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JAQUELINE MANFRINATO THIAGO          LAISA NASCIMENTO DA COSTA LEITE             WILLIAN RABETTI DOS SANTOS              W...
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Dedico este meu trabalho, a aquele que sempre mefortalece, e mesmo que meu sonho esteja tão longede ser alcançado, sei que...
AGRADECIMENTOS      Agradecemos a Deus em primeiro lugar, por nos iluminar não apenas durantea elaboração deste trabalho c...
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RESUMOO vírus herpes simples (HSV) é dividido em dois sorotipos (HSV-1 e HSV-2)responsáveis, respectivamente, pelo herpes ...
ABSTRACTThe herpes simplex virus (HSV) are divided in two serotypes (HSV-1 and HSV-2)responsible, respectively, for herpes...
LISTA DE TABELASTabela 1 - Variáveis sociodemográficas da população de balconistas avaliados 27           no município de ...
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Gráfico 1 - Agente etiológico do herpes simples labial, segundo 29            balconistas, Ja...
LISTA DE FIGURASFigura 1 -   Esquema básico do HSV                                             15Figura 2 -   Períodos clí...
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASBacilo da BCG – Bacilo de Calmette e Guérin.DNA – Ácido Desoxirribonucléico.FCN – Fator de C...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO...................................................................................................      ...
13                                   INTRODUÇÃO      O nome Herpes tem sua origem do latim, proveniente da palavra Herpein...
14      Nos dias atuais esta doença é muito frequente, cerca de dois terços dapopulação em idade adulta já apresentam soro...
151 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO       O herpes simples é uma doença infecciosa e, provavelmente, a virosehumana mais comum, co...
16                     Estrutura helicoidal de ácido desorribonucléico (DNA) de dupla hélice                     recoberta...
171.1 GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA PRIMÁRIA         O primeiro episódio é denominado gengivoestomatite herpética primária(S...
18      Após a infecção primária o vírus fica em estado de latência em gânglios denervos cranianos ou da medula. O HSV rec...
19         A gengivoestomatite herpética secundária ou recorrente é resultante dareativação do HSV em indivíduos pré infec...
20primoinfecção herpética é, geralmente, assintomática ou manifesta-se por meio desintomatologia inespecífica (LUPI, 2000)...
21Figura 4 Herpes simples na pele da região nasal, com úlceras típicas do períodoreparatório da doença (Fonte: Própria, 20...
221.6 TRATAMENTO      Sabe-se que nos últimos anos, várias opções de tratamento têm sidopropostas para combater as manifes...
23      O tratamento com o aciclovir pode ser por via oral, endovenosa ou tópica, edeve ser iniciado até cinco dias após o...
242000). É um medicamento antiviral e representa uma evolução e o mesmomecanismo de ação que o aciclovir, 63% do valaciclo...
252 OBJETIVO      Avaliar o grau de conhecimento dos balconistas ativos do município de Jales-SP sobre o herpes simples la...
263 MATERIAIS E MÉTODOS      Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo de corte transversal, no qual seaplicou um questi...
274 RESULTADOS E DISCUSSÃO         Foram avaliados 53 indivíduos através da aplicação de um questionário. Naavaliação do p...
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29       A faixa de idade proposta pelos entrevistados como sendo a mais comumpara o aparecimento do herpes simples labial...
30       Quatro (7,5%) dos entrevistados afirmaram que a prática orogenital nãoocasiona o herpes simples labial, entretant...
31Tabela 2 Medicamentos mais utilizados no tratamento do herpes simples labial, de acordo                                 ...
325 CONSIDERAÇÕES FINAIS      Os    balconistas   do   município   de   Jales-SP   conhecem   as   principaiscaracterístic...
33                                  REFERÊNCIAS1. AZAMBUJA, T. W. F.; BERCINI, F.; FURLANETTO, T. W. Herpes simples:revisã...
3412. OHIRA, R. Y. P. R. Vade-mécum: Vade-mécum de medicamentos. 15. ed. SãoPaulo: RGR, 2010.
35                                     ANEXOSAnexo 1 - Questionário de pesquisaTítulo da pesquisa: AVALIAÇÃO DO CONHECIMEN...
368 – Quando você encontra lesões sugestivas de herpes simples labial, comovocê conduz o caso?[ ] 1. Eu mesmo medico o pac...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS JAQUELINE MANFRINATO THIAGO LAISA NASCIMENTO DA COSTA LEITE WILLIAN RABETTI DOS SANTOS WISLLA DOS SANTOS ABREUAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS BALCONISTAS ATIVOS DO MUNICÍPIO DE JALES SP SOBRE O HERPES SIMPLES LABIAL JALES-SP FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. JAQUELINE MANFRINATO THIAGO LAISA NASCIMENTO DA COSTA LEITE WILLIAN RABETTI DOS SANTOS WISLLA DOS SANTOS ABREUAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS BALCONISTAS ATIVOS DO MUNICÍPIO DE JALES-SP SOBRE O HERPES SIMPLES LABIAL Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientadora: Profa. MSc. Luciana Estevam Simonato FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. JAQUELINE MANFRINATO THIAGO LAISA NASCIMENTO DA COSTA LEITE WILLIAN RABETTI DOS SANTOS WISLLA DOS SANTOS ABREUAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS BALCONISTAS ATIVOS DO MUNICÍPIO DE JALES-SP SOBRE O HERPES SIMPLES LABIAL Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 10 de novembro de 2011. Banca examinadora Assinatura ConceitoProfa. MSc. Luciana Estevam Simonato(Orientadora)Profa. Dra. Maria Elisa Furlan GandiniCastanheira (Avaliadora 1)Profa. Esp. Rosana Matsumi Kagesawa(Avaliadora 2) Profa. MSc. Luciana Estevam Simonato Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. Dedico este meu trabalho, a aquele que sempre mefortalece, e mesmo que meu sonho esteja tão longede ser alcançado, sei que Ele nunca me deixarádesistir; Deus. Aos meus pais e irmã, que emnenhum momento mediram esforços para realizaçãodos meus sonhos, acreditando sempre em minhacapacidade, por todo amor, carinho dado por eles amim. Dedico também a meu namorado e amigo quesempre esteve ao meu lado, me motivando, fazendocom que eu sempre continuasse, mesmo que ocaminho não fosse fácil. Sem vocês eu nada seriapor isso o meu mais sincero obrigada, AMO VOCÊS! (Jaqueline Manfrinato Thiago)Dedico esse trabalho a Deus, pois vem dele tudoque sou o que tenho e o que espero. A minhaquerida mãe pelo sacrifício ilimitado em todos ossentidos, orações e palavras de aconchego. Ao meuirmão pela alegria e diversão. E ao meu namoradopelo companheirismo, carinho e compreensão queteve em todos esses anos. (Laisa Nascimento da Costa Leite)Dedico este trabalho primeiramente a Deus, poissem ele, nada seria possível, aos meus pais que meajudaram todos esses anos, a minha tia queacreditou e investiu no meu sonho e a minha noivaque suportou e teve paciência nesses quatro anoscomigo. (Willian Rabetti dos Santos)A ele que me ensinou a viver com dignidade, me deuforça quando pensava que estava tudo acabado,iluminou meus caminhos obscuros, confiou na minhacapacidade, enfrentou várias dificuldades, porémnunca deixou que isso me afetasse. É por terorgulho e reconhecer o seu esforço, que dedico estetrabalho, com todo amor, ao meu Pai. (Wislla dos Santos Abreu)
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos a Deus em primeiro lugar, por nos iluminar não apenas durantea elaboração deste trabalho como em todas as etapas de nossa vida. Aos nossos familiares que nos apoiaram em todas as decisões, depositandoconfiança, fazendo o possível para a realização dos nossos sonhos. A nossa orientadora professora Luciana Estevam Simonato, que nos fezacreditar e nos apaixonar por este trabalho. Nosso mais sincero obrigado por semostrar presente ao nosso lado durante todo esse tempo, nos enriquecendo comseu amplo conhecimento e bondade. Foi um privilégio tê-la como nossa orientadorae amiga.
  6. 6. Eu lhes garanto: tudo o que vocês ligarem na terra, seráligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra,será desligado no céu. E lhes digo mais: se dois de vocêsna terra estiverem de acordo sobre qualquer coisa quequeiram pedir, isso lhes será concedido por meu pai queesta no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidosem meu nome, eu estou aí no meio deles. (Mateus 18, 18-20)
  7. 7. RESUMOO vírus herpes simples (HSV) é dividido em dois sorotipos (HSV-1 e HSV-2)responsáveis, respectivamente, pelo herpes labial e genital. O herpes simples labialé uma doença infecto-contagiosa comum que apresenta sintomas como: prurido,ardência ou dor local no qual aparecem as múltiplas vesículas. O presente estudoteve por objetivo avaliar o grau de conhecimento dos balconistas ativos no municípiode Jales-SP sobre o herpes simples labial. Foram analisados 53 questionárioscompostos por 20 questões. Foram avaliados 53 indivíduos através da aplicação deum questionário. Na avaliação do perfil dos balconistas, observou-se que 27 (50,9%)eram do sexo feminino e 26 (49,1%) eram do sexo masculino. Em relação à idade,foram encontrados 41 (77,3%) dos indivíduos com idade igual ou inferior a 40 anos.Os balconistas do município de Jales-SP conhecem as principais características doherpes simples labial, mas não conhecem a conduta ideal para os pacientesportadores desta patologia, que deve ser o encaminhamento para o cirurgiãodentista, os quais estão aptos a realizarem o diagnóstico desta patologia. Alémdisso, uma grande parte ainda não realiza o exame clínico minucioso da lesão,dificultando o diagnóstico.Palavras-chave: Herpes simples. Herpes labial. Doença infecto-contagiosa.
  8. 8. ABSTRACTThe herpes simplex virus (HSV) are divided in two serotypes (HSV-1 and HSV-2)responsible, respectively, for herpes labialis and genital. The herpes simplex labialisare an infect-contagious disease common that presented symptoms such as itching,burning or pain at the site in which appear the multiple vesicles. This study was toevaluate the degree of knowledge of clerks active in the city of Jales-SP about theherpes simplex labialis. We analyzed 53 questionnaires composed of 20 questions.We evaluated 53 individuals through the application of a questionnaire. In theevaluation of the profile of the clerks, it was observed that 27 (50.9%) were femaleand 26 (49.1%) were male. In relation to age, we found 41 (77.3%) of individualsaged 40 years or less. The clerks of the city of SP-Jales know the main features ofherpes simplex labialis, but not the ideal procedure for patients with this pathology,which must be forwarding to the dentist, which are able to carry out the diagnosis ofthis pathology. In addition, a large part still does not carry out a careful clinicalexamination of the lesion, which makes the diagnosis difficult.Key words: Herpes simplex. Herpes labialis. Infect-contagious disease.
  9. 9. LISTA DE TABELASTabela 1 - Variáveis sociodemográficas da população de balconistas avaliados 27 no município de Jales (SP), 2011Tabela 2 - Medicamentos mais utilizados no tratamento do herpes simples 31 labial, de acordo com a população de balconistas avaliados no município de Jales (SP), 2011
  10. 10. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Gráfico 1 - Agente etiológico do herpes simples labial, segundo 29 balconistas, Jales (SP), 2011Gráfico 2 - Auto-avaliação sobre o nível de conhecimento referente ao herpes 31 simples labial, segundo balconistas, Jales (SP), 2011
  11. 11. LISTA DE FIGURASFigura 1 - Esquema básico do HSV 15Figura 2 - Períodos clínicos da manifestação do herpes simples na pele 20 peribucal e semimucosa labial: A = período prodrômico, B = período clínico ativo, C = período reparatórioFigura 3 - Herpes simples na pele peribucal e semimucosa labial, com vesícula 20 e bolha que se transformaram em pústulas e úlceras, com ardência, queimação, dor e desconforto locaisFigura 4 - Herpes simples na pele da região nasal, com úlceras típicas do 21 período reparatório da doençaFigura 5 - Herpes simples recorrente na pele da região nasal e labial, 21 resultande de autoinoculação do HSV
  12. 12. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASBacilo da BCG – Bacilo de Calmette e Guérin.DNA – Ácido Desoxirribonucléico.FCN – Fator de Crescimento Neuronal.gB – Glicoproteínas B.gC – Glicoproteínas C.gD – Glicoproteínas D.gE – Glicoproteínas E.gI – Glicoproteínas I.HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana.HSV – Vírus do Herpes Simples.HSV-1 – Vírus do Herpes Simples tipo - 1.HSV-2 – Vírus do Herpes Simples tipo - 2.HVH – Família Herpetoviridae ou Herpesviridae.IgG – Imunoglubulina G.LAT – Latency-Associated Transcript.Oct-1 – Proteína Octamérica - 1.Oct-2 – Proteína Octamérica - 2.TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.UV – Radiação Ultravioleta.
  13. 13. SUMÁRIOINTRODUÇÃO................................................................................................... 131 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO................................................................... 151.1 GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA PRIMÁRIA........................................ 171.2 LATÊNCIA VIRAL........................................................................................... 181.3 GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA SECUNDÁRIA.................................. 181.4 EPIDEMIOLOGIA........................................................................................... 191.5 MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DO HERPES SIMPLES..................................... 191.6 TRATAMENTO............................................................................................... 222 OBJETIVO........................................................................................................ 253 MATERIAIS E MÉTODOS................................................................................ 264 RESULTADOS E DISCUSSÃO....................................................................... 275 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 32REFERÊNCIAS.................................................................................................... 33ANEXOS.............................................................................................................. 35
  14. 14. 13 INTRODUÇÃO O nome Herpes tem sua origem do latim, proveniente da palavra Herpein quequer dizer “aquilo que irrompe de surpresa” (REGGIORE et al., 2008), seu vírus foiisolado pela primeira vez no ano de 1939, através do produto das glândulassalivares de neonatos (PEDRAZINA et al., 2007). O vírus causador do herpes simples labial pertence à família Herpetoviridae ou Herpesviridae (HVH), que é muito ampla contendo diversos causadores de outras doenças, tanto em seres humanos como em animais. Alguns deles são citomegalovírus, epstein-barr e varicela-zoster. Há dois distintos vírus do herpes simples (HSV): tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2) e são responsáveis pelo herpes labial e genital, respectivamente (VARELLA et al., 2005). De acordo com Lawall et al. (2005), sua classificação é: HSV-1 que em maiorquantidade promove infecções em órgãos como boca, olhos e face; e HSV-2 quecausa infecções herpéticas nos órgãos genitais e tecido de revestimento (pele). Noentanto, pela prática oro genital pode-se encontrar tanto HSV-1 na mucosa genitalquanto o HSV-2 na mucosa oral (TRINDADE et al., 2007). Ambas as formas possuem estruturas semelhantes e característicaspertencentes a todos da família HVH, tais como: alta velocidade de replicação emcultura celular, grande quantia de hospedeiros e latência nas células por vários anos(VARELLA et al., 2005). Stemmer e colaboradores (2005) dividiram as infecções causadas pelo HSVem duas classes. A primária ou gengivoestomatite herpética primária, que se dá coma invasão do vírus no corpo humano promovendo lesões locais e ações sistêmicas ea recorrente ou gengivoestomatite herpética secundária que acontece pelareativação do vírus que está em estado de latência através de estímulos,promovendo apenas lesões locais, sem manifestações sistêmicas. O HSV se adquire por contato direto com tecidos infectados ou secreções(BASTIANI e MELLA, 2008), sendo que cerca de 90% das infecções são sub-clínicas (PEDRAZINA et al., 2007). A transmissão pode ocorrer durante períodosassintomáticos à infecção, embora o risco seja maior durante os episódios em quehá manifestação clínica (STEMMER et al., 2005).
  15. 15. 14 Nos dias atuais esta doença é muito frequente, cerca de dois terços dapopulação em idade adulta já apresentam soro positividade para está doença viral,ou seja, possuem anticorpos contra o HSV (STEMMER et al., 2005). O herpes simples labial é uma doença infecto contagiosa crônica, com maiorrisco para recém-nascidos e imunodeprimidos (transplantados e portadores do vírusda imunodeficiência humana (HIV)), onde, normalmente, ocorre uma expressão maisagressiva da moléstia (VARELLA et al., 2005). Estudos mostram que não existe cura para o HSV, mas existem diversasalternativas para seu tratamento, com vidarabina ou aciclovir em forma decomprimidos ou pomadas, além das vacinas que estão sendo testadas para suaprevenção (MARROTI et al., 2008).
  16. 16. 151 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO O herpes simples é uma doença infecciosa e, provavelmente, a virosehumana mais comum, com exceção das infecções respiratórias virais (BASTIANI eMELLA, 2008). Pedrazini (2007) relata que o vírus foi primeiramente isolado em 1939 dasaliva de crianças acometidas de gengivoestomatite herpética. O HSV apresentaalta prevalência, acreditando-se que, na idade adulta, mais de dois terços dapopulação mundial apresentam anticorpos contra o vírus (STEMMER et al., 2005). O herpes simples possui duas formas distintas (TRINDADE et al., 2007), comestruturas semelhantes (REGGIORI et al., 2008), porém pode ser individualizados: oherpes simples peribucal, cujo principal agente é o HSV-1, e as formas perigenitais,com preponderância do HSV-2 (TRINDADE et al., 2007). Embora o tipo HSV-1 afete geralmente a face, lábios, boca, olhos e pele daparte superior do corpo (AZAMBUJA et al., 2004), segundo Trindade ecolaboradores (2007) a infecção acontece com maior frequência na área devermelhão do lábio e na pele adjacente dos lábios. O herpes simples é uma das doenças virais que mais comumente afeta acavidade bucal. Estas lesões se determinam pela formação de úlceras sobre umabase eritematosa, que promove o surgimento de uma crosta serosa (REGGIORE etal., 2008). O vírus causador desta doença labial faz parte da subfamíliaAlphaherpesvirinae, possuindo quatro componentes (REGGIORE et al., 2008), comopode ser verificado na Figura 1. Figura 1 Esquema básico do HSV (Fonte: REGIORRE et al., 2008)
  17. 17. 16 Estrutura helicoidal de ácido desorribonucléico (DNA) de dupla hélice recoberta por um capsídeo icosaédrico e circundada por uma substância amorfa (tegumento), além do envelope lipídico, onde estão as glicoproteínas de superfície do HSV (REGGIORE et al., 2008). O contágio direto ocorre por contato íntimo com indivíduo contaminadoatravés da superfície mucosa, secreções ou lesões infectantes e pela salivacontaminada (STREMMER et al., 2005). E, também, de maneira indireta através deobjetos infectados como: barbeadores, toalhas, pratos e outros artigos de usocomum (REGGIORI et al., 2008). A transmissão do HSV-1 ocorre através das superfícies mucosas ou dassoluções de continuidade na pele, principais sítios incluem a mucosa oral, ocular,genital e anal (LUPI, 2000). Após a penetração do vírus nas células epiteliais doindivíduo ocorre a replicação viral (LAWALL et al., 2005), inicia-se na epiderme apósa ligação do vírus às moléculas de heparan sulfato da membrana celular. O períodode incubação é cerca de 7 dias (LUPI, 2000). A infecção propaga-se para as terminações nervosas livres comdisseminação intra-axonal através de transporte retrógrado dos virions, partículasinfectantes básicas dos vírus, para os gânglios sensoriais, paravertebrais(TRINDADE et al., 2007), os novos vírus formados entram em contato com asterminações nervosas sensitivas e são transportados ao gânglio nervosocorrespondente sendo o gânglio trigeminal o local mais comum nos casos de herpesperilabial (LAWALL et al., 2005). O ciclo biológico do HSV é controlado por suas glicoproteínas de superfície. As glicoproteínas C, B e D (gC, gB e gD) são indispensáveis para a replicação viral nas células infectadas, participam da absorção ao herparan sulfato, além da liberação de vírions. Mutações virais, com translocação no gene codificador da gB, produzem vírions não infecciosos. Quando a translocação afeta a gB e a gD conjuntamente, o vírion efetua a adsorção, mas não penetra a célula. As glicoproteínas E e I (gE e gI) codificam receptores para a fração Fc da imunoglobulina G (IgG), enquanto a gC atua como receptor para o fragmento C3b do complemento (LUPI, 2000).
  18. 18. 171.1 GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA PRIMÁRIA O primeiro episódio é denominado gengivoestomatite herpética primária(STREMER et al., 2005), geralmente assintomática (LUPI, 2000), subclínica e passadespercebido, pois o indivíduo torna-se portador do vírus sem apresentar sintomas(AZAMBUJA et al., 2004), ou manifesta-se por meio de sintomatologia inespecífica(LUPI, 2000). Ocorre com maior frequência em crianças na faixa etária de 1 a 5 anos, mastambém podem ocorrer em adolescentes e adultos (LAWALL et al., 2005). Na faseprodrômica a infecção primária pode-se manifestar como faringoamigdalites e ossintomas iniciais são dor de garganta, febre, mal estar e cefaléias (AZAMBUJA et al.,2004), a doença raramente ocorre antes dos primeiros 6 meses de vida uma vez queos recém-nascidos mantêm elevados títulos de anticorpos maternos (STEMMER etal., 2005), a maior ocorrência em crianças pode ser justificada pela ampladisseminação do vírus e devido à exposição precoce ao mesmo (LAWALL et al.,2005). O diagnóstico da gengivoestomatite herpética primária é eminentementeclínico, embora exames laboratoriais possam auxiliar nos casos atípicos (STEMMERet al., 2005). Em poucos dias iniciam-se as manifestações bucais causandopequenas lesões vesiculares amareladas que causam edema, dor e dificuldade dealimentação (AZAMBUJA et al., 2004) que são as principais causas de umahipersalivação (LAWALL et al., 2005). O indivíduo infectado pode prever com antecedência de até 24 horas oaparecimento das vesículas e bolhas, pois detecta a sintomatologia: o local ficadolorido nas primeiras 12 horas, depois se torna discretamente edemaciado, comprurido, ardência e quente (CONSOLARO e CONSOLARO, 2009). As inflamaçõesgengivais formam múltiplas vesículas acometendo toda a mucosa, especialmentegengiva, língua, palato e lábios (STEMMER et al., 2005). Estas múltiplas vesículaspequenas e eritematosas se coalescem, rompem-se formando úlceras recobertaspor crostas que cicatrizam no período de 10 a 14 dias sem deixar cicatrizes(TRINDADE et al., 2007).
  19. 19. 18 Após a infecção primária o vírus fica em estado de latência em gânglios denervos cranianos ou da medula. O HSV recidivante ocorre pela migração do vírusatravés dos nervos periféricos até a pele ou mucosa (AZAMBUJA et al., 2004).1.2 LATÊNCIA VIRAL O período de latência corresponde à replicação e o transporte até o gânglio eocorre na maioria das vezes em uma semana, podendo variar, com tudo de poucosdias em até 3 semanas (LAWALL et al., 2005). A transcrição do genoma viral depende da proteína Oct-1, presente na maioria das células humanas. Alguns neurônios são dotados, no entanto, de uma proteína octamérica correlata, a Oct-2, que promove efeito contrário ao da Oct-1, reprimindo a transcrição dos nucleotídeos codificados pelo lócus gênico IE, impedindo assim a reativação das cepas latentes do HSV. Os neurônios em que predomina a proteína Oct-2 têm como característica principal a dependência do fator de crescimento neuronal (FCN). A recorrência herpética observada após injuria tecidual pode ter sua origem na redução do nível de fator de FCN dos neurônios com excesso da Oct-2, permitindo que a Oct-1 se torne predominante e permita a transcrição do genoma do HSV (LUPI, 2000). De acordo com Reggiori e colaboradores (2008), a infecção latentecaracteriza-se quando o HSV apresenta tropismo positivo por ceratinócitos eneurônios, sendo estes últimos não permissíveis à replicação do vírus. O HSVbeneficia-se ao infectar essas células imunes ao seu efeito citopático, pois nãopodendo destruí-las, integra-se ao seu DNA. Pelo fato dele se integrar ao DNA temausência total de síntese protéica o que permite que o vírus HSV fiquecompletamente invisível ao sistema imunológico. Assim o único produto viraldetectado durante a latência é conhecido como LAT (latency-associated transcript)(LUPI, 2000).1.3 GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA SECUNDÁRIA
  20. 20. 19 A gengivoestomatite herpética secundária ou recorrente é resultante dareativação do HSV em indivíduos pré infectados (STEMMER et al., 2005). Os fatorescapazes de estimular a reativação do HSV são variados, com destaque paraimunodepressão, alteração hormonais, radiação ultravioleta (UV), lesão traumáticado nervo acometido (LUPI, 2000), doenças febris, processos alérgicos, distúrbiosgastrintestinais, infecções respiratórias, fadiga, menstruação, radioterapia,quimioterapia, infecções por HIV, leucemia (STEMMER et al., 2005). A latência viral nos gânglios pode hipoteticamente ser afetada pela presençade neurotransmissores envolvidos nos estados de ansiedade, depressão e distúrbioscomportamentais (LUPI, 2000). Quanto maior a carga viral e o número de recorrências sem tratamento, maioro potencial de contaminação (CONSOLARO e CONSOLARO, 2009).1.4 EPIDEMIOLOGIA O HSV produz pandemia sem precedentes disseminando por todo o mundo.Estudos soro epidemiológico confirmam que mais de 90% da população possuemanticorpos séricos contra pelo menos uma das cepas do HSV (LUPI, 2000). Aincidência de casos novos do HSV-1 é de aproximadamente de 1,5% por ano atéidade de 50 anos. A prevalência para o HSV-1 oscila de 70%, na maioria dos paíseseuropeus, até 95%, na América Central, África e Ásia (TRINDADE et al., 2007). No Rio de Janeiro, observou-se prevalência de 86% na população. Asmenores prevalências situam-se no Japão (48%) e nos países escandinavos (LUPI,2000).1.5 MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DO HERPES SIMPLES As manifestações clínicas do herpes simples dependem, fundamentalmente,do sítio da inoculação viral, da imunidade do hospedeiro e da cepa viral adquirida. A
  21. 21. 20primoinfecção herpética é, geralmente, assintomática ou manifesta-se por meio desintomatologia inespecífica (LUPI, 2000). Na manifestação do herpes simples perilabial podem ser distinguidos os 3períodos clínicos da doença: (1) prodrômico, (2) clínico ativo e (3) reparatório, comopode ser observado nas Figuras 2, 3, 4 e 5 (CONSOLARO e CONSOLARO, 2009).O período prodrômico é caracterizado pelo formigamento ou ardência, tensão,tumefação ou pequena sensibilidade nos lábios ou na região onde apareceram aslesões (AZAMBUJA et al., 2004). O período clínico ativo sucede o períodoprodrômico, nele ocorre o aparecimento das primeiras pápulas, que evoluemrapidamente para vesículas e bolhas cheias de líquido sitrino (representa umexsudato inflamatório seroso), este período clínico ativo dura entre 2 e 4 dias, essasvesículas agrupam-se em formas de cachos ou ramalhetes (CONSOLARO eCONSOLARO, 2009).A B CFigura 2 Períodos clínicos da manifestação do herpes simples na pele peribucal esemimucosa labial: A = período prodrômico, B = período clínico ativo, C = períodoreparatório (Fonte: Consolaro e Consolaro, 2009)Figura 3 Herpes simples na pele peribucal e semimucosa labial, com vesícula e bolha quese transformaram em pústulas e úlceras, com ardência, queimação, dor e desconforto locais(Fonte: Própria, 2010)
  22. 22. 21Figura 4 Herpes simples na pele da região nasal, com úlceras típicas do períodoreparatório da doença (Fonte: Própria, 2010)Figura 5 Herpes simples recorrente na pele da região nasal e labial, resultande deautoinoculação do HSV (Fonte: Própria, 2010) Ainda, segundo Consolaro e Consolaro (2009) relata que o períodoreparatório se dá quando as vesículas e bolhas reduzem, gradativamente, devolume e o exsudato seroso é reabsorvido, desde que não tenha sido rompidaanteriormente, formando escamas e crostas amareladas e/ou escuras que duramentre 2 a 4 dias.
  23. 23. 221.6 TRATAMENTO Sabe-se que nos últimos anos, várias opções de tratamento têm sidopropostas para combater as manifestações do herpes vírus simples. No entanto, amaioria consiste em tratamentos paliativos para sintomatologia dolorosa ousupressores da replicação viral (TRINDADE et al., 2007). O aciclovir é a droga deescolha no tratamento do herpes simples (LUPI, 2000), porém duas pró-drogas doaciclovir foram posteriormente sintetizadas, o valaciclovir e o famciclovir, que é umanálogo do penciclovir (REGGIORI et al., 2008), que são as drogas de escolha parao tratamento de infecções pelo HSV. Deve-se começar a terapia imediatamenteapós o surgimento de qualquer sintomatologia (TRINDADE et al., 2007). Diversos tratamentos para o herpes labial recorrente têm sido testados, dentre eles o veneno de cobra intradérmico, compressas de cânfora, tratamentos psiquiátricos, vitamina C, outros complexos vitamínicos, cremes a base de lignina e carboidratos, bacilo da Calmette e Guérin (BCG), que é um dos maiores estimuladores do sistema imunológico e o tratamento de imunoterapia ativada, que consiste em estimular a formação de células imunologicamente tolerantes ao antígeno HSV (PEDRAZINI et al., 2007). O aciclovir atua contra os tipos 1 e 2 de herpes simples (OHIRA, 2010), ele éum análogo acíclico do nucleosídeo 2-deoxiguanosina. Inibindo a replicação doHSV, após a forma pró-droga sofre uma fosforilação transformando em monofosfatode aciclovir, atuando como uma enzima viral conhecida como timidina cinase. Essenovo composto volta a ser fosforilado pelas enzimas celulares, transformando-se,finalmente, na forma ativa (trifosfato de aciclovir) (LUPI, 2000). O aciclovir-trifosfatoatua como inibidor específico da DNA-polimerase do vírus herpes, evitando aposterior síntese de DNA-viral sem afetar os processos celulares normais (OHIRA,2010). De acordo com Lupi (2000) o aciclovir trifosforilado inibe, especificamente, areplicação do DNA do HSV ao competir com o trifosfato de desoxiguanosina pelaDNA polimerase viral. A molécula de aciclovir é ligada ao genoma do HSV atravésda DNA polimerase; a ausência do grupo 3-hidroxila impede a incorporação dosnovos nucleotídeos necessários para a síntese da cadeia de DNA viral, efetuandoassim sua terminação obrigatória.
  24. 24. 23 O tratamento com o aciclovir pode ser por via oral, endovenosa ou tópica, edeve ser iniciado até cinco dias após o início do surto, devendo ser mantido até quenão surjam mais novas lesões (TRINDADE et al., 2007). A dose usual para adultos é de 200mg cada quatro horas, cinco vezes ao dia durante dez dias, Tratamento crônico supressor das infecções recorrentes: 200mg cada oito horas, durante, no máximo seis vezes. Não foi estabelecida a dose para crianças. As cápsulas podem ser tomadas com os alimentos, pois não foi demonstrado que a absorção seja afetada por eles (OHIRA, 2010). Segundo Lupi (2000) o aciclovir apresenta interação medicamentosa mínimacom outras drogas, facilitando a administração em pacientes idosos, hipertensos,diabéticos ou hospitalizados e em uso de prescrição múltipla. A biodisponibilidade éde aproximadamente 30%, com meia vida plasmática de 3 horas, sendo excretadona urina. O aciclovir intravenoso é reservado à pacientes com lesões mucocutâneasseveras e extensas de HSV ou com disseminação ou complicações neurológicas,bem como nos casos em que a infecção compromete a vida do paciente, ou quandonão há possibilidade de administração por via oral, o que é bem observado empacientes imunodeprimidos (TRINDADE et al., 2007). O uso endovenoso doaciclovir, na dose de 10mg/Kg/dose administrada de 8 em 8 horas, está indicado noscasos de primoinfecção maligna (LUPI, 2000). De acordo com Azambuja e colaboradores (2004), o aciclovir creme a 0,3%,no tratamento da infecção do herpes simples facial e labial apresentam maioreficácia em lesões mucocutâneas, já a pomada a 5% aplicada a cinco vezes ao dia,no início dos sintomas reduz ligeiramente a duração do herpes simples perilabial. Aaplicação deve ser realizada com espátulas ou cotonetes, para evitar o contágio dosdedos e mãos. Os medicamentos aplicados localmente podem funcionar comopoderosos placebos e protetores oclusivos locais (CONSOLARO e CONSOLARO,2009). A utilização racional do aciclovir indica que deve ser empregado em todos oscasos de primoinfecção herpética e nos casos graves. Acredita-se que o usoprecoce do aciclovir na primoinfecção preveniria o estabelecimento da latência viral(LUPI, 2000). O valaciclovir, derivado éster L-valina do aciclovir, talvez seja um dos maispromissores entre os novos compostos derivados dos nucleosídeos acíclicos (LUPI,
  25. 25. 242000). É um medicamento antiviral e representa uma evolução e o mesmomecanismo de ação que o aciclovir, 63% do valaciclovir, quando absorvido pelasmesmas vias, converte-se em aciclovir e está no plasma depois de 15 minutos daingestão oral, aumentando a bioviabilidade do valaciclovir em até 2 a 5 vezes, emrelação ao aciclovir (CONSOLARO e CONSOLARO, 2009). Sua posologia indicadaé de 1g/dia de valaciclovir, dividido em tomadas diárias, durante 5 dias(recorrências) ou 10 dias (infecção inicial). Outro análogo purínico do aciclovir é o penciclovir, este possui baixabiodisponibilidade quando tomado por via oral, sendo, portanto, administrado sob aforma do famciclovir. Esta transformação é rápida e atinge altas concentraçõesintracelulares, mantendo sua meia vida por 12 horas (LUPI, 2000). Após suaadministração por via oral é convertido a fármaco ativo e não é mais detectado noplasma ou na urina. O penciclovir e seus metabólitos são eliminados principalmentepor via renal. (OHIRA, 2010). Os regimes recomendados por via oral são famciclovir125mg, 2 vezes ao dia e na primoinfecção famciclovir 250mg 3 vezes ao dia(AZAMBUJA et al., 2004). Por via tópica recomenda- se aplicar uma fina camada deuma formulação que contenha penciclovir 1%, a intervalos de 2 horas durante o diae repetir o procedimento por 4 dias, o tratamento deve ser iniciado tão cedo possível(OHIRA, 2010).
  26. 26. 252 OBJETIVO Avaliar o grau de conhecimento dos balconistas ativos do município de Jales-SP sobre o herpes simples labial.
  27. 27. 263 MATERIAIS E MÉTODOS Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo de corte transversal, no qual seaplicou um questionário como instrumento de coleta de dados. Foi utilizado umquestionário constituído por 20 questões de múltipla escolha. O conteúdo doquestionário abrangeu informações sociodemográficas dos participantes (idade,sexo, grau de escolaridade); variáveis sobre diagnóstico herpes simples labial;variáveis sobre fatores de risco e tratamento desta patologia. O presente estudo foi desenvolvido durante o período de junho a setembro de2011. Participaram dele balconistas que desenvolviam atividades em drogarias efarmácias do município de Jales, São Paulo, Brasil. O questionário foi entregue por meio de abordagem direta, ou seja, opesquisador realizou pessoalmente a entrega do documento, sendo respondido pelopróprio participante, sem qualquer interferência, permitindo que ele se expressasselivremente. Em cada exemplar do questionário entregue aos participantes do estudo,havia explicações sobre a natureza da pesquisa e o termo de consentimento livre eesclarecido (TCLE). Para a análise, os dados foram digitados em planilha eletrônica (MicrosoftOffice Excel 2007). Após essa etapa, foi analisada a distribuição das variáveis deinteresse.
  28. 28. 274 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram avaliados 53 indivíduos através da aplicação de um questionário. Naavaliação do perfil dos balconistas, observou-se que 27 (50,9%) eram do sexofeminino e 26 (49,1%) eram do sexo masculino. Em relação à idade, foramencontrados 41 (77,3%) dos indivíduos com idade igual ou inferior a 40 anos.Quanto ao grau de escolaridade, verificou-se que 20 (37,9%) possuíam grausuperior completo (Tabela 1).Tabela 1 Variáveis sociodemográficas da população de balconistas avaliados no municípiode Jales (SP), 2011. n Variáveis (53) % Sexo Feminino 27 50,9 Masculino 26 49,1 Faixa etária Inferior a 25 23 43,4 26 a 39 18 33,9 40 a 55 10 18,8 Acima de 56 2 3,9 Grau de escolaridade Fundamental incompleto 1 1,9 Fundamental completo 0 0 Médio incompleto 5 9,4 Médio completo 18 33,9 Superior incompleto 9 16,9 Superior completo 20 37,9 De acordo com os entrevistados, 51 (96,2%) conheciam o herpes simpleslabial e apenas 2 (3,8%) não conheciam a patologia abordada. Concordando com aafirmativa de que o herpes simples representa a doença viral mais comum nohomem moderno, excluindo-se as infecções respiratórias (Consolaro e Consolaro,2009). Em relação à realização de exames visuais das lesões, 50 (94,3%)entrevistados afirmaram que realizavam o exame visual procurando identificar alesão e 3 (5,7%) não o realizava. Segundo Consolaro e Consolaro (2009) odiagnóstico do herpes simples labial é eminentemente clínico, sendo que 3 períodos
  29. 29. 28clínicos da doença podem ser distinguidos: (1) prodrômico, (2) clínico ativo e (3)reparatório. Lembrando que quando as lesões herpéticas são diagnosticadas noperíodo prodrômico e a terapêutica aplicada, os resultados são muito melhores e aslesões clinicamente ativas podem até ser evitadas. Ao encontrar lesões sugestivas do herpes simples labial, a conduta adotadapela maioria dos balconistas avaliados foi encaminhar para o médico com 52,8%(29), em seguida, medicar o paciente com 45,3% (24). Apenas 1 (1,9%) entrevistadoteve como conduta o encaminhamento para o cirurgião dentista, que seria a formacorreta de conduzir, pois o cirurgião dentista tem papel marcante no diagnóstico doherpes simples labial, devido à rica sintomatologia das lesões (LAWALL et al., 2005).Segundo Consolaro e Consolaro (2009) o cirurgião dentista deve ser o primeiroprofissional a ser procurado, não só pela falta de diagnóstico correto por outrosprofissionais da sáude, mas, provavelmente, porque na maioria das vezes o herpessimples labial não é tratado de forma adequada em todos os pacientes e em todosos episódios da doença. Dos 53 balconistas avaliados sobre a região anatômica mais acometida peloherpes simples labial, 26 (49,0%) responderam que são os lábios simultaneamente,17 (32,1%), os lábios superiores e 10 (18,9%) os lábios inferiores. Corroborandocom Stemmer et al. (2005) que verificaram que os sítios anatômicos maisfrequentemente afetados eram o vermelhão dos lábios (55,7%), a pele adjacente(27,54%) e a mucosa do palato duro (23,19%). Lawall e colaboradores (2005)deixaram claro que todas as mucosas podem ser atingidas assim como lábio eregião perioral, sendo o número de lesões variado. Quando questionados sobre os aspectos mais comuns observados no herpessimples labial, os participantes responderam: 29 (54,7%) vesículas, 14 (26,4%) dorintensa, 3 (5,7%) úlceras e 7 (13,2%) não souberam responder. Stemmer et al.(2005) mostraram que dos 167 pacientes avaliados (50,72%) apresentaram dor e(28,98%) ardência como sintomas mais frequentes. O herpes simples labial é caracterizado pelo formigamento e ardência, tensão, tumefação ou pequena sensibilidade nos lábios, ou na região onde apareceram as lesões. A sensação de prurido aparece entre 12 a 24 horas antes do aparecimento da vesícula, pois as mesmas são pequenas agrupadas que podem romper deixando pequenas ulcerações vermelhas com ligeiro alo eritematoso, tendo duração de 7 a 14 dias sem deixar cicatrizes (AZAMBUJA et al., 2004).
  30. 30. 29 A faixa de idade proposta pelos entrevistados como sendo a mais comumpara o aparecimento do herpes simples labial foi de 18 a 49 anos com 47 (88,6%). entoNo entanto, Lawall e colaboradores (2005) afirmaram que esta patologia ocorre commaior frequência em crianças na faixa etária de 1 a 5 anos, mas também podemocorrer em adolescentes e adultos. Já Stemmer et al. (2005) mostraram que na sua rreramostra o paciente mais jovem tinha 8 anos de idade, enquanto o mais velho tinha61, ficando a média de idade em 31,22 anos. Diante da pergunta sobre o causador do herpes simples, a maioria 48 (90,6%) ados entrevistados mostrou conhecimento sobre o assunto e apontaram o vírus comoagente etiológico como pode ser visto no Gráfico 1.Gráfico 1 Agente etiológico do herpes simples labial, segundo balconistas, Jales (SP), 2011. 50 45 40 35 30 Vírus 25 Fungo 20 Bactéria 15 10 5 0 Agente etiológico Ao avaliar as vias de contá contágio do HSV, verificou-se que 31 (58,5%) dos separticipantes apontaram relação sexual; 14 (26,4%) apontaram abraço, aperto demão; 2 (3,8%) apontaram abraço, relação sexual, aperto de mão; 2 (3,8%)apontaram utensílios e relação sexual e 1 (1,9%) não soube responder. Stremmer e responder.colaboradores (2005) afirm am que o contágio direto ocorre por contato íntimo com afirmaramindivíduo contaminado através da superfície mucosa, secreções ou lesõesinfectantes e também pela saliva contaminada. Enquanto, Reggiori e colaboradores Enquanto,(2008) afirmaram que o contágio também ocorre de maneira indireta através deobjetos infectados como: barbeadores, toalhas, pratos e outros artigos de usocomum.
  31. 31. 30 Quatro (7,5%) dos entrevistados afirmaram que a prática orogenital nãoocasiona o herpes simples labial, entretanto os 49 (92,5%) restantes colocaram quea mesma prática induz a lesão. Segundo Trindade et al. (2007) afirmaram que emvirtude das práticas sexuais, o HSV-1 pode ser encontrado nas infecções genitais,bem como o HSV-2 pode ser verificado nas infecções orais. Do total de participantes, 13 (24,5%) afirmaram que o principal sintomapresente no herpes simples labial é a dor, 16 (30,2%) a ardência, 6 (11,3%) acoceira, 3 (5,7%) a dor e a ardência, 3 (5,7%) a dor e a coceira, 7 (13,2%) aardência e a coceira e 5 (9,5%) a dor, a ardência e a coceira. À semelhança dasintomatologia descrita por Consolaro e Consolaro (2009), que afirmou que a herpessimples labial apresentada uma sintomatologia desconfortada na região, resultanteda ardência, queimação ou dor no local onde as lesões apareceram. Verificou-se que mais da metade dos entrevistados 33 (62,3%) avaliou que oherpes simples possui cura e os outros 20 (37,7%) entrevistados que não possuicura. No entanto, a literatura nos mostra que a maioria dos tratamentos consiste emtratamentos paliativos para sintomatologia dolorosa ou supressores da replicaçãoviral não tendo surgido até o momento, agente promotores de cura (TRINDADE etal., 2007). O melhor tratamento para o herpes simples labial de acordo com osentrevistados foi o medicamentoso com 52 (98,1%). Apenas 1 (1,9%) participanteindicaria o uso de laserterapia para herpes simples labial. De acordo com aliteratura, até hoje não se conhece uma terapia capaz de proporcionar cura definitivapara as infecções causadas pelo HSV. No entanto, há vários medicamentos e outrasterapias capazes de minimizar crises, quando já instaladas e ainda dificultar oaparecimento de novas lesões (TRINDADE et al., 2007). O laser de baixa potência é usado para obterem-se efeitos terapêuticosprecisos de bioestimulação de células, analgesia e função antiinflamatória,favorecendo rápida evolução do quadro, promovendo bem-estar e melhora naqualidade de vida desses pacientes (REGGIORI et al., 2008; MAROTTI et al., 2008). Com relação ao tratamento medicamentoso, de acordo com os participantes,o melhor medicamento para o herpes simples é o aciclovir (Tabela 2).
  32. 32. 31Tabela 2 Medicamentos mais utilizados no tratamento do herpes simples labial, de acordo docom a população de balconistas avaliados no município de Jales (SP), 2011. n Variáveis (53) % Medicamentos Fanciclovir 1 1,9 Aciclovir genérico 42 79,2 Aciclovir pomada 5 9,4 Zovirax 2 3,8 Panciclovir pomada 3 5,7 Posologia 1 comp 5x ao dia 5 9,4 1 comp 3x ao dia 18 33,9 1 comp 4x ao dia 12 22,6 1 comp 6/6 horas 7 13,2 1 comp 5/5 horas 2 3,8 1 comp 12/12horas 1 1,9 Pomada aplicar 8/8 horas 3 5,7 Pomada aplicar 12/12 horas 1 1,9 Pomada aplicar 6/6 horas 3 5,7 Pomada aplicar 2/2 horas 1 1,9 Em relação à auto avaliação sobre o nível de conhecimento referente à auto-avaliaçãodoença, 8 (15,1%) consideraram como ótimo, 32 (60,4%) como bom, 13 (24,5%)como regular e nenhum como insuficiente (Gráfico 2).Gráfico 2 Auto-avaliação sobre o nível de conhecimento referente ao herpes simples labial, avaliaçãosegundo balconistas, Jales (SP), 2011. 35 30 25 Ótimo 20 Bom 15 Regular 10 Insufiente 5 0 Auto-avaliação
  33. 33. 325 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os balconistas do município de Jales-SP conhecem as principaiscaracterísticas do herpes simples labial, mas não conhecem a conduta ideal para ospacientes portadores desta patologia, que deve ser o encaminhamento para ocirurgião dentista, ao quais estão aptos a realizarem o diagnóstico desta patologia.Além disso, uma grande parte ainda não realiza o exame clínico minucioso da lesão,dificultando o diagnóstico. Essa situação indica a necessidade de orientação e capacitação destesprofissionais, a fim de possibilitar a adoção de estratégias de diagnóstico da doençae, com isso, viabilizar o tratamento adequado dos pacientes.
  34. 34. 33 REFERÊNCIAS1. AZAMBUJA, T. W. F.; BERCINI, F.; FURLANETTO, T. W. Herpes simples:revisão da literatura. Rev. Fac. Odonto, v. 45, n. 2, p. 43-46, dez. 2004.2. BASTIANI, D.; MELLA, C. A. E. Avaliação do nível de conhecimento dos alunosde uma instituição de ensino superior sobre o herpes simples. Revista Saúde ePesquisa, v. 1, n. 2, p. 137-143, maio/ago. 2008.3. CONSOLARO, A.; CONSOLARO, M. F. M-O. Diagnóstico e tratamento do herpessimples recorrente peribucal e intrabucal na prática ortodôntica. R Dental PressOrtodon Ortop Facial, v. 14, n. 3, p. 16-24, maio/jun. 2009.4. LAWALL, A. M., ALMEIDA, J. F. A.; BOSCO, J. M. D.; BOSCO. A.Gengivoestomatite herpética primária em adulto: Relato de caso clínico. RevistaOdonto Ciência – Fac. Odonto/PUCRS, v. 20, n. 48, p. 191-194, abr/jun. 2005.5. LUPI, O. Herpes Simples. An Bras Dermatol, v. 75, n. 3, p. 261-275, maio/jun.2000.6. MAROTTI, J.; ARANHA, A. C. C.; EDUARDO, C. P.; RIBEIRO, M. S. Tratamentodo herpes labial pela terapia fotodinâmica. Rev Assoc Paul Cir Dent, v. 62, n. 5, p.370-373, jun. 2008.7. PEDRAZINI, C. M.; CURY, P. R.; ARAÚJO, V. C.; WASSAL, T. Efeito da lisina naincidência e duração das lesões de herpes labial recorrente. RGO, v. 55, n. 1, p. 7-10, jan/mar. 2007.8. REGGIORI, G. M.; ALLEGRETTI, C. E.; SCABAR, L. F.; ARMONIA, P. L.;GIOVANI, M. Terapia a laser no tratamento de herpes simples em pacientes HIV:Relato de caso. Revista Inst Ciência Saúde, v. 26, n. 3, p. 357-361, setembro. 2008.9. STEMMER, C. A.; CHERUBINI, K.; FIGUEIREDO, M. A.; YURGEL, L. S. Herpessimples no serviço de estomatologia do Hospital São Lucas da PUCRS: Estudoepidemiológico. Revista Odonto Ciência – Fac. Odonto/PUCRS, v. 20, n. 50, p. 372-378, out/dez. 2005.10. TRINDADE, F. K. A.; QUEIROGA, A. S.; SILVA, D. S. C.; CAMPOS, S. E. M;LUCENA, L. B. S.; SOUSA, E. M. D. Herpes simples Labial: Um desafio terapêutico.Rev. Ciência Saúde, v. 18, n. 4, p. 307-314, novembro. 2007.11. VARELLA, R. B.; PIRES, I. L.; SARAIVA, C. A.; GUIMARÃES, A. C. C.;GUIMARÃES, M. A. A. M. Diagnóstico laboratorial da infecção pelo vírus herpessimples (HSV) em pacientes transplantados e não-transplantados. Bras patol medlab, v. 41, n. 4, p. 257-262, agosto. 2005.
  35. 35. 3412. OHIRA, R. Y. P. R. Vade-mécum: Vade-mécum de medicamentos. 15. ed. SãoPaulo: RGR, 2010.
  36. 36. 35 ANEXOSAnexo 1 - Questionário de pesquisaTítulo da pesquisa: AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS BALCONISTASATIVOS DO MUNICÍPIO DE JALES-SP SOBRE O HERPES SIMPLES LABIALPesquisadores: Jaqueline Manfrinato Thiago, Laisa Nascimento da Costa Leite,Willian Rabetti dos Santos e Wislla dos Santos AbreuOrientadora: Luciana Estevam Simonato QUESTIONÁRIO DE PESQUISA nº de identificação: _____________I – IDENTIFICAÇÃO1 – Idade: ____2 – Gênero:( ) Masculino ( ) Feminino3 – Grau de escolaridade:( ) Ensino fundamental incompleto ( ) Ensino fundamental completo( ) Ensino médio incompleto ( ) Ensino médio completo( ) Ensino superior incompleto ( ) Ensino superior completo4 – A quanto tempo é balconista?( ) De 1 a 5 anos ( ) De 6 a 15 anos ( ) Acima de 16 anosII – QUESTÕES ESPECÍFICAS5 – Possui conhecimento sobre o herpes simples labial?[ ] 1. Sim [ ] 2. Não6 – Na chegada do paciente à farmácia com queixa de herpes simples labial,você realiza exame visual procurando identificar a lesão?[ ] 1. Sim [ ] 2. Não7 – Caso você não realize o exame visual, por que você o não realiza?[ ] 1. Realizo o exame [ ] 3. Não acho necessário[ ] 2. Não sei como fazer [ ] 4. Não recebo honorários pelo procedimento
  37. 37. 368 – Quando você encontra lesões sugestivas de herpes simples labial, comovocê conduz o caso?[ ] 1. Eu mesmo medico o paciente [ ] 3. Encaminho para um dentista[ ] 2. Encaminho para um médico [ ] 4. Não faço nada9 – Qual a região anatômica mais frequente para o herpes simples labial?[ ] 1. Lábio superior [ ] 3. Ambos os lábios simultaneamente[ ] 2. Lábio inferior [ ] 4. Não sei10 – Qual o aspecto mais comum em pacientes com herpes simples labial?[ ] 1. Vesículas [ ] 2. Úlceras [ ] 3. Dor intensa [ ] 4. Não sei11 – Qual é a faixa etária mais comum para a ocorrência de herpes simpleslabial?[ ] 1. Menos de 18 anos [ ] 3. Acima de 40 anos[ ] 2. De 18 a 39 anos [ ] 4. Não sei12 – Qual a causa do herpes simples labial?[ ] 1. Fungo [ ] 3. Vírus[ ] 2. Bactéria [ ] 4. Parasita13 – Quais as vias de contágio do herpes simples labial?[ ] 1. Abraço, aperto de mão [ ] 3. Relações sexuais[ ] 2. Utensílios domésticos [ ] 4. Não sei14 – O ato sexual orogenital pode ocasionar em herpes simples labial?[ ] 1. Sim [ ] 2. Não15 – Quais os sinais e sintomas do herpes simples labial?[ ] 1. Dor [ ] 2. Ardência [ ] 3. Coceira [ ] 4. Não sei16 – O herpes simples labial possui cura?[ ] 1. Sim [ ] 2. Não17 – Qual melhor tratamento para o herpes simples labial?[ ] 1. Medicamentoso [ ] 2. Laserterapia [ ] 3. Vacina [ ] 4. Não sei18 – Qual melhor medicamento para o herpes simples labial? ___________19 – Qual a posologia do medicamento descrito acima________________________________________________________________________________________20 – Com relação ao nível de conhecimento sobre o herpes simples labial, qualé sua auto-avaliação?[ ] 1. Ótimo [ ] 2. Bom [ ] 3. Regular [ ] 4. InsuficientePOR FAVOR, DEVOLVA O QUESTIONÁRIO APÓS CONCLUIR OPREENCHIMENTO.

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