ULTRA-SOM (U.S.)
ULTRA-SOM A energia do U.S não pertence ao espectro eletromagnético situando-se no espectro acústico. Ultra-som:  além do som freqüências além da faixa  audível normal
Ouvido humano: escuta ondas sonoras que variam de 16 a 20.000 Hz U.S. terapêutico: 750.000  3.000.000 Hz (0,75 a 3 MHz) As freqüências mais comumente utilizadas são: 1 e 3 MHz.
Dependendo da freqüência das ondas o U.S. é utilizado para: Diagnóstico por imagem cura terapêutica de tecidos destruição de tecidos
Entre outros: - aparelho de sonar sob a  água - limpeza de metal
ULTRA-SOM: modalidade de penetração profunda Produz alterações nos tecidos por mecanismos térmicos e não-térmicos (mecânicos).
O ultra-som é bastante utilizado devido os seus efeitos de aquecimento profundo mas a sua variedade de efeitos biofisiológicos o torna uma modalidade potencialmente útil podendo incluir: Aumento da velocidade de reparo do tecido aumento do fluxo sangüíneo
aumento da extensibilidade do tecido  aumento da velocidade de reparo do tecido e da cura de lesões dissolução de depósitos de cálcio redução da dor (alteração de condução nervosa)
Redução do espasmo muscular alteração da permeabilidade da membrana celular. Em contraste à radiação eletromagnética, o U.S. não é capaz de viajar n o vácuo.
Sua velocidade através de diferentes materiais varia consideravelmente: ar: 300 m/s água doce: 1400 m/s água do mar: 1500 m/s tecido muscular: 1400 m/s tecido adiposo: 1600 m/s
PRODUÇÃO DE ULTRA-SOM O ultra-som é produzido por uma corrente alternada que flui através de um cristal piezoelétrico: Quartzo titanato de bário zirconato de chumbo titanato
Esse cristal fica alojado em um transdutor (converte uma forma de energia em outra). Os cristais piezoelétricos produzem cargas elétricas positivas e negativas quando se contraem ou se expandem.
O efeito piezoelétrico direto:  os cristais com propriedades piezoelétricas produzem cargas elétricas positivas e negativas quando são comprimidos ou expandidos.
(0) (0) (+) (-)
O efeito piezoelétrico inverso (indireto) Os mesmos cristais se expandem ou se contraem quando uma corrente elétrica o atravessa.
(+) (-) (+) (-)
O U.S. é produzido por meio do efeito piezoelétrico inverso. A vibração dos cristais causa a produção mecânica de ondas sonoras de alta freqüência.
Efeito piezoelétrico no osso
OSTEOBLASTOS OSTEOCLASTOS ESTRÓGENO Ação direta (apoptose precoce) Ação indireta (impede a produção de citocinas que atraem os osteoblastos Ação das cargas  ATIVIDADE FÍSICA Estimula a produção
Metabolismo ósseo normal Equilíbrio entre a ação de  osteoblastos  e  osteoclastos Osso íntegro:  resistente á fraturas
PERDA DO EQUILÍBRIO GERA: OSTEOPENIA   ou  OSTEOPOROSE Diminuição da massa Diminuição da massa associada a alterações da geometria óssea elevando o risco de fratura
EFEITO PIEZOELÉTRICO Carga mecânica (atividade física) Energia mecânica gera  Micro deformações Micro deformações: energia  elétrica negativa E elétrica negativa  atrae osteoblasto
 
TRANSMISSÃO DE ONDAS DE U.S. Devido a elevadas freqüências presentes, o U.S. precisa de um meio denso para percorrer e, portanto, é incapaz de atravessar o ar. O U.S apresenta uma forma de onda senoidal e exibe propriedades de comprimento de onda, freqüência, amplitude e velocidade.
A energia da onda é transferida por uma molécula colidindo com sua vizinha e trocando energia cinética, sem originar um deslocamento verdadeiro de moléculas.
ONDAS LONGITUDINAIS As partículas se deslocam paralelamenta à direção do som.
A alternância de pressão alta e baixa exercida pelo feixe de ultra-som resulta em regiões de elevada densidade de partícula (compressão) e de baixa densidade de partícula (rarefação) ao longo do caminho da onda.
COMPRIMEM EXPANDEM
ESSAS FLUTUAÇÕES SÃO CAPAZES DE  PRODUZIREM EFEITOS  FISIOLÓGICOS.
ONDAS TRANSVERSAIS (Cisalhamento) As partículas se deslocam perpendicularmente à direção da onda sonora. As ondas transversais não atravessam fluidos e só aparecem no corpo quando o ultra-som encontra um osso.
A ONDA DE ULTRA-SOM Como todas as ondas sonoras, as ondas de ultra-som têm as propriedades de reflexão, refração, penetração e absorção.
REFLEXÃO A reflexão ocorre quando uma onda não consegue atravessar a próxima densidade. Pode ser completa ou parcial. O eco é um exemplo de reflexão composta de energia acústica.
REFRAÇÃO A refração é a curvatura das ondas resultante de uma alteração da velocidade de uma onda que entra em um meio com densidade diferente.
ABSORÇÃO A absorção ocorre através de um meio que recebe a onda e a transforma em energia cinética. Os tecidos podem absorver parte o toda a energia neles introduzida.
Em geral, a energia prefere percorrer uma linha reta. Entretanto, quando percorre um meio, seu trajeto é influenciado pelas alterações da densidade. A energia que atinge uma interface entre duas densidades diferentes pode ser refletida, refratada ou absorvida pelo material, ou pode continuar a atravessar o material, não sendo afetada pela mudança.
FREQÜÊNCIA A freqüência de saída de um gerador de ultra-som é medida em megahertz (MHz) e descrita como o número de ondas que ocorrem em 1 segundo. A freqüência de saída do ultra-som determina a profundidade de penetração da energia, com uma correlação linear entre a freqüência do ultra-som e a profundidade na qual a energia é absorvida pelo tecido.
Geradores de ultra-som de alta freqüência (3MHz) são empregados para tratamento de tecidos superficiais, pois a energia é rapidamente absorvida. O gerador mais utilizado, o de 1 MHz, oferece um ajuste entre a penetração profunda e um aquecimento adequado, em função da freqüência relativamente baixa empregada.
 
POTÊNCIA E INTENSIDADE Potência: medida em Watts (W) Quantidade de energia produzida por um transdutor. A intensidade representa a força das ondas sonoras, em uma determinada área, dentro dos tecidos tratados.
Existem 3 medidas importantes de intensidade: valor de meia camada intensidade média espacial intensidade média temporal (tempo)
VALOR DE MEIA CAMADA Representa a profundidade em que 50% da energia ultra-sônica foi absorvida pelos tecidos. 1 W/cm2 perde 50% de sua energia em uma profundidade de 2,3 cm; Então, a intensidade do feixe é de 0,5 W/cm2
Ao dobro dessa profundidade (4,6 cm), a intensidade do ultra-som é reduzida para 0,25 W/cm2. Quando se procura atingir tecidos profundos, deve-se considerar o efeito do valor de meia amada junto com os efeitos de penetração de freqüências de saída de 1 e 3 MHz.
INTENSIDADE MÉDIA ESPACIAL (IME) Quantidade de energia que passa através de uma área específica. Nesse caso a área da fonte sonora (a área de radiação efetiva). A IME fornece a medida da potência por unidade de área da fonte sonora.
 
Este valor é calculado: Potência de saída (watts) ARE da fonte do transdutor (cm2) Exemplo:  Fonte: 10 W ARE: 5 cm2 IME: 2 W/cm2 As doses convencionais de tratamento variam de 0,5 a 5 W/cm2
INTENSIDA TEMPORAL MÉDIA Mede a potência de energia ultra-ônica liberada nos tecidos, em um dado período.   É significativa na aplicação de ultra-som em pulsos. A energia liberada nos tecidos, por unidade de tempo, com ultra-som operando em um ciclo de funcionamento de 50%, é metade da energia liberada por modo contínuo.
Exemplo: IEM: 2 W/cm2; Ultra-som em pulsos de 50% do ciclo de funcionamento A intensidade temporal média do tratamento será de  1 W/cm2 (2 W/cm2 x 0,5 = 1 W/cm2)
DURAÇÃO DO TRATAMENTO A duração do tratamento depende do tamanho da área a ser tratada, da intensidade de saída e das metas terapêuticas do tratamento. A área para um tratamento não deve ser maior que duas ou três vezes a área da superfície da ARE da fonte sonora.
Tempo:  número de cabeçotes + 2 Exemplo:  área a ser tratada =  2 cabeçotes + 2   Tempo total = 4 minutos
MODOS DE APLICAÇÃO DO U.S. Dependendo do tipo de saída, o U.S. é capaz de produzir alterações fisiológicas térmicas e não-térmicas. Uma saída contínua (100%) provoca efeitos principalmente térmicos. A aplicação em pulsos breves (ex: 20%) – pulsado - produz, efeitos não-térmicos.
Como determinar o modo de aplicação do U.S.? Pulsado ou contínuo?
Isso vai depender da avaliação para determinar o estágio de cura, o estágio da inflamação e as metas do tratamento.
AGENTES E MÉTODOS DE ACOPLAMENTO As ondas de ultra-som não podem atravessar o ar, portanto deve ser utilizado um agente de acoplamento para permitir que as ondas passem do transdutor para os tecidos.
Acoplamento direto O transdutor é colocado diretamento sobre a pele, junto com um gel que serve para excluir o ar entre a pele e a fonte sonora. os géis acopladores consistem de água destilada e um material inerte e não-refletor, que aumenta a viscosidade da mistura.
 
Imersão em água Utilizado para tratamento de áreas irregulares.  A parte do corpo é imersa em uma banheira de água e o cabeçote é colocado na água a aproximadamente 2,5 cm de distância
 
Método da bexiga Essa técnica emprega um balão cheio de água ou uma bolsa de plástico (bexiga) coberta com um gel acoplador. A bexiga pode se adaptar a área irregulares. Antes de ser fechada, todas as bolsas de ar devem ser removidas da bexiga.
 
OS EFEITOS DO U.S. Mecânico Químico ou biológico Térmico Neural
EFEITO MECÂNICO Micromassagem:  O U.S. também produz pressões. Quando essas são aplicadas ao corpo, comprimem e liberam o tecido como na massagem, porém em velocidades muito mais rápidas.
EFEITOS QUÍMICOS OU BIOLÓGICOS Melhora da permeabilidade de todas as membranas aos íons sódio e potássio. vasodilatação analgesia alteração do pH tecidual
EFEITOS TÉRMICOS Calor: produzido pela fricção criada pela ondas passando através do tecido. Vantagem: calor dirigido.
EFEITOS NEURAIS A pressão sonora produzida pelas ondas de ultra-som faz com que as moléculas grandes desenvolvam uma carga piezoelétrica que, por sua vez, estimule os nervos assim como os músculos.
EFEITOS SOBRE O CICLO DE RESPOSTA À LESÃO Os efeitos da aplicação de U.S. dependem: - modo de aplicação (contínuo ou pulsado) - da freqüência - do tamanho da área a ser tratada - dos tecidos tratados (vascularização e densidade).
FLUXO SANGÜÍNEO O U.S. contínuo aumenta o fluxo sangüíneo. Outros fatores fisiológicos também podem promover o aumento do fluxo sangüíneo: alteração da permeabilidade da membrana celular e a liberação de histamina na área tratada.
CICATRIZAÇÃO DO TECIDO Acelera a fase inflamatória influencia a atividade de macrófagos aumenta a adesão de leucócitos nas células endoteliais danificadas aplicação durante a fase de proliferação estimula a divisão celular.
ESTIRAMENTO DO TECIDO O efeito térmico de aumento da extensibilidade dos tecidos ricos em colágeno pode ser empregado de forma vantajosa incorporando-se exercícios de amplitude de movimento depois da aplicação de U.S. contínuo.
CONTROLE DA DOR Efeito direto sobre o SNP: influencia na transmissão dos impulsos nervosos elevando o limiar de dor. Efeito indireto: redução da dor decorrente das alterações do tecido produzidas em função da aplicação do U.S.
FONOFORESE A energia ultra-sônica pode ser utilizada para liberar medicamentos nos tecidos pelo processo de fonoforese.  Os efeitos da energia ultra-sônica abrem caminhos que permitem que a medicação se difunda através da pele e penetre mais profundamente nos tecidos.
A medicação que penetra nos tecidos dessa maneira não passa pelo fígado, portanto, diminui a eliminação metabólica das substâncias. A combinação de fatores como composição, hidratação, vascularização e espessura da ele, estimula ou evita a difusão de medicamentos através da pele e, portanto, para tecidos mais profundos.
Na aplicação da fonoforese, o substituto do gel acoplador padrão é um gel ou um creme contendo a medicação. TABELA DAS SUBSTÂNCIAS APLICADAS POR FONOFORESE.
A eficácia da fonoforese não foi totalmente comprovada e ainda existe controvérsia. As seguintes recomendações foram estabelecidas, a fim de fornecer a melhor aplicação de fonoforese: - Utilizar apenas meios aprovados de transmissão de ultra-som.
Assegurar-se de que a pele esteja bem úmida; áreas de pele seca devem ser evitadas. aplicar o U.S. ou calor úmido ou tricotomizar a área antes do tratamento, para melhorar a capacidade de difusão da medicação através da pele e dentro dos tecidos. posicionar a extremidade de forma a estimular a circulação
Utilizar uma saída contínua para maximizar o efeito da fonoforese (a menos que os efeitos térmicos do ultra-som sejam contra-indicados). depois do tratamento, cubra a medicação remanescente com um tecido oclusivo.
CICATRIZAÇÃO DE FRATURAS A técnica para a cicatrização de fraturas emprega uma saída de 1,5 MHz, feixe em pulso de baixa intensidade (30 mW/cm2), aplicado durante uma sessão de 20 minutos por dia. Porém, estes parâmetros de saída  NÃO  estão disponíveis nas unidades terapêuticas de ultra-som convencionais.
INDICAÇÕES Contraturas articulares Espasmo muscular Neuroma Tecido cicatricial Distúrbios do sistema nervoso simpático Pontos-gatilho Verrugas Espasticidade
Redução pós-aguda de mosite ossificante Condições inflamatórias agudas (saída em pulso) Condições inflamatórias crônicas (saída em pulso o contínua)
CONTRA INDICAÇÕES Patologias agudas (saída contínua) áreas isquêmicas tendência à hemorragia áreas ao redor dos olhos, coração, crânio ou genitália gravidez, quando aplicada sobre áreas pélvicas ou lombares
sobre tumores cancerígenos  sobre a medula espinhal ou grandes plexos nervosos, em altas doses áreas anestesiadas sobre locais de fratura, antes que a consolidação esteja completa locais de fraturas por tensão sobre locais de infecção ativa sobre área pélvica ou lombar, em pacientes menstruadas áreas cuja circulação esteja prejudicada
PROFUNDIDADE DE PENETRAÇÃO 1 MHz:  penetra cerca de  5 cm 3 MHz:  penetra menos que  2 cm

ultrasom

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  • 2.
    ULTRA-SOM A energiado U.S não pertence ao espectro eletromagnético situando-se no espectro acústico. Ultra-som: além do som freqüências além da faixa audível normal
  • 3.
    Ouvido humano: escutaondas sonoras que variam de 16 a 20.000 Hz U.S. terapêutico: 750.000 3.000.000 Hz (0,75 a 3 MHz) As freqüências mais comumente utilizadas são: 1 e 3 MHz.
  • 4.
    Dependendo da freqüênciadas ondas o U.S. é utilizado para: Diagnóstico por imagem cura terapêutica de tecidos destruição de tecidos
  • 5.
    Entre outros: -aparelho de sonar sob a água - limpeza de metal
  • 6.
    ULTRA-SOM: modalidade depenetração profunda Produz alterações nos tecidos por mecanismos térmicos e não-térmicos (mecânicos).
  • 7.
    O ultra-som ébastante utilizado devido os seus efeitos de aquecimento profundo mas a sua variedade de efeitos biofisiológicos o torna uma modalidade potencialmente útil podendo incluir: Aumento da velocidade de reparo do tecido aumento do fluxo sangüíneo
  • 8.
    aumento da extensibilidadedo tecido aumento da velocidade de reparo do tecido e da cura de lesões dissolução de depósitos de cálcio redução da dor (alteração de condução nervosa)
  • 9.
    Redução do espasmomuscular alteração da permeabilidade da membrana celular. Em contraste à radiação eletromagnética, o U.S. não é capaz de viajar n o vácuo.
  • 10.
    Sua velocidade atravésde diferentes materiais varia consideravelmente: ar: 300 m/s água doce: 1400 m/s água do mar: 1500 m/s tecido muscular: 1400 m/s tecido adiposo: 1600 m/s
  • 11.
    PRODUÇÃO DE ULTRA-SOMO ultra-som é produzido por uma corrente alternada que flui através de um cristal piezoelétrico: Quartzo titanato de bário zirconato de chumbo titanato
  • 12.
    Esse cristal ficaalojado em um transdutor (converte uma forma de energia em outra). Os cristais piezoelétricos produzem cargas elétricas positivas e negativas quando se contraem ou se expandem.
  • 13.
    O efeito piezoelétricodireto: os cristais com propriedades piezoelétricas produzem cargas elétricas positivas e negativas quando são comprimidos ou expandidos.
  • 14.
  • 15.
    O efeito piezoelétricoinverso (indireto) Os mesmos cristais se expandem ou se contraem quando uma corrente elétrica o atravessa.
  • 16.
  • 17.
    O U.S. éproduzido por meio do efeito piezoelétrico inverso. A vibração dos cristais causa a produção mecânica de ondas sonoras de alta freqüência.
  • 18.
  • 19.
    OSTEOBLASTOS OSTEOCLASTOS ESTRÓGENOAção direta (apoptose precoce) Ação indireta (impede a produção de citocinas que atraem os osteoblastos Ação das cargas ATIVIDADE FÍSICA Estimula a produção
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    Metabolismo ósseo normalEquilíbrio entre a ação de osteoblastos e osteoclastos Osso íntegro: resistente á fraturas
  • 21.
    PERDA DO EQUILÍBRIOGERA: OSTEOPENIA ou OSTEOPOROSE Diminuição da massa Diminuição da massa associada a alterações da geometria óssea elevando o risco de fratura
  • 22.
    EFEITO PIEZOELÉTRICO Cargamecânica (atividade física) Energia mecânica gera Micro deformações Micro deformações: energia elétrica negativa E elétrica negativa atrae osteoblasto
  • 23.
  • 24.
    TRANSMISSÃO DE ONDASDE U.S. Devido a elevadas freqüências presentes, o U.S. precisa de um meio denso para percorrer e, portanto, é incapaz de atravessar o ar. O U.S apresenta uma forma de onda senoidal e exibe propriedades de comprimento de onda, freqüência, amplitude e velocidade.
  • 25.
    A energia daonda é transferida por uma molécula colidindo com sua vizinha e trocando energia cinética, sem originar um deslocamento verdadeiro de moléculas.
  • 26.
    ONDAS LONGITUDINAIS Aspartículas se deslocam paralelamenta à direção do som.
  • 27.
    A alternância depressão alta e baixa exercida pelo feixe de ultra-som resulta em regiões de elevada densidade de partícula (compressão) e de baixa densidade de partícula (rarefação) ao longo do caminho da onda.
  • 28.
  • 29.
    ESSAS FLUTUAÇÕES SÃOCAPAZES DE PRODUZIREM EFEITOS FISIOLÓGICOS.
  • 30.
    ONDAS TRANSVERSAIS (Cisalhamento)As partículas se deslocam perpendicularmente à direção da onda sonora. As ondas transversais não atravessam fluidos e só aparecem no corpo quando o ultra-som encontra um osso.
  • 31.
    A ONDA DEULTRA-SOM Como todas as ondas sonoras, as ondas de ultra-som têm as propriedades de reflexão, refração, penetração e absorção.
  • 32.
    REFLEXÃO A reflexãoocorre quando uma onda não consegue atravessar a próxima densidade. Pode ser completa ou parcial. O eco é um exemplo de reflexão composta de energia acústica.
  • 33.
    REFRAÇÃO A refraçãoé a curvatura das ondas resultante de uma alteração da velocidade de uma onda que entra em um meio com densidade diferente.
  • 34.
    ABSORÇÃO A absorçãoocorre através de um meio que recebe a onda e a transforma em energia cinética. Os tecidos podem absorver parte o toda a energia neles introduzida.
  • 35.
    Em geral, aenergia prefere percorrer uma linha reta. Entretanto, quando percorre um meio, seu trajeto é influenciado pelas alterações da densidade. A energia que atinge uma interface entre duas densidades diferentes pode ser refletida, refratada ou absorvida pelo material, ou pode continuar a atravessar o material, não sendo afetada pela mudança.
  • 36.
    FREQÜÊNCIA A freqüênciade saída de um gerador de ultra-som é medida em megahertz (MHz) e descrita como o número de ondas que ocorrem em 1 segundo. A freqüência de saída do ultra-som determina a profundidade de penetração da energia, com uma correlação linear entre a freqüência do ultra-som e a profundidade na qual a energia é absorvida pelo tecido.
  • 37.
    Geradores de ultra-somde alta freqüência (3MHz) são empregados para tratamento de tecidos superficiais, pois a energia é rapidamente absorvida. O gerador mais utilizado, o de 1 MHz, oferece um ajuste entre a penetração profunda e um aquecimento adequado, em função da freqüência relativamente baixa empregada.
  • 38.
  • 39.
    POTÊNCIA E INTENSIDADEPotência: medida em Watts (W) Quantidade de energia produzida por um transdutor. A intensidade representa a força das ondas sonoras, em uma determinada área, dentro dos tecidos tratados.
  • 40.
    Existem 3 medidasimportantes de intensidade: valor de meia camada intensidade média espacial intensidade média temporal (tempo)
  • 41.
    VALOR DE MEIACAMADA Representa a profundidade em que 50% da energia ultra-sônica foi absorvida pelos tecidos. 1 W/cm2 perde 50% de sua energia em uma profundidade de 2,3 cm; Então, a intensidade do feixe é de 0,5 W/cm2
  • 42.
    Ao dobro dessaprofundidade (4,6 cm), a intensidade do ultra-som é reduzida para 0,25 W/cm2. Quando se procura atingir tecidos profundos, deve-se considerar o efeito do valor de meia amada junto com os efeitos de penetração de freqüências de saída de 1 e 3 MHz.
  • 43.
    INTENSIDADE MÉDIA ESPACIAL(IME) Quantidade de energia que passa através de uma área específica. Nesse caso a área da fonte sonora (a área de radiação efetiva). A IME fornece a medida da potência por unidade de área da fonte sonora.
  • 44.
  • 45.
    Este valor écalculado: Potência de saída (watts) ARE da fonte do transdutor (cm2) Exemplo: Fonte: 10 W ARE: 5 cm2 IME: 2 W/cm2 As doses convencionais de tratamento variam de 0,5 a 5 W/cm2
  • 46.
    INTENSIDA TEMPORAL MÉDIAMede a potência de energia ultra-ônica liberada nos tecidos, em um dado período. É significativa na aplicação de ultra-som em pulsos. A energia liberada nos tecidos, por unidade de tempo, com ultra-som operando em um ciclo de funcionamento de 50%, é metade da energia liberada por modo contínuo.
  • 47.
    Exemplo: IEM: 2W/cm2; Ultra-som em pulsos de 50% do ciclo de funcionamento A intensidade temporal média do tratamento será de 1 W/cm2 (2 W/cm2 x 0,5 = 1 W/cm2)
  • 48.
    DURAÇÃO DO TRATAMENTOA duração do tratamento depende do tamanho da área a ser tratada, da intensidade de saída e das metas terapêuticas do tratamento. A área para um tratamento não deve ser maior que duas ou três vezes a área da superfície da ARE da fonte sonora.
  • 49.
    Tempo: númerode cabeçotes + 2 Exemplo: área a ser tratada = 2 cabeçotes + 2 Tempo total = 4 minutos
  • 50.
    MODOS DE APLICAÇÃODO U.S. Dependendo do tipo de saída, o U.S. é capaz de produzir alterações fisiológicas térmicas e não-térmicas. Uma saída contínua (100%) provoca efeitos principalmente térmicos. A aplicação em pulsos breves (ex: 20%) – pulsado - produz, efeitos não-térmicos.
  • 51.
    Como determinar omodo de aplicação do U.S.? Pulsado ou contínuo?
  • 52.
    Isso vai dependerda avaliação para determinar o estágio de cura, o estágio da inflamação e as metas do tratamento.
  • 53.
    AGENTES E MÉTODOSDE ACOPLAMENTO As ondas de ultra-som não podem atravessar o ar, portanto deve ser utilizado um agente de acoplamento para permitir que as ondas passem do transdutor para os tecidos.
  • 54.
    Acoplamento direto Otransdutor é colocado diretamento sobre a pele, junto com um gel que serve para excluir o ar entre a pele e a fonte sonora. os géis acopladores consistem de água destilada e um material inerte e não-refletor, que aumenta a viscosidade da mistura.
  • 55.
  • 56.
    Imersão em águaUtilizado para tratamento de áreas irregulares. A parte do corpo é imersa em uma banheira de água e o cabeçote é colocado na água a aproximadamente 2,5 cm de distância
  • 57.
  • 58.
    Método da bexigaEssa técnica emprega um balão cheio de água ou uma bolsa de plástico (bexiga) coberta com um gel acoplador. A bexiga pode se adaptar a área irregulares. Antes de ser fechada, todas as bolsas de ar devem ser removidas da bexiga.
  • 59.
  • 60.
    OS EFEITOS DOU.S. Mecânico Químico ou biológico Térmico Neural
  • 61.
    EFEITO MECÂNICO Micromassagem: O U.S. também produz pressões. Quando essas são aplicadas ao corpo, comprimem e liberam o tecido como na massagem, porém em velocidades muito mais rápidas.
  • 62.
    EFEITOS QUÍMICOS OUBIOLÓGICOS Melhora da permeabilidade de todas as membranas aos íons sódio e potássio. vasodilatação analgesia alteração do pH tecidual
  • 63.
    EFEITOS TÉRMICOS Calor:produzido pela fricção criada pela ondas passando através do tecido. Vantagem: calor dirigido.
  • 64.
    EFEITOS NEURAIS Apressão sonora produzida pelas ondas de ultra-som faz com que as moléculas grandes desenvolvam uma carga piezoelétrica que, por sua vez, estimule os nervos assim como os músculos.
  • 65.
    EFEITOS SOBRE OCICLO DE RESPOSTA À LESÃO Os efeitos da aplicação de U.S. dependem: - modo de aplicação (contínuo ou pulsado) - da freqüência - do tamanho da área a ser tratada - dos tecidos tratados (vascularização e densidade).
  • 66.
    FLUXO SANGÜÍNEO OU.S. contínuo aumenta o fluxo sangüíneo. Outros fatores fisiológicos também podem promover o aumento do fluxo sangüíneo: alteração da permeabilidade da membrana celular e a liberação de histamina na área tratada.
  • 67.
    CICATRIZAÇÃO DO TECIDOAcelera a fase inflamatória influencia a atividade de macrófagos aumenta a adesão de leucócitos nas células endoteliais danificadas aplicação durante a fase de proliferação estimula a divisão celular.
  • 68.
    ESTIRAMENTO DO TECIDOO efeito térmico de aumento da extensibilidade dos tecidos ricos em colágeno pode ser empregado de forma vantajosa incorporando-se exercícios de amplitude de movimento depois da aplicação de U.S. contínuo.
  • 69.
    CONTROLE DA DOREfeito direto sobre o SNP: influencia na transmissão dos impulsos nervosos elevando o limiar de dor. Efeito indireto: redução da dor decorrente das alterações do tecido produzidas em função da aplicação do U.S.
  • 70.
    FONOFORESE A energiaultra-sônica pode ser utilizada para liberar medicamentos nos tecidos pelo processo de fonoforese. Os efeitos da energia ultra-sônica abrem caminhos que permitem que a medicação se difunda através da pele e penetre mais profundamente nos tecidos.
  • 71.
    A medicação quepenetra nos tecidos dessa maneira não passa pelo fígado, portanto, diminui a eliminação metabólica das substâncias. A combinação de fatores como composição, hidratação, vascularização e espessura da ele, estimula ou evita a difusão de medicamentos através da pele e, portanto, para tecidos mais profundos.
  • 72.
    Na aplicação dafonoforese, o substituto do gel acoplador padrão é um gel ou um creme contendo a medicação. TABELA DAS SUBSTÂNCIAS APLICADAS POR FONOFORESE.
  • 73.
    A eficácia dafonoforese não foi totalmente comprovada e ainda existe controvérsia. As seguintes recomendações foram estabelecidas, a fim de fornecer a melhor aplicação de fonoforese: - Utilizar apenas meios aprovados de transmissão de ultra-som.
  • 74.
    Assegurar-se de quea pele esteja bem úmida; áreas de pele seca devem ser evitadas. aplicar o U.S. ou calor úmido ou tricotomizar a área antes do tratamento, para melhorar a capacidade de difusão da medicação através da pele e dentro dos tecidos. posicionar a extremidade de forma a estimular a circulação
  • 75.
    Utilizar uma saídacontínua para maximizar o efeito da fonoforese (a menos que os efeitos térmicos do ultra-som sejam contra-indicados). depois do tratamento, cubra a medicação remanescente com um tecido oclusivo.
  • 76.
    CICATRIZAÇÃO DE FRATURASA técnica para a cicatrização de fraturas emprega uma saída de 1,5 MHz, feixe em pulso de baixa intensidade (30 mW/cm2), aplicado durante uma sessão de 20 minutos por dia. Porém, estes parâmetros de saída NÃO estão disponíveis nas unidades terapêuticas de ultra-som convencionais.
  • 77.
    INDICAÇÕES Contraturas articularesEspasmo muscular Neuroma Tecido cicatricial Distúrbios do sistema nervoso simpático Pontos-gatilho Verrugas Espasticidade
  • 78.
    Redução pós-aguda demosite ossificante Condições inflamatórias agudas (saída em pulso) Condições inflamatórias crônicas (saída em pulso o contínua)
  • 79.
    CONTRA INDICAÇÕES Patologiasagudas (saída contínua) áreas isquêmicas tendência à hemorragia áreas ao redor dos olhos, coração, crânio ou genitália gravidez, quando aplicada sobre áreas pélvicas ou lombares
  • 80.
    sobre tumores cancerígenos sobre a medula espinhal ou grandes plexos nervosos, em altas doses áreas anestesiadas sobre locais de fratura, antes que a consolidação esteja completa locais de fraturas por tensão sobre locais de infecção ativa sobre área pélvica ou lombar, em pacientes menstruadas áreas cuja circulação esteja prejudicada
  • 81.
    PROFUNDIDADE DE PENETRAÇÃO1 MHz: penetra cerca de 5 cm 3 MHz: penetra menos que 2 cm