SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 16
Romantismo no Brasil
POESIA E PROSA
PROFESSORA: Mª CRISTINA A. BIAGIO
“... São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.”
Casimiro de Abreu
Romero Brito
Romero Brito
Características da
Literatura Romântica
 A natureza como expressão
do eu – a natureza no arcadismo
funcionava apenas como cenário,
já no Romantismo a natureza
reflete e revela o interior do eu
( que escreve) ou das personagens;
 A religiosidade – A
valorização da espiritualidade, a
religiosidade cristã, o gosto pelo
sobrenatural são recorrentes
nessa estética;
O poeta Goethe na Itália -
Tischbein, Johann Heinrich
Wilhelm
 A idealização do amor
– o amor é tema central de
quase todas as obras do
Romantismo;
 A figura feminina –
mulher idealizada
-“anjo” ou mulher
“demônio” ( aquela que
arrasta o homem à
perdição);
 O herói romântico – Um
ser em permanente conflito
com a sociedade que o
oprime ou um ser idealizado
por seus feitos, como o
cavaleiro medieval;
 O Mal-do-Século –
estado de espírito
depressivo, que leva ao
tédio, à melancolia, ao
pessimismo e ao desejo
de morte;
Obs.: Os sofrimentos do jovem
Werther, do escritor alemão Goethe,
fez tanto sucesso entre os jovens
europeus, que em todo o continente,
ocorreu um surto de suicídios. Em
Portugal, o triste fenômeno levou
cem anos para ser vencido, graças ao
pacto de silêncio feito pela imprensa
(que parou de noticiar os casos
de suicídio).
 Escapismo e Nacionalismo – a fuga da
realidade foi uma constante no
romantismo. Da volta ao passado histórico
resultou o nacionalismo: exaltação da
nação como um todo, das personalidades
históricas, das tradições populares, da
natureza.
Contexto Histórico
 Escravidão.
 Forte sentimento nacionalista – que
coincidiu com a independência do
Brasil – Principal fato político do século
XIX.
 Nascimento da burguesia entre nós.
A Poesia Romântica
 Obra que deu início ao Romantismo no Brasil –
Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de
Magalhães (1836).
Fases e Principais autores:
1ª Fase - Saudosismo, nacionalismo e indianismo
(valorização das próprias raízes e da pátria) –
Gonçalves Dias.
2ª Fase: Mal-do-Século ou ultrarromantismo –
pessimismo, desejo de morte, solidão
religiosidade. Álvares de Azevedo.
3ª Fase: Condoreira - Poesia social. Castro Alves –
O poeta dos escravos.
Byron, O ídolo dos
Românticos
O poeta George Gordon
Byron(1788-1824), conhecido
como Lord Byron, levou a vida
como bem quis: livre e sem
preconceitos. Sua obra inspirou
toda uma geração de
românticos.
Prosa
 O primeiro romance brasileiro –
O filho do pescador, de Teixeira
e Souza – foi publicado em
1843, entretanto não conquistou
muita popularidade, pois
apresentava uma trama
bastante confusa. Foi com A
Moreninha (1844), de Joaquim
Manuel de Macedo, que surgiu
o verdadeiro romance
romântico brasileiro.
A prosa está compreendida
em quatro categorias:
 Prosa social-urbana – ambientada nas
cidades;
 Prosa histórica – Personagens e/ou fatos
históricos;
 Prosa Indianista (que pode ser histórica) –
tem como protagonista o índio – focalizado
também, como na poesia, em uma
perspectiva heroica;
 Prosa Regionalista – necessidade de valorizar
culturalmente todo os espaços do Brasil.
José de Alencar
Mais do que um escritor romântico, José de Alencar
tentou construir as bases de uma literatura tipicamente
brasileira. Com longas metáforas e seu modo de escrever
peculiar, Alencar critica o Rio de Janeiro imperial e os
costumes da sociedade brasileira. Suas críticas à
sociedade da segunda metade do século XIX renderam
ao autor diversas críticas negativas na época.
Joaquim Manuel
de Macedo
24/06/1820, Itaboraí (RJ) - 11/4/1882, Rio de Janeiro (RJ)
Entrou para a história da literatura brasileira
com o romance “a Moreninha”.
Apesar de formar-se em medicina, não tinha vocação para a
ciência médica e nem chegou a exercer a profissão. O ano de sua
formatura, 1844, é o mesmo da publicação de "A Moreninha",
escrito em um mês, durante suas férias acadêmicas, e cujo
sucesso imediato abriu-lhe amplas perspectivas para a carreira de
romancista.
Manuel Antônio de
Almeida
 De junho de 1852 a julho de 1853
publicou, anonimamente, os folhetins
que compõem as "Memórias de um
Sargento de Milícias", reunidas em livro
entre 1854-55, em dois volumes, com o
pseudônimo de "Um Brasileiro". Na 3ª
edição, em 1863 - já póstuma -
apareceu seu nome verdadeiro.
Seu romance fez sucesso pelo humor
imparcial e amoral, o estilo coloquial e,
principalmente, por seu grande talento
como narrador.

Bernardo Guimarães
15/8/1825, Ouro Preto (MG) 10/3/1884, Ouro Preto (MG).
Em 1875, publicou o
romance que melhor o
situaria na campanha
abolicionista e viria a ser a
mais popular das suas
obras:
"A escrava Isaura".
Capa da edição
francesa
Visconde de Taunay
1843-1899
Inocência é considerada a obra-prima
não só de Taunay, mas do romance
regionalista romântico. É a história
de um amor impossível.
Segundo a crítica Ilka Laurito: 
“A borboleta é capturada e morta, para ser exibida na Europa: sai do seu meio
ambiente através da morte. Inocência, prisioneira e vítima de seu meio,
transcende-o e se liberta apenas pela morte. Ambas representam a ideia de beleza
e de fragilidade. Enquanto a borboleta se eterniza e perpetua o nome de
Inocência, espetada pelo cientista num estojo de colecionador, a personagem do
romance é eternizada pelo romancista que, pode-se dizer, “espeta-a” nas páginas
do livro.” 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 04 variacao linguistica
Aula 04   variacao linguisticaAula 04   variacao linguistica
Aula 04 variacao linguistica
Marcia Simone
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Quezia Neves
 
Romantismo contexto histórico e características
Romantismo   contexto histórico e característicasRomantismo   contexto histórico e características
Romantismo contexto histórico e características
VIVIAN TROMBINI
 

Mais procurados (20)

Aula 04 variacao linguistica
Aula 04   variacao linguisticaAula 04   variacao linguistica
Aula 04 variacao linguistica
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geração
 
O pré modernismo
O pré modernismoO pré modernismo
O pré modernismo
 
Variedades linguísticas
Variedades linguísticasVariedades linguísticas
Variedades linguísticas
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Tipologia textual
Tipologia textualTipologia textual
Tipologia textual
 
Realismo e naturalismo
Realismo e naturalismoRealismo e naturalismo
Realismo e naturalismo
 
Humanismo - Literatura
Humanismo - LiteraturaHumanismo - Literatura
Humanismo - Literatura
 
Parnasianismo'
Parnasianismo'Parnasianismo'
Parnasianismo'
 
O barroco
O barrocoO barroco
O barroco
 
Parnasianismo brasileiro
Parnasianismo brasileiroParnasianismo brasileiro
Parnasianismo brasileiro
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Naturalismo
NaturalismoNaturalismo
Naturalismo
 
Funções da linguagem
Funções da linguagemFunções da linguagem
Funções da linguagem
 
Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Romantismo contexto histórico e características
Romantismo   contexto histórico e característicasRomantismo   contexto histórico e características
Romantismo contexto histórico e características
 
Crase
CraseCrase
Crase
 
1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo1ª fase do modernismo
1ª fase do modernismo
 

Semelhante a Romantismo no Brasil

Romantismo no brasil geral
Romantismo no brasil   geralRomantismo no brasil   geral
Romantismo no brasil geral
VIVIAN TROMBINI
 
romantismo-140720124010-phpapp01.pdf
romantismo-140720124010-phpapp01.pdfromantismo-140720124010-phpapp01.pdf
romantismo-140720124010-phpapp01.pdf
GANHADODINHEIRO
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
guest276c9
 
Literaturas sobre realismo (2)
Literaturas sobre realismo (2)Literaturas sobre realismo (2)
Literaturas sobre realismo (2)
Equipemundi2014
 
Romantismo brasileiro 2_gera_o
Romantismo brasileiro 2_gera_oRomantismo brasileiro 2_gera_o
Romantismo brasileiro 2_gera_o
caioalbarello
 
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
Lilian Lima
 

Semelhante a Romantismo no Brasil (20)

Romantismo no brasil geral
Romantismo no brasil   geralRomantismo no brasil   geral
Romantismo no brasil geral
 
PROJETO: SARAU LITERÁRIO
PROJETO: SARAU LITERÁRIOPROJETO: SARAU LITERÁRIO
PROJETO: SARAU LITERÁRIO
 
Romantismo e suas gerações.
Romantismo e suas gerações. Romantismo e suas gerações.
Romantismo e suas gerações.
 
romantismo-140720124010-phpapp01.pdf
romantismo-140720124010-phpapp01.pdfromantismo-140720124010-phpapp01.pdf
romantismo-140720124010-phpapp01.pdf
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica2ª e 3ª geração romântica
2ª e 3ª geração romântica
 
Romantismo - Prosa
Romantismo - ProsaRomantismo - Prosa
Romantismo - Prosa
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
início-romantismo
início-romantismoinício-romantismo
início-romantismo
 
Realismo e naturalismo no brasil completo
Realismo e naturalismo no brasil completoRealismo e naturalismo no brasil completo
Realismo e naturalismo no brasil completo
 
Romantismo no Brasil
Romantismo  no BrasilRomantismo  no Brasil
Romantismo no Brasil
 
O guarani - José de Alencar
O guarani - José de AlencarO guarani - José de Alencar
O guarani - José de Alencar
 
Literaturas sobre realismo (2)
Literaturas sobre realismo (2)Literaturas sobre realismo (2)
Literaturas sobre realismo (2)
 
Romantismo no brasil
Romantismo no brasilRomantismo no brasil
Romantismo no brasil
 
Romantismo brasileiro 2_gera_o
Romantismo brasileiro 2_gera_oRomantismo brasileiro 2_gera_o
Romantismo brasileiro 2_gera_o
 
Romantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geraçãoRomantismo - introdução e 1ª geração
Romantismo - introdução e 1ª geração
 
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
2011 2 – língua portuguesa roamantismo_história
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Machado de assis vida e obra
Machado de assis  vida e obraMachado de assis  vida e obra
Machado de assis vida e obra
 
Aula 10 romantismo no brasil e em portugal
Aula 10   romantismo no brasil e em portugalAula 10   romantismo no brasil e em portugal
Aula 10 romantismo no brasil e em portugal
 

Mais de CrisBiagio

Interpretação de texto a arte e suas funções
Interpretação de texto   a arte e suas funçõesInterpretação de texto   a arte e suas funções
Interpretação de texto a arte e suas funções
CrisBiagio
 

Mais de CrisBiagio (20)

Revisão para a UFSC.pptx
Revisão para a UFSC.pptxRevisão para a UFSC.pptx
Revisão para a UFSC.pptx
 
Vanguardas Europeias - 2022 - Atualizada.pptx
Vanguardas Europeias - 2022 - Atualizada.pptxVanguardas Europeias - 2022 - Atualizada.pptx
Vanguardas Europeias - 2022 - Atualizada.pptx
 
Formação de Palavras.pptx
Formação de Palavras.pptxFormação de Palavras.pptx
Formação de Palavras.pptx
 
Texto argumentativo - Citação direta e Citação Indireta.pptx
Texto argumentativo - Citação direta e Citação Indireta.pptxTexto argumentativo - Citação direta e Citação Indireta.pptx
Texto argumentativo - Citação direta e Citação Indireta.pptx
 
Discurso direto, indireto e indireto livre.pptx
Discurso direto, indireto e indireto livre.pptxDiscurso direto, indireto e indireto livre.pptx
Discurso direto, indireto e indireto livre.pptx
 
As imagens e a Sociedade.pptx
As imagens e a Sociedade.pptxAs imagens e a Sociedade.pptx
As imagens e a Sociedade.pptx
 
intertextualidade-interdiscursividade 2022 - atualizada.pptx
intertextualidade-interdiscursividade 2022 - atualizada.pptxintertextualidade-interdiscursividade 2022 - atualizada.pptx
intertextualidade-interdiscursividade 2022 - atualizada.pptx
 
Poema tirado de uma notícia de jornal, Manuel Bandeira.pptx
Poema tirado de uma notícia de jornal, Manuel Bandeira.pptxPoema tirado de uma notícia de jornal, Manuel Bandeira.pptx
Poema tirado de uma notícia de jornal, Manuel Bandeira.pptx
 
Redação - Textos argumentativos 2022.pptx
Redação - Textos argumentativos 2022.pptxRedação - Textos argumentativos 2022.pptx
Redação - Textos argumentativos 2022.pptx
 
Estilística.pptx
Estilística.pptxEstilística.pptx
Estilística.pptx
 
Inferências - Intertextualidade e Hipertexto 2022.pptx
Inferências - Intertextualidade e Hipertexto 2022.pptxInferências - Intertextualidade e Hipertexto 2022.pptx
Inferências - Intertextualidade e Hipertexto 2022.pptx
 
Mar Português, de Fernando Pessoa - Vozes d'África, de Castro Alves e Diáspor...
Mar Português, de Fernando Pessoa - Vozes d'África, de Castro Alves e Diáspor...Mar Português, de Fernando Pessoa - Vozes d'África, de Castro Alves e Diáspor...
Mar Português, de Fernando Pessoa - Vozes d'África, de Castro Alves e Diáspor...
 
Quinhentismo Brasileiro - Literatura informativa e jesuítica 2022.pptx
Quinhentismo Brasileiro - Literatura informativa e jesuítica 2022.pptxQuinhentismo Brasileiro - Literatura informativa e jesuítica 2022.pptx
Quinhentismo Brasileiro - Literatura informativa e jesuítica 2022.pptx
 
Fazenda Modelo - Chico Buarque - Considerações.pptx
Fazenda Modelo  - Chico Buarque  - Considerações.pptxFazenda Modelo  - Chico Buarque  - Considerações.pptx
Fazenda Modelo - Chico Buarque - Considerações.pptx
 
Crônicas para jovens, Clarice Lispector.pptx
Crônicas para jovens,  Clarice Lispector.pptxCrônicas para jovens,  Clarice Lispector.pptx
Crônicas para jovens, Clarice Lispector.pptx
 
Cinema, música e teatro atualizada em 2022.pptx
Cinema, música e teatro atualizada em 2022.pptxCinema, música e teatro atualizada em 2022.pptx
Cinema, música e teatro atualizada em 2022.pptx
 
Funções da Linguagem 2022.pptx
Funções da Linguagem 2022.pptxFunções da Linguagem 2022.pptx
Funções da Linguagem 2022.pptx
 
Interpretação de texto a arte e suas funções
Interpretação de texto   a arte e suas funçõesInterpretação de texto   a arte e suas funções
Interpretação de texto a arte e suas funções
 
Aulão Enem 2021
Aulão Enem 2021Aulão Enem 2021
Aulão Enem 2021
 
O pagador de promessas, de Dias Gomes
O pagador de promessas, de Dias GomesO pagador de promessas, de Dias Gomes
O pagador de promessas, de Dias Gomes
 

Último

PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
carlaOliveira438
 

Último (20)

As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditivaO que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
O que é uma Revolução Solar. tecnica preditiva
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio ead.pptx
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio  ead.pptxCONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio  ead.pptx
CONCORDÂNCIA NOMINAL atividade ensino médio ead.pptx
 
Geometria para 6 ano retas angulos .docx
Geometria para 6 ano retas angulos .docxGeometria para 6 ano retas angulos .docx
Geometria para 6 ano retas angulos .docx
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptx
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptxMovimento Negro Unificado , slide completo.pptx
Movimento Negro Unificado , slide completo.pptx
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
 
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 

Romantismo no Brasil

  • 1. Romantismo no Brasil POESIA E PROSA PROFESSORA: Mª CRISTINA A. BIAGIO “... São duas almas bem gêmeas Que riem no mesmo riso, Que choram nos mesmos ais; São vozes de dois amantes, Duas liras semelhantes, Ou dois poemas iguais.” Casimiro de Abreu Romero Brito Romero Brito
  • 2. Características da Literatura Romântica  A natureza como expressão do eu – a natureza no arcadismo funcionava apenas como cenário, já no Romantismo a natureza reflete e revela o interior do eu ( que escreve) ou das personagens;  A religiosidade – A valorização da espiritualidade, a religiosidade cristã, o gosto pelo sobrenatural são recorrentes nessa estética; O poeta Goethe na Itália - Tischbein, Johann Heinrich Wilhelm
  • 3.  A idealização do amor – o amor é tema central de quase todas as obras do Romantismo;  A figura feminina – mulher idealizada -“anjo” ou mulher “demônio” ( aquela que arrasta o homem à perdição);  O herói romântico – Um ser em permanente conflito com a sociedade que o oprime ou um ser idealizado por seus feitos, como o cavaleiro medieval;
  • 4.  O Mal-do-Século – estado de espírito depressivo, que leva ao tédio, à melancolia, ao pessimismo e ao desejo de morte; Obs.: Os sofrimentos do jovem Werther, do escritor alemão Goethe, fez tanto sucesso entre os jovens europeus, que em todo o continente, ocorreu um surto de suicídios. Em Portugal, o triste fenômeno levou cem anos para ser vencido, graças ao pacto de silêncio feito pela imprensa (que parou de noticiar os casos de suicídio).
  • 5.  Escapismo e Nacionalismo – a fuga da realidade foi uma constante no romantismo. Da volta ao passado histórico resultou o nacionalismo: exaltação da nação como um todo, das personalidades históricas, das tradições populares, da natureza.
  • 6. Contexto Histórico  Escravidão.  Forte sentimento nacionalista – que coincidiu com a independência do Brasil – Principal fato político do século XIX.  Nascimento da burguesia entre nós.
  • 7. A Poesia Romântica  Obra que deu início ao Romantismo no Brasil – Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1836). Fases e Principais autores: 1ª Fase - Saudosismo, nacionalismo e indianismo (valorização das próprias raízes e da pátria) – Gonçalves Dias. 2ª Fase: Mal-do-Século ou ultrarromantismo – pessimismo, desejo de morte, solidão religiosidade. Álvares de Azevedo. 3ª Fase: Condoreira - Poesia social. Castro Alves – O poeta dos escravos.
  • 8. Byron, O ídolo dos Românticos O poeta George Gordon Byron(1788-1824), conhecido como Lord Byron, levou a vida como bem quis: livre e sem preconceitos. Sua obra inspirou toda uma geração de românticos.
  • 9.
  • 10. Prosa  O primeiro romance brasileiro – O filho do pescador, de Teixeira e Souza – foi publicado em 1843, entretanto não conquistou muita popularidade, pois apresentava uma trama bastante confusa. Foi com A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, que surgiu o verdadeiro romance romântico brasileiro.
  • 11. A prosa está compreendida em quatro categorias:  Prosa social-urbana – ambientada nas cidades;  Prosa histórica – Personagens e/ou fatos históricos;  Prosa Indianista (que pode ser histórica) – tem como protagonista o índio – focalizado também, como na poesia, em uma perspectiva heroica;  Prosa Regionalista – necessidade de valorizar culturalmente todo os espaços do Brasil.
  • 12. José de Alencar Mais do que um escritor romântico, José de Alencar tentou construir as bases de uma literatura tipicamente brasileira. Com longas metáforas e seu modo de escrever peculiar, Alencar critica o Rio de Janeiro imperial e os costumes da sociedade brasileira. Suas críticas à sociedade da segunda metade do século XIX renderam ao autor diversas críticas negativas na época.
  • 13. Joaquim Manuel de Macedo 24/06/1820, Itaboraí (RJ) - 11/4/1882, Rio de Janeiro (RJ) Entrou para a história da literatura brasileira com o romance “a Moreninha”. Apesar de formar-se em medicina, não tinha vocação para a ciência médica e nem chegou a exercer a profissão. O ano de sua formatura, 1844, é o mesmo da publicação de "A Moreninha", escrito em um mês, durante suas férias acadêmicas, e cujo sucesso imediato abriu-lhe amplas perspectivas para a carreira de romancista.
  • 14. Manuel Antônio de Almeida  De junho de 1852 a julho de 1853 publicou, anonimamente, os folhetins que compõem as "Memórias de um Sargento de Milícias", reunidas em livro entre 1854-55, em dois volumes, com o pseudônimo de "Um Brasileiro". Na 3ª edição, em 1863 - já póstuma - apareceu seu nome verdadeiro. Seu romance fez sucesso pelo humor imparcial e amoral, o estilo coloquial e, principalmente, por seu grande talento como narrador. 
  • 15. Bernardo Guimarães 15/8/1825, Ouro Preto (MG) 10/3/1884, Ouro Preto (MG). Em 1875, publicou o romance que melhor o situaria na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas obras: "A escrava Isaura". Capa da edição francesa
  • 16. Visconde de Taunay 1843-1899 Inocência é considerada a obra-prima não só de Taunay, mas do romance regionalista romântico. É a história de um amor impossível. Segundo a crítica Ilka Laurito:  “A borboleta é capturada e morta, para ser exibida na Europa: sai do seu meio ambiente através da morte. Inocência, prisioneira e vítima de seu meio, transcende-o e se liberta apenas pela morte. Ambas representam a ideia de beleza e de fragilidade. Enquanto a borboleta se eterniza e perpetua o nome de Inocência, espetada pelo cientista num estojo de colecionador, a personagem do romance é eternizada pelo romancista que, pode-se dizer, “espeta-a” nas páginas do livro.”