Romantismo no Brasil - Prosa

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Conteúdo e exercícios sobre Literatura - Romantismo no Brasil, em especial sobre a prosa, ou seja, o romance romântico.

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Romantismo no Brasil - Prosa

  1. 1. Romantismo no Brasil Prosa – Romance romântico
  2. 2. Características (contexto) • Valores burgueses, processo de urbanização; • Romance: narrativa de costumes, idealização do mundo e da sociedade – elite rural ou zonas urbanas; • Imprensa: publicação em folhetins, atendimento às exigências do público leitor; • Identidade nacional; • Idealização do herói (bem x mal). ▫ Primeiro romance publicado (cronologicamente): O filho do pescador (1843), Teixeira e Sousa. Primeiro representativo do romantismo brasileiro: A moreninha (1844), Joaquim Manuel de Macedo.
  3. 3. Características dos romances • Amor ligado ao casamento e amor como redenção; • Caracterização dos costumes da sociedade, normalmente a burguesia carioca; • Tensão dramática: choque de classes sociais; • Idealização da mulher, quase sempre pura e intocável; • Universalização: representar vivências e valores universais a partir de vivências e valores individuais das personagens. • “Fórmula”: romance romântico europeu + cenário brasileiro + valores burgueses. • Final feliz – atendimento ao público leitor.
  4. 4. Principais temáticas • Histórico: ▫ Passado histórico: história da nação; ▫ Clima de época. • Urbano: ▫ Vida na corte, costumes da época; ▫ Burguesia: alta classe. • Indianista: ▫ Índio como marca do nativismo; ▫ Bom selvagem (Rosseau). • Regionalista: ▫ Nacionalidade ▫ Costumes registrados.
  5. 5. Principais autores • Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882): ▫ Retrata os costumes da sociedade, caráter documental; ▫ Linguagem simples, estilo leve e fluente. ▫ Intrigas de amor e mistério, final feliz. ▫ Principais obras: A moreninha, A luneta mágica. • Manuel Antônio de Almeida (1831-1861): ▫ Retrata o povo em sua simplicidade; ▫ Relato de costumes e juízo de valor sobre eles. ▫ Principal obra: Memórias de um sargento de milícias – Época de D. João VI, herói picaresto (foge do padrão romântico) e oriundo de classe popular. ▫ Estilo de folhetim, linguagem frouxa e final feliz. ▫ Considerado “pré-realista”.
  6. 6. Principais autores • José de Alencar (1829-1877): ▫ Consolidador do romance; ▫ Retrata posições políticas e sociais; ▫ Tentativa de criar um “painel do Brasil”, retratando-o do Norte ao Sul: litoral e sertão, presente e passado, urbano e rural; ▫ Linguagem brasileira; ▫ Diversidade temática, intrigas de amor e desigualdade social.  Romances urbanos (Senhora, A viuvinha, Lucíola + perfis femininos);  Romances regionalistas (O gaúcho, O sertanejo);  Romances indianistas (O guarani, Iracema, Ubirajara);  Romances rurais (O tronco do Ipê, Til);  Romance histórico (As minas de prata).
  7. 7. Outros autores • Bernardo Guimarães (1825-1884): ▫ Escrava Isaura  Tentativa de criticar o regime escravocrata e promover o abolicionismo); ▫ O seminarista  Critica os sistemas patriarcal e clerical, inadequação do jovem à vida religiosa imposta pela família). • Visconde de Taunay (1843-1899): ▫ Inocência  Mato Grosso: descrição minuciosa da paisagem, precisão de detalhes. Retrata região Centro-Oeste do Brasil;  Inovação: desfecho infeliz (morte de protagonistas). • Franklin Távora (1842-1888): ▫ O cabeleira  Cangaço nordestino.  Cabeleira larga o banditismo por sua amada Luizinha.
  8. 8. Exercícios sobre o Romantismo no Brasil.
  9. 9. (UnB 1º/2006) O pensamento sobre a cidade e a urbanização faz surgir uma literatura que tematiza a vida brasileira a partir da experiência urbana. Justamente por lidar com o cotidiano do convívio social da cidade, Joaquim Manuel de Macedo é considerado nosso primeiro romancista urbano. A partir do pós-guerra, a cidade marca fortemente a idéia de contraponto ao campo, como lugar e elemento modernizadores: palco de uma modernidade que denuncia uma ruptura importante com o passado. Aqui, cabe mencionar a riqueza e as novas formulações presentes em trabalhos em campos disciplinares diversos, entre os quais, a geografia, a história e a crítica literária, que se reúnem em torno da metrópole moderna. Por outro lado, em função dos processos de configuração da produção industrial de novo tipo no Brasil e de consolidação de novos campos disciplinares, as questões relativas tanto às cidades quanto às imagens e idéias de cidade e de metrópole podem ter-se transformado, mudando-se o rumo das discussões. Cibeie S Rizek In Espaço & Debates. São Paulo. Jan/dez 2003, p. 79-91 (com adaptações)
  10. 10. (UnB 1º/2006) Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir. 1. Aplicada ao Brasil, o termo “metrópole moderna” evoca a idéia de uma organização harmoniosa do espaço urbano, em que problemas ambientais e conflitos sociais estão ausentes. 2. Sob o ponto de vista histórico, o rápido processo de urbanização que o Brasil conheceu a partir dos anos 50 do século XX foi acompanhado pela ampliação da participação política da sociedade e pela redução da incidência de crises que pudessem colocar em risco a estabilidade das instituições democráticas.
  11. 11. (UnB 1º/2006) Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir. 1. Aplicada ao Brasil, o termo “metrópole moderna” evoca a idéia de uma organização harmoniosa do espaço urbano, em que problemas ambientais e conflitos sociais estão ausentes. (Errado) 2. Sob o ponto de vista histórico, o rápido processo de urbanização que o Brasil conheceu a partir dos anos 50 do século XX foi acompanhado pela ampliação da participação política da sociedade e pela redução da incidência de crises que pudessem colocar em risco a estabilidade das instituições democráticas. (Errado)
  12. 12. (UEL) “Malditos românticos, que têm crismado tudo e trocado em seu crismar os nomes que melhor exprimem as idéias!... O que outrora as chamava em bom-português, moça feia, os reformadores dizem menina simpática!... O que numa moça era, antigamente, desenxabimento, hoje é ao contrário: sublime languidez!... Já não há mais meninas importunas e vaidosas... As que o foram chamam-se agora espirituosas!... A escola dos românticos reformou tudo isso, em consideração ao belo sexo. (MACEDO, Joaquim Manuel de. “A moreninha”. São Paulo: FTD, 1991. p.31)
  13. 13. De acordo com o texto e considerando o período em que a obra foi escrita, é correto afirmar: a. A figura de linguagem utilizada no texto para se referir ao modo como as mulheres passam a ser tratadas pelos artistas românticos é a hipérbole, que consiste no exagero com o intuito de realçar uma idéia. b. O termo “românticos”, utilizado no texto, diz respeito ao estado de espírito, desviando-se do movimento artístico dominante na primeira metade do século XIX brasleiro. c. O movimento romântico teve caráter contestador, trazendo mudanças não somente para a arte como também para o comportamento. d. Percebe-se, no texto, forte influência do Positivismo, pois o personagem preocupa-se com a maneira através da qual os escritores românticos referem-se às mulheres. e. A referência ao modo de tratar a figura feminina exprime uma tentativa de aproximar dois pólos considerados inconciliáveis e opostos, denotando profundo gosto pelo paradoxal e anti-tético.
  14. 14. De acordo com o texto e considerando o período em que a obra foi escrita, é correto afirmar: a. A figura de linguagem utilizada no texto para se referir ao modo como as mulheres passam a ser tratadas pelos artistas românticos é a hipérbole, que consiste no exagero com o intuito de realçar uma idéia. b. O termo “românticos”, utilizado no texto, diz respeito ao estado de espírito, desviando-se do movimento artístico dominante na primeira metade do século XIX brasleiro. c. O movimento romântico teve caráter contestador, trazendo mudanças não somente para a arte como também para o comportamento. d. Percebe-se, no texto, forte influência do Positivismo, pois o personagem preocupa-se com a maneira através da qual os escritores românticos referem-se às mulheres. e. A referência ao modo de tratar a figura feminina exprime uma tentativa de aproximar dois pólos considerados inconciliáveis e opostos, denotando profundo gosto pelo paradoxal e anti-tético.
  15. 15. (UFPR) Qual das informações sobre José de Alencar é a correta? a. Alencar inaugurou a ficção brasileira com a publicação de sua obra Cinco Minutos. b. Alencar foi um cronista que soube conciliar um romantismo exacerbado com certas reminiscências do Arcadismo, manifestadas, principalmente, na linguagem clássica. c. Alencar, apesar de todo o idealismo romântico, conseguiu, nas obras Lucíola e Senhora, captar e denunciar certos aspectos profundos, recalcados da realidade social e individual, onde podemos detectar um pré-realismo ainda inseguro. d. A obra de Alencar, objetivando atingir a História do Brasil e a síntese de suas origens, vota-se exclusivamente para assuntos indígenas e regionalistas, sem incursões pelo romance urbano. e. O indianismo de José de Alencar baseou-se em dados reais e pesquisa antropológica, apresentando, por isso, uma imagemdo índio brasileiro sem deformações ou idealismo.
  16. 16. (UFPR) Qual das informações sobre José de Alencar é a correta? a. Alencar inaugurou a ficção brasileira com a publicação de sua obra Cinco Minutos. b. Alencar foi um cronista que soube conciliar um romantismo exacerbado com certas reminiscências do Arcadismo, manifestadas, principalmente, na linguagem clássica. c. Alencar, apesar de todo o idealismo romântico, conseguiu, nas obras Lucíola e Senhora, captar e denunciar certos aspectos profundos, recalcados da realidade social e individual, onde podemos detectar um pré-realismo ainda inseguro. d. A obra de Alencar, objetivando atingir a História do Brasil e a síntese de suas origens, vota-se exclusivamente para assuntos indígenas e regionalistas, sem incursões pelo romance urbano. e. O indianismo de José de Alencar baseou-se em dados reais e pesquisa antropológica, apresentando, por isso, uma imagemdo índio brasileiro sem deformações ou idealismo.
  17. 17. (ITA) Assinale a afirmação correta com relação à obra “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida. a. O livro trata da história de um amor impossível passada no século XIX. b. A história é contada numa linguagem popular da mesma maneira como foram escritas outras obras da época. c. O livro trata das peripécias do protagonista, personagem cômico, pobre e sem nobreza de caráter. d. A história se passa num ambiente rural, tal como a história de O sertanejo, de José de Alencar. e. A história é contada numa linguagem que segue os padrões clássicos da época.
  18. 18. (ITA) Assinale a afirmação correta com relação à obra “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida. a. O livro trata da história de um amor impossível passada no século XIX. b. A história é contada numa linguagem popular da mesma maneira como foram escritas outras obras da época. c. O livro trata das peripécias do protagonista, personagem cômico, pobre e sem nobreza de caráter. d. A história se passa num ambiente rural, tal como a história de O sertanejo, de José de Alencar. e. A história é contada numa linguagem que segue os padrões clássicos da época.
  19. 19. (UFRS) Considere as informações abaixo, referentes ao romance romântico no Brasil: I. “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, insere-se na linha primitivista da corrente romântica, em que as personagens vivem em contato constante coma natureza. II. Uma faz fontes de inspiração do romance “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, é a novela picaresca espanhola. III. A heroína de “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é mestiça; porém, na sua apresentação inicial, são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. Quais estão corretas?
  20. 20. (UFRS) Considere as informações abaixo, referentes ao romance romântico no Brasil: I. “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, insere-se na linha primitivista da corrente romântica, em que as personagens vivem em contato constante coma natureza. II. Uma faz fontes de inspiração do romance “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, é a novela picaresca espanhola. III. A heroína de “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é mestiça; porém, na sua apresentação inicial, são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. Quais estão corretas? II e III
  21. 21. (USP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é: a. retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica. b. idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o herói épico. c. pretexto episódico para descrição da natureza. d. visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior. e. representado como um primitivo feroz e de maus instintos. (USC) A respeito do Romantismo no Brasil, pode-se afirmar que: a. sua ação nacionalista deu origem às condições políticas que propiciaram a nossa Independência; b. coincidiu com o momento decisivo de definição da nacionalidade e colaborou para essa definição; c. espelhou sempre as influências estrangeiras, em nada aproveitando os costumes e a cor locais; d. foi decisivo para o amadurecimento dos sentimentos nativistas que culminaram na Inconfidência Mineira; e. ganhou relevo apenas na poesia, talvez por falta de talentos no cultivo da ficção.
  22. 22. (USP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é: a. retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica. b. idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o herói épico. c. pretexto episódico para descrição da natureza. d. visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior. e. representado como um primitivo feroz e de maus instintos. (USC) A respeito do Romantismo no Brasil, pode-se afirmar que: a. sua ação nacionalista deu origem às condições políticas que propiciaram a nossa Independência; b. coincidiu com o momento decisivo de definição da nacionalidade e colaborou para essa definição; c. espelhou sempre as influências estrangeiras, em nada aproveitando os costumes e a cor locais; d. foi decisivo para o amadurecimento dos sentimentos nativistas que culminaram na Inconfidência Mineira; e. ganhou relevo apenas na poesia, talvez por falta de talentos no cultivo da ficção.

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