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O Trovadorismo, considerado o primeiro movimento literário em Língua
Portuguesa, estendeu-se pela Idade Média (séc. XII a séc. XIV), momento em
que Portugal vivia um processo de formação nacional. Nesse momento, ainda,
vigorava o feudalismo, em que os grandes proprietários exerciam poderes em
suas próprias terras independentemente dos poderes do rei.
A produção poética desse movimento literário era uma combinação de
texto e música, por isso, é chamada de cantiga (poesia cantada). Num
primeiro momento, as cantigas eram apenas cantadas, mas, mais tarde,
passaram a ser registradas por escrito, em compilações chamadas
Cancioneiros.
A cantiga reconhecidamente mais antiga, produzida por volta de 1200, é
“A ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós. Nela, o eu lírico apresenta uma
relação de vassalagem com a mulher amada, já que esta lhe é inatingível.
“E vós, filha de Don Paai
Moniz, e bem vos semelha
Dhaver eu por vós guarvaia,
Pois eu, mia senhor, dalfaia
Nunca de vós houve nem hei
E vós, filha de Dom Paai
Moniz, pareceis querer que eu vos cubra,
Pois eu, minha senhora, com manto vos presentearei
E nunca houve, nem haverá para vós
Presentes que não sejam valiosos
Desde que seguissem as
ordens do senhor feudal e
pagassem a ele os tributos
exigidos, os aldeões
poderiam cultivar para
subsistência. Assim, era o
senhor feudal quem
detinha o maior poder, e
não o rei, apesar do título.
Exemplos de
igrejas europeias
com arquitetura e
vitrais em estilo
gótico.
O Trovadorismo manifestou-se tanto na poesia quanto na prosa.
Poesia lírica
Cantiga de amor – eu lírico masculino, sofredor por amar uma mulher
hierarquicamente superior que rejeita suas cantigas.
Cantiga de amigo – eu lírico feminino, lamenta as saudades deixadas pelo amigo
(namorado) ausente. (No final deste slide há um link para que você veja como as cantigas fazem parte da cultura portuguesa
até hoje, com canções típicas chamadas de Fado.)
Poesia satírica
Cantiga de escárnio – crítica indireta a algo ou a alguém, cheia de trocadilhos e
jogos de sentido.
Cantiga de maldizer – a crítica é feita diretamente; o nome da “vítima” era
mencionado em meio a uma linguagem vulgar e cheia de palavrões.
Prosa (permaneceram durante o Humanismo, com valor historiográfico. Fernão Lopes foi o maior expoente português.)
Novelas de cavalaria – aventuras e feitos de um povo.
Cronicões – exaltações aos reis, baseadas em fatos históricos.
Livros de linhagem – biografias de famílias importantes.
Hagiografias – histórias dos santos.
(Vale lembrar que tais obras mesclam dados históricos com passagens romanceadas pelos autores. Além disso, sua produção
perdura concomitantemente ao Humanismo.)
http://www.youtube.com/watch?v=QiZTuvYIgss
http://www.letrasdemusica.com.br/a/amalia-rodrigues/amantes-separados.html
O Humanismo foi uma época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. 
Como  o  próprio  nome  já  diz,  o  ser  humano  passou  a  ser  valorizado  – 
antropocentrismo.
Foi nessa época que se consolidou a burguesia como classe social. Os burgueses 
não eram servos, e sim pessoas que ganharam dinheiro trabalhando. Não faziam parte 
da nobreza, portanto.
Com o aparecimento dessa classe social, foram ganhando dimensão os espaços 
urbanos (mercantilismo, industrialização embrionária e manufatura) e muitos homens 
que moravam no campo se mudaram para morar nessas cidades – oportunidade de 
melhora  de  vida.  Como  consequência,  o  regime  feudal  de  servidão  enfraqueceu  e 
desapareceu, voltando o poder absolutista com toda força.
O “status” econômico passou a ser muito valorizado, muito mais do que o título 
de  nobreza,  ao  contrário  da  era  medieval.  E  foi  nesse  contexto  que  a  burguesia  se 
destacou: patrocinava produção de conhecimentos e exercia poder junto ao monarca.
As  Grandes  Navegações  trouxeram 
ao homem confiança de sua capacidade e 
vontade  de conhecer e  descobrir  várias 
coisas. 
Assim,  a  religião  começou  a 
enfraquecer  e  o teocentrismo deu  lugar 
ao antropocentrismo, ou seja, o homem e 
seus  saberes  passaram  a  ser  o  centro  de 
tudo e não mais Deus e seus dogmas.
Mas  não  podemos  nos  enganar 
achando  que  o  homem  abandonou  a 
religião:  ele  só  não    deixou  que  os 
princípios  nos  quais  a  Igreja  acreditava  o 
impedisse  de  fazer  descobertas  nos 
campos da matemática, da astronomia, da 
cartografia... 
Os  artistas  começaram  a  dar  mais 
valor às emoções humanas.
Gil Vicente , maior
expoente do
Humanismo lusitano, e
rei D. Manuel, famoso
pela grande
prosperidade
portuguesa durante seu
governo – expansão
ultramarítima, comércio
de especiarias...
Gil  Vicente,    considerado  o  precursor  do  teatro 
português  moderno,  é  o  maior  expoente  do  Humanismo 
ibérico, apesar de também ter escrito em espanhol.
Suas  peças,  de  cunho  moralizante  –  sacro  e  satíricas, 
tratam de críticas às mazelas da sociedade e das instituições 
falidas  dos  sécs.  XV  e  XVI.  Seu  ideal  eram  as  igrejas  e  a 
nobreza medievais.  Para ele, o homem estava se tornando 
cada vez mais corrupto e ambicioso.
Para  fazer  suas  críticas,  Gil  Vicente  se  apropriava  do 
humor,  da  linguagem  figurada  e  dos  personagens 
tipificados.  Assim,  os  alvos  não  se  reconheciam  e,  ao 
contrário,  se  entretinham  e  colocavam  o  autor  como  um 
membro cativo da Corte.
Gil Vicente acabou se tornando um protegido da rainha 
D. Leonor, esposa de D. Manuel, por ter escrito e encenado 
uma peça em homenagem ao herdeiro do trono, D. João III.
Ainda  assim,  a  peça  de  maior  prestígio  do  autor  é  O
auto da barca do inferno, uma verdadeira condenação aos 
pecados  capitais  e  ao  distanciamento  dos  valores 
medievais.
Impulsionado pelos ideais humanistas, o racionalismo nunca esteve tão forte. 
O  homem  se  encontrava  em  pleno  crescimento  científico  (a  ilustrar:  Copérnico 
afirmou que o Sol é o centro do Universo; Galileu afirmou que a Terra é redonda), 
cultural, histórico e econômico. 
Devido  a  tais  descobertas,  a  Igreja  e  seus  dogmas  passaram    a  ser 
questionados.  Os mistérios (caos) do mundo poderiam ser decifrados pelo próprio 
homem, sem necessidade da Igreja para intermediar os seus saberes. 
Por  isso,  o  homem  resolveu  buscar  no  racionalismo  clássico  (Antiguidade 
greco-romana)  modelos  e  ideais  de  equilíbrio  entre  si  próprio  e  o  mundo  que  o 
cerca.  Nesse  momento,  acreditava-se  que  foi  nas  civilizações  greco-romanas  a 
ocorrência  dos  maiores  avanços  de  até  então.  Acontecia,  então,  o  Renascimento 
intelectual.
Assim,  a  busca  pelo  modelo  da  Antiguidade  clássica  não  era  para  mera 
imitação, mas sim superação. Daí vem o nome Classicismo.
Em Portugal, o movimento teve início com a fundação da Universidade de 
Lisboa,  em  1534.  Contudo,  o  desenvolvimento  cultural  e  científico  estava 
condicionado aos interesses da Corte (entretenimento para ócios ilustrados).  
Isso porque eram os nobres e os burgueses que patrocinavam a descoberta de 
novos saberes.
Em  se  tratando  de  produção  literária,  teve  início  com  a  vinda  de  Sá  de 
Miranda  da  Itália,  trazendo  consigo  a  “medida  nova”.  Essa  “medida  nova”, 
entre outros, trazia o soneto decassílabo, uma estrutura poética rigorosa com 
14 versos, sendo dois quartetos e dois tercetos.
Essa estrutura rigorosa era um modo de organizar o caos tanto no que diz 
respeito à forma, quanto ao conteúdo de um poema. Isso porque havia uma 
simetria, além da riqueza de comparações e metáforas que remetiam à cultura 
greco-romana.
Além  disso,  os  antigos  Homero,  grego  autor  da  Ilíada  e  da  Odisseia,  e 
Virgílio,  latino  autor  da  Eneida,  eram  alvos  de  imitação  tanto  no  que  diz 
respeito à estrutura poética quanto aos jogos linguísticos. 
Veja um poema de Camões, considerado o maior expoente do Classicismo em Portugal.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Neste poema, Camões procurou conceituar a natureza contraditória do amor. Não é
um tema novo, pois já na Antiguidade, o amor era visto como uma espécie de doença da
razão. Aqui, o poeta buscou analisar o sentimento racionalmente, mas como o amor é um
sentimento vago, acabou por concluir pela ineficácia de sua análise, desembocando no
paradoxo do último verso. O sentir e o pensar são movimentos antagônicos: um deseja e o
outro limita, e, como o poeta não podia separar aquilo que sentia daquilo que pensava, o
resultado, na prática textual, só podia ser o acúmulo de contradições e paradoxos.
Para você conferir, seguem links com um clipe
e a letra da música “Monte castelo”, da Legião
Urbana. Na canção, Renato Russo se apropria
dos versos de Camões para compor a letra.
http://www.youtube.com/watch?
v=AKqLU7aMU7M
http://letras.terra.com.br/legiao-
urbana/22490/
Mas a produção camoniana não se restringia à lírica. O poeta ficou conhecido pela
sua obra prima Os lusíadas, epopeia que conta os feitos do povo português (luso, daí o
nome do poema).
O que não se pode perder de vista é que, sendo o povo português extremamente
católico e, na época, pioneiro na expansão ultramarítima, é recorrente na produção
artística local a ideia de que tal povo é escolhido por Deus, que é missão de tal povo
espalhar a cultura e a ideologia portuguesa mundo afora, pois assim o caos que era o
mundo seria organizado.
Dessa maneira, o poema narrativo de Camões “não foge à regra” e também exalta
o povo português, desde a formação do reino de Portugal até o século XVI, em que o
país se tornara potência hegemônica. A ilustrar, as estrofes I e III, do Canto I.
Nas artes plásticas, a valorização das formas humanas e dos motivos
greco-romanos se manifestou em esculturas e pinturas. Exemplos disso são
as obras de Botticelli (Nascimento de Vênus), Michelangelo (Davi) e Da Vinci
(O homem vitruviano).
Devido ao seu linguajar conflituoso, rico em paradoxo e antíteses, por meio do qual
as tensões entre homem e sentimento nunca são resolvidas, Camões é considerado um
poeta de transição entre Classicismo e Barroco. Assim, é denominado por muitos como um
poeta maneirista.
Se por um lado, Camões se apropria das estruturas formais rígidas da medida nova e
se esmera na cópia de modelos clássicos como Homero e Virgílio, por outro a vã tentativa
de racionalização sentimental e a não resolução dos conflitos oriundos dessa frustração o
aproxima do Barroco. Isso é o Maneirismo.
Já o Barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes
plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música. O berço do barroco é
a Itália do século XVII, porém se espalhou por outros países católicos, num contexto de
Reforma Protestante e Contra-Reforma.
De certo modo o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque
ambos os movimentos compartilharam de interesse pela Antiguidade clássica, embora
interpretando-a diferentemente. Enquanto no Renascimento as qualidades de moderação,
economia formal, equilíbrio e harmonia eram as mais buscadas, o tratamento barroco de
temas idênticos mostrava maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade,
exuberância e uma tendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto
pela materialidade opulenta e as demandas de uma vida espiritual.
Obras de Aleijadinho, um dos
maiores expoentes das artes
plásticas do Barroco brasileiro.
Com relação ao contexto histórico, podemos afirmar que a intensidade do
século XVI foi devastadora para Portugal. Isso porque o país se viu num status de
potência hegemônica e pioneiro na expansão ultramarítima, mas, como as colônias
não garantiram um rápido retorno financeiro, teve início uma fase de crise
econômica.
Somado a isso, os impulsos megalomaníacos de Dom Sebastião (o mesmo a
quem Camões dedicou Os lusíadas) fizeram com que o rei desaparecesse no norte da
África. Tal situação fez com que Portugal se visse novamente sob domínio espanhol,
pois subiu ao trono Filipe II, cujo feito foi a unificação da Ibéria.
A partir disso, criou-se a mentalidade do sebastianismo, que acreditava na volta
do rei desaparecido e na consequente retomada da autonomia portuguesa. Um dos
sebastianistas mais fervorosos era Padre Antônio Vieira.
A unificação da Península veio favorecer a luta conduzida pela Companhia de
Jesus em nome da Contra-Reforma: o ensino passa a ser quase um monopólio dos
jesuítas e a censura eclesiástica torna-se um obstáculo a qualquer avanço no campo
científico-cultural. Enquanto a Europa conhecia um período de efervescência no
campo científico, a Península Ibérica era um reduto da cultura medieval.
Tristes sucessos, casos lastimosos,
Desgraças nunca vistas, nem faladas.
São, ó Bahia, vésperas choradas
De outros que estão por vir estranhos
Sentimo-nos confusos e teimosos
Pois não damos remédios as já passadas,
Nem prevemos tampouco as esperadas
Como que estamos delas desejosos.
Levou-me o dinheiro, a má fortuna,
Ficamos sem tostão, real nem branca,
macutas, correão, nevelão, molhos:
Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,
E é que quem o dinheiro nos arranca,
Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.
Fazer pouco fruto da Deus no Mundo pode proceder de
um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do
ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por
meio de um sermão, há se haver três concursos: há de
concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há de
concorrer o ouvinte com entendimento, percebendo; há de
concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem ver a
si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se
tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se
tem espelho e olhos, e é noite, não se pode ver por falta de luz.
Logo, há mister luz, há mister espelhos e há mister olhos.
Gregório de Matos – Boca do Inferno
Pe. Antônio Vieira – Sermão da sexagésima
O Quinhentismo corresponde ao estilo literário que
abrange todas as manifestações literárias produzidas no
Brasil à época de seu descobrimento, durante o século XVI.
A ilustrar:
A literatura informativa, também chamada de literatura
dos viajantes ou dos cronistas, consiste em relatórios,
documentos e cartas que se empenham em levantar a
fauna, flora e habitantes da nova terra, com o objetivo
principal de encontrar riquezas. Daí o fato de ser meramente
descritiva e de pouco valor literário. A exaltação da terra
exótica e exuberante seria sua principal característica,
marcada pelo uso de adjetivos.
A Literatura Catequética ou Literatura Jesuítica foi
consequência da Contra-Reforma. A principal preocupação
dos jesuítas era o trabalho de catequese, objetivo que
determinou toda a sua produção literária, tanto na poesia
como no teatro. Além da poesia de devoção, os jesuítas
cultivaram o teatro de caráter pedagógico, baseado também
em trechos bíblicos, e as cartas que informavam aos
superiores na Europa o andamento dos trabalhos na
Colônia.
José de Anchieta se
propôs ao estudo da
língua tupi e guarani e
é considerado o
precursor do teatro no
Brasil. Sua obra já
apresenta
traços barrocos.
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Trovadorismo ao Barroco

  • 1.
  • 2. O Trovadorismo, considerado o primeiro movimento literário em Língua Portuguesa, estendeu-se pela Idade Média (séc. XII a séc. XIV), momento em que Portugal vivia um processo de formação nacional. Nesse momento, ainda, vigorava o feudalismo, em que os grandes proprietários exerciam poderes em suas próprias terras independentemente dos poderes do rei. A produção poética desse movimento literário era uma combinação de texto e música, por isso, é chamada de cantiga (poesia cantada). Num primeiro momento, as cantigas eram apenas cantadas, mas, mais tarde, passaram a ser registradas por escrito, em compilações chamadas Cancioneiros. A cantiga reconhecidamente mais antiga, produzida por volta de 1200, é “A ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós. Nela, o eu lírico apresenta uma relação de vassalagem com a mulher amada, já que esta lhe é inatingível. “E vós, filha de Don Paai Moniz, e bem vos semelha Dhaver eu por vós guarvaia, Pois eu, mia senhor, dalfaia Nunca de vós houve nem hei E vós, filha de Dom Paai Moniz, pareceis querer que eu vos cubra, Pois eu, minha senhora, com manto vos presentearei E nunca houve, nem haverá para vós Presentes que não sejam valiosos
  • 3. Desde que seguissem as ordens do senhor feudal e pagassem a ele os tributos exigidos, os aldeões poderiam cultivar para subsistência. Assim, era o senhor feudal quem detinha o maior poder, e não o rei, apesar do título.
  • 4. Exemplos de igrejas europeias com arquitetura e vitrais em estilo gótico.
  • 5. O Trovadorismo manifestou-se tanto na poesia quanto na prosa. Poesia lírica Cantiga de amor – eu lírico masculino, sofredor por amar uma mulher hierarquicamente superior que rejeita suas cantigas. Cantiga de amigo – eu lírico feminino, lamenta as saudades deixadas pelo amigo (namorado) ausente. (No final deste slide há um link para que você veja como as cantigas fazem parte da cultura portuguesa até hoje, com canções típicas chamadas de Fado.) Poesia satírica Cantiga de escárnio – crítica indireta a algo ou a alguém, cheia de trocadilhos e jogos de sentido. Cantiga de maldizer – a crítica é feita diretamente; o nome da “vítima” era mencionado em meio a uma linguagem vulgar e cheia de palavrões. Prosa (permaneceram durante o Humanismo, com valor historiográfico. Fernão Lopes foi o maior expoente português.) Novelas de cavalaria – aventuras e feitos de um povo. Cronicões – exaltações aos reis, baseadas em fatos históricos. Livros de linhagem – biografias de famílias importantes. Hagiografias – histórias dos santos. (Vale lembrar que tais obras mesclam dados históricos com passagens romanceadas pelos autores. Além disso, sua produção perdura concomitantemente ao Humanismo.) http://www.youtube.com/watch?v=QiZTuvYIgss http://www.letrasdemusica.com.br/a/amalia-rodrigues/amantes-separados.html
  • 6. O Humanismo foi uma época de transição entre a Idade Média e o Renascimento.  Como  o  próprio  nome  já  diz,  o  ser  humano  passou  a  ser  valorizado  –  antropocentrismo. Foi nessa época que se consolidou a burguesia como classe social. Os burgueses  não eram servos, e sim pessoas que ganharam dinheiro trabalhando. Não faziam parte  da nobreza, portanto. Com o aparecimento dessa classe social, foram ganhando dimensão os espaços  urbanos (mercantilismo, industrialização embrionária e manufatura) e muitos homens  que moravam no campo se mudaram para morar nessas cidades – oportunidade de  melhora  de  vida.  Como  consequência,  o  regime  feudal  de  servidão  enfraqueceu  e  desapareceu, voltando o poder absolutista com toda força. O “status” econômico passou a ser muito valorizado, muito mais do que o título  de  nobreza,  ao  contrário  da  era  medieval.  E  foi  nesse  contexto  que  a  burguesia  se  destacou: patrocinava produção de conhecimentos e exercia poder junto ao monarca.
  • 7. As  Grandes  Navegações  trouxeram  ao homem confiança de sua capacidade e  vontade  de conhecer e  descobrir  várias  coisas.  Assim,  a  religião  começou  a  enfraquecer  e  o teocentrismo deu  lugar  ao antropocentrismo, ou seja, o homem e  seus  saberes  passaram  a  ser  o  centro  de  tudo e não mais Deus e seus dogmas. Mas  não  podemos  nos  enganar  achando  que  o  homem  abandonou  a  religião:  ele  só  não    deixou  que  os  princípios  nos  quais  a  Igreja  acreditava  o  impedisse  de  fazer  descobertas  nos  campos da matemática, da astronomia, da  cartografia...  Os  artistas  começaram  a  dar  mais  valor às emoções humanas. Gil Vicente , maior expoente do Humanismo lusitano, e rei D. Manuel, famoso pela grande prosperidade portuguesa durante seu governo – expansão ultramarítima, comércio de especiarias...
  • 8. Gil  Vicente,    considerado  o  precursor  do  teatro  português  moderno,  é  o  maior  expoente  do  Humanismo  ibérico, apesar de também ter escrito em espanhol. Suas  peças,  de  cunho  moralizante  –  sacro  e  satíricas,  tratam de críticas às mazelas da sociedade e das instituições  falidas  dos  sécs.  XV  e  XVI.  Seu  ideal  eram  as  igrejas  e  a  nobreza medievais.  Para ele, o homem estava se tornando  cada vez mais corrupto e ambicioso. Para  fazer  suas  críticas,  Gil  Vicente  se  apropriava  do  humor,  da  linguagem  figurada  e  dos  personagens  tipificados.  Assim,  os  alvos  não  se  reconheciam  e,  ao  contrário,  se  entretinham  e  colocavam  o  autor  como  um  membro cativo da Corte. Gil Vicente acabou se tornando um protegido da rainha  D. Leonor, esposa de D. Manuel, por ter escrito e encenado  uma peça em homenagem ao herdeiro do trono, D. João III. Ainda  assim,  a  peça  de  maior  prestígio  do  autor  é  O auto da barca do inferno, uma verdadeira condenação aos  pecados  capitais  e  ao  distanciamento  dos  valores  medievais.
  • 9. Impulsionado pelos ideais humanistas, o racionalismo nunca esteve tão forte.  O  homem  se  encontrava  em  pleno  crescimento  científico  (a  ilustrar:  Copérnico  afirmou que o Sol é o centro do Universo; Galileu afirmou que a Terra é redonda),  cultural, histórico e econômico.  Devido  a  tais  descobertas,  a  Igreja  e  seus  dogmas  passaram    a  ser  questionados.  Os mistérios (caos) do mundo poderiam ser decifrados pelo próprio  homem, sem necessidade da Igreja para intermediar os seus saberes.  Por  isso,  o  homem  resolveu  buscar  no  racionalismo  clássico  (Antiguidade  greco-romana)  modelos  e  ideais  de  equilíbrio  entre  si  próprio  e  o  mundo  que  o  cerca.  Nesse  momento,  acreditava-se  que  foi  nas  civilizações  greco-romanas  a  ocorrência  dos  maiores  avanços  de  até  então.  Acontecia,  então,  o  Renascimento  intelectual. Assim,  a  busca  pelo  modelo  da  Antiguidade  clássica  não  era  para  mera  imitação, mas sim superação. Daí vem o nome Classicismo.
  • 10. Em Portugal, o movimento teve início com a fundação da Universidade de  Lisboa,  em  1534.  Contudo,  o  desenvolvimento  cultural  e  científico  estava  condicionado aos interesses da Corte (entretenimento para ócios ilustrados).   Isso porque eram os nobres e os burgueses que patrocinavam a descoberta de  novos saberes. Em  se  tratando  de  produção  literária,  teve  início  com  a  vinda  de  Sá  de  Miranda  da  Itália,  trazendo  consigo  a  “medida  nova”.  Essa  “medida  nova”,  entre outros, trazia o soneto decassílabo, uma estrutura poética rigorosa com  14 versos, sendo dois quartetos e dois tercetos. Essa estrutura rigorosa era um modo de organizar o caos tanto no que diz  respeito à forma, quanto ao conteúdo de um poema. Isso porque havia uma  simetria, além da riqueza de comparações e metáforas que remetiam à cultura  greco-romana. Além  disso,  os  antigos  Homero,  grego  autor  da  Ilíada  e  da  Odisseia,  e  Virgílio,  latino  autor  da  Eneida,  eram  alvos  de  imitação  tanto  no  que  diz  respeito à estrutura poética quanto aos jogos linguísticos. 
  • 11. Veja um poema de Camões, considerado o maior expoente do Classicismo em Portugal. Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? Neste poema, Camões procurou conceituar a natureza contraditória do amor. Não é um tema novo, pois já na Antiguidade, o amor era visto como uma espécie de doença da razão. Aqui, o poeta buscou analisar o sentimento racionalmente, mas como o amor é um sentimento vago, acabou por concluir pela ineficácia de sua análise, desembocando no paradoxo do último verso. O sentir e o pensar são movimentos antagônicos: um deseja e o outro limita, e, como o poeta não podia separar aquilo que sentia daquilo que pensava, o resultado, na prática textual, só podia ser o acúmulo de contradições e paradoxos. Para você conferir, seguem links com um clipe e a letra da música “Monte castelo”, da Legião Urbana. Na canção, Renato Russo se apropria dos versos de Camões para compor a letra. http://www.youtube.com/watch? v=AKqLU7aMU7M http://letras.terra.com.br/legiao- urbana/22490/
  • 12. Mas a produção camoniana não se restringia à lírica. O poeta ficou conhecido pela sua obra prima Os lusíadas, epopeia que conta os feitos do povo português (luso, daí o nome do poema). O que não se pode perder de vista é que, sendo o povo português extremamente católico e, na época, pioneiro na expansão ultramarítima, é recorrente na produção artística local a ideia de que tal povo é escolhido por Deus, que é missão de tal povo espalhar a cultura e a ideologia portuguesa mundo afora, pois assim o caos que era o mundo seria organizado. Dessa maneira, o poema narrativo de Camões “não foge à regra” e também exalta o povo português, desde a formação do reino de Portugal até o século XVI, em que o país se tornara potência hegemônica. A ilustrar, as estrofes I e III, do Canto I.
  • 13. Nas artes plásticas, a valorização das formas humanas e dos motivos greco-romanos se manifestou em esculturas e pinturas. Exemplos disso são as obras de Botticelli (Nascimento de Vênus), Michelangelo (Davi) e Da Vinci (O homem vitruviano).
  • 14. Devido ao seu linguajar conflituoso, rico em paradoxo e antíteses, por meio do qual as tensões entre homem e sentimento nunca são resolvidas, Camões é considerado um poeta de transição entre Classicismo e Barroco. Assim, é denominado por muitos como um poeta maneirista. Se por um lado, Camões se apropria das estruturas formais rígidas da medida nova e se esmera na cópia de modelos clássicos como Homero e Virgílio, por outro a vã tentativa de racionalização sentimental e a não resolução dos conflitos oriundos dessa frustração o aproxima do Barroco. Isso é o Maneirismo. Já o Barroco foi uma tendência artística que se desenvolveu primeiramente nas artes plásticas e depois se manifestou na literatura, no teatro e na música. O berço do barroco é a Itália do século XVII, porém se espalhou por outros países católicos, num contexto de Reforma Protestante e Contra-Reforma. De certo modo o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos os movimentos compartilharam de interesse pela Antiguidade clássica, embora interpretando-a diferentemente. Enquanto no Renascimento as qualidades de moderação, economia formal, equilíbrio e harmonia eram as mais buscadas, o tratamento barroco de temas idênticos mostrava maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância e uma tendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto pela materialidade opulenta e as demandas de uma vida espiritual.
  • 15. Obras de Aleijadinho, um dos maiores expoentes das artes plásticas do Barroco brasileiro.
  • 16. Com relação ao contexto histórico, podemos afirmar que a intensidade do século XVI foi devastadora para Portugal. Isso porque o país se viu num status de potência hegemônica e pioneiro na expansão ultramarítima, mas, como as colônias não garantiram um rápido retorno financeiro, teve início uma fase de crise econômica. Somado a isso, os impulsos megalomaníacos de Dom Sebastião (o mesmo a quem Camões dedicou Os lusíadas) fizeram com que o rei desaparecesse no norte da África. Tal situação fez com que Portugal se visse novamente sob domínio espanhol, pois subiu ao trono Filipe II, cujo feito foi a unificação da Ibéria. A partir disso, criou-se a mentalidade do sebastianismo, que acreditava na volta do rei desaparecido e na consequente retomada da autonomia portuguesa. Um dos sebastianistas mais fervorosos era Padre Antônio Vieira. A unificação da Península veio favorecer a luta conduzida pela Companhia de Jesus em nome da Contra-Reforma: o ensino passa a ser quase um monopólio dos jesuítas e a censura eclesiástica torna-se um obstáculo a qualquer avanço no campo científico-cultural. Enquanto a Europa conhecia um período de efervescência no campo científico, a Península Ibérica era um reduto da cultura medieval.
  • 17. Tristes sucessos, casos lastimosos, Desgraças nunca vistas, nem faladas. São, ó Bahia, vésperas choradas De outros que estão por vir estranhos Sentimo-nos confusos e teimosos Pois não damos remédios as já passadas, Nem prevemos tampouco as esperadas Como que estamos delas desejosos. Levou-me o dinheiro, a má fortuna, Ficamos sem tostão, real nem branca, macutas, correão, nevelão, molhos: Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna, E é que quem o dinheiro nos arranca, Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos. Fazer pouco fruto da Deus no Mundo pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há se haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há de concorrer o ouvinte com entendimento, percebendo; há de concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelhos e há mister olhos. Gregório de Matos – Boca do Inferno Pe. Antônio Vieira – Sermão da sexagésima
  • 18. O Quinhentismo corresponde ao estilo literário que abrange todas as manifestações literárias produzidas no Brasil à época de seu descobrimento, durante o século XVI. A ilustrar: A literatura informativa, também chamada de literatura dos viajantes ou dos cronistas, consiste em relatórios, documentos e cartas que se empenham em levantar a fauna, flora e habitantes da nova terra, com o objetivo principal de encontrar riquezas. Daí o fato de ser meramente descritiva e de pouco valor literário. A exaltação da terra exótica e exuberante seria sua principal característica, marcada pelo uso de adjetivos. A Literatura Catequética ou Literatura Jesuítica foi consequência da Contra-Reforma. A principal preocupação dos jesuítas era o trabalho de catequese, objetivo que determinou toda a sua produção literária, tanto na poesia como no teatro. Além da poesia de devoção, os jesuítas cultivaram o teatro de caráter pedagógico, baseado também em trechos bíblicos, e as cartas que informavam aos superiores na Europa o andamento dos trabalhos na Colônia. José de Anchieta se propôs ao estudo da língua tupi e guarani e é considerado o precursor do teatro no Brasil. Sua obra já apresenta traços barrocos.