SlideShare uma empresa Scribd logo
 
O que é a LITERATURA? ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],É o conjunto das produções do intelecto humano, falada ou escrita, que  despertam o sentimento  do belo pela perfeição da forma e pela excelência das ideias. (não é a obra literária em toda a sua extensão, mas só a que é capaz de provocar uma emoção).
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
INTRODUÇÃO Na  origem , a literatura de todos os povos foi  oral. A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim " littera ", que quer dizer " letras "), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela. A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinónimos. Os primeiros registos escritos da história da humanidade não são literatura.
Fresco de uma casa de Herculano
A Literatura surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em tribos nómadas, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram  transmitidas de forma oral através das gerações . Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registar a tradição oral.  Mais tarde surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as  tabuletas, óstracos, papiros e pergaminhos . Dessa maneira, as primeiras obras literárias conhecidas são registos escritos de composições oriundas de remota tradição oral.
A maior parte da literatura ocidental antiga perdeu-se. Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem -  Babilónia e Assíria, Egipto, Grécia, Roma  e a cultura dos israelitas na  Palestina  - entrou em contacto com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilónica, com suas tábuas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação directa com a idade moderna. Na  Babilónia  produziu-se o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos – o  Gilgamesh  e o  Enuma Elish  que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes. O  Egipto  atiçou a imaginação dos  gregos e romanos . Da cultura  hebraica  e dos seus primeiros manuscritos, veio a principal herança literária para o Ocidente - o  Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.
Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egipto, a  literatura grega  não tem antecedentes directos e aparentemente criou-se a si mesma. Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica. A chamada  literatura clássica , que engloba toda a produção greco-romana entre os  séculos V a.C. e V d.C ., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas, transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus.  Todos os géneros importantes de literatura  -  épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa  – foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias.
[object Object],[object Object],[object Object],Séculos  VIII a.C. a II a.C
Séculos I a.C. a II d.C. : A literatura na História de Roma Antiga ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
 
Séculos III a X ,[object Object],[object Object],[object Object]
Século XI : As Canções de Gesta e as Lendas Arturianas ,[object Object],[object Object]
Séculos XII a XIV: Poesia Trovadoresca ,[object Object],[object Object],[object Object]
 
Séculos XIV a XV : Humanismo ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Século XVI : O classicismo na História ,[object Object],[object Object]
Século XVI : O classicismo na História ,[object Object],[object Object],[object Object]
Século XVII ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Século XVIII: O Neoclassicismo ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
 
Século XIX (primeira metade) : O Romantismo ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Século XIX (segunda metade) : O Realismo ,[object Object],[object Object],[object Object]
 
Décadas de 1910 a 1930 : fugindo do tradicional ,[object Object],[object Object],[object Object]
Década 1940 : a fase pessimista O  pessimismo e o medo  gerados pela Segunda Guerra Mundial vai influenciar este período.  O  existencialismo  de Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus vão influenciar os autores desta época. Na Inglaterra, George Orwell faz uma amarga e triste profecia do futuro na obra 1984.
Década de 1950: crítica ao consumismo As obras desta época da  História criticam os valores tradicionais e o consumismo exagerado imposto pelo capitalismo , principalmente norte-americano.  O poeta Allen Ginsberg e o romancista Jack Kerouac são seus principais representantes.  Henry Miller choca a crítica com sua apologia da liberdade sexual na obra  Sexus, Plexus, Nexus .  Na Rússia, Vladimir Nabokov faz sucesso com o romance  Lolita .
Décadas de 1960 e 1970 O  realismo fantástico , como na ficção dos argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. Na obra do colombiano Gabriel García Márquez ,  Cem Anos de Solidão , misturam-se o realismo fantástico e o romance de carácter épico.  São épicos também alguns dos livros da chilena Isabel Allende autora de  A Casa do Espíritos.   No Peru, Mário Vargas Llosa é o romancista que ganha prestígio internacional.  No México destacam-se Juan Rulfo e Carlos Fuentes, no romance, e Octávio Paz, na poesia. A literatura muda o foco do interesse pelas relações entre o homem e o mundo para uma crítica da natureza da própria ficção. Um dos mais importantes escritores a incorporar essa nova concepção é o italiano Ítalo Calvino.
Final do Século XX: anos 80 e 90
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
Colégio Santa Luzia
 
Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
Cláudia Heloísa
 
O que é Literatura?
O que é Literatura?O que é Literatura?
O que é Literatura?
Faell Vasconcelos
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
Carolina Loçasso Pereira
 
Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
Karoline Tavares
 
Introdução a Literatura
Introdução a LiteraturaIntrodução a Literatura
Introdução a Literatura
Glauco Duarte
 
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
Paula Meyer Piagentini
 
Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
Bruna Wagner
 
Introdução à literatura
Introdução à literaturaIntrodução à literatura
Introdução à literatura
Ademir Teixeira de Freitas
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
colveromachado
 
Linha de tempo
Linha de tempo Linha de tempo
A literatura na idade média e o humanismo
A literatura na idade média e o humanismoA literatura na idade média e o humanismo
A literatura na idade média e o humanismo
Carolina Loçasso Pereira
 
O Realismo
O RealismoO Realismo
O Realismo
MissBlackBerryBush
 
Romance
RomanceRomance
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Faell Vasconcelos
 
G. Literários
G. LiteráriosG. Literários
G. Literários
Roberta Savana
 
Generos e tipos textuais ppt
Generos e tipos textuais pptGeneros e tipos textuais ppt
Generos e tipos textuais ppt
pnaicdertsis
 
Literatura Portuguesa
Literatura PortuguesaLiteratura Portuguesa
Literatura Portuguesa
Paula Fialho Silva
 
Gil Vicente
Gil VicenteGil Vicente
Gil Vicente
Cláudia Heloísa
 
1 arcadismo power meire
1 arcadismo power meire 1 arcadismo power meire
1 arcadismo power meire
Péricles Penuel
 

Mais procurados (20)

Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
 
O que é Literatura?
O que é Literatura?O que é Literatura?
O que é Literatura?
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
 
Introdução a Literatura
Introdução a LiteraturaIntrodução a Literatura
Introdução a Literatura
 
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
Lista de exercícios de Literatura (Trovadorismo, Humanismo, Classicismo, Quih...
 
Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
 
Introdução à literatura
Introdução à literaturaIntrodução à literatura
Introdução à literatura
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
 
Linha de tempo
Linha de tempo Linha de tempo
Linha de tempo
 
A literatura na idade média e o humanismo
A literatura na idade média e o humanismoA literatura na idade média e o humanismo
A literatura na idade média e o humanismo
 
O Realismo
O RealismoO Realismo
O Realismo
 
Romance
RomanceRomance
Romance
 
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo CompletoRomantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
Romantismo - As 3 gerações - Resumo Completo
 
G. Literários
G. LiteráriosG. Literários
G. Literários
 
Generos e tipos textuais ppt
Generos e tipos textuais pptGeneros e tipos textuais ppt
Generos e tipos textuais ppt
 
Literatura Portuguesa
Literatura PortuguesaLiteratura Portuguesa
Literatura Portuguesa
 
Gil Vicente
Gil VicenteGil Vicente
Gil Vicente
 
1 arcadismo power meire
1 arcadismo power meire 1 arcadismo power meire
1 arcadismo power meire
 

Destaque

Conceitos básicos de Literatura
Conceitos básicos de LiteraturaConceitos básicos de Literatura
Conceitos básicos de Literatura
leliovr
 
Literatura Brasileira Historico
Literatura Brasileira  HistoricoLiteratura Brasileira  Historico
Literatura Brasileira Historico
guest4d131d
 
História da Literatura Ocidental
História da Literatura OcidentalHistória da Literatura Ocidental
História da Literatura Ocidental
djp1992
 
A linguagem literária (1º ano)
A linguagem literária (1º ano)A linguagem literária (1º ano)
A linguagem literária (1º ano)
Carolina Loçasso Pereira
 
História e Literatura
História e LiteraturaHistória e Literatura
História e Literatura
isadoravivacqua
 
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da horaLiteratura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
Douglas Maga
 
Teoria da literatura
Teoria da literaturaTeoria da literatura
Teoria da literatura
Mário Júnior Silva
 
Linguagem literária não literária
Linguagem literária não literáriaLinguagem literária não literária
Linguagem literária não literária
Cristina Medina
 
Literatura 1 2013
Literatura 1   2013Literatura 1   2013
Literatura 1 2013
Letícia Contilde
 
Literatura A Arte da Palavra
Literatura   A Arte da PalavraLiteratura   A Arte da Palavra
Literatura A Arte da Palavra
CrisBiagio
 
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1 1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
Faell Vasconcelos
 
Romantismo contexto histórico e características
Romantismo   contexto histórico e característicasRomantismo   contexto histórico e características
Romantismo contexto histórico e características
VIVIAN TROMBINI
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Lucas Queiroz
 
Poema 10 :)
Poema 10 :) Poema 10 :)
Poema 10 :) danic15
 
ApresentaçãO Uniube
ApresentaçãO UniubeApresentaçãO Uniube
ApresentaçãO Uniube
avepalavra
 
Períodos históricos brasileiro
Períodos históricos brasileiroPeríodos históricos brasileiro
Períodos históricos brasileiro
Professor: Ellington Alexandre
 
Teoria literária
Teoria literáriaTeoria literária
Teoria literária
Claudia Ribeiro
 
Literatura e Estudos Culturais
Literatura e Estudos CulturaisLiteratura e Estudos Culturais
Literatura e Estudos Culturais
Angela Ritt
 
La Historia Oral
La Historia OralLa Historia Oral
La Historia Oral
Universidad "Israel"
 
Periodos historicos de la literatura universal
Periodos historicos de la literatura universalPeriodos historicos de la literatura universal
Periodos historicos de la literatura universalsiris820
 

Destaque (20)

Conceitos básicos de Literatura
Conceitos básicos de LiteraturaConceitos básicos de Literatura
Conceitos básicos de Literatura
 
Literatura Brasileira Historico
Literatura Brasileira  HistoricoLiteratura Brasileira  Historico
Literatura Brasileira Historico
 
História da Literatura Ocidental
História da Literatura OcidentalHistória da Literatura Ocidental
História da Literatura Ocidental
 
A linguagem literária (1º ano)
A linguagem literária (1º ano)A linguagem literária (1º ano)
A linguagem literária (1º ano)
 
História e Literatura
História e LiteraturaHistória e Literatura
História e Literatura
 
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da horaLiteratura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
Literatura Trovadorismo Humanismo by Trabalho da hora
 
Teoria da literatura
Teoria da literaturaTeoria da literatura
Teoria da literatura
 
Linguagem literária não literária
Linguagem literária não literáriaLinguagem literária não literária
Linguagem literária não literária
 
Literatura 1 2013
Literatura 1   2013Literatura 1   2013
Literatura 1 2013
 
Literatura A Arte da Palavra
Literatura   A Arte da PalavraLiteratura   A Arte da Palavra
Literatura A Arte da Palavra
 
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1 1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
1ª série Ensino Médio - POSITIVO - Literatura - Unidade 1
 
Romantismo contexto histórico e características
Romantismo   contexto histórico e característicasRomantismo   contexto histórico e características
Romantismo contexto histórico e características
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Poema 10 :)
Poema 10 :) Poema 10 :)
Poema 10 :)
 
ApresentaçãO Uniube
ApresentaçãO UniubeApresentaçãO Uniube
ApresentaçãO Uniube
 
Períodos históricos brasileiro
Períodos históricos brasileiroPeríodos históricos brasileiro
Períodos históricos brasileiro
 
Teoria literária
Teoria literáriaTeoria literária
Teoria literária
 
Literatura e Estudos Culturais
Literatura e Estudos CulturaisLiteratura e Estudos Culturais
Literatura e Estudos Culturais
 
La Historia Oral
La Historia OralLa Historia Oral
La Historia Oral
 
Periodos historicos de la literatura universal
Periodos historicos de la literatura universalPeriodos historicos de la literatura universal
Periodos historicos de la literatura universal
 

Semelhante a História da literatura perspectiva universal

INTRODUÇÃO À LITERATURA
INTRODUÇÃO À LITERATURAINTRODUÇÃO À LITERATURA
INTRODUÇÃO À LITERATURA
Miriam Zelmikaitis
 
Revisão literatura
Revisão   literaturaRevisão   literatura
Revisão literatura
Kátia Silva da Costa
 
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao Barroco
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao  Barroco Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao  Barroco
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao Barroco
Nivaldo Marques
 
Literatura em portugal
Literatura em portugalLiteratura em portugal
Literatura em portugal
Sinziana Socol
 
Escola literaria.ppt
Escola literaria.pptEscola literaria.ppt
Escola literaria.ppt
GrazielaLima12
 
Escolas literárias .pdf
Escolas literárias   .pdfEscolas literárias   .pdf
Escolas literárias .pdf
CindiaAianaFariaLima1
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Claudia Ribeiro
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
José Ferreira
 
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.pptESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
CsarMarin3
 
Revisão literária
Revisão literária Revisão literária
Revisão literária
MichellyMadalena1
 
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.pptrevisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
MaiteFerreira4
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
António Cunha
 
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
mariaArajo934492
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
Likaa
 
Trovadorismo ao Barroco
Trovadorismo ao BarrocoTrovadorismo ao Barroco
Trovadorismo ao Barroco
Portal do Vestibulando
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
Adeildo Júnior
 
Linha de tempo 1
Linha de tempo 1Linha de tempo 1
Aula classicismo
Aula classicismoAula classicismo
Aula classicismo
Thani Almeida
 
2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária
Básicas ou Secundárias
 

Semelhante a História da literatura perspectiva universal (20)

INTRODUÇÃO À LITERATURA
INTRODUÇÃO À LITERATURAINTRODUÇÃO À LITERATURA
INTRODUÇÃO À LITERATURA
 
Revisão literatura
Revisão   literaturaRevisão   literatura
Revisão literatura
 
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao Barroco
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao  Barroco Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao  Barroco
Aula de Literatura: Do Trovadorismo ao Barroco
 
Literatura em portugal
Literatura em portugalLiteratura em portugal
Literatura em portugal
 
Escola literaria.ppt
Escola literaria.pptEscola literaria.ppt
Escola literaria.ppt
 
Escolas literárias .pdf
Escolas literárias   .pdfEscolas literárias   .pdf
Escolas literárias .pdf
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.pptESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
 
Revisão literária
Revisão literária Revisão literária
Revisão literária
 
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.pptrevisc3a3o-literc3a1ria.ppt
revisc3a3o-literc3a1ria.ppt
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
3º-ano-Literatura-material-complementar-Escolas-Literárias-Linha-do-Tempo-sem...
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Trovadorismo ao Barroco
Trovadorismo ao BarrocoTrovadorismo ao Barroco
Trovadorismo ao Barroco
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Linha de tempo 1
Linha de tempo 1Linha de tempo 1
Linha de tempo 1
 
Aula classicismo
Aula classicismoAula classicismo
Aula classicismo
 
2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária2º humanismo e criação literária
2º humanismo e criação literária
 

Mais de heleira02

Épocas literárias
Épocas literáriasÉpocas literárias
Épocas literárias
heleira02
 
Literatura portuguesa quadro sinóptico
Literatura portuguesa quadro sinópticoLiteratura portuguesa quadro sinóptico
Literatura portuguesa quadro sinóptico
heleira02
 
Prosa medieval
Prosa medievalProsa medieval
Prosa medieval
heleira02
 
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizerCantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizer
heleira02
 
Cantigas de amor duas análises
Cantigas de amor duas análisesCantigas de amor duas análises
Cantigas de amor duas análises
heleira02
 
Cantigas de amor
Cantigas de amorCantigas de amor
Cantigas de amor
heleira02
 

Mais de heleira02 (6)

Épocas literárias
Épocas literáriasÉpocas literárias
Épocas literárias
 
Literatura portuguesa quadro sinóptico
Literatura portuguesa quadro sinópticoLiteratura portuguesa quadro sinóptico
Literatura portuguesa quadro sinóptico
 
Prosa medieval
Prosa medievalProsa medieval
Prosa medieval
 
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizerCantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizer
 
Cantigas de amor duas análises
Cantigas de amor duas análisesCantigas de amor duas análises
Cantigas de amor duas análises
 
Cantigas de amor
Cantigas de amorCantigas de amor
Cantigas de amor
 

Último

BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
Escola Municipal Jesus Cristo
 
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptxFato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
MariaFatima425285
 
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdfos-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
GiselaAlves15
 
Unificação da Itália e a formação da Alemanha
Unificação da Itália e a formação da AlemanhaUnificação da Itália e a formação da Alemanha
Unificação da Itália e a formação da Alemanha
Acrópole - História & Educação
 
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdfCaderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
enpfilosofiaufu
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Mary Alvarenga
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
jbellas2
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
carlaslr1
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
TomasSousa7
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdfArundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Ana Da Silva Ponce
 
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdfPowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
1000a
 
Acróstico - Reciclar é preciso
Acróstico   -  Reciclar é preciso Acróstico   -  Reciclar é preciso
Acróstico - Reciclar é preciso
Mary Alvarenga
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
DanielCastro80471
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
Manuais Formação
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
RenanSilva991968
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
AdrianoMontagna1
 
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptxLIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
WelidaFreitas1
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 

Último (20)

BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
BULLYING NÃO É AMOR.pdf LIVRO PARA TRABALHAR COM ALUNOS ATRAVÉS DE PROJETOS...
 
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptxFato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
 
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, Betel, Ordenança para uma vida de santificação, 2Tr24.pptx
 
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdfos-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
os-lusiadas-resumo-os-lusiadas-10-ano.pdf
 
Unificação da Itália e a formação da Alemanha
Unificação da Itália e a formação da AlemanhaUnificação da Itália e a formação da Alemanha
Unificação da Itália e a formação da Alemanha
 
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdfCaderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
Caderno de Resumos XVIII ENPFil UFU, IX EPGFil UFU E VII EPFEM.pdf
 
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e ZCaça-palavras - ortografia  S, SS, X, C e Z
Caça-palavras - ortografia S, SS, X, C e Z
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
 
Pintura Romana .pptx
Pintura Romana                     .pptxPintura Romana                     .pptx
Pintura Romana .pptx
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdfArundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
Arundhati Roy - O Deus das Pequenas Coisas - ÍNDIA.pdf
 
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdfPowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
 
Acróstico - Reciclar é preciso
Acróstico   -  Reciclar é preciso Acróstico   -  Reciclar é preciso
Acróstico - Reciclar é preciso
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
 
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...“A classe operária vai ao paraíso  os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
“A classe operária vai ao paraíso os modos de produzir e trabalhar ao longo ...
 
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptxLIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
LIÇÃO 9 - ORDENANÇAS PARA UMA VIDA DE SANTIFICAÇÃO.pptx
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 

História da literatura perspectiva universal

  • 1.  
  • 2.
  • 3.
  • 4.
  • 5. INTRODUÇÃO Na origem , a literatura de todos os povos foi oral. A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim " littera ", que quer dizer " letras "), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela. A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinónimos. Os primeiros registos escritos da história da humanidade não são literatura.
  • 6. Fresco de uma casa de Herculano
  • 7. A Literatura surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em tribos nómadas, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através das gerações . Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registar a tradição oral. Mais tarde surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas, óstracos, papiros e pergaminhos . Dessa maneira, as primeiras obras literárias conhecidas são registos escritos de composições oriundas de remota tradição oral.
  • 8. A maior parte da literatura ocidental antiga perdeu-se. Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem - Babilónia e Assíria, Egipto, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina - entrou em contacto com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilónica, com suas tábuas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação directa com a idade moderna. Na Babilónia produziu-se o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos – o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes. O Egipto atiçou a imaginação dos gregos e romanos . Da cultura hebraica e dos seus primeiros manuscritos, veio a principal herança literária para o Ocidente - o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.
  • 9. Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egipto, a literatura grega não tem antecedentes directos e aparentemente criou-se a si mesma. Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica. A chamada literatura clássica , que engloba toda a produção greco-romana entre os séculos V a.C. e V d.C ., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas, transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os géneros importantes de literatura - épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa – foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias.
  • 10.
  • 11.
  • 12.  
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.  
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.  
  • 23.
  • 24.
  • 25.  
  • 26.
  • 27. Década 1940 : a fase pessimista O pessimismo e o medo gerados pela Segunda Guerra Mundial vai influenciar este período. O existencialismo de Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus vão influenciar os autores desta época. Na Inglaterra, George Orwell faz uma amarga e triste profecia do futuro na obra 1984.
  • 28. Década de 1950: crítica ao consumismo As obras desta época da História criticam os valores tradicionais e o consumismo exagerado imposto pelo capitalismo , principalmente norte-americano. O poeta Allen Ginsberg e o romancista Jack Kerouac são seus principais representantes. Henry Miller choca a crítica com sua apologia da liberdade sexual na obra Sexus, Plexus, Nexus . Na Rússia, Vladimir Nabokov faz sucesso com o romance Lolita .
  • 29. Décadas de 1960 e 1970 O realismo fantástico , como na ficção dos argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. Na obra do colombiano Gabriel García Márquez , Cem Anos de Solidão , misturam-se o realismo fantástico e o romance de carácter épico. São épicos também alguns dos livros da chilena Isabel Allende autora de A Casa do Espíritos. No Peru, Mário Vargas Llosa é o romancista que ganha prestígio internacional. No México destacam-se Juan Rulfo e Carlos Fuentes, no romance, e Octávio Paz, na poesia. A literatura muda o foco do interesse pelas relações entre o homem e o mundo para uma crítica da natureza da própria ficção. Um dos mais importantes escritores a incorporar essa nova concepção é o italiano Ítalo Calvino.
  • 30. Final do Século XX: anos 80 e 90
  • 31.  

Notas do Editor

  1. O que é a literatura e qual é a melhor maneira de defini-la? A resposta não é óbvia, em absoluto, porquanto o termo pode ser usado em muitos sentidos diferentes. Pode significar qualquer coisa escrita em verso ou em prosa. Pode significar unicamente aquelas obras em que se revestem de um certo mérito. Ou pode referir-se à mera verborragia: “tudo o mais é literatura”. Para os nossos propósitos, será preferível começar por defini-la de um modo tão amplo e neutro quanto possível, simplesmente, como uma arte verbal; isto é, a literatura pertence, tradicionalmente, ao domínio das artes, em contraste com as ciências ou o conhecimento prático, e o seu meio de expressão é a palavra, em contraste com os sinais visuais da pintura e escultura ou os sons musicais.
  2. Esse conceito pode ser usado como uma espécie de filtro para distinguir uma obra literária de uma outra não literária.
  3. Óstraco ou óstracon (em grego : όστρακον, ostrakon , plural όστρακα, ostraka ) é um fragmento de cerâmica (ou pedra), normalmente quebrado de um vaso. Em arqueologia , os óstracos contêm por vezes palavras ou outras formas de escrita gravadas que podem se constituir em indícios da época em que a peça era usada. O termo advém do grego ostrakon , que significa concha ou fragmento de cerâmica, usado como cédula de votação . Na Grécia Antiga , o público eleitor escrevia ou gravava o nome de uma pessoa num fragmento de cerâmica para decidir se ela deveria ser banida, donde o termo " ostracismo ".
  4. Sartre morreu em 1980. Canus morreu em 1960.
  5. Allen Ginsberg e Jack Kerouac - são americanos