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Centro Colaborador para a Qualidade do
Cuidado e a Segurança do Paciente
Segurança do Paciente
na Atenção Primária à Saúde
O que é segurança do paciente?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define
segurança do paciente como redução máxima de
risco de dano. Isto significa diminuir os incidentes1
.
Incidente é um evento ou circunstância que poderia
ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao
paciente. Podem ser oriundos de atos intencionais ou
não-intencionais.
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na At
Quais são os tipos de incidentes?
A OMS1
classifica os incidentes como:
Circunstância Notificável: Incidente com potencial dano ou lesão;
Near Miss: Incidente não atinge o paciente;
Incidente sem dano: Incidente atinge o paciente, mas não causa dano;
Incidente com dano (Eventos adversos): Incidente atinge o paciente e resulta
em lesão ou dano.
Podemos dizer que um cuidado de saúde
seguro é um cuidado com qualidade?
Não.
Um cuidado de saúde com qualidade, além de seguro precisa ser
equitativo, oportuno, efetivo, eficiente, centrado no paciente2
.
Avedis Donabedian (1919-2000) foi o pesquisador
que considerou que a qualidade em saúde
depende de vários pilares3
.
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na ASegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
Existem problemas de segurança do
paciente na Atenção Primária à Saúde
(APS)?
Sim.
Os estudos sobre a segurança do paciente se concentram na
atenção hospitalar4
, muito provavelmente, por apresentar mais
riscos em função de cuidados mais complexos, com maior aporte
tecnológico. Os custos elevados, também podem explicar a
concentração de pesquisas nos hospitais.
Contudo é importante ressaltar que os problemas com a
segurança do paciente não ocorrem apenas nos hospitais, mas
atingem também os pacientes que recebem cuidados primários.
Existem riscos na APS?
Sim.
Na APS são prestados o maior volume de cuidados de saúde e,
em diversos países, a APS é o primeiro ponto de contato das
pessoas com o sistema de saúde.
A APS desempenha um papel cada vez mais complexo no
sistema. Atua na coordenação do acesso a serviços
especializados5
. Atende a uma crescente demanda de idosos,
portadores de agravos crônicos, com comorbidades, em função
do aumento da esperança de vida.
Quanto mais complexo o cuidado, maior o risco de incidentes.
OMS reconhece a magnitude do problema
A OMS destacou o progresso na implantação da APS em termos
globais, contudo, apontou como desafio a adoção de práticas que
permitam ofertar atenção contínua, humanizada, com qualidade e
segura6
.
Em 2008, o relatório “Cuidados de Saúde Primários - Agora Mais Que
Nunca”6
mostra limitações na prestação de cuidados na APS, e
classifica o cuidado ao paciente como pouco seguro:
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
“Um sistema mal pensado que é incapaz de garantir níveis de
segurança e higiene, levando a elevadas taxas de infecções,
juntamente com erros de medicação e outros eventos adversos que
são evitáveis e que constituem causas de morte e de falta de saúde,
muitas vezes subestimadas”.
Há pesquisas sobre a Segurança do
Paciente na APS?
Quando o relatório da OMS de 20086
foi elaborado, havia poucas
pesquisas sobre os riscos para os pacientes usuários da APS.
No entanto, vários estudos sobre incidência de EA em hospitais,
baseados em revisão retrospectiva de prontuários, já mostravam
que uma fração de EA identificado durante a internação, havia
ocorrido antes da admissão do paciente no hospital, sendo
possível que tenham ocorrido na APS.
Para citar um exemplo, um estudo canadense7
descreve que 31%
dos EAs ocorreram antes da admissão e foram detectados
durante a internação.
Quais são as pesquisas sobre a Segurança
do Paciente na APS?
Países como Austrália, EUA, Reino Unido, Espanha e outros têm
realizado estudos8
sobre a segurança do paciente na APS, mas a
maioria dos países, ainda não desenvolve pesquisas sobre a
segurança do paciente na APS (Figura 1).
Uma revisão sistemática apontou a existência de lacunas de
conhecimento na temática, especialmente de países em
desenvolvimento, incluindo o Brasil9
.
Realizar pesquisas sobre segurança do paciente em APS é um
desafio para os que estudam e tentam melhorar a segurança dos
cuidados de saúde primários em vários contextos e configurações
socioeconômicas.
Fonte: (WHO 2008).
Nota: O tamanho do ponto representa a quantidade de estudos preliminares realizados nessas localizações geográficas.
Figura 1 – A participação global em pesquisa de segurança do paciente associado à APS
Safer Primary Care Expert Working
Group
A OMS, em fevereiro de 2012, constituiu um grupo chamado Safer
Primary Care Expert Working Group8
para estudar as questões
envolvidas com a segurança na APS, como os riscos a pacientes em
cuidados primários, a magnitude
e a natureza do dano
evitável devido a práticas
inseguras nesses ambientes e
mecanismos de proteção e
segurança do paciente na APS.
(Figura 2)
Figura 2 – Pesquisadores do Grupo de Trabalho da APS.
Safer Primary Care Expert Working
Group
O grupo da OMS teve como um dos objetivos conhecer as
metodologias disponíveis para realização de pesquisas sobre
segurança do paciente em APS.
O estudo resultou em um artigo de revisão sistemática, denominado
“Methods and Measures used in Primary Care Patient Safety
Research”, da autoria de Makeham e colaboradores10
, publicado e
disponibilizado na página da OMS.
(http://www.who.int/patientsafety/safer_primary_care/en/index.html)
Esta revisão mostrou que os métodos de investigação mais
apropriados precisam ser adaptados para a realidade dos países.
Existe um método melhor para pesquisar
incidentes em APS?
Não.
Makeham e colaboradores10
destacam que as pesquisas sobre a
segurança em APS estão em sua infância, diferentemente dos métodos
já testados nas pesquisas de segurança do paciente em hospitais.
Em hospitais a revisão retrospectiva de prontuários é considerado
padrão-ouro em estudos de mensuração de EA11
. Já na APS não existe
um método considerado padrão ouro.
Makeham e colaboradores10
demonstraram, através da revisão
sistemática que os erros decorrentes do cuidado na APS também são
frequentes. Existem riscos específicos na APS, tanto devido ao
ambiente, quanto ao tipo de cuidado de saúde prestado.
Magnitude, tipos, gravidade dos incidentes
e seus fatores contribuintes
Tipos de incidentes mais comuns foram decorrentes de erro no
tratamento medicamentoso, no diagnóstico, na gestão/organização
do serviço. O fator contribuinte mais encontrado foi de comunicação,
entre os profissionais e os pacientes, entre os profissionais de saúde
da mesma unidade de saúde e entre unidades diferentes10
.
Estima-se que cerca de 1-2% das consultas de APS podem redundar em
incidentes, causados por erros12
.
Os EA mais detectados foram: piora na evolução da doença; náusea,
vômitos ou diarreia secundários à medicação; prurido ou lesões
dermatológicas secundárias à medicação; infecção de ferida cirúrgica
e/ou traumática e alterações neurológicas secundarias à medicação11
.
Cerca de 70,2% dos EA em APS eram claramente evitáveis11
.
Métodos mais utilizados na pesquisa de
incidentes na APS9
Estudos recorreram a um ou a uma a combinação de métodos para
analisar os incidentes em APS.
 Análise de incidentes em sistemas de notificações e auditorias13,14,15,16
;
 Estudos de observação direta25,26
;
 Grupo focal com profissionais e pacientes19,20
;
 Entrevistas com profissionais e pacientes23,24
;
 Revisão de prontuários21,22
;
 Questionários com profissionais e pacientes17,18
;
Destaca-se o Primary Care International Study of Medical Errors
(PCISME) questionário para profissionais de saúde adaptado para
nove países, inclusive o Brasil13,27,28
.
Estudo de incidentes em APS no Brasil28
Um questionário do estudo internacional PCISME, traduzido e
adaptado para o contexto brasileiro, foi utilizado para identificar
o incidente durante o cuidado na APS, caracterizá-lo, conhecer a
sua gravidade e os fatores que contribuíram para sua
ocorrência28
.
Esse questionário é composto por dezesseis questões abertas e
fechadas, para que dez médicos e dez enfermeiros, com
garantias do anonimato, registrem os incidentes ocorridos com
pacientes das unidades de saúde da família. (Quadro 1)
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
Quadro 1. Questionário PCISME adaptado para a realidade brasileira
  Profissional nº Incidente Relatado no
  Questões Alternativas de respostas
1
O incidente está relacionado com um paciente em
particular?
Sim ou Não
2 Se sim, até que ponto conhece o paciente?
• Não conheço
• Conheço, mas não é meu paciente
• Conheço pouco (é a 1º vez do paciente na consulta)
• Conheço bem (é meu paciente)
3
Idade do paciente (em anos).
Para crianças menores de 1 ano, usar meses
Texto livre
4 Sexo do paciente Masculino ou Feminino
5
O paciente pertence a um grupo com vulnerabilidade
social?
Se SIM, Qual?
Sim ou Não
Texto livre
6 O paciente tem um problema de doença crônica? Sim ou Não
7
O paciente tem um problema de saúde complexo?
(condição de difícil manejo clínico, presença de
comorbidades, dependência de álcool e/ou drogas,
distúrbios neurológico ou psiquiátrico)
Sim ou Não
8
O que aconteceu?  Por favor, considere o que, quem
esteve envolvido:
Quem? (não colocar nomes, apenas a categoria
profissional: médico, enfermeiro, técnico de laboratório,
recepcionista, e etc.)
• Houve um incidente, mas não chegou a atingir o
paciente
• Houve um incidente, que atingiu o paciente, mas não
causou dano ao paciente
• Houve um incidente, que atingiu o paciente e causou um
dano ao paciente
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
  Profissional nº Incidente Relatado no
  Questões Alternativas de respostas
9
Qual foi o resultado? Identifique as consequências reais e
potenciais, ou algum outro tipo consequência.
Texto livre
10
O que pode ter contribuído para este erro? Por favor,
considere quaisquer circunstâncias especiais.
Texto livre
11
O que poderia ter prevenido o erro? Por favor, considere
o que deve mudar para evitar repetição desse tipo de
erro.
Texto livre
12
Onde aconteceu o erro? (escolha todas as opções que se
aplicam)
Consultório; Hospital/ Serviços de Urgência; Na Farmácia; No
Laboratório; No RX onde realizou exames; Consultório de
Enfermagem; Domicílio do paciente; No contato telefônico;
Atendimento Administrativo; Outros locais: _____________
13
Teve conhecimento de que outro paciente tenha sofrido
este tipo de erro?
Sim ou Não
14 Se sim, como classificaria a gravidade deste dano?
• Dano mínimo (com recuperação de até um mês)
• Dano moderado (recuperação entre um mês e um ano)
• Dano Permanente
• Óbito
• Não tenho como classificar
15 Com que frequência ocorre este erro na sua prática?
• Primeira vez
• Raramente (1 a 2 vezes por ano)
• Às vezes (3 a 11 vezes por ano)
• Frequentemente (mais de 1 vez por mês)
16 Outros comentários? Texto livre
Quadro 1. Questionário PCISME adaptado para a realidade brasileira
Resultados do estudo
 Foram registrados 125 incidentes em 11.233 consultas realizadas
pelos participantes no período do estudo.
 A taxa de incidência envolvendo todos os incidentes foi de 1,11 %
(125/11.233).
 A taxa de incidentes que não atingiram os pacientes foi de 0,11%
(13/11233).
 A taxa de incidência de incidentes que atingiram os pacientes, mas
não causaram dano foi de 0,09% (10/11.233).
 A taxa de incidência de incidentes que atingiram os pacientes e
causaram evento adverso foi de 0,91% (102/11.233).
 Foram identificados oito tipos de erros e os erros administrativos
foram os mais frequentes. A comunicação foi citada como sendo o
fator contribuinte mais comum para ocorrência de incidente na APS
(53%).
Para análise final foram recebidos 125 questionários válidos, cada questionário
representa um incidente.
Os pacientes que sofreram os incidentes registrados tinham as seguintes
características: 54 (43%) eram do sexo masculino e 71 (57%) do sexo feminino;
11 (9%) pacientes eram crianças com até 9 anos 9 meses de idade, 10 (8%)
eram adolescentes com até 19 anos 9 meses, 61 (49%) eram adultos com até
59 anos 9 meses, e 43 (34%) pacientes tinham acima de 60 anos. (Quadro 2)
O estudo mostrou que 85 (68%) dos pacientes com incidentes registrados pelos
participantes apresentavam doenças crônicas; 73 (58%) dos pacientes tinham
problemas de saúde complexo, descritos como condições de difícil manejo
clínico, que vão desde a presença de comorbidades, até a dependência de
álcool e/ou drogas, passando por distúrbios neurológicos ou psiquiátricos.
Embora não se tenha solicitado a descrição do problema de saúde complexo
do paciente, os participantes fizeram referências aos problemas de saúde
mental de oito pacientes.
Resultados do estudo
Características Categorias
Incidente que
não atingiu o
paciente
N (%)
Incidente que
atingiu o
paciente, mas
não causou
dano
N (%)
Evento
Adverso (EA)
N (%)
Total em
relação ao
total de
pacientes
N (%)
Sexo Masculino 10 (17,5) 11 (19,3) 36 (63,2) 57 (45,6)
Feminino 11 (16,2) 26 (38,2) 31 (45,6) 68 (54,4)
Faixa etária Até 9 anos 1 (10,0) 4 (40,0) 5 (50,0) 10 (8,0)
10-19 anos 1 (12,5) 2 (25,0) 5 (62,5) 8 (6,4)
20-59 anos 15 (23,4) 21 (32,8) 28 (43,8) 64 (51,2)
60 anos ou mais 4 (9,3) 10 (23,3) 29 (67,4) 43 (34,4)
Presença de
doenças crônicas
Sim 13 (15,5) 21 (25,0) 50 (59,5) 84 (67,2)
Não 8 (19,5) 16 (39,0) 17 (41,5) 41 (32,8)
Vulnerabilidade
social
Sim 5 (8,6) 17 (29,3) 36 (62,1) 58 (46,4)
Não 16 (23,9) 20 (29,9) 31 (46,3) 67 (53,6)
Total em relação ao
total de pacientes 21 (16,8) 37 (29,6) 67 (53,6) 125 (100,0)
Quadro 2. Características gerais dos 125 pacientes, segundo o tipo de incidente ocorrido
Em relação à gravidade do dano, entre os pacientes que sofreram EA, 31
(25%) tiveram dano permanente, 27 (21%) apresentaram dano moderado e
18 (15%) sofreram um dano mínimo.
O médico foi o profissional que esteve envolvido no erro com mais
frequência - 30% (38), seguido pelos profissionais da enfermagem – 13% (17),
da farmácia – 12% (15) e os Agentes Comunitários de Saúde – 5% (6). Em 17%
(22) dos relatos, o próprio paciente foi apontado como sendo diretamente
responsável pelo erro.
Os fatores que contribuíram com os incidentes foram: falhas no cuidado
(n=44, 34%), falhas na gestão (n=16,13%) e falhas na comunicação (n=65,
53%). Essas últimas eram classificadas em falhas de comunicação com
paciente (n=30, 24%), na rede de atenção (n=23, 19%) e na comunicação
inter profissional (n=12, 10%). (Quadro 3)
Resultados do estudo
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
Quadro 3. Proporção de tipos de erros que contribuíram com os incidentes encontrados nos estudos brasileiro,
português e australiano
Erros
Estudo Brasileiro
N(%)
Estudo
Português
N(%)
Estudo Australiano
N(%)
Erros administrativos 32 (26%) 19 (48%) 26 (20%)
Erros na investigação de
exames
7 (5%) 10 (25%) 17 (13%)
Erros com tratamento 24 (19%) 2 (5%) 38 (29%)
Erros de comunicação 27 (22%) 6 (15%) 20 (15%)
Erros de pagamento 0 (0%) 0 (0%) 1 (1%)
Erros na gestão de recursos
humanos
3 (2%) 1 (2%) 2 (1%)
Erros na execução de uma
tarefa clínica
17 (14%) 0 (0%) 7 (5%)
Erros de diagnóstico 15 (12%) 2 (5%) 21 (16%)
Total 125 (100%) 40 (100%) 132 (100%)
Foi relatado por 80 (64%) participantes que, eles próprios já tiveram
conhecimento anteriormente da ocorrência do mesmo tipo de erro que
registraram. Em contraposição, 25 (20%) entrevistados afirmaram que
raramente ocorre o mesmo tipo de erro que o registrado, em outros pacientes,
e 20 (16%) disseram que frequentemente ocorre o mesmo tipo de erro, que
ocasionou o incidente relatado, em outros pacientes.
Embora a APS atenda pacientes com menor complexidade, 82% dos incidentes
ocasionaram ou causaram dano ao paciente e muitos deles com gravidade
muito alta - dano permanente (25%) ou óbito (7%), diferente dos estudos
internacionais que apresentaram danos com pouca gravidade.
A maior proporção dos erros ocorreu no consultório médico (25%), dado que
também foi observado em outros países. Em segundo lugar, esteve o hospital
(15%), o que também foi observado no estudo australiano (Quadro 4).
Resultados do estudo
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
Quadro 4. Local de ocorrência dos erros encontrados nos estudos brasileiro, português e australiano
Local Estudo brasileiro (%) Estudo Portugal (%) PCISME (%)
Consultório Médico 25 62 64
Hospital 15 7 12
Farmácia 10 2 4
Laboratório 8 5 6
Sala de imagem 1 7 2
Consultório de enfermagem 7 2 0
Domicílio do paciente 11 0 8
No contato telefônico 2 5 4
Ambulatório de especialidades 4 0 0
Recepção 9 10 0
No transporte 1 0 0
Hemoterapia 1 0 0
Sala imunização 3 0 0
UPA 3 0 0
Total 100% 100% 100%
Soluções para prevenir e/ou mitigar os
incidentes em APS
Mesmo com a insuficiência de pesquisas sobre incidentes na APS,
já é possível definir as principais e conhecidas soluções para
prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS.
I. Incrementar a farmácia clínica pode mitigar maior número de
erros na APS
II. Melhorar a comunicação entre os profissionais em saúde e o
paciente; entre os profissionais da mesma unidade de saúde
(trabalho em equipe) e entre profissionais de unidades
diferentes (referência e contrarreferência)29
.
Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
Quanto às falhas de comunicação entre o profissional e o paciente,
deve-se valorizar a abordagem centrada no paciente, respeitando-o
como um elemento ativo no seu processo de cuidado30
. O profissional
de saúde deve transmitir ao paciente uma informação adaptada ao
indivíduo e à situação, considerando o grau de escolaridade, as
especificidades culturais e linguísticas, bem como o grau de
desenvolvimento cognitivo31
.
A comunicação eficaz durante uma consulta constitui, provavelmente,
o maior determinante para a informação precisa e abrangente,
coletada pelo profissional de saúde. Alguns estudos32
indicam que a
história referida pelo paciente contribui com 60 a 80% para a
realização do diagnóstico. Falhas de comunicação podem distanciar o
paciente do serviço de saúde e reduzir a adesão ao tratamento33
.
Soluções para prevenir e/ou mitigar os
incidentes em APS
Os fatores organizacionais também são apontados como contribuintes
para a ocorrência de incidentes na APS34
. Dentre eles destacam-se a
falta de insumos e medicamentos, profissionais pressionados a serem
mais produtivos, falhas nos registros e nos prontuários de pacientes e
a cultura de segurança frágil.
Ribas30
recomenda adotar medidas individuais e organizacionais de
forma a reduzir e mesmo prevenir incidentes nos cuidados primários,
especificando as causas que conduziram ao incidente, e apontando
soluções descritas a seguir.
Soluções para prevenir e/ou mitigar os
incidentes em APS
Observamos a necessidade de ampliar a cultura de segurança na
atenção primária à saúde, a fim de habilitar pacientes e
profissionais para reconhecerem e gerenciarem os eventos adversos,
sendo sensíveis à sua capacidade compartilhada para a mudança,
reduzindo erros e tensões entre profissionais e população35
.
Estudos mais aprofundados podem auxiliar a ação dos gestores para
a realização do planejamento e desenvolvimento de estratégias
organizacionais com o objetivo de melhorar a qualidade do cuidado
na atenção primária à saúde35
.
Soluções para prevenir e/ou mitigar os
incidentes em APS
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Saúde da Família: Ciclo 3; Org. Crozeta K, Godoy SF. Porto Alegre: Artmed Panamericana, 2014.
32. Santos MC, Grilo A, Andrade G, et al. Comunicação em saúde e a segurança do doente: problemas e desafios. Rev Port Saúde
Pública. 2010; Vol Temat (10):47-57.
33. Silverman J, Kurtz S, Draper J. Skills for communication with patients. Oxford: Radcliffe Publishing, Ltd.; 2005.
34. Esmail A. Measuring and monitoring safety: a primary care perspective. Thought paper, October, 2013. Disponível em:
http://www.health.org.uk/publications/measuring-and-monoitoring-safety-a-primary-care-perspective/
35. Marchon, Simone Grativol. A segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. Orientador: Walter Vieira Mendes Júnior Tese
(Doutorado) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro, 2015. 362.10425.
Dra. Simone Marchon - Escola Nacional de Saúde Pública
Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz)
Dr. Walter Mendes - Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio
Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz)
Março 2016
Elaboração
Produção
proqualis.net
Segurança do paciente na atenção primária à saúde

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Segurança do paciente na atenção primária à saúde

  • 1. Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
  • 2. O que é segurança do paciente? A Organização Mundial de Saúde (OMS) define segurança do paciente como redução máxima de risco de dano. Isto significa diminuir os incidentes1 . Incidente é um evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente. Podem ser oriundos de atos intencionais ou não-intencionais. Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na At
  • 3. Quais são os tipos de incidentes? A OMS1 classifica os incidentes como: Circunstância Notificável: Incidente com potencial dano ou lesão; Near Miss: Incidente não atinge o paciente; Incidente sem dano: Incidente atinge o paciente, mas não causa dano; Incidente com dano (Eventos adversos): Incidente atinge o paciente e resulta em lesão ou dano.
  • 4. Podemos dizer que um cuidado de saúde seguro é um cuidado com qualidade? Não. Um cuidado de saúde com qualidade, além de seguro precisa ser equitativo, oportuno, efetivo, eficiente, centrado no paciente2 . Avedis Donabedian (1919-2000) foi o pesquisador que considerou que a qualidade em saúde depende de vários pilares3 . Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na ASegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
  • 5. Existem problemas de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde (APS)? Sim. Os estudos sobre a segurança do paciente se concentram na atenção hospitalar4 , muito provavelmente, por apresentar mais riscos em função de cuidados mais complexos, com maior aporte tecnológico. Os custos elevados, também podem explicar a concentração de pesquisas nos hospitais. Contudo é importante ressaltar que os problemas com a segurança do paciente não ocorrem apenas nos hospitais, mas atingem também os pacientes que recebem cuidados primários.
  • 6. Existem riscos na APS? Sim. Na APS são prestados o maior volume de cuidados de saúde e, em diversos países, a APS é o primeiro ponto de contato das pessoas com o sistema de saúde. A APS desempenha um papel cada vez mais complexo no sistema. Atua na coordenação do acesso a serviços especializados5 . Atende a uma crescente demanda de idosos, portadores de agravos crônicos, com comorbidades, em função do aumento da esperança de vida. Quanto mais complexo o cuidado, maior o risco de incidentes.
  • 7. OMS reconhece a magnitude do problema A OMS destacou o progresso na implantação da APS em termos globais, contudo, apontou como desafio a adoção de práticas que permitam ofertar atenção contínua, humanizada, com qualidade e segura6 . Em 2008, o relatório “Cuidados de Saúde Primários - Agora Mais Que Nunca”6 mostra limitações na prestação de cuidados na APS, e classifica o cuidado ao paciente como pouco seguro: Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde “Um sistema mal pensado que é incapaz de garantir níveis de segurança e higiene, levando a elevadas taxas de infecções, juntamente com erros de medicação e outros eventos adversos que são evitáveis e que constituem causas de morte e de falta de saúde, muitas vezes subestimadas”.
  • 8. Há pesquisas sobre a Segurança do Paciente na APS? Quando o relatório da OMS de 20086 foi elaborado, havia poucas pesquisas sobre os riscos para os pacientes usuários da APS. No entanto, vários estudos sobre incidência de EA em hospitais, baseados em revisão retrospectiva de prontuários, já mostravam que uma fração de EA identificado durante a internação, havia ocorrido antes da admissão do paciente no hospital, sendo possível que tenham ocorrido na APS. Para citar um exemplo, um estudo canadense7 descreve que 31% dos EAs ocorreram antes da admissão e foram detectados durante a internação.
  • 9. Quais são as pesquisas sobre a Segurança do Paciente na APS? Países como Austrália, EUA, Reino Unido, Espanha e outros têm realizado estudos8 sobre a segurança do paciente na APS, mas a maioria dos países, ainda não desenvolve pesquisas sobre a segurança do paciente na APS (Figura 1). Uma revisão sistemática apontou a existência de lacunas de conhecimento na temática, especialmente de países em desenvolvimento, incluindo o Brasil9 . Realizar pesquisas sobre segurança do paciente em APS é um desafio para os que estudam e tentam melhorar a segurança dos cuidados de saúde primários em vários contextos e configurações socioeconômicas.
  • 10. Fonte: (WHO 2008). Nota: O tamanho do ponto representa a quantidade de estudos preliminares realizados nessas localizações geográficas. Figura 1 – A participação global em pesquisa de segurança do paciente associado à APS
  • 11. Safer Primary Care Expert Working Group A OMS, em fevereiro de 2012, constituiu um grupo chamado Safer Primary Care Expert Working Group8 para estudar as questões envolvidas com a segurança na APS, como os riscos a pacientes em cuidados primários, a magnitude e a natureza do dano evitável devido a práticas inseguras nesses ambientes e mecanismos de proteção e segurança do paciente na APS. (Figura 2) Figura 2 – Pesquisadores do Grupo de Trabalho da APS.
  • 12. Safer Primary Care Expert Working Group O grupo da OMS teve como um dos objetivos conhecer as metodologias disponíveis para realização de pesquisas sobre segurança do paciente em APS. O estudo resultou em um artigo de revisão sistemática, denominado “Methods and Measures used in Primary Care Patient Safety Research”, da autoria de Makeham e colaboradores10 , publicado e disponibilizado na página da OMS. (http://www.who.int/patientsafety/safer_primary_care/en/index.html) Esta revisão mostrou que os métodos de investigação mais apropriados precisam ser adaptados para a realidade dos países.
  • 13. Existe um método melhor para pesquisar incidentes em APS? Não. Makeham e colaboradores10 destacam que as pesquisas sobre a segurança em APS estão em sua infância, diferentemente dos métodos já testados nas pesquisas de segurança do paciente em hospitais. Em hospitais a revisão retrospectiva de prontuários é considerado padrão-ouro em estudos de mensuração de EA11 . Já na APS não existe um método considerado padrão ouro. Makeham e colaboradores10 demonstraram, através da revisão sistemática que os erros decorrentes do cuidado na APS também são frequentes. Existem riscos específicos na APS, tanto devido ao ambiente, quanto ao tipo de cuidado de saúde prestado.
  • 14. Magnitude, tipos, gravidade dos incidentes e seus fatores contribuintes Tipos de incidentes mais comuns foram decorrentes de erro no tratamento medicamentoso, no diagnóstico, na gestão/organização do serviço. O fator contribuinte mais encontrado foi de comunicação, entre os profissionais e os pacientes, entre os profissionais de saúde da mesma unidade de saúde e entre unidades diferentes10 . Estima-se que cerca de 1-2% das consultas de APS podem redundar em incidentes, causados por erros12 . Os EA mais detectados foram: piora na evolução da doença; náusea, vômitos ou diarreia secundários à medicação; prurido ou lesões dermatológicas secundárias à medicação; infecção de ferida cirúrgica e/ou traumática e alterações neurológicas secundarias à medicação11 . Cerca de 70,2% dos EA em APS eram claramente evitáveis11 .
  • 15. Métodos mais utilizados na pesquisa de incidentes na APS9 Estudos recorreram a um ou a uma a combinação de métodos para analisar os incidentes em APS.  Análise de incidentes em sistemas de notificações e auditorias13,14,15,16 ;  Estudos de observação direta25,26 ;  Grupo focal com profissionais e pacientes19,20 ;  Entrevistas com profissionais e pacientes23,24 ;  Revisão de prontuários21,22 ;  Questionários com profissionais e pacientes17,18 ; Destaca-se o Primary Care International Study of Medical Errors (PCISME) questionário para profissionais de saúde adaptado para nove países, inclusive o Brasil13,27,28 .
  • 16. Estudo de incidentes em APS no Brasil28 Um questionário do estudo internacional PCISME, traduzido e adaptado para o contexto brasileiro, foi utilizado para identificar o incidente durante o cuidado na APS, caracterizá-lo, conhecer a sua gravidade e os fatores que contribuíram para sua ocorrência28 . Esse questionário é composto por dezesseis questões abertas e fechadas, para que dez médicos e dez enfermeiros, com garantias do anonimato, registrem os incidentes ocorridos com pacientes das unidades de saúde da família. (Quadro 1)
  • 17. Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Quadro 1. Questionário PCISME adaptado para a realidade brasileira   Profissional nº Incidente Relatado no   Questões Alternativas de respostas 1 O incidente está relacionado com um paciente em particular? Sim ou Não 2 Se sim, até que ponto conhece o paciente? • Não conheço • Conheço, mas não é meu paciente • Conheço pouco (é a 1º vez do paciente na consulta) • Conheço bem (é meu paciente) 3 Idade do paciente (em anos). Para crianças menores de 1 ano, usar meses Texto livre 4 Sexo do paciente Masculino ou Feminino 5 O paciente pertence a um grupo com vulnerabilidade social? Se SIM, Qual? Sim ou Não Texto livre 6 O paciente tem um problema de doença crônica? Sim ou Não 7 O paciente tem um problema de saúde complexo? (condição de difícil manejo clínico, presença de comorbidades, dependência de álcool e/ou drogas, distúrbios neurológico ou psiquiátrico) Sim ou Não 8 O que aconteceu?  Por favor, considere o que, quem esteve envolvido: Quem? (não colocar nomes, apenas a categoria profissional: médico, enfermeiro, técnico de laboratório, recepcionista, e etc.) • Houve um incidente, mas não chegou a atingir o paciente • Houve um incidente, que atingiu o paciente, mas não causou dano ao paciente • Houve um incidente, que atingiu o paciente e causou um dano ao paciente
  • 18. Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde   Profissional nº Incidente Relatado no   Questões Alternativas de respostas 9 Qual foi o resultado? Identifique as consequências reais e potenciais, ou algum outro tipo consequência. Texto livre 10 O que pode ter contribuído para este erro? Por favor, considere quaisquer circunstâncias especiais. Texto livre 11 O que poderia ter prevenido o erro? Por favor, considere o que deve mudar para evitar repetição desse tipo de erro. Texto livre 12 Onde aconteceu o erro? (escolha todas as opções que se aplicam) Consultório; Hospital/ Serviços de Urgência; Na Farmácia; No Laboratório; No RX onde realizou exames; Consultório de Enfermagem; Domicílio do paciente; No contato telefônico; Atendimento Administrativo; Outros locais: _____________ 13 Teve conhecimento de que outro paciente tenha sofrido este tipo de erro? Sim ou Não 14 Se sim, como classificaria a gravidade deste dano? • Dano mínimo (com recuperação de até um mês) • Dano moderado (recuperação entre um mês e um ano) • Dano Permanente • Óbito • Não tenho como classificar 15 Com que frequência ocorre este erro na sua prática? • Primeira vez • Raramente (1 a 2 vezes por ano) • Às vezes (3 a 11 vezes por ano) • Frequentemente (mais de 1 vez por mês) 16 Outros comentários? Texto livre Quadro 1. Questionário PCISME adaptado para a realidade brasileira
  • 19. Resultados do estudo  Foram registrados 125 incidentes em 11.233 consultas realizadas pelos participantes no período do estudo.  A taxa de incidência envolvendo todos os incidentes foi de 1,11 % (125/11.233).  A taxa de incidentes que não atingiram os pacientes foi de 0,11% (13/11233).  A taxa de incidência de incidentes que atingiram os pacientes, mas não causaram dano foi de 0,09% (10/11.233).  A taxa de incidência de incidentes que atingiram os pacientes e causaram evento adverso foi de 0,91% (102/11.233).  Foram identificados oito tipos de erros e os erros administrativos foram os mais frequentes. A comunicação foi citada como sendo o fator contribuinte mais comum para ocorrência de incidente na APS (53%).
  • 20. Para análise final foram recebidos 125 questionários válidos, cada questionário representa um incidente. Os pacientes que sofreram os incidentes registrados tinham as seguintes características: 54 (43%) eram do sexo masculino e 71 (57%) do sexo feminino; 11 (9%) pacientes eram crianças com até 9 anos 9 meses de idade, 10 (8%) eram adolescentes com até 19 anos 9 meses, 61 (49%) eram adultos com até 59 anos 9 meses, e 43 (34%) pacientes tinham acima de 60 anos. (Quadro 2) O estudo mostrou que 85 (68%) dos pacientes com incidentes registrados pelos participantes apresentavam doenças crônicas; 73 (58%) dos pacientes tinham problemas de saúde complexo, descritos como condições de difícil manejo clínico, que vão desde a presença de comorbidades, até a dependência de álcool e/ou drogas, passando por distúrbios neurológicos ou psiquiátricos. Embora não se tenha solicitado a descrição do problema de saúde complexo do paciente, os participantes fizeram referências aos problemas de saúde mental de oito pacientes. Resultados do estudo
  • 21. Características Categorias Incidente que não atingiu o paciente N (%) Incidente que atingiu o paciente, mas não causou dano N (%) Evento Adverso (EA) N (%) Total em relação ao total de pacientes N (%) Sexo Masculino 10 (17,5) 11 (19,3) 36 (63,2) 57 (45,6) Feminino 11 (16,2) 26 (38,2) 31 (45,6) 68 (54,4) Faixa etária Até 9 anos 1 (10,0) 4 (40,0) 5 (50,0) 10 (8,0) 10-19 anos 1 (12,5) 2 (25,0) 5 (62,5) 8 (6,4) 20-59 anos 15 (23,4) 21 (32,8) 28 (43,8) 64 (51,2) 60 anos ou mais 4 (9,3) 10 (23,3) 29 (67,4) 43 (34,4) Presença de doenças crônicas Sim 13 (15,5) 21 (25,0) 50 (59,5) 84 (67,2) Não 8 (19,5) 16 (39,0) 17 (41,5) 41 (32,8) Vulnerabilidade social Sim 5 (8,6) 17 (29,3) 36 (62,1) 58 (46,4) Não 16 (23,9) 20 (29,9) 31 (46,3) 67 (53,6) Total em relação ao total de pacientes 21 (16,8) 37 (29,6) 67 (53,6) 125 (100,0) Quadro 2. Características gerais dos 125 pacientes, segundo o tipo de incidente ocorrido
  • 22. Em relação à gravidade do dano, entre os pacientes que sofreram EA, 31 (25%) tiveram dano permanente, 27 (21%) apresentaram dano moderado e 18 (15%) sofreram um dano mínimo. O médico foi o profissional que esteve envolvido no erro com mais frequência - 30% (38), seguido pelos profissionais da enfermagem – 13% (17), da farmácia – 12% (15) e os Agentes Comunitários de Saúde – 5% (6). Em 17% (22) dos relatos, o próprio paciente foi apontado como sendo diretamente responsável pelo erro. Os fatores que contribuíram com os incidentes foram: falhas no cuidado (n=44, 34%), falhas na gestão (n=16,13%) e falhas na comunicação (n=65, 53%). Essas últimas eram classificadas em falhas de comunicação com paciente (n=30, 24%), na rede de atenção (n=23, 19%) e na comunicação inter profissional (n=12, 10%). (Quadro 3) Resultados do estudo
  • 23. Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Quadro 3. Proporção de tipos de erros que contribuíram com os incidentes encontrados nos estudos brasileiro, português e australiano Erros Estudo Brasileiro N(%) Estudo Português N(%) Estudo Australiano N(%) Erros administrativos 32 (26%) 19 (48%) 26 (20%) Erros na investigação de exames 7 (5%) 10 (25%) 17 (13%) Erros com tratamento 24 (19%) 2 (5%) 38 (29%) Erros de comunicação 27 (22%) 6 (15%) 20 (15%) Erros de pagamento 0 (0%) 0 (0%) 1 (1%) Erros na gestão de recursos humanos 3 (2%) 1 (2%) 2 (1%) Erros na execução de uma tarefa clínica 17 (14%) 0 (0%) 7 (5%) Erros de diagnóstico 15 (12%) 2 (5%) 21 (16%) Total 125 (100%) 40 (100%) 132 (100%)
  • 24. Foi relatado por 80 (64%) participantes que, eles próprios já tiveram conhecimento anteriormente da ocorrência do mesmo tipo de erro que registraram. Em contraposição, 25 (20%) entrevistados afirmaram que raramente ocorre o mesmo tipo de erro que o registrado, em outros pacientes, e 20 (16%) disseram que frequentemente ocorre o mesmo tipo de erro, que ocasionou o incidente relatado, em outros pacientes. Embora a APS atenda pacientes com menor complexidade, 82% dos incidentes ocasionaram ou causaram dano ao paciente e muitos deles com gravidade muito alta - dano permanente (25%) ou óbito (7%), diferente dos estudos internacionais que apresentaram danos com pouca gravidade. A maior proporção dos erros ocorreu no consultório médico (25%), dado que também foi observado em outros países. Em segundo lugar, esteve o hospital (15%), o que também foi observado no estudo australiano (Quadro 4). Resultados do estudo
  • 25. Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Quadro 4. Local de ocorrência dos erros encontrados nos estudos brasileiro, português e australiano Local Estudo brasileiro (%) Estudo Portugal (%) PCISME (%) Consultório Médico 25 62 64 Hospital 15 7 12 Farmácia 10 2 4 Laboratório 8 5 6 Sala de imagem 1 7 2 Consultório de enfermagem 7 2 0 Domicílio do paciente 11 0 8 No contato telefônico 2 5 4 Ambulatório de especialidades 4 0 0 Recepção 9 10 0 No transporte 1 0 0 Hemoterapia 1 0 0 Sala imunização 3 0 0 UPA 3 0 0 Total 100% 100% 100%
  • 26. Soluções para prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS Mesmo com a insuficiência de pesquisas sobre incidentes na APS, já é possível definir as principais e conhecidas soluções para prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS. I. Incrementar a farmácia clínica pode mitigar maior número de erros na APS II. Melhorar a comunicação entre os profissionais em saúde e o paciente; entre os profissionais da mesma unidade de saúde (trabalho em equipe) e entre profissionais de unidades diferentes (referência e contrarreferência)29 . Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde Segurança do Paciente na AtSegurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde
  • 27. Quanto às falhas de comunicação entre o profissional e o paciente, deve-se valorizar a abordagem centrada no paciente, respeitando-o como um elemento ativo no seu processo de cuidado30 . O profissional de saúde deve transmitir ao paciente uma informação adaptada ao indivíduo e à situação, considerando o grau de escolaridade, as especificidades culturais e linguísticas, bem como o grau de desenvolvimento cognitivo31 . A comunicação eficaz durante uma consulta constitui, provavelmente, o maior determinante para a informação precisa e abrangente, coletada pelo profissional de saúde. Alguns estudos32 indicam que a história referida pelo paciente contribui com 60 a 80% para a realização do diagnóstico. Falhas de comunicação podem distanciar o paciente do serviço de saúde e reduzir a adesão ao tratamento33 . Soluções para prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS
  • 28. Os fatores organizacionais também são apontados como contribuintes para a ocorrência de incidentes na APS34 . Dentre eles destacam-se a falta de insumos e medicamentos, profissionais pressionados a serem mais produtivos, falhas nos registros e nos prontuários de pacientes e a cultura de segurança frágil. Ribas30 recomenda adotar medidas individuais e organizacionais de forma a reduzir e mesmo prevenir incidentes nos cuidados primários, especificando as causas que conduziram ao incidente, e apontando soluções descritas a seguir. Soluções para prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS
  • 29. Observamos a necessidade de ampliar a cultura de segurança na atenção primária à saúde, a fim de habilitar pacientes e profissionais para reconhecerem e gerenciarem os eventos adversos, sendo sensíveis à sua capacidade compartilhada para a mudança, reduzindo erros e tensões entre profissionais e população35 . Estudos mais aprofundados podem auxiliar a ação dos gestores para a realização do planejamento e desenvolvimento de estratégias organizacionais com o objetivo de melhorar a qualidade do cuidado na atenção primária à saúde35 . Soluções para prevenir e/ou mitigar os incidentes em APS
  • 30. Referências Bibliográficas 1. World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety, Taxonomy. The Conceptual Framework for the International Classification for Patient Safety. Final Technical Report. January 2009. 2. World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety: forward programme. WHO Library Cataloguing-in-Publication, 2004. Link: http://www.who.int/patientsafety/en/brochure_final.pdf 3. Donabedian, A. The seven pillars of quality. Arch Pathol Lab Med. 1990; 114(11):1115-8. 4. Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS. To Err Is Human: building a safer health system. Washington, DC: National Academy Press; 1999. 5. Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2012. p. 512. Link: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cuidado_condicoes_atencao_pri maria_saude.pdf 6. World Health Organization (WHO). Cuidados de Saúde Primários – agora mais que nunca. WHO Library Cataloguing-in-Publication 2008. Link: http://www.who.int/whr/2008/08_overview_pr.pdf 7. Baker GR, Norton PG, Flintoft V, Blais R, Brown A, Cox J, et al. The Canadian Adverse Events Study: the incidence of adverse events among hospital patients in Canada. CMAJ 2004; 170: 1678-86. 8. Safer Primary Care Expert Working Group. Link: http://www.who.int/patientsafety/safer_primary_care/en/index.html 9. Marchon SG, Mendes Junior WV. Patient safety in primary health care: a systematic review. Cad. Saúde Pública [online]. 2014, vol.30, n.9, pp.1815-1835. 10. Makeham M, Dovey S, Runciman W, Larizgoitia I. Methods and Measures used in Primary Care Patient Safety Research. World Health Organization, Switzerland, 2008. www.who.int/patientsafety/research/methods_measures/primary_care_ps_research/en/index.html. 11. Estudio APEAS: Estudio sobre la seguridad de los pacientes en Atención Primaria de Salud. Madrid: Ministerio de Sanidad y Consumo; 2008. Jesús M. Aranaz,a Francisco Ivorra,b Antonio F. Compañ,B. et al. Adverse Events in Ambulatory Surgical Procedures. Cir Esp. 2008;84(5):273-8.
  • 31. 12. The Health Foundation. Evidence scan: Levels of harm in primary care. November 2011. Link: http://www.health.org.uk/publications/levels-of-harm-in-primary-care/ 13. Makeham M. Dovey SM. County, M. Kidd, MR. An international taxonomy for errors in general practice:a pilot study. MJA, Vol 177- 15.July,2002. 14. Makeham M, et al. The Threats to Australian Patient Safety (TAPS) study: incidence of reported errors in general practice. MJA 2006; 185: Volume 185: 95–98, Number 2, 17 July, 2006. 15. Sequeira AM, Martins L. Pereira VH. Natureza e frequência dos erros na actividade de Medicina Geral e Familiar Geral num ACES – Estudo descritivo. Rev. Port. Clin. Geral. 2010; 26:572-84. 16. Wallis K, Dovey S. No-fault compensation for treatment injury in New Zealand: Identifying threats to patient safety in primary care. BMJ Quality and Safety 2011; 20 (7), 587-591. Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21228439 17. Mira J.J, Nebot C, Lorenzo S, Pérez-Jover V. Patient report on information given, consultation time and safety in primary care. Qual Saf Health Care. 2010 Oct;19(5):e33. Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20511244 18. O'Beirne M, Sterling P.D, Zwicker K, Hebert P, Norton P.G. Safety incidents in family medicine. BMJ Qual Saf. 2011; Dec;20(12):1005-10. Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21893612 19. Buetow S, Kiata L, Liew T, et al. Approaches to reducing the most important patient errors in primary health-care: patient and professional perspectives. Health Soc Care Community. 2010 May; 18(3):296-303. Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20141539 20. Manwell L.B, Williams E.S, Babbott S, Rabatin J.S, Linzer M. Physician perspectives on quality and error in the outpatient setting. WMJ. 2009 May;108(3):139-44. Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19552351 21. Hickner J, Graham DG, Elder NC, Brandt E, Emsermann CB, Dovey S, et al. Testing process errors and their harms and consequences reported from family medicine practices: a study of the American Academy of Family Physicians National Research Network. Qual Saf Health Care 2008 Jun; 17(3): 194-200. 22. Wetzels R, Wolters R, van Weel C, Wensing M. Harm caused by adverse events in primary care: a clinical observational study. J Eval Clin Pract. 2009 Apr; 15(2): 323-7. 23. Gaal S, Verstappen W, Wensing M. Patient safety in primary care: a survey of general practitioners in The Netherlands. BMC Health Serv Res. 2010 Jan; 10: 21.
  • 32. 24. Gaal S, Van den Hombergh P, Verstappen W, Wensing M. Patient safety features are more present in larger primary care practices. Health Policy 2010 Sep; 97(1): 87-91. 25. Cañada DA, García CC, García FI, Alonso ST, Sánchez MMA, Serrablo RS, et al. Identificación de las prácticas seguras Simples en un área de atención primaria. Revista de Calidad Asistencial 2011; 26 (5), 292-298. 26. Avery AJ, Dex GM, Mulvaney C, Serumaga B, Spencer R, Lester HE. Development of prescribing-safety indicators for GPs using the RAND Appropriateness Method. Br J Gen Pract. 2011 Aug; 61(589): 526-36. 27. Sequeira AM, Martins L. Pereira VH. Natureza e frequência dos erros na actividade de Medicina Geral e Familiar Geral num ACES – Estudo descritivo. Rev. Port. Clin. Geral. 2010;26:572-84. 28. Marchon SG, Mendes Junior WV. Tradução e adaptação de um questionário elaborado para avaliar a segurança do paciente na atenção primária em saúde. Cad. Saúde Pública vol.31 n.7 Rio de Janeiro July 2015. 29. Oliveira VZ, Gomes WB. Comunicação médico-paciente e adesão ao tratamento em adolescentes portadores de doenças orgânicas crônicas. Estudos de Psicologia, Porto Alegre, p.459-469, 2004. 30. Ribas M.J. Eventos Adversos em Cuidados de Saúde Primários: promover uma cultura de segurança. Rev Port Clin Geral 2010;26:585-9. 31. Mendes W, Reis CT, Marchon SG. Segurança do paciente na APS. In: Programa de atualização da enfermagem: Atenção Primária e Saúde da Família: Ciclo 3; Org. Crozeta K, Godoy SF. Porto Alegre: Artmed Panamericana, 2014. 32. Santos MC, Grilo A, Andrade G, et al. Comunicação em saúde e a segurança do doente: problemas e desafios. Rev Port Saúde Pública. 2010; Vol Temat (10):47-57. 33. Silverman J, Kurtz S, Draper J. Skills for communication with patients. Oxford: Radcliffe Publishing, Ltd.; 2005. 34. Esmail A. Measuring and monitoring safety: a primary care perspective. Thought paper, October, 2013. Disponível em: http://www.health.org.uk/publications/measuring-and-monoitoring-safety-a-primary-care-perspective/ 35. Marchon, Simone Grativol. A segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. Orientador: Walter Vieira Mendes Júnior Tese (Doutorado) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro, 2015. 362.10425.
  • 33. Dra. Simone Marchon - Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz) Dr. Walter Mendes - Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz) Março 2016 Elaboração Produção proqualis.net