SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 2
Baixar para ler offline
Palestra
Práticas de enfermagem baseadas em evidências para
promover a segurança do paciente
Evidence-based practice to promote patient safety
Prácticas de enfermería basadas en evidencias para promover la seguridad del paciente
Mavilde Luz Gonçalves Pedreira1
Autor Correspondente: Mavilde Luz Gonçalves Pedreira
R. Napoleão de Barros, 754 - Vila Clementino - São Paulo - SP - Brasil
CEP. 04024-002 E-mail: mpedreira@unifesp.br
Acta Paul Enferm 2009;22(Especial - 70 Anos):880-1.
*
Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem, Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo, (SP), Brasil. Pesquisadora
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
INTRODUÇÃO
Realizar os cuidados certos, no momento certo, da maneira certa, para a pessoa certa, objetivando alcançar os
melhores resultados possíveis, são princípios que fundamentam a qualidade da assistência e que direcionam a prática
de enfermeiros que se esmeram em prestar uma assistência ética e respeitosa, baseada nas necessidades do paciente
e da família, na excelência clínica e na melhor informação científica disponível.
Os fundamentos Hipocráticos aliados aos modelos contemporâneos de aplicação contínua de conhecimentos
científicos e tecnologias à prática, para conseguir crescentes melhores resultados de qualidade de vida e longevidade,
direcionam as condutas diárias de profissionais de saúde.
Assim, a assistência à saúde se caracteriza como uma das mais complexas e dinâmicas atividades realizadas por seres
humanos. Contudo, tal desenvolvimento não foi acompanhado de investimentos para tornar o sistema de saúde seguro(1)
.
Enquanto nas áreas da indústria, aviação, financeira e militar esforços e investimentos foram realizados de maneira
a desenvolver sistemas de prevenção de erros humanos, na área da saúde uma cultura de punição aos indivíduos que
cometeram erros foi se perpetuando, sendo a culpa, o medo e A vergonha, os sentimentos que culminam destas
ações. A primeira pergunta que impera em instituições de saúde é “quem fez isso”, como se erros fossem raros e
relacionados à conduta dúbia de alguns profissionais de saúde(1)
.
Contudo, grandes estudos epidemiológicos conduzidos em países desenvolvidos demonstram que o ambiente, a
cultura, as relações e a complexidade do sistema culminam na ocorrência de inúmeros erros e eventos adversos
evitáveis, que comprometem a segurança do paciente, ocasionando mortes ou sequelas.
A Organização Mundial da Saúde(2)
alerta que milhões de pessoas no mundo sofrem lesões desabilitantes e
mortes decorrentes de práticas em saúde que são inseguras, sendo estimado que um em cada dez pacientes será
vítima de um erro. Tal estimativa advém de estudos conduzidos em países desenvolvidos, com sistemas de saúde
mais estruturados do que os de países em desenvolvimento, nos quais dados epidemiológicos ainda são escassos.
Nos Estados Unidos da América estima-se que 100 pessoas morrem diariamente devido a erros ocorridos durante
a assistência à saúde, sendo considerados a oitava causa de mortalidade(1)
.
Assim, erros no sistema de saúde não são raros e devem ser entendidos como resultados de sistemas que
desconsideram a falibilidade intrínseca ao processo cognitivo humano e que esforços devem ser investidos para
mudar a cultura, da punição para a segurança, na qual cada erro é concebido sob a perspectiva de falhas do sistema,
que devem ser analisadas de modo amplo para que possam ser corrigidas e prevenidas, incluindo as ações a serem
tomadas quando da impossibilidade de evitar sua ocorrência.
James Reason, proeminente pesquisador na área do erro humano, postula que jamais poderemos extinguir a
possibilidade do erro, já que esta é uma característica imutável no ser humano, mas podemos transformar o ambiente
no qual os seres humanos agem, desenhando sistemas que tornem mais fácil fazer o certo e mais difícil fazer o errado(1)
.
881Práticas de enfermagem baseadas em evidências para promover a segurança do paciente
Acta Paul Enferm 2009;22(Especial - 70 Anos):880-1.
BOAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM
No que concerne à enfermagem estudos têm demonstrado que o sistema de saúde não é desenhado para promover
boas práticas de enfermagem(3-5)
.Os mais de 13 milhões de profissionais de enfermagem do mundo devem ter a segurança
do paciente como fundamento de sua prática, mas poucos são os que trabalham em condições apropriadas que lhes
permitam desenvolver os cuidados de enfermagem que aprenderam ou idealizaram para seus pacientes e familiares.
Evidências científicas produzidas em diferentes países indicam que instituições que possuem adequado número
de enfermeiros com maior qualificação profissional, sendo este último aspecto mais significante sobre os resultados,
possuem melhores resultados em saúde e na promoção de segurança, com redução de taxas de infecção hospitalar,
quedas, úlceras por compressão, erros de medicação, contribuindo com decréscimos significantes no tempo de
permanência nas instituições de saúde e na mortalidade dos pacientes(3-4, 6-7)
.
Abuscaeousodeevidênciascientíficasdeenfermagemparaapromoçãodesegurançadopacientetêmcomopressuposto
utilizar e fomentar a realização de estudos que gerem práticas inovadoras de enfermagem, com vista a sustentar as ações e as
relações do profissional no sistema de saúde, bem como, demonstrar o impacto de tais ações nos resultados do sistema.
Profissionais de enfermagem que atuam nas áreas de ensino, assistência e pesquisa precisam somar esforços para
demonstrar que enfermeiros e demais profissionais da área de enfermagem no país não trabalham em número
suficiente, com a qualificação profissional e com os recursos que lhes permitam desenvolver práticas de enfermagem
eficazes e seguras. No contexto assistencial do país, poucos são os enfermeiros que atuam em ambientes que
centram suas ações em evidências científicas. Muitos passam seu dia de trabalho corrigindo falhas no sistema,
procurando materiais, trocando equipamentos quebrados, buscando prescrições e documentos deixados em locais
errados, corrigindo falhas da lavanderia, farmácia, manutenção, nutrição e limpeza, sendo que, ao final do dia de
trabalho, percebem que não conseguiram realizar cuidados de enfermagem diretos ao paciente, e nem tampouco
supervisionar de modo eficiente os cuidados prestados por técnicos ou auxiliares de enfermagem.
Neste contexto, a profissão deve ter estratégias que promovam de modo revolucionário e dinâmico a real interligação da
teoria à prática, a fim de que consigamos proteger os valores essenciais da enfermagem, de centrar ações no paciente e família
de modo integral e individual, o que distingue as ações de enfermagem das realizadas por outros profissionais de saúde.
Demonstrar que o número de profissionais de enfermagem altera os resultados do cuidado prestado ao paciente
é contribuição de pesquisas em enfermagem que têm gerado mudanças nas políticas públicas de países desenvolvidos,
nos quais tais evidências culminaram na criação de leis que regulamentam o número mínimo de profissionais de
enfermagem por número de pacientes e características de atendimento(6)
.
Outra prioridade no país, na busca de evidências em enfermagem que promovam a segurança do paciente,
refere-se a interligação entre capacitação do profissional e resultados em saúde(4,7)
. É necessário demonstrar que
profissionais de enfermagem mais capacitados produzem melhores resultados no cuidado do paciente, aumentando
a satisfação e a confiança do usuário com o sistema de prestação de assistência, mas sobretudo, reduzindo morbidade
e mortalidade, como já evidenciado em grandes estudos conduzidos fora do país(3-4,7)
.
Somente depois que consigamos trabalhar em um ambiente que possua a quantidade e a qualificação adequadas
dos profissionais de enfermagem, poderemos de modo amplo e solidificado, realizar práticas de enfermagem
baseadas em evidências, e buscar continuamente novas evidências capazes de mudar os resultados hoje identificados
com relação a segurança do paciente, pois a enfermagem é a profissão, dentre todas as da área da saúde, mais capaz
de promover práticas centradas na proteção, devido a sua constância e proximidade junto ao paciente e família.
REFERÊNCIAS
1. Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors. To err is
human: building a safer health system. Washington. D.C.:
National Academy Press; 2000.
2. World Health Organization [Internet]. World Alliance for
Patient Safety. Forward Program 2006-2007.[cited 2009 Jul
12]. Available from: http://www.who.int/patientsafety/
information_centre/WHO_EIP_HDS_PSP_2006.1.pdf
3. VandenHeedeK,LesaffreE, DiyaL,VleugelsA,ClarkeSP,Aiken
LH,SermeusW.Therelationshipbetweeninpatientcardiacsurgery
mortality and nurse numbers and educational level: analysis of
administrativedata.IntJNursStud.2009;46(6):796-803.
4. West E, Mays N, Rafferty AM, Rowan K, Sanderson C.
Nursing resources and patient outcomes in intensive care: a
systematic review of the literature. Int J Nurs Stud.
2009;46(7):993-1011.
5. Van der Castle B, Kim J, Pedreira ML, Paiva A, Goossen W,
Bates DW. Information technology and patient safety in
nursing practice: an international perspective. Int J Med
Inform. 2004;73(7-8):607-14.
6. Aiken LH, Clarke SP, Sloane DM, Sochalski J, Silber JH.
Hospital nurse staffing and patient mortality, nurse burnout,
and job dissatisfaction. JAMA. 2002;288(16):1987-93.
Comment in: Am J Nurs. 2003;103(1):22. JAMA.
2002;288(16):2040-1. JAMA. 2003;289(5):549-50; author
reply 550-1. JAMA. 2003;289(5):549; author reply 550-1.
JAMA. 2003;289(5):550; author reply 550-1.
7. Aiken LH, Clarke SP, Chang RB, Sloane DM, Silber JH.
Educational levels of hospital nurses and surgical patient
mortality. JAMA. 2003;290(12):1617-23. Comment in:
JAMA. 2004;291(11):1320-1; author reply 1322-3. JAMA.
2004;291(11):1321-2; author reply 1322-3. JAMA.
2004;291(11):1321; author reply 1322-3.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

TCC II - Apresentações
TCC II - ApresentaçõesTCC II - Apresentações
TCC II - ApresentaçõesEGPFEN
 
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosLivro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosKatia Calandrine
 
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciformebibliotecasaude
 
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensino
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensinoA CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensino
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensinoOlaf Kraus de Camargo
 
2016, 02 iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...
2016, 02   iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...2016, 02   iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...
2016, 02 iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...Abilio Cardoso Teixeira
 
1ª tentativa subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok
1ª tentativa   subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok1ª tentativa   subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok
1ª tentativa subjetividade na atenção à saúde - proficiência okRoberto Antonio da Costa Dutra
 
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção BásicaManual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção BásicaCentro Universitário Ages
 
Buscando evidências em fontes de informação
Buscando evidências em fontes de informaçãoBuscando evidências em fontes de informação
Buscando evidências em fontes de informaçãoLeonardo Savassi
 
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garciavivivaneprade
 
Base cientifica 2
Base cientifica 2Base cientifica 2
Base cientifica 2Jackenfa
 
Apresentação aps atividade iv
Apresentação  aps atividade ivApresentação  aps atividade iv
Apresentação aps atividade ivCínthia Lima
 

Mais procurados (20)

Apresentação wagner fulgêncio papel da aps nas redes - ses
Apresentação wagner fulgêncio   papel da aps nas redes - sesApresentação wagner fulgêncio   papel da aps nas redes - ses
Apresentação wagner fulgêncio papel da aps nas redes - ses
 
Aula erno
Aula ernoAula erno
Aula erno
 
TCC II - Apresentações
TCC II - ApresentaçõesTCC II - Apresentações
TCC II - Apresentações
 
Sae
SaeSae
Sae
 
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes clarosLivro   protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
Livro protocolo - atencao basica enfermagem - montes claros
 
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme
1369-L - Manual de educação em saúde - Autocuidado na doença falciforme
 
8274 agosto
8274 agosto8274 agosto
8274 agosto
 
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensino
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensinoA CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensino
A CIF como instrumento para inovar sistemas de saúde e ensino
 
O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS
O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APSO MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS
O MODELO DE ATENÇÃO ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS (MACC) NA APS
 
2016, 02 iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...
2016, 02   iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...2016, 02   iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...
2016, 02 iii congresso internacional de cuidados intensivos e unidades inte...
 
1ª tentativa subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok
1ª tentativa   subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok1ª tentativa   subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok
1ª tentativa subjetividade na atenção à saúde - proficiência ok
 
Financiamento do SUS 2010
Financiamento do SUS 2010Financiamento do SUS 2010
Financiamento do SUS 2010
 
Total
TotalTotal
Total
 
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção BásicaManual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
Manual técnico de normas e rotinas para enfermagem na Atenção Básica
 
O fortalecimento da relação entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária n...
O fortalecimento da relação entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária n...O fortalecimento da relação entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária n...
O fortalecimento da relação entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária n...
 
Tra
TraTra
Tra
 
Buscando evidências em fontes de informação
Buscando evidências em fontes de informaçãoBuscando evidências em fontes de informação
Buscando evidências em fontes de informação
 
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia
2 ecofis 2010_dra_telma_ribeiro_garcia
 
Base cientifica 2
Base cientifica 2Base cientifica 2
Base cientifica 2
 
Apresentação aps atividade iv
Apresentação  aps atividade ivApresentação  aps atividade iv
Apresentação aps atividade iv
 

Semelhante a Práticas de enfermagem baseadas em evidências

Exames de apoio diagnostico
Exames de apoio diagnosticoExames de apoio diagnostico
Exames de apoio diagnosticoAline Silva
 
Aula 3 programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...
Aula 3   programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...Aula 3   programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...
Aula 3 programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...Milena de Oliveira Matos Carvalho
 
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...DouglasSantos936253
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Proqualis
 
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxSEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxsimonezunega
 
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...Abilio Cardoso Teixeira
 
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMS
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMSO que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMS
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMSProqualis
 
Integração em segurança do trabalho 2024
Integração em segurança do trabalho 2024Integração em segurança do trabalho 2024
Integração em segurança do trabalho 2024RicardoTST2
 
10 passos seguranca_paciente
10 passos seguranca_paciente10 passos seguranca_paciente
10 passos seguranca_pacienteCamila Melo
 
Diagnósticos de enfermagem aula.pptx
Diagnósticos de enfermagem aula.pptxDiagnósticos de enfermagem aula.pptx
Diagnósticos de enfermagem aula.pptxJessiellyGuimares
 
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do paciente
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do  pacienteFortalezas e ameaças em torno da segurança do  paciente
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do pacientegisorte
 
ergonomia hospitalar e seguranca do doente
ergonomia hospitalar e seguranca do doenteergonomia hospitalar e seguranca do doente
ergonomia hospitalar e seguranca do doenteRita Cardoso
 
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268Bruna Almeida
 
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagemSlaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagemRosiane Maria
 

Semelhante a Práticas de enfermagem baseadas em evidências (20)

Elena bohomol
Elena bohomolElena bohomol
Elena bohomol
 
Duarte et al 2015
Duarte et al 2015Duarte et al 2015
Duarte et al 2015
 
Exames de apoio diagnostico
Exames de apoio diagnosticoExames de apoio diagnostico
Exames de apoio diagnostico
 
Aula 3 programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...
Aula 3   programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...Aula 3   programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...
Aula 3 programa de segurança do paciente - qualidade em saúde e indicadores...
 
Puericultura em Angola
Puericultura em AngolaPuericultura em Angola
Puericultura em Angola
 
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...
aula de Raciocinio clinico para estudantes de graduação em enfermagem e biome...
 
Presentacinlibroseguridad pt
Presentacinlibroseguridad ptPresentacinlibroseguridad pt
Presentacinlibroseguridad pt
 
Revista acta paulista de enfermagem
Revista acta paulista de enfermagemRevista acta paulista de enfermagem
Revista acta paulista de enfermagem
 
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
Aula: Desafios para o efetivo funcionamento dos Núcleos de Segurança do Pacie...
 
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxSEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
 
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...
Prática Baseada na evidência. Que impacto na praxis dos cuidados de enfermage...
 
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMS
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMSO que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMS
O que é segurança do paciente? - Tópico 1_Guia Curricular da OMS
 
Integração em segurança do trabalho 2024
Integração em segurança do trabalho 2024Integração em segurança do trabalho 2024
Integração em segurança do trabalho 2024
 
10 passos seguranca_paciente
10 passos seguranca_paciente10 passos seguranca_paciente
10 passos seguranca_paciente
 
Diagnósticos de enfermagem aula.pptx
Diagnósticos de enfermagem aula.pptxDiagnósticos de enfermagem aula.pptx
Diagnósticos de enfermagem aula.pptx
 
Higienização das mãos
Higienização das mãos Higienização das mãos
Higienização das mãos
 
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do paciente
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do  pacienteFortalezas e ameaças em torno da segurança do  paciente
Fortalezas e ameaças em torno da segurança do paciente
 
ergonomia hospitalar e seguranca do doente
ergonomia hospitalar e seguranca do doenteergonomia hospitalar e seguranca do doente
ergonomia hospitalar e seguranca do doente
 
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268
Dialnet o protocolo-demanchesternosistemaunicodesaudeeaatuac-4901268
 
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagemSlaid 1 fundamentos da enfermagem
Slaid 1 fundamentos da enfermagem
 

Mais de gisorte

Manuais para o cuidado em saúde
Manuais para o cuidado em saúdeManuais para o cuidado em saúde
Manuais para o cuidado em saúdegisorte
 
Livro1 assistência segura - anvisa
Livro1 assistência segura - anvisaLivro1 assistência segura - anvisa
Livro1 assistência segura - anvisagisorte
 
Cuidado em saúde
Cuidado em saúdeCuidado em saúde
Cuidado em saúdegisorte
 
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do cuidado de saúde
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do  cuidado de saúdeA segurança do paciente como dimensão da qualidade do  cuidado de saúde
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do cuidado de saúdegisorte
 
Processos gerenciais na prática do cuidado
Processos gerenciais na prática do cuidadoProcessos gerenciais na prática do cuidado
Processos gerenciais na prática do cuidadogisorte
 
Problemas na comunicação
Problemas na comunicaçãoProblemas na comunicação
Problemas na comunicaçãogisorte
 
O papel da comunicação nas organizações de saúde
O papel da comunicação nas organizações de saúdeO papel da comunicação nas organizações de saúde
O papel da comunicação nas organizações de saúdegisorte
 

Mais de gisorte (7)

Manuais para o cuidado em saúde
Manuais para o cuidado em saúdeManuais para o cuidado em saúde
Manuais para o cuidado em saúde
 
Livro1 assistência segura - anvisa
Livro1 assistência segura - anvisaLivro1 assistência segura - anvisa
Livro1 assistência segura - anvisa
 
Cuidado em saúde
Cuidado em saúdeCuidado em saúde
Cuidado em saúde
 
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do cuidado de saúde
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do  cuidado de saúdeA segurança do paciente como dimensão da qualidade do  cuidado de saúde
A segurança do paciente como dimensão da qualidade do cuidado de saúde
 
Processos gerenciais na prática do cuidado
Processos gerenciais na prática do cuidadoProcessos gerenciais na prática do cuidado
Processos gerenciais na prática do cuidado
 
Problemas na comunicação
Problemas na comunicaçãoProblemas na comunicação
Problemas na comunicação
 
O papel da comunicação nas organizações de saúde
O papel da comunicação nas organizações de saúdeO papel da comunicação nas organizações de saúde
O papel da comunicação nas organizações de saúde
 

Último

ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfMarcianaClaudioClaud
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfcarloseduardogonalve36
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"Ilda Bicacro
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Rosana Andrea Miranda
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024azulassessoria9
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfssuser06ee57
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoVALMIRARIBEIRO1
 
livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorialNeuroppIsnayaLciaMar
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxIlda Bicacro
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasMonizeEvellin2
 
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfSistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfAntonio Barros
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfandreaLisboa7
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...Manuais Formação
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfCarolineNunes80
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persaConteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persafelipescherner
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Mary Alvarenga
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoIlda Bicacro
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfmaria794949
 

Último (20)

ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorial
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
 
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfSistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persaConteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 

Práticas de enfermagem baseadas em evidências

  • 1. Palestra Práticas de enfermagem baseadas em evidências para promover a segurança do paciente Evidence-based practice to promote patient safety Prácticas de enfermería basadas en evidencias para promover la seguridad del paciente Mavilde Luz Gonçalves Pedreira1 Autor Correspondente: Mavilde Luz Gonçalves Pedreira R. Napoleão de Barros, 754 - Vila Clementino - São Paulo - SP - Brasil CEP. 04024-002 E-mail: mpedreira@unifesp.br Acta Paul Enferm 2009;22(Especial - 70 Anos):880-1. * Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem, Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo, (SP), Brasil. Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. INTRODUÇÃO Realizar os cuidados certos, no momento certo, da maneira certa, para a pessoa certa, objetivando alcançar os melhores resultados possíveis, são princípios que fundamentam a qualidade da assistência e que direcionam a prática de enfermeiros que se esmeram em prestar uma assistência ética e respeitosa, baseada nas necessidades do paciente e da família, na excelência clínica e na melhor informação científica disponível. Os fundamentos Hipocráticos aliados aos modelos contemporâneos de aplicação contínua de conhecimentos científicos e tecnologias à prática, para conseguir crescentes melhores resultados de qualidade de vida e longevidade, direcionam as condutas diárias de profissionais de saúde. Assim, a assistência à saúde se caracteriza como uma das mais complexas e dinâmicas atividades realizadas por seres humanos. Contudo, tal desenvolvimento não foi acompanhado de investimentos para tornar o sistema de saúde seguro(1) . Enquanto nas áreas da indústria, aviação, financeira e militar esforços e investimentos foram realizados de maneira a desenvolver sistemas de prevenção de erros humanos, na área da saúde uma cultura de punição aos indivíduos que cometeram erros foi se perpetuando, sendo a culpa, o medo e A vergonha, os sentimentos que culminam destas ações. A primeira pergunta que impera em instituições de saúde é “quem fez isso”, como se erros fossem raros e relacionados à conduta dúbia de alguns profissionais de saúde(1) . Contudo, grandes estudos epidemiológicos conduzidos em países desenvolvidos demonstram que o ambiente, a cultura, as relações e a complexidade do sistema culminam na ocorrência de inúmeros erros e eventos adversos evitáveis, que comprometem a segurança do paciente, ocasionando mortes ou sequelas. A Organização Mundial da Saúde(2) alerta que milhões de pessoas no mundo sofrem lesões desabilitantes e mortes decorrentes de práticas em saúde que são inseguras, sendo estimado que um em cada dez pacientes será vítima de um erro. Tal estimativa advém de estudos conduzidos em países desenvolvidos, com sistemas de saúde mais estruturados do que os de países em desenvolvimento, nos quais dados epidemiológicos ainda são escassos. Nos Estados Unidos da América estima-se que 100 pessoas morrem diariamente devido a erros ocorridos durante a assistência à saúde, sendo considerados a oitava causa de mortalidade(1) . Assim, erros no sistema de saúde não são raros e devem ser entendidos como resultados de sistemas que desconsideram a falibilidade intrínseca ao processo cognitivo humano e que esforços devem ser investidos para mudar a cultura, da punição para a segurança, na qual cada erro é concebido sob a perspectiva de falhas do sistema, que devem ser analisadas de modo amplo para que possam ser corrigidas e prevenidas, incluindo as ações a serem tomadas quando da impossibilidade de evitar sua ocorrência. James Reason, proeminente pesquisador na área do erro humano, postula que jamais poderemos extinguir a possibilidade do erro, já que esta é uma característica imutável no ser humano, mas podemos transformar o ambiente no qual os seres humanos agem, desenhando sistemas que tornem mais fácil fazer o certo e mais difícil fazer o errado(1) .
  • 2. 881Práticas de enfermagem baseadas em evidências para promover a segurança do paciente Acta Paul Enferm 2009;22(Especial - 70 Anos):880-1. BOAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM No que concerne à enfermagem estudos têm demonstrado que o sistema de saúde não é desenhado para promover boas práticas de enfermagem(3-5) .Os mais de 13 milhões de profissionais de enfermagem do mundo devem ter a segurança do paciente como fundamento de sua prática, mas poucos são os que trabalham em condições apropriadas que lhes permitam desenvolver os cuidados de enfermagem que aprenderam ou idealizaram para seus pacientes e familiares. Evidências científicas produzidas em diferentes países indicam que instituições que possuem adequado número de enfermeiros com maior qualificação profissional, sendo este último aspecto mais significante sobre os resultados, possuem melhores resultados em saúde e na promoção de segurança, com redução de taxas de infecção hospitalar, quedas, úlceras por compressão, erros de medicação, contribuindo com decréscimos significantes no tempo de permanência nas instituições de saúde e na mortalidade dos pacientes(3-4, 6-7) . Abuscaeousodeevidênciascientíficasdeenfermagemparaapromoçãodesegurançadopacientetêmcomopressuposto utilizar e fomentar a realização de estudos que gerem práticas inovadoras de enfermagem, com vista a sustentar as ações e as relações do profissional no sistema de saúde, bem como, demonstrar o impacto de tais ações nos resultados do sistema. Profissionais de enfermagem que atuam nas áreas de ensino, assistência e pesquisa precisam somar esforços para demonstrar que enfermeiros e demais profissionais da área de enfermagem no país não trabalham em número suficiente, com a qualificação profissional e com os recursos que lhes permitam desenvolver práticas de enfermagem eficazes e seguras. No contexto assistencial do país, poucos são os enfermeiros que atuam em ambientes que centram suas ações em evidências científicas. Muitos passam seu dia de trabalho corrigindo falhas no sistema, procurando materiais, trocando equipamentos quebrados, buscando prescrições e documentos deixados em locais errados, corrigindo falhas da lavanderia, farmácia, manutenção, nutrição e limpeza, sendo que, ao final do dia de trabalho, percebem que não conseguiram realizar cuidados de enfermagem diretos ao paciente, e nem tampouco supervisionar de modo eficiente os cuidados prestados por técnicos ou auxiliares de enfermagem. Neste contexto, a profissão deve ter estratégias que promovam de modo revolucionário e dinâmico a real interligação da teoria à prática, a fim de que consigamos proteger os valores essenciais da enfermagem, de centrar ações no paciente e família de modo integral e individual, o que distingue as ações de enfermagem das realizadas por outros profissionais de saúde. Demonstrar que o número de profissionais de enfermagem altera os resultados do cuidado prestado ao paciente é contribuição de pesquisas em enfermagem que têm gerado mudanças nas políticas públicas de países desenvolvidos, nos quais tais evidências culminaram na criação de leis que regulamentam o número mínimo de profissionais de enfermagem por número de pacientes e características de atendimento(6) . Outra prioridade no país, na busca de evidências em enfermagem que promovam a segurança do paciente, refere-se a interligação entre capacitação do profissional e resultados em saúde(4,7) . É necessário demonstrar que profissionais de enfermagem mais capacitados produzem melhores resultados no cuidado do paciente, aumentando a satisfação e a confiança do usuário com o sistema de prestação de assistência, mas sobretudo, reduzindo morbidade e mortalidade, como já evidenciado em grandes estudos conduzidos fora do país(3-4,7) . Somente depois que consigamos trabalhar em um ambiente que possua a quantidade e a qualificação adequadas dos profissionais de enfermagem, poderemos de modo amplo e solidificado, realizar práticas de enfermagem baseadas em evidências, e buscar continuamente novas evidências capazes de mudar os resultados hoje identificados com relação a segurança do paciente, pois a enfermagem é a profissão, dentre todas as da área da saúde, mais capaz de promover práticas centradas na proteção, devido a sua constância e proximidade junto ao paciente e família. REFERÊNCIAS 1. Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors. To err is human: building a safer health system. Washington. D.C.: National Academy Press; 2000. 2. World Health Organization [Internet]. World Alliance for Patient Safety. Forward Program 2006-2007.[cited 2009 Jul 12]. Available from: http://www.who.int/patientsafety/ information_centre/WHO_EIP_HDS_PSP_2006.1.pdf 3. VandenHeedeK,LesaffreE, DiyaL,VleugelsA,ClarkeSP,Aiken LH,SermeusW.Therelationshipbetweeninpatientcardiacsurgery mortality and nurse numbers and educational level: analysis of administrativedata.IntJNursStud.2009;46(6):796-803. 4. West E, Mays N, Rafferty AM, Rowan K, Sanderson C. Nursing resources and patient outcomes in intensive care: a systematic review of the literature. Int J Nurs Stud. 2009;46(7):993-1011. 5. Van der Castle B, Kim J, Pedreira ML, Paiva A, Goossen W, Bates DW. Information technology and patient safety in nursing practice: an international perspective. Int J Med Inform. 2004;73(7-8):607-14. 6. Aiken LH, Clarke SP, Sloane DM, Sochalski J, Silber JH. Hospital nurse staffing and patient mortality, nurse burnout, and job dissatisfaction. JAMA. 2002;288(16):1987-93. Comment in: Am J Nurs. 2003;103(1):22. JAMA. 2002;288(16):2040-1. JAMA. 2003;289(5):549-50; author reply 550-1. JAMA. 2003;289(5):549; author reply 550-1. JAMA. 2003;289(5):550; author reply 550-1. 7. Aiken LH, Clarke SP, Chang RB, Sloane DM, Silber JH. Educational levels of hospital nurses and surgical patient mortality. JAMA. 2003;290(12):1617-23. Comment in: JAMA. 2004;291(11):1320-1; author reply 1322-3. JAMA. 2004;291(11):1321-2; author reply 1322-3. JAMA. 2004;291(11):1321; author reply 1322-3.