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Tópico 11
Melhorar a segurança no uso
de medicação
1Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
1
Razões
 O uso de medicação tem se tornado progressivamente
complexo hoje em dia
 O erro de medicação é a maior causa de dano ao
paciente passível de prevenção
 Como futuros profissionais de saúde, você vai
desempenhar um importante papel em tornar seguro o
uso de medicação
2
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
Tradução autorizada pela
Organização Mundial da Saúde
2
Objetivos pedagógicos
 Fornecer uma revisão sobre segurança em
medicação
 Estimular os estudantes a continuarem a aprender
e praticar as formas de melhorar a segurança no
uso de medicação
3
Guia Curricular de
Segurança do Paciente
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Organização Mundial da Saúde
3
Conhecimentos necessários
 Compreender a escala do erro em medicação
 Compreender as etapas envolvidas em um paciente que usa
medicação
 Identificar fatores que contribuem para o erro de medicação
 Aprender como tornar seguro o uso de medicação
 Compreender os benefícios de uma abordagem multidisciplinar
para a segurança na medicação
4
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Segurança do Paciente
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Organização Mundial da Saúde
4
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Segurança do Paciente
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Organização Mundial da Saúde
5
Definições (1)
6
 Efeito colateral: um efeito conhecido, distinto do pretendido
inicialmente, relacionado às propriedades farmacológicas de um
medicamento.
 e.g. um efeito colateral comum dos analgésicos opiáceos é a náusea.
 Reação adversa: dano inesperado resultado de uma ação justificada,
quando foi seguido o processo correto para o contexto no qual o evento
ocorreu.
 e.g. reação alérgica inesperada em um paciente que toma uma
medicação pela primeira vez.
 Erro: falha em executar uma ação planejada da forma pretendida ou a
aplicação de um plano incorreto
 Evento adverso: um incidente no qual o paciente sofre dano
Fonte:
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6
7
Definições (2)
 Evento adverso à droga:
 Pode ser evitado (e.g. o resultado de um erro) ou
 Pode não ser evitado (e.g. o resultado de um evento adverso à droga
ou efeito colateral)
 Uma medicação errada pode resultar em:
 um evento adverso, no qual o paciente sofre dano
 um near miss (quase erro), no qual o paciente quase sofre dano
 nenhum dano, nem real nem potencial.
 Erro de medicação pode ser evitado.
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7
Etapas do uso de medicação
 Prescrição
 Administração
 Monitoração
Observação: Essas etapas podem ser executadas
por profissionais de saúde ou pelo paciente; e.g.
auto prescrição de medicação livre de receita e
autoadministração em domicílio
8
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8
A prescrição envolve ...
 Seleção da medicação apropriada para uma
determinada situação, levando em conta fatores
individuais do paciente, como alergias
 Seleção de uma via de administração, dose,
horário e regime
 Comunicação dos detalhes do plano para:
 Quem fará a administração da medicação (prescrever,
transcrever e/ou verbal)
 E o paciente
 Documentação
9
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Como a prescrição pode dar errado
 Conhecimento inadequado acerca de indicações e
contraindicações das drogas
 Não considerar os fatores individuais do paciente, tal como as
alergias, gravidez, comorbidades, outras medicações
 Paciente errado, dose errada, duração errada, via de
administração errada
 Comunicação inadequada (escrita, verbal)
 Documentação - ilegível, incompleto, ambíguo
 Erro matemático durante o cálculo da dose
 Entrada de dados incorretos ao usar prescrição
computadorizada e.g. duplicação, omissão, número errado
10
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10
Medicações com aparência ou nomes semelhantes
(look-a-like e sound-a-like)
2 exemplos:
 Avanza (Mirtazapina, antidepressivo);
Avandia (Rosiglitazone, para diabetes)
 Celebrex (Celecoxib, anti-inflamatório);
Cerebryx (Fosphenytoina, anticonvulsivante);
Celexa (Citalpram, antidepressivo)
11
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11
12
Nomenclaturas ambíguas
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12
Evitar nomenclatura ambígua
13
 Evite zeros à direita
 e.g. escreva 1, não 1.0
 Use zero à esquerda
 e.g. escreva 0.1, não .1
 Conheça a terminologia local
 Escreva com nitidez, imprima, se necessário
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13
A administração envolve ...
 Obtenção do medicamento num formulário
próprio; pode envolver cálculo, mistura,
marcação ou preparação de alguma forma
 Teste para alergia
 Dar a medicação certa ao paciente certo,
na dose certa, pela via de administração
certa, no momento certo
 Documentação
14
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14
Como a administração de droga pode dar errado?
15
 Paciente errado
 Via de administração errada
 Momento errado
 Dose errada
 Droga errada
 Omissão, falha de administração
 Documentação inadequada
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15
Os 5 Rs
16
 Right Drug - Droga certa
 Right Route - Via de administração certa
 Right Time - Momento certo
 Right Dose - Dose certa
 Right Patient - Paciente certo
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18
A monitoração envolve ...
 Observar o paciente para determinar se a
medicação está funcionando, sendo usada
apropriadamente e não está causando dano ao
paciente
 Documentação
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19
Como a monitoração pode dar errado?
 Falta de monitoramento dos efeitos colaterais
 Administração contínua mesmo quando a droga
não funciona, ou o ciclo está completo
 Suspensão da droga antes de completar o ciclo
 Falta de dosagem dos níveis do medicamento, ou
não acompanhamento
 Falhas de comunicação
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19
20
Você sabe que drogas necessitam ter seus níveis
monitorados por exames sanguíneos?
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20
Que pacientes apresentam maior risco de
erros de medicação?
 Pacientes com múltiplas medicações
 Pacientes com outros problemas de saúde, e.g.
insuficiência renal, gestação
 Pacientes que não podem se comunicar bem
 Pacientes que têm mais de um médico
 Pacientes que não têm um papel ativo no uso dos
próprios medicamentos
 Crianças e bebês (cálculos de dose necessários)
21
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21
Em que situações os profissionais ficam mais
propensos a contribuir para um erro de medicação?
22
 Inexperiência
 Pressa
 Fazer duas coisa ao mesmo tempo
 Interrupções
 Fadiga, tédio, estar no “piloto automático” levando a
falhas de conferência e de dupla conferência
 Falta de hábito de conferência e dupla conferência
 Trabalho em equipe precário e/ou comunicação
deficiente entre colegas
 Relutância para usar auxílios à memória
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22
Como o local de trabalho pode contribuir
para erros em medicação?
 Ausência de uma cultura de segurança no local de trabalho
 e.g. sistema de notificação deficiente e falha em aprender com
os near misses e eventos adversos do passado
 Ausência de auxílios à memória para os profissionais
 Número inadequado de profissionais
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Use nomes genéricos e não
nomes comerciais
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Detalhe a sua prescrição para cada paciente
Considere:
 Alergias
 Comorbidades (especialmente disfunções hepática e
renal)
 Outras medicações
 Gestação ou lactação
 Superfície corporal do paciente
27
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Aprenda e pratique a coleta de histórias
farmacológicas completas
28
 Inclua nome, dose, via de administração, duração de cada droga
 Pergunte acerca de medicações recentemente suspensas
 Pergunte sobre medicações livres de prescrição, suplementos
alimentares e medicações complementares
 Certifique-se de que o que o paciente toma está na sua lista
 Tenha cuidado especial na transição do cuidado
 Pratique a reconciliação medicamentosa na admissão e na alta
hospitalar
 Muita atenção para as medicações cujo uso você não conhece
 Considere as interações medicamentosas, medicações que podem
ser suspensas e medicações que podem causar efeitos colaterais
 Inclua sempre uma história de alergia
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28
Conhecer as medicações de alto risco
e tomar precauções
29
 Janela terapêutica justa
 Múltiplas interações com outras medicações
 Medicações potentes
 Dosagens complexas e agendas de monitoração
 Exemplos:
 Anticoagulantes orais
 Insulina
 Agentes quimioterápicos
 Agentes bloqueadores neurológicos
 Antibióticos amino glicosídeos
 Potássio intravenosa
 Medicação de emergência (potente e usado em situações de alta
pressão)
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29
Fique bem familiarizado com as medicações
que você prescreve
30
 Faça o seu dever de casa a cada medicação que você prescreve
 Quadro sugerido
 Farmacologia
 Indicações
 Contraindicações
 Efeitos colaterais
 Precauções especiais
 Dose e administração
 Regime
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30
Use auxiliares à memória
31
 Manuais
 Dispositivos digitais pessoais
 Programas computadorizados, prescrições eletrônicas
 Protocolos
 Libere seu cérebro para solucionar problemas ao invés de ocupá-lo
com fatos e dados que podem ser guardados em outro lugar
 Buscar respostas se não tem certeza é a marca de uma prática
segura e não de incompetência!
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34
35
Desenvolva hábitos de verificação (2)
Algumas máximas úteis ...
 Medicamentos sem rótulo devem ser descartados
 Nunca administre um medicamento a menos que você
tenha 100% de certeza do que se trata
 A prática leva à perfeição
Comece agora mesmo a desenvolver hábitos de verificação!
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35
Incentive os pacientes a se
envolverem ativamente no processo
36
 Ao prescrever um novo medicamento, forneça aos
pacientes as seguintes informações:
 Nome, propósito e ação do medicamento
 A dose, a via e o cronograma de administração da medicação
 Instruções especiais, informações e precauções
 Efeitos colaterais comuns e interações
 Como os efeitos da medicação serão monitorados
 Incentive os pacientes a manterem o registro escrito das
medicações
 Incentive seus pacientes a apresentarem esta informação em
qualquer consulta médica
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36
Notifique e aprenda com
erros de medicação
37
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37
Habilidades práticas seguras para estudantes
desenvolverem e praticarem
38
 Ao aprender e praticar habilidades que envolvam o uso de
medicação, considere o perigo potencial para o paciente e
o que se pode fazer para ampliar a segurança do paciente
 Conhecer a segurança de medicação impactará a sua
forma de:
 Prescrever, documentar e administrar medicação
 Usar auxiliares à memória e fazer cálculos de drogas
 Elaborar histórias sobre medicamentos e alergias
 Comunicar-se com seus colegas
 Envolver e educar os pacientes sobre sua medicações
 Aprender com os erros e near misses (quase erros)
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38
Resumo
39
 Medicações podem melhorar muito a saúde quando
usadas com sabedoria e corretamente
 Os erros de medicação ainda são comuns e causam
sofrimento humano que pode ser evitado e causa custo
financeiro
 Lembre-se que usar medicações para ajudar pacientes não
é uma atividade isenta de risco
 Conheça as suas responsabilidades e trabalhe arduamente
para que o uso de medicação seja seguro para seus
pacientes
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39
40
Para discussão
 Você sabe de algum incidente no qual um paciente sofreu
algum dano por medicação?
 Descreva o que aconteceu
 A situação foi resultado de um efeito colateral, reação
adversa à droga ou erro de medicação?
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41
42
Erros de cálculo (2)
 Você é capaz de responder à seguinte pergunta?
Um paciente necessita de 300 microgramas de uma
medicação que vem em uma ampola contendo 1 mg da droga.
Que volume você vai retirar para injetar?
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42
Caso exemplo (1)
43
 Um homem de 74 anos consultou um médico do posto de
saúde para tratamento de uma recaída de angina estável
 O médico não vira este paciente antes e anotou a sua
anamnese e história farmacológica
 Constatou que o paciente estava em bom estado de saúde e
que tomava somente remédios para dores de cabeça
 O paciente não conseguiu lembrar o nome do remédio para
dor de cabeça
 O médico deduziu que fosse um analgésico que o paciente
tomava sempre que tinha dor de cabeça
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43
44
Caso exemplo (2)
 No entanto, o medicamento era, na verdade, um
betabloqueador que o paciente tomava todo dia para
enxaqueca; um outro médico havia prescrito essa
medicação
 O médico iniciou o tratamento com aspirina e um outro
betabloqueador para a angina
 Depois de começar a usar a nova medicação, o paciente
desenvolveu bradicardia e hipotensão postural
 Infelizmente, ele sofreu uma queda três dias depois devido
à tontura que sentia ao ficar em pé e fraturou o quadril
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44
45
Que fatores contribuíram para esse
erro de medicação?
 Duas drogas da mesma classe prescritas, sem conhecimento com
potencialização dos efeitos colaterais
 O paciente não estava bem informado acerca de suas
medicações
 O paciente não levou a lista de medicações com ele na consulta
médica
 O médico não detalhou suficientemente a história medicamentosa
 Dois médicos prescrevem para o mesmo paciente
 O paciente pode não ter sido avisado dos efeitos colaterais e o
que fazer se eles ocorrerem
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45
Como essa situação poderia
ter sido evitada?
46
 Em relação à educação do paciente:
 Medicação regular
 Potenciais efeitos colaterais
 A importância de se envolver ativamente com
seu próprio cuidado - e.g. tendo uma lista de
medicação
 História medicamentosa mais detalhada
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46
47
Caso (1)
 Uma mulher de 38 anos procurou um hospital por causa de
vermelhidão facial com edema e prurido que aparecera
fazia 20 minutos; ela tinha um histórico de reações
alérgicas graves
 Um enfermeiro preparou 10 ml de 1:10.000 de adrenalina
(epinefrina) em uma seringa de 10 ml (1 mg no total) e
deixou na mesa ao lado do leito pronta para uso, caso o
médico pedisse
 Entretanto, o médico inseriu um acesso intravenoso
 O médico viu a seringa de 10 ml de um fluido claro que o
enfermeiro tinha preparado e deduziu que fosse solução
fisiológica
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48
Caso (2)
 Não houve comunicação entre o médico e o enfermeiro nesse
momento
 O médico administrou todo os 10 ml de adrenalina, (epinefrina)
pelo acesso intravenoso pensando estar usando a solução
fisiológica para limpar a sonda.
 De repente, a paciente começou a ficar agitada e ansiosa, ficou
taquicárdica e, em seguida, ficou inconsciente e sem pulso.
 Descobriu-se que estava tendo uma taquicardia ventricular, foi
ressuscitada e, felizmente, recuperou-se bem.
 A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para os casos de
anafilaxia é de 0.3-0.5 mg por via intramuscular. Essa paciente
recebeu 1mg por via intravenosa.
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48
Você é capaz de identificar os fatores que
contribuíram para esse erro?
49
 Suposições
 Falta de comunicação
 Seringa sem rótulo
 Administrar uma substância sem a verificação e a
dupla verificação do que se trata
 Falta de cuidado com uma medicação potente
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49
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50
51
Estudo de caso (1)
 Um paciente deu início ao uso de um anticoagulante
oral em um hospital para tratamento de uma trombose
venosa profunda, seguida de uma fratura no tornozelo
 A duração do tratamento planejado era de três a seis
meses, entretanto, nem o paciente e nem o médico
tiveram essa informação
 O paciente continuou tomando essa medicação por
vários anos e estava se expondo desnecessariamente
a um risco maior de sangramento associado à
medicação
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51
52
Estudo de caso (2)
 Prescreveram ao paciente antibióticos para uma
infecção dental
 Nove dias após ele ter começado a tomar o antibiótico,
o paciente começou a se sentir mal com dores nas
costas e hipotensão, como consequência de uma
hemorragia retroperitoneal espontânea e precisou de
hospitalização e transfusão de sangue
 O teste de coagulação sanguínea revelou resultados
extremamente elevados, o antibiótico havia
potencializado o efeito terapêutico do anticoagulante.
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52
53
Você é capaz de identificar os fatores que
contribuíram para esse erro de medicação?
 Falta de comunicação e da continuidade do cuidado entre o
hospital e a comunidade
 O paciente não foi informado sobre o planejamento para
suspender a medicação
 A interação entre o antibiótico e o anticoagulante não foi
antecipada pelo médico que prescreveu o antibiótico, mesmo
sabendo desse fenômeno
 Falta de monitoração; exames sanguíneos poderiam ter
detectado o efeito do excesso de anticoagulante a tempo de
corrigir o problema
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53
54
Como esse erro poderia ter sido evitado?
 Comunicação efetiva
 e.g. relatório de alta do hospital para o médico da comunidade
 e.g. Informação ao paciente
 Auxiliares à memória e sistemas de alerta para
auxiliarem os médicos sobre potenciais interações
adversas de drogas
 Estar conscientes de armadilhas comuns de
medicações que você prescreve
 Monitoração de efeitos de medicação quando indicado
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54
Como o paciente poderia ter evitado
esse erro?
55
Fazendo mais perguntas:
 “Quanto tempo vou precisar dessa nova
medicação?”
 “Este antibiótico vai interagir com minha outra
medicação?”
Como o médico pode estimular o paciente a
fazer mais perguntas?
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Medicação Segura

  • 1. Tópico 11 Melhorar a segurança no uso de medicação 1Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 1
  • 2. Razões  O uso de medicação tem se tornado progressivamente complexo hoje em dia  O erro de medicação é a maior causa de dano ao paciente passível de prevenção  Como futuros profissionais de saúde, você vai desempenhar um importante papel em tornar seguro o uso de medicação 2 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 2
  • 3. Objetivos pedagógicos  Fornecer uma revisão sobre segurança em medicação  Estimular os estudantes a continuarem a aprender e praticar as formas de melhorar a segurança no uso de medicação 3 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 3
  • 4. Conhecimentos necessários  Compreender a escala do erro em medicação  Compreender as etapas envolvidas em um paciente que usa medicação  Identificar fatores que contribuem para o erro de medicação  Aprender como tornar seguro o uso de medicação  Compreender os benefícios de uma abordagem multidisciplinar para a segurança na medicação 4 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 4
  • 5. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 5
  • 6. Definições (1) 6  Efeito colateral: um efeito conhecido, distinto do pretendido inicialmente, relacionado às propriedades farmacológicas de um medicamento.  e.g. um efeito colateral comum dos analgésicos opiáceos é a náusea.  Reação adversa: dano inesperado resultado de uma ação justificada, quando foi seguido o processo correto para o contexto no qual o evento ocorreu.  e.g. reação alérgica inesperada em um paciente que toma uma medicação pela primeira vez.  Erro: falha em executar uma ação planejada da forma pretendida ou a aplicação de um plano incorreto  Evento adverso: um incidente no qual o paciente sofre dano Fonte: Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 6
  • 7. 7 Definições (2)  Evento adverso à droga:  Pode ser evitado (e.g. o resultado de um erro) ou  Pode não ser evitado (e.g. o resultado de um evento adverso à droga ou efeito colateral)  Uma medicação errada pode resultar em:  um evento adverso, no qual o paciente sofre dano  um near miss (quase erro), no qual o paciente quase sofre dano  nenhum dano, nem real nem potencial.  Erro de medicação pode ser evitado. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 7
  • 8. Etapas do uso de medicação  Prescrição  Administração  Monitoração Observação: Essas etapas podem ser executadas por profissionais de saúde ou pelo paciente; e.g. auto prescrição de medicação livre de receita e autoadministração em domicílio 8 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 8
  • 9. A prescrição envolve ...  Seleção da medicação apropriada para uma determinada situação, levando em conta fatores individuais do paciente, como alergias  Seleção de uma via de administração, dose, horário e regime  Comunicação dos detalhes do plano para:  Quem fará a administração da medicação (prescrever, transcrever e/ou verbal)  E o paciente  Documentação 9 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 9
  • 10. Como a prescrição pode dar errado  Conhecimento inadequado acerca de indicações e contraindicações das drogas  Não considerar os fatores individuais do paciente, tal como as alergias, gravidez, comorbidades, outras medicações  Paciente errado, dose errada, duração errada, via de administração errada  Comunicação inadequada (escrita, verbal)  Documentação - ilegível, incompleto, ambíguo  Erro matemático durante o cálculo da dose  Entrada de dados incorretos ao usar prescrição computadorizada e.g. duplicação, omissão, número errado 10 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 10
  • 11. Medicações com aparência ou nomes semelhantes (look-a-like e sound-a-like) 2 exemplos:  Avanza (Mirtazapina, antidepressivo); Avandia (Rosiglitazone, para diabetes)  Celebrex (Celecoxib, anti-inflamatório); Cerebryx (Fosphenytoina, anticonvulsivante); Celexa (Citalpram, antidepressivo) 11 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 11
  • 12. 12 Nomenclaturas ambíguas Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 12
  • 13. Evitar nomenclatura ambígua 13  Evite zeros à direita  e.g. escreva 1, não 1.0  Use zero à esquerda  e.g. escreva 0.1, não .1  Conheça a terminologia local  Escreva com nitidez, imprima, se necessário Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 13
  • 14. A administração envolve ...  Obtenção do medicamento num formulário próprio; pode envolver cálculo, mistura, marcação ou preparação de alguma forma  Teste para alergia  Dar a medicação certa ao paciente certo, na dose certa, pela via de administração certa, no momento certo  Documentação 14 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 14
  • 15. Como a administração de droga pode dar errado? 15  Paciente errado  Via de administração errada  Momento errado  Dose errada  Droga errada  Omissão, falha de administração  Documentação inadequada Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 15
  • 16. Os 5 Rs 16  Right Drug - Droga certa  Right Route - Via de administração certa  Right Time - Momento certo  Right Dose - Dose certa  Right Patient - Paciente certo Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 16
  • 17. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 17
  • 18. 18 A monitoração envolve ...  Observar o paciente para determinar se a medicação está funcionando, sendo usada apropriadamente e não está causando dano ao paciente  Documentação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 18
  • 19. 19 Como a monitoração pode dar errado?  Falta de monitoramento dos efeitos colaterais  Administração contínua mesmo quando a droga não funciona, ou o ciclo está completo  Suspensão da droga antes de completar o ciclo  Falta de dosagem dos níveis do medicamento, ou não acompanhamento  Falhas de comunicação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 19
  • 20. 20 Você sabe que drogas necessitam ter seus níveis monitorados por exames sanguíneos? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 20
  • 21. Que pacientes apresentam maior risco de erros de medicação?  Pacientes com múltiplas medicações  Pacientes com outros problemas de saúde, e.g. insuficiência renal, gestação  Pacientes que não podem se comunicar bem  Pacientes que têm mais de um médico  Pacientes que não têm um papel ativo no uso dos próprios medicamentos  Crianças e bebês (cálculos de dose necessários) 21 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 21
  • 22. Em que situações os profissionais ficam mais propensos a contribuir para um erro de medicação? 22  Inexperiência  Pressa  Fazer duas coisa ao mesmo tempo  Interrupções  Fadiga, tédio, estar no “piloto automático” levando a falhas de conferência e de dupla conferência  Falta de hábito de conferência e dupla conferência  Trabalho em equipe precário e/ou comunicação deficiente entre colegas  Relutância para usar auxílios à memória Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 22
  • 23. Como o local de trabalho pode contribuir para erros em medicação?  Ausência de uma cultura de segurança no local de trabalho  e.g. sistema de notificação deficiente e falha em aprender com os near misses e eventos adversos do passado  Ausência de auxílios à memória para os profissionais  Número inadequado de profissionais 23 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 23
  • 24. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 24
  • 25. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 25
  • 26. Use nomes genéricos e não nomes comerciais 26 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 26
  • 27. Detalhe a sua prescrição para cada paciente Considere:  Alergias  Comorbidades (especialmente disfunções hepática e renal)  Outras medicações  Gestação ou lactação  Superfície corporal do paciente 27 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 27
  • 28. Aprenda e pratique a coleta de histórias farmacológicas completas 28  Inclua nome, dose, via de administração, duração de cada droga  Pergunte acerca de medicações recentemente suspensas  Pergunte sobre medicações livres de prescrição, suplementos alimentares e medicações complementares  Certifique-se de que o que o paciente toma está na sua lista  Tenha cuidado especial na transição do cuidado  Pratique a reconciliação medicamentosa na admissão e na alta hospitalar  Muita atenção para as medicações cujo uso você não conhece  Considere as interações medicamentosas, medicações que podem ser suspensas e medicações que podem causar efeitos colaterais  Inclua sempre uma história de alergia Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 28
  • 29. Conhecer as medicações de alto risco e tomar precauções 29  Janela terapêutica justa  Múltiplas interações com outras medicações  Medicações potentes  Dosagens complexas e agendas de monitoração  Exemplos:  Anticoagulantes orais  Insulina  Agentes quimioterápicos  Agentes bloqueadores neurológicos  Antibióticos amino glicosídeos  Potássio intravenosa  Medicação de emergência (potente e usado em situações de alta pressão) Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 29
  • 30. Fique bem familiarizado com as medicações que você prescreve 30  Faça o seu dever de casa a cada medicação que você prescreve  Quadro sugerido  Farmacologia  Indicações  Contraindicações  Efeitos colaterais  Precauções especiais  Dose e administração  Regime Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 30
  • 31. Use auxiliares à memória 31  Manuais  Dispositivos digitais pessoais  Programas computadorizados, prescrições eletrônicas  Protocolos  Libere seu cérebro para solucionar problemas ao invés de ocupá-lo com fatos e dados que podem ser guardados em outro lugar  Buscar respostas se não tem certeza é a marca de uma prática segura e não de incompetência! Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 31
  • 32. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 32
  • 33. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 33
  • 34. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 34
  • 35. 35 Desenvolva hábitos de verificação (2) Algumas máximas úteis ...  Medicamentos sem rótulo devem ser descartados  Nunca administre um medicamento a menos que você tenha 100% de certeza do que se trata  A prática leva à perfeição Comece agora mesmo a desenvolver hábitos de verificação! Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 35
  • 36. Incentive os pacientes a se envolverem ativamente no processo 36  Ao prescrever um novo medicamento, forneça aos pacientes as seguintes informações:  Nome, propósito e ação do medicamento  A dose, a via e o cronograma de administração da medicação  Instruções especiais, informações e precauções  Efeitos colaterais comuns e interações  Como os efeitos da medicação serão monitorados  Incentive os pacientes a manterem o registro escrito das medicações  Incentive seus pacientes a apresentarem esta informação em qualquer consulta médica Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 36
  • 37. Notifique e aprenda com erros de medicação 37 Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 37
  • 38. Habilidades práticas seguras para estudantes desenvolverem e praticarem 38  Ao aprender e praticar habilidades que envolvam o uso de medicação, considere o perigo potencial para o paciente e o que se pode fazer para ampliar a segurança do paciente  Conhecer a segurança de medicação impactará a sua forma de:  Prescrever, documentar e administrar medicação  Usar auxiliares à memória e fazer cálculos de drogas  Elaborar histórias sobre medicamentos e alergias  Comunicar-se com seus colegas  Envolver e educar os pacientes sobre sua medicações  Aprender com os erros e near misses (quase erros) Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 38
  • 39. Resumo 39  Medicações podem melhorar muito a saúde quando usadas com sabedoria e corretamente  Os erros de medicação ainda são comuns e causam sofrimento humano que pode ser evitado e causa custo financeiro  Lembre-se que usar medicações para ajudar pacientes não é uma atividade isenta de risco  Conheça as suas responsabilidades e trabalhe arduamente para que o uso de medicação seja seguro para seus pacientes Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 39
  • 40. 40 Para discussão  Você sabe de algum incidente no qual um paciente sofreu algum dano por medicação?  Descreva o que aconteceu  A situação foi resultado de um efeito colateral, reação adversa à droga ou erro de medicação? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 40
  • 41. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 41
  • 42. 42 Erros de cálculo (2)  Você é capaz de responder à seguinte pergunta? Um paciente necessita de 300 microgramas de uma medicação que vem em uma ampola contendo 1 mg da droga. Que volume você vai retirar para injetar? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 42
  • 43. Caso exemplo (1) 43  Um homem de 74 anos consultou um médico do posto de saúde para tratamento de uma recaída de angina estável  O médico não vira este paciente antes e anotou a sua anamnese e história farmacológica  Constatou que o paciente estava em bom estado de saúde e que tomava somente remédios para dores de cabeça  O paciente não conseguiu lembrar o nome do remédio para dor de cabeça  O médico deduziu que fosse um analgésico que o paciente tomava sempre que tinha dor de cabeça Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 43
  • 44. 44 Caso exemplo (2)  No entanto, o medicamento era, na verdade, um betabloqueador que o paciente tomava todo dia para enxaqueca; um outro médico havia prescrito essa medicação  O médico iniciou o tratamento com aspirina e um outro betabloqueador para a angina  Depois de começar a usar a nova medicação, o paciente desenvolveu bradicardia e hipotensão postural  Infelizmente, ele sofreu uma queda três dias depois devido à tontura que sentia ao ficar em pé e fraturou o quadril Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 44
  • 45. 45 Que fatores contribuíram para esse erro de medicação?  Duas drogas da mesma classe prescritas, sem conhecimento com potencialização dos efeitos colaterais  O paciente não estava bem informado acerca de suas medicações  O paciente não levou a lista de medicações com ele na consulta médica  O médico não detalhou suficientemente a história medicamentosa  Dois médicos prescrevem para o mesmo paciente  O paciente pode não ter sido avisado dos efeitos colaterais e o que fazer se eles ocorrerem Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 45
  • 46. Como essa situação poderia ter sido evitada? 46  Em relação à educação do paciente:  Medicação regular  Potenciais efeitos colaterais  A importância de se envolver ativamente com seu próprio cuidado - e.g. tendo uma lista de medicação  História medicamentosa mais detalhada Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 46
  • 47. 47 Caso (1)  Uma mulher de 38 anos procurou um hospital por causa de vermelhidão facial com edema e prurido que aparecera fazia 20 minutos; ela tinha um histórico de reações alérgicas graves  Um enfermeiro preparou 10 ml de 1:10.000 de adrenalina (epinefrina) em uma seringa de 10 ml (1 mg no total) e deixou na mesa ao lado do leito pronta para uso, caso o médico pedisse  Entretanto, o médico inseriu um acesso intravenoso  O médico viu a seringa de 10 ml de um fluido claro que o enfermeiro tinha preparado e deduziu que fosse solução fisiológica Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 47
  • 48. 48 Caso (2)  Não houve comunicação entre o médico e o enfermeiro nesse momento  O médico administrou todo os 10 ml de adrenalina, (epinefrina) pelo acesso intravenoso pensando estar usando a solução fisiológica para limpar a sonda.  De repente, a paciente começou a ficar agitada e ansiosa, ficou taquicárdica e, em seguida, ficou inconsciente e sem pulso.  Descobriu-se que estava tendo uma taquicardia ventricular, foi ressuscitada e, felizmente, recuperou-se bem.  A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para os casos de anafilaxia é de 0.3-0.5 mg por via intramuscular. Essa paciente recebeu 1mg por via intravenosa. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 48
  • 49. Você é capaz de identificar os fatores que contribuíram para esse erro? 49  Suposições  Falta de comunicação  Seringa sem rótulo  Administrar uma substância sem a verificação e a dupla verificação do que se trata  Falta de cuidado com uma medicação potente Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 49
  • 50. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 50
  • 51. 51 Estudo de caso (1)  Um paciente deu início ao uso de um anticoagulante oral em um hospital para tratamento de uma trombose venosa profunda, seguida de uma fratura no tornozelo  A duração do tratamento planejado era de três a seis meses, entretanto, nem o paciente e nem o médico tiveram essa informação  O paciente continuou tomando essa medicação por vários anos e estava se expondo desnecessariamente a um risco maior de sangramento associado à medicação Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 51
  • 52. 52 Estudo de caso (2)  Prescreveram ao paciente antibióticos para uma infecção dental  Nove dias após ele ter começado a tomar o antibiótico, o paciente começou a se sentir mal com dores nas costas e hipotensão, como consequência de uma hemorragia retroperitoneal espontânea e precisou de hospitalização e transfusão de sangue  O teste de coagulação sanguínea revelou resultados extremamente elevados, o antibiótico havia potencializado o efeito terapêutico do anticoagulante. Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 52
  • 53. 53 Você é capaz de identificar os fatores que contribuíram para esse erro de medicação?  Falta de comunicação e da continuidade do cuidado entre o hospital e a comunidade  O paciente não foi informado sobre o planejamento para suspender a medicação  A interação entre o antibiótico e o anticoagulante não foi antecipada pelo médico que prescreveu o antibiótico, mesmo sabendo desse fenômeno  Falta de monitoração; exames sanguíneos poderiam ter detectado o efeito do excesso de anticoagulante a tempo de corrigir o problema Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 53
  • 54. 54 Como esse erro poderia ter sido evitado?  Comunicação efetiva  e.g. relatório de alta do hospital para o médico da comunidade  e.g. Informação ao paciente  Auxiliares à memória e sistemas de alerta para auxiliarem os médicos sobre potenciais interações adversas de drogas  Estar conscientes de armadilhas comuns de medicações que você prescreve  Monitoração de efeitos de medicação quando indicado Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 54
  • 55. Como o paciente poderia ter evitado esse erro? 55 Fazendo mais perguntas:  “Quanto tempo vou precisar dessa nova medicação?”  “Este antibiótico vai interagir com minha outra medicação?” Como o médico pode estimular o paciente a fazer mais perguntas? Guia Curricular de Segurança do Paciente Tradução autorizada pela Organização Mundial da Saúde 55