Ministério da Educação
              Secretaria de Educação Básica
         Diretoria de Apoio à Gestão Educacional
 Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES




 Pacto Nacional
pela Alfabetização
  na Idade Certa
APROPRIAÇÃO DO SISTEMA
DE ESCRITA ALFABÉTICA E A
    CONSOLIDAÇÃO DO
       PROCESSODE
     ALFABETIZAÇÃO

        Unidade 3
APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA E A
                     CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO



                   OBJETIVOS DO CADERNO

• Compreender que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um
processo de apropriação de um sistema de notação e não a aquisição
de um código;

• Refletir sobre a concepção de alfabetização, na perspectiva do
letramento, aprofundando o exame das contribuições da psicogênese da
escrita, de obras pedagógicas do PNBE do Professor e de outros textos
publicados pelo MEC;

• Refletir sobre as relações entre consciência fonológica e
alfabetização, analisando e planejando atividades de reflexão fonológica
e gráfica de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC.
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                 1. Apropriação do sistema de
               escrita alfabética pelas crianças:
COMO
APRENDEM         Que caminhos percorrem?
ENSINO E
                Como podemos auxiliá-las em
INTERVENÇÃO   suas trajetórias de aprendizagem?
                                     Artur Gomes de Morais
                                  Tânia Maria S.B. Rios Leite
                                    Carolina Figueiredo de Sá
                             Ana Cláudia R. Gonçalves Pessoa
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            1.1 Alfabetização, letramento e
                princípios da educação
“Para que o processo de alfabetização das crianças contribua com o
fortalecimento das identidades coletivas e diversos saberes dos povos do
campo [e da área urbana] é preciso que o mesmo se dê de forma
estreitamente articulada às comunidades [...], ampliando e
valorizando os conhecimentos e vínculos das crianças com a
realidade em que vivem. Neste sentido é que não podemos dissociar o
desenvolvimento dos processos cognitivos dos formativos, ou a
alfabetização das práticas sociais e culturais de escrita e leitura, o
ensino das disciplinas escolares com os contextos econômicos,
políticos e ambientais em que as crianças [...] estão inseridas”
(BRASIL, 2012, p. 10).
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1.2 Alguns princípios do Sistema de
      Escrita Alfabética (SEA)
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                                            SISTEMA
MERO CÓDIGO                               NOTACIONAL


- Mero Código
                          S            Trabalho Cognitivo e
                                           Conceitual
Como ensinar a
Língua Escrita
                          E          O que é que as
                                     letras notam?
                                                        Como as
                                                      letras notam

  Métodos e
  Processos
                          A            As crianças formulam ideias
                                          variadas sobre a SEA

                                          Como as crianças
                                          aprendem o SEA
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 “[...] a escrita é um sistema notacional
(FERREIRO, 1985, MORAIS, 2005), ou
seja, é constituído de regras próprias e
princípios abstratos e seu aprendizado
      implica um processo cognitivo
  complexo e conceitual por parte do
    aprendiz” (BRASIL, 2012, p. 10).
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Propriedades do SEA:
    o que o aprendiz precisa
   reconstruir para se tornar
         alfabetizado
(MORAIS, 2012 apud BRASIL, 2012, p. 11)
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1) Escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que
têm um repertório finito e que são diferentes de números e de
outros símbolos.
 Ex: A escrita da palavra bola não pode ser inventada ou escrita com números e
outros símbolos
 
 BOLA  % Ѯ Ѫ 5۞ = BOLA?

Sugestão de atividades: leve para a sala de aula palavras escritas com outros
símbolos ou números e peçam as crianças para ler. Ou então, peça que escrevam
palavras usando outros símbolos, troquem entre si, e tentem ler. A reflexão
sobre a atividade, com os alunos, é sempre indispensável.

TENTE LER:
  ‫ی ہ خط جو ایجاد ن ہی ں کیا جا سکتا ک ے وز ٹرز کا ریکار ڈ رک ھا جائ ے گا ہے، جس‬
  ‫می ں ایک محدود رنگمن ڈل ہے اور جس می ں مختلف تعداد اور دیگر علمات ہی ں‬
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2) As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem
mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma
letra assuma formatos variados (P, p, P, p).

A letra P será sempre “P”, e se mudar o sentido e a direção de sua
grafia não será mais a letra “P”.
 
Sugestão de atividade: peça aos alunos que troquem as letras d, q,
b e p, em palavras para ver o que acontece:
                                                              Existem
bola pola, dola, qola                                        no SEA?
documento  pocumento, bocumento, qocumento

   A reflexão sobre a atividade, com os alunos, é sempre indispensável.
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3) A ordem das letras no interior da palavra não pode ser
mudada.
Ex. GATO          AGTO      ATOG       GAOT  é possível de ser lido? Há
sentido dentro do SEA? Existem dentro do SEA?


4) Uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em
diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas
palavras compartilham as mesmas letras.
Ex. ELEFANTE       ELEGANTE BELEZA




     A reflexão sobre a atividade, com os alunos, é sempre
                         indispensável.
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5) Nem todas as letras podem ocupar certas posições no
interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas
de quaisquer outras.
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6) As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que
pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou
funcionais dos referentes que substituem.


    O signo carro é composto



    De um significante                      De um significado



               Fônico: [KaRu]                  Veículo de transporte
                Gráfico:CARRO
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7) As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas
orais que pronunciamos.

Ex.: Apto ( a – pi - to )   Técnica ( te – ki – ni - ca) Afta ( a – fi – ta )

8) As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem
mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados
com mais de uma letra.
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9) As sílabas podem variar quanto às combinações entre
consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC,
CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a
sílaba CV (consoante-vogal), e todas as sílabas do português
contêm, ao menos, uma vogal.
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1.3 O percurso das crianças para compreenderem o
    SEA e possíveis intervenções didáticas dos
                   professores
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E
    P
T
    R
A
    O
P
    C
A
    E
S
    S
    S
D
    O
O
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  Pré-
silábico
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  Pré-
silábico   - a criança ainda não entende que a escrita registra
  C        a sequência de “pedaços sonoros” das palavras;
  A        - num momento muito inicial, a criança, ao distinguir
  R        desenho de escrita, começa a produzir rabiscos,
  A
  C
           bolinhas e garatujas que ainda não são letras;
  T        -à medida que vai observando as palavras ao seu
  E        redor (e aprendendo a reproduzir seu nome próprio
  R        ou outras palavras), ela passa a usar letras, mas sem
  Í
  S        estabelecer relação entre elas e as partes orais da
  T        palavra que quer escrever. Ou seja, ainda não
  I        compreende que o que a escrita representa (nota)
  C
           são os sons da fala e não os próprios objetos com
  A
  S        suas características.
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  Pré-
silábico

  C
  A
           -pode, inclusive, apresentar o que alguns estudiosos
  R        chamaram de realismo nominal, que a leva a pensar
  A        que coisas grandes (casa, carro, boi) seriam escritas
  C        com muitas letras, ao passo que coisas pequenas
  T
  E        (formiguinha, por exemplo) seriam escritas com poucas
  R        letras.
  Í
  S
  T
  I
  C
  A
  S
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  Pré-
silábico
           A criança cria duas hipóteses absolutamente
  C
           originais:
  A
  R        - a hipótese de quantidade mínima, segundo a qual
  A        é preciso ter no mínimo 3 (ou 2) letras para que algo
  C        possa ser lido; e
  T
  E
           - a hipótese de variedade, ao descobrir que, para
  R        escrever palavras diferentes, é preciso variar a
  Í        quantidade e a ordem das letras que usa, assim como
  S        o próprio repertório de letras que coloca no papel.
  T
  I
  C
  A
  S
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Silábico
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  CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
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Silábico
           -a criança descobre que o que coloca no papel tem a ver
  C        com as partes orais que pronuncia, ao falar as palavras.
  A        Ingressa, assim, no período denominado por Ferreiro de
  R        “fonetização” da escrita (FERREIRO, 1985).
  A
           - num momento de transição inicial, a criança ainda não
  C
  T        planeja, cuidadosamente, quantas e quais letras vai
  E        colocar para cada palavra, mas demonstra que está
  R        começando a compreender que a escrita nota a pauta
  Í
           sonora das palavras, porque, ao ler o que acabou de
  S
  T        escrever, busca fazer coincidir as sílabas orais que
  I        pronuncia com as letras que colocou no papel, de modo a
  C        não deixar que sobrem letras (no que escreveu).
  A
  S
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                              ESCOLAS DO CAMPO



Silábico
           As escritas silábicas estritas seguem uma regra exigente:
  C        uma letra para cada sílaba pronunciada. Tais escritas
  A        podem ser de dois tipos:
  R        - silábicas quantitativas ou “sem valor sonoro”, nas
  A
           quais a criança tende a colocar, de forma rigorosa, uma
  C
  T        letra para cada sílaba pronunciada, mas, na maior parte
  E        das vezes, usa letras que não correspondem a segmentos
  R        das sílabas orais da palavra escrita.
  Í        - silábicas qualitativas ou “com valor sonoro”, nas
  S
  T
           quais a criança se preocupa não só em colocar uma letra
  I        para cada sílaba da palavra que está escrevendo, mas
  C        coloca letras que correspondem a sons contidos nas
  A        sílabas orais daquela palavra.
  S
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Silábico-
alfabético
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Silábico-
alfabética   -um novo e enorme salto qualitativo ocorre e a
             criança começa a entender que o que a escrita
   C
             nota ou registra no papel tem a ver com os
   A
   R         pedaços sonoros das palavras, mas que é preciso
   A         “observar os sonzinhos no interior das sílabas”.
   C         -começa, assim, a compreender, da mesma forme que
   T
   E
             os indivíduos já alfabetizados, o como a escrita nota
   R         a fala, percebendo que as letras representam sons
   Í         menores que as sílabas, embora ainda oscile entre
   S         registrá-las com apenas uma letra (hipótese silábica) e
   T
   I         registrá-las observando as relações entre grafemas-
   C         fonemas (hipótese alfabética).
   A
   S
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Alfabético
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Alfabética   -as crianças escrevem com muitos erros
             ortográficos, mas já seguindo o princípio de que a
   C
   A         escrita nota, de modo exaustivo, a pauta sonora das
   R         palavras, colocando letras para cada um dos
   A         “sonzinhos” que aparecem em cada sílaba, pois
   C
   T
             acreditam que a escrita é a transcrição exata da
   E         fala.
   R         -é apenas nesta fase que as crianças devem
   Í         começar a refletir de forma sistemática sobre as
   S
   T         convenções ortográficas, assim como só a partir
   I         daí é que se recomenda a escrita frequente em
   C         letra cursiva.
   A
   S
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Alfabética
             “Devemos estar alertas, no entanto, para o fato
   C
   A
             de que ter alcançado uma hipótese alfabética
   R         não é sinônimo de estar alfabetizado. Se já
   A         compreendeu como o SEA funciona, a criança
   C
   T
             tem agora que dominar as convenções som-
   E         grafia de nossa língua. A consolidação da
   R         alfabetização, direito de aprendizagem a ser
   Í
   S
             assegurado nos segundo e terceiro anos do
   T         primeiro ciclo, é o que vai permitir que nossas
   I         crianças leiam e produzam pequenos textos, com
   C
   A
             autonomia [...]” (BRASIL, 2012, p. 19, grifos
   S         nossos).
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    1.4 Consciência fonológica: o que é?
  Qual sua importância para a alfabetização?


“A consciência fonológica é um vasto conjunto
de habilidades que nos permitem refletir sobre
as partes sonoras das palavras e manipulá-las
intencionalmente” (FREITAS, 2004; MORAIS e
intencionalmente
LEITE, 2005 apud BRASIL, 2012, p. 20, grifo
nosso).
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                    Exemplos de habilidades:

-Observar que a palavra “janela” tem 3 “pedaços” (sílabas), que a
palavra “casa” tem 2 “pedaços” e que, portanto, a primeira palavra é
maior;

-Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (gato, bode, galho e mola),
que as palavras gato e galho são as que “começam parecido”, porque
começam com /ga/;

-Falar cavalo, quando lhe pedimos que diga uma palavra começada
com o mesmo pedaço que aparece no início da palavra casa;
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-- Identificar que no interior das palavras serpente e camaleão há
outras palavras (pente, leão, cama);

-Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (chupeta, galinha, panela,
varinha), que as palavras galinha e varinha terminam parecido, isto
é, rimam;

-Falar palavras como caminhão ou macarrão, quando lhe pedimos
que diga uma palavra que rime com feijão;

- Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (vestido, martelo, vampiro,
coruja), que as palavras vestido e vampiro são as que começam
parecido, porque começam “com o mesmo sonzinho”.
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 CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO EM
               ESCOLAS DO CAMPO
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“[...] não devemos nunca reduzir consciência
fonológica a consciência sobre os fonemas das
palavras. Na realidade, diferentes pesquisas
(MORAIS, 2004; AZEVEDO; MORAIS, 2011) têm
demonstrado que mesmo crianças já alfabetizadas
(inclusive por métodos fônicos) são praticamente
incapazes de segmentar palavras dizendo um a um
seus fonemas ou, inversamente, recompor uma
palavra sintetizando seus fonemas escutados
sequencialmente um a um” (BRASIL, 2012, p. 21).
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                              Referências
AZEVEDO, Silvia S.; MORAIS, Artur Gomes. Conhecimentos fonêmicos de
crianças concluindo a alfabetização. Monografia (Especialização em
Alfabetização) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.

BRASIL, Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Diretrizes
Operacionais para a Educação Básica nas escolas do Campo. Brasília: MEC,
2002.

BRASIL, Ministério da Educação, Cadernos Pedagógicos do ProJovem Campo –
Saberes da Terra. Brasília: MEC/SECAD, 2008.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1985.

FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
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                        CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO



FREITAS, G. C. M. Sobre a consciência fonológica. In: LAMPRECHT, R.
Aquisição fonológica do português. Porto Alegre: Artmed, 2004.

LEAL, Telma F.; MORAIS, Artur. O aprendizado do sistema de escrita
alfabética: uma tarefa complexa, cujo funcionamento precisamos compreender. In:
LEAL, T.F.; ALBUQUERQUE, E.B.C.; MORAIS, A.G. Alfabetizar letrando na
EJA: fundamentos teóricos e propostas didáticas. Belo Horizonte: Autêntica,
2010.

MORAIS, Artur Gomes. Se a escrita alfabética é um sistema notacional (e não um
código), que implicações isto tem para a alfabetização? In: MORAIS, Artur
Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia e LEAL, Telma Ferraz
(Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo
Horizonte: Autêntica, 2005.

MORAIS, Artur Gomes. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo:
Melhoramentos, 2012.
APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITAALFABÉTICA E A
                      CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO EM
                                   ESCOLAS DO CAMPO


MORAIS, Artur Gomes. A apropriação do sistema de notação alfabética e o
desenvolvimento de habilidades de reflexão fonológica. In: Letras de Hoje.
Porto Alegre, 2004.

MORAIS, Artur Gomes; LEITE, Tânia Maria Rios. Como promover o
desenvolvimento das habilidades de reflexão fonológica dos alfabetizandos? In:
MORAIS, Artur Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia e LEAL,
Telma Ferraz (Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita
alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte:
Autêntica, 1998.

PNAIC - Unidade III texto 1

  • 1.
    Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio à Gestão Educacional Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
  • 2.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DEESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO Unidade 3
  • 4.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO OBJETIVOS DO CADERNO • Compreender que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um processo de apropriação de um sistema de notação e não a aquisição de um código; • Refletir sobre a concepção de alfabetização, na perspectiva do letramento, aprofundando o exame das contribuições da psicogênese da escrita, de obras pedagógicas do PNBE do Professor e de outros textos publicados pelo MEC; • Refletir sobre as relações entre consciência fonológica e alfabetização, analisando e planejando atividades de reflexão fonológica e gráfica de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC.
  • 5.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1. Apropriação do sistema de escrita alfabética pelas crianças: COMO APRENDEM Que caminhos percorrem? ENSINO E Como podemos auxiliá-las em INTERVENÇÃO suas trajetórias de aprendizagem? Artur Gomes de Morais Tânia Maria S.B. Rios Leite Carolina Figueiredo de Sá Ana Cláudia R. Gonçalves Pessoa
  • 6.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1.1 Alfabetização, letramento e princípios da educação “Para que o processo de alfabetização das crianças contribua com o fortalecimento das identidades coletivas e diversos saberes dos povos do campo [e da área urbana] é preciso que o mesmo se dê de forma estreitamente articulada às comunidades [...], ampliando e valorizando os conhecimentos e vínculos das crianças com a realidade em que vivem. Neste sentido é que não podemos dissociar o desenvolvimento dos processos cognitivos dos formativos, ou a alfabetização das práticas sociais e culturais de escrita e leitura, o ensino das disciplinas escolares com os contextos econômicos, políticos e ambientais em que as crianças [...] estão inseridas” (BRASIL, 2012, p. 10).
  • 7.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1.2 Alguns princípios do Sistema de Escrita Alfabética (SEA)
  • 8.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO SISTEMA MERO CÓDIGO NOTACIONAL - Mero Código S Trabalho Cognitivo e Conceitual Como ensinar a Língua Escrita E O que é que as letras notam? Como as letras notam Métodos e Processos A As crianças formulam ideias variadas sobre a SEA Como as crianças aprendem o SEA
  • 9.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO “[...] a escrita é um sistema notacional (FERREIRO, 1985, MORAIS, 2005), ou seja, é constituído de regras próprias e princípios abstratos e seu aprendizado implica um processo cognitivo complexo e conceitual por parte do aprendiz” (BRASIL, 2012, p. 10).
  • 10.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Propriedades do SEA: o que o aprendiz precisa reconstruir para se tornar alfabetizado (MORAIS, 2012 apud BRASIL, 2012, p. 11)
  • 11.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1) Escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos.  Ex: A escrita da palavra bola não pode ser inventada ou escrita com números e outros símbolos   BOLA  % Ѯ Ѫ 5۞ = BOLA? Sugestão de atividades: leve para a sala de aula palavras escritas com outros símbolos ou números e peçam as crianças para ler. Ou então, peça que escrevam palavras usando outros símbolos, troquem entre si, e tentem ler. A reflexão sobre a atividade, com os alunos, é sempre indispensável. TENTE LER: ‫ی ہ خط جو ایجاد ن ہی ں کیا جا سکتا ک ے وز ٹرز کا ریکار ڈ رک ھا جائ ے گا ہے، جس‬ ‫می ں ایک محدود رنگمن ڈل ہے اور جس می ں مختلف تعداد اور دیگر علمات ہی ں‬
  • 12.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 2) As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma letra assuma formatos variados (P, p, P, p). A letra P será sempre “P”, e se mudar o sentido e a direção de sua grafia não será mais a letra “P”.   Sugestão de atividade: peça aos alunos que troquem as letras d, q, b e p, em palavras para ver o que acontece: Existem bola pola, dola, qola no SEA? documento  pocumento, bocumento, qocumento A reflexão sobre a atividade, com os alunos, é sempre indispensável.
  • 13.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 3) A ordem das letras no interior da palavra não pode ser mudada. Ex. GATO AGTO ATOG GAOT  é possível de ser lido? Há sentido dentro do SEA? Existem dentro do SEA? 4) Uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras. Ex. ELEFANTE ELEGANTE BELEZA A reflexão sobre a atividade, com os alunos, é sempre indispensável.
  • 14.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 5) Nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outras.
  • 15.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 6) As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem. O signo carro é composto De um significante De um significado Fônico: [KaRu] Veículo de transporte Gráfico:CARRO
  • 16.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 7) As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos. Ex.: Apto ( a – pi - to ) Técnica ( te – ki – ni - ca) Afta ( a – fi – ta ) 8) As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra.
  • 17.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 9) As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante-vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal.
  • 18.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1.3 O percurso das crianças para compreenderem o SEA e possíveis intervenções didáticas dos professores
  • 19.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E P T R A O P C A E S S S D O O
  • 20.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Pré- silábico
  • 21.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
  • 22.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Pré- silábico - a criança ainda não entende que a escrita registra C a sequência de “pedaços sonoros” das palavras; A - num momento muito inicial, a criança, ao distinguir R desenho de escrita, começa a produzir rabiscos, A C bolinhas e garatujas que ainda não são letras; T -à medida que vai observando as palavras ao seu E redor (e aprendendo a reproduzir seu nome próprio R ou outras palavras), ela passa a usar letras, mas sem Í S estabelecer relação entre elas e as partes orais da T palavra que quer escrever. Ou seja, ainda não I compreende que o que a escrita representa (nota) C são os sons da fala e não os próprios objetos com A S suas características.
  • 23.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Pré- silábico C A -pode, inclusive, apresentar o que alguns estudiosos R chamaram de realismo nominal, que a leva a pensar A que coisas grandes (casa, carro, boi) seriam escritas C com muitas letras, ao passo que coisas pequenas T E (formiguinha, por exemplo) seriam escritas com poucas R letras. Í S T I C A S
  • 24.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Pré- silábico A criança cria duas hipóteses absolutamente C originais: A R - a hipótese de quantidade mínima, segundo a qual A é preciso ter no mínimo 3 (ou 2) letras para que algo C possa ser lido; e T E - a hipótese de variedade, ao descobrir que, para R escrever palavras diferentes, é preciso variar a Í quantidade e a ordem das letras que usa, assim como S o próprio repertório de letras que coloca no papel. T I C A S
  • 25.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silábico
  • 26.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
  • 27.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silábico -a criança descobre que o que coloca no papel tem a ver C com as partes orais que pronuncia, ao falar as palavras. A Ingressa, assim, no período denominado por Ferreiro de R “fonetização” da escrita (FERREIRO, 1985). A - num momento de transição inicial, a criança ainda não C T planeja, cuidadosamente, quantas e quais letras vai E colocar para cada palavra, mas demonstra que está R começando a compreender que a escrita nota a pauta Í sonora das palavras, porque, ao ler o que acabou de S T escrever, busca fazer coincidir as sílabas orais que I pronuncia com as letras que colocou no papel, de modo a C não deixar que sobrem letras (no que escreveu). A S
  • 28.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITAALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO EM ESCOLAS DO CAMPO Silábico As escritas silábicas estritas seguem uma regra exigente: C uma letra para cada sílaba pronunciada. Tais escritas A podem ser de dois tipos: R - silábicas quantitativas ou “sem valor sonoro”, nas A quais a criança tende a colocar, de forma rigorosa, uma C T letra para cada sílaba pronunciada, mas, na maior parte E das vezes, usa letras que não correspondem a segmentos R das sílabas orais da palavra escrita. Í - silábicas qualitativas ou “com valor sonoro”, nas S T quais a criança se preocupa não só em colocar uma letra I para cada sílaba da palavra que está escrevendo, mas C coloca letras que correspondem a sons contidos nas A sílabas orais daquela palavra. S
  • 29.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silábico- alfabético
  • 30.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO
  • 31.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silábico- alfabética -um novo e enorme salto qualitativo ocorre e a criança começa a entender que o que a escrita C nota ou registra no papel tem a ver com os A R pedaços sonoros das palavras, mas que é preciso A “observar os sonzinhos no interior das sílabas”. C -começa, assim, a compreender, da mesma forme que T E os indivíduos já alfabetizados, o como a escrita nota R a fala, percebendo que as letras representam sons Í menores que as sílabas, embora ainda oscile entre S registrá-las com apenas uma letra (hipótese silábica) e T I registrá-las observando as relações entre grafemas- C fonemas (hipótese alfabética). A S
  • 32.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Alfabético
  • 33.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Alfabética -as crianças escrevem com muitos erros ortográficos, mas já seguindo o princípio de que a C A escrita nota, de modo exaustivo, a pauta sonora das R palavras, colocando letras para cada um dos A “sonzinhos” que aparecem em cada sílaba, pois C T acreditam que a escrita é a transcrição exata da E fala. R -é apenas nesta fase que as crianças devem Í começar a refletir de forma sistemática sobre as S T convenções ortográficas, assim como só a partir I daí é que se recomenda a escrita frequente em C letra cursiva. A S
  • 34.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Alfabética “Devemos estar alertas, no entanto, para o fato C A de que ter alcançado uma hipótese alfabética R não é sinônimo de estar alfabetizado. Se já A compreendeu como o SEA funciona, a criança C T tem agora que dominar as convenções som- E grafia de nossa língua. A consolidação da R alfabetização, direito de aprendizagem a ser Í S assegurado nos segundo e terceiro anos do T primeiro ciclo, é o que vai permitir que nossas I crianças leiam e produzam pequenos textos, com C A autonomia [...]” (BRASIL, 2012, p. 19, grifos S nossos).
  • 35.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO 1.4 Consciência fonológica: o que é? Qual sua importância para a alfabetização? “A consciência fonológica é um vasto conjunto de habilidades que nos permitem refletir sobre as partes sonoras das palavras e manipulá-las intencionalmente” (FREITAS, 2004; MORAIS e intencionalmente LEITE, 2005 apud BRASIL, 2012, p. 20, grifo nosso).
  • 36.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Exemplos de habilidades: -Observar que a palavra “janela” tem 3 “pedaços” (sílabas), que a palavra “casa” tem 2 “pedaços” e que, portanto, a primeira palavra é maior; -Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (gato, bode, galho e mola), que as palavras gato e galho são as que “começam parecido”, porque começam com /ga/; -Falar cavalo, quando lhe pedimos que diga uma palavra começada com o mesmo pedaço que aparece no início da palavra casa;
  • 37.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO -- Identificar que no interior das palavras serpente e camaleão há outras palavras (pente, leão, cama); -Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (chupeta, galinha, panela, varinha), que as palavras galinha e varinha terminam parecido, isto é, rimam; -Falar palavras como caminhão ou macarrão, quando lhe pedimos que diga uma palavra que rime com feijão; - Identificar, ao lhe mostrarmos 4 figuras (vestido, martelo, vampiro, coruja), que as palavras vestido e vampiro são as que começam parecido, porque começam “com o mesmo sonzinho”.
  • 38.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO EM ESCOLAS DO CAMPO
  • 39.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO “[...] não devemos nunca reduzir consciência fonológica a consciência sobre os fonemas das palavras. Na realidade, diferentes pesquisas (MORAIS, 2004; AZEVEDO; MORAIS, 2011) têm demonstrado que mesmo crianças já alfabetizadas (inclusive por métodos fônicos) são praticamente incapazes de segmentar palavras dizendo um a um seus fonemas ou, inversamente, recompor uma palavra sintetizando seus fonemas escutados sequencialmente um a um” (BRASIL, 2012, p. 21).
  • 40.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Referências AZEVEDO, Silvia S.; MORAIS, Artur Gomes. Conhecimentos fonêmicos de crianças concluindo a alfabetização. Monografia (Especialização em Alfabetização) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011. BRASIL, Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas escolas do Campo. Brasília: MEC, 2002. BRASIL, Ministério da Educação, Cadernos Pedagógicos do ProJovem Campo – Saberes da Terra. Brasília: MEC/SECAD, 2008. FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1985. FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
  • 41.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO FREITAS, G. C. M. Sobre a consciência fonológica. In: LAMPRECHT, R. Aquisição fonológica do português. Porto Alegre: Artmed, 2004. LEAL, Telma F.; MORAIS, Artur. O aprendizado do sistema de escrita alfabética: uma tarefa complexa, cujo funcionamento precisamos compreender. In: LEAL, T.F.; ALBUQUERQUE, E.B.C.; MORAIS, A.G. Alfabetizar letrando na EJA: fundamentos teóricos e propostas didáticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. MORAIS, Artur Gomes. Se a escrita alfabética é um sistema notacional (e não um código), que implicações isto tem para a alfabetização? In: MORAIS, Artur Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia e LEAL, Telma Ferraz (Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. MORAIS, Artur Gomes. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.
  • 42.
    APROPRIAÇÃO DO SISTEMADE ESCRITAALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSODE ALFABETIZAÇÃO EM ESCOLAS DO CAMPO MORAIS, Artur Gomes. A apropriação do sistema de notação alfabética e o desenvolvimento de habilidades de reflexão fonológica. In: Letras de Hoje. Porto Alegre, 2004. MORAIS, Artur Gomes; LEITE, Tânia Maria Rios. Como promover o desenvolvimento das habilidades de reflexão fonológica dos alfabetizandos? In: MORAIS, Artur Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia e LEAL, Telma Ferraz (Orgs.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.