SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 14
Transtorno do Espectro
Autista
ALYNE D´AVILA REBELLO
JULIANO RODRIGUES
ELISIANE MULLER VARGAS
MARIA GLISELDA DE LUCA
MARILENE PEREIRA VALIM
VALIDIA HELENA MUSSKOPF DE RAMOS
“Para entender o
autismo não basta abrir
a mente, é necessário
abrir o coração.”
ABRACI – Associação Brasileira de Autismo, comportamento e intervenção
Conceito
 “O termo autismo vem do grego “autos” que significa em si
mesmo. Faz referência a um sujeito retraído que evita qualquer
contato com o mundo exterior.” termo autismo vem do grego
“autos” que (ROUDINESCO; PLON, 1944).
 O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é
um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que se
manifesta de maneira grave, leve ou moderada, durante toda a
vida. Aparece tipicamente nos primeiros 3 anos de vida.
 É um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento
da interação social, comunicação verbal e não verbal e
comportamento restrito e repetitivo
...
 Acomete cerca de cinco entre dez mil nascidos, e é quatro vezes mais
comum entre meninos que em meninas. É encontrada em todo o mundo e
em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.
 A pessoa portadora de autismo tem uma expectativa de vida normal.
Uma reavaliação periódica é necessária para que possam ocorrer ajustes
necessários quanto às suas necessidades, pois os sintomas mudam e
alguns podem até ir desaparecendo com a idade e a forma que são
tratados e os estímulos que são oferecidos e trabalhados. (E.CHRISTIAN
GAUDERER, 1993.)
 De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) em
1998, a criança autista desenvolverá problemas muito graves de
relacionamento social, como incapacidade de manter contato visual,
ligação social e jogos em grupo.
 O TEA é definido como distúrbio do desenvolvimento neurológico, deve
estar presente desde a infância, apresentando déficits nas dimensões
sociocomunicativa e comportamento, essas características podem
propiciar o isolamento e empobrecimento das suas habilidades de
comunicação. Assim é na escola que pode-se enriquecer suas
experiências sociais, proporcionando interação com outras crianças.
 A inclusão de crianças com deficiências no ensino regular favorece um
ambiente rico pela diversidade social e facilita o desenvolvimento de
todas as crianças. Valores como respeito e cooperação podem ser
trabalhado pelas crianças quando a inclusão se efetiva.
Kanner (1943), descreveu como: “Uma quadro específico de adoecimento
infantil, e não mais uma esquizofrenia”. Foram várias tentativas de um
consenso para explicar a etiologia e o tratamento do autismo. Em seu artigo
descreveu: “onze crianças que apresentavam uma combinação das seguintes
características, extremo isolamento desde o início da vida, incapacidade para
usar a linguagem de maneira significativa, insistência e obsessão”.
Rutte e Schopler (1992), salientam que: “o autista não é uma doença única,
mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo de nível
comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade.”
Para Winnicott (1967), psicanalítico, o autismo é uma questão de
imaturidade afetiva que pode acontecer quando o amadurecimento da criança
é interrompido de alguma forma, pela inadequação ou insuficiência do
ambiente perante suas necessidades.
Teorias
DSM s
Características
 Portanto algumas das características encontradas em uma pessoa
autista são: Contato visual difícil sendo normalmente evitado;
Ecolalia (repetição de palavras ou frases); Preferência em estar só;
Não responde as ordens verbais (atua como se fosse surdo); Recusa
em ouvir; Incapacidade de estabelecer interações sociais com outras
crianças; Dependência de rotinas e resistência à mudança; Pode
começar a desenvolver a linguagem, mas repentinamente isso é
completamente interrompido sem retorno; Apresenta certos gestos
imotivados como balançar as mãos ou balançar-se; Fazem
movimentos repetitivos; Cheira ou lambe os brinquedos; Resiste à
mudança de rotina; Demonstra desigualdade em habilidades
motoras; Limitação da variabilidade de comportamentos, de modo
que as pessoas com autismo não podem fazer muitas coisas; Auto-
agressão; Isolamento social.
 Vale ressaltar que cada autista tem suas características e limitações
próprias, ou seja, um autista dificilmente se comportará igual a outro
autista.
Sintomas
 O autismo é diagnosticado como uma síndrome, um conjunto de sintomas
comportamentais e específicos, manifestados consequentemente por um
funcionamento anormal da interação social da comunicação e da capacidade
imaginativa e cognitiva, apresentando-se desde o nascimento.
 Esse transtorno apresenta em seu quadro sintomático , a dificuldade de se
manter um contato físico, visual ou auditivo , com outras pessoas ,
insensibilidade a sensações dolorosas, a presença de fala atrasada, ou a sua
ausência, a restrição da compreensão da ideias, uso de palavras sem
associação com o significado, resistência a mudanças de rotina ou insistência
na uniformidade, como por exemplo comer e beber os mesmos alimentos, usar
as mesmas roupas, ir à escola pelo mesmo caminho, movimentos repetitivos
com o corpo, , estereotipias, auto-agressão e heteroagressão, agressivos com os
outros., hiperatividade e falta de atenção.
 Com a multiplicidade de sintomas não há homogeneidade entre indivíduos
autistas, ou seja, esses não apresentam os mesmos sintomas.
 O autismo apresenta-se de muitas formas. Alguns são anti-sociais, alguns são
retraídos e alguns sociáveis, alguns são agressivos, consigo mesmo ou com os
outros.
Tratamento
 O tratamento deve ser estruturado de acordo com a idade do indivíduo.
Em crianças, preocupa-se com a formação da linguagem e da interação
social, enquanto que nos adolescentes o foco são as habilidades sociais e
o desenvolvimento da sexualidade
 Existem diversas intervenções e métodos a serem utilizados que não
deve ser contextualiza para um tipo de criança, mas para cada criança á
um método que se encaixe a ela. Dentre as técnicas, psicoterapia,
psicanálise e orientação, salienta-se que todas têm suas vantagens e
limitações. É importante que o psicólogo, em sua atuação, desenvolva
uma terapia diferenciada para atender necessidades específicas
 Aponta-se que a terapia comportamental seria a mais completa no
tratamento, embora ainda se busque uma abordagem adaptável, com a
aplicação da psicoterapia, psicanálise e orientação, pela característica
limitada que o mesmo vê em cada um dos enfoques de tratamento.
Os métodos de intervenção para auxiliar o desenvolvimento de autistas se baseiam no
controle do comportamento, intervenções psicoeducacionais, orientação familiar,
desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação, tratamento de comorbidades.
 TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits
relacionados com a Comunicação, em inglês).
 PECS (Sistema de comunicação através de figuras, em inglês).
 ABA (Análise Comportamental Aplicada).
 MEDICAMENTOS para a insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade,
falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, etc.
 ALIMENTAÇÃO isenta de caseína, glúten e soja.
 Convívio com Animais.
 Musicoterapia.
 O autismo corresponde a um quadro de extrema complexidade
que exige abordagens multidisciplinares que sejam efetivadas
visando não somente a questão educacional e da socialização,
mas principalmente a questão médica e a tentativa de estabelecer
etiologias e quadros clínicos bem definidos, passíveis de
prognósticos precisos e abordagens terapêuticas eficazes, além da
participação vital da família.
Conclusão
REFERÊNCIAS
 GUYTON, Arthur C. & HALL, John E. Tratado de fisiologia
médica. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
 FACION, José Raimundo. Transtorno invasivos do
desenvolvimento associados a graves problemas do
comportamento: reflexões sobre um modelo integrativo.
Brasília: Corde, 2002.
 GAUDERER, E. C. Autismo. 3 ed., São Paulo: Atheneu, 1993.
Gratos pela atenção

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Informações sobre Autismo
Informações sobre AutismoInformações sobre Autismo
Informações sobre AutismoTathiane Cuesta
 
autismo como tratar.pdf
autismo como tratar.pdfautismo como tratar.pdf
autismo como tratar.pdflojakeuke
 
TEA: Transtorno do Espectro Autista
TEA:  Transtorno do Espectro AutistaTEA:  Transtorno do Espectro Autista
TEA: Transtorno do Espectro AutistaBRENAKESIAMOREIRAFLO
 
Slide Autismo
Slide   AutismoSlide   Autismo
Slide AutismoUNIME
 
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regular
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regularAutismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regular
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regularJanderly Reis
 
Autismo orientação para os pais
Autismo   orientação para os paisAutismo   orientação para os pais
Autismo orientação para os paisRosane Domingues
 
Lidando com o autismo em sala de aula sem video
Lidando com o autismo em sala de aula sem videoLidando com o autismo em sala de aula sem video
Lidando com o autismo em sala de aula sem videocraeditgd
 
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...Anaí Peña
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismoluis
 
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & Realidade
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & RealidadeInclusão: desafios e conquistas - Autismo & Realidade
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & RealidadeAutismo & Realidade
 

Mais procurados (20)

Informações sobre Autismo
Informações sobre AutismoInformações sobre Autismo
Informações sobre Autismo
 
autismo como tratar.pdf
autismo como tratar.pdfautismo como tratar.pdf
autismo como tratar.pdf
 
TEA: Transtorno do Espectro Autista
TEA:  Transtorno do Espectro AutistaTEA:  Transtorno do Espectro Autista
TEA: Transtorno do Espectro Autista
 
Slide Autismo
Slide   AutismoSlide   Autismo
Slide Autismo
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Palestra Autismo
Palestra AutismoPalestra Autismo
Palestra Autismo
 
Espectro Autismo
Espectro AutismoEspectro Autismo
Espectro Autismo
 
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regular
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regularAutismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regular
Autismo: desafios da inclusão da criança autista na escola regular
 
Autismo: o que os profissionais precisam saber?
Autismo: o que os profissionais precisam saber?Autismo: o que os profissionais precisam saber?
Autismo: o que os profissionais precisam saber?
 
Autismo orientação para os pais
Autismo   orientação para os paisAutismo   orientação para os pais
Autismo orientação para os pais
 
Lidando com o autismo em sala de aula sem video
Lidando com o autismo em sala de aula sem videoLidando com o autismo em sala de aula sem video
Lidando com o autismo em sala de aula sem video
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Autismo e educação
Autismo e educaçãoAutismo e educação
Autismo e educação
 
ApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO AutismoApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO Autismo
 
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...
Estudo Coletivo sobre Transtornos do Espectro Autista - Abordagem Pedagógica ...
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Slides sobre TDAH
Slides sobre TDAHSlides sobre TDAH
Slides sobre TDAH
 
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & Realidade
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & RealidadeInclusão: desafios e conquistas - Autismo & Realidade
Inclusão: desafios e conquistas - Autismo & Realidade
 
TDAH - aula 1
TDAH - aula 1TDAH - aula 1
TDAH - aula 1
 

Semelhante a Transtorno do espectro autista

entre dois mundo
entre dois mundoentre dois mundo
entre dois mundoange44
 
Autismo pela Análise do Comportamento
Autismo pela Análise do ComportamentoAutismo pela Análise do Comportamento
Autismo pela Análise do ComportamentoFernandaMars1
 
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...Raphaela Marques
 
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptx
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptxAULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptx
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptxemanoelefreitas2
 
Autismo
AutismoAutismo
AutismoESMTG
 
O autismo é uma alteração cerebral
O autismo é uma alteração cerebralO autismo é uma alteração cerebral
O autismo é uma alteração cerebralAlvaro Crisanto
 
Revistagalopim2011
Revistagalopim2011Revistagalopim2011
Revistagalopim2011Sena Sara
 
Autismo - Breves Considerações - Amanda Bueno
Autismo - Breves Considerações - Amanda BuenoAutismo - Breves Considerações - Amanda Bueno
Autismo - Breves Considerações - Amanda BuenoCaminhos do Autismo
 
Autismo sem preconceito.pdf
Autismo sem preconceito.pdfAutismo sem preconceito.pdf
Autismo sem preconceito.pdfClarisseAmaral
 
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...Hebert Campos
 
Educa%e7%e3o inclusica
Educa%e7%e3o inclusicaEduca%e7%e3o inclusica
Educa%e7%e3o inclusicaEliane1964
 

Semelhante a Transtorno do espectro autista (20)

entre dois mundo
entre dois mundoentre dois mundo
entre dois mundo
 
Autismo pela Análise do Comportamento
Autismo pela Análise do ComportamentoAutismo pela Análise do Comportamento
Autismo pela Análise do Comportamento
 
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...
A PSICOMOTRICIDADE JUNTO AO AUTISMO INFANTIL: TRABALHANDO O CORPO ATRAVÉS DA ...
 
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptx
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptxAULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptx
AULA AUTISMO - PARTE 1 - DA DEFINIÇÃO A TERAPIA.pptx
 
Panfletoautismo
PanfletoautismoPanfletoautismo
Panfletoautismo
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
ARTIGO AUTISMO.pdf
ARTIGO AUTISMO.pdfARTIGO AUTISMO.pdf
ARTIGO AUTISMO.pdf
 
ARTIGO AUTISMO.pdf
ARTIGO AUTISMO.pdfARTIGO AUTISMO.pdf
ARTIGO AUTISMO.pdf
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
O autismo é uma alteração cerebral
O autismo é uma alteração cerebralO autismo é uma alteração cerebral
O autismo é uma alteração cerebral
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Transtornos Globais do Desenvolvimento
Transtornos Globais do DesenvolvimentoTranstornos Globais do Desenvolvimento
Transtornos Globais do Desenvolvimento
 
Neuropedagogia
NeuropedagogiaNeuropedagogia
Neuropedagogia
 
Revistagalopim2011
Revistagalopim2011Revistagalopim2011
Revistagalopim2011
 
Autismo - Breves Considerações - Amanda Bueno
Autismo - Breves Considerações - Amanda BuenoAutismo - Breves Considerações - Amanda Bueno
Autismo - Breves Considerações - Amanda Bueno
 
Autismo sem preconceito.pdf
Autismo sem preconceito.pdfAutismo sem preconceito.pdf
Autismo sem preconceito.pdf
 
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...
A Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento: Diferenciando as du...
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Educa%e7%e3o inclusica
Educa%e7%e3o inclusicaEduca%e7%e3o inclusica
Educa%e7%e3o inclusica
 

Último

PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdfHELLEN CRISTINA
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfThiagoAlmeida458596
 
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALCarlosLinsJr
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAndersonMoreira538200
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfMarceloMonteiro213738
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemCarlosLinsJr
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdfHELLEN CRISTINA
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obrasosnikobus1
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOvilcielepazebem
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinajarlianezootecnista
 

Último (15)

PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
 
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdf
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
 

Transtorno do espectro autista

  • 1. Transtorno do Espectro Autista ALYNE D´AVILA REBELLO JULIANO RODRIGUES ELISIANE MULLER VARGAS MARIA GLISELDA DE LUCA MARILENE PEREIRA VALIM VALIDIA HELENA MUSSKOPF DE RAMOS
  • 2. “Para entender o autismo não basta abrir a mente, é necessário abrir o coração.” ABRACI – Associação Brasileira de Autismo, comportamento e intervenção
  • 3. Conceito  “O termo autismo vem do grego “autos” que significa em si mesmo. Faz referência a um sujeito retraído que evita qualquer contato com o mundo exterior.” termo autismo vem do grego “autos” que (ROUDINESCO; PLON, 1944).  O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que se manifesta de maneira grave, leve ou moderada, durante toda a vida. Aparece tipicamente nos primeiros 3 anos de vida.  É um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo
  • 4. ...  Acomete cerca de cinco entre dez mil nascidos, e é quatro vezes mais comum entre meninos que em meninas. É encontrada em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.  A pessoa portadora de autismo tem uma expectativa de vida normal. Uma reavaliação periódica é necessária para que possam ocorrer ajustes necessários quanto às suas necessidades, pois os sintomas mudam e alguns podem até ir desaparecendo com a idade e a forma que são tratados e os estímulos que são oferecidos e trabalhados. (E.CHRISTIAN GAUDERER, 1993.)  De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1998, a criança autista desenvolverá problemas muito graves de relacionamento social, como incapacidade de manter contato visual, ligação social e jogos em grupo.
  • 5.  O TEA é definido como distúrbio do desenvolvimento neurológico, deve estar presente desde a infância, apresentando déficits nas dimensões sociocomunicativa e comportamento, essas características podem propiciar o isolamento e empobrecimento das suas habilidades de comunicação. Assim é na escola que pode-se enriquecer suas experiências sociais, proporcionando interação com outras crianças.  A inclusão de crianças com deficiências no ensino regular favorece um ambiente rico pela diversidade social e facilita o desenvolvimento de todas as crianças. Valores como respeito e cooperação podem ser trabalhado pelas crianças quando a inclusão se efetiva.
  • 6. Kanner (1943), descreveu como: “Uma quadro específico de adoecimento infantil, e não mais uma esquizofrenia”. Foram várias tentativas de um consenso para explicar a etiologia e o tratamento do autismo. Em seu artigo descreveu: “onze crianças que apresentavam uma combinação das seguintes características, extremo isolamento desde o início da vida, incapacidade para usar a linguagem de maneira significativa, insistência e obsessão”. Rutte e Schopler (1992), salientam que: “o autista não é uma doença única, mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo de nível comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade.” Para Winnicott (1967), psicanalítico, o autismo é uma questão de imaturidade afetiva que pode acontecer quando o amadurecimento da criança é interrompido de alguma forma, pela inadequação ou insuficiência do ambiente perante suas necessidades. Teorias
  • 8. Características  Portanto algumas das características encontradas em uma pessoa autista são: Contato visual difícil sendo normalmente evitado; Ecolalia (repetição de palavras ou frases); Preferência em estar só; Não responde as ordens verbais (atua como se fosse surdo); Recusa em ouvir; Incapacidade de estabelecer interações sociais com outras crianças; Dependência de rotinas e resistência à mudança; Pode começar a desenvolver a linguagem, mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno; Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se; Fazem movimentos repetitivos; Cheira ou lambe os brinquedos; Resiste à mudança de rotina; Demonstra desigualdade em habilidades motoras; Limitação da variabilidade de comportamentos, de modo que as pessoas com autismo não podem fazer muitas coisas; Auto- agressão; Isolamento social.  Vale ressaltar que cada autista tem suas características e limitações próprias, ou seja, um autista dificilmente se comportará igual a outro autista.
  • 9. Sintomas  O autismo é diagnosticado como uma síndrome, um conjunto de sintomas comportamentais e específicos, manifestados consequentemente por um funcionamento anormal da interação social da comunicação e da capacidade imaginativa e cognitiva, apresentando-se desde o nascimento.  Esse transtorno apresenta em seu quadro sintomático , a dificuldade de se manter um contato físico, visual ou auditivo , com outras pessoas , insensibilidade a sensações dolorosas, a presença de fala atrasada, ou a sua ausência, a restrição da compreensão da ideias, uso de palavras sem associação com o significado, resistência a mudanças de rotina ou insistência na uniformidade, como por exemplo comer e beber os mesmos alimentos, usar as mesmas roupas, ir à escola pelo mesmo caminho, movimentos repetitivos com o corpo, , estereotipias, auto-agressão e heteroagressão, agressivos com os outros., hiperatividade e falta de atenção.  Com a multiplicidade de sintomas não há homogeneidade entre indivíduos autistas, ou seja, esses não apresentam os mesmos sintomas.  O autismo apresenta-se de muitas formas. Alguns são anti-sociais, alguns são retraídos e alguns sociáveis, alguns são agressivos, consigo mesmo ou com os outros.
  • 10. Tratamento  O tratamento deve ser estruturado de acordo com a idade do indivíduo. Em crianças, preocupa-se com a formação da linguagem e da interação social, enquanto que nos adolescentes o foco são as habilidades sociais e o desenvolvimento da sexualidade  Existem diversas intervenções e métodos a serem utilizados que não deve ser contextualiza para um tipo de criança, mas para cada criança á um método que se encaixe a ela. Dentre as técnicas, psicoterapia, psicanálise e orientação, salienta-se que todas têm suas vantagens e limitações. É importante que o psicólogo, em sua atuação, desenvolva uma terapia diferenciada para atender necessidades específicas  Aponta-se que a terapia comportamental seria a mais completa no tratamento, embora ainda se busque uma abordagem adaptável, com a aplicação da psicoterapia, psicanálise e orientação, pela característica limitada que o mesmo vê em cada um dos enfoques de tratamento.
  • 11. Os métodos de intervenção para auxiliar o desenvolvimento de autistas se baseiam no controle do comportamento, intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação, tratamento de comorbidades.  TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação, em inglês).  PECS (Sistema de comunicação através de figuras, em inglês).  ABA (Análise Comportamental Aplicada).  MEDICAMENTOS para a insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, etc.  ALIMENTAÇÃO isenta de caseína, glúten e soja.  Convívio com Animais.  Musicoterapia.
  • 12.  O autismo corresponde a um quadro de extrema complexidade que exige abordagens multidisciplinares que sejam efetivadas visando não somente a questão educacional e da socialização, mas principalmente a questão médica e a tentativa de estabelecer etiologias e quadros clínicos bem definidos, passíveis de prognósticos precisos e abordagens terapêuticas eficazes, além da participação vital da família. Conclusão
  • 13. REFERÊNCIAS  GUYTON, Arthur C. & HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.  FACION, José Raimundo. Transtorno invasivos do desenvolvimento associados a graves problemas do comportamento: reflexões sobre um modelo integrativo. Brasília: Corde, 2002.  GAUDERER, E. C. Autismo. 3 ed., São Paulo: Atheneu, 1993.