bilhões de habitantes do planeta 23,4% estão com excesso de peso. Ainda segunda o autor citado acima, no Brasil, calcula-se que 40% da população estejam acima do peso normal. Mas nem todas as pessoas com o peso acima do normal apresentam o mesmo tipo de problema, o Índice de Massa Corpórea (IMC) como mostrado na figura, não consegue distinguir a massa gordurosa da massa magra, sendo assim é necessário observar cada um individualmente.
  • 19. 18 Figura 1: Classificação do índice de massa corporal IMC CLASSIFICAÇÃO 20-25 Faixa de peso ideal 25-30 Excesso de peso 30-35 Obesidade Moderada ou Obesidade Grau I 35-40 Obesidade Importante ou Obesidade Grau II 40-50 Obesidade Mórbida ou Obesidade Grau III > 50 Superobesidade Fonte: CLAUDINO e ZANELLA (2005) Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso corpóreo está superior a 20% do peso considerado ideal. A obesidade pode ter início em qualquer época da vida, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento (FILHO, 2007). Amplamente a obesidade é influenciada pelo meio ambiente, que disponibiliza quantidades excessivas de alimentos altamente calóricos e a redução de atividade física. As pessoas se movimentam cada vez menos, gastam menos energia e acumulam mais gordura no organismo (SALBE; RAVUSSIN, 2003). No período da infância e da adolescência é que normalmente ocorrem as variações da composição corporal, uma vez que o crescimento é um processo dinâmico e complexo, regulado por múltiplos fatores, os quais incluem a hereditariedade, a ingestão de nutrientes, a atividade física, a idade, o sexo e o balanço endócrino, exercendo influencia sobre a obesidade do individuo (FILHO, 2007, p.35). Durante o crescimento e desenvolvimento, a composição das massas gorda e magra sofre alterações consideradas fisiológicas, portanto é essencial haver um entendimento sobre as modificações que ocorrem nesses períodos, para melhor avaliarmos as situações em que ocorrem desvios do peso corporal (FISIBERG, 2005, p.33). Dos componentes corporais, a gordura é a mais vulnerável podendo apresentar uma variação de 5 a 50% do peso corporal, mas normalmente a variação é de 10 a 30% (FISIBERG, 2005).
  • 20. 19 Embora ao nascimento ou mesmo em períodos precoces e composição corporal apresente diferenças em relação ao sexo, as alterações ocorrem principalmente na puberdade. Em ambos os sexos, a puberdade é caracterizada por uma hipertrofia e hiperplasia dos adipócitos, sofrendo alterações na distribuição de gordura, especialmente no sexo masculino. Há também significante diferença sexual na distribuição de gordura subcutânea, com uma predominância do tecido adiposo na parte superior do corpo no sexo masculino e na parte inferior no feminino. Algumas destas variações têm sido atribuídas aos efeitos dos hormônios adrenais e ovarianos (FISIBERG, 2005, p.34). 3.1.1 CAUSAS As causas dessa epidemia são variadas e estão associadas a fatores orgânicos, genéticos, culturais, sociais, econômicos e psicológicos. Os principais são: os excessos de ingestão de alimentos calóricos, o sedentarismo, baixa condição sócia econômica e educacional e a herança genética. Causada por um desbalanço, entre as calorias que são consumidas sob a forma de alimento e as calorias que são gastas pelo individuo (CUPPARI, 2005). Segundo Damaso (2001), dessa maneira a pessoa pode ser obesa porque come exageradamente, gasta poucas calorias, tem mais facilidade de produzir gorduras quando o balanço calórico é positivo ou queima gordura com menor facilidade. A estabilidade do peso corpóreo nos indivíduos normais é garantida pelo equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de calorias queimadas pelo organismo. Quando essa combinação se desequilibra e a quantidade de calorias ingeridas supera as calorias eliminadas, as calorias em excesso ficam acumuladas no tecido adiposo sob forma de gordura. Se a situação persiste no tempo, pode-se desenvolver a obesidade (McARDLE; KATCH. F; KATCH. V, 2001). O desenvolvimento do organismo humano é o resultado de diferentes interações entre os genes, o ambiente individual e familiar, o ambiente socioeconômico, cultural e educativo. Assim, uma determinada pessoa apresenta
  • 21. 20 sempre características peculiares relativamente à sua nutrição e saúde (ANJOS, 2001). De acordo com Salbe e Ravussin (2003), a obesidade é o resultado de diversas dessas interações. Os conhecimentos científicos chamam a atenção para os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. 3.1.2 CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE DE ACORDO COM SUAS CAUSAS A avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (Índice de Massa Corporal), que é o mais recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O valor assim obtido estabelece o diagnostico da obesidade e caracteriza também, os riscos associados conforme apresentados: Figura 2: IMC e os riscos associados IMC (kg/m2) Grau de Risco Tipo de Obesidade 18 a 24,9 Peso Saudável Ausente 25 a 29,9 Moderado Sobre peso (pré-obesidade) 30 a 34,9 Alto Obesidade Grau I 35 a 39,9 Muito Alto Obesidade Grau II 40 ou mais Extremo Obesidade Grau III (“Mórbida”) FONTE: CLAUDINO e ZANELLA (2005) 3.1.2.1 OBESIDADE POR DISTÚRBIO NUTRICIONAL A obesidade é resultante do descompasso energético, onde a energia ingerida excede a que o organismo gasta. Esse desequilíbrio pode ser o resultado da ingestão calórica excessiva, baixo gasto energético, ou da combinação de ambos. A única forma de controlar tal descompasso é com reeducação alimentar e atividade física (ANJOS, 2001). Hoje em dia pela falta de tempo e comodidade as pessoas cada vez mais consomem produtos pré-cozidos e congelados que facilitam o preparo do alimento,
  • 22. 21 mas por contra partida é muito calórico, fazendo assim com que as pessoas adquiram cada vez mais o ganho de massa corporal, aumentando seu peso. Estudos mostram que o indivíduo deve se alimentar em pequenos espaços de tempo durante o seu dia e também em pequenas quantidades, dando preferência para a ingestão de alimentos mais saudáveis não esquecendo das frutas e saladas, que favorecem um melhor funcionamento metabólico (VEJA, 2008). 3.1.2.2 OBESIDADE POR INATIVIDADE FÍSICA Anjos (2001), diz que a atividade física pode ser entendida como qualquer movimento corporal produzido pela contração da musculatura esquelética que implique em gasto energético. O exercício é considerado uma categoria de atividade física planejada, estruturada e repetitiva. A aptidão física, por sua vez, é uma característica do individuo que engloba a potência aeróbica, força e flexibilidade (BOTSARIS, 2011). Experiências com atividades físicas na infância podem ser decisivas para um estilo de vida ativo na idade adulta e prevenir o risco de sobrepeso e obesidade. Com a atividade física o individuo tende a escolher alimentos menos calóricos (GARCIA, 2003). A prática de atividade física consiste no uso de um ou mais grupos musculares em atividades que promovem a elevação do número de batimentos cardíacos. Em geral, isso resulta em maior gasto de energia e aumento das atividades metabólicas (produção de calor, manutenção dos gradientes iônicos nas células, função respiratória) (CLAUDINO; ZANELLA, 2005, p.254). 3.1.2.3 OBESIDADE DECORENTE DE DISTURBIOS EMOCIONAIS Distúrbios emocionais, como imagem corpórea negativa, é um problema grave para pessoas obesas, pois acarreta uma autocrítica extrema e desconforto em situações sociais (Boccia, 2002).
  • 23. 22 Os obesos são vistos como “diferentes”, seja andando na rua quando as pessoas acompanham com os olhares; seja tentando passar na catraca de um metrô ou de um ônibus; seja numa loja de shopping quando são tratados com desdém pela vendedora e ainda não conseguem roupas que lhes sirvam; ou ainda, na fila de um restaurante self-service quando é provável que as suas escolhas alimentares sejam observadas com muito rigor (FISBERG, 2005, p. 95). Os adolescentes são os que mais têm dificuldades para passarem por esta fase, pois estão mais suscetíveis a chacotas e vexames, impostos pela sociedade. Tendo ainda mais as meninas uma cobrança maior (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). São raros os relatos na história de mulheres afligindo homens, mas há relatos em toda história de homens queimando, amordaçando e apedrejando mulheres. Na atualidade, mais uma vez o sistema masculino tortura as mulheres: imprime um padrão de tirânico e inatingível de beleza (CURY, 2010, p. 63). De tanto serem tratados como diferentes, os adolescentes obesos começam de fato a se sentirem diferentes, incapazes de fazer qualquer coisa, ficam desmotivados e acham que são insignificantes e que não adianta tentar, auto estima está muito baixa (CLAUDINO; ZANELLA, 2005). 3.1.2.4 OBESIDADE SECUNDÁRIA ÀS ALTERAÇÕES ENDOCRINAS As reconhecidas complicações metabólicas e cardiovasculares envolvidas no processo de ganho de peso implicam em sofrimento pessoal e coletivo, com custos progressivos e imprevisíveis aos sistemas de saúde. O eixo corticotrófico encontra-se hiper-responsivo, com maior depuração dos hormônios e nível de cortisol normal. A leptina parece ser um hormônio permissivo para o desencadeamento da puberdade. Em adultos, as gonadotrofinas são normais, hiperandrogenismo e hiperestrogenismo são encontrados. Nas mulheres, a resistência insulínica é central no desenvolvimento da síndrome dos ovários policísticos (SOP), associada à hiperandrogenemia ovariana. Nos obesos, o
  • 24. 23 hormônio do crescimento (GH) geralmente é baixo e a proteína do controle de crescimento (IGF1) normal. A função tireoidiana é habitualmente normal nos obesos (ADAMS, 2000). • Hipotireoidismo Patologia mais frequente da glândula tireóide, na maioria dos casos é provocada por alterações que afetam a própria glândula tireóide (hipotireoidismo primário), ou devido à suspensão da terapia de reposição hormonal (levotiroxina) para o seguimento do carcinoma tireoidiano após a cirurgia. Os sinais e sintomas mais frequentes de hipotireoidismo incluem: pele fria, seca, áspera e rugosa frequentemente com aparecimento de uma cor amarelada devido ao acúmulo de caroteno, debilidade, letargia, sonolência, inchaço das pálpebras, intolerância ao frio, diminuição da memória, constipação intestinal, aumento de peso, queda de cabelo, rouquidão, nervosismo, alterações nos ciclos menstruais e palpitações (ADAMS; MURPHY, 2000). • Síndromes Ovários policísticos É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação de micro cistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas apresentam alterações endócrinas por causa do problema, a maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se normalizar após os 35 anos. Esta síndrome provoca distúrbios no metabolismo favorecendo o ganho de peso (ADAMS; MURPHY, 2000). • Déficit de hormônio de crescimento O hormônio de crescimento (GH) exerce um importante papel, não apenas na regulação do crescimento somático, mas também na regulação de vários processos metabólicos. O GH aumenta a oxidação de ácidos graxos durante restrição calórica, acelera a lipólise, promove conservação de nitrogênio e alterações da composição corporal (ADAMS;MURPHY, 2000).
  • 25. 24 • Síndromes Prader-Willi Apresentam deficiência hipotalâmica, retardo mental, mãos e pés pequenos, hipogenitalismo, baixa estatura, especialmente no primeiro semestre de vida (CYSNEIROS, 1996). • Síndrome de Cushing Segundo Damianin et al. (2002), nessa síndrome há presença de tecido adiposo, estrias vermelhas, policitemia, diminuição de força muscular, osteoporose, atraso na idade óssea e crescimento lento. • Pseudo-hipoparatireoidismo Temos obesidade, atraso de desenvolvimento neuropsíquico, baixa estatura, faces arredondadas, episódio de tetânica (CYSNEIROS, 1996). • Aumento de Insulina e Tumores Pancreáticos Produtores de Insulina A insulina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas, e a sua concentração sérica, assim como a da leptina, é proporcional à adiposidade. Com seu efeito anabólico, a insulina aumenta a captação de glicose, e a queda da glicemia é um estímulo para o aumento do apetite. Estudos experimentais demonstraram que a insulina tem uma função essencial no sistema nervoso central para incitar a saciedade, aumentar o gasto energético e regular a ação da leptina. A insulina incita a saciedade por aumentar os efeitos anorexígenos da colecistoquinina, reduzindo dessa forma a ingestão de alimentos (BORDINI, 2011). • Hipogonadismo O termo hipogonadismo é geralmente aplicado para os defeitos permanentes, ao invés dos temporários ou reversíveis, e geralmente implica
  • 26. 25 deficiência dos hormônios reprodutivos, com ou sem defeitos de fertilidade. O termo é menos usado para infertilidade sem deficiência hormonal. É um defeito no sistema reprodutor que resulta na diminuição da função das gônadas (ovários ou testículos) (BORDINI, 2011). 3.1.2.5 OBESIDADE DE CAUSA GENÉTICA • Autossômico Recessiva Os genes estão localizados nos cromossomos autossômicos, esta é a herança genetica de cada individuo onde o componente genético é um fator determinante de algumas doenças congênitas e um elemento de risco para a obesidade e diversas doenças crônicas como diabetes, osteoporose, hipertensão, câncer, entre outras (ROMEO, 2005). Para análise de qualquer distúrbio é necessária a obtenção da história familiar abrangente do individuo, é uma primeira etapa fundamental na análise de tomada de decisões. A história familiar estudada adequadamente deve incluir informações sobre os parentes, em primeiro grau do paciente nos vários ramos da família pelo menos até os avós e seus irmãos. A história deve conter detalhes documentar a consanguinidade dos pais, bem como antecedentes geográficos e étnicos (ROMEO, 2005). De acordo com o autor acima os distúrbios autossômicos recessivos expressam-se apenas em homozigotos, que, portanto, devem ter herdado um alelo mutante de cada genitor. Vários são os critérios para a ocorrência Herança Autossômicos Recessiva, alguns deles são: * O fenótipo salta gerações; * O risco de recorrência para cada irmão do probando é de 1 em 4; * Pais consanguíneos * Probabilidade de ambos os sexos serem afetados. • Ligado ao Cromossomo X O fenótipo ligado ao X é descrito como dominante se ele se expressar regularmente em heterozigotos, ou seja, se herda o gene da mãe diferente do gene
  • 27. 26 do pai, ao contrario da autossômica recessiva, que os genes têm as duas heranças. (TASSO, 2011). Segundo artigo de ELETÉA TASSO – da Universidade Federal de São Paulo, em um heredograma dominante ligado ao X, todas as filhas e nenhum filho de homens afetados são afetados; se alguma filha não for afetada ou algum filho for afetado, a herança deve ser autossômica. • Cromossômicas A obesidade mórbida atinge um terço da população mundial, e cerca de 70 milhões de brasileiros. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial. Esse cenário pode ser alterado depois que pesquisadores ingleses descobriram que a doença é provocada por um problema no cromossomo 16. Segundo eles, as pessoas que nascem com a falta de um pedaço do cromossomo 16 têm 43 vezes mais chances de serem obesos mórbidos no futuro. Essa é a segunda maior causa genética responsável pelo surgimento dessa patologia, a primeira é causada pela mutação do gene MC4R, no cromossomo 18 (TASSO, 2011). • Síndrome de Laurence- Moon-Biedl É uma doença complexa, que afeta várias partes do corpo, incluindo a retina. Ela aparece na infância, quando a retinose pigmentar é diagnosticada. Os afetados pela síndrome apresentam problemas neurológicos e raramente apresentam polidactilia. A síndrome de Laurence- Moon – Biedl (LMBB) tem um padrão de herança do tipo autossômico recessivo. Ambos os pais nesse caso são portadores do gene da LMBB ao lado de um gene normal o que faz com que a doença não se manifeste nos pais, mas seja transmitida aos filhos (TASSO, 2011). 3.1.2 CLÍNICA DA OBESIDADE • Obesidade Difusa ou Generalizada É aquela em que o tecido gorduroso em excesso se distribui de maneira homogênea (HALPERN, 1997).
  • 28. 27 • Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta) São mais ou menos, características dos obesos masculinos do tipo adulto, a gordura se localiza mais no tronco do que nos membros (HALPERN, 1997). • Obesidade Ginecóide É o tipo morfológico das mulheres obesas, onde a distribuição da gordura se faz preferencialmente na metade inferior do corpo, glúteos e coxas (HALPERN, 1997). 3.2 EPIDEMIOLOGIA DA OBESIDADE A epidemiologia da obesidade estuda a frequência e distribuição desta doença nas diversas populações, bem como os possíveis fatores que determinam o seu aparecimento ou desenvolvimento. A obesidade é uma realidade que atinge todas as faixas de idade na população, daí a ser considerada um dos maiores problemas de Saúde Pública. O interesse em reconhecer dados epidemiológicos está em estabelecer graus de risco, que permitam programar linhas de atuação específicas para um determinado grupo. Neste sentido, é conhecido que existe uma correlação clara entre a gravidade da obesidade e a frequência de desenvolvimento de complicações, que é máxima quando o índice de massa corporal ultrapassa valores de 40 kg/m2 (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). Segundo Mendonça e Anjos (2004), estudos evidenciam que o problema do sobrepeso/obesidade nos brasileiros adultos afeta, proporcionalmente, quase o dobro de mulheres em relação aos homens. 3.3 FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE O tecido adiposo não é apenas um mero depósito de células gordurosas, mas uma verdadeira "glândula endócrina do organismo". Esse tecido produz diversos hormônios, dentre eles a leptina. A leptina é um hormônio protéico que age no cérebro inibindo o apetite e estimulando o gasto de energia. Sua produção é diretamente proporcional à massa de tecido adiposo. Os níveis de leptina circulantes parecem estar diretamente relacionados com a quantidade de RNAm para leptina no
  • 29. 28 tecido adiposo. Além disso, vários fatores metabólicos e endócrinos contribuem para regular a transcrição dos genes da leptina em adipócitos. Por exemplo, ocorre diminuição de leptina em resposta a baixos níveis de insulina, havendo uma relação diretamente proporcional entre as concentrações desses hormônios (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). 3.4 PREVENÇÃO DA OBESIDADE Como toda e qualquer doença o papel principal de efeito cognitivo mais eficaz é a prevenção, tendo ou não fatores genéticos favoráveis para o individuo a prevenção é o meio para uma vida saudável, feliz e de boa convivência com suas mazelas. Carregar muito peso é um risco para individuo, pois o peso força o coração e outros órgãos, tais como articulações, pressão sanguínea e os órgãos respiratórios, levando a estagnação do corpo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). Estar sempre ingerindo alimentos saudáveis de pouca caloria e grande numero de nutrientes, fazendo um balanço da quantidade de calorias e gorduras ingeridas e o seu gasto, através de exercícios físicos coniventes com seu estado de saúde é estar ponderando a sua qualidade de vida. Para saber o ponto de equilíbrio entre o seu biótipo, relação entre a sua altura e seu peso é necessário um acompanhamento em longo prazo (MONTEIRO; MONDINI; SZARFARC, 2000). Se consumir mais caloria do que se gasta, o organismo irá usá-la para gerar mais calor. Se por outro lado se usa mais caloria do que se consome, o organismo se tornará mais eficiente e transformá-las em energia, para prevenir a perda de peso em curto prazo. Isso significa que, quando se está tentando perder ou ganhar peso, deve- se comprometer por um longo período, para reeducar o organismo e reajustar o ponto de partida (VEJA, 2008). Ter um plano de atividade física capaz de aumentar este gasto calórico para promover a oxidação de gordura corporal. E tão importante quanto o trabalho corporal é o trabalho psíquico, ter a mente voltada para o necessário a sua saúde, saber que a ajuda com uma dieta regular associada a exercícios físicos lhe trará benefícios não imediatos, mas para a longo prazo com saúde e estética, quanto o
  • 30. 29 tratamento medicamentoso com os fármacos pode te dar resultados imediatos, porem com consequências desastrosas no futuro onde poderá vir a ter que tratar de várias outras doenças decorrentes da pressa em perder tudo aquilo se ganhou em um longo período (VEJA, 2008). • Obesidade infanto-juvenil É aquela que se inicia até os doze anos de idade (VEJA, 2008). • Obesidade na adolescência Inicia-se na puberdade (VEJA, 2008). • Obesidade Adulto É aquela que pode acometer o individuo na sua fase adulta, porém geralmente já vem acometendo-o durante sua vida devido seus hábitos alimentares e físicos (VEJA, 2008). 3.5 ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA OBESIDADE Os adolescentes obesos passam a conviver com uma discriminação social diária, às vezes sendo excluídos dos grupos de estudos, dos jogos de futebol, (quando a participação é permitida são colocados no gol); são esquecidos nas suas classes no intervalo; não são convidados para festinhas, e no caso das meninas obesas é como se elas fossem verdadeiras “aberrações”, já que existe uma maior exigência cultural com o sexo feminino (CLAUDINO;ZANELLA, 2005). 3.6 IMPACTO DA OBESIDADE NA SAÚDE O risco de doença associada à obesidade é proporcional ao aumento do IMC (Índice de Massa Corpórea), isto é, quanto maior o IMC, mais chances e mais graves são as doenças associadas à obesidade, por isso, quando o IMC é maior que 40 temos a chamada “Obesidade Mórbida” (VEJA, 2008).
  • 31. 30 • Aparelho Cardiovascular A obesidade por pressão arterial elevada é um fator de risco bem conhecido de doença cardiovascular. Nos Estados Unidos, 70% dos casos de hipertensão em homens e 61% nas mulheres foram atribuídos diretamente ao excesso de gordura, aonde foram calculados, que para cada quilograma de peso ganho, a pressão arterial sistólica elevou-se em média 1 mmhg, já se sabe que a diminuição do peso, podendo ser pouca, traz benefícios ao paciente hipertenso quanto à diminuição dos níveis pressóricos e, a respeito à melhora de outras condições, freqüentemente associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2 e a hiperlipemia (excesso de gordura) (HALPEM; MANCINI, 2000). • Metabolismo Glicídico A maioria dos pacientes com diabetes do tipo 2 apresenta sobrepeso ou encontra-se obeso. Pacientes não diabéticos, modestamente obesos, têm um risco maior de desenvolver diabetes em comparação àqueles que inicialmente eram magros. A obesidade aumenta o risco de diabetes do tipo 2 por ter maior resistência à insulina na ação de estimular, a captação de glicose. Por tanto, a redução de peso nos indivíduos obesos diminui a resistência à insulina e o risco de desenvolvimento desta doença (GURSOY et al., 2005). A presença do diabetes propicia o desenvolvimento de doença cardiovascular, pois a exposição demorada, em níveis elevados de glicose no sangue, provoca lesões no sistema vascular e no coração, já os pacientes com a doença já estabelecida a redução de peso provoca melhora evidente do controle glicêmico (GURSOY et al., 2005). • Câncer Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer (perdendo apenas para o tabagismo) e o índice de mortalidade da doença é maior entre obesos. Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde entre 2002 e 2005 mostrou que
  • 32. 31 40% da população brasileira têm excesso de peso: o dobro dos índices verificados em 1974. Ao mesmo tempo, 37% da população são insuficientemente ativa ou sedentária. A obesidade é um fator de risco para o câncer, modificável na maioria dos casos. No entanto, a maioria das pessoas associa o câncer ao histórico familiar, adiando a adoção de hábitos saudáveis, como mudanças na dieta e a prática de exercício físico. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sobrepeso e a obesidade estão ligados a 14% das mortes de câncer entre homens. Número que sobe para 20% entre as mulheres (VEJA, 2008). • Aparelho Respiratório O ronco é um dos sintomas noturnos, popularmente conhecido. Esta doença é incapacitante, progressiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade cardiovascular. O sexo masculino é mais afetado em virtude das diferenças anatômicas das vias aéreo superiores e do pescoço, perfil hormonal e distribuição de gordura do tipo central na região do tronco (FILIPPATOS, 2005). • Sistema Musculoesquelético Há evidências científicas de que a obesidade favorece o aparecimento de artrose nos membros inferiores, especialmente nos joelhos. E artrose significa dor e limitação de movimento. Nas articulações, os ossos estão revestidos por uma cartilagem que os protege e serve como amortecedor, absorvendo impactos e evitando lesões. Obesidade e mal alinhamento esquelético são algumas das condições que prejudicam esse processo de reparação. Quando existem distúrbios no alinhamento esquelético, o peso não é distribuído homogeneamente nas articulações, mas se concentra sobre pontos específicos, o que aumenta o desgaste articular (GUANZIROLI, 2011).
  • 33. 32 • Sistema Reprodutor Feminino O aumento da obesidade entre a população dos países terá como consequência um aumento nos casos de infertilidade feminina, adverte um estudo realizado por cientistas da Austrália e do Reino Unido. A pesquisa prevê que os níveis de infertilidade nos chamados países desenvolvidos aumentarão nos próximos dez anos. Nesse período, 20% dos casais terão de se submeter a tratamentos de fertilidade, segundo os cientistas. A obesidade tem um efeito substancial na manifestação da síndrome de ovário policístico, ou seja, o excesso de peso aumenta as anomalias reprodutivas e metabólicas nas mulheres que sofrem dessa síndrome (COSTA, 2011). • Outros Distúrbios Dislipedemia: O paciente obeso se distingue, especialmente, por hipertrigliceridemia, ou seja, triglicerídeos aumentados e também pela diminuição do HDL colesterol ou lipoproteína de alta densidade (“bom colesterol”) Pesquisas mostram que pacientes obesos, apresentam elevados níveis de triglicérides circulantes, principalmente após refeições e um nível baixo de HDL-colesterol. Estes dados mostram a importância do diagnóstico e tratamento concomitante da obesidade e distúrbios lipídicos (DAY;BAILEY, 2002). • Síndrome Metabólica Os pacientes com essa síndrome têm um alto risco de sofrer de doença cardiovascular. A obesidade abdominal vem sendo repetidamente associado de forma independente a hipertensão, a dislipedemia, e ao diabetes, até mesmo em indivíduos que não apresentam exagero de peso (HEAL et al., 1998). 3.7 TRATAMENTO Segundo Czepielewski, (2008) o tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação
  • 34. 33 de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio. 3.7.1 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO • Cirúrgica Para se qualificar para uma cirurgia no tratamento da obesidade, deve- se ter um IMC maior que 35, além de um histórico de falhas em tentativas de perda de peso e nenhum registro de abuso de substâncias químicas ou problemas psiquiátricos. O procedimento cirúrgico mais comum para tratamento da obesidade é chamado de banda laparoscopia, este procedimento limita e controla o consumo de alimentos, e, em geral, resulta em um emagrecimento de 25 a 50% do peso corporal, que costuma ser mantido (VEJA, 2008). Os pacientes precisam ser capazes de seguir uma dieta pós-cirúrgica restrita, que inclui comer quantidades muito pequenas de alimento, na maioria proteínas, nas primeiras seis semanas, e tomar vitaminas e sais minerais diariamente. Entre os efeitos colaterais, está má absorção dos nutrientes, desnutrição e “dumping”, problema no qual o alimento passa muito rapidamente do estômago para o intestino, causando sudorese, desmaio e palpitações. A cirurgia só deve ser considerada nos casos de obesidade mórbida, nos quais os tratamentos terapêuticos não dão resultados (VEJA, 2008). De acordo com Dômaso e Teixeira (1997), a cirurgia é a única esperança para a obesidade mórbida, as operações mais empregadas nesse tipo de obesidade é a gástrica em Y de Rowi e a gastroplastia vertical com bandagem. Ambas as operações são efetivas e seguras, com mortalidade abaixo de 1%. Os benefícios são inúmeros, com redução na incidência das complicações e/ou doenças associadas com a obesidade. A derivação gástrica em Y de Rowi apresenta maior perda de peso do que a gastroplastia vertical com bandagem.
  • 35. 34 • Dietoterápicas É o uso de uma dieta hipocalórica com os nutrientes adequados. A restrição calórica é o elemento fundamental para a redução do peso. Para o paciente e seu médico, esta é uma tarefa frustrante e difícil (MONTEIRO; SZARFARC; MONDINI, 2000). Os princípios básicos são simples. 1. Manter o gasto energético e reduzir a ingestão calórica abaixo das necessidades diárias; 2. Manter a ingestão calórica e aumentar o gasto calórico por meio de atividade física adicional; 3. Combinar com os métodos 1 e 2, reduzindo a ingestão energética, as calorias armazenadas sob forma de gordura serão consumidas. Em geral um déficit de 32.000 kg (7.700 Kcal) resulta numa perda de 1 Kg. Por meio da estimativa das necessidades calóricas diárias o paciente de aproximadamente 125 a 150 kg (30 a 35 Kcal por quilograma de peso corporal) pode calcular o déficit diário necessário para se conseguir uma determinada taxa de emagrecimento (MONTEIRO; SZARFARC; MONDINI, 2000). Devem-se evitar as dietas hipocalóricas (VLCD) e restritas, somente com grande acompanhamento médico, a obesos que não tiveram sucesso com outra terapia, pois a rapidez na perda de peso pode provocar alguns riscos a saúde como perda de potássio e de proteína corpórea (MONTEIRO; SZARFARC; MONDINI, 2000). A pirâmide de alimentos pode ajudar o paciente a planejar uma alimentação saudável. Dessa forma, ele pode ingerir maior quantidade de verduras, legumes, frutas e cereais integrais (com ênfase de grãos, pães, arroz e massas integrais em detrimento dos cereais refinados); quantidade moderada de laticínios e carnes pobres em gordura e uma quantidade pequena de óleos, manteiga/margarina, açúcares e doces (VEJA, 2008).
  • 36. 35 • Atividade Física Vaisman et al. (1995), aponta que programas regulares de exercícios aeróbios levam o obeso a aumentar a capacidade cardiorrespiratória e a sensibilidade periférica à insulina. Ocorre assim redução dos níveis pressóricos e facilitação do metabolismo intermediário. O objetivo da perda sustentável de peso à custa da massa gordurosa deve ser obtido por meio de um déficit calórico, baseado em: Planejamento alimentar hipocalórico, pobre em gorduras (especialmente gorduras saturadas de origem animal, como: carne de vaca, frango com pele, gema de ovo) e em açúcares simples; Plano de atividade física adequado, capaz de aumentar gasto calórico e promover oxidação de gordura corporal, além de aumentar a capacitação de glicose no tecido periférico (músculos), diminuindo a resistência à insulina (ALMEIDA et al. 2002). 3.7.2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Por muito tempo o tratamento farmacológico da obesidade foi visto como opção terapêutica controversa e sujeita a inúmeras críticas. Isso deve-se a vários fatores; entre eles, erros no uso racional dos agentes disponíveis, generalização da prescrição de medicamentos, abusos na comercialização de cápsulas manipuladas, desvalorização da orientação do tratamento clássico orientação dietética hipocalórica, aumento de atividade física programada ou não programada, técnicas de modificação comportamental. A escolha de um medicamento anti obesidade deve basear-se também na experiência prévia do indivíduo (paciente), no uso anterior de medicamentos, muito embora a falência de um tratamento prévio não justifique a não utilização de um determinado agente posteriormente (HALPREN; MANCINI, 2002). O uso de medicamentos para o tratamento da obesidade não tem resultados imediatos, pois do mesmo modo que se demora em aparecer a obesidade, também
  • 37. 36 exige um determinado tempo para o surgimento de resultados permanente e de uma forma que não comprometam à saúde (VEJA, 2008). A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, algum deles bastante grave como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais (CZEPIELEWSKI, 2008, p.69). Eles são contra indicados às gestantes, crianças, cardiopatas e usuário de drogas. Eles tentam aumentar o gasto calórico diário e reduzir a gordura corporal. No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos frequentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios em longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial (CZEPIELEWSKI, 2008, p.71). 3.7.2.1 Anorexígenos Embora, os pilares do tratamento da obesidade sejam à adoção de mudanças de estilo de vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade física, apenas 30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas conservadoras, acabam precisando de medicamentos. Mas é importante ressaltar que o uso destes fármacos controla a doença, melhora a aderência às medidas comportamentais, mas não cura a obesidade (RADOMINSKI, 2011). Os anorexígenos são substâncias que inibem o apetite ou a sensação de fome. A Lista IV da Convenção Internacional sobre Psicotrópicos de 1971 detalha 14 dessas substâncias. As mais consumidas mundialmente são a phentermina (45%), femproporex (23%), anfepramona (18%), mazindol (9%) e phendimetrazina (4%). Elas são receitadas principalmente contra a obesidade e para o tratamento de narco-lepsia (distúrbio do sono que resulta em sonolência diurna excessiva) e DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) (RADOMINSKI, 2011).
  • 38. 37 O tratamento da obesidade deve objetivar a melhora da qualidade de vida do obeso e da sua saúde metabólica, diminuindo os riscos de doenças e de morte (SILVA; MELLA, 2008). Ainda segundo o mesmo autor, o tratamento farmacológico dessa patologia já sofreu muitas críticas, devido ao uso irracional dos agentes farmacológicos existentes, generalização da prescrição de medicamentos, comercialização abusiva de cápsulas manipuladas e desvalorização da orientação do tratamento tradicional (alimentação hipocalórica, aumento na atividade física espontânea ou programada, além de técnicas de mudanças comportamentais). No entanto, é necessária uma reflexão da necessidade de utilização e prescrição desses fármacos, pois são parcialmente efetivos, possuem um alto número de efeitos colaterais, além de rápida instalação de dependência e tolerância. São vários os anorexígenos naturais como chá verdes e compostos farmacêuticos usados como inibidores do apetite. Existem muitos no mercado farmacêutico, porém os mais conhecidos e usados são os aqui trabalhados, Mazindol, Sibutramina, Dietilpropiona e Femproporex (GAZALLE, 2006). 3.7.2.1.1 Ação dos Anorexígenos Sibutramina A sibutramina é um medicamento serotoninérgico e adrenérgico que reduz a ingestão alimentar e aumenta a termogênese. Reduz peso corporal em cerca de 4 kg após 12 meses, e melhora a glicose no sangue e lipídios, no entanto, pode aumentar a frequência cardíaca e pressão arterial (BRASIL, 2011). No estudo SCOUT (resultados Sibutramina Cardiovascular) eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, em comparação com placebo, e hoje em dia ela pode ser comercializada somente com prescrição médica (BRASIL, 2011). A Sibutramina é um inibidor de receptação neuronal de 5-hidroxitriptamina (5-HT) noradrenalina nos locais do hipotálamo que regulam a ingestão de alimentos, ou seja, bloqueia a reabsorção da serotonina e da norepinefrina no SNC. Através de mecanismos ainda não claramente compreendidos, estes efeitos podem contribuir
  • 39. 38 para o apetite (promovem a sensação de saciedade) e aumentar o gasto energético em repouso (aumento da taxa metabólica) (BRASIL, 2011). As principais ações da sibutramina consistem em reduzir a ingestão de alimentos e produzir perda de peso dose pendente. Além de aumentar a saciedade, ela produz uma redução da circunferência da cintura (isto é, redução da gordura visceral), diminuição dos níveis plasmáticos de triglicerídeos e lipoproteínas de densidade muito baixa, porém elevação das lipoproteínas de densidade elevada. Além disso, são observados efeitos benéficos sobre a hiperinsulinêmica e a taxa de metabolismo da glicose. A redução do peso corporal obtida com a sibutramina isoladamente não é facilmente mantida. Para ser eficaz como terapia contra a obesidade, pode ser necessária combinar a sibutramina com outras medidas contra a obesidade. A eficácia é de 7-10% de redução do peso corporal com redução preferencial da gordura visceral. A perda máxima de peso e alcançada por volta dos 6 meses e mantida enquanto a droga não for interrompida (BRASIL, 2011). Efeitos Adversos Taquicardia, boca seca, constipação, insônia, aumento da pressão sanguínea . Esta droga é contra-indicada para pacientes com cardiopatia, doença cerebral vascular e hipertensão não controlada (BRASIL, 2011). Dietilpropiona A dietilpropiona, também conhecida como anfepramona ou benzoiltrietilamina, é um anorexígeno bastante utilizado em fórmulas para emagrecimento, sendo uma das substâncias que eram mais utilizadas no Brasil para tratar a obesidade. Em outubro de 2011 a ANVISA proibiu a comercialização de anfepramona no Brasil (GURSOY, 2005). A dietilpropiona (anfepramona) era comercializada com os nomes de Dualid S, Hipofagin S e Inibex S. Sua atuação se dá inibindo o apetite do paciente ao agir sobre o sistema nervoso central. Ela tem efeito psicoestimulante e potencial para causar dependência. É importante saber que a dietilpropiona deveria ser tomada apenas por um período limitado de tempo, pois têm potencial de causar dependência. Também já foi verificado que o efeito pode cair com o passar do tempo. Desta forma, a dietilpropiona tratava a obesidade apenas a curto prazo,
  • 40. 39 sendo fundamental que a pessoa desenvolvesse hábitos de alimentação e estilo de vida que favorecessem o emagrecimento para não recuperar o peso perdido quando o tratamento for suspenso. O paciente que estivesse utilizando a dietilpropiona deveria estar ciente que ela não era a cura mágica para a obesidade, mas sim um auxiliar no tratamento (GURSOY, 2005). Efeitos Adversos Os efeitos colaterais potenciais da dietilpropiona são: boca seca, nervosismo, insônia, obstipação intestinal, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, excitação, tremores, taquicardia, hipertensão arterial (GURSOY, 2005). Femproporex Foi utilizado como supressor de apetite devido a sua estimulação no sistema nervoso central, ao qual inibia a fome. Apesar de emagrecer, a sua venda foi proibida em alguns paises devido a diversas ocorrências de abuso do medicamento, inclusive no Brasil, que após resolução da ANVISA em 06 de outubro de 2011 não pode mais ser comercializado. Femproporex era consumido em larga escala no Brasil, no qual era o medicamento mais produzido e consumido no Brasil. O País produziu em media 73% do Femproporex comercializado em todo o mundo no ano de 2009 (GURSOY, 2005). Efeito Adversos Os sintomas mais comuns do Femproporex são: Boca seca, insônia, causar dependência, irritabilidade, náuseas, fadiga (GURSOY, 2005).
  • 41. 40 Mazindol O mazindol, é uma substância anorexígena pertencente a classe dos catecolaminérgicos onde seu mecanismo de ação é inibir o apetite que atua como auxiliar no tratamento da obesidade. Depois do femproporex, sibutramina e dietilpropiona, era um dos anorexígenos mais usados. (Dias, 2011). Efeitos Adversos Os efeitos colaterais mais comuns do mazindol são: boca seca, obstipação intestinal, depressão, sensação de desconforto, agitação psicomotora, pânico, taquicardia, nervosismo, alteração do sono (Dias, 2011).
  • 42. 41 A tabela abaixo mostra de uma forma resumida algumas informações sobre os medicamentos Figura 3: Classe Farmacológica e Mecanismo de Ação. Classe Substancia Medicamento de Ação Efeitos Colaterais Nome Comercial Catecolami Femproporex Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Desobesi-M nérgicos alimentar por mecanismo taquicardia noradrenérgico ansiedade Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Absten, Catecolami Mazindol alimentar por mecanismo taquicardia Dasten, nérgicos noradrenérgico. Não é ansiedade fagolipo derivado da feniletilamina Inibição da recaptação da Boca seca, serotomina e da constipação Serotoninér Sibutramina noradrenalina, central e taquicardia, Reductil, gicos perifericamente sudorese, Planty diminuindo a ingestão e eventualmente aumentando o gasto aumento da calórico. pressão arterial Inibidor da Atua no lúmen intestinal Esteatorréia absorção inibindo a ação da lípase (diarréia intestinal pancreática que é uma gordurosa), de Orlistat enzima necessária para a incontinência fecal, Xenical gorduras absorção de triglicerídeos interfere na absorção das vitaminas A, D, E e K necessitando de suplementação Catecolami Anfrepramona Diminui a ingestão Boca seca, insônia, Dualid S, nérgicos (Dietilpropiona) alimentar por mecanismo taquicardia, Hipofagin S, noradrenergico ansiedade Inibex S, Moderine Fonte: GAZALLE (2006)
  • 43. 42 3.7.2.1 Inibidores de Absorção Intestinal de Gorduras O orlistat é um potente inibidor de lípase gastrointestinais (GI). Estas catalisam ou quebram a molécula de triglicérides (gordura), produzindo ácidos graxos livres e monoglicerídeos. Aquele se liga de maneira irreversível no sitio ativo da lípase, impedindo-a de exercer a sua ação. Cerca de 33% dos triglicerídeos ingeridos permanecem não digeridos e não são absorvidos pelo intestino delgado, atravessando o tubo digestivo e são eliminados pelas fezes. Esse fármaco não apresenta atividade no sistema nervoso central. Os efeitos adversos do orlistat estão relacionados ao seu mecanismo de ação. São eles: urgência fecal, fezes oleosas, maior número de evacuações, flatulência com ou sem eliminação de gordura. O uso em longo prazo do orlistat pode causar deficiência na absorção de algumas vitaminas, necessitando a suplementação dessas (GAZALLE, 2006). Atualmente, orlistat é aprovado para tratamento a longo prazo, no entanto, os efeitos adversos gastrointestinais do orlistat podem ser intoleráveis para alguns pacientes. Há agora uma clara necessidade de encontrar drogas anti-obesidade que são eficazes e seguros a longo prazo (BRASIL, 2011). 3.8 Riscos do Uso Indiscriminado de Anorexígenos ● Anorexígenos x Hipertensão Pulmonar Uma prescrição errada com uma dosagem elevada e associações extravagantes ameaçam a saúde dos pacientes. Tendo entre elas a hipertensão pulmonar que normalmente são associadas ao uso dessas substâncias. (Mancini, 2007) Devido a um aumento extremo da pressão no interior dos vasos que conduzem o sangue ao pulmão, a hipertensão arterial pulmonar bloqueia o fôlego e deprime os portadores que, nessas fazes, mal conseguem andar do quarto para a sala ou mesmo pentear os cabelos. É importante ressaltar que a hipertensão arterial pulmonar é bem diferente da tradicional pressão alta, que se refere a elevação perigosa da força necessária para que o coração mande o sangue para o corpo pelas artérias. (...) é considerada um tipo raro de doença, decorrente de uma desordem nos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão na artéria pulmonar. Quando sobe de mais,
  • 44. 43 torna-se uma ameaça a vida. Os principais sintomas da doença são dispnéia, fadiga, tonturas e dor no peito (Tavares, 2011, p.01). Porém os anorexígenos são úteis desde que usados corretamente (Mancini, 2007). 3.9 Principais Pontos da RDC 52/11 ● Proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, e medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina. ● Fica vedada à fabricação, importação, exportação, distribuição, manipulação, prescrição, dispensação, o aviamento, comércio e uso de medicamentos ou fórmulas medicamentosas que contenham as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como intermediários. ● A Resolução entrará em vigor no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da publicação. ● Aprovação da permanência da sibutramina no mercado, porém com maior controle sobre a prescrição e utilização da substância. A partir da publicação da RDC 52/11, além da sibutramina ser prescrita na Notificação de Receita “B2”, de acordo com o estabelecido na RDC 58/07, o médico e o paciente terão também de assinar um Termo de Responsabilidade. ● As empresas detentoras do registro dos medicamentos à base da substância sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários deverão cumprir as normas constantes que dispõe sobre as normas de farmacovigilância (RDC 04/09 e IN 14/09).
  • 45. 44 4 METODOLOGIA Foi realizado um levantamento bibliográfico através de livros, artigos científicos, sites de pesquisa, no intuito de encontrar pesquisas sobre a obesidade, seu tratamento, seus riscos, o uso de anorexígenos e o impacto da RDC 52/11 sobre os pacientes em tratamento.
  • 46. 45 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A obesidade é considerada a epidemia do século XXI é um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil que vem se tornando cada vez maior. É necessário ressaltar que essa constante busca pelo “corpo perfeito”'', está relacionada a medidas que seriam a padrão impostas pela sociedade, que muitas vezes não é o saudável e muito menos o ideal, o que gera ainda mais preocupações, pois são procurados para uma perda de peso em menor tempo e sem maiores esforços, juntamente com dietas milagrosas e os medicamentos anorexígenos. Os pilares do tratamento da obesidade são adoção de mudanças de estilo de vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade física. No entanto, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ABESO, apenas 30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas citadas acima, no entanto, os outros 60% a 70% precisam de medicamentos, lembrando que com o uso deles é possível controlar a doença, melhorar a aderência ao tratamento (medidas comportamentais), mas não há cura de obesidade. Levando em consideração que nenhuma droga é totalmente segura, é necessário que seus benefícios sejam maiores que seus riscos. Os anorexígenos não são piores que muitos outros medicamentos, como é o caso dos anticoncepcionais orais que aumenta em 250 vezes o risco de uma mulher jovem sofrer acidente vascular cerebral, ou ainda os antiinflamatórios que aumentam em até 3 vezes o risco de infarto em pessoas saudáveis. O que deve ser coerente é a prescrição médica, pois os médicos precisam conhecer os riscos dos medicamentos anorexígenos e avaliar o seu uso em cada caso. Com a proibição destes fármacos, acreditamos que haverá uma corrida para o mercado negro, tanto para o uso de substâncias ditas “milagrosas” como também para o uso de medicações que não tem indicação formal no tratamento da obesidade como o topiramato e a bupropiona. Mesmo antes da proibição dos anorexígenos, o uso da liraglutide, para o tratamento da diabete tipo 2, já estava sendo indiscriminado, como foi publicada na revista veja na edição 2233 de 07 de setembro deste ano.
  • 47. 46 Na pagina 98 da referente revista, pode-se ser lida em letras garrafais: “Victoza, um remédio recém lançado para o tratamento do diabetes, revela-se a grande arma contra o excesso de peso também para pessoas sem a doença. Além de fazer emagrecer, ele oferece cômodos e passageiros efeitos colaterais”. Esta publicação da revista veja, levou as pessoas a procurarem e comprarem o medicamento de maneira também indiscriminada uma vez que este medicamento não é de controle especial e não foram realizados estudos que comprovem seu uso no tratamento da obesidade para não diabéticos. A verdade é que a proibição dos anorexígenos em nada contribuirá para uma melhor eficiência no tratamento da obesidade, pois sempre haverá “um jeitinho” para se conseguir outros fármacos com características emagrecedoras até mesmo sem registro e sem comprovação cientifica do uso, tornando a situação igual senão pior do que a atual. Em lugar de retirar do mercado, seria mais adequado fiscalizar a prescrição incorreta, abusiva e antiética. Também seria indispensável que todos os responsáveis pelo uso inadequado desses agentes (usuários, prescritores e dispensadores) fossem mobilizados através de campanhas, debates, propagandas e anúncios. Medidas de divulgação na mídia, alertando para os perigos do uso de anorexígenos, bem como os efeitos colaterais causados pelos mesmos, poderiam reduzir o consumo desses agentes. Muitos pacientes que estavam em tratamento com o uso destes anorexígenos que foram proibidos, conseguindo emagrecer e também manter o peso, voltarão a engordar, e toda sua farmacoterapia terá sido inútil. A substituição pela sibutramina no tratamento destes pacientes não será eficaz, pois a quantidade média de massa corporal perdida é modesta e a maior parte dos pacientes permanecerá significativamente obesa ou com sobrepeso mesmo com o seu uso. Se ainda pensarmos na hipótese do surgimento de novos agentes anti- obesidade, estes ainda se encontram em fases iniciais de estudo, o que demandará um certo tempo para chegar ao mercado, e quando isto acontecer, é bem provável que terá um preço proibitivo, e inacessível para a maioria dos pacientes.
  • 48. 47 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADAMS J, P; MURPHY P, G. Obesidade e a intensidade das doenças. Jornal Brasileiro de Anestesia, 2000. ALMEIDA et al. 2002 disponível em < www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ ult263u322866.shtml Acesso em 10 ago. 2011. ANJOS, L.A. Obesidade nas sociedades contemporâneas: o papel da dieta e da inatividade física. In: Anais do 3o Congresso Brasileiro de Atividade Física e Saúde. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2001. p. 33-4. BALLONE, G.J.; MOURA, E.C. Obesidade. Disponível em <http:// www.psiqWeb.med.br> Revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011 BORDINI, G.J.; MOURA, E.C. Obesidade, in PsiqWeb, disponível em <http://www.psiqweb.med.br> revisto em 2007. Acesso em 02 Jul. 2011. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária; disponível em <http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM. Acesso em 20 ago. 2011.(a) BRASIL. Conseho Regional do Estado de São Paulo – CRF-SP .Disponível em: < http://www.bulas.med.br/bula/5835/desobesi+m.htm Acesso em 11 jul. 2011. (b) BRASIL. O.M.S - Organização Mundial da Saúde. Disponível em http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=10/10/2011&jornal=1&pagina=55&total Arquivos=128> Acesso em 20 ago. 2011. (c) BOCCIA, P. Alimentos LIGHT. Revista Saúde é Vital, São Paulo, v. 7, n. 227, p. 24-26, agosto, 2002.
  • 49. 48 BOTSARIS, A. Medicina Complementar, dicas para sua saúde integral. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/vyaestelar/obesidadeinfantil.htm>. Acesso em: 14 agosto. 2011 CLAUDINO, A. M.; ZANELLA, M. T. (Orgs.). Transtornos Alimentares e Obesidade. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. Barueri, SP. Manole, 2005. COSTA, 2011 Disponível em: < Nome do artigo http://www.copacabanarunners.net/dietilpropiona.html Acesso em 17 ago. 2011. CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto – 2 ed. Ver. E ampl. – Barueri, SP: Manole, 2005. CURY, Augusto, A ditadura da Beleza, -. C2 Ed. e Consultoria em Nutrição Ltda. SP, 2010. CYSNEIROS, M. A. P. C. Obesidade na Infância e Adolescência. Revista Pediatrica Moderna. V. 32, n. 7, p. 706. 1996. Czepielewski, Mauro Antonio. Obesidade. Revisado em 30 out. 2008. Disponível em: < http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?303>. Acesso em: 22 junho. 2011 DAMASO, A. Nutrição e Exercício na Prevenção de Doenças. Rio de Janeiro: Medsi, 2001. DAMIANI, D. et AL. Obesidade na infância – um grande desafio! Revista de Pediatria Moderna. V. 36, n.8, p. 52-55. 2002. DAY; BAILEY, 2002 .Leptina e Obesidade. Disponível em: <http://biobioobesidade.blogspot.com/2009/05/leptina-e-obesidade.html> Acesso em 03 out. 2011
  • 50. 49 Dias, H. Saúde e Bem-estar> Boa Forma> Anorexígenos. Disponível em: < http://www.brasilescola.com/saude/anorexigenos.htm>. Acesso em: 22 junho 2011. DOMASO, A. R.; TEIXEIRA, L. R. ; Obesidade subsídios para o desenvolvimento de atividades motoras. Rev.. Paul. Educ. Fis. V.8, n.1, p.98-11. 1997. FILHO, A. D. L. Obesidade & Atividade Física – Jundiaí, SP: Fontoura, 2007. FILIPPATOS, T D. A review of the metabolic effects of sibutramine. Curr Med Res Opin. V. 21, n. 3, p. 457-68. 2005. FISIBERG, M. Atualização em obesidade na infância e adolescência – São Paulo. Atheneu, 2005. FONSECA; SICHIER; VEIGA, 1998 disponível em: <http://www.slideshare.net/maam0591/obesidade-1175112>. Acesso em 09 SET. 2011. GAZALLE, F. et al. Depressão bipolar: a importância da remissão. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2006, vol.28, n.2, pp. 93-96. ISSN 1516-4446.disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S1516.> GASPARINI, S.R.S. Obesidade, como classificá-la?, in PsiqWeb, disponível em <http://www.psiqweb.med.br>. Acesso em 17 ago. 2011. GUANZIROLI, 2011, disponível em: http://www.mutatisemagrecimento.com/blog/?p=96 Acesso em 20 set. 2011. GURSOY A ET AL. Tratamento medicamentoso atual. Arq. Brás. Endocrinol. Metab. V. 46, n. 5 ´. 497 – 513. 2005. HALPERN. A, MANCINI M. Obesidade. Lemos Editorial, São Paulo, 1997.
  • 51. 50 Heal DJ, Aspley S, Prow MR, Jackson HC, Martin KF, Cheetham SC (1998). “A sibutramina: um medicamento anti-obesidade romance Uma revisão das evidências farmacológicas para diferenciá-lo de d-anfetamina e d- fentluramina.”. Int J Obes Relat Metab Disord 22 Suppl 1: S18-28. MANCINI, Márcio.C. Anorexigenos e Hipertensao Pulmonar: Verdade ou Mito?. Disponivel em < http://www.abeso.org.br/pagina/112/anorexigenos-e-hipertensao- pulmonar.shtml> Acesso em: 1 nov. 2001 McARDLE, W. D.; KATCH, F. I; KATCH, V. L. Nutrição para o desporto e o exercício. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. MELO, C. P. Aspectos das práticas alimentares e da atividade física como determinantes do crescimento do sobrepeso/obesidade no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, n. 3, p. 698-709, 2010. MONTEIRO C.A; CONDE W.L. Associaçao Medica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. J. Nutr. V. 131, n.2, p. 881-886. 2011. MONTEIRO, C.A., SZARFARC, S.C., MONDINI, L. Tendência secular da anemia na infância na cidade de São Paulo (1984-1996). Revista de Saúde Pública, São Paulo, v.34, n.6, p.62-72, 2000. Suplemento. MONTEIRO, C.A, Mondini L, Souza ALM, Popkin B. Da desnutrição para a obesidade: a transição nutricional no Brasil. In: Monteiro CA, organizador. Velhos e Novos Males da Saúde no Brasil: a evolução do país e suas doenças. 2.ed. rev. e aumentada.- São Paulo: Hucitec, Nupens/USP; 2000. p. 247-55. RAVUSSIN, E. e SWINBURN, B.A. Pathophysiology of obesity. Lancet. V. 340, p. 404-8, 2005. ROMEO, CM. Genética humana. Bilbao: Universal Deusto; 2005.
  • 52. 51 SALBE, A. D.; RAVUSSIN, E. As determinantes da obesidade. In: BOUCHARD, C. (Ed.). Atividades físicas e obesidade. São Paulo: Manole, 2003, p.79-116. SAPATERA, M. L. R.; PANDINI, E. V. Obesidade na adolescência. Centro Universitário Toledo – Araçatuba – SP. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 85 - Junho de 2005. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd85/obesid.htm>. Acesso em 02 Jul. 2011. SILVA; MELLO, 2008, Disponível em: http://www.blogdasaude.com.br/saude- fisica/2010/02/05/obesidade-morbida-problema-no-cromossomo-16-e-segunda- causa-genetica-da-doenca/ Acesso em 20 jul. 2011. TASSO, Elétea. A base cromossômica da Hereditariedade. Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo, disponível em http://www.virtual.epm.br/cursos/genetica/htm/base.htm acesso em 29/08/2011 ás 20h14min. TAVARES, Carlos. Luta contra um mal traiçoeiro. Disponível em <http://hipertensaopulmonar.com.br/pacientes/reportagens/hap_na_imprensa/306/hi pertensao-arterial-pulmonar-um-mal-traioeira> Acesso em: 1 nov. 2011. VAISMANN, M,; ZADYDENVERG, L. ; MICMACHER, E. Obesidade como diagnostico e tratamento. Editora Especial. Rev. Bras. Méd. v. 52, n. 3, p.77-83. 1995. VEJA, Guia de Medicina e Saúde. Editora Abril, v. 16, São Paulo, 2008.
  • 53. 52 ANEXOS A DESOBESI-M® Cloridrato de femproporex CÁPSULAS O abuso deste medicamento pode causar dependência. USO ADULTO USO ORAL APRESENTAÇÃO: - DESOBESI-M Caixa com 30 cápsulas COMPOSIÇÃO: - DESOBESI-M Cada cápsula contém: Cloridrato de femproporex... 25 mg Excipientes: talco, estearato de magnésio, amido, dióxido de silício, goma laca decerada, óleo de rícino e sacarose. INFORMAÇÕES AO PACIENTE: - DESOBESI-M DESOBESI- M® deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30° C), ao abrigo da luz e umidade, em sua embalagem original, para uma boa conservação. Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem. Ao adquirir um medicamento confira sempre o prazo de validade na embalagem externa do produto. Não tome nem utilize medicamentos cujo prazo de validade esteja vencido. Pode ser perigoso para sua saúde. Ao iniciar o tratamento com DESOBESI- M®, informe seu médico sobre as seguintes situações: seu histórico médico, ou seja: doenças que tem ou teve e tratamentos que segue (remédios que toma, dietas, etc.); - DESOBESI-M ocorrência de gravidez, antes do início ou durante o tratamento, pois o medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez; - DESOBESI-M alergias que sofre, especialmente relativas ao emprego de medicamentos. - DESOBESI-M Os horários de administração do medicamento, assim como a dose a ser utilizada, devem ser rigorosamente seguidos. Caso ocorra alguma emergência, informe seu médico sobre o seu histórico clínico e os tratamentos que segue, inclusive o tratamento com DESOBESI- M®.No início do tratamento podem ocorrer fraqueza, cansaço e leve sonolência; no entanto estes sintomas podem ser originados pela dieta imposta. Informe ao médico caso ocorram reações desagradáveis com o uso do produto. Atenção diabéticos: contém açúcar. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE. INFORMAÇÕES TÉCNICAS: - DESOBESI-M DESOBESI- M® tem como princípio ativo o femproporex, um agente impatomimético com ação similar à dexanfetamina. Devido à sua ação anorexígena tem sido utilizado como adjuvante no tratamento da obesidade. Causa depressão do apetite e diminuição da acuidade pelo sabor e odor, o que leva a uma redução da ingestão de alimentos. Ocasiona aumento da atividade física, o