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Olá!
Eu sou o Miguel Filipe A. Freitas, sou
autista, tenho 4 anos e estudo EMEI o
Pequeno Príncipe no 1º período, junto
com seu (sua) filho (a). Esse mini
informativo é para explicar um pouco
sobre o TEA.
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ÍNDICE
1. Dúvidas Frequentes 04
2. Conhecendo um pouco do Autismo: 05
2.1. Transtorno do Espectro Autista (TEA) 05
2.2. Os Graus de Autismo 05
2.3. Autismo: Preconceito e Discriminação 07
3. O que é Preconceito? 08
3.1. Preconceito é uma Afronta á Lei 08
4. Conhecendo um pouquinho: Miguel Filipe A.
Freitas
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5. Referências 11
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1. DÚVIDAS FREQUENTES
O autismo pode ser classificado em grau
leve, moderado ou severo, dependendo do
apoio necessário que a pessoa precisa para
realizar as atividades do dia a dia. A
nomenclatura atual é “Transtorno do
Espectro do Autismo” (TEA), por ser um
conjunto de comportamentos que afeta cada
indivíduo de modo e grau diferente, com
uma ampla variedade.
1. O Autismo é uma doença?
O autismo não é uma doença, e sim uma condição neurológica, marcada
por dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de
comunicação, na interação e no comportamento social.
2. O que é o grau no autismo e o que significa TEA.
O autismo pode ser classificado em grau leve (1), moderado (2) ou
severo (3), dependendo do apoio necessário que a pessoa precisa para realizar
as atividades do dia a dia. A nomenclatura atual é “Transtorno do Espectro do
Autismo” (TEA), por ser um conjunto de comportamentos que afeta cada
indivíduo de modo e grau diferente, com uma ampla variedade.
3. Posso reconhecer um autista “só de olhar”?
Não, as pessoas com autismo não apresentam um aspecto físico
diferente; percebemos as alterações através do seu comportamento.
4. O Autista vive em outro “mundo”?
Não, o universo autista é o mesmo de todas as pessoas; porém, como
eles sentem e interagem de uma forma diferente, devido à sensibilidade
alterada, muitas vezes se isolam socialmente, dando essa impressão de viver
em outro mundo.
5. O Autismo tem cura?
O autismo não tem cura, pois não é uma doença, e sim uma condição
neurológica.
6. Existem muitas crianças autista no Brasil?
Sim, estima-se que no Brasil mais de dois milhões de pessoas têm
autismo. A maior incidência é em meninos. O autismo acomete pessoas de
todas as classes sociais e etnias.
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2. CONHECENDO UM POUCO DO AUTISMO:
2.1. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do
neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico,
manifestações comportamentais, déficits na
comunicação e na interação social, padrões de
comportamentos repetitivos e estereotipados,
podendo apresentar um repertório restrito de
interesses e atividades. Os autistas apresentam o
desenvolvimento físico normal. Mas eles têm grande
dificuldade para firma relações sociais ou afetivas.
2.2. OS GRAUS DE AUTISMO:
Os “graus de autismo 1, 2 ou 3” são uma forma que a comunidade
médica e profissionais da saúde utilizam para descrever de forma mais
simplificada o diagnóstico para as famílias. Os “graus de autismo”, de
certa forma, acabam se relacionando aos níveis de suporte ou gravidade
determinados pelos manuais de diagnóstico.
➢ Nível 1 (autismo leve): alguém neste nível tem problemas para
iniciar interações e mostra menor interesse nos relacionamentos. O
6
comportamento inflexível leva a dificuldades nas atividades
cotidianas.
➢ Nível 2 (autismo moderado): neste nível, as pessoas têm
dificuldade acentuada com a comunicação verbal e não verbal. Eles
têm habilidades sociais limitadas. Sua inflexibilidade é óbvia para
observadores casuais.
➢ Nível 3 (autismo severo):
alguém neste nível tem graves
dificuldades de comunicação,
incluindo modos verbais e não-
verbais. Eles têm acentuada
dificuldade de funcionamento.
E importante conhecer o grau de uma
criança autista para entender sua
interação em sala de aula. O Miguel
possui o grau 2 (autismo moderado) é
não-verbal, apesar de não se comunicar
com seus colegas, observa e entende
tudo a sua volta.
Compreende perfeitamente os gestos
de carinho e de desprezo, por esse
motivo é importante conscientizar todos
desde a infância para que não haja preconceito. Conhecer e respeitar
auxilia o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária.
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2.3. AUTISMO: PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO
Ainda que o conhecimento sobre a existência do autismo seja geral, a
maioria das pessoas sabe pouco a respeito da condição. É comum a
reprodução de entendimentos e comportamentos que generalizam a
comunidade com TEA de forma, muitas vezes, preconceituosa.
Isso ocorre porque há uma
desinformação de que pessoas com
autismo se reduzem à sua condição, sendo
incapazes e dependentes. Como resultado,
a inclusão social se torna mais difícil para
os membros desse espectro.
A experiência e o desenvolvimento da pessoa com o TEA variam, e
cada indivíduo tem suas particularidades. Nesse sentido, personalidade
do autista não depende somente da sua condição, mas também do seu
estilo de vida, suas relações etc.
Além disso, o diagnóstico de TEA pode significar habilidades
especiais, como por exemplo a facilidade de aprender visualmente,
concentração e atenção aos detalhes, além de uma memória excelente.
Infelizmente, não é todo mundo que procura se informar sobre o
autismo, o que colabora para que pacientes com TEA sofram
preconceito e até mesmo a discriminação. Muitas pessoas consideram
as crianças autistas desobedientes e mal-educadas, levando à exclusão
social.
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3. O QUE É PRECONCEITO?
A palavra preconceito une o prefixo “pré”, que significa anterior, ao sufixo “conceito”,
que remete a significado ou juízo. Preconceito é um substantivo abstrato que designa o
ato de julgar, ou seja, de emitir-se um juízo ou uma sentença sobre algo antes de
conhecer-se o que se é julgado.
Preconceito é o ato de julgar antes de conhecer. Nas relações sociais,
é um ato que leva à discriminação e pode causar efeitos devastadores do
ponto de vista social. Podemos aplicar o termo preconceito às mais
diversas situações cotidianas, como o preconceito formulado por aquele
tipo de comida que você não experimentou e julga pela aparência.
Esse preconceito acontece das mais variadas formas e pelos mais
variados motivos: pode ter origem na cor da pele, na religião e entre
tantas outras que conhecemos. Qualquer forma de preconceito nas
relações humanas é prejudicial para o desenvolvimento de uma sociedade
justa, democrática e igualitária.
3.1. PRECONCEITO É UMA AFRONTA À LEI
Por meio da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência,
busca-se promover a igualdade e direitos a fim de garantir a inclusão
social e o exercício da cidadania para todos.
Isso permite que pessoas com TEA (e outras condições) tenham acesso
à educação, cultura, empregos, etc. Além disso, nessa Lei estão
estabelecidas regras que visam defender os portadores de deficiência de
situações discriminatórias e abusivas:
9
Art. 4º Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com
as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.
Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento
desumano ou degradante.
Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua
deficiência:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
§ 1o Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se a vítima encontrar-se sob cuidado e
responsabilidade do agente.
§ 2o Se qualquer dos crimes previstos no caput deste artigo é cometido por
intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Em outras palavras, discriminação é crime passível de reclusão e
multa, podendo ser denunciada através do:
➢ Telefone 100;
➢ site ou e-mail (ouvidoria@mdh.gov.br) do Ministério da Mulher,
Família e Direitos Humanos;
➢ app dos Direitos Humanos (android e iOS);
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4. CONHECENDO UM POUQUINHO:
MIGUEL FILIPE A. FREITAS
O Miguel foi diagnosticado com autismo em junho de 2021 com o
Nível 2 (moderado) pela neuropediatra. Desde o diagnóstico iniciamos
alguns tratamentos como: fonoaudiológica, ortopedista e fisioterapia.
Diariamente na escola ou em casa, ele costuma fazer ecolalias: que é
repetição de palavras ou frases, (desenhos
ou joguinhos) é uma forma de
comunicação. Possui estereotipias
motoras que são repetição de movimentos
dos braços ou mãos, que é uma maneira de
alivia a sobrecarga sensorial. Tem
hipersensibilidade nos pés e na audição,
barulhos como: furadeira, músicas altas e qualquer som estridente,
podem causar angústia e choro, por esse motivo evitamos locais
barulhentos.
O autismo não é simples para o Miguel e nem para a família, as
dificuldades que enfrentamos para que possa desenvolver suas
habilidades cognitivas são grandes, porém mesmo com muitos
obstáculos, é uma criança feliz e muito simpática que gosta de carinho,
de abraçar de ficar perto das pessoas, mesmo que não tenha muita
interação não é correto afastá-lo do convívio dos demais.
A convivência irá favorecer o desenvolvimento de interação social e
da verbalização.
11
A inclusão é importante para que todas as crianças autistas sejam
respeitadas. Esperamos que essas informações descritas nesse mini
informativo possam ajudar a tirar algumas dúvidas e mitos sobre o TEA.
5. REFERÊNCIAS:
➢ Grau de autismo:
Disponível em:< https://genialcare.com.br/blog/graus-de-
autismo/>. Acessado em: 24 de maio de 2022.
➢ Autismo e suas barreiras:
Disponível em:< https://www.rosenbaum.adv.br/as-barreiras-do-
autismo-preconceito-e-dificuldade-de-tratamento-pelo-plano-de-
saude/>. Acessado em: 25 de maio de 2022.
➢ Preconceito:
Disponível em:< https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/o-que-e-
sociologia/o-que-e-preconceito.htm>. Acessado em: 25 de maio de
2022.
➢ Entendendo o autismo:
Disponível em:< https://www.iag.usp.br/~eder/autismo/Cartilha-
Autismo-final.pdf>. Acessado em: 25 de maio de 2022.
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Organizado por Clarisse Amaral
Mãe do Miguel F. A. Freitas
98111-8295

Autismo sem preconceito.pdf

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    2 Olá! Eu sou oMiguel Filipe A. Freitas, sou autista, tenho 4 anos e estudo EMEI o Pequeno Príncipe no 1º período, junto com seu (sua) filho (a). Esse mini informativo é para explicar um pouco sobre o TEA.
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    3 ÍNDICE 1. Dúvidas Frequentes04 2. Conhecendo um pouco do Autismo: 05 2.1. Transtorno do Espectro Autista (TEA) 05 2.2. Os Graus de Autismo 05 2.3. Autismo: Preconceito e Discriminação 07 3. O que é Preconceito? 08 3.1. Preconceito é uma Afronta á Lei 08 4. Conhecendo um pouquinho: Miguel Filipe A. Freitas 10 5. Referências 11
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    4 1. DÚVIDAS FREQUENTES Oautismo pode ser classificado em grau leve, moderado ou severo, dependendo do apoio necessário que a pessoa precisa para realizar as atividades do dia a dia. A nomenclatura atual é “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA), por ser um conjunto de comportamentos que afeta cada indivíduo de modo e grau diferente, com uma ampla variedade. 1. O Autismo é uma doença? O autismo não é uma doença, e sim uma condição neurológica, marcada por dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e no comportamento social. 2. O que é o grau no autismo e o que significa TEA. O autismo pode ser classificado em grau leve (1), moderado (2) ou severo (3), dependendo do apoio necessário que a pessoa precisa para realizar as atividades do dia a dia. A nomenclatura atual é “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA), por ser um conjunto de comportamentos que afeta cada indivíduo de modo e grau diferente, com uma ampla variedade. 3. Posso reconhecer um autista “só de olhar”? Não, as pessoas com autismo não apresentam um aspecto físico diferente; percebemos as alterações através do seu comportamento. 4. O Autista vive em outro “mundo”? Não, o universo autista é o mesmo de todas as pessoas; porém, como eles sentem e interagem de uma forma diferente, devido à sensibilidade alterada, muitas vezes se isolam socialmente, dando essa impressão de viver em outro mundo. 5. O Autismo tem cura? O autismo não tem cura, pois não é uma doença, e sim uma condição neurológica. 6. Existem muitas crianças autista no Brasil? Sim, estima-se que no Brasil mais de dois milhões de pessoas têm autismo. A maior incidência é em meninos. O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias.
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    5 2. CONHECENDO UMPOUCO DO AUTISMO: 2.1. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. Os autistas apresentam o desenvolvimento físico normal. Mas eles têm grande dificuldade para firma relações sociais ou afetivas. 2.2. OS GRAUS DE AUTISMO: Os “graus de autismo 1, 2 ou 3” são uma forma que a comunidade médica e profissionais da saúde utilizam para descrever de forma mais simplificada o diagnóstico para as famílias. Os “graus de autismo”, de certa forma, acabam se relacionando aos níveis de suporte ou gravidade determinados pelos manuais de diagnóstico. ➢ Nível 1 (autismo leve): alguém neste nível tem problemas para iniciar interações e mostra menor interesse nos relacionamentos. O
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    6 comportamento inflexível levaa dificuldades nas atividades cotidianas. ➢ Nível 2 (autismo moderado): neste nível, as pessoas têm dificuldade acentuada com a comunicação verbal e não verbal. Eles têm habilidades sociais limitadas. Sua inflexibilidade é óbvia para observadores casuais. ➢ Nível 3 (autismo severo): alguém neste nível tem graves dificuldades de comunicação, incluindo modos verbais e não- verbais. Eles têm acentuada dificuldade de funcionamento. E importante conhecer o grau de uma criança autista para entender sua interação em sala de aula. O Miguel possui o grau 2 (autismo moderado) é não-verbal, apesar de não se comunicar com seus colegas, observa e entende tudo a sua volta. Compreende perfeitamente os gestos de carinho e de desprezo, por esse motivo é importante conscientizar todos desde a infância para que não haja preconceito. Conhecer e respeitar auxilia o desenvolvimento de uma sociedade justa e igualitária.
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    7 2.3. AUTISMO: PRECONCEITOE DISCRIMINAÇÃO Ainda que o conhecimento sobre a existência do autismo seja geral, a maioria das pessoas sabe pouco a respeito da condição. É comum a reprodução de entendimentos e comportamentos que generalizam a comunidade com TEA de forma, muitas vezes, preconceituosa. Isso ocorre porque há uma desinformação de que pessoas com autismo se reduzem à sua condição, sendo incapazes e dependentes. Como resultado, a inclusão social se torna mais difícil para os membros desse espectro. A experiência e o desenvolvimento da pessoa com o TEA variam, e cada indivíduo tem suas particularidades. Nesse sentido, personalidade do autista não depende somente da sua condição, mas também do seu estilo de vida, suas relações etc. Além disso, o diagnóstico de TEA pode significar habilidades especiais, como por exemplo a facilidade de aprender visualmente, concentração e atenção aos detalhes, além de uma memória excelente. Infelizmente, não é todo mundo que procura se informar sobre o autismo, o que colabora para que pacientes com TEA sofram preconceito e até mesmo a discriminação. Muitas pessoas consideram as crianças autistas desobedientes e mal-educadas, levando à exclusão social.
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    8 3. O QUEÉ PRECONCEITO? A palavra preconceito une o prefixo “pré”, que significa anterior, ao sufixo “conceito”, que remete a significado ou juízo. Preconceito é um substantivo abstrato que designa o ato de julgar, ou seja, de emitir-se um juízo ou uma sentença sobre algo antes de conhecer-se o que se é julgado. Preconceito é o ato de julgar antes de conhecer. Nas relações sociais, é um ato que leva à discriminação e pode causar efeitos devastadores do ponto de vista social. Podemos aplicar o termo preconceito às mais diversas situações cotidianas, como o preconceito formulado por aquele tipo de comida que você não experimentou e julga pela aparência. Esse preconceito acontece das mais variadas formas e pelos mais variados motivos: pode ter origem na cor da pele, na religião e entre tantas outras que conhecemos. Qualquer forma de preconceito nas relações humanas é prejudicial para o desenvolvimento de uma sociedade justa, democrática e igualitária. 3.1. PRECONCEITO É UMA AFRONTA À LEI Por meio da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, busca-se promover a igualdade e direitos a fim de garantir a inclusão social e o exercício da cidadania para todos. Isso permite que pessoas com TEA (e outras condições) tenham acesso à educação, cultura, empregos, etc. Além disso, nessa Lei estão estabelecidas regras que visam defender os portadores de deficiência de situações discriminatórias e abusivas:
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    9 Art. 4º Todapessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação. Art. 5º A pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante. Art. 88. Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência: Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. § 1o Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se a vítima encontrar-se sob cuidado e responsabilidade do agente. § 2o Se qualquer dos crimes previstos no caput deste artigo é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Em outras palavras, discriminação é crime passível de reclusão e multa, podendo ser denunciada através do: ➢ Telefone 100; ➢ site ou e-mail (ouvidoria@mdh.gov.br) do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos; ➢ app dos Direitos Humanos (android e iOS);
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    10 4. CONHECENDO UMPOUQUINHO: MIGUEL FILIPE A. FREITAS O Miguel foi diagnosticado com autismo em junho de 2021 com o Nível 2 (moderado) pela neuropediatra. Desde o diagnóstico iniciamos alguns tratamentos como: fonoaudiológica, ortopedista e fisioterapia. Diariamente na escola ou em casa, ele costuma fazer ecolalias: que é repetição de palavras ou frases, (desenhos ou joguinhos) é uma forma de comunicação. Possui estereotipias motoras que são repetição de movimentos dos braços ou mãos, que é uma maneira de alivia a sobrecarga sensorial. Tem hipersensibilidade nos pés e na audição, barulhos como: furadeira, músicas altas e qualquer som estridente, podem causar angústia e choro, por esse motivo evitamos locais barulhentos. O autismo não é simples para o Miguel e nem para a família, as dificuldades que enfrentamos para que possa desenvolver suas habilidades cognitivas são grandes, porém mesmo com muitos obstáculos, é uma criança feliz e muito simpática que gosta de carinho, de abraçar de ficar perto das pessoas, mesmo que não tenha muita interação não é correto afastá-lo do convívio dos demais. A convivência irá favorecer o desenvolvimento de interação social e da verbalização.
  • 11.
    11 A inclusão éimportante para que todas as crianças autistas sejam respeitadas. Esperamos que essas informações descritas nesse mini informativo possam ajudar a tirar algumas dúvidas e mitos sobre o TEA. 5. REFERÊNCIAS: ➢ Grau de autismo: Disponível em:< https://genialcare.com.br/blog/graus-de- autismo/>. Acessado em: 24 de maio de 2022. ➢ Autismo e suas barreiras: Disponível em:< https://www.rosenbaum.adv.br/as-barreiras-do- autismo-preconceito-e-dificuldade-de-tratamento-pelo-plano-de- saude/>. Acessado em: 25 de maio de 2022. ➢ Preconceito: Disponível em:< https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/o-que-e- sociologia/o-que-e-preconceito.htm>. Acessado em: 25 de maio de 2022. ➢ Entendendo o autismo: Disponível em:< https://www.iag.usp.br/~eder/autismo/Cartilha- Autismo-final.pdf>. Acessado em: 25 de maio de 2022.
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    12 Organizado por ClarisseAmaral Mãe do Miguel F. A. Freitas 98111-8295