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Gestão de conteúdos com
  diversidade cultural em um
  mundo de significados
  provincianos e
  cosmopolitas




 Aldo de Albuquerque Barreto
Um mundo e muitas vozes




Diversidade cultural
engloba as diferenças
culturais que existem
entre as pessoas e seus
artefatos de informação,
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escrita.
Cultural e informação

• Nenhuma cultura
  informacional é única.
  Todas são resultantes de
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• A ideia de uma “cultura de
  informação” é uma
  pluralidade que inclui a de
  diferentes grupos sociais e
  suas características
  diferenciadas na produção
  informacional.
espaços sem território


Esse espaço cultural está hoje no
  tempo instantâneo das conexões
  imediatas.



A geografia dos espaços
  demarcados foi substituída pela
  topologia das narrativas
  intertextuais
Interatividade multicultural


A velocidade nas trocas entre
os estoques de informação em
rede e os receptores está
próxima ao infinito.

No ciberespaço, as trocas se
realizam em tempo real, no
tempo quase zero.
Interconectividade
O espaço multi-informacional permite uma
vizinhança universal. A afetividade
informacional de um receptor pode estar
na sala ao lado ou na China. A velocidade
da comunicação para trocar enunciados é
basicamente a mesma.

A assimilação da informação no
ciberespaço acontece no cotidiano de um
ponto do presente. Este ponto remete as
vivências cognitivas do passado e as
expectativas subjetivas do futuro. O ponto
de apropriação do conhecimento tem no
presente uma única dimensão de tempo.
A desterritorialização dos enunciados
O conceito de desterritorialização"
  ocorre quando não se tem mais
  um ponto de referência exato para
  fixar uma cultura de informação e
  seus produtos.

O mundo perde suas fronteiras e
  se reordena na cotidianidade de
  uma “cultura informacional” de
  jogos de enunciados imediatos.

O ciberespaço é uma dimensão da
  sociedade em rede, onde os fluxos
  de conectividade definem novas
  formas de relações sociais
Conteúdos de informação: provincianos e cosmopolitas


Documentos convencionais em papel
  são  fronteiriços  são
  provincianos  porque estão presos
  a sua estrutura, e só com ela se
  relacionam espacialmente.



Documentos em formato digital não
  têm fronteiras são cosmopolitas
  Multiculturais, pois se encadeiam
  e relacionam ao mundo de
  conteúdos do ciberespaço.
Conteúdos provincianos: Estruturas de informação fechada

                             são conteúdos que estão formatados
                         e finalizados  pelo imperativo de
                         integridade de sua estrutura.

                         conteúdos de narrativa contínua o
                         sentido do texto vai um seguimento
                         como em um folhetim que vai se
                         contando.

                         São exemplos deste tipo de objetos os livros,
                         artigos de periódicos impressos, imagens
                         acabadas, documentos históricos, legais ou
                         contratuais, patentes concedidas.

                         Não é só a forma que determina a completeza, mas
                         a impossibilidade de modificar o conteúdo após o
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• A coisa toda mudou com
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Estamos preparados para lidar com
   documentos em formato digital da web?
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Conteúdos em formato digital não estão
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  definida. Eles se realizam nas relações
  interpessoais onde nenhuma linguagem
  comanda a outra.
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A velocidade do mundo textualiza a
  velocidade uma nova escrita digital
  que vem com outro traço de
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A postagem digital é um enunciado
  jogado, com um vigor dinâmico que
  materializa na escrita a ação de
  conversação.

Há uma negação do tempo
  tradicional e uma a busca da emotiva
  de um tempo místico, um tempo de
  celebração de todos os tempos. Um
  eterno presente de assimilação de
  significados.
Postar é enunciar
Postar é colocar um
 enunciado em um jogo de
 significação; partes de um
 discurso associado ao
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Na escrita há sempre
 opções para colocar uma
 enunciados: “ Todo
 enunciado deve
 considerado um lance em
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Um linguagear digital que afeta a emoção



 O linguagear de troca de
  enunciados faz parte da condição
  humana. Só humanos participam
  desta atividade de conversar
  através de jogos de linguagem.

 Na conversação digital dos
  enunciados intertextuais o
  linguagear admite vivências
  específicas; os jogadores denotam
  uma ação onde as palavras
  enviadas ao outro revelam um
  estado emotivo da comunicação
Como serão os documentos de amanhã
 A nova economia da velocidade
  indica que, no futuro a maior
  parte dos documentos serão em
  formato digital

 Documentos digitais tem
  assimilação diferenciada da dos
  documentos lineares: mais
  abrangente e cosmopolita.

 Alguns documentos tradicionais
  como o livro nunca deixarão de
  existir apenas mudará o seu
  formato, sua base para digital
Caminhos entrelaçados


O significado dos conteúdos
 em fluxo nunca é total em
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 narrativas paralelas e
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Os significados ficam com a
 percepção como que "adiada"
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É necessário para a gestão avaliar conteúdos digitais, em
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 Shiyali Ramamrita Ranganathan disse:


 1 Livros são para o uso.
 2 A cada leitor o seu livro.
 3 A cada livro o seu leitor.
 4 Poupe o tempo do leitor.




 nesta atualidade, sem a devida gestão:
 A informação que temos não é a que mais desejamos.
 A informação que desejamos nem sempre é a que precisamos.
 A informação que queremos e necessitamos é a que interessa
                                                Atribuida a John Peers
AVISO IMPORTANTE
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DISCLAIMER - The published images of this
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 research without intending to break anyone's
 RIGHTS.
Aldo de Albuquerque Barreto




      • Pesquisador Sênior (vitalício) do CNPq
      • Professor Adjunto I da Unigranrio
      • Editor da Revista DataGramaZero

      • aldobar@globo.com

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Gestão de conteúdos em um mundo de significados provincianos e cosmopolitas

  • 1. Gestão de conteúdos com diversidade cultural em um mundo de significados provincianos e cosmopolitas  Aldo de Albuquerque Barreto
  • 2. Um mundo e muitas vozes Diversidade cultural engloba as diferenças culturais que existem entre as pessoas e seus artefatos de informação, a sua linguagem e a sua escrita.
  • 3. Cultural e informação • Nenhuma cultura informacional é única. Todas são resultantes de contatos e empréstimos. • A ideia de uma “cultura de informação” é uma pluralidade que inclui a de diferentes grupos sociais e suas características diferenciadas na produção informacional.
  • 4. espaços sem território Esse espaço cultural está hoje no tempo instantâneo das conexões imediatas. A geografia dos espaços demarcados foi substituída pela topologia das narrativas intertextuais
  • 5. Interatividade multicultural A velocidade nas trocas entre os estoques de informação em rede e os receptores está próxima ao infinito. No ciberespaço, as trocas se realizam em tempo real, no tempo quase zero.
  • 6. Interconectividade O espaço multi-informacional permite uma vizinhança universal. A afetividade informacional de um receptor pode estar na sala ao lado ou na China. A velocidade da comunicação para trocar enunciados é basicamente a mesma. A assimilação da informação no ciberespaço acontece no cotidiano de um ponto do presente. Este ponto remete as vivências cognitivas do passado e as expectativas subjetivas do futuro. O ponto de apropriação do conhecimento tem no presente uma única dimensão de tempo.
  • 7. A desterritorialização dos enunciados O conceito de desterritorialização" ocorre quando não se tem mais um ponto de referência exato para fixar uma cultura de informação e seus produtos. O mundo perde suas fronteiras e se reordena na cotidianidade de uma “cultura informacional” de jogos de enunciados imediatos. O ciberespaço é uma dimensão da sociedade em rede, onde os fluxos de conectividade definem novas formas de relações sociais
  • 8. Conteúdos de informação: provincianos e cosmopolitas Documentos convencionais em papel são  fronteiriços  são provincianos  porque estão presos a sua estrutura, e só com ela se relacionam espacialmente. Documentos em formato digital não têm fronteiras são cosmopolitas Multiculturais, pois se encadeiam e relacionam ao mundo de conteúdos do ciberespaço.
  • 9. Conteúdos provincianos: Estruturas de informação fechada  são conteúdos que estão formatados e finalizados  pelo imperativo de integridade de sua estrutura. conteúdos de narrativa contínua o sentido do texto vai um seguimento como em um folhetim que vai se contando. São exemplos deste tipo de objetos os livros, artigos de periódicos impressos, imagens acabadas, documentos históricos, legais ou contratuais, patentes concedidas. Não é só a forma que determina a completeza, mas a impossibilidade de modificar o conteúdo após o documento acabado.
  • 10. aberta são artefatos que estão em se fazendo ou apesar de acabados podem ter sua narrativa modificada. Sua estrutura permite um constante diálogo com o gerador ou participação em rede. São intertextuais destinados pelo link. São exemplos deste tipo de objetos as escrituras em formato digital em estoques eletrônicos e intertextuais
  • 11. Um novo regime • A coisa toda mudou com velocidade das conexões imediatas. Os usuários usam em tempo real o grande arquivo da humanidade e navegam com instrumentos infinitamente melhores que os astrolábios. • Não se trata de uma desordem que se instalou, mas de uma nova ordem, um outro regime de informação
  • 12. Gestão do conhecimento Estamos preparados para lidar com documentos em formato digital da web? Usaremos as mesmas rotinas de organização dos regimes estáticos dos conteúdos provincianos? Narrativas em formato digital são enunciados lançados em conversação. Seu código lingüístico simplificado subverte a estrutura da linguagem, pois agrega ao traço da fala e escrita outros elementos de explanação. Conteúdos em formato digital não estão presos a paternidade de uma escrita definida. Eles se realizam nas relações interpessoais onde nenhuma linguagem comanda a outra.
  • 13. Um tempo místico dos enunciados A velocidade do mundo textualiza a velocidade uma nova escrita digital que vem com outro traço de intermediação. A postagem digital é um enunciado jogado, com um vigor dinâmico que materializa na escrita a ação de conversação. Há uma negação do tempo tradicional e uma a busca da emotiva de um tempo místico, um tempo de celebração de todos os tempos. Um eterno presente de assimilação de significados.
  • 14. Postar é enunciar Postar é colocar um enunciado em um jogo de significação; partes de um discurso associado ao contexto em que é lançado Na escrita há sempre opções para colocar uma enunciados: “ Todo enunciado deve considerado um lance em um jogo”
  • 15. Um linguagear digital que afeta a emoção  O linguagear de troca de enunciados faz parte da condição humana. Só humanos participam desta atividade de conversar através de jogos de linguagem.  Na conversação digital dos enunciados intertextuais o linguagear admite vivências específicas; os jogadores denotam uma ação onde as palavras enviadas ao outro revelam um estado emotivo da comunicação
  • 16. Como serão os documentos de amanhã  A nova economia da velocidade indica que, no futuro a maior parte dos documentos serão em formato digital  Documentos digitais tem assimilação diferenciada da dos documentos lineares: mais abrangente e cosmopolita.  Alguns documentos tradicionais como o livro nunca deixarão de existir apenas mudará o seu formato, sua base para digital
  • 17. Caminhos entrelaçados O significado dos conteúdos em fluxo nunca é total em uma composição digital com narrativas paralelas e destinos infinitos. Os significados ficam com a percepção como que "adiada" até que se complete a navegação do receptor seguindo seus links.
  • 18. Os três tempos da informação
  • 19. Como avaliar os conteúdos digitais É necessário para a gestão avaliar conteúdos digitais, em termos de sua confiabilidade, consistência e coerência; sua duplicidade e completeza
  • 21. Na velocidade das conexões imediatas  Shiyali Ramamrita Ranganathan disse:  1 Livros são para o uso.  2 A cada leitor o seu livro.  3 A cada livro o seu leitor.  4 Poupe o tempo do leitor.  nesta atualidade, sem a devida gestão:  A informação que temos não é a que mais desejamos.  A informação que desejamos nem sempre é a que precisamos.  A informação que queremos e necessitamos é a que interessa Atribuida a John Peers
  • 22. AVISO IMPORTANTE A publicação de imagens deste instrumento não tem qualquer proposito ou interesse comercial, este é apenas um instrumento acadêmico voltado para o ensino e a pesquisa sem a intenção de quebrar DIREITOS de ninguém. DISCLAIMER - The published images of this instrument has no comercial purpose or interest, this is just an academic instrument for teaching and research without intending to break anyone's RIGHTS.
  • 23. Aldo de Albuquerque Barreto • Pesquisador Sênior (vitalício) do CNPq • Professor Adjunto I da Unigranrio • Editor da Revista DataGramaZero • aldobar@globo.com

Notas do Editor

  1. Topologia: configuração da disposição de palavras e texto em um determinado espaço.
  2. Topologia: configuração disposição de palavras e texto em um determinado espaço. Linear
  3. Topologia: configuração disposição de palavras e texto em um determinado espaço.
  4. enunciados – parte de um discurso associado ao contexto em qu é lançado. Uma estrutura simbolicamente significante que adia uma escrita conversacional potencial em realização.