SUS:
histórico e princípios
Saúde: o que é
 Estado vital : vida humana e sua articulação
complexa de múltiplos processos.
 Setor produtivo: complexos medico-industrial e
médico-financeiro
 Área de saber: clínica, epidemiologia, saúde
pública, ciências sociais da saúde, saúde coletiva
Brasil: Pré- SUS
(Sistema Único de Saúde)
REPÚBLICA VELHA – 1889/1930
 Não-sistema de saúde
 Concepção liberal do Estado
 Separação entre ações saúde pública e assistência
médico-hospitalar
Brasil: início século XX
 Epidemias/comprometimento modelo agrário-
exportador
Ações:
 Saneamento dos portos
 Medidas sanitárias nas cidades
 Vacinas
 Investimento em pesquisas biomédicas,
principalmente, doenças tropicais
Brasil: início século XX
 Saúde Pública – múltiplos órgãos públicos
 Medicina previdenciária – CAPs (Lei Eloy
Chaves, em 1923, por empresa) e depois IAPS
(com Getúlio Vargas, a partir de 1933, por
categoria profissional)
 Saúde do trabalhador - Ministério do Trabalho
Trajetória da Saúde no Brasil
Década de 50
 1953: Criação do Ministério da Saúde
 Definição de Saúde pela OMS
 Desenvolvimentismo industrial: governo JK
 Expansão da assistência médico-hospitalar em
detrimento da Saúde Pública
 Compra de serviços do setor privado
Trajetória da Saúde no Brasil
 Década de 60 – Ditadura Militar
 Estímulo governamental às Medicinas de grupo
 Redução dos recursos para Saúde Pública: 1%
dos recursos da área federal
 Crise na saúde : mortalidade infantil, epidemia
de meningite, crescimento das endemias e de
acidentes de trabalho
 Década de 40: Saúde Pública 80% recursos
federais
 Década de 60: 80% dos recursos federais
assistência médica individual
 Multiplicidade de órgãos: em 1975, 71 órgãos
desenvolvendo ações de saúde na área federal
Origens do movimento da RSB
 Vários atores e suas contradições
 1979: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde -
CEBES apresenta proposta do SUS no
Congresso Nacional (I Simpósio de Política
Nacional de Saúde da Comissão de Saúde)
http://cebes.org.br/site/wp-content/uploads/2015/10/Cebes_Sa%C3%BAde-
e-Democracia.pdf
Saúde e a Reforma Sanitária
Brasileira
 Luta pela redemocratização
 Articulação entre saúde e condições de vida
 Concepção ampliada de saúde
Saúde e a Reforma Sanitária
Brasileira
1986: 8ª Conferencia Nacional de Saúde (ver docs)
 Saúde como direito
 Reformulação do SNS
 Financiamento do setor
1988: Constituição Federal
 Capítulo da Saúde
Constituição Federal de 1988
 Art. 196:
 A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação.
SUS Lei Federal 8080 set 1990
Concepção de saúde
 Art. 2º
 A saúde é um direito fundamental
do ser humano, devendo o Estado
prover as condições indispensáveis
ao seu pleno exercício.
SUS Concepção de Saúde

Lei 8080 de 19 de setembro de 1990
Art. 3º - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre
outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o
trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e
serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização
social e econômica do país.
Parágrafo único - Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do
disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade
condições de bem estar físico, mental e social.
SUS
PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS
e
PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS
PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS
 Universalidade: todas as pessoas, independentemente
de diferença de classe, cor, raça, crença, etc., têm o
direito de acesso ao sistema de saúde.
 Igualdade: todo cidadão é igual perante o sistema e
deve ser atendido de acordo com suas necessidades que
são diferenciadas de acordo com sua situação social
(equidade – discriminação positiva)
 Integralidade: as ações voltadas a proteção, promoção
e recuperação . Indivíduo concebido como ser humano
integral nas suas necessidades físicas, psíquicas e sociais
PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS
Descentralização por meio da municipalização.
Regionalização com hierarquização da atenção.
Controle social: participação da população
exercida por conselhos de caráter deliberativo,
que devem ser criados em todos os níveis de
gestão (Lei Federal 8.142 de 1990)
PRINCÍPIOS INOVADORES
• Conceito ampliado de saúde
• Integralidade da atenção
• Ação intersetorial
AÇÕES INTEGRAIS TAMBÉM
PRESSUPÕEM:
• Ampliação e desenvolvimento da dimensão
cuidadora no trabalho
• Profissionais mais capazes de acolhimento e de
vínculo com os usuários
• Maior sensibilidade das dimensões do
processo saúde-doença não inscritas nos
âmbitos tradicionais da epidemiologia ou da
terapêutica.
AÇÕES INTERSETORIAIS
Pois saúde não se restringe à assistência médica.
Nas respostas dadas pelo sistema de saúde, as
ações devem abranger dimensões do trabalho,
habitação, lazer, educação, cultura, etc., na
perspectiva interdisciplinar.
Intersetorialidade – campo do
fazer
Interdisciplinaridade – construção
do saber
Princípios caros aos SUS
• Fazem frente às fragmentações do
conhecimento humano com suas
antinomias, das políticas, das ações
no território, no entendimento do
modo de viver dos sujeitos.
TRABALHO E FORMAÇÃO
• Mudanças nas relações de poder entre
profissionais de saúde entre profissionais de
saúde e usuários
• A formação com objetivos de transformar as
práticas dos profissionais e da própria
organização do trabalho.
A EDUCAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS DE SAÚDE
• Processo permanente que se inicia durante a
graduação e é mantido na vida profissional.
• Necessidade de estabelecer relações de parceria
entre as instituições de educação superior, os
serviços de saúde, a comunidade, as entidades e
outros setores da sociedade civil.
Formação na Constituição de
1988
• Artigo 200, inciso III:
• “Ao sistema único de saúde compete, além de
outras atribuições, nos termos da lei, ordenar a
formação de recursos humanos na área de
saúde”.
ATRIBUIÇÕES DO SUS
• Educação na saúde como parte do rol de
atribuições finalísticas do Sistema.
• Desenvolver estratégias e políticas de
adequação da formação e qualificação dos
trabalhadores de saúde às necessidades de saúde
da população (Ministério da Saúde).
• POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO
PERMANENTE PARA OS TRABALHADORES
DO SUS
• Movimentos para mudança da
graduação na área da saúde
GRADUAÇÃO
• Pró-Saúde: Programa Nacional de Reorientação
da Formação Profissional em Saúde
• Integrar ensino-serviço, visando à reorientação da
formação profissional, assegurando uma abordagem
integral do processo saúde-doença com ênfase na
atenção básica, promovendo transformações nos
processos de geração de conhecimentos, ensino e
aprendizagem e de prestação de serviços à população
(BRASIL, 2007).
Estratégias do Pró-Saúde
• PET Saúde: Programa de Educação para o
Trabalho em Saúde
• Portaria Interministerial (2010) que disponibiliza bolsas
para tutores (professores universitários), preceptores
(profissionais dos serviços) e estudantes de graduação
da área da saúde.
Ensino /Pesquisa /Extensão
• PET Saúde – Saúde da Família
• PET Saúde – Vigilância em Saúde
• PET Saúde – Saúde Mental
Aulas Abertas
Disciplina Psicologia e Saúde
Dia 16 de setembro
• Humanização e cuidado em
saúde: problematizando
conceitos/Ricardo Teixeira (FMUSP)
Dia 30 de setembro
• Clínica, apoio matricial e o SUS
Gastão Wagner Souza Campos
(UNICAMP)
Dia 7 de Outubro
• Territórios e redes sociais
Rosilda Mendes (UNIFESP – Campus
Baixada)
Dia 21 de Outubro
•Atenção Básica e Saúde Mental
•Lygia de França Pereira (CSE Butantã)
11 de Novembro
•Comunicação, Saúde e Violência
Lúcia Williams (UFSCAR)
25 de Novembro
•Formação para o Trabalho em
Saúde e S.Trabalhador /Francisco
Antonio de Castro Lacaz (UNIFESP)
Regulamentações da forma de
financiamento
Normas Operacionais Básicas – NOB
- NOB 91: pagamento por produção de
procedimentos.
- NOB 93: gestão semi-plena dos municípios
– serviços de atenção básica.
- NOB 96: imposição de modelos e
programas para atenção primária.
Regulamentações da forma de
financiamento
- Piso de Atenção Básica (PAB): transferência de
valor fixo para atenção básica para os
municípios de acordo com o número de
habitantes.
- PAB Variável: caso o município desenvolva as
modalidades de ações preconizadas pelo
Ministério da Saúde – PSF e PAC.
FINANCIAMENTO
A partir de 2006 – Pacto de Gestão.
Financiamento tripartite, solidário entre a trina
federativa, buscará contemplar o princípio da
eqüidade e se fará, diversamente para custeio e
investimento. Busca construir um processo de
alocação mais eqüitativo, que considere as
diferenças locorregionais e as variáveis
socioepidemiológicas.
FINANCIAMENTO
Emenda Constitucional número 29 – PEC 29
Garantir financiamento suficiente e estável para o Setor
Saúde, uma vez que define o quanto das receitas da União,
estados, Distrito Federal e municípios deve ser destinado
às ações e serviços públicos de saúde. Proposta:
municípios 15% das receitas correntes, 12% para os
Estados e a base de investimento do ano anterior
corrigido pela variação do PIB nominal para o governo
federal.
Constituição Federal de 1988

Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
§ 1.º As instituições privadas poderão participar de forma
complementar do sistema único de
saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito
público ou convênio, tendo preferência
as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
§ 2.º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou
subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos.
Constituição Federal de 1988

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços
de saúde, cabendo ao poder público
dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação,
fiscalização e controle, devendo sua execução
ser feita diretamente ou através de terceiros e, também,
por pessoa física ou jurídica de direito
privado.
SUS: Lei Federal 8080
setembro de 1990
 DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 1º
 Esta lei regula, em todo o território nacional,
as ações e serviços de saúde, executados
isolada ou conjuntamente, em caráter
permanente ou eventual, por pessoas
naturais ou jurídicas de direito Público ou
privado.
Aspectos a serem considerados
- Âmbitos ou dimensões
- Político-jurídico
- Técnico-assistencial
- Socio-cultural
- Teórico conceitual
Saúde: setor produtivo
Indústria farmacêutica no Brasil
Empresas multinacionais: 80% do
mercado nacional.
Faturamento 1998: U$ 10,3 Bi
3,4% do mercado mundial
Capacidade produtiva elevada de
medicamentos e baixa de fármacos
Saúde: setor produtivo
Indústria de equipamentos
médico-hospitalares
Paris 2,4 milhões habitantes: 6 tomógrafos
Belo Horizonte 2,1 milhões habitantes: 45
tomógrafos
Saúde: setor produtivo
Complexo médico-industrial
Inovações tecnológicas
40% do US 2,3 trilhões gastos em
saúde nos EUA em 2008
Lottenberg,C. FSP, 25/03/09
Complexo médico-industrial
Inovações tecnológicas
40% do US 2,3 trilhões gastos em
saúde nos EUA em 2008
Lottenberg,C. FSP, 25/03/09
Saúde: setor produtivo
Complexo médico-industrial
Custo de angioplastia :
2001: R$ 9400
2009: R$ 55 000,00
(aumento de 485%)
Lottenberg,C. FSP, 25/03/09
Atenção básica
Planejamento ascendente
Determinantes e condicionantes da
saúde
Equipe multiprofissional
Instrumentos da Atenção básica
• Território;
• Dados secundários;
• Inquéritos domiciliares;
• Diagnóstico da demanda
•
• Participação popular.
Atenção básica
• Intervenções no âmbito individual e coletivo;
• Promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento
e reabilitação;
• Práticas participativas de gestão;
• Trabalho em equipe;
• Responsabilidade pelo território;
• Tecnologia complexa de baixa densidade.

Power Point Aula 4 - Histórico e Princípios do SUS.ppt

  • 1.
  • 2.
    Saúde: o queé  Estado vital : vida humana e sua articulação complexa de múltiplos processos.  Setor produtivo: complexos medico-industrial e médico-financeiro  Área de saber: clínica, epidemiologia, saúde pública, ciências sociais da saúde, saúde coletiva
  • 3.
    Brasil: Pré- SUS (SistemaÚnico de Saúde) REPÚBLICA VELHA – 1889/1930  Não-sistema de saúde  Concepção liberal do Estado  Separação entre ações saúde pública e assistência médico-hospitalar
  • 4.
    Brasil: início séculoXX  Epidemias/comprometimento modelo agrário- exportador Ações:  Saneamento dos portos  Medidas sanitárias nas cidades  Vacinas  Investimento em pesquisas biomédicas, principalmente, doenças tropicais
  • 5.
    Brasil: início séculoXX  Saúde Pública – múltiplos órgãos públicos  Medicina previdenciária – CAPs (Lei Eloy Chaves, em 1923, por empresa) e depois IAPS (com Getúlio Vargas, a partir de 1933, por categoria profissional)  Saúde do trabalhador - Ministério do Trabalho
  • 6.
    Trajetória da Saúdeno Brasil Década de 50  1953: Criação do Ministério da Saúde  Definição de Saúde pela OMS  Desenvolvimentismo industrial: governo JK  Expansão da assistência médico-hospitalar em detrimento da Saúde Pública  Compra de serviços do setor privado
  • 7.
    Trajetória da Saúdeno Brasil  Década de 60 – Ditadura Militar  Estímulo governamental às Medicinas de grupo  Redução dos recursos para Saúde Pública: 1% dos recursos da área federal  Crise na saúde : mortalidade infantil, epidemia de meningite, crescimento das endemias e de acidentes de trabalho
  • 8.
     Década de40: Saúde Pública 80% recursos federais  Década de 60: 80% dos recursos federais assistência médica individual  Multiplicidade de órgãos: em 1975, 71 órgãos desenvolvendo ações de saúde na área federal
  • 9.
    Origens do movimentoda RSB  Vários atores e suas contradições  1979: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde - CEBES apresenta proposta do SUS no Congresso Nacional (I Simpósio de Política Nacional de Saúde da Comissão de Saúde) http://cebes.org.br/site/wp-content/uploads/2015/10/Cebes_Sa%C3%BAde- e-Democracia.pdf
  • 10.
    Saúde e aReforma Sanitária Brasileira  Luta pela redemocratização  Articulação entre saúde e condições de vida  Concepção ampliada de saúde
  • 11.
    Saúde e aReforma Sanitária Brasileira 1986: 8ª Conferencia Nacional de Saúde (ver docs)  Saúde como direito  Reformulação do SNS  Financiamento do setor 1988: Constituição Federal  Capítulo da Saúde
  • 12.
    Constituição Federal de1988  Art. 196:  A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
  • 13.
    SUS Lei Federal8080 set 1990 Concepção de saúde  Art. 2º  A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
  • 14.
    SUS Concepção deSaúde  Lei 8080 de 19 de setembro de 1990 Art. 3º - A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país. Parágrafo único - Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem estar físico, mental e social.
  • 15.
  • 16.
    PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS  Universalidade:todas as pessoas, independentemente de diferença de classe, cor, raça, crença, etc., têm o direito de acesso ao sistema de saúde.  Igualdade: todo cidadão é igual perante o sistema e deve ser atendido de acordo com suas necessidades que são diferenciadas de acordo com sua situação social (equidade – discriminação positiva)  Integralidade: as ações voltadas a proteção, promoção e recuperação . Indivíduo concebido como ser humano integral nas suas necessidades físicas, psíquicas e sociais
  • 17.
    PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS Descentralização pormeio da municipalização. Regionalização com hierarquização da atenção. Controle social: participação da população exercida por conselhos de caráter deliberativo, que devem ser criados em todos os níveis de gestão (Lei Federal 8.142 de 1990)
  • 18.
    PRINCÍPIOS INOVADORES • Conceitoampliado de saúde • Integralidade da atenção • Ação intersetorial
  • 19.
    AÇÕES INTEGRAIS TAMBÉM PRESSUPÕEM: •Ampliação e desenvolvimento da dimensão cuidadora no trabalho • Profissionais mais capazes de acolhimento e de vínculo com os usuários • Maior sensibilidade das dimensões do processo saúde-doença não inscritas nos âmbitos tradicionais da epidemiologia ou da terapêutica.
  • 20.
    AÇÕES INTERSETORIAIS Pois saúdenão se restringe à assistência médica. Nas respostas dadas pelo sistema de saúde, as ações devem abranger dimensões do trabalho, habitação, lazer, educação, cultura, etc., na perspectiva interdisciplinar.
  • 21.
    Intersetorialidade – campodo fazer Interdisciplinaridade – construção do saber
  • 22.
    Princípios caros aosSUS • Fazem frente às fragmentações do conhecimento humano com suas antinomias, das políticas, das ações no território, no entendimento do modo de viver dos sujeitos.
  • 23.
    TRABALHO E FORMAÇÃO •Mudanças nas relações de poder entre profissionais de saúde entre profissionais de saúde e usuários • A formação com objetivos de transformar as práticas dos profissionais e da própria organização do trabalho.
  • 24.
    A EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAISDE SAÚDE • Processo permanente que se inicia durante a graduação e é mantido na vida profissional. • Necessidade de estabelecer relações de parceria entre as instituições de educação superior, os serviços de saúde, a comunidade, as entidades e outros setores da sociedade civil.
  • 25.
    Formação na Constituiçãode 1988 • Artigo 200, inciso III: • “Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde”.
  • 26.
    ATRIBUIÇÕES DO SUS •Educação na saúde como parte do rol de atribuições finalísticas do Sistema. • Desenvolver estratégias e políticas de adequação da formação e qualificação dos trabalhadores de saúde às necessidades de saúde da população (Ministério da Saúde).
  • 27.
    • POLÍTICA NACIONALDE EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA OS TRABALHADORES DO SUS • Movimentos para mudança da graduação na área da saúde
  • 28.
    GRADUAÇÃO • Pró-Saúde: ProgramaNacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde • Integrar ensino-serviço, visando à reorientação da formação profissional, assegurando uma abordagem integral do processo saúde-doença com ênfase na atenção básica, promovendo transformações nos processos de geração de conhecimentos, ensino e aprendizagem e de prestação de serviços à população (BRASIL, 2007).
  • 29.
    Estratégias do Pró-Saúde •PET Saúde: Programa de Educação para o Trabalho em Saúde • Portaria Interministerial (2010) que disponibiliza bolsas para tutores (professores universitários), preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde.
  • 30.
    Ensino /Pesquisa /Extensão •PET Saúde – Saúde da Família • PET Saúde – Vigilância em Saúde • PET Saúde – Saúde Mental
  • 32.
    Aulas Abertas Disciplina Psicologiae Saúde Dia 16 de setembro • Humanização e cuidado em saúde: problematizando conceitos/Ricardo Teixeira (FMUSP) Dia 30 de setembro • Clínica, apoio matricial e o SUS Gastão Wagner Souza Campos (UNICAMP) Dia 7 de Outubro • Territórios e redes sociais Rosilda Mendes (UNIFESP – Campus Baixada) Dia 21 de Outubro •Atenção Básica e Saúde Mental •Lygia de França Pereira (CSE Butantã) 11 de Novembro •Comunicação, Saúde e Violência Lúcia Williams (UFSCAR) 25 de Novembro •Formação para o Trabalho em Saúde e S.Trabalhador /Francisco Antonio de Castro Lacaz (UNIFESP)
  • 34.
    Regulamentações da formade financiamento Normas Operacionais Básicas – NOB - NOB 91: pagamento por produção de procedimentos. - NOB 93: gestão semi-plena dos municípios – serviços de atenção básica. - NOB 96: imposição de modelos e programas para atenção primária.
  • 35.
    Regulamentações da formade financiamento - Piso de Atenção Básica (PAB): transferência de valor fixo para atenção básica para os municípios de acordo com o número de habitantes. - PAB Variável: caso o município desenvolva as modalidades de ações preconizadas pelo Ministério da Saúde – PSF e PAC.
  • 36.
    FINANCIAMENTO A partir de2006 – Pacto de Gestão. Financiamento tripartite, solidário entre a trina federativa, buscará contemplar o princípio da eqüidade e se fará, diversamente para custeio e investimento. Busca construir um processo de alocação mais eqüitativo, que considere as diferenças locorregionais e as variáveis socioepidemiológicas.
  • 37.
    FINANCIAMENTO Emenda Constitucional número29 – PEC 29 Garantir financiamento suficiente e estável para o Setor Saúde, uma vez que define o quanto das receitas da União, estados, Distrito Federal e municípios deve ser destinado às ações e serviços públicos de saúde. Proposta: municípios 15% das receitas correntes, 12% para os Estados e a base de investimento do ano anterior corrigido pela variação do PIB nominal para o governo federal.
  • 38.
    Constituição Federal de1988  Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1.º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. § 2.º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
  • 39.
    Constituição Federal de1988  Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
  • 40.
    SUS: Lei Federal8080 setembro de 1990  DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 1º  Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.
  • 41.
    Aspectos a seremconsiderados - Âmbitos ou dimensões - Político-jurídico - Técnico-assistencial - Socio-cultural - Teórico conceitual
  • 42.
    Saúde: setor produtivo Indústriafarmacêutica no Brasil Empresas multinacionais: 80% do mercado nacional. Faturamento 1998: U$ 10,3 Bi 3,4% do mercado mundial Capacidade produtiva elevada de medicamentos e baixa de fármacos
  • 43.
    Saúde: setor produtivo Indústriade equipamentos médico-hospitalares Paris 2,4 milhões habitantes: 6 tomógrafos Belo Horizonte 2,1 milhões habitantes: 45 tomógrafos
  • 44.
    Saúde: setor produtivo Complexomédico-industrial Inovações tecnológicas 40% do US 2,3 trilhões gastos em saúde nos EUA em 2008 Lottenberg,C. FSP, 25/03/09 Complexo médico-industrial Inovações tecnológicas 40% do US 2,3 trilhões gastos em saúde nos EUA em 2008 Lottenberg,C. FSP, 25/03/09
  • 45.
    Saúde: setor produtivo Complexomédico-industrial Custo de angioplastia : 2001: R$ 9400 2009: R$ 55 000,00 (aumento de 485%) Lottenberg,C. FSP, 25/03/09
  • 47.
    Atenção básica Planejamento ascendente Determinantese condicionantes da saúde Equipe multiprofissional
  • 48.
    Instrumentos da Atençãobásica • Território; • Dados secundários; • Inquéritos domiciliares; • Diagnóstico da demanda • • Participação popular.
  • 49.
    Atenção básica • Intervençõesno âmbito individual e coletivo; • Promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação; • Práticas participativas de gestão; • Trabalho em equipe; • Responsabilidade pelo território; • Tecnologia complexa de baixa densidade.