FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS         FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS                ANDRÉA LUMIKO SHINYA   ...
ANDRÉA LUMIKO SHINYA                 HELOISA MORISSUGUI              MILENA MORAIS DE MENEZES            WELLINGTON DE MOR...
ANDRÉA LUMIKO SHINYA                          HELOISA MORISSUGUI                      MILENA MORAIS DE MENEZES            ...
Agradeço a Deus primeiramente por ter me dadoà chance de realizar mais uma etapa nesta vida.Agradeço aos meus familiares, ...
A presente monografia só foi realizada graças aoauxilio de algumas pessoas que foram essenciais naconclusão dessa pesquisa...
RESUMODentre as doenças que mais acomete a população idosa no Brasil e no mundodestaca-se a Hipertensão. Esta patologia é ...
ABSTRACTAmong the diseases that most affects the elderly population in Brazil and the worldstands Hypertension. This patho...
LISTA DE FIGURAFigura 1 - Tratamento não medicamentoso .......................................................... 16Figura...
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Percentual de doses de anti-hipertensivos dispensados ..................... 26Gráfico 2 – Qua...
LISTA DE TABELASTabela 1 – Classificação da Pressão Arterial ........................................................ 13Ta...
LISTA DE ABREVIATURAScm – CentímetroECA – Enzima conversora de angiotensinaEDRF – Fator relaxante derivado do endotélioFUR...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...................................................................................................... 1...
12                                  INTRODUÇÃO     A hipertensão arterial sistêmica (HA) é o agravo mais comum na populaçã...
13coronariopatias e acidentes vasculares cerebrais. O diagnóstico da hipertensão nãodeve ser realizado a partir do relato ...
14olhos (cegueira, queda de acuidade visual) entre outras disfunções (MALACHIAS,2010).1.2 Controle da Hipertensão      O o...
15     Redução de ingestão do sódio: o consumo de sal diário deve-se ingerir nomáximo 5 g/dia, que corresponde a uma colhe...
16     Abandono de Tabagismo: terapias reposicionais com nicotina podem serusadas com segurança na abolição do tabagismo. ...
171.2.2 Tratamento medicamentoso     O tratamento medicamentoso deve ser baseado por dois princípios: 1) estudosfarmacológ...
181.3 Medicamentos na Hipertensão1.3.1 Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA)      Figura 2: Mecanismo de ...
19em angiotensina II, diminuindo a ação vasoconstritora e a liberação da aldosterona,consequentemente diminuindo a pressão...
20neural, possivelmente ocasionado pelo cálcio intracelular. Há depleção do sódioatravés da inibição do transporte de elet...
21         catecolaminas nas sinapses nervosas. São eficazes como monoterapia,         comprovando sua eficácia na redução...
22assistência nessas unidades, recuperando o papel da unidade básica de saúde,como referência para a assistência primária ...
23atendimento bio-psico-social e jurídico a mulheres e crianças até quatorze anosvítimas de violência sexual (GUEDES, 2003...
242 OBJETIVO     O presente trabalho objetivou:1) Realizar um levantamento do uso de medicamentos anti-hipertensivos dasUn...
253 MATERIAIS E MÉTODOS      A metodologia empregada neste trabalho consistiu em quantificar osmedicamentos utilizados no ...
264 RESULTADOS E DISCUSSÃO      O gráfico a seguir representa o percentual de doses dispensadas nas unidadesbásicas de saú...
27            O gráfico abaixo representa as variações mensais das doses dispensadas nasunidades básicas de saúde dos muni...
28     Ouroeste possui uma renda de R$ 44.571.930,00, sendo estimados 15% doorçamento (R$ 6.685.789,50) destinado à saúde....
29             O gráfico a seguir mostra a quantidade de captopril 25mg/50mg dispensadosnas unidades básicas de saúde dos ...
30             O gráfico abaixo mostra a quantidade de enalapril 10mg/20mg dispensadosnas unidades básicas de saúde dos mu...
31      O gráfico a seguir mostra a quantidade de losartana 50mg dispensados nasunidades básicas de saúde dos municípios d...
32              O gráfico a seguir mostra a quantidade de hidroclorotiazida 25mg/50mgdispensados nas unidades básicas de s...
33                                   CONCLUSÃO         Com o presente trabalho pode-se concluir:         1) O município de...
34REFERÊNCIASAUREA, A. P.; MAGALHÂES, L. C. G. de; GARCIA, L.P.; SANTOS C. F. dos;ALMEIDA, R. F. de. Programa de Assistênc...
35MION, D. Jr.; KOHLMANN, O. Jr.; MACHADO, C. A.; AMODEO, C.; GOMES, M. A.M.; PRAXEDES, J. N.; NOBRE, F.; BRANDÃO, A. V Di...
36            APÊNDICE                                             Medicamentos Dispensados na UBS de OuroesteMedicamentos...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Levantamento de medicamentos anti hipertensivos mais utilizados nos municípios de ouroeste e populina localizados no noroeste paulista

5.164 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

Levantamento de medicamentos anti hipertensivos mais utilizados nos municípios de ouroeste e populina localizados no noroeste paulista

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS ANDRÉA LUMIKO SHINYA HELOISA MORISSUGUI MILENA MORAIS DE MENEZES WELLINGTON DE MORAIS MENEZESLEVANTAMENTO DE MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS MAIS UTILIZADOS NOS MUNICÍPIOS DE OUROESTE E POPULINA LOCALIZADOS NO NOROESTE PAULISTA FERNANDÓPOLIS – SP 2011
  2. 2. ANDRÉA LUMIKO SHINYA HELOISA MORISSUGUI MILENA MORAIS DE MENEZES WELLINGTON DE MORAIS MENEZESLEVANTAMENTO DE MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS MAIS UTILIZADOS NOS MUNICÍPIOS DE OUROESTE E POPULINA LOCALIZADOS NO NOROESTE PAULISTA Monografia do Curso de Farmácia apresentada à Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do Grau em Farmácia. Orientador: Prof. Ms. Ocimar Antônio de Castro FERNANDÓPOLIS - SP 2011
  3. 3. ANDRÉA LUMIKO SHINYA HELOISA MORISSUGUI MILENA MORAIS DE MENEZES WELLINGTON DE MORAIS MENEZESLEVANTAMENTO DE MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS MAIS UTILIZADOS NOS MUNICÍPIOS DE OUROESTE E POPULINA LOCALIZADOS NO NOROESTE PAULISTA Monografia do Curso de Farmácia apresentada à Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do Grau em Farmácia. Aprovada em ___de _________ de 2011Examinadores:____________________________Prof. Ms. Ocimar Antônio de CastroCurso Farmácia____________________________Prof. Ms. Roney Eduardo ZaparoliCurso: Farmácia____________________________Prof. Ms. Jeferson Leandro de PaivaCurso: Farmácia
  4. 4. Agradeço a Deus primeiramente por ter me dadoà chance de realizar mais uma etapa nesta vida.Agradeço aos meus familiares, ao Onaldo e Satie,parentes e amigos por ter me apoiado durante o curso. Eem especial agradeço aos meus filhos Caio e Talita, quejuntos encaramos esta luta sem nos abater e nosapoiando de forma doce e compreensiva. Andréa Lumiko Shinya Aos meus pais: Mitie e Miyoshi, irmãos: Cristianee André e namorado Emerson a minha homenagem damais profunda e eterna gratidão pelos desafios lançadosem minha vida que, sabiamente, vocês me ajudaram eajudam a escolher a melhor opção. Amo vocês!Obrigada! Heloisa Morissugui À Deus, pois sem ele nada seria possível. Aosmeus pais Osvaldo e Zaida, irmãos Wellington eLeidiane, pelo apoio, dedicação e compreensão. Ao meunamorado Marcelo, por estar sempre ao meu lado meincentivando e me ajudando nos momentos em que maisprecisei. Obrigada! Milena Morais de Menezes Primeiramente a Deus, depois para meus paisOsvaldo e Zaida, minhas irmãs Milena e Leidiane etambém para minha namorada Anne que sempre meajudou e incentivava nas horas que eu precisava. A todosvocês um forte abraço e um beijo no coração de cadaum. Obrigado! Wellington de Morais Menezes
  5. 5. A presente monografia só foi realizada graças aoauxilio de algumas pessoas que foram essenciais naconclusão dessa pesquisa: nossos pais, filhos, amigos, afarmacêutica Gisele Paiola e a técnica em farmáciaAlessandra Ribeiro que nos ajudaram na coleta de dadosnos Postos de Saúde. Agradecemos primeiramente a Deus por ter nosabençoado ao longo de toda nossa caminhada. Aosnossos pais pela oportunidade, paciência e compreensãoque depositaram em nós, em torno de todos esses anos,em busca da realização dos nossos sonhos de sermosFarmacêuticos. Agradecemos ao nosso orientador, professor e amigoOcimar Antônio de Castro, por todos os ensinamentos,pela sua dedicação e compreensão e horas dedicadaspara a conclusão deste trabalho, e pelos momentos quepassamos juntos durante o curso. A todos osfarmacêuticos que permitiram que nós estagiássemos emseus estabelecimentos. E finalmente agradecemos aosprofessores que transmitiram seus ensinamentos aodecorrer do curso.
  6. 6. RESUMODentre as doenças que mais acomete a população idosa no Brasil e no mundodestaca-se a Hipertensão. Esta patologia é caracterizada pelo aumento dos níveispressóricos causando graves lesões dos órgãos. O presente trabalho teve comoobjetivo realizar uma consulta aos dados de dispensação dos principaismedicamentos anti-hipertensivos nos municípios de Ouroeste e Populina dentre osmeses de julho/2010 a junho/2011. Os resultados indicaram que Ouroeste teve umaumento no número de dose de 13%, enquanto Populina teve uma queda de 13%.O principal medicamento dispensado em Populina foi captopril 25mg, sendo que emOuroeste foi o enalapril 20mg. O medicamento associado a um anti-hipertensivomais utilizado em ambos os municípios foi o hidroclorotiazida 25mg. O medicamentolosartana mesmo não fazendo parte do Programa “Dose Certa” foi utilizado emgrande quantidade em Ouroeste. Através dos resultados pode ser concluído que aquantidade dispensada de dose por habitantes foi maior em Ouroeste.Palavras- chaves: Anti-hipertensivos; Dispensação; Populina; Ouroeste.
  7. 7. ABSTRACTAmong the diseases that most affects the elderly population in Brazil and the worldstands Hypertension. This pathology is characterized by increased blood pressurecausing severe organ damage. This study aimed to perform a query to the data ofthe main dispensing antihypertensive drugs in the cities of Gold and Populina fromthe month of July/2010 to June/2011. The results indicated that gold had an increasein dose of 13%, while Populina fell by 13%. The main drug was dispensed inPopulina captopril 25mg, and in gold was 20mg, enalapril. The drug associated withan antihypertensive used most in both counties was 25 mg hydrochlorothiazide. Thedrug losartan though not part of the "One Dose" was used in large amount in gold.Through the results can be concluded that the quantity dispensed dose per inhabitantwas higher in gold.Keywords: Anti-hypertensive drugs; Dispensation; Populina; Ouroeste.
  8. 8. LISTA DE FIGURAFigura 1 - Tratamento não medicamentoso .......................................................... 16Figura 2 - Mecanismo de Ação dos IECA ............................................................. 18
  9. 9. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Percentual de doses de anti-hipertensivos dispensados ..................... 26Gráfico 2 – Quantidade total de doses de anti-hipertensivos dispensados ........... 27Gráfico 3 - Quantidade total de doses de captopril 25mg/50mg dispensados ...... 29Gráfico 4 - Quantidade total de doses de enalapril 10mg/20mg dispensados ...... 30Gráfico 5 - Quantidade total de doses de losartana 50mg dispensados ............... 31Gráfico 6 - Quantidade total de doses de hidroclorotiazida 25/50mg dispensados32
  10. 10. LISTA DE TABELASTabela 1 – Classificação da Pressão Arterial ........................................................ 13Tabela 2 – Classificação de Fármacos Anti-hipertensivos .................................... 17
  11. 11. LISTA DE ABREVIATURAScm – CentímetroECA – Enzima conversora de angiotensinaEDRF – Fator relaxante derivado do endotélioFURP – Fundação para Remédio Popularg/dia – Grama por diaHA – Hipertensão Arterial SistêmicaHCTZ – HidroclorotiazidaIBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIECA – Inibidores da enzima conversora de angiotensinakg/m2 – Quilograma por metro quadradokm2 – Quilômetro quadradomL – MililitrommHg – Milímetros de MercúrioSRAA – Sistema renina-angiotensina-aldosteronaβ – Beta
  12. 12. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...................................................................................................... 121.1 CONSEQUÊNCIAS DA HIPERTENSÃO ........................................................ 131.2. CONTROLE DA HIPERTENSÃO ................................................................... 141.2.1. Tratamento não medicamentoso ................................................................. 141.2.2. Tratamento medicamentoso ........................................................................ 171.3. MEDICAMENTOS NA HIPERTENSÃO.......................................................... 181.3.1. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ........................... 181.3.2. Antagonista dos receptores da angiotensina II ............................................ 191.3.3. Diuréticos .................................................................................................... 191.3.4. Outros.......................................................................................................... 201.4. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA COM O PACIENTE HIPERTENSO .......... 212. OBJETIVO ........................................................................................................ 243. MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................ 254. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................ 26CONCLUSÃO ....................................................................................................... 33REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 34APÊNDICE ............................................................................................................ 36
  13. 13. 12 INTRODUÇÃO A hipertensão arterial sistêmica (HA) é o agravo mais comum na populaçãoadulta em todo o mundo e um importante fator de risco para as doençascardiovasculares (SILVA, 2006). A pressão arterial elevada geralmente é causada por uma combinaçãomultifatorial. Evidências epidemiológicas indicam que a herança genética, estresse,tabagismo, obesidade, fatores ambientais e dieta (maior ingestão de sal e menoringestão de cálcio) podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão(KATZUNG, 2005). Diretrizes diagnósticas de hipertensão arterial estabelecem valores de 140mmHg para a pressão sistólica (pressão arterial máxima exercida sobre as paredeselásticas das artérias durante a contração dos ventrículos, sístole) e de 90 mmHgpara a diastólica (pressão arterial mínima registada durante a diástole, em que osmúsculos cardíacos relaxam e os ventrículos enchem-se de sangue) como critériode diagnóstico. E o diagnóstico de pré-hipertensão corresponde o valor entre 120 e140 mmHg para a pressão sistólica e de 80 e 90 mmHg para a pressão diastólica(FUCHS, WANNMACHER, FERREIRA, 2006). Doenças crônicas, e dentre elas a hipertensão, possui maior incidência com oenvelhecimento. À medida que uma população envelhece o percentual da populaçãocom o acometimento do controle pressórico aumenta. No Brasil, segundo o IBGE,em 2008, mais de 53% da população idosa (60 anos ou mais de idade) sofre com oproblema (SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS, 2010). Outro fator que pode vir a desencadear a Hipertensão é a má alimentação. Edecorrente desta má alimentação a população brasileira está tornando mais obesa.Uma pesquisa realizada pelo IBGE entre os anos de 2008 e 2009 no Brasil, aobesidade atinge 16,9% das mulheres e 12,4% dos homens com mais de 20 anos;4,0% das mulheres e 5,9% dos homens entre 10 e 19 anos; e 11,8% das meninas e16,6% dos meninos e entre 5 a 9 anos (PESQUISA DE ORÇAMENTOSFAMILIARES, 2008). A falta de controle da hipertensão danifica os vasos sanguíneos renais,cardíacos e celebrais, leva a uma incidência maior de insuficiência renal,
  14. 14. 13coronariopatias e acidentes vasculares cerebrais. O diagnóstico da hipertensão nãodeve ser realizado a partir do relato de sintomas pelo paciente, em razão da doençaser assintomática e nem avaliar a pressão arterial com apenas uma aferição. Tantocomo um hipertenso pode ter momentos do dia em que a pressão esteja dentro oupróximo da faixa de normalidade, assim como uma pessoa sem hipertensão podeapresentar elevações pontuais de pressão arterial devido a fatores como estresse eesforço físico (KATZUNG, 2005).Tabela 1 – Classificação da Pressão Arterial. Pressão Sistólica Pressão Diastólica Classificação (mmHg) (mmHg) Ótima < 120 < 80 Normal < 130 < 85 Limítrofe 130-139 85-89 Hipertensão Estágio 1 140-159 90-99 Hipertensão Estágio 2 160-179 100-109 Hipertensão Estágio 3 180 110Hipertensão Sistólica Isolada 140 < 90Classificação da Pressão Arterial (>18 anos)Fonte: MION et. al. Quando a pressão sistólica e diastólica de um paciente situa-se em categoriadiferente a maior deve ser utilizado para classificação da pressão arterial.1.1 Consequências da Hipertensão O diagnóstico da hipertensão geralmente prevê as consequências do distúrbiopara o paciente já que dificilmente é conhecido a sua causa. Estudosepidemiológicos indicam que os riscos de lesão renal, cardíaca e cerebral estãorelacionados com o grau de elevação da pressão arterial (S ILVA, 2006). A expectativa de vida pode reduzir até 16,5 anos quando a hipertensão não écontrolada. Os principais órgãos do corpo que sofrem com a hipertensão têmdesgastes semelhantes a uma aceleração do envelhecimento. Os hipertensos quenão fazem o controle da pressão arterial têm maiores chances de adquirir doençasfatais ou incapacitantes do coração (angina, infarto, insuficiência cardíaca, hipertrofiae arritmia), do cérebro (derrames, trombose e demência), dos rins (insuficiênciarenal, necessidade de diálise), das artérias (entupimento arterial e aneurisma), dos
  15. 15. 14olhos (cegueira, queda de acuidade visual) entre outras disfunções (MALACHIAS,2010).1.2 Controle da Hipertensão O objetivo de qualquer programa de tratamento da hipertensão seja este, nãomedicamentoso, medicamentoso ou a associação destas duas estratégias parapacientes hipertensos é prevenir a morbidade e mortalidade pela cardiopatiavascular (III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, 1999). O tratamento não medicamentoso é feito por meio de mudanças do estilo devida que favoreça a redução da pressão arterial: 1) Redução de peso corporal emanutenção do peso ideal, 2) Redução de ingestão de sódio, maior ingestão depotássio, 3) Redução de consumo de bebidas alcoólicas, 4) Exercícios físicosregulares e abandono do tabagismo (BISSON, 2007). O tratamento medicamentoso associado ao não medicamentoso parapacientes hipertensos é prevenir a morbidade e mortalidade por causascardiovasculares através da manutenção de uma pressão arterial abaixo de 140mmHg de pressão sistólica e 90 mmHg de pressão diastólica, respeitando ascaracterística individuais, a presença de doenças ou condições associadas oucaracterísticas peculiares e a qualidade de vida dos pacientes (III CONSENSOBRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, 1999).1.2.1 Tratamento não medicamentoso Redução de peso corporal e manutenção do peso ideal: índice de massacorporal (peso em quilogramas dividido pela altura ao quadrado em metros) inferiora 25 kg/m 2 e circunferência da cintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm paramulheres, embora a redução de 5% a 10% do peso corporal inicial já é suficientepara a redução da pressão arterial (REVISTA PRÁXIS, 2009). A redução do peso está relacionada à queda da insulinemia, a diminuição dasensibilidade ao sódio e à diminuição da atividade do sistema nervoso simpático(MION et. al, 2007).
  16. 16. 15 Redução de ingestão do sódio: o consumo de sal diário deve-se ingerir nomáximo 5 g/dia, que corresponde a uma colher de chá de sal, sendo que aquantidade consumida pela população é de 10g/dia. Isso significa que deve serreduzido pela metade o consumo de sal pela população, pois essa quantidade ésuficiente para atender às necessidades de iodo (VASCONCELLOS, RECINE,CARVALHO, 2008). Recomenda-se a redução de sal adicionado aos alimentos, evitar o saleiro àmesa e reduzir ou abolir os alimentos industrializados e também é recomendada asubstituição do cloreto de potássio no lugar de sal, como forma de redução deconsumo de sódio ou suplementação de potássio, porém é contraindicado empacientes com risco de hipercalemia (MION et. al, 2007). Maior ingestão de potássio: uma dieta rica em vegetais e frutas possui de 2 a4 gramas de potássio/dia e pode ser útil na redução da pressão e prevenção dahipertensão arterial. Os sais substitutos a base de cloreto de potássio reduz o cloretode sódio entre 30 e 50%, tornando-os muito úteis para reduzir a ingestão do sódio.(BISSON, 2007). Recomenda-se cuidados com medicamentos à base de potássio comoexpectorantes, em indivíduos suscetíveis à hipercalemia, principalmente portadoresde insuficiência renal ou em uso de IECA, antagonista do receptor AT1 ou diuréticospoupadores de potássio (MION et. al, 2007). Redução do consumo de bebidas alcoólicas: recomenda-se o consumo debebidas alcoólicas, a no máximo, 30 g/dia de etanol para homens e 15 g/dia paramulheres ou indivíduos com baixo peso, equivalente a 625 ml de cerveja; ou 312,5ml de vinho; ou 93,7 ml de uísque, vodka ou aguardente e abandono para pacientesque não se enquadram nesses limites de consumo (MION et. al, 2007). Exercícios físicos Regulares: existe uma relação inversa entre a incidênciade hipertensão e o grau de atividade física, isso significa que exercício físico regularreduz a pressão (BISSON, 2007). Pacientes hipertensos devem ser submetidos à avaliação clínica especializada,exame pré-participação (para eventual ajuste da medicação) e recomendaçõesmédicas relacionadas aos exercícios físicos antes de iniciarem programas regularesde exercícios físicos. Já hipertensos no estágio 3 (pressão sistólica 180 mmHg epressão diastólica 110 mmHg) só devem iniciarem exercícios após o controle dapressão arterial. (MION et. al, 2007).
  17. 17. 16 Abandono de Tabagismo: terapias reposicionais com nicotina podem serusadas com segurança na abolição do tabagismo. Transitório e pequeno impactocardiovascular pode ser observado no abandono do tabagismo pelo eventualdescontrole de peso observado, mas não deve ser negligenciado (MION et. al, 2007). A aferição da pressão arterial é o elemento-chave para o estabelecimento dapressão arterial e a avaliação da eficácia do tratamento. Em toda avaliação de saúdeé aferido à pressão do paciente. Alguns estudos têm mostrado que nem sempre amedida da pressão arterial é realizada de forma adequada (REVISTA PRÁXIS,2009). De acordo com a Revista Práxis (2009) para se aferir a pressão arterial épreciso de alguns procedimentos: Explicar o procedimento ao paciente; Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo; Evitar barriga cheia; Não praticar exercícios físicos 60 a 90 minutos antes; Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimento e não fumar 30 minutos antes; Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e relaxado; Remover roupas do braço o qual será colocado o manguito; Posicionar o braço na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e com cotovelo levemente fletido; Solicitar para que não fale durante a aferição. Figura 1: Tratamento não medicamentoso Fonte: EU SOU 12 POR 8, 2011
  18. 18. 171.2.2 Tratamento medicamentoso O tratamento medicamentoso deve ser baseado por dois princípios: 1) estudosfarmacológicos dos fármacos. 2) perfil individual e único do paciente, tendo como omediador destes o clínico, o qual é preparado para adequar os dois elementos(SILVA, 2006). A tabela 2, indicada a seguir, mostra a classificação farmacológica dosfármacos em relação aos principais medicamentos comercializados no Brasil.GRUPOS REPRESENTANTEDIURÉTICOSTiazínicos e Congêneres Hidroclorotiazida, clortalidona, indapamida*De alça Furosemida, ácido etacrínico, bumetanidaPoupadores de potássio Espironolactona, triantereno, amiloridaANTAGONISTA ADRENÉRGICOBloqueador betaNão-seletivos Propranolol, timolol, nadolol, pindololSeletivos Metoprolol, atenololBloqueador beta e alfa LabetalolBloqueadores de alfa Prazosina, terazosina, doxazosinaBloqueadores centrais Metildopa, clonidina, guanabenzoAntiadrenérgico Reserpina, guanetidinaBloqueador ganglionar TrimetafanoBLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIODiidropiridínicos Nifedipino, anlodipino, felodipino, isradipino, nicardipinoOutros Verapamil, diltiazemVASODILATADORES DIRETOS Hidralazina, minoxidil, diazóxido, Nitroprussiato de sódio, nitroglicerinaANTAGONISTA DO SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINAAntagonista da enzima de Captopril, enalapril, lisinopril,conversão da angiotensina ramipril, fosinopril, perindoprilBloqueadores de Losartana, ibesartano, candesartano,receptores da angiotensina telmisartano, valsartano*Quimicamente diversos, mas farmacologicamente equivalentes a tiazínicos.Tabela 2 – Classificação de Fármacos Anti-hipertensivos. Fonte: (FUCHS, WANNMACHER,FERREIRA, 2006).
  19. 19. 181.3 Medicamentos na Hipertensão1.3.1 Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) Figura 2: Mecanismo de Ação dos IECA Fonte: FAZ FÁCIL, Pressão Arterial Alta II, 2011 O sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) age através da liberaçãode renina pelos rins, que é estimulado pelo sistema simpático, esse peptídeo(renina) atuará sobre o angiotensinogênio (produzido no fígado e encontrado noplasma), transformando-o em angiotensina I, que será convertido em angiotensina IIatravés da enzima conversora de angiotensina e essa conversão se dará através dapassagem da circulação pelos pulmões. A angiotensina II eleva a pressão arterialpor múltiplos fatores: pela sua ação vasoconstritora, pela sua estimulação deliberação de aldosterona (que irá promover aumento na retenção de sódio e água) epela elevação do volume sanguíneo, a perda de um ou mais controles do sistemaapresentado identifica os efeitos de aumento da pressão arterial (SILVA, 2006). Os fármacos inibidores da ECA são potencialmente ativos no controle dahipertensão, pois a ação inibidora da ECA dificulta a transformação da angiotensina I
  20. 20. 19em angiotensina II, diminuindo a ação vasoconstritora e a liberação da aldosterona,consequentemente diminuindo a pressão arterial. Além da ação inibitória da enzimaconversora, tais fármacos, também inibem a cininase II, causando uma exacerbaçãodo sistema cinina-calicreína que através do fator relaxante derivado do endotélio(EDRF) e de prostaciclinas promove a vasodilatação. O aumento dasprostaglandinas promove o aumento da bradicinina, que é responsável pelos efeitosindesejáveis como a tosse seca (SILVA, 2006).1.3.2 Antagonista dos receptores da angiotensina II Os antagonistas dos receptores da angiotensina II, como losartana e ovalsartano inibem a ação da angiotensina II por meio do bloqueio especifico de seusreceptores, apresentam uma maneira mais eficaz de reduzir a ação do angiotensinado que os IECA que bloqueiam apenas a parte da conversão do angiotensina I emangiotensina II (GRAHAME-SMITH, ARONSON, 2004). A ação intrínseca da angiotensina ll consiste na liberação de aldosterona quepor sua vez produzirá um aumento da retenção de sódio e água e também levará auma vasoconstrição e aumento da liberação de noradrenalina. À medida que oantagonista de angiotensina ll é administrado ocorre o antagonismo total ecompetitivo com o receptor AT1 levando a uma vasodilatação, diminuindo a excreçãode sódio e atividade da noradrenalina será diminuída, desta forma diminuindo apressão arterial (SILVA, 2006).1.3.3 Diuréticos Os fármacos diuréticos possuem ação primária sobre o néfron. Osmecanismos exatos não são totalmente esclarecidos pelos quais os diuréticosbaixam a pressão arterial, mas a princípio eles produzem leve depleção de sódio,ocasionando à diminuição do fluido extracelular e do débito cardíaco. Com terapiamais prolongada, ocorre diminuição da resistência vascular periférica e restauraçãodo débito cardíaco por causa da depleção de sódio. Acredita-se que o sódiocontribua para a resistência periférica, aumentando a rigidez vascular e a atividade
  21. 21. 20neural, possivelmente ocasionado pelo cálcio intracelular. Há depleção do sódioatravés da inibição do transporte de eletrólitos nos túbulos renais (SILVA, 2006).1.3.4 Outros São descritas outras classes de anti-hipertensivos também na literatura taiscomo: Ação central: O mecanismo de ação está relacionado com o estímulo dos receptores alfa-2-adrenérgicos pré-sinápticos e/ou os receptores imidazolidínicos no sistema nervoso central, reduzindo a descarga simpática. A eficácia desse grupo de medicamentos anti-hipertensivos como monoterapia geralmente é discreta, necessitando associar com medicamentos de outros grupos particularmente quando existem evidências de hiperatividade simpática (III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, 1999). Bloqueadores ganglionares: bloqueiam os receptores nicotínicos, bloqueando os canais iônicos, não sendo seletivos para o sistema simpático ou parassimpático, tem sido utilizados mais de modo experimental, e, pouco usados na terapêutica, pois, possui ações complexas e imprevisíveis. Geralmente, não são ativos como bloqueadores neuromusculares, e, devido aos múltiplos efeitos colaterais, segundo alguns autores, a maioria dos fármacos bloqueadores ganglionares são considerados obsoletos (OLIVEIRA, 2008). Vasodilatadores diretos: Os medicamentos desse grupo atuam diretamente sobre a musculatura da parede vascular, promovendo relaxamento muscular com consequente vasodilatação e redução da resistência vascular periférica. Em decorrência da vasodilatação arterial direta, promovem retenção hídrica e taquicardia reflexa, o que opõe seu uso como monoterapia, devendo ser utilizados associados a diuréticos e/ou betabloqueadores (MION et. al, 2007). Betabloqueadores: Segundo o III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial em 1999, o mecanismo de ação dessa classe de anti-hipertensivo é complexo, envolve diminuição do débito cardíaco (ação inicial), redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das
  22. 22. 21 catecolaminas nas sinapses nervosas. São eficazes como monoterapia, comprovando sua eficácia na redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares. Esses medicamentos são de primeira opção na hipertensão arterial associada à doença coronariana ou arritmias cardíacas. E são úteis em pacientes com síndrome de cefaléia de origem vascular (enxaqueca). Antagonistas dos canais de cálcio: O mecanismo de ação de anti- hipertensivos dos antagonistas dos canais de cálcio está relacionado com redução da resistência vascular periférica por diminuição da concentração de cálcio nas células musculares lisas vasculares. Apesar do mecanismo final comum, esse grupo de anti-hipertensivos é dividido em 3 subgrupos: fenilalquilaminas, benzotiazepinas e diidropiridinas devido suas características químicas e farmacológicas diferentes. São medicamentos eficazes como monoterapia pela sua eficiência na redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares (MION et. al, 2007). Bloqueadores pós-ganglionares neuronais, Alfa-bloqueadores, Antagonistas dos canais de cálcio (FUCHS, WANNMACHER, FERREIRA, 2006).1.4 Assistência Farmacêutica com o Paciente Hipertenso O Programa de Assistência Farmacêutica foi implantado no Brasil em 1995 etornou a dispensação dos medicamentos, aos pacientes que os necessitam, comoato que visa garantir o não desperdício dos recursos investidos na consulta médica enos exames laboratoriais. Tal ação é significativa para evitar o uso dos serviços desaúde várias vezes pelo mesmo paciente e ainda evitar internações desnecessárias,as quais a única maneira de fornecer ao paciente a medicação indicada (GUEDES,2003). O Programa de Assistência Farmacêutica do Estado de São Paulo éconhecido por “Dose Certa” e é um dos mecanismos utilizados, pela esfera estadual,na sua contra-partida ao fornecimento regular e gratuito dos medicamentos básicosprescritos para as doenças mais frequentes (hipertensão, infecções, parasitosesintestinais, etc.) aos municípios integrantes do programa. Seu objetivo não ésomente permitir acesso da população mais carente aos medicamentos necessáriosà manutenção ou recuperação de sua saúde, mas também melhorar a qualidade da
  23. 23. 22assistência nessas unidades, recuperando o papel da unidade básica de saúde,como referência para a assistência primária de uma região e iniciar um processo de"padronização de medicamentos", que passou a ser valorizado e respeitado pelosmédicos (GUEDES, 2003). A seleção de medicamentos essenciais foi realizada a partir da demandahistórica de consumo de medicamentos fornecida pelos municípios e a adequação àSétima Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde,capacidade de produção do medicamento pela FURP (Fundação para RemédioPopular), que possibilita a garantia de continuidade do fornecimento commedicamentos de qualidade (COSENDEY et. al, 2000). A distribuição dos medicamentos do Programa de Assistência Farmacêutica éfeita pela FURP, baseada na análise do consumo, elaborada pelo Sistema deInformação do Programa de Assistência Farmacêutica. Os farmacêuticos de cadamunicípio consolidam relatórios de consumo mensal de cada UBS, que sãoremetidos às Diretorias Regionais de Saúde. Estas, por sua vez, relatam através demapas o consumo de suas regiões, enviando a informação consolidada para aSecretaria Estadual de Saúde que faz os pedidos à FURP de acordo com ocronograma de pedido/entrega. O prazo estabelecido é de sete dias entre pedido eentrega. A entrega dos medicamentos é feita com regularidade diretamente àsUnidades Básica de Saúde, sempre pelo mesmo funcionário da FURP e é recebidapor pessoas autorizadas pelo Secretário Municipal de Saúde (COSENDEY et. al,2000). Há também o Programa de Assistência Farmacêutica de Saúde Mental, o“Dose Certa da Saúde Mental”, o qual dispensa de medicamentos para osatendimentos de saúde mental, o Programa de Medicamentos de Alto Custo, queconta com a ajuda do Ministério da Saúde, atende as doenças consideradas decaráter individual para pacientes que necessitam tratamento longo ou atépermanente, com uso de medicamentos de custo elevado, que, por este motivo, nãopoderiam ser adquiridos pelos próprios paciente, o Programa de DoençaSexualmente Transmissíveis-Aids, que fornecer desde 1996, a todos os pacientes,as mais modernas drogas anti-retrovirais, que teve como consequência a reduçãode mortalidade desta doença. Programa de Assistência Integral ás Vítimas deViolência Sexual, destacamos o projeto "Bem-Me-Quer", que vem prestando
  24. 24. 23atendimento bio-psico-social e jurídico a mulheres e crianças até quatorze anosvítimas de violência sexual (GUEDES, 2003). Programa Nacional de Suplementação de Ferro, são dispensadosmedicamentos como sulfato ferroso e ácido fólico com objetivo de prevenir a AnemiaFerropriva, devendo ser disponível para crianças de 6 meses a 18 meses de idade,gestantes a partir de 20ª semana e mulheres até o 3° mês pós-parto (LIMA, 2011). Programa Saúde da Mulher foi elaborado em 1984, é um dos mais antigosdo Ministério da Saúde, o programa oferece um elenco de itens de medicamentos ecorrelatos: contraceptivos orais e injetáveis, dispositivos intrauterinos (DIU) ediafragma, esses itens são de responsabilidade do Ministério da Saúde de adquirir edistribuir (AUREA, et. al, 2011). Programa de Diabetes, cujo financiamento da insulina é de responsabilidadedo Ministério da Saúde, pela aquisição e distribuição para estados e Distrito Federal.E os financiamento dos insumos como seringas com agulha acoplada, tirasreagentes e lancetas para a realização do teste glicêmico são de responsabilidadedos Estados e Distrito Federal (AUREA, et. al, 2011). O Programa de Assistência Farmacêutica obtiveram ótimos resultados: aefetiva relação de co-parceria entre o estado e os municípios; utilização dosmedicamentos do programa como instrumento para reorganização dos serviços;recuperação da credibilidade e viabilidade de planejamento da linha de produção daFURP e a integração da assistência farmacêutica às ações e programas de saúdepriorizados pelo município (GUEDES, 2003).
  25. 25. 242 OBJETIVO O presente trabalho objetivou:1) Realizar um levantamento do uso de medicamentos anti-hipertensivos dasUnidades Básicas de Saúde nos municípios de Ouroeste e Populina no período deJulho/2010 a Junho/2011.2) Realizar uma análise comparativa ao uso dos principais anti-hipertensivos entreos municípios.
  26. 26. 253 MATERIAIS E MÉTODOS A metodologia empregada neste trabalho consistiu em quantificar osmedicamentos utilizados no tratamento da hipertensão, dispensados e registradosnas Unidades Básicas de Saúde dos Municípios de Ouroeste e Populina no períodode julho de 2010 a junho de 2011. As informações coletadas foram: Quais os medicamentos anti-hipertensivos dispensados; Quantidade de medicamentos anti-hipertensivos dispensados. Para tais quantificações foram disponibilizados os relatórios do SistemaInformatizado do Controle de Medicamentos Dispensados das Unidades Básicas deSaúde dos municípios que já possuem a total informatização do sistema. O Município de Ouroeste: Ouroeste possui 8.405 habitantes e uma renda de R$ 44.571.930,00, segundoo censo 2010 do IBGE, com área de 289 km2, o município começou a se formar porvolta de 1950 quando João Velloso realizou um loteamento, fundado oficial em 27 deJaneiro de 1952. Ouroeste foi ganhando novos habitantes de tal forma que opovoado acabou se tornando maior que a sede do Município de Guarani D’ Oeste aoqual pertencia, desencadeando o início do processo de emancipação, tornandomunicípio autônomo em 27 de dezembro de 1995 (IBGE CIDADES, 2010). O Município de Populina: A cidade foi denominada de Populina, uma palavra de origem latina, significa:Populis-povo; lina-pequena (pequeno povo), sendo o sentido real da palavra reuniãode povos. Há 4.223 habitantes em Populina e contém uma área de 316 km2 e comuma renda de R$ 10.630.737,00, segundo Censo 2010. A primeira família a chegarfoi a do Sr. Antônio Alves de Oliveira em 1915 e em seguida a do Sr. JonasGonçalves de Menezes. A vila foi se desenvolvendo passando a ser Distrito de Pazde Populina, criada no Município de Estrela D’ Oeste. Populina virou município pelaLei n° 5.285, de 18/02/1959, instalado em 01/01/60 (IBGE CIDADES, 2010).
  27. 27. 264 RESULTADOS E DISCUSSÃO O gráfico a seguir representa o percentual de doses dispensadas nas unidadesbásicas de saúde dos municípios de Ouroeste e Populina. Ouroeste Populina 29% 71%Gráfico 1 – Gráfico representativo do percentual da comparação de doses de anti-hipertensivosdispensados nas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nosmunicípios de Ouroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 1 mostra que na cidade de Ouroeste adispensação é quase duas vezes e meia maior do que em Populina, pois aquantidade de anti-hipertensivos total dispensado em Ouroeste é de 787.956 doses,enquanto Populina é de 318.148 doses, isso significa que em Ouroeste aporcentagem é de 71% (pela razão entre a quantidade total dispensado emOuroeste e a quantidade total dispensados pelas duas cidades). A dose por habitantes é de 93,748, sendo 8.405 habitantes em Ouroeste. E adose por habitante em Populina é de 75,336, possuindo 4.223 habitantes.
  28. 28. 27 O gráfico abaixo representa as variações mensais das doses dispensadas nasunidades básicas de saúde dos municípios de Ouroeste e Populina. 100000 Parameter Value Error ----------------------------------------------------------------------------- 90000 A B 60445,54545 5292,00119 802,68531 719,04137 ---------------------------------------------------------------------------- R SD N P ---------------------------------------------------------------------------- 80000 0,33288 8598,48419 12 0,29039 ---------------------------------------------------------------------------- Total Doses (Ouroeste) 70000Unidades 60000 50000 Parameter Value Error --------------------------------------------------------------- A 29431,92424 1547,03626 B -449,16783 210,20084 --------------------------------------------------------------- 40000 R SD N P --------------------------------------------------------------- -0,55989 2513,6364 12 0,05834 --------------------------------------------------------------- 30000 20000 Total Doses (Populina) 10000 ho iro ril io ho to bro o ro ro ro rço eir ab ma os tub mb mb jul ere jun ma tem jan ag ve ze ou fev se no de 2010 2011Gráfico 2 – Gráfico representativo da quantidade total de doses de medicamentos anti-hipertensivosdispensados nas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nosmunicípios de Ouroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 2 indica que dentro do período estudadoo número de dose de anti-hipertensivo no município de Ouroeste foi crescente. Oaumento de tais medicamentos mostra que para o segundo semestre de 2011 onúmero de dose dos fármacos aumentaram em 13%. Este aumento demonstra que, ou por ação do município ou estado, houvemaior investimento em tais medicamentos. Para o município de Populina há uma discreta queda na dispensação destesmedicamentos por parte da rede pública. Essa queda foi de 13%.
  29. 29. 28 Ouroeste possui uma renda de R$ 44.571.930,00, sendo estimados 15% doorçamento (R$ 6.685.789,50) destinado à saúde. E a renda de Populina é de R$10.630.737,00, sendo estimados 15% do orçamento (R$ 1.594.610,50) destinado àsaúde. Isso significa que a despesa de Ouroeste em relação à saúde é 4 (quatro)vezes mais que Populina. Estimado um gasto de R$ 795,45 por habitante ano em Ouroeste e emPopulina R$ 377,60 por habitante ano, com a presença do Programa FarmáciaPopular (Duas no município) poderia atender 40% mais população em relação àOuroeste que possui três Farmácias Populares, supõe-se que o Governo Municipalde Populina pode ter passado a dividir a responsabilidade com a rede complementarde saúde para diminuir os gastos, pois a população obtém o mesmo serviço nasdrogarias particulares.
  30. 30. 29 O gráfico a seguir mostra a quantidade de captopril 25mg/50mg dispensadosnas unidades básicas de saúde dos municípios de Ouroeste e Populina. 10500 9000 7500 Captopril 25 mg (Populina) 6000Unidades 4500 Captopril 25 mg (Ouroeste) 3000 Captopril 50 mg (Ouroeste) 1500 Captopril 50 mg (Populina) 0 ho ril to iro ro ro o ho ro io ro rço eir ab ma os mb mb mb tub j ul ere jun ma jan ag ve ze te ou fev se no deGráfico 3 – Gráfico representativo da quantidade total de doses de captopril 25mg/50mg dispensadasnas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nos municípios deOuroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 3 mostra que o uso de captopril 25mg émaior na população de Populina, enquanto o captopril 50mg é menos prescrito pelosmédicos dos municípios e as quantidades dispensadas são parecidas erelativamente constantes. Devido a quantidade de captopril 25mg ser dispensado em menor quantidadeem Ouroeste e sua população ser maior que Populina, supondo assim que hápossibilidade do município de Ouroeste disponibilizar mais opções de medicamentosanti-hipertensivos como enalapril e losartana, diversificando assim o tratamento dahipertensão conforme será mostrado nos gráficos 4 e 5. A média do captopril 25mg foi de 4.993,8 doses por mês em Ouroeste e emPopulina foi de 7.491 doses por mês. A média do captopril 50 mg foi de 1.490 doses por mês em Ouroeste e emPopulina foi de 1.135,4 doses por mês.
  31. 31. 30 O gráfico abaixo mostra a quantidade de enalapril 10mg/20mg dispensadosnas unidades básicas de saúde dos municípios de Ouroeste e Populina. 18000 16000 14000 Enalapril 20 mg (Ouroeste) 12000 10000 Unidades 8000 6000 Enalapril 10 mg (Ouroeste) 4000 Enalapril 20 mg (Populina) 2000 0 Enalapril 10 mg (Populina) ho ril rço io iro to bro ro ro ho ro o eir ab ma os mb mb tub jul ere jun ma tem jan ag ou ve ze fev se no deGráfico 4 – Gráfico representativo da quantidade total de doses de enalapril 10mg/20mg dispensadasnas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nos municípios deOuroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 4 mostra que tanto o enalapril de 10mge 20mg são menos utilizados pela população de Populina, e já na população deOuroeste eles são mais utilizados. A média do enalapril 20mg foi de 10.738 doses por mês em Ouroeste e emPopulina foi de 1.542 doses por mês. A média do enalapril 10mg foi de 3.818,5 doses por mês em Ouroeste e emPopulina foi de 987,5 doses por mês.
  32. 32. 31 O gráfico a seguir mostra a quantidade de losartana 50mg dispensados nasunidades básicas de saúde dos municípios de Ouroeste e Populina. 20000 17500 Losartana 50 mg (Ouroeste) 15000 12500 Unidades 10000 7500 5000 Losartana 50 mg (Populina) 2500 0 ho ril iro to ro ro o io ho ro ro rço eir ab ma os mb mb mb tub jul ere jun ma jan ag ve ze te ou fev se no deGráfico 5 – Gráfico representativo da quantidade total de doses de losartana potássica 50mgdispensadas nas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nosmunicípios de Ouroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 5 mostra que há uma grande diferençano uso da losartana, sendo que em Ouroeste a dispensação é maior, porém comgrandes variações entre os meses. Supondo assim que há uma possibilidade domunicípio de Ouroeste investir mais em medicamentos que não compõem oPrograma Dose Certa. E pode observar também que há uma discreta queda na dispensação delosartana no município de Populina, supondo que possa ser devido estemedicamento estar disponível gratuitamente no Programa Farmácia Popular.Enquanto, no município de Ouroeste, houve um dispensação do medicamentolosartana e um crescimento próximos dos 150% no período de análise. A média do losartana 50mg foi de 10.738 doses por mês em Ouroeste e emPopulina foi de 1.292,4 doses por mês.
  33. 33. 32 O gráfico a seguir mostra a quantidade de hidroclorotiazida 25mg/50mgdispensados nas unidades básicas de saúde dos municípios de Ouroeste ePopulina. 14000 Hidroclorotiazida 25 mg (Ouroeste) 12000 10000 8000 Unidades 6000 Hidroclorotiazida 25 mg (Populina) 4000 Hidroclorotiazida 50 mg (Populina) 2000 Hidroclorotiazida 50 mg (Ouroeste) 0 ho ril io rço iro to ho bro ro ro ro o eir ab ma os tub mb mb jul ere jun ma tem jan ag ou ve ze fev se no deGráfico 6 – Gráfico representativo da quantidade total de doses de hidroclorotiazida 25mg/50mgdispensadas nas unidades básicas de saúde referentes ao mês de julho/2010 a junho/2011 nosmunicípios de Ouroeste e Populina. Os resultados apresentados no gráfico 6 mostra que o uso de hidroclorotiazida25mg é maior na população de Ouroeste, enquanto o hidroclorotiazida 50mg sãomenos utilizados pelos municípios e a quantidade dispensada pelo município deOuroeste é relativamente constante. A média do hidroclorotiazida 25mg foi de 10.030,9 doses por mês em Ouroestee em Populina foi de 7.742,5 doses por mês. A média do hidroclorotiazida 50mg foi de 1.768,3 doses por mês em Ouroestee em Populina foi de 2.008,3 doses por mês.
  34. 34. 33 CONCLUSÃO Com o presente trabalho pode-se concluir: 1) O município de Ouroeste-SP contribui com um investimento financeiropercapto maior que o município de Populina-SP com estimativas de R$ 795,45 e R$377,60 por habitante ano respectivamente. 2) O Captopril de 25mg foi o medicamento mais dispensado na UBS dePopulina enquanto na UBS de Ouroeste foi o Enalapril 20mg. 3) Os medicamentos mais dispensados são integrantes do Programa Dose-Certa. 4) O medicamento Losartana é mais utilizado pela saúde pública, nomunicípio de Ouroeste em relação ao Município de Populina-SP.
  35. 35. 34REFERÊNCIASAUREA, A. P.; MAGALHÂES, L. C. G. de; GARCIA, L.P.; SANTOS C. F. dos;ALMEIDA, R. F. de. Programa de Assistência Farmacêutica do Governo Federal:Estrutura Atual, Evolução Dos Gastos Com Medicamento E Primeiras Evidências deSua Eficiência. Brasília-DF, 2011. Disponível em<http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1658.pdf> Acesso em: 22nov. 2011.BISSON, M. P. Farmácia Clínica & Atenção Farmacêutica. 2ªed. Barueri, SP:Manole, 2007, pag 143-157.COSENDEY, M. A. E.; BERMUDEZ, J. A. Z.; REIS, A. L. A. dos; SILVA, H. F. da;OLIVEIRA, M. A.; LUIZA, V. L. Assistência farmacêutica na atenção básica desaúde: a experiência de três estados brasileiros, Rio de Janeiro – RJ, Jan./Mar.2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2000000100018&script=sci_arttext> Acessado em 11 nov. 2011.EU SOU 12 POR 8. Hipertensão. Disponível em:<http://www.eusou12por8.com.br/hipertensao.aspx> Acesso em: 12 nov. 2011.FAZ FÁCIL. Pressão Arterial Alta II. Disponível em:<http://www.fazfacil.com.br/saude/pressao_alta2.html> Acesso em: 12 nov. 2011.FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C.; Farmacologia Clínica.3ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.GRAHAME-SMITH, D. G.; ARONSON, J. K. Tratado de Farmacologia Clínica eFarmacoterapia. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.GUEDES, J. S. Oito anos construindo o SUS no Estado de São Paulo, São Paulo –SP, Mai/Aug. 2003. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142003000200019&script=sci_arttext> Acessado em 11 nov. 2011IBGE CIDADES. 2010. Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1> Acesso em: 22 ago. 2011.III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, AAP-VR, VoltaRedonda. São Paulo-SP, 1999.KATZUNG, B. G. Farmacologia Básica & Clínica. 9 ed. Rio de Janeiro, 2005.LIMA, G. S. de. Componente Básico de Assistência Farmacêutica. Disponível em<http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/judicializacao/pdfs/511.pdf> Acesso em: 03Dez. 2011.MALACHIAS, M. V. B. Saiba mais sobre hipertensão, 2010. Disponível em:<http://www.ache.com.br/_anexos/Folheto-Hipertensao.pdf> Acesso em: 22 ago.2011.
  36. 36. 35MION, D. Jr.; KOHLMANN, O. Jr.; MACHADO, C. A.; AMODEO, C.; GOMES, M. A.M.; PRAXEDES, J. N.; NOBRE, F.; BRANDÃO, A. V Diretrizes Brasileiras deHipertensão, 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2007001500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en> Acesso em: 25 ago. 2011.OLIVEIRA, E. A. S. Fármacos Antagonistas Colinérgicos, 2008. Disponível em:<http://www.easo.com.br/Downloads/Farmacos%20Antagonistas%20colinergicos.pdf> Acesso em: 26 ag. 2011.PESQUISA DE ORÇAMENTOS FAMILIARES 2008-2009: desnutrição cai e pesodas crianças brasileiras ultrapassa padrão internacional. Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=> Acesso em: 13 jul. 2011.REVISTA PRÁXIS. Perfil Nutricional Associado ao Índice de Obesidade de Idososdo Centro de Saúde Sebastião Pinheiro Bastos, AAP-VR, Volta Redonda – RJ,2009.SILVA, P. Farmacologia. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS: Uma Análise das Condições de Vida daPopulação Brasileira 2010. Disponível em:<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS_2010.pdf> Acesso em: 12 jul. 2011.VASCONCELLOS, A. B.; RECINE, E.; CARVALHO, M. F. C. C. Guia Alimentar paraPopulação Brasileira. Brasília-DF, 2008. Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira.pdf> Acesso em: 06 out. 2011.
  37. 37. 36 APÊNDICE Medicamentos Dispensados na UBS de OuroesteMedicamentos jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 TotalCaptopril 25mg 30 9.270 5.960 5.806 5.970 4.430 4.520 6.310 4.020 4.570 5.320 3.720 59.926Captopril 50mg 1.230 3.510 1.200 1.380 1.710 900 960 1.590 840 1.620 2.191 750 17.881Enalapril 5mg 340 770 180 0 60 1.350 120 120 850 510 180 240 4.720Enalapril 10mg 3.660 3.690 4.570 2.960 4.890 4.192 1.654 4.346 4.040 4.400 3.910 3.510 45.822Enalapril 20mg 11.200 9.080 11.320 10.899 8.241 9.580 10.180 16.760 9.770 10.120 12.050 9.656 128.856Losatana 50mg 7.330 4.558 3.924 19.020 980 7.020 14.456 11.915 9.190 14.644 13.220 14.246 120.503Losatana 100mg 150 210 360 90 320 480 480 180 270 372 145 653 3.710HCTZ 25mg 3.020 12.320 9.070 12.970 11.780 9.580 10.536 10.125 8.990 11.730 11.200 9.050 120.371HCTZ 50mg 1.970 2.270 1.500 2.140 1.930 1.360 1.950 1.960 1.270 1.710 1.630 1.530 21.220Outros 24.967 21.972 23.861 22.826 15.664 22.972 24.476 19.044 18.223 27.680 22.368 20.894 264.947Total 53.897 67.650 61.945 78.091 51.545 61.864 69.332 72.350 57.463 77.356 72.214 64.249 787.956 Medicamentos Dispensados na UBS de PopulinaMedicamentos jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 TotalCaptopril 25mg 8.085 6.910 8.193 5.940 7.950 6.160 5.980 7.075 7.680 8.260 9.830 7.830 89.893Captopril 50mg 2.190 1.410 1.590 1.455 1.410 991 1.080 1.041 900 703 0 855 13.625Enalapril 10mg 1.665 1.370 1.480 1.780 1.560 1.580 1.845 570 0 0 0 0 11.850Enalapril 20mg 1.740 1.140 1.560 1.460 1.380 1.380 1.590 1.600 1.480 2.070 1.545 1.560 18.505Losatana 50mg 1.920 1.279 2.550 1.990 2.280 240 0 2.721 2.370 0 0 159 15.509HCTZ 25mg 9.130 4.940 8.285 6.280 11.430 10.530 8.770 9.155 7.275 4.750 6.240 6.125 92.910HCTZ 50mg 1.860 2.290 2.220 2.310 60 150 1.380 1.170 2.340 3.870 3.210 3.240 24.100Outros 5.510 3.735 3.170 7.038 3.925 3.571 3.584 3.900 5.127 4.901 3.650 3.645 51.756Total 32.100 23.074 29.048 28.253 29.995 24.602 24.229 27.232 27.172 24.554 24.475 23.414 318.148

×