Landmarks Table
Idade
Desenvolvimento
Físico
Desenvolvimento
Neurológico
Desenvolvimento
Cognitivo
Desenvolvimen
to
da Linguagem
Desenvolvimento
Emocional
Desenvolvimento
Social
Self/Gênero/
Desenvolvimento
da Identidade
Desenvolvimento
Moral
Recém-nascido
(do nascimento
a 1 mês)
Altura e peso
aumentam
rapidamente.
O recém-
-nascido dorme
a maior
parte do tempo;
estabelece o
ciclo de sono e
vigília. Todos os
sentidos estão
presentes
no nascimento e
se desenvolvem
rapidamente.
O cérebro atinge
cerca de um
quarto de seu
peso adulto.
O
comportamento
é quase sempre
reflexo. Começa
a mielinização
dos tratos
visuais.
Começa o estágio
sensório-motor.
O bebê pode
aprender por
condicionamento
ou habituação.
O bebê presta
mais atenção a
estímulos novos
do que aos que
lhe são
familiares.
O bebê
comunica-se
através do
choro e
reconhece
sons que
ouviu no
útero.
O choro sinaliza
emoções
negativas;
emoções
positivas são
mais difíceis de
detectar.
A chegada do
bebê muda os
relacionamentos
da família.
Os pais
começam
a tratar meninos
e meninas
diferentemente.
1-6 meses
O bebê estica o
braço e agarra
objetos.
O bebê levanta e
vira a cabeça.
O bebê rola.
O bebê
consegue
arrastar-se ou
engatinhar.
Desenvolve a
percepção de
profundidade.
A visão aos
poucos chega a
20-20.
Reflexos
desnecessários
desaparecem.
Amadurece o
córtex motor.
Continua a
mielinização dos
tratos visuais até
o quinto mês.
Mudanças no
funcionamento
do cérebro
correspondem à
diferenciação
das emoções.
O bebê repete
comportamentos
que trazem
resultados
agradáveis. O
bebê coordena
a informação
sensorial. Poderá
repetir
uma ação
aprendida
anteriormente
se lembrar do
contexto original.
O bebê emite
arrulhos e
reconhece
palavras
familiares.
O bebê sorri e
dá risada em
resposta às
pessoas e a
imagens ou sons
inesperados.
Contentamento,
interesse e
aflição
antecipam
emoções
diferenciadas
que surgirão
mais tarde.
Começa a se
desenvolver
uma confiança
básica. O bebê
demonstra
interesse por
outros bebês
através do
olhar, de sons
de arrulho e do
sorriso.
Começam a
surgir o senso
de controle dos
eventos
externos e a
autocoerência.
6-12 meses
O bebê fica
sentado sem
O
desenvolvimento
O bebê se
empenha em
O bebê
reconhece
Emergem
emoções
Os apegos se
estabelecem.
O bebê percebe
que a
Os pais
começam
apoio, fica em
pé segurando em
algo ou alguém,
depois fica em
pé sozinho.
Poderá dar seus
primeiros passos
independentes.
Em um ano,
triplicou o
seu peso.
do córtex
pré-frontal
possibilita o
surgimento das
funções
cognitivas
superiores e da
memória.
Lobos frontais,
sistema límbico
e hipotálamo
interagem
para facilitar o
processamento
cognitivo-
emocional.
comportamento
orientado para
uma meta.
Consegue
distinguir
diferenças entre
pequenos grupos
de objetos.
O bebê
demonstra
imitação diferida
e põe em prática
comportamentos
aprendidos.
sons na língua
nativa; perde a
capacidade de
perceber sons
de outra
língua.
Balbucia,
depois
imita sons
linguísticos.
Poderá
pronunciar
suas primeiras
palavras; usa
holofrases.
básicas: alegria,
surpresa,
tristeza,
repugnância e
raiva.
Poderá surgir
ansiedade
perante
estranhos e
ansiedade de
separação.
experiência
subjetiva pode
ser
compartilhada.
a fazer uso da
disciplina para
orientar,
controlar e
proteger o bebê.
12-18 meses
O aumento de
peso e altura é
desacelerado.
A criança anda
razoavelmente
bem.
Consegue
construir uma
torre de blocos.
Aumenta a
lateralização e a
localização das
funções
cerebrais.
A criança
entende
relações causais.
Envolve-se em
jogos
construtivos
e procura objetos
onde os viu pela
última vez.
A criança
expande
e reduz os
significados
das
palavras.
As emoções
continuam a se
diferenciar.
Aparecem
referenciais
sociais.
Surge um
primeiro
estágio de
empatia.
A relação de
apego afeta a
qualidade das
outras relações.
Desenvolve-se a
autoconsciência.
Obediência
comprometida e
situacional são
os primeiros
sinais de
consciência.
Atenção voltada
a objetos
quebrados
ou danificados
reflete
ansiedade
pelos próprios
erros.
18-30 meses
A criança
consegue subir
escada.
O grafismo
consiste em
rabiscos.
Aumenta o
número de
sinapses.
Ocorre a
mielinização
dos lobos
frontais; esse
desenvolvimento
pode ser
A criança utiliza
representações
mentais e
símbolos.
A permanência
do objeto é
alcançada.
A criança
consegue formar
Emerge a
explosão de
nomeação.
Primeiras
sentenças
geralmente
são
telegráficas.
A criança
Emergem
emoções
auto-avaliativas
(constrangiment
o, inveja,
empatia),
bem como os
precursores da
vergonha e da
Desenvolve-se
a urgência pela
autonomia.
Aumentam os
conflitos com
os irmãos mais
velhos. Os jogos
são quase todos
de
A criança
reconhece a
si mesma no
espelho.
O uso de
pronomes na
primeira pessoa
demonstra
autoconsciência.
A criança
poderá exibir
comportamento
pró-social.
Culpa, vergonha
e empatia
promovem o
desenvolviment
o
a base da
autoconsciência.
Sinapses
desnecessárias
são suprimidas.
conceitos e
categorias.
Emerge a
memória
episódica.
Começa o estágio
pré-operatório.
começa a se
envolver em
conversações
e super-
regulariza
as regras de
linguagem.
culpa.
Começa o
negativismo.
correspondência
.
A brincadeira
com outras
crianças
E
principalmente
uma atividade
paralela.
Emerge a
consciência de
gênero.
moral.
A agressão
ocorre
em conflitos
por causa de
brinquedos e
espaço.
30-36 meses
A criança já tem
a primeira
dentição
completa.
Consegue saltar
no mesmo lugar.
Os neurônios
continuam a
sofrer integração
e diferenciação.
A criança
consegue contar.
Conhece as
palavras relativas
às cores básicas.
Entende
analogias sobre
itens
familiares.
Consegue
explicar relações
causais
familiares.
A criança
aprende
novas palavras
quase
diariamente.
Combina três
ou mais
palavras, e
poderá
pronunciar
até mil
palavras.
Passa a usar o
tempo verbal
no passado.
A criança
demonstra
uma crescente
capacidade de
“ler” as
emoções,
os estados
mentais e as
intenções dos
outros.
A criança
demonstra
cada vez mais
interesse em
outras pessoas,
especialmente
crianças.
A criança aplica
termos
descritivos a si
própria.
A agressão
torna-se menos
física, mais
verbal.
3-4 anos
A criança
consegue
copiar formas e
desenhar.
Consegue verter
líquidos, comer
com talher e ir
ao banheiro
sozinha.
Veste-se com
ajuda.
O cérebro atinge
cerca de 90% de
seu peso adulto.
A preferência
manual fica
evidente.
A mielinização
dos tratos
auditivos
está completa.
A criança
entende
símbolos.
Provável início
da memória
autobiográfica.
A criança se
envolve em jogos
de faz-de-conta.
Consegue fazer
cálculos
pictóricos
envolvendo
números inteiros.
Entende
Vocabulário,
gramática e
sintaxe
evoluem
e tornam-se
mais
complexos.
Desenvolvem-
se as
habilidades
emergentes
para a
alfabetização.
Intensifica-se
a fala privada.
Surtos de
negativismo;
são comuns os
acessos de
raiva.
A percepção do
orgulho e da
vergonha é
pouco
explícita.
A criança
demonstra cada
vez mais
interesse em
outras pessoas.
Os jogos de faz-
de-conta
apresentam
temas
sociodramáticos
. São comuns os
conflitos com
irmãos por
causa de
propriedade.
A criança brinca
com outras do
mesmo sexo,
reforçando o
comportamento
típico do
gênero.
A autodefinição
concentra-se em
traços externos.
O pensamento
sobre si mesma
é de tudo ou
nada.
Altruísmo e
outros
comportamentos
pró-sociais
tornam-se mais
comuns; a
motivação
é ganhar elogios
e evitar
desaprovação.
Culpa e
preocupação
com ações
erradas.
O julgamento
qualidades
fracionais.
moral é rígido.
5-6 anos
A criança
consegue descer
escada sem
ajuda, pular num
pé só, saltar e
mudar de
direção.
Veste-se sem
ajuda. A
primeira
dentição começa
a cair e é
substituída
pelos dentes
permanentes.
O cérebro atinge
quase o seu
tamanho adulto,
mas ainda não
está totalmente
desenvolvido.
Amadureciment
o das regiões
corticais ligadas
à linguagem.
Amadurece a
teoria da mente: a
criança consegue
distinguir
fantasia
de realidade.
Codificação,
generalização e
construção de
estratégia
começam a
se tornar mais
eficientes.
A fala
aproxima-se
da fala do
adulto, e o
vocabulário
falado é de
cerca de 2.600
palavras.
Entende cerca
de 20 mil
palavras e
consegue
repetir
uma história.
Diminui o
negativismo.
A criança
reconhece o
orgulho e a
vergonha nos
outros, mas não
em si mesma.
Podem se
formar
padrões de
intimidação e
vitimização.
Desenvolve-se
o senso de
competência.
O autoconceito
vincula vários
aspectos do eu,
quase sempre
em termos
positivos.
Consolida-se a
constância de
gênero.
O julgamento
moral torna-se
menos
inflexível.
7-8 anos
O equilíbrio e o
controle do
corpo são
aprimorados.
A velocidade e
a capacidade de
atirar coisas são
aprimoradas.
Ocorre a
eliminação
de sinapses
desnecessárias.
Começa o estágio
das operações
concretas.
A criança
entende
causa e efeito,
seriação,
inferência
transitiva,
inclusão de
classe, raciocínio
indutivo e
conservação.
Fica mais fácil
processar mais
de uma tarefa
por vez.
Aumentam as
habilidades
pragmáticas.
A criança tem
consciência do
próprio orgulho
ou
da vergonha.
Brincadeiras
impetuosas são
comuns entre os
meninos, como
um modo de
competir por
dominação.
O autoconceito
é mais
equilibrado e
realista.
O senso de
autovalor fica
explícito.
O julgamento
moral é cada
vez mais
flexível.
Intensifica-se o
comportamento
empático e
pró-social.
A agressão
diminui,
especialmente a
do tipo hostil.
9-11 anos
A menina
começa
a exibir as
mudanças da
puberdade,
Eliminação
de sinapses
desnecessárias
continua na
adolescência.
Aumenta a
capacidade
de considerar
perspectivas
múltiplas.
A
compreensão
da sintaxe e
da estrutura da
sentença
Aumenta a
compreensão e
a regulação das
emoções.
A criança
Pais e filhos
compartilham
a regulação da
conduta.
Os conflitos
A imagem
corporal é
cada vez mais
importante,
especialmente
O julgamento
moral é cada
vez
mais orientado
pelo senso de
depois
começa o surto
do crescimento
adolescente.
Aumentam as
estratégias da
memória.
torna-se
mais
sofisticada.
A fala privada
diminui
gradualmente.
O principal
Desenvolvime
-nto se dá nas
habilidades
pragmáticas.
entende
melhor a
diferença
entre culpa e
vergonha.
entre irmãos
ajudam no
desenvolviment
o das
habilidades
para a solução
de conflitos.
As amizades
tornam-se mais
íntimas.
para as meninas. justiça.
A criança quer
ser “boa” para
manter a ordem
social.
A agressão
passa
a ser relacional.
12-15 anos
O menino entra
na puberdade
e exibe o surto
do crescimento
adolescente.
Os lobos frontais
ainda não estão
plenamente
desenvolvidos; o
processamento
da informação
pode ocorrer nas
áreas do lobo
temporal
envolvidas com
as reações
emocionais e
instintivas.
O adolescente
poderá atingir
o estágio
operatório-
formal; uso
de abstrações
e do raciocínio
hipotético-
dedutivo.
O alcance da
memória se
estende até seis
dígitos.
O principal
desenvolvime-
nto continua a
ser
nas
habilidades
pragmáticas.
A gíria
adolescente é
um marcador
do desenvolvi-
mento
da identidade.
As variações de
humor podem
ser cada vez
mais frequentes;
talvez incluam
sentimentos de
constrangimento
, embaraço,
solidão
e depressão.
O crescente
desejo por
autonomia
coexiste com a
necessidade de
intimidade e
apoio
parental.
Os conflitos
entre pais e
filhos atingem o
máximo.
O
desenvolviment
o da identidade
torna-se uma
questão central.
A identidade
sexual é
prioridade.
O julgamento
moral reflete
uma
consciência
cada vez maior
da equidade e
da
cooperação na
formulação da
norma.
16-20 anos
Após a
puberdade,
há alterações
no sistema
cronológico
circadiano e nos
ritmos
biológicos,
afetando os
ciclos
de sono e
vigília.
Meninas e
meninos
praticamente
Continuam a
aumentar as
conexões entre
células corticais
mesmo na fase
adulta. Partes do
córtex que
controlam a
atenção e a
memória estão
quase
completamente
mielinizadas.
A mielinização
de partes do
Aumenta a
capacidade de
utilizar o
raciocínio
hipotético-
dedutivo.
A base do
conhecimento
continua a
progredir.
O adolescente
compreende
cerca de 80
mil palavras.
As variações de
humor tornam-
se menos
frequentes
e intensas.
O adolescente
é cada vez
mais capaz de
expressar suas
próprias
emoções
e entender os
sentimentos dos
outros.
Aumenta a
independência
em relação aos
pais.
O
relacionamento
entre os irmãos
fica mais
equilibrado,
menos
intenso e menos
próximo.
As amizades são
mais íntimas do
que em qualquer
A maioria dos
adolescentes
envolve-se em
atividade
sexual.
O relativismo
pode
desempenhar
um importante
papel no
julgamento
moral.
atingem sua
altura
definitiva.
hipocampo
continua a se
intensificar
durante a fase
adulta.
outro período. A
intimidade pode
transformar-se
em
relação
amorosa.
Adulto
jovem
20-40 anos
O
funcionamento
físico atinge o
ápice, depois
declina um
pouco.
As escolhas do
estilo de vida
afetam a saúde.
Formam-se
novos neurônios,
sinapses e
conexões
dendríticas.
O pensamento
torna-se mais
complexo.
São feitas
as escolhas
educacionais e
vocacionais.
Expandem-se
as habilidades
linguísticas.
Traços e estilos
de
personalidade
tornam-se
relativamente
estáveis, mas
mudanças na
personalidade
podem ser
influenciadas
por estágios e
eventos
da vida.
Tomam-se
decisões sobre
relacionamentos
íntimos e estilos
de vida
pessoais. A
maioria das
pessoas se casa
e tem filhos.
Jovens adultos
aspiram à
autonomia, ao
autocontrole e à
responsabilidad
e, e podem obtê-
las.
Julgamentos
morais podem
tornar-se mais
complexos.
Vida adulta
intermediária
40-65 anos
Inicia-se uma
lenta
deterioração
das capacidades
sensoriais, da
saúde, vitalidade
e força física,
mas são grandes
as diferenças
individuais.
As alterações
hormonais
podem
levar a um lento
declínio da
excitação
sexual.
As mulheres
entram na
menopausa.
As respostas
motoras
complexas
começam a se
deteriorar.
As capacidades
mentais atingem
seu nível
máximo;
as habilidades
relativas à área
de especialização
e à solução de
problemas
práticos
estão muito
desenvolvidas.
A criatividade
pode declinar,
mas sua
qualidade
é melhor.
O sucesso na
carreira pode
chegar ao auge;
A inteligência
cristalizada,
incluindo o
conhecimento
linguístico,
continua a se
expandir.
Emoções
negativas, como
a raiva e o
medo,
são menos
frequentes e
intensas.
A maioria dos
adultos de
meia-idade é
otimista sobre
seu
passado,
presente
e futuro.
As redes sociais
tendem a se
tornar menores,
porém mais
íntimas.
A
responsabilidad
e dupla de
cuidar
dos filhos e dos
pais poderá
causar estresse.
A saída dos
filhos
deixa o ninho
vazio.
O senso de
identidade
continua a se
desenvolver e
pode ocorrer
uma
transição para a
meia-idade.
Julgamentos
morais podem
tornar-se mais
complexos.
pode ocorrer
esgotamento
ou mudança de
carreira.
Vida adulta
tardia
65 anos em
diante
A maioria dos
idosos é
saudável
e ativa, embora
geralmente
ocorra
um declínio da
saúde e das
capacidades
físicas.
Diminui a
necessidade de
sono.
As disfunções
sexuais e as
doenças crônicas
são mais
comuns.
A perda de
substância
cerebral deixa o
sistema nervoso
central mais
lento.
Aumenta o
tempo
de
processamento
e o tempo de
reação torna-se
mais lento.
A maioria dos
idosos está
mentalmente
alerta. Embora
inteligência e
memória possam
deteriorar em
algumas áreas,
a maioria das
pessoas encontra
meios de
compensar.
“Use-o ou perca-
o”
é importante para
manter a
cognição
funcionando.
As habilidades
linguísticas
continuam a
aumentar até
idade
avançada.
As emoções
positivas, como
entusiasmo,
interesse,
orgulho
e senso de
realização,
geralmente
atingem
o auge.
Idosos
desenvolvem
estratégias para
enfrentar perdas
pessoais e a
iminência da
morte.
O
relacionamento
com a família e
com os amigos
íntimos pode
proporcionar
apoios
importantes.
A aposentadoria
pode
proporcionar
novas opções
para a
exploração
de interesses e
atividades.
A religião ou
espiritualidade
geralmente
desempenha um
importante
papel
de apoio.
A busca de
significado é
de essencial
importância.
Julgamentos
morais podem
tornar-se mais
complexos.
Nota: Capacidades exibidas numa certa faixa etária desenvolvem-se, em média, durante essa faixa etária.

Tabela de Desenvolvimento Humano

  • 1.
    Landmarks Table Idade Desenvolvimento Físico Desenvolvimento Neurológico Desenvolvimento Cognitivo Desenvolvimen to da Linguagem Desenvolvimento Emocional Desenvolvimento Social Self/Gênero/ Desenvolvimento daIdentidade Desenvolvimento Moral Recém-nascido (do nascimento a 1 mês) Altura e peso aumentam rapidamente. O recém- -nascido dorme a maior parte do tempo; estabelece o ciclo de sono e vigília. Todos os sentidos estão presentes no nascimento e se desenvolvem rapidamente. O cérebro atinge cerca de um quarto de seu peso adulto. O comportamento é quase sempre reflexo. Começa a mielinização dos tratos visuais. Começa o estágio sensório-motor. O bebê pode aprender por condicionamento ou habituação. O bebê presta mais atenção a estímulos novos do que aos que lhe são familiares. O bebê comunica-se através do choro e reconhece sons que ouviu no útero. O choro sinaliza emoções negativas; emoções positivas são mais difíceis de detectar. A chegada do bebê muda os relacionamentos da família. Os pais começam a tratar meninos e meninas diferentemente. 1-6 meses O bebê estica o braço e agarra objetos. O bebê levanta e vira a cabeça. O bebê rola. O bebê consegue arrastar-se ou engatinhar. Desenvolve a percepção de profundidade. A visão aos poucos chega a 20-20. Reflexos desnecessários desaparecem. Amadurece o córtex motor. Continua a mielinização dos tratos visuais até o quinto mês. Mudanças no funcionamento do cérebro correspondem à diferenciação das emoções. O bebê repete comportamentos que trazem resultados agradáveis. O bebê coordena a informação sensorial. Poderá repetir uma ação aprendida anteriormente se lembrar do contexto original. O bebê emite arrulhos e reconhece palavras familiares. O bebê sorri e dá risada em resposta às pessoas e a imagens ou sons inesperados. Contentamento, interesse e aflição antecipam emoções diferenciadas que surgirão mais tarde. Começa a se desenvolver uma confiança básica. O bebê demonstra interesse por outros bebês através do olhar, de sons de arrulho e do sorriso. Começam a surgir o senso de controle dos eventos externos e a autocoerência. 6-12 meses O bebê fica sentado sem O desenvolvimento O bebê se empenha em O bebê reconhece Emergem emoções Os apegos se estabelecem. O bebê percebe que a Os pais começam
  • 2.
    apoio, fica em pésegurando em algo ou alguém, depois fica em pé sozinho. Poderá dar seus primeiros passos independentes. Em um ano, triplicou o seu peso. do córtex pré-frontal possibilita o surgimento das funções cognitivas superiores e da memória. Lobos frontais, sistema límbico e hipotálamo interagem para facilitar o processamento cognitivo- emocional. comportamento orientado para uma meta. Consegue distinguir diferenças entre pequenos grupos de objetos. O bebê demonstra imitação diferida e põe em prática comportamentos aprendidos. sons na língua nativa; perde a capacidade de perceber sons de outra língua. Balbucia, depois imita sons linguísticos. Poderá pronunciar suas primeiras palavras; usa holofrases. básicas: alegria, surpresa, tristeza, repugnância e raiva. Poderá surgir ansiedade perante estranhos e ansiedade de separação. experiência subjetiva pode ser compartilhada. a fazer uso da disciplina para orientar, controlar e proteger o bebê. 12-18 meses O aumento de peso e altura é desacelerado. A criança anda razoavelmente bem. Consegue construir uma torre de blocos. Aumenta a lateralização e a localização das funções cerebrais. A criança entende relações causais. Envolve-se em jogos construtivos e procura objetos onde os viu pela última vez. A criança expande e reduz os significados das palavras. As emoções continuam a se diferenciar. Aparecem referenciais sociais. Surge um primeiro estágio de empatia. A relação de apego afeta a qualidade das outras relações. Desenvolve-se a autoconsciência. Obediência comprometida e situacional são os primeiros sinais de consciência. Atenção voltada a objetos quebrados ou danificados reflete ansiedade pelos próprios erros. 18-30 meses A criança consegue subir escada. O grafismo consiste em rabiscos. Aumenta o número de sinapses. Ocorre a mielinização dos lobos frontais; esse desenvolvimento pode ser A criança utiliza representações mentais e símbolos. A permanência do objeto é alcançada. A criança consegue formar Emerge a explosão de nomeação. Primeiras sentenças geralmente são telegráficas. A criança Emergem emoções auto-avaliativas (constrangiment o, inveja, empatia), bem como os precursores da vergonha e da Desenvolve-se a urgência pela autonomia. Aumentam os conflitos com os irmãos mais velhos. Os jogos são quase todos de A criança reconhece a si mesma no espelho. O uso de pronomes na primeira pessoa demonstra autoconsciência. A criança poderá exibir comportamento pró-social. Culpa, vergonha e empatia promovem o desenvolviment o
  • 3.
    a base da autoconsciência. Sinapses desnecessárias sãosuprimidas. conceitos e categorias. Emerge a memória episódica. Começa o estágio pré-operatório. começa a se envolver em conversações e super- regulariza as regras de linguagem. culpa. Começa o negativismo. correspondência . A brincadeira com outras crianças E principalmente uma atividade paralela. Emerge a consciência de gênero. moral. A agressão ocorre em conflitos por causa de brinquedos e espaço. 30-36 meses A criança já tem a primeira dentição completa. Consegue saltar no mesmo lugar. Os neurônios continuam a sofrer integração e diferenciação. A criança consegue contar. Conhece as palavras relativas às cores básicas. Entende analogias sobre itens familiares. Consegue explicar relações causais familiares. A criança aprende novas palavras quase diariamente. Combina três ou mais palavras, e poderá pronunciar até mil palavras. Passa a usar o tempo verbal no passado. A criança demonstra uma crescente capacidade de “ler” as emoções, os estados mentais e as intenções dos outros. A criança demonstra cada vez mais interesse em outras pessoas, especialmente crianças. A criança aplica termos descritivos a si própria. A agressão torna-se menos física, mais verbal. 3-4 anos A criança consegue copiar formas e desenhar. Consegue verter líquidos, comer com talher e ir ao banheiro sozinha. Veste-se com ajuda. O cérebro atinge cerca de 90% de seu peso adulto. A preferência manual fica evidente. A mielinização dos tratos auditivos está completa. A criança entende símbolos. Provável início da memória autobiográfica. A criança se envolve em jogos de faz-de-conta. Consegue fazer cálculos pictóricos envolvendo números inteiros. Entende Vocabulário, gramática e sintaxe evoluem e tornam-se mais complexos. Desenvolvem- se as habilidades emergentes para a alfabetização. Intensifica-se a fala privada. Surtos de negativismo; são comuns os acessos de raiva. A percepção do orgulho e da vergonha é pouco explícita. A criança demonstra cada vez mais interesse em outras pessoas. Os jogos de faz- de-conta apresentam temas sociodramáticos . São comuns os conflitos com irmãos por causa de propriedade. A criança brinca com outras do mesmo sexo, reforçando o comportamento típico do gênero. A autodefinição concentra-se em traços externos. O pensamento sobre si mesma é de tudo ou nada. Altruísmo e outros comportamentos pró-sociais tornam-se mais comuns; a motivação é ganhar elogios e evitar desaprovação. Culpa e preocupação com ações erradas. O julgamento
  • 4.
    qualidades fracionais. moral é rígido. 5-6anos A criança consegue descer escada sem ajuda, pular num pé só, saltar e mudar de direção. Veste-se sem ajuda. A primeira dentição começa a cair e é substituída pelos dentes permanentes. O cérebro atinge quase o seu tamanho adulto, mas ainda não está totalmente desenvolvido. Amadureciment o das regiões corticais ligadas à linguagem. Amadurece a teoria da mente: a criança consegue distinguir fantasia de realidade. Codificação, generalização e construção de estratégia começam a se tornar mais eficientes. A fala aproxima-se da fala do adulto, e o vocabulário falado é de cerca de 2.600 palavras. Entende cerca de 20 mil palavras e consegue repetir uma história. Diminui o negativismo. A criança reconhece o orgulho e a vergonha nos outros, mas não em si mesma. Podem se formar padrões de intimidação e vitimização. Desenvolve-se o senso de competência. O autoconceito vincula vários aspectos do eu, quase sempre em termos positivos. Consolida-se a constância de gênero. O julgamento moral torna-se menos inflexível. 7-8 anos O equilíbrio e o controle do corpo são aprimorados. A velocidade e a capacidade de atirar coisas são aprimoradas. Ocorre a eliminação de sinapses desnecessárias. Começa o estágio das operações concretas. A criança entende causa e efeito, seriação, inferência transitiva, inclusão de classe, raciocínio indutivo e conservação. Fica mais fácil processar mais de uma tarefa por vez. Aumentam as habilidades pragmáticas. A criança tem consciência do próprio orgulho ou da vergonha. Brincadeiras impetuosas são comuns entre os meninos, como um modo de competir por dominação. O autoconceito é mais equilibrado e realista. O senso de autovalor fica explícito. O julgamento moral é cada vez mais flexível. Intensifica-se o comportamento empático e pró-social. A agressão diminui, especialmente a do tipo hostil. 9-11 anos A menina começa a exibir as mudanças da puberdade, Eliminação de sinapses desnecessárias continua na adolescência. Aumenta a capacidade de considerar perspectivas múltiplas. A compreensão da sintaxe e da estrutura da sentença Aumenta a compreensão e a regulação das emoções. A criança Pais e filhos compartilham a regulação da conduta. Os conflitos A imagem corporal é cada vez mais importante, especialmente O julgamento moral é cada vez mais orientado pelo senso de
  • 5.
    depois começa o surto docrescimento adolescente. Aumentam as estratégias da memória. torna-se mais sofisticada. A fala privada diminui gradualmente. O principal Desenvolvime -nto se dá nas habilidades pragmáticas. entende melhor a diferença entre culpa e vergonha. entre irmãos ajudam no desenvolviment o das habilidades para a solução de conflitos. As amizades tornam-se mais íntimas. para as meninas. justiça. A criança quer ser “boa” para manter a ordem social. A agressão passa a ser relacional. 12-15 anos O menino entra na puberdade e exibe o surto do crescimento adolescente. Os lobos frontais ainda não estão plenamente desenvolvidos; o processamento da informação pode ocorrer nas áreas do lobo temporal envolvidas com as reações emocionais e instintivas. O adolescente poderá atingir o estágio operatório- formal; uso de abstrações e do raciocínio hipotético- dedutivo. O alcance da memória se estende até seis dígitos. O principal desenvolvime- nto continua a ser nas habilidades pragmáticas. A gíria adolescente é um marcador do desenvolvi- mento da identidade. As variações de humor podem ser cada vez mais frequentes; talvez incluam sentimentos de constrangimento , embaraço, solidão e depressão. O crescente desejo por autonomia coexiste com a necessidade de intimidade e apoio parental. Os conflitos entre pais e filhos atingem o máximo. O desenvolviment o da identidade torna-se uma questão central. A identidade sexual é prioridade. O julgamento moral reflete uma consciência cada vez maior da equidade e da cooperação na formulação da norma. 16-20 anos Após a puberdade, há alterações no sistema cronológico circadiano e nos ritmos biológicos, afetando os ciclos de sono e vigília. Meninas e meninos praticamente Continuam a aumentar as conexões entre células corticais mesmo na fase adulta. Partes do córtex que controlam a atenção e a memória estão quase completamente mielinizadas. A mielinização de partes do Aumenta a capacidade de utilizar o raciocínio hipotético- dedutivo. A base do conhecimento continua a progredir. O adolescente compreende cerca de 80 mil palavras. As variações de humor tornam- se menos frequentes e intensas. O adolescente é cada vez mais capaz de expressar suas próprias emoções e entender os sentimentos dos outros. Aumenta a independência em relação aos pais. O relacionamento entre os irmãos fica mais equilibrado, menos intenso e menos próximo. As amizades são mais íntimas do que em qualquer A maioria dos adolescentes envolve-se em atividade sexual. O relativismo pode desempenhar um importante papel no julgamento moral.
  • 6.
    atingem sua altura definitiva. hipocampo continua ase intensificar durante a fase adulta. outro período. A intimidade pode transformar-se em relação amorosa. Adulto jovem 20-40 anos O funcionamento físico atinge o ápice, depois declina um pouco. As escolhas do estilo de vida afetam a saúde. Formam-se novos neurônios, sinapses e conexões dendríticas. O pensamento torna-se mais complexo. São feitas as escolhas educacionais e vocacionais. Expandem-se as habilidades linguísticas. Traços e estilos de personalidade tornam-se relativamente estáveis, mas mudanças na personalidade podem ser influenciadas por estágios e eventos da vida. Tomam-se decisões sobre relacionamentos íntimos e estilos de vida pessoais. A maioria das pessoas se casa e tem filhos. Jovens adultos aspiram à autonomia, ao autocontrole e à responsabilidad e, e podem obtê- las. Julgamentos morais podem tornar-se mais complexos. Vida adulta intermediária 40-65 anos Inicia-se uma lenta deterioração das capacidades sensoriais, da saúde, vitalidade e força física, mas são grandes as diferenças individuais. As alterações hormonais podem levar a um lento declínio da excitação sexual. As mulheres entram na menopausa. As respostas motoras complexas começam a se deteriorar. As capacidades mentais atingem seu nível máximo; as habilidades relativas à área de especialização e à solução de problemas práticos estão muito desenvolvidas. A criatividade pode declinar, mas sua qualidade é melhor. O sucesso na carreira pode chegar ao auge; A inteligência cristalizada, incluindo o conhecimento linguístico, continua a se expandir. Emoções negativas, como a raiva e o medo, são menos frequentes e intensas. A maioria dos adultos de meia-idade é otimista sobre seu passado, presente e futuro. As redes sociais tendem a se tornar menores, porém mais íntimas. A responsabilidad e dupla de cuidar dos filhos e dos pais poderá causar estresse. A saída dos filhos deixa o ninho vazio. O senso de identidade continua a se desenvolver e pode ocorrer uma transição para a meia-idade. Julgamentos morais podem tornar-se mais complexos.
  • 7.
    pode ocorrer esgotamento ou mudançade carreira. Vida adulta tardia 65 anos em diante A maioria dos idosos é saudável e ativa, embora geralmente ocorra um declínio da saúde e das capacidades físicas. Diminui a necessidade de sono. As disfunções sexuais e as doenças crônicas são mais comuns. A perda de substância cerebral deixa o sistema nervoso central mais lento. Aumenta o tempo de processamento e o tempo de reação torna-se mais lento. A maioria dos idosos está mentalmente alerta. Embora inteligência e memória possam deteriorar em algumas áreas, a maioria das pessoas encontra meios de compensar. “Use-o ou perca- o” é importante para manter a cognição funcionando. As habilidades linguísticas continuam a aumentar até idade avançada. As emoções positivas, como entusiasmo, interesse, orgulho e senso de realização, geralmente atingem o auge. Idosos desenvolvem estratégias para enfrentar perdas pessoais e a iminência da morte. O relacionamento com a família e com os amigos íntimos pode proporcionar apoios importantes. A aposentadoria pode proporcionar novas opções para a exploração de interesses e atividades. A religião ou espiritualidade geralmente desempenha um importante papel de apoio. A busca de significado é de essencial importância. Julgamentos morais podem tornar-se mais complexos. Nota: Capacidades exibidas numa certa faixa etária desenvolvem-se, em média, durante essa faixa etária.