SISTEMA DE ESCRITA
ALFABÉTICA
A ESCRITA ALFABÉTICA: POR QUE ELA É UM SITEMA
NOTACIONAL E NÃO UM CÓDIGO? COMO AS CRIANÇAS
DELA SE APROPRIAM?
 Atualmente, de uma série de teorias e pesquisas
demonstram que o alfabeto é um sistema
notacional, conceito bem diferente de código. Por a
escrita alfabética ser um sistema notacional, seu
aprendizado é um processo cognitivo complexo,no qual
as habilidades perceptivas e motoras não tem um peso
fundamental.É em função de tais evidencias que
precisamos recriar as metodologias de
alfabetização,garantindo um ensino A ESCRITA
ALFABÉTICA: POR QUE ELA É UM SITEMA
NOTACIONAL E NÃO UM CÓDIGO?COMO AS
CRIANÇAS DELA SE APROPRIAM sistemático
que,através de atividades reflexivas,desafiem o
aprendiz a compreender como a escrita alfabética
funciona.
Trata-se,portanto,de um sistema que representa,que
registra,no papel ou em outro suporte de texto,as partes
orais das palavras,cabendo ao aprendiz a complexa tarefa
de compreender a relação existente entre a escrita e o que
ela representa(nota).Desse modo, a apropriação da escrita
alfabética deve ser concebida,como a compreensão de um
sistema de notação dos segmentos sonoros das palavras e
não como a aquisição de um código que simplesmente
substitui as unidades sonoras mínimas da fala.Assim,para
aprender a ler e escrever,é necessário que as crianças
compreendam o que a escrita alfabética representa(nota) e
de que maneira ela representa(nota) os segmentos
sonoros das palavras.
POR QUE VALE A PENA PROMOVER ALGUMAS
HABILIDADES DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA?
A consciência fonológica consiste na capacidade de refletir
conscientemente sobre as unidades sonoras das palavras
e de manipulá-las de modo intencional.
(GOMBERT,1990;FREITAS,2004;MORAIS,2006).Esta
capacidade não é constituída por uma única
habilidade,que a criança teria ou não,mas por um conjunto
de habilidades distintas,que se desenvolveriam em
momentos.
Dentre as diversas capacidades de reflexão
fonológica,destacamos,por exemplo,a identificação e a
produção de rimas ou de aliterações;a contagem de
silabas orais de palavras;a segmentação de palavras
em sílabas;e a comparação de palavras quanto ao
número de sílabas.
Trata-se,portanto de habilidades distintas(como
Identificar,produzir,contar,segmentar,adicionar,subtrair),com
diferentes níveis de complexidade,e que
envolvem,também,distintas unidades linguísticas(como
sílabas,fonemas e unidades maiores que um fonema,mas
menores que uma sílaba).
É preciso esclarecer, portanto,que “consciência
fonológica” não é sinônimo de “consciência
fonêmica” ou de “método fônico”,uma vez que o que
consideramos como consciência fonológica é mais
abrangente que a consciência fonêmica,envolvendo
não apenas a capacidade de analisar e manipular
fonemas,mas também,e sobretudo,unidades sonoras
como sílabas e rimas.
A COMPREENSÃO DO SITEMA DE
ESCRITA ALFABÉTICA E A
CONSOLIDAÇÃO DAALFABETIZAÇÃO
Quando acompanhamos, cuidadosamente,a
evolução da escrita espontânea das crianças,vemos
que elas elaboram hipóteses
semelhantes,descobertas por Ferreiro e
Teberosky(1986).Partimos,portanto,do pressuposto
de que as crianças constroem ideias ou hipóteses
sobre a escrita muito antes de entrar na escola.
Para a teoria da psicogênese da escrita,essas ideias ou hipóteses
infantis seguem uma ordem de evolução que parte de uma etapa
em que a criança ainda não compreende que a escrita representa
(nota) FASE PRÉ-SILABICA os segmentos sonoro das palavras
FASE SILABICA,associando-a aos significados ou ás propriedades
dos objetos a que se referem FASE SÍLABICA-ALFABÉTICA,até
chegar á compreensão de que escrevemos com base em uma
correspondência entre fonemas e grafemas FASE
ALFABÉTICA.Assim,a partir da proposta de alfabetizar letrando,os
docentes devem levar as crianças á apropriação do Sistema de
Escrita Alfabética envolvidos em situações do uso social da
escrita,desenvolvendo a capacidade de ler e produzir textos com
finalidades distintas.
Questionada sobre o que vem primeiro se
consciência fonológica ou a aquisição do sistema
alfabético, Emilia Ferreiro insistiu na ênfase à cultura
escrita em correlação com o oral, como forma de
possibilitar à criança a análise de pedaços cada vez
menores do falado. Ou seja, a pesquisadora prioriza
a cultura escrita e não o velho apelo a uma
consciência fonológica refém do método.
O contato com a diversidade de gêneros de textos
deve acontecer de forma simultânea ao processo de
aprendizagem do SEA.Dessa forma as práticas de
sala de aula devem ser orientadas no sentido de
levar a criança,durante as atividades de leitura e
produção de textos,a compreender que o que se
escreve e a forma que se usa ao escrever estão
diretamente relacionados ao efeito que o texto
procura produzir no leitor,ou seja,sua finalidade.O
aluno além de ser inserido nas situações de
letramento ele precisa refletir,compreender os
princípios do SEA e entender o que a escrita nota e
como deve acontecer essa notação.
A ALFABETIZAÇÃO COMO PROCESSO
DISCURSIVO
A ESCRITA COMO DISCURSO
A criança precisa ser provocada a pensar sobre a
escrita, de modo que o ato de ler / compreender a
mobilize a penetrar no código alfabético. Nesse
sentido será preciso abrir espaço para quem a
oralidade e a escrita,presentes na vida,entrem pelas
portas e janelas da escola, de tal modo que a palavra
nativa possa ser percebida como a atmosfera na qual
habitualmente se vive e se respira.
É necessário, também, trabalhar o uso social da
escrita, abrindo espaço para discutir com a criança:
por quê se escreve, o que se escreve e para quem se
escreve. Escrever recados, listas, relatórios (de jogos,
passeios) são formas da criança perceber que a
escrita tem uma função comunicativa e que é
necessário colocar as letras em uma certa ordem para
que tenham significado e possam ser lidas.
Lendo e escrevendo é que aprendemos a ler e a
escrever. Por isso, é importante que haja tempo para a
criança ler, para falar, para escrever.
Tempo, também, para jogar, pois o jogo, além de
representar um desafio é extremamente significativo e
sabemos que uma criança que se sente desafiada dentro
de suas possibilidades, tem o prazer em resolver
problemas e, consequentemente, aprender.
Precisamos criar a escola que é aventura,
que marcha,
que não tem medo do risco,
por isso que recusa o imobilismo.
A escola em que se pensa,
em que se atua,
em que se cria,
em que se fala,
em que se ama,
se adivinha,
a escola que apaixonadamente diz sim à
vida.
Paulo Freire
PARA SABER MAIS...
UNIDADE 3 – ANOS 1, 2 E 3
Acessem o site do Programa . Leiam os livros. Conversem com a
Equipe Pedagógica de sua Unidade Escolar

Resumo sea

  • 1.
  • 2.
    A ESCRITA ALFABÉTICA:POR QUE ELA É UM SITEMA NOTACIONAL E NÃO UM CÓDIGO? COMO AS CRIANÇAS DELA SE APROPRIAM?  Atualmente, de uma série de teorias e pesquisas demonstram que o alfabeto é um sistema notacional, conceito bem diferente de código. Por a escrita alfabética ser um sistema notacional, seu aprendizado é um processo cognitivo complexo,no qual as habilidades perceptivas e motoras não tem um peso fundamental.É em função de tais evidencias que precisamos recriar as metodologias de alfabetização,garantindo um ensino A ESCRITA ALFABÉTICA: POR QUE ELA É UM SITEMA NOTACIONAL E NÃO UM CÓDIGO?COMO AS CRIANÇAS DELA SE APROPRIAM sistemático que,através de atividades reflexivas,desafiem o aprendiz a compreender como a escrita alfabética funciona.
  • 3.
    Trata-se,portanto,de um sistemaque representa,que registra,no papel ou em outro suporte de texto,as partes orais das palavras,cabendo ao aprendiz a complexa tarefa de compreender a relação existente entre a escrita e o que ela representa(nota).Desse modo, a apropriação da escrita alfabética deve ser concebida,como a compreensão de um sistema de notação dos segmentos sonoros das palavras e não como a aquisição de um código que simplesmente substitui as unidades sonoras mínimas da fala.Assim,para aprender a ler e escrever,é necessário que as crianças compreendam o que a escrita alfabética representa(nota) e de que maneira ela representa(nota) os segmentos sonoros das palavras.
  • 4.
    POR QUE VALEA PENA PROMOVER ALGUMAS HABILIDADES DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA? A consciência fonológica consiste na capacidade de refletir conscientemente sobre as unidades sonoras das palavras e de manipulá-las de modo intencional. (GOMBERT,1990;FREITAS,2004;MORAIS,2006).Esta capacidade não é constituída por uma única habilidade,que a criança teria ou não,mas por um conjunto de habilidades distintas,que se desenvolveriam em momentos.
  • 5.
    Dentre as diversascapacidades de reflexão fonológica,destacamos,por exemplo,a identificação e a produção de rimas ou de aliterações;a contagem de silabas orais de palavras;a segmentação de palavras em sílabas;e a comparação de palavras quanto ao número de sílabas.
  • 6.
    Trata-se,portanto de habilidadesdistintas(como Identificar,produzir,contar,segmentar,adicionar,subtrair),com diferentes níveis de complexidade,e que envolvem,também,distintas unidades linguísticas(como sílabas,fonemas e unidades maiores que um fonema,mas menores que uma sílaba).
  • 7.
    É preciso esclarecer,portanto,que “consciência fonológica” não é sinônimo de “consciência fonêmica” ou de “método fônico”,uma vez que o que consideramos como consciência fonológica é mais abrangente que a consciência fonêmica,envolvendo não apenas a capacidade de analisar e manipular fonemas,mas também,e sobretudo,unidades sonoras como sílabas e rimas.
  • 8.
    A COMPREENSÃO DOSITEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA E A CONSOLIDAÇÃO DAALFABETIZAÇÃO Quando acompanhamos, cuidadosamente,a evolução da escrita espontânea das crianças,vemos que elas elaboram hipóteses semelhantes,descobertas por Ferreiro e Teberosky(1986).Partimos,portanto,do pressuposto de que as crianças constroem ideias ou hipóteses sobre a escrita muito antes de entrar na escola.
  • 9.
    Para a teoriada psicogênese da escrita,essas ideias ou hipóteses infantis seguem uma ordem de evolução que parte de uma etapa em que a criança ainda não compreende que a escrita representa (nota) FASE PRÉ-SILABICA os segmentos sonoro das palavras FASE SILABICA,associando-a aos significados ou ás propriedades dos objetos a que se referem FASE SÍLABICA-ALFABÉTICA,até chegar á compreensão de que escrevemos com base em uma correspondência entre fonemas e grafemas FASE ALFABÉTICA.Assim,a partir da proposta de alfabetizar letrando,os docentes devem levar as crianças á apropriação do Sistema de Escrita Alfabética envolvidos em situações do uso social da escrita,desenvolvendo a capacidade de ler e produzir textos com finalidades distintas.
  • 10.
    Questionada sobre oque vem primeiro se consciência fonológica ou a aquisição do sistema alfabético, Emilia Ferreiro insistiu na ênfase à cultura escrita em correlação com o oral, como forma de possibilitar à criança a análise de pedaços cada vez menores do falado. Ou seja, a pesquisadora prioriza a cultura escrita e não o velho apelo a uma consciência fonológica refém do método.
  • 11.
    O contato coma diversidade de gêneros de textos deve acontecer de forma simultânea ao processo de aprendizagem do SEA.Dessa forma as práticas de sala de aula devem ser orientadas no sentido de levar a criança,durante as atividades de leitura e produção de textos,a compreender que o que se escreve e a forma que se usa ao escrever estão diretamente relacionados ao efeito que o texto procura produzir no leitor,ou seja,sua finalidade.O aluno além de ser inserido nas situações de letramento ele precisa refletir,compreender os princípios do SEA e entender o que a escrita nota e como deve acontecer essa notação.
  • 12.
    A ALFABETIZAÇÃO COMOPROCESSO DISCURSIVO
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  • 14.
    A criança precisaser provocada a pensar sobre a escrita, de modo que o ato de ler / compreender a mobilize a penetrar no código alfabético. Nesse sentido será preciso abrir espaço para quem a oralidade e a escrita,presentes na vida,entrem pelas portas e janelas da escola, de tal modo que a palavra nativa possa ser percebida como a atmosfera na qual habitualmente se vive e se respira.
  • 15.
    É necessário, também,trabalhar o uso social da escrita, abrindo espaço para discutir com a criança: por quê se escreve, o que se escreve e para quem se escreve. Escrever recados, listas, relatórios (de jogos, passeios) são formas da criança perceber que a escrita tem uma função comunicativa e que é necessário colocar as letras em uma certa ordem para que tenham significado e possam ser lidas.
  • 16.
    Lendo e escrevendoé que aprendemos a ler e a escrever. Por isso, é importante que haja tempo para a criança ler, para falar, para escrever. Tempo, também, para jogar, pois o jogo, além de representar um desafio é extremamente significativo e sabemos que uma criança que se sente desafiada dentro de suas possibilidades, tem o prazer em resolver problemas e, consequentemente, aprender.
  • 17.
    Precisamos criar aescola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida. Paulo Freire
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    PARA SABER MAIS... UNIDADE3 – ANOS 1, 2 E 3 Acessem o site do Programa . Leiam os livros. Conversem com a Equipe Pedagógica de sua Unidade Escolar