FACULDADE FRASSINETTI DO RECIFE-FAFIRE DEPARTAMENTO DE PÓS GRADUAÇÃO DISCIPLINA:  LINGUAGEM, AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFESSORA: MARIA CLARA CATANHO CAVALCANTI  EQUIPE: CLAUDIA  AMARAL EDILÂINE MARCIA LADJANE CAMPELO MARIA DE LOURDES NILSEIA RODRIGUES RENATA ALVES
CARTILHA   DA ALFABETIZAÇÃO
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma  plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e a útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma toatl bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos  cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
VISÃO HISTÓRICA Alfabetizar-se é um processo que tem tido seu sentido ampliado no decorrer dos tempos. Até o início do século, considerava-se alfabetizado aquele que soubesse ler e escrever minimamente. Hoje se questiona tal sentido do termo, o qual vem sendo gradativamente ampliado. Fala-se em alfabetização matemática, musical, artística e em outras linguagens. O conhecimento histórico das diferentes formas de escrita e da sua inserção na cultura em que surgiram e desenvolveram-se tem-nos mostrado a intima relação existente entre a alfabetização e a cultura.
PROCESSOS DE ALFABETIZAÇAO A alfabetização é um processo de natureza psicológica, psicolingüística, sociolingüística e essencialmente, um processo de natureza lingüística. Do ponto de vista lingüístico, o processo de alfabetização é, fundamentalmente, um processo de transferência da seqüência temporal da fala para a seqüência espaço-direcional da escrita. Em essência, a aprendizagem da leitura e da escrita é um processo de estabelecimento de relações entre sons e símbolos gráficos, ou entre fonemas e grafemas. O processo de alfabetização significa do ponto de vista lingüístico, um progressivo domínio de regularidades e  irregularidades.
O QUE É ALFABETIZAÇÃO?   Alfabetização é o ato ou efeito de alfabetizar. Alfabetizar é a ação de ensinar alguém a ler e escrever, isto é, ensinar a decodificar e codificar a língua escrita.
O QUE É LETRAMENTO Letramento é o processo de compreensão que o indivíduo adquire. É uma leitura ampla no sentido de reconhecer e compreender o mundo no seu contexto. De acordo com Magda Soares, letramento é a prática da leitura e da escrita que busca a compreensão das técnicas para a alfabetização no que se refere a utilização da leitura e da escrita no convívio social
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: QUAL A DIFERENÇA? Para Magda Soares, há distinção entre alfabetização e letramento.  Alfabetização compõe-se da indispensável aprendizagem do sistema de leitura e escrita convencional. O letramento traz um conceito de habilidades e competências de uso da escrita nas práticas sociais, culturais e políticas que o envolve como processo peculiar do sistema de escrita.  Para a autora embora sejam dois processos distintos, são processos interdependentes e simultâneos, a distinção obriga a considerar o acesso ao mundo da escrita como mais que um processo de apenas ler e escrever, mas considerá-lo como um processo de real inclusão social, política e cultural.
Processo de Escrita das Crianças
A escrita pré-fonética Nesse estágio, a criança já diferencia desenho de escrita, e, portanto representará a escrita de acordo com a maneira que visualiza. Quando está habituada com a letra cursiva, fará grafismos ondulado. Já, para representar a letra imprensa usará linhas retas e curvas e não utilizará sinais gráficos. Nas crianças deste estágio, podemos verificar o realismo nominal, pois “coisas grandes, se escreve com muitas letras”, e vice-versa. Na leitura do que escrevem não separam letras. A leitura é global, ou seja, quando se pede para a criança ler o que escreveu acompanhando com o dedo, ela não separa ainda as sílabas e palavras, fazendo uma leitura horizontal.
ESCRITA SILÁBICA Neste estágio, a criança percebe que a escrita é a representação da fala, e para tanto, verifica-se a fonetização da escrita, ou seja, a descoberta dos sons da fala. Esta fase é considerada a mais importante da alfabetização. A hipótese da criança é de que uma letra representa uma sílaba, podendo apresentar um valor sonoro. Essa hipótese é muito importante já que auxilia o professor a trabalhar dois aspectos, a quantidade e a variação sonora.
A ESCRITA ALFABÉTICA Quando a criança chega a esse estágio, podemos dizer que ela já compreende o sistema de representação da linguagem escrita, percebendo que uma palavra é composta de letras que formam sílabas. Já analisa os fonemas das palavras. A criança é, então, sensível ao fato de que a língua escrita é regida pelo princípio alfabético, podendo, portanto, estabelecer correspondências grafema-fonema de maneira sistemática e convencional.
CAMINHOS PARA O ALFALETRAMENTO Disponibilizar textos variados e de diferentes gêneros. Produção de textos orais. Estimular a pseudoleitura. Narração de estórias já conhecidas. Caça-palavras Montar e desmontar palavras Criar álbuns com os assuntos preferidos da turma.
REFERENCIAS CORREA, J.; SPINILLO, A. & LEITÃO, S.  Desenvolvimento da linguagem:  escrita e textualidade. Rio de Janeiro: NAU Editora, FAPERJ. 2001. (Parte I ).   FRANCO, Olívia.  Fios da linguagem para alfabetização e letramento : manual do professor / Olívia Franco; ilustradores Marcia Franco e Walter Lara. 3ª ed. São Paulo: Ibep, 2005. SOARES, Magda.  Alfabetização e letramento-  São Paulo: Contexto, 2003.

Cartilha

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    FACULDADE FRASSINETTI DORECIFE-FAFIRE DEPARTAMENTO DE PÓS GRADUAÇÃO DISCIPLINA: LINGUAGEM, AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFESSORA: MARIA CLARA CATANHO CAVALCANTI EQUIPE: CLAUDIA AMARAL EDILÂINE MARCIA LADJANE CAMPELO MARIA DE LOURDES NILSEIA RODRIGUES RENATA ALVES
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    CARTILHA DA ALFABETIZAÇÃO
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    De aorcdo comuma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e a útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma toatl bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
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    VISÃO HISTÓRICA Alfabetizar-seé um processo que tem tido seu sentido ampliado no decorrer dos tempos. Até o início do século, considerava-se alfabetizado aquele que soubesse ler e escrever minimamente. Hoje se questiona tal sentido do termo, o qual vem sendo gradativamente ampliado. Fala-se em alfabetização matemática, musical, artística e em outras linguagens. O conhecimento histórico das diferentes formas de escrita e da sua inserção na cultura em que surgiram e desenvolveram-se tem-nos mostrado a intima relação existente entre a alfabetização e a cultura.
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    PROCESSOS DE ALFABETIZAÇAOA alfabetização é um processo de natureza psicológica, psicolingüística, sociolingüística e essencialmente, um processo de natureza lingüística. Do ponto de vista lingüístico, o processo de alfabetização é, fundamentalmente, um processo de transferência da seqüência temporal da fala para a seqüência espaço-direcional da escrita. Em essência, a aprendizagem da leitura e da escrita é um processo de estabelecimento de relações entre sons e símbolos gráficos, ou entre fonemas e grafemas. O processo de alfabetização significa do ponto de vista lingüístico, um progressivo domínio de regularidades e irregularidades.
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    O QUE ÉALFABETIZAÇÃO? Alfabetização é o ato ou efeito de alfabetizar. Alfabetizar é a ação de ensinar alguém a ler e escrever, isto é, ensinar a decodificar e codificar a língua escrita.
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    O QUE ÉLETRAMENTO Letramento é o processo de compreensão que o indivíduo adquire. É uma leitura ampla no sentido de reconhecer e compreender o mundo no seu contexto. De acordo com Magda Soares, letramento é a prática da leitura e da escrita que busca a compreensão das técnicas para a alfabetização no que se refere a utilização da leitura e da escrita no convívio social
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    ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:QUAL A DIFERENÇA? Para Magda Soares, há distinção entre alfabetização e letramento. Alfabetização compõe-se da indispensável aprendizagem do sistema de leitura e escrita convencional. O letramento traz um conceito de habilidades e competências de uso da escrita nas práticas sociais, culturais e políticas que o envolve como processo peculiar do sistema de escrita. Para a autora embora sejam dois processos distintos, são processos interdependentes e simultâneos, a distinção obriga a considerar o acesso ao mundo da escrita como mais que um processo de apenas ler e escrever, mas considerá-lo como um processo de real inclusão social, política e cultural.
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    Processo de Escritadas Crianças
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    A escrita pré-fonéticaNesse estágio, a criança já diferencia desenho de escrita, e, portanto representará a escrita de acordo com a maneira que visualiza. Quando está habituada com a letra cursiva, fará grafismos ondulado. Já, para representar a letra imprensa usará linhas retas e curvas e não utilizará sinais gráficos. Nas crianças deste estágio, podemos verificar o realismo nominal, pois “coisas grandes, se escreve com muitas letras”, e vice-versa. Na leitura do que escrevem não separam letras. A leitura é global, ou seja, quando se pede para a criança ler o que escreveu acompanhando com o dedo, ela não separa ainda as sílabas e palavras, fazendo uma leitura horizontal.
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    ESCRITA SILÁBICA Nesteestágio, a criança percebe que a escrita é a representação da fala, e para tanto, verifica-se a fonetização da escrita, ou seja, a descoberta dos sons da fala. Esta fase é considerada a mais importante da alfabetização. A hipótese da criança é de que uma letra representa uma sílaba, podendo apresentar um valor sonoro. Essa hipótese é muito importante já que auxilia o professor a trabalhar dois aspectos, a quantidade e a variação sonora.
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    A ESCRITA ALFABÉTICAQuando a criança chega a esse estágio, podemos dizer que ela já compreende o sistema de representação da linguagem escrita, percebendo que uma palavra é composta de letras que formam sílabas. Já analisa os fonemas das palavras. A criança é, então, sensível ao fato de que a língua escrita é regida pelo princípio alfabético, podendo, portanto, estabelecer correspondências grafema-fonema de maneira sistemática e convencional.
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    CAMINHOS PARA OALFALETRAMENTO Disponibilizar textos variados e de diferentes gêneros. Produção de textos orais. Estimular a pseudoleitura. Narração de estórias já conhecidas. Caça-palavras Montar e desmontar palavras Criar álbuns com os assuntos preferidos da turma.
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    REFERENCIAS CORREA, J.;SPINILLO, A. & LEITÃO, S. Desenvolvimento da linguagem: escrita e textualidade. Rio de Janeiro: NAU Editora, FAPERJ. 2001. (Parte I ). FRANCO, Olívia. Fios da linguagem para alfabetização e letramento : manual do professor / Olívia Franco; ilustradores Marcia Franco e Walter Lara. 3ª ed. São Paulo: Ibep, 2005. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento- São Paulo: Contexto, 2003.