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EU COM OS OUTROS
RELAÇÕES PRECOCES
Maria Oliveira Psicologia 2017
Relação precoce: relação recíproca que tem por
base o conjunto de comportamentos que nos
tempos de vida permitem estabelecer a ligação
entre a criança e quem dela cuida.
Sorrir, chorar, vocalizar, agarrar e gatinhar
O bebé não é um ser passivo
- Os fetos com sete meses já têm relações diferenciadas
- Após o nascimento, o bebé já discrimina sensações
O bebé troca sinais com as figuras parentais (regulação mútua):
- Manifestam as suas necessidades
- Manifestam as suas emoções
Uma boa regulação mútua permite respostas adequadas:
a) O choro
- Há 4 tipos de motivação para o choro: fome, desconforto, frustração, dor;
- Provoca reações de preocupação, de responsabilidade e de culpa.
b) O sorriso
- Só aos 2/3 meses, é que o sorriso passa a ser intencional e ativo;
- Aos 6 meses, constitui já um ato social dirigido a figuras preferenciais.
c) As expressões faciais
- As expressões faciais revelam a expectativa de uma resposta;
- Mas, a nossa leitura depende muito das nossas convicções.
d) As vocalizações
- Funcionam como estímulo para as vocalizações dos adultos;
- A troca adquire a forma de conversação.
- O bebé vocaliza por imitação
As competências da mãe
Relação bebé/mãe (até aos 18 meses: Eric Erikson):
- Confiança/desconfiança (segurança/medos e receios);
- Estes 18 meses são fundamentais no futuro do indivíduo;
- Irão permitir encarar o mundo de forma positiva, ou não.
Relação mãe/bebé (modelo continente-conteúdo: Wilfred Bion)
Conteúdo: medos, emoções e angústias vividos pelo bebé
Continente: a mãe é depositária dos sentimentos do bebé
Face à ansiedade vivida pelo bebé, a mãe irá…
a) Interpreta-la como teatral – agrava a situação de ansiedade (a mãe não é continente)
b) Ficar alarmada – passa para o bebé a sua própria ansiedade (a mãe não é continente)
c) Acolher a angústia e a ansiedade do bebé – transforma a inquietação em segurança
(a mãe é continente)
A vinculação
Necessidade inata e básica do bebé para manter relações de
proximidade e afetividade com as suas figuras preferenciais.
Comportamentos de vinculação: o sorriso, a vocalização, o agarrar,
o gatinhar e o choro.
A vinculação
Os bebés devem ter várias figuras de vinculação:
a)Facilita a aprendizagem por observação;
b)A estimulação é mais rica e variada;
c) Uma relação de ansiedade pode ser compensada com uma outra relação
mais segura.
O processo de vinculação permite a
manutenção do nosso lado afetivo, está ligado
à nossa atitude enquanto seres humanos.
É este processo que nos caracteriza e nos faz
ser quem somos.
1º. Até aos 6 meses: É importante a presença contínua de uma
figura de vinculação (as separações devem ser breves).
2º. Dos 6 meses aos 3 anos: as crianças não só manifestam
preferência por determinadas figuras, como revelam medo, cautela
ou, inclusive, rejeição clara por outras.
3º. Após os 3 anos: a criança desenvolve uma vontade própria de
compreender as ações do outro.
O desenvolvimento da linguagem e da sua capacidade de pensar em
função do tempo e do espaço aumenta as suas capacidades
cognitivas e permite-lhe suportar o afastamento da figura de
vinculação (essencial para o desenvolvimento da autonomia).
John Bowlby (psiquiatra inglês)
→ A personalidade é construída a partir das ligações precoces e socioafetivas da
criança;
→ Estas ligações repousam sobre necessidades e fundamentos biológicos;
→ Na base do desenvolvimento humano está a vinculação.
Consequências das carências de vinculação:
 Relações afetivas futuras superficiais;
 Ausência de concentração intelectual;
 Incapacidade de ter relações interpessoais;
 Delinquência;
 Ausência de reações emocionais, …
Harry Harlow (psicólogo norte-americano):
→ As observações com macacos Rhesus levaram Horlow a colocar em
questão a posição então dominante: o bebé vincula-se à mãe porque esta o
alimenta.
René Spitz (psiquiatra infantil e psicanalista) – o hospitalismo:
•A carência de cuidados maternos, de ternura, de relações interpessoais e de comunicação
humana são a principal causa de mortalidade entre crianças criadas em instituições.
•Foi Spitz que caracterizou a síndrome de hospitalismo: síndrome resultante da rutura de uma relação afetiva
precoce caracterizada pelo atraso global do desenvolvimento (psíquico, relacional, mas também físico e
biológico).
Consequências do hospitalismo:
 Atraso no desenvolvimento corporal;
 Fraca destreza manual;
 Dificuldades de socialização;
 Atraso na linguagem;
 Pouca resistência às doenças;
 Apatia, insónias e anorexia, …
O papel das relações precoces
•Capacita o indivíduo para se relacionar afetiva e socialmente com os outros;
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• Sustenta a construção da identidade e a representação de si mesmo.
Os indivíduos que desenvolveram modelos seguros de
vinculação:
 Procuram ativamente novas informações e possuem estruturas
cognitivas flexíveis.
 Lidam bem com a angústia e a ansiedade, permitindo-lhes o
reajustamento adequado às exigências do meio.
 Têm expectativas positivas em relação a si mesmos e às relações
interpessoais.
 3 ideias que ficaram na vossa cabeça em relação ao
meu trabalho…
 Trouxe-vos alguma novidade? Se sim, qual?
 Para o professor, trouxe-lhe alguma novidade?
 O que posso fazer para melhorar?
Bibliografia
 http://psicologia-12abc.blogspot.pt/2013/01/blog-post_17.html
 http://psiclearnig.webnode.com.pt/experi%C3%AAncia%20precoce/
 https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-
portuguesa/vocaliza%C3%A7%C3%A3o
 http://caminhodapsicologia.webnode.com.pt/erik-erikson/
 http://braungardt.trialectics.com/projects/psychoanalysis/bion/wilfred-
bion-quotes/
 https://www.google.pt/search?q=wilfred+bion&rlz=1C1CAFA_enPT653PT6
53&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj2kKSP1O_TAhWCWxo
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Relações precoces psicologia 12º

  • 1.
  • 2. EU COM OS OUTROS RELAÇÕES PRECOCES Maria Oliveira Psicologia 2017
  • 3. Relação precoce: relação recíproca que tem por base o conjunto de comportamentos que nos tempos de vida permitem estabelecer a ligação entre a criança e quem dela cuida. Sorrir, chorar, vocalizar, agarrar e gatinhar
  • 4. O bebé não é um ser passivo - Os fetos com sete meses já têm relações diferenciadas - Após o nascimento, o bebé já discrimina sensações O bebé troca sinais com as figuras parentais (regulação mútua): - Manifestam as suas necessidades - Manifestam as suas emoções
  • 5. Uma boa regulação mútua permite respostas adequadas: a) O choro - Há 4 tipos de motivação para o choro: fome, desconforto, frustração, dor; - Provoca reações de preocupação, de responsabilidade e de culpa. b) O sorriso - Só aos 2/3 meses, é que o sorriso passa a ser intencional e ativo; - Aos 6 meses, constitui já um ato social dirigido a figuras preferenciais.
  • 6. c) As expressões faciais - As expressões faciais revelam a expectativa de uma resposta; - Mas, a nossa leitura depende muito das nossas convicções. d) As vocalizações - Funcionam como estímulo para as vocalizações dos adultos; - A troca adquire a forma de conversação. - O bebé vocaliza por imitação
  • 7. As competências da mãe Relação bebé/mãe (até aos 18 meses: Eric Erikson): - Confiança/desconfiança (segurança/medos e receios); - Estes 18 meses são fundamentais no futuro do indivíduo; - Irão permitir encarar o mundo de forma positiva, ou não.
  • 8. Relação mãe/bebé (modelo continente-conteúdo: Wilfred Bion) Conteúdo: medos, emoções e angústias vividos pelo bebé Continente: a mãe é depositária dos sentimentos do bebé Face à ansiedade vivida pelo bebé, a mãe irá… a) Interpreta-la como teatral – agrava a situação de ansiedade (a mãe não é continente) b) Ficar alarmada – passa para o bebé a sua própria ansiedade (a mãe não é continente) c) Acolher a angústia e a ansiedade do bebé – transforma a inquietação em segurança (a mãe é continente)
  • 9. A vinculação Necessidade inata e básica do bebé para manter relações de proximidade e afetividade com as suas figuras preferenciais. Comportamentos de vinculação: o sorriso, a vocalização, o agarrar, o gatinhar e o choro.
  • 10. A vinculação Os bebés devem ter várias figuras de vinculação: a)Facilita a aprendizagem por observação; b)A estimulação é mais rica e variada; c) Uma relação de ansiedade pode ser compensada com uma outra relação mais segura.
  • 11. O processo de vinculação permite a manutenção do nosso lado afetivo, está ligado à nossa atitude enquanto seres humanos. É este processo que nos caracteriza e nos faz ser quem somos.
  • 12. 1º. Até aos 6 meses: É importante a presença contínua de uma figura de vinculação (as separações devem ser breves). 2º. Dos 6 meses aos 3 anos: as crianças não só manifestam preferência por determinadas figuras, como revelam medo, cautela ou, inclusive, rejeição clara por outras. 3º. Após os 3 anos: a criança desenvolve uma vontade própria de compreender as ações do outro. O desenvolvimento da linguagem e da sua capacidade de pensar em função do tempo e do espaço aumenta as suas capacidades cognitivas e permite-lhe suportar o afastamento da figura de vinculação (essencial para o desenvolvimento da autonomia).
  • 13. John Bowlby (psiquiatra inglês) → A personalidade é construída a partir das ligações precoces e socioafetivas da criança; → Estas ligações repousam sobre necessidades e fundamentos biológicos; → Na base do desenvolvimento humano está a vinculação. Consequências das carências de vinculação:  Relações afetivas futuras superficiais;  Ausência de concentração intelectual;  Incapacidade de ter relações interpessoais;  Delinquência;  Ausência de reações emocionais, …
  • 14. Harry Harlow (psicólogo norte-americano): → As observações com macacos Rhesus levaram Horlow a colocar em questão a posição então dominante: o bebé vincula-se à mãe porque esta o alimenta.
  • 15. René Spitz (psiquiatra infantil e psicanalista) – o hospitalismo: •A carência de cuidados maternos, de ternura, de relações interpessoais e de comunicação humana são a principal causa de mortalidade entre crianças criadas em instituições. •Foi Spitz que caracterizou a síndrome de hospitalismo: síndrome resultante da rutura de uma relação afetiva precoce caracterizada pelo atraso global do desenvolvimento (psíquico, relacional, mas também físico e biológico). Consequências do hospitalismo:  Atraso no desenvolvimento corporal;  Fraca destreza manual;  Dificuldades de socialização;  Atraso na linguagem;  Pouca resistência às doenças;  Apatia, insónias e anorexia, …
  • 16. O papel das relações precoces •Capacita o indivíduo para se relacionar afetiva e socialmente com os outros; • Permite o desenvolvimento de competências especificamente humanas; • Sustenta a construção da identidade e a representação de si mesmo.
  • 17. Os indivíduos que desenvolveram modelos seguros de vinculação:  Procuram ativamente novas informações e possuem estruturas cognitivas flexíveis.  Lidam bem com a angústia e a ansiedade, permitindo-lhes o reajustamento adequado às exigências do meio.  Têm expectativas positivas em relação a si mesmos e às relações interpessoais.
  • 18.  3 ideias que ficaram na vossa cabeça em relação ao meu trabalho…  Trouxe-vos alguma novidade? Se sim, qual?  Para o professor, trouxe-lhe alguma novidade?  O que posso fazer para melhorar?
  • 19. Bibliografia  http://psicologia-12abc.blogspot.pt/2013/01/blog-post_17.html  http://psiclearnig.webnode.com.pt/experi%C3%AAncia%20precoce/  https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua- portuguesa/vocaliza%C3%A7%C3%A3o  http://caminhodapsicologia.webnode.com.pt/erik-erikson/  http://braungardt.trialectics.com/projects/psychoanalysis/bion/wilfred- bion-quotes/  https://www.google.pt/search?q=wilfred+bion&rlz=1C1CAFA_enPT653PT6 53&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj2kKSP1O_TAhWCWxo KHVohA0sQ_AUICigB&biw=1364&bih=678#imgrc=JUxrE64YyjorfM: