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Sumário Temático
Definição e características
John Bowlby
Tipos de Apego
Apego Seguro
Apego Inseguro evitativo
Apego Inseguro ambivalente
Apego Desorganizado
Modelo interno de trabalho
Aspectos Neurobiológicos
Autorregulação e suas falhas
Janela de Tolerância de Afetos
Hipo e Hiperativação em Pacientes Graves
Psicopatologia
Teoria do Apego
e Regulação
Apego em Animais – evolução com auge
nos mamíferos
O sistema de apego motiva o infante a buscar proximidade
com os pais (e outros cuidadores primários) e a estabelecer
comunicação com eles.
Definição: é um sistema inato no cérebro que evolui de modo a
influenciar e a organizar processos motivacionais, emocionais e de
memória com respeito às figuras significativas de cuidado.
Tendência ao Apego
Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990)
Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
Bowlby teve sorte, pois a babá de sua família esteve
presente por toda sua infância. Quando Bowlby tinha
quase quatro anos de idade, a babá amada, a primeira
cuidadora principal em seus primeiros anos, deixou a
família. Mais tarde, ele descreveu esse acontecimento
tão trágico como a perda de uma mãe.
Normalmente, Bowlby via a mãe apenas uma hora por dia após a
hora do chá, embora durante o verão ela fosse mais disponível.
Como muitas outras mães de sua classe social, ela considerava
que a atenção e a afeição dos pais levariam à deterioração
perigosa das crianças.
Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990)
Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
Mais tarde disse: "eu não mandaria nem um cão para um
internato aos sete anos ". Por causa dessa experiência
quando criança, ele exibiria sensibilidade ao sofrimento
das crianças por toda a vida.
Aos sete anos foi para um internato, como era comum a garotos
de seu status social. Em sua obra Separação revelou ter
considerado essa época terrível.
Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990 )
Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
O internato tem a vantagem de preservar os laços
importantes da criança e sua casa, mesmo que de
forma pouca atenuada. Para crianças inglesas nos anos
50, a criança que ia para o colégio interno não se sentia
diferente das outras crianças
No entanto, Bowlby considerava os colégios internos adequados
para crianças de oito anos ou mais e escreveu: "se a criança é
desajustada, pode ser útil para ela ser afastada por uma parte do
ano das tensões que produziram suas dificuldades. Se o lar for
ruim de outras maneiras, o mesmo é válido.
Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990 )
Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
Melanie Klein
Referência Psicanalítica
Melanie Klein foi supervisora durante o treinamento psicanalítico.
Entretanto, tinham visões diferentes sobre o papel da mãe no
tratamento de um garoto de três anos de idade.
Klein ressaltava o papel das fantasias da criança sobre a mãe,
mas Bowlby enfatizava o histórico atual do relacionamento.
As considerações de Bowlby — de que crianças reagiam a
eventos da vida real e não a fantasias inconscientes —
eram rejeitadas por psicanalistas.
Bowlby foi condenado ao ostracismo pela comunidade
psicanalítica.
Referência Psicanalítica e Bowlby
Mais tarde expressou a opinião de que seu interesse em
experiências e situações da vida real eram "alienígenas à
perspectiva Kleiniana”
Prevalência do real, da experiência sobre as fantasias => foco
mais interativo do que intrapsíquico
Estudos de apego revelaram que a padronização ou
organização de relações de apego na infância é associada
com processos característicos de regulação emocional,
habilidade para relacionamento social, acesso a memória
autobiográfica e o desenvolvimento de autorreflexão e
narrativa.
Formação do Apego
Experiências repetitivas tornam-se codificadas em memória
implícita sob a forma de expectativas. Depois organizam-se
como modelos mentais ou esquemas de apego, que servem para
a criança formar um senso interno de “base segura” no mundo.
Mary Main resumiu os seguintes princípios
5. Promovem mudanças organizacionais específicas no
comportamento e nas funções cerebrais da criança.
4. Esses vínculos “seletivos” aparentam ser derivados de
interações sociais com figuras de apego; e
3. Vínculos são formados apenas em relação a algumas
pessoas;
2. Praticamente todos os infantes tornam-se apegados;
• Mary Main resumiu os seguintes princípios
1. Os apegos mais precoces são normalmente formados aos 7
meses;
A experiência interna de um sistema de apego ativado é
associada com a sensação de ansiedade ou de medo e
pode ser disparado por experiências assustadoras de
vários tipos, assim como ameaças de separação de figura
de apego.
• Sistema de Apego e suas Múltiplas Funções
Para o infante, ativação do sistema de apego envolve a busca por
proximidade física, que permite à criança ser protegida de
perigos, fome, mudanças desfavoráveis de temperatura,
desastres, ataques de outros e separação do grupo. Por isso, o
sistema de apego é muito sensível a indicadores de perigo.
Mary Ainsworth
A situação varia em estresse e as reações da criança são
observadas.
No procedimento, a criança é observada brincando por 20
minutos, enquanto cuidadores e estranhos entram e saem
da sala, recriando o fluxo de presença familiar e estranha da
vida da maioria das crianças.
Na década de 1970, inventa procedimento chamado Situação
Estranha, para observar relacionamentos de apego cuidador-
criança.
Mary Ainsworth e a Situação Estranha
Primeiro episódio de separação: Estranho direciona os
comportamentos de cuidador à criança.
Estranho entra, conversa com a mãe e aproxima-se da
criança. Depois de um tempo, mãe sai discretamente.
Mãe pode não participar, enquanto a criança explora.
Mãe e criança estão sozinhas.
Mãe e criança são levadas à sala de observação.
A criança experimenta as seguintes situações:
Mary Ainsworth e a Situação Estranha
Segundo episódio de reunião: Mãe retorna, acolhe a filha e a
pega no colo; estranho sai discretamente.
Continuação do Segundo episódio de separação: Estranho
entra e dá atenção à criança.
Segundo episódio de separação: criança fica sozinha.
Primeiro episódio de reunião: Mãe entra e conforta a filha. Depois
de um tempo, sai de novo.
Mary Ainsworth e a Situação Estranha
4. O comportamento da criança quando ocorre a
reunião com o cuidador.
3. A angústia de separação (quando criança está sozinha
com o estranho).
2. As reações da criança à partida do cuidador;
1. A quantidade de exploração (por exemplo, brincar com
novos brinquedos) em que a criança se envolve;
Quatro aspectos do comportamento da criança são observados:
Mary Ainsworth e a Situação Estranha
Mary Ainsworth e a Situação Estranha
Encontro de novos sentidos para origens de transtornos
em adultos;
Importância não somente descritiva, mas na pesquisa – prescritiva.
Tipologia dos Estilos de Apego
Será que os estilos de apego na infância podem determinar o estilo
de vinculação do adulto?
Implicações: cuidado adicional com os processos de apego
como forma de prevenção e preparo de adultos mais
estabilizados emocionalmente;
Parece que em grande medida sim.
Impacto da Interação cuidador-criança na formação do adulto;
Tipologia dos Estilos de Apego
Importância da relação afetiva precoce para maturação do
cérebro e autorregulação – impactos na saúde emocional e física
do adulto.
Tendência dos sistemas à autorregulação => adaptação ao
ambiente e retorno ao estado de equilíbrio. Corresponde a
aprox. 50% amostra. Conseguem ficar com os cuidadores,
mas também deixá-los e explorar o ambiente, brincar de
modo autônomo.
Apego Seguro
As transações emocionais de apego seguro envolvem as
respostas emocionalmente sensíveis dos pais em relação aos
sinais da criança. Podem servir para amplificar os estados
emocionais positivos da criança e a modular os estados
negativos = autorregulação emocional => homeostase
Em populações não-clínicas, segurança de apego a mães
é encontrado em 55 a 65% das crianças.
A separação ativa o sistema de apego, o que leva a criança a
se engajar em comportamento de busca de proximidade,
finalizado assim que retoma o contato.
Crianças seguras buscam proximidade e retornam
rapidamente ao brincar na Situação Estranha.
Sensibilidade significa percepção do mundo interno da criança,
atribuição de sentido e devolução de resposta de modo
tempestivo e eficaz = comunicação contingente.
Apego Seguro
Pais emocionalmente disponíveis, perceptivos, e responsivos às
necessidades e estados mentais de seus filhos – sensíveis aos sinais
das crianças – têm filhos que com mais frequência estão apegados
com segurança.
Crianças seguramente apegadas são mais capazes de
explorar ambiente quando têm o conhecimento de uma
base segura para retornar em momentos de necessidade,
também conhecido como “rapprochement” =
reaproximação.
A criança não irá se envolver com um estranho se a mãe não estiver
na sala.
Apego Seguro
A criança seguramente apegada à mãe irá explorar livremente
ambiente enquanto a mãe estiver presente; irá se envolver com
estranhos, mas ficará visivelmente irritada quando a mãe sair e feliz ao
vê-la retornar.
Outros têm apontado que há outras variáveis de apego
da criança. O comportamento da mãe também é
influenciado pelo comportamento da criança.
De acordo com alguns pesquisadores, uma criança torna-se
seguramente apegada quando a mãe está disponível e
mostra-se capaz de satisfazer as necessidades da criança
de maneira receptiva e adequada.
Apego seguro pode ser visto como um estilo de apego mais
adaptativo.
Apego Seguro
Com assistência disponível, esta reforça o senso de segurança e
pressupõe que a assistência da mãe seja útil: educa a criança a como
lidar com o mesmo problema no futuro.
Estranhos não serão tratados de forma muito diferente
da forma com a qual o cuidador é tratado.
A criança não irá explorar muito o ambiente,
independentemente de quem estiver presente com ela.
A criança pode fugir do cuidador quando ele se aproxima e
não se agarrar a ele, mesmo quando carregada.
Uma criança com o estilo de apego inseguro ansioso-evitativo
tende a evitar ou a ignorar o cuidador — mostrando pouca
emoção quando o cuidador deixa a sala ou retorna.
Estilos de Apego: Inseguro Ansioso
Evitativo
Precisa aprender a satisfazer suas necessidades sem
a expectativa de que cuidador seja eficaz.
As necessidades da criança não são frequentemente
satisfeitas e ela começa a acreditar que sua comunicação
não tem influência sobre o cuidador.
Essa forma de apego desenvolve-se a partir de um estilo de
cuidados que é mais indiferente.
Não há muita variação na escala emocional, independentemente
de se há ou não alguém na sala com a criança.
Estilos de Apego: Inseguro Ansioso
Evitativo
O estado atencional e representacional
delas é de desativação, o que conduz a
comportamento externo que minimiza
busca de proximidade na presença de pais
com quem desenvolveram apego evitativo.
Em amostras de baixo risco => 20 a 30%.
Estilos de Apego: Inseguro
Ansioso Evitativo
Pais indisponíveis emocionalmente, sem
capacidade para percepção, rejeitadores e não-
responsivos são associados as crianças
apegadas de modo evitativo. Essas crianças
aparentam ignorar o retorno dos pais na
Situação Estranha
(van der Hart, Nijenhuis & Steele, 2006)
Mudança interna ou externa
Pedir ajuda, mostrar vulnerabilidade (temas de
loucura, controle e dependência)
Partes Dissociativas da personalidade
Experiência interior (sentimentos, pensamentos,
desejos, memórias, necessidades, fantasias,
sensações físicas, estimulação)
Apego e perda de apego/terapia
Evitações de:
Fobias Associadas a Crenças
Bloqueadoras e a Ação Defensiva
Quando reunida com a mãe, a criança pode bater ou
empurrá-la, se a mãe tenta se aproximar. Não aceita o
colo quando carregada.
A criança fica ambivalente quando mãe volta — busca
permanecer perto da mãe, mas ressentida, resistente
aos cuidados da mãe.
Quando a mãe se afasta, a criança fica extremamente
angustiada.
Uma criança com o estilo de apego ansioso-resistente é ansiosa
diante da exploração e de estranhos, mesmo com a mãe
presente.
Estilos de Apego: Inseguro
Ansioso/Resistente/ Ambivalente
Este padrão é atualmente conhecido como apego
ambivalente/resistente, pois a criança não consegue
ajustar a mente ao que a mãe quer.
Por vezes as necessidades da criança são ignoradas até que
outra atividade seja concluída, ou que a atenção seja dada
mais por necessidade do próprio cuidador do que da criança.
Estilo desenvolve-se a partir de um jeito de cuidar da mãe em
que ela está envolvida, mas em seus próprios termos -
autocentrada.
Estilos de Apego: Inseguro
Ansioso/Resistente/ Ambivalente
Tanto o apego ambivalente quanto o evitativo são tipos de
apego inseguro e menos desejáveis do que o apego
seguro, mas o apego ambivalente tende a ser indicativo
de cuidados parentais mal-adaptativos, com maior risco
para problemas de vinculação no futuro.
Quando carregada, criança quer ser deixada sozinha e quando é
deixada, tenta segurar-se à mãe.
Estilos de Apego: Inseguro
Ansioso/Resistente/ Ambivalente
Há uma superativação do sistema de apego, na qual o
estado atencional estressado ativa sistema de busca, mas
que não é terminado por contato com os pais. 5-15% na
população.
Esses infantes aparentam ser ansiosos, não são facilmente
acalmados e não retornam prontamente ao brincar na Sit.
Estr., quando reencontram o cuidador com quem
estabeleceram apego ambivalente.
Apego resistente ou ambivalente
Pais inconsistentemente disponíveis, perceptivos e responsivos,
que tendem a impor seus próprios estados mentais nos estados
das crianças, tendem a ter crianças com apegos resistentes ou
ambivalentes.
Main e Hesse descobriram que a maioria das mães
dessas crianças haviam sofrido grandes perdas ou
outro trauma pouco antes ou logo após o nascimento
do bebê e passaram a reagir tornando-se severamente
deprimidas.
Algumas mostram um comportamento estereotipado,
balançando para um lado e para outro ou batendo-se
repetidamente.
Uma criança pode chorar durante a separação mas evitar a mãe
quando ela retorna, ou pode aproximar-se da mãe e então
congelar ou jogar-se no chão.
Estilos de Apego:
Desorganizado/Desorientado (Mary Main)
Quase 60% de mães que perderam um dos pais por morte antes
de terem concluído o ensino médio tiveram crianças com apego
desorganizado. Luto não resolvido.
Estilos de Apego:
Desorganizado/Desorientado (Mary Main)
A mente do cuidador adulto e os padrões de comunicação
moldam diretamente a organização do desenvolvimento do
cérebro da criança.
Fatores ambientais, tais como condições socioeconômicas
estressantes podem elevar a probabilidade de apego
desorganizado.
Apego Desorganizado/Desorientado
Pais que mostram comunicação assustada/assustadora ou
desorientada durante o primeiro ano de vida. Na Sit. Estr. essas
crianças aparentam comportamento bizarro: rodam em círculos,
aproximam-se e fogem dos pais, entram em estado aparente de
transe ou ficam congeladas – aprox. 15% da amostra.
Exemplo de apego desorganizado
Estilos de Apego na Criança e depois no Adulto
Apego desorganizado confere risco elevado com
comprometimento de funcionamento e de saúde mental,
ao passo que apego inseguro por si só pode ser visto
como organizado, estratégia adaptativa que as crianças
aprenderam, a fim de sobreviver.
As crianças fazem o melhor que podem com o que lhes é
oferecido.
Relacionamentos de apego precisam ser vistos por meio de
uma lente do contexto cultural onde essas pessoas residem.
Considerações
Crianças são capazes de formar apego seguro com mais de um
cuidador.
Importância da Situação Estranha por seu caráter
preditivo – de como os adultos irão de vincular
afetivamente, considerada a base emocional
interacional que tiveram à disposição quando eram
crianças.
Por outro lado, apego seguro não é uma garantia de saúde
mental, mas um fator protetor, um tampão.
Outra distinção é entre organizado e desorganizado. Formas
desorganizadas de apego inseguro podem servir como fator
de risco significativo no desenvolvimento de psicopatologia.
Apego pode ser em geral qualificado como seguro ou inseguro.
Considerações
A diferença principal é que o adulto pode escolher sua
figura de vínculo, além de no caso da criança a relação
de apego significar sobrevivência, por conta de seu
estado imaturo e dependente – distinto de realidades
externas de adulto.
Podem ser mentores, amigos íntimos, parceiros, apesar de
em geral as figuras de apego estabelecerem relações
assimétricas (adulto-criança) – referência aos estados de
ego infantis.
Apego pode ser em geral qualificado como seguro ou inseguro.
Considerações
Adultos continuam a manifestar comportamento e processos
mentais relacionados a apego ao longo da vida, em especial
nas situações estressantes. Engajam externa e internamente
em comportamentos de busca, monitorando a localização de
algumas figuras de apego selecionadas e as procuram para
aconselhamento, força e conforto.
Sensibilidade parental é essência do apego seguro e pode
nos informar como 2 pessoas estão ligadas
emocionalmente uma com a outra + senso de conexão
estabelecido em qualquer idade. Nessas transações, o
cérebro de uma pessoa e de outra se influenciam em uma
forma de corregulação
• Comunicação Humana e Estados da Mente
Além da linguagem verbal e não verbal, estado mental do cliente
influencia diretamente o do terapeuta. Esse estado co-consciência
faz com que cliente exista na mente do terapeuta e estabeleça
sintonia afetiva.
Delicadeza do equilíbrio na interação
cuidadora/criança
Esse alinhamento pode ser chamado de ressonância de
estado mental. Há momentos em que a pessoa precisa
ficar só, sem alinhamento mental. Jogo de afastamento e
aproximação.
A repetição desses estados forma padrão de comunicação,
com desenvolvimento de resiliência em crianças e em clientes!
• Comunicação Humana e Estados da Mente
A sintonia de estados mentais (= comunicação correguladora
contingente) influencia diretamente o cérebro de ambos
participantes.
A criança inicia a interação com comunicação não-verbal.
Ingresso das palavras nesse intercâmbio informacional
modifica-se qualitativamente. Essa aprendizagem de
contextos amplia-se na vida adulta – questão de
compromisso e de comprometimento.
Na raiz dessa ressonância encontra-se habilidade de reconhecer
sinais que demandam engajamento ou desengajamento.
• Comunicação Humana e Estados da Mente
Outro alinhado sabe quando se afastar e interromper processo de
alinhamento = autonomia distanciada.
Comunicação Humana e Estados da Mente
Modelo Interno de Trabalho (Internal
Working Model)
O conceito do MIT das relações sociais foi formulado por Kenneth Craik.
Modelo interno de trabalho
Craik notou a adaptabilidade da habilidade de pensamento para
prever eventos. Ele destacou o valor de sobrevivência e da
seleção natural para esta habilidade.
A previsão acontece quando um modelo em versão
reduzida - consiste de eventos cerebrais - usado para
representar não somente o meio externo, mas as ações
possíveis do indivíduo.
Esse modelo permite tentativa mental de alternativas,
a partir do conhecimento do passado em resposta ao
presente e ao futuro.
Modelo Interno de Trabalho
Se o cuidador acolhe esses comportamentos e permite
acesso, a criança desenvolve uma organização segura.
Um MIT da criança é organizado em torno da acessibilidade e da
capacidade de resposta adequada do cuidador às suas demandas.
Cada passo na organização do modelo é desenvolvida a partir
da resposta à experiência da criança às interações com os
cuidadores, quando apresenta um comportamento de
aproximação.
Modelo interno de trabalho
Se o cuidador nega consistentemente acesso, organiza-se estilo
evitativo.
Finalmente, se o acesso é inconsistente, observamos uma
organização ambivalente.
Se esse modelo não for corrigido, essa criança pode crescer e
transformar-se em adulto com baixa autoestima,
excessivamente (in)dependente, reage de modo exagerado a
estímulos neutros.
Modelo interno de trabalho
Uma criança que vivencia abuso ou negligência frequentes pode
desenvolver um MIT que a informa: ninguém se importa comigo, não
tenho valor, não sou bom o bastante, não posso confiar nos outros.
Uma criança com cuidadores sintonizados e consistentes
deverá desenvolver um MIT predominantemente positivo:
faço o melhor que posso, tenho valor, posso superar,
posso vencer momentos difíceis, posso esperar, sou feliz e
sei desfrutar de minhas conquistas.
Crianças evocam a representação daqueles
com quem estão apegadas sob forma de
imagens multissensoriais (rostos, vozes,
cheiros, gosto, toque), representações
mentais dos relacionamentos e o senso de
poder ficar com eles, se necessário.
Postula-se que crianças podem usar forma de
lembrar chamada “memória evocativa” a partir
de 18 meses de idade = trazer à mente imagem
de figura de apego => as ajuda a se confortar =
estruturação da linguagem, simbolização
Modelo Interno de
Trabalho
Modelo interno de trabalho (Internal Working
Model) = forma de modelo mental, ou esquema =
organizador
Esses modelos são então usados para colorir cognição
atual, para análise mais rápida de percepção em
andamento e ajudar a mente a antecipar quais eventos
devem ocorrer em seguida.
Uma forma de modelo mental é um “roteiro” que serve como
plano de ação para padrões esperados de comportamento
interpessoal e comunicação – prevê/aprisiona ao padrão
Modelo Interno de Trabalho
A formação de modelos mentais é um modo fundamental por meio
do qual memória implícita permite à mente criar generalizações e
resumos de experiências pregressas.
Sensibilidade na interação mãe - criança
Classificações AAI e Padrões Correspondentes de
Comportamento da Criança na Situação Estranha –
Comportamento da Criança na Situação Estranha e Estado Mental
do Adulto em relação ao Apego
Entrevista de Apego em Adultos
Estudo Longitudinal Berkeley (Mary Main)
Estudo Longitudinal Berkeley (Mary Main)
A apresentação de fotos com crianças sendo separadas
da mãe provocou os mesmos percentuais em 1983 nas
crianças agora com 6 anos.
As respostas dos participantes (aos 6 anos) em 1983 se
correlacionou fortemente com as respostas em 1978 (12 a 18
meses de idade) no experimento da Situação Estranha. Em 78
as crianças com apego seguro = 69%; Evitativo = 23% e
Ambivalente = 8% (a categoria de Apego Desorganizado ainda
não havia sido concebida por Mary Main).
Quando Mary Main incluiu a 4a categoria de análise
(desorganizado), os % mantiveram-se equiparados em
termos populacionais. As categorias tornaram-se
Evitativo = 23%, Ambivalente = 8%, Desorganizado =
15% e Seguro = 55%.
Isso significa que o teste da Situação Estranha prediz o
comportamento vincular futuro da pessoa.
Estudo Longitudinal Berkeley
Ao completar 19 anos, em 1996, eles também fizeram o AAI,
replicando em grande medida os resultados de 1983 e de 1978.
As respostas dos pais aos AAI em 1983 se correlacionava ao
comportamento dos filhos, 5 anos antes. Os pais apresentavam os
mesmos % que os filhos em 70% dos casos, quando 20% já é
considerado significativo.
AAI
Versão originaldisponível -
http://www.psychology.sunysb.edu/attachment/measures/cont
ent/aai_interview.pdf
Curiosamente, as tentativas de correlacionar as
respostas do AAI com características de perfil de
personalidade do adulto não revelaram associações
significativas.
A AAI é uma avaliação narrativa de um estado mental de
adulto com respeito a apego, que reflete um padrão
organizacional particular ou entranhado na mente
daquele indivíduo à época da entrevista.
A partir da AAI, descobriu-se que o padrão de como os pais
relatam a “história” da vida familiar de infância dentro de uma
entrevista semiestruturada podia ser correlacionada com a
classificação da criança desses pais na situação estranha.
Apego Adulto: Nível das Representação
Mentais
Processo de aprendizagem de autotranquilização –
adultos como modelos – estabelecimento de caminhos
cerebrais
Atuação dos cuidadores pode reduzir emoções
desconfortáveis, tais como: medo, ansiedade ou tristeza;
capacitam as crianças a se acalmarem e oferece porto-
seguro quando estão incomodadas.
Correlato neurobiológico do Apego – Teoria de Autorregulação?
Implicações clínicas
Andamento da terapia inibido ou bloqueado devido a
afetos patogênicos – vergonha, desespero, estados de
solidão profunda
Episódios frequentes de “congelamento” ou “colapso”;
imobilizado, com dificuldade de falar, pensar, mover-se,
e/ou manter conexão com terapeuta
Alternância entre hiperativação e hipoativação
Incapazes de manter uma “janela de tolerância” ou “zona de
ativação ótima”
Desregulação de Pacientes graves
Circularização frequente (looping) e pedidos para parar
Espectro de respostas dissociativas – desligamento;
desorientado quanto a tempo/espaço; mesclagem ou fusão
com partes/estados crianças traumatizadas; influência
passiva ou intrusões de outras partes/estados (luta, fuga,
congelamento, submissão, súplicas de apego)
afetos emergentes, sensações, impulsos, pensamentos e
conscientizações; outras “partes da personalidade” i.e. estados
de ego crianças; palavras de apoio e esforços do terapeuta
Ansiedade, medo e ações defensivas (cognitivo, comportamental, afetivo,
somático) em resposta a:
Desregulação de Pacientes graves
Hiperativação
Hiper-orientação e defesas
Reatividade Emocional
Hipervigilância
Imagens Intrusivas
Processamento cognitivo obsessivo/cíclico
Hiperativação
Janela de Tolerância
A
T
I
V
A
Ç
Ã
O
Hipoativação
Afeto desativado
Inabilidade de pensar claramente
Anestesiamento
Respostas de orientação/defesa desmobilizadas
Hipoativação
Hiperativação
Janela de Tolerância
A
T
I
V
A
Ç
Ã
O
Congelamento
Estimulação elevada
Imobilidade agitada
Respostas defensivas congeladas
Hipoativação
Hiperativação
Janela de Tolerância
A
T
I
V
A
Ç
Ã
O
Congelamento
Colapso
Submissão; Morte Fingida
Hipoativação
Hiperativação
Janela de Tolerância
Zona de Ativação Ótima
Janela de Tolerância
A
T
I
V
A
Ç
Ã
O
Congelamento Colapso
Hipo-estimulação – não consigo pensar; não sinto nada;
estou anestesiado; não consigo focar mais; nada
acontece; estou me fechando.
Hiper-ativação – estou de saco cheio; não suporto mais; tenho
medo demais para continuar! Estou perdendo o controle; estou
enlouquecendo; estou com taquicardia e acho que vou morrer.
Verbal
Expressões de Hipo e Hiper-ativação
Hipoestimulação – paralisia, ausência de afeto, fala
monótona, falha em orientar-se, foco para baixo e para
dentro.
Hiperestimulação – enrubecimento, agitação extrema, sinais
de pânico, tremores, fala e gestos acelerados, aparência
desorganizada, internamente preocupado, alternando com
orientação hipoativa, ações defensivas (bater em si mesmo,
enfiar unhas na pele, afastar-se, levantar-se e andar em
círculos, sair da sala.
Não-verbal
Expressões de Hipo e Hiper-ativação
Não-verbal – olhar fixo, olhar opaco, corpo
imóvel, sem movimento, pânico na expressão
facial, desesperança, entrega.
Verbal – fala mínima – estou paralisado; não
consigo me mover; não sei o que fazer; nada
adianta; estou sem saída; não tenho controle; não
consigo mudar nada; tudo está acabado; sinto-
me como um morto.
Expressões de Congelamento/
Imobilização
Capaz de manter contato visual com terapeuta
Capacidade de mover fluidamente entre foco
relacional e foco de atenção interno – quebra e
retomada de vínculo
Capacidade de descrever experiência interna e
compartilhar reflexões
Expressão/narrativa verbal coerente
Expressão verbal e não-verbal de experiência somática e
afetiva
Expressões de Zona Ótima de Ativação
Podemos sugerir que o relacionamento interpessoal com cada
cuidador em particular molda diretamente o estado
neurobiológico do cérebro do infante, ativado dentro dessas
interações.
Esse princípio da neurociência pode explicar como uma criança pode
ter estratégias distintas de apego para cada cuidador.
Eles são “dependentes de contexto”, assim como muito do
funcionamento do cérebro.
Influenciam o estado mental emergente da criança – tornam-se ativados
no contexto desse relacionamento específico.
Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da
Autorregulação
A ativação de um estado específico, na presença de um cuidador
em particular, é um processo adaptativo.
A criança aprende a regular seus próprios estados de excitação e
processamento interno por meio de interação com os outros.
interações de apego têm a ver com o modo como a regulação diádica
molda a autorregulação.
Esses estados criam um conjunto de ativações atencionais e
representacionais que se supõe podem reduzir estresse, regular
comportamento e ajudar a criança a organizar o próprio self.
Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da
Autorregulação
Ambos o apego seguro quanto as formas “organizadas” de
apego inseguro (evitativo e ambivalente) revelam modos
efetivos de adaptação. Contudo, quando os pais são fonte de
medo e desorientação (apego desorganizado/desorientado), é
impossível para a criança alcançar um estado adaptativo,
organizado e efetivo.
Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da
Autorregulação
Isso também é constatado em diferentes estudos com
crianças que sofreram abuso (físico, emocional ou sexual),
presenciaram violência ou viveram eventos de separação
duradoura e perda não elaborada
Animais que sofrem situações traumáticas no início do
desenvolvimento, como separação materna ou fome, exibem
maior tendência a desenvolver transtornos ansiosos na idade
adulta e apresentam alterações fisiológicas, como diminuição do
hipocampo, estrutura cerebral importante para a formação de
memórias de longo prazo = autobiografia
Uma explicação plausível é a de que o hipocampo é mais
suscetível às influências do ambiente no início do
desenvolvimento.
A redução dessa estrutura cerebral seria resultado, entre
outros fatores, da presença de altos níveis de cortisol
(hormônio do estresse) na corrente sanguínea.
Tais crianças têm um hipocampo menor e redução na produção de
serotonina. Em geral desenvolvem algum tipo de transtorno de
ansiedade.
Psicopatologia
Ratos de mães ansiosas, mas criados por mães que exibem
maior comportamento de lamber os filhotes
(comportamento relacionado a menores níveis de
ansiedade) passam a exibir menor ansiedade, ao contrário
dos irmãos biológicos criados pela mãe ansiosa, que os
lambia pouco.
Por outro lado, estudos mostram que animais estimulados
positivamente no início da vida pós-natal têm menor propensão à
ansiedade.
Psicopatologia
Outras experiências positivas no início da vida também
são capazes de trazer repercussões moleculares
importantes.
Esses estudos são chamados epigenéticos e representam
uma mudança radical em pensamentos científicos anteriores,
pois evidenciam que a genética é aberta à influência
ambiental.
Os efeitos moleculares desse fenômeno são impressionantes: o
comportamento materno é capaz de ligar ou de desligar a
expressão de determinados genes, o que influencia diretamente o
comportamento da prole.
Comportamento materno
O porquê de algumas pessoas ter maior resistência a
desenvolver transtornos de ansiedade, mesmo quando
expostas a situações traumatizantes pode residir
nessa molécula, o BDNF.
Essa molécula é liberada pelos próprios neurônios e os
ajuda a crescer, a multiplicarem-se, a promover novas
sinapses e a sobreviver.
Alguns exemplos de resultados são um menor número de
receptores para o cortisol, aumento do número de ligações
entre neurônios (sinapses) no córtex cerebral e no hipocampo e
aumento nos níveis de uma molécula chamada ‘fator
neurotrófico derivado do cérebro’ (BDNF, na sigla em inglês).
Comportamento materno
Devemos, portanto, avaliar essas informações sobre apego
considerando que pais e crianças processam informação de
apego em múltiplos níveis.
A diminuição dos níveis de BDNF ou alterações na sequência de
aminoácidos dessa proteína têm sido relacionadas a uma menor
extinção de memórias aversivas ou traumáticas em humanos, o
que estaria relacionado a transtornos de ansiedade.
Ela ajuda a regular a chamada plasticidade sináptica, a capacidade dos
neurônios de alterar a forma de interação com outros, fenômeno
envolvido nos processos de aprendizagem e de memória, em especial
na aprendizagem do medo e em sua extinção.
Comportamento materno
Para crianças, esses modelos guiam o reconhecimento da
disponibilidade e responsividade dos pais e organizam
estratégias para manter o relacionamento. Para os pais,
expectativas guiam a própria avaliação e as reações para o
comportamento da criança.
I. Em nível individual, ambos pai/mãe-criança formaram modelos
internos de trabalho (MIT), expectativas em relação à outra
pessoa e em relação a si mesmos.
Considerações finais
Ao chegar à adolescência, a criança torna-se cada vez
mais capaz de automonitorar-se e ao outro na relação
pais-filhos.
III. No nível metacognitivo, a capacidade para pais se
monitorarem e ao outro pode facilitar a comunicação e o
grau com que MITs estão abertos para revisão e
atualização.
II. No nível interpessoal, pais e crianças engajam-se em uma
série de interações e comunicações. Ambos enviam e recebem
sinais. Problemas na comunicação podem ocorrer tanto em
termos de clareza e consistência com que parceiros enviam
sinais e o quão eficientemente esses sinais são
lidos/decodificados –sociometria.
Considerações finais
Apegos desorganizados/desorientados são
normalmente ligados a transtornos dissociativos, e se
expostos a situações intensas no futuro, podem
desenvolver TEPT.
Crianças apegadas de modo ambivalente podem ter
predisposição para ansiedade social.
Crianças com apego de esquiva tendem a ser mais
controladoras, agressivas e desagradadas pelos colegas.
Competência social daqueles com apego de esquiva pode ficar
comprometida.
Apego inseguro não equivale a transtorno mental, mas cria um risco
de disfunção psicológica e social.
Considerações finais
Esses achados sugerem que a qualidade dos
relacionamentos diádicos precoces podem estar conectados
a diferenças no desenvolvimento posterior de crianças com
sintomas de estresse pós-traumático, quando seguidos de
um evento traumático.
Status de apego desorganizado aos 12 meses de idade
comparados com status não-desorganizado, previu
significativamente tanto conjunto de sintomas TEPT de esquiva
mais elevado e conjunto de mais reexperiência de sintomas de
TEPT.
Considerações finais
Intervenção que oferece às crianças menores a
oportunidade de desenvolver apego seguro com seus
cuidadores promoveu resultados positivos no
desenvolvimento de competência emocional, social e
cognitiva.
Pessoas nesse agrupamento de apego, assim como outros que
experienciaram maus-tratos significativos na infância precoce,
também apresentam déficits na atenção e na regulação de
emoções e impulsos comportamentais.
Considerações finais
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Curso Teoria do Apego

  • 1. Sumário Temático Definição e características John Bowlby Tipos de Apego Apego Seguro Apego Inseguro evitativo Apego Inseguro ambivalente Apego Desorganizado Modelo interno de trabalho Aspectos Neurobiológicos Autorregulação e suas falhas Janela de Tolerância de Afetos Hipo e Hiperativação em Pacientes Graves Psicopatologia
  • 2. Teoria do Apego e Regulação
  • 3. Apego em Animais – evolução com auge nos mamíferos
  • 4. O sistema de apego motiva o infante a buscar proximidade com os pais (e outros cuidadores primários) e a estabelecer comunicação com eles. Definição: é um sistema inato no cérebro que evolui de modo a influenciar e a organizar processos motivacionais, emocionais e de memória com respeito às figuras significativas de cuidado. Tendência ao Apego
  • 5.
  • 6. Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990) Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
  • 7. Bowlby teve sorte, pois a babá de sua família esteve presente por toda sua infância. Quando Bowlby tinha quase quatro anos de idade, a babá amada, a primeira cuidadora principal em seus primeiros anos, deixou a família. Mais tarde, ele descreveu esse acontecimento tão trágico como a perda de uma mãe. Normalmente, Bowlby via a mãe apenas uma hora por dia após a hora do chá, embora durante o verão ela fosse mais disponível. Como muitas outras mães de sua classe social, ela considerava que a atenção e a afeição dos pais levariam à deterioração perigosa das crianças. Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990) Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
  • 8. Mais tarde disse: "eu não mandaria nem um cão para um internato aos sete anos ". Por causa dessa experiência quando criança, ele exibiria sensibilidade ao sofrimento das crianças por toda a vida. Aos sete anos foi para um internato, como era comum a garotos de seu status social. Em sua obra Separação revelou ter considerado essa época terrível. Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990 ) Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
  • 9. O internato tem a vantagem de preservar os laços importantes da criança e sua casa, mesmo que de forma pouca atenuada. Para crianças inglesas nos anos 50, a criança que ia para o colégio interno não se sentia diferente das outras crianças No entanto, Bowlby considerava os colégios internos adequados para crianças de oito anos ou mais e escreveu: "se a criança é desajustada, pode ser útil para ela ser afastada por uma parte do ano das tensões que produziram suas dificuldades. Se o lar for ruim de outras maneiras, o mesmo é válido. Edward John Mostyn Bowlby(1907/1990 ) Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista Britânico
  • 11. Referência Psicanalítica Melanie Klein foi supervisora durante o treinamento psicanalítico. Entretanto, tinham visões diferentes sobre o papel da mãe no tratamento de um garoto de três anos de idade. Klein ressaltava o papel das fantasias da criança sobre a mãe, mas Bowlby enfatizava o histórico atual do relacionamento. As considerações de Bowlby — de que crianças reagiam a eventos da vida real e não a fantasias inconscientes — eram rejeitadas por psicanalistas. Bowlby foi condenado ao ostracismo pela comunidade psicanalítica.
  • 12. Referência Psicanalítica e Bowlby Mais tarde expressou a opinião de que seu interesse em experiências e situações da vida real eram "alienígenas à perspectiva Kleiniana” Prevalência do real, da experiência sobre as fantasias => foco mais interativo do que intrapsíquico
  • 13. Estudos de apego revelaram que a padronização ou organização de relações de apego na infância é associada com processos característicos de regulação emocional, habilidade para relacionamento social, acesso a memória autobiográfica e o desenvolvimento de autorreflexão e narrativa. Formação do Apego Experiências repetitivas tornam-se codificadas em memória implícita sob a forma de expectativas. Depois organizam-se como modelos mentais ou esquemas de apego, que servem para a criança formar um senso interno de “base segura” no mundo.
  • 14. Mary Main resumiu os seguintes princípios
  • 15. 5. Promovem mudanças organizacionais específicas no comportamento e nas funções cerebrais da criança. 4. Esses vínculos “seletivos” aparentam ser derivados de interações sociais com figuras de apego; e 3. Vínculos são formados apenas em relação a algumas pessoas; 2. Praticamente todos os infantes tornam-se apegados; • Mary Main resumiu os seguintes princípios 1. Os apegos mais precoces são normalmente formados aos 7 meses;
  • 16. A experiência interna de um sistema de apego ativado é associada com a sensação de ansiedade ou de medo e pode ser disparado por experiências assustadoras de vários tipos, assim como ameaças de separação de figura de apego. • Sistema de Apego e suas Múltiplas Funções Para o infante, ativação do sistema de apego envolve a busca por proximidade física, que permite à criança ser protegida de perigos, fome, mudanças desfavoráveis de temperatura, desastres, ataques de outros e separação do grupo. Por isso, o sistema de apego é muito sensível a indicadores de perigo.
  • 18. A situação varia em estresse e as reações da criança são observadas. No procedimento, a criança é observada brincando por 20 minutos, enquanto cuidadores e estranhos entram e saem da sala, recriando o fluxo de presença familiar e estranha da vida da maioria das crianças. Na década de 1970, inventa procedimento chamado Situação Estranha, para observar relacionamentos de apego cuidador- criança. Mary Ainsworth e a Situação Estranha
  • 19. Primeiro episódio de separação: Estranho direciona os comportamentos de cuidador à criança. Estranho entra, conversa com a mãe e aproxima-se da criança. Depois de um tempo, mãe sai discretamente. Mãe pode não participar, enquanto a criança explora. Mãe e criança estão sozinhas. Mãe e criança são levadas à sala de observação. A criança experimenta as seguintes situações: Mary Ainsworth e a Situação Estranha
  • 20. Segundo episódio de reunião: Mãe retorna, acolhe a filha e a pega no colo; estranho sai discretamente. Continuação do Segundo episódio de separação: Estranho entra e dá atenção à criança. Segundo episódio de separação: criança fica sozinha. Primeiro episódio de reunião: Mãe entra e conforta a filha. Depois de um tempo, sai de novo. Mary Ainsworth e a Situação Estranha
  • 21. 4. O comportamento da criança quando ocorre a reunião com o cuidador. 3. A angústia de separação (quando criança está sozinha com o estranho). 2. As reações da criança à partida do cuidador; 1. A quantidade de exploração (por exemplo, brincar com novos brinquedos) em que a criança se envolve; Quatro aspectos do comportamento da criança são observados: Mary Ainsworth e a Situação Estranha
  • 22. Mary Ainsworth e a Situação Estranha
  • 23. Encontro de novos sentidos para origens de transtornos em adultos; Importância não somente descritiva, mas na pesquisa – prescritiva. Tipologia dos Estilos de Apego Será que os estilos de apego na infância podem determinar o estilo de vinculação do adulto? Implicações: cuidado adicional com os processos de apego como forma de prevenção e preparo de adultos mais estabilizados emocionalmente; Parece que em grande medida sim.
  • 24. Impacto da Interação cuidador-criança na formação do adulto; Tipologia dos Estilos de Apego Importância da relação afetiva precoce para maturação do cérebro e autorregulação – impactos na saúde emocional e física do adulto.
  • 25. Tendência dos sistemas à autorregulação => adaptação ao ambiente e retorno ao estado de equilíbrio. Corresponde a aprox. 50% amostra. Conseguem ficar com os cuidadores, mas também deixá-los e explorar o ambiente, brincar de modo autônomo. Apego Seguro As transações emocionais de apego seguro envolvem as respostas emocionalmente sensíveis dos pais em relação aos sinais da criança. Podem servir para amplificar os estados emocionais positivos da criança e a modular os estados negativos = autorregulação emocional => homeostase
  • 26. Em populações não-clínicas, segurança de apego a mães é encontrado em 55 a 65% das crianças. A separação ativa o sistema de apego, o que leva a criança a se engajar em comportamento de busca de proximidade, finalizado assim que retoma o contato. Crianças seguras buscam proximidade e retornam rapidamente ao brincar na Situação Estranha. Sensibilidade significa percepção do mundo interno da criança, atribuição de sentido e devolução de resposta de modo tempestivo e eficaz = comunicação contingente. Apego Seguro Pais emocionalmente disponíveis, perceptivos, e responsivos às necessidades e estados mentais de seus filhos – sensíveis aos sinais das crianças – têm filhos que com mais frequência estão apegados com segurança.
  • 27. Crianças seguramente apegadas são mais capazes de explorar ambiente quando têm o conhecimento de uma base segura para retornar em momentos de necessidade, também conhecido como “rapprochement” = reaproximação. A criança não irá se envolver com um estranho se a mãe não estiver na sala. Apego Seguro A criança seguramente apegada à mãe irá explorar livremente ambiente enquanto a mãe estiver presente; irá se envolver com estranhos, mas ficará visivelmente irritada quando a mãe sair e feliz ao vê-la retornar.
  • 28. Outros têm apontado que há outras variáveis de apego da criança. O comportamento da mãe também é influenciado pelo comportamento da criança. De acordo com alguns pesquisadores, uma criança torna-se seguramente apegada quando a mãe está disponível e mostra-se capaz de satisfazer as necessidades da criança de maneira receptiva e adequada. Apego seguro pode ser visto como um estilo de apego mais adaptativo. Apego Seguro Com assistência disponível, esta reforça o senso de segurança e pressupõe que a assistência da mãe seja útil: educa a criança a como lidar com o mesmo problema no futuro.
  • 29.
  • 30. Estranhos não serão tratados de forma muito diferente da forma com a qual o cuidador é tratado. A criança não irá explorar muito o ambiente, independentemente de quem estiver presente com ela. A criança pode fugir do cuidador quando ele se aproxima e não se agarrar a ele, mesmo quando carregada. Uma criança com o estilo de apego inseguro ansioso-evitativo tende a evitar ou a ignorar o cuidador — mostrando pouca emoção quando o cuidador deixa a sala ou retorna. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso Evitativo
  • 31. Precisa aprender a satisfazer suas necessidades sem a expectativa de que cuidador seja eficaz. As necessidades da criança não são frequentemente satisfeitas e ela começa a acreditar que sua comunicação não tem influência sobre o cuidador. Essa forma de apego desenvolve-se a partir de um estilo de cuidados que é mais indiferente. Não há muita variação na escala emocional, independentemente de se há ou não alguém na sala com a criança. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso Evitativo
  • 32. O estado atencional e representacional delas é de desativação, o que conduz a comportamento externo que minimiza busca de proximidade na presença de pais com quem desenvolveram apego evitativo. Em amostras de baixo risco => 20 a 30%. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso Evitativo Pais indisponíveis emocionalmente, sem capacidade para percepção, rejeitadores e não- responsivos são associados as crianças apegadas de modo evitativo. Essas crianças aparentam ignorar o retorno dos pais na Situação Estranha
  • 33.
  • 34. (van der Hart, Nijenhuis & Steele, 2006) Mudança interna ou externa Pedir ajuda, mostrar vulnerabilidade (temas de loucura, controle e dependência) Partes Dissociativas da personalidade Experiência interior (sentimentos, pensamentos, desejos, memórias, necessidades, fantasias, sensações físicas, estimulação) Apego e perda de apego/terapia Evitações de: Fobias Associadas a Crenças Bloqueadoras e a Ação Defensiva
  • 35. Quando reunida com a mãe, a criança pode bater ou empurrá-la, se a mãe tenta se aproximar. Não aceita o colo quando carregada. A criança fica ambivalente quando mãe volta — busca permanecer perto da mãe, mas ressentida, resistente aos cuidados da mãe. Quando a mãe se afasta, a criança fica extremamente angustiada. Uma criança com o estilo de apego ansioso-resistente é ansiosa diante da exploração e de estranhos, mesmo com a mãe presente. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso/Resistente/ Ambivalente
  • 36. Este padrão é atualmente conhecido como apego ambivalente/resistente, pois a criança não consegue ajustar a mente ao que a mãe quer. Por vezes as necessidades da criança são ignoradas até que outra atividade seja concluída, ou que a atenção seja dada mais por necessidade do próprio cuidador do que da criança. Estilo desenvolve-se a partir de um jeito de cuidar da mãe em que ela está envolvida, mas em seus próprios termos - autocentrada. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso/Resistente/ Ambivalente
  • 37. Tanto o apego ambivalente quanto o evitativo são tipos de apego inseguro e menos desejáveis do que o apego seguro, mas o apego ambivalente tende a ser indicativo de cuidados parentais mal-adaptativos, com maior risco para problemas de vinculação no futuro. Quando carregada, criança quer ser deixada sozinha e quando é deixada, tenta segurar-se à mãe. Estilos de Apego: Inseguro Ansioso/Resistente/ Ambivalente
  • 38. Há uma superativação do sistema de apego, na qual o estado atencional estressado ativa sistema de busca, mas que não é terminado por contato com os pais. 5-15% na população. Esses infantes aparentam ser ansiosos, não são facilmente acalmados e não retornam prontamente ao brincar na Sit. Estr., quando reencontram o cuidador com quem estabeleceram apego ambivalente. Apego resistente ou ambivalente Pais inconsistentemente disponíveis, perceptivos e responsivos, que tendem a impor seus próprios estados mentais nos estados das crianças, tendem a ter crianças com apegos resistentes ou ambivalentes.
  • 39.
  • 40. Main e Hesse descobriram que a maioria das mães dessas crianças haviam sofrido grandes perdas ou outro trauma pouco antes ou logo após o nascimento do bebê e passaram a reagir tornando-se severamente deprimidas. Algumas mostram um comportamento estereotipado, balançando para um lado e para outro ou batendo-se repetidamente. Uma criança pode chorar durante a separação mas evitar a mãe quando ela retorna, ou pode aproximar-se da mãe e então congelar ou jogar-se no chão. Estilos de Apego: Desorganizado/Desorientado (Mary Main)
  • 41. Quase 60% de mães que perderam um dos pais por morte antes de terem concluído o ensino médio tiveram crianças com apego desorganizado. Luto não resolvido. Estilos de Apego: Desorganizado/Desorientado (Mary Main)
  • 42. A mente do cuidador adulto e os padrões de comunicação moldam diretamente a organização do desenvolvimento do cérebro da criança. Fatores ambientais, tais como condições socioeconômicas estressantes podem elevar a probabilidade de apego desorganizado. Apego Desorganizado/Desorientado Pais que mostram comunicação assustada/assustadora ou desorientada durante o primeiro ano de vida. Na Sit. Estr. essas crianças aparentam comportamento bizarro: rodam em círculos, aproximam-se e fogem dos pais, entram em estado aparente de transe ou ficam congeladas – aprox. 15% da amostra.
  • 43. Exemplo de apego desorganizado
  • 44. Estilos de Apego na Criança e depois no Adulto
  • 45. Apego desorganizado confere risco elevado com comprometimento de funcionamento e de saúde mental, ao passo que apego inseguro por si só pode ser visto como organizado, estratégia adaptativa que as crianças aprenderam, a fim de sobreviver. As crianças fazem o melhor que podem com o que lhes é oferecido. Relacionamentos de apego precisam ser vistos por meio de uma lente do contexto cultural onde essas pessoas residem. Considerações Crianças são capazes de formar apego seguro com mais de um cuidador.
  • 46. Importância da Situação Estranha por seu caráter preditivo – de como os adultos irão de vincular afetivamente, considerada a base emocional interacional que tiveram à disposição quando eram crianças. Por outro lado, apego seguro não é uma garantia de saúde mental, mas um fator protetor, um tampão. Outra distinção é entre organizado e desorganizado. Formas desorganizadas de apego inseguro podem servir como fator de risco significativo no desenvolvimento de psicopatologia. Apego pode ser em geral qualificado como seguro ou inseguro. Considerações
  • 47. A diferença principal é que o adulto pode escolher sua figura de vínculo, além de no caso da criança a relação de apego significar sobrevivência, por conta de seu estado imaturo e dependente – distinto de realidades externas de adulto. Podem ser mentores, amigos íntimos, parceiros, apesar de em geral as figuras de apego estabelecerem relações assimétricas (adulto-criança) – referência aos estados de ego infantis. Apego pode ser em geral qualificado como seguro ou inseguro. Considerações Adultos continuam a manifestar comportamento e processos mentais relacionados a apego ao longo da vida, em especial nas situações estressantes. Engajam externa e internamente em comportamentos de busca, monitorando a localização de algumas figuras de apego selecionadas e as procuram para aconselhamento, força e conforto.
  • 48.
  • 49.
  • 50. Sensibilidade parental é essência do apego seguro e pode nos informar como 2 pessoas estão ligadas emocionalmente uma com a outra + senso de conexão estabelecido em qualquer idade. Nessas transações, o cérebro de uma pessoa e de outra se influenciam em uma forma de corregulação • Comunicação Humana e Estados da Mente Além da linguagem verbal e não verbal, estado mental do cliente influencia diretamente o do terapeuta. Esse estado co-consciência faz com que cliente exista na mente do terapeuta e estabeleça sintonia afetiva.
  • 51.
  • 52. Delicadeza do equilíbrio na interação cuidadora/criança
  • 53. Esse alinhamento pode ser chamado de ressonância de estado mental. Há momentos em que a pessoa precisa ficar só, sem alinhamento mental. Jogo de afastamento e aproximação. A repetição desses estados forma padrão de comunicação, com desenvolvimento de resiliência em crianças e em clientes! • Comunicação Humana e Estados da Mente A sintonia de estados mentais (= comunicação correguladora contingente) influencia diretamente o cérebro de ambos participantes.
  • 54.
  • 55. A criança inicia a interação com comunicação não-verbal. Ingresso das palavras nesse intercâmbio informacional modifica-se qualitativamente. Essa aprendizagem de contextos amplia-se na vida adulta – questão de compromisso e de comprometimento. Na raiz dessa ressonância encontra-se habilidade de reconhecer sinais que demandam engajamento ou desengajamento. • Comunicação Humana e Estados da Mente Outro alinhado sabe quando se afastar e interromper processo de alinhamento = autonomia distanciada.
  • 56. Comunicação Humana e Estados da Mente
  • 57. Modelo Interno de Trabalho (Internal Working Model) O conceito do MIT das relações sociais foi formulado por Kenneth Craik.
  • 58. Modelo interno de trabalho Craik notou a adaptabilidade da habilidade de pensamento para prever eventos. Ele destacou o valor de sobrevivência e da seleção natural para esta habilidade. A previsão acontece quando um modelo em versão reduzida - consiste de eventos cerebrais - usado para representar não somente o meio externo, mas as ações possíveis do indivíduo. Esse modelo permite tentativa mental de alternativas, a partir do conhecimento do passado em resposta ao presente e ao futuro.
  • 59. Modelo Interno de Trabalho Se o cuidador acolhe esses comportamentos e permite acesso, a criança desenvolve uma organização segura. Um MIT da criança é organizado em torno da acessibilidade e da capacidade de resposta adequada do cuidador às suas demandas. Cada passo na organização do modelo é desenvolvida a partir da resposta à experiência da criança às interações com os cuidadores, quando apresenta um comportamento de aproximação.
  • 60. Modelo interno de trabalho Se o cuidador nega consistentemente acesso, organiza-se estilo evitativo. Finalmente, se o acesso é inconsistente, observamos uma organização ambivalente.
  • 61. Se esse modelo não for corrigido, essa criança pode crescer e transformar-se em adulto com baixa autoestima, excessivamente (in)dependente, reage de modo exagerado a estímulos neutros. Modelo interno de trabalho Uma criança que vivencia abuso ou negligência frequentes pode desenvolver um MIT que a informa: ninguém se importa comigo, não tenho valor, não sou bom o bastante, não posso confiar nos outros. Uma criança com cuidadores sintonizados e consistentes deverá desenvolver um MIT predominantemente positivo: faço o melhor que posso, tenho valor, posso superar, posso vencer momentos difíceis, posso esperar, sou feliz e sei desfrutar de minhas conquistas.
  • 62. Crianças evocam a representação daqueles com quem estão apegadas sob forma de imagens multissensoriais (rostos, vozes, cheiros, gosto, toque), representações mentais dos relacionamentos e o senso de poder ficar com eles, se necessário. Postula-se que crianças podem usar forma de lembrar chamada “memória evocativa” a partir de 18 meses de idade = trazer à mente imagem de figura de apego => as ajuda a se confortar = estruturação da linguagem, simbolização Modelo Interno de Trabalho Modelo interno de trabalho (Internal Working Model) = forma de modelo mental, ou esquema = organizador
  • 63.
  • 64. Esses modelos são então usados para colorir cognição atual, para análise mais rápida de percepção em andamento e ajudar a mente a antecipar quais eventos devem ocorrer em seguida. Uma forma de modelo mental é um “roteiro” que serve como plano de ação para padrões esperados de comportamento interpessoal e comunicação – prevê/aprisiona ao padrão Modelo Interno de Trabalho A formação de modelos mentais é um modo fundamental por meio do qual memória implícita permite à mente criar generalizações e resumos de experiências pregressas.
  • 65. Sensibilidade na interação mãe - criança
  • 66. Classificações AAI e Padrões Correspondentes de Comportamento da Criança na Situação Estranha – Comportamento da Criança na Situação Estranha e Estado Mental do Adulto em relação ao Apego Entrevista de Apego em Adultos
  • 68. Estudo Longitudinal Berkeley (Mary Main) A apresentação de fotos com crianças sendo separadas da mãe provocou os mesmos percentuais em 1983 nas crianças agora com 6 anos. As respostas dos participantes (aos 6 anos) em 1983 se correlacionou fortemente com as respostas em 1978 (12 a 18 meses de idade) no experimento da Situação Estranha. Em 78 as crianças com apego seguro = 69%; Evitativo = 23% e Ambivalente = 8% (a categoria de Apego Desorganizado ainda não havia sido concebida por Mary Main).
  • 69. Quando Mary Main incluiu a 4a categoria de análise (desorganizado), os % mantiveram-se equiparados em termos populacionais. As categorias tornaram-se Evitativo = 23%, Ambivalente = 8%, Desorganizado = 15% e Seguro = 55%. Isso significa que o teste da Situação Estranha prediz o comportamento vincular futuro da pessoa. Estudo Longitudinal Berkeley Ao completar 19 anos, em 1996, eles também fizeram o AAI, replicando em grande medida os resultados de 1983 e de 1978. As respostas dos pais aos AAI em 1983 se correlacionava ao comportamento dos filhos, 5 anos antes. Os pais apresentavam os mesmos % que os filhos em 70% dos casos, quando 20% já é considerado significativo.
  • 71. Curiosamente, as tentativas de correlacionar as respostas do AAI com características de perfil de personalidade do adulto não revelaram associações significativas. A AAI é uma avaliação narrativa de um estado mental de adulto com respeito a apego, que reflete um padrão organizacional particular ou entranhado na mente daquele indivíduo à época da entrevista. A partir da AAI, descobriu-se que o padrão de como os pais relatam a “história” da vida familiar de infância dentro de uma entrevista semiestruturada podia ser correlacionada com a classificação da criança desses pais na situação estranha. Apego Adulto: Nível das Representação Mentais
  • 72. Processo de aprendizagem de autotranquilização – adultos como modelos – estabelecimento de caminhos cerebrais Atuação dos cuidadores pode reduzir emoções desconfortáveis, tais como: medo, ansiedade ou tristeza; capacitam as crianças a se acalmarem e oferece porto- seguro quando estão incomodadas. Correlato neurobiológico do Apego – Teoria de Autorregulação? Implicações clínicas
  • 73. Andamento da terapia inibido ou bloqueado devido a afetos patogênicos – vergonha, desespero, estados de solidão profunda Episódios frequentes de “congelamento” ou “colapso”; imobilizado, com dificuldade de falar, pensar, mover-se, e/ou manter conexão com terapeuta Alternância entre hiperativação e hipoativação Incapazes de manter uma “janela de tolerância” ou “zona de ativação ótima” Desregulação de Pacientes graves
  • 74. Circularização frequente (looping) e pedidos para parar Espectro de respostas dissociativas – desligamento; desorientado quanto a tempo/espaço; mesclagem ou fusão com partes/estados crianças traumatizadas; influência passiva ou intrusões de outras partes/estados (luta, fuga, congelamento, submissão, súplicas de apego) afetos emergentes, sensações, impulsos, pensamentos e conscientizações; outras “partes da personalidade” i.e. estados de ego crianças; palavras de apoio e esforços do terapeuta Ansiedade, medo e ações defensivas (cognitivo, comportamental, afetivo, somático) em resposta a: Desregulação de Pacientes graves
  • 75. Hiperativação Hiper-orientação e defesas Reatividade Emocional Hipervigilância Imagens Intrusivas Processamento cognitivo obsessivo/cíclico Hiperativação Janela de Tolerância A T I V A Ç Ã O
  • 76. Hipoativação Afeto desativado Inabilidade de pensar claramente Anestesiamento Respostas de orientação/defesa desmobilizadas Hipoativação Hiperativação Janela de Tolerância A T I V A Ç Ã O
  • 77. Congelamento Estimulação elevada Imobilidade agitada Respostas defensivas congeladas Hipoativação Hiperativação Janela de Tolerância A T I V A Ç Ã O Congelamento
  • 78. Colapso Submissão; Morte Fingida Hipoativação Hiperativação Janela de Tolerância Zona de Ativação Ótima Janela de Tolerância A T I V A Ç Ã O Congelamento Colapso
  • 79. Hipo-estimulação – não consigo pensar; não sinto nada; estou anestesiado; não consigo focar mais; nada acontece; estou me fechando. Hiper-ativação – estou de saco cheio; não suporto mais; tenho medo demais para continuar! Estou perdendo o controle; estou enlouquecendo; estou com taquicardia e acho que vou morrer. Verbal Expressões de Hipo e Hiper-ativação
  • 80. Hipoestimulação – paralisia, ausência de afeto, fala monótona, falha em orientar-se, foco para baixo e para dentro. Hiperestimulação – enrubecimento, agitação extrema, sinais de pânico, tremores, fala e gestos acelerados, aparência desorganizada, internamente preocupado, alternando com orientação hipoativa, ações defensivas (bater em si mesmo, enfiar unhas na pele, afastar-se, levantar-se e andar em círculos, sair da sala. Não-verbal Expressões de Hipo e Hiper-ativação
  • 81.
  • 82. Não-verbal – olhar fixo, olhar opaco, corpo imóvel, sem movimento, pânico na expressão facial, desesperança, entrega. Verbal – fala mínima – estou paralisado; não consigo me mover; não sei o que fazer; nada adianta; estou sem saída; não tenho controle; não consigo mudar nada; tudo está acabado; sinto- me como um morto. Expressões de Congelamento/ Imobilização
  • 83.
  • 84. Capaz de manter contato visual com terapeuta Capacidade de mover fluidamente entre foco relacional e foco de atenção interno – quebra e retomada de vínculo Capacidade de descrever experiência interna e compartilhar reflexões Expressão/narrativa verbal coerente Expressão verbal e não-verbal de experiência somática e afetiva Expressões de Zona Ótima de Ativação
  • 85.
  • 86. Podemos sugerir que o relacionamento interpessoal com cada cuidador em particular molda diretamente o estado neurobiológico do cérebro do infante, ativado dentro dessas interações. Esse princípio da neurociência pode explicar como uma criança pode ter estratégias distintas de apego para cada cuidador. Eles são “dependentes de contexto”, assim como muito do funcionamento do cérebro. Influenciam o estado mental emergente da criança – tornam-se ativados no contexto desse relacionamento específico. Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da Autorregulação
  • 87. A ativação de um estado específico, na presença de um cuidador em particular, é um processo adaptativo. A criança aprende a regular seus próprios estados de excitação e processamento interno por meio de interação com os outros. interações de apego têm a ver com o modo como a regulação diádica molda a autorregulação. Esses estados criam um conjunto de ativações atencionais e representacionais que se supõe podem reduzir estresse, regular comportamento e ajudar a criança a organizar o próprio self. Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da Autorregulação
  • 88. Ambos o apego seguro quanto as formas “organizadas” de apego inseguro (evitativo e ambivalente) revelam modos efetivos de adaptação. Contudo, quando os pais são fonte de medo e desorientação (apego desorganizado/desorientado), é impossível para a criança alcançar um estado adaptativo, organizado e efetivo. Aspectos Neurobiológicos do Apego ou da Autorregulação
  • 89. Isso também é constatado em diferentes estudos com crianças que sofreram abuso (físico, emocional ou sexual), presenciaram violência ou viveram eventos de separação duradoura e perda não elaborada Animais que sofrem situações traumáticas no início do desenvolvimento, como separação materna ou fome, exibem maior tendência a desenvolver transtornos ansiosos na idade adulta e apresentam alterações fisiológicas, como diminuição do hipocampo, estrutura cerebral importante para a formação de memórias de longo prazo = autobiografia
  • 90. Uma explicação plausível é a de que o hipocampo é mais suscetível às influências do ambiente no início do desenvolvimento. A redução dessa estrutura cerebral seria resultado, entre outros fatores, da presença de altos níveis de cortisol (hormônio do estresse) na corrente sanguínea. Tais crianças têm um hipocampo menor e redução na produção de serotonina. Em geral desenvolvem algum tipo de transtorno de ansiedade. Psicopatologia
  • 91. Ratos de mães ansiosas, mas criados por mães que exibem maior comportamento de lamber os filhotes (comportamento relacionado a menores níveis de ansiedade) passam a exibir menor ansiedade, ao contrário dos irmãos biológicos criados pela mãe ansiosa, que os lambia pouco. Por outro lado, estudos mostram que animais estimulados positivamente no início da vida pós-natal têm menor propensão à ansiedade. Psicopatologia
  • 92. Outras experiências positivas no início da vida também são capazes de trazer repercussões moleculares importantes. Esses estudos são chamados epigenéticos e representam uma mudança radical em pensamentos científicos anteriores, pois evidenciam que a genética é aberta à influência ambiental. Os efeitos moleculares desse fenômeno são impressionantes: o comportamento materno é capaz de ligar ou de desligar a expressão de determinados genes, o que influencia diretamente o comportamento da prole. Comportamento materno
  • 93. O porquê de algumas pessoas ter maior resistência a desenvolver transtornos de ansiedade, mesmo quando expostas a situações traumatizantes pode residir nessa molécula, o BDNF. Essa molécula é liberada pelos próprios neurônios e os ajuda a crescer, a multiplicarem-se, a promover novas sinapses e a sobreviver. Alguns exemplos de resultados são um menor número de receptores para o cortisol, aumento do número de ligações entre neurônios (sinapses) no córtex cerebral e no hipocampo e aumento nos níveis de uma molécula chamada ‘fator neurotrófico derivado do cérebro’ (BDNF, na sigla em inglês). Comportamento materno
  • 94. Devemos, portanto, avaliar essas informações sobre apego considerando que pais e crianças processam informação de apego em múltiplos níveis. A diminuição dos níveis de BDNF ou alterações na sequência de aminoácidos dessa proteína têm sido relacionadas a uma menor extinção de memórias aversivas ou traumáticas em humanos, o que estaria relacionado a transtornos de ansiedade. Ela ajuda a regular a chamada plasticidade sináptica, a capacidade dos neurônios de alterar a forma de interação com outros, fenômeno envolvido nos processos de aprendizagem e de memória, em especial na aprendizagem do medo e em sua extinção. Comportamento materno
  • 95. Para crianças, esses modelos guiam o reconhecimento da disponibilidade e responsividade dos pais e organizam estratégias para manter o relacionamento. Para os pais, expectativas guiam a própria avaliação e as reações para o comportamento da criança. I. Em nível individual, ambos pai/mãe-criança formaram modelos internos de trabalho (MIT), expectativas em relação à outra pessoa e em relação a si mesmos. Considerações finais
  • 96. Ao chegar à adolescência, a criança torna-se cada vez mais capaz de automonitorar-se e ao outro na relação pais-filhos. III. No nível metacognitivo, a capacidade para pais se monitorarem e ao outro pode facilitar a comunicação e o grau com que MITs estão abertos para revisão e atualização. II. No nível interpessoal, pais e crianças engajam-se em uma série de interações e comunicações. Ambos enviam e recebem sinais. Problemas na comunicação podem ocorrer tanto em termos de clareza e consistência com que parceiros enviam sinais e o quão eficientemente esses sinais são lidos/decodificados –sociometria. Considerações finais
  • 97. Apegos desorganizados/desorientados são normalmente ligados a transtornos dissociativos, e se expostos a situações intensas no futuro, podem desenvolver TEPT. Crianças apegadas de modo ambivalente podem ter predisposição para ansiedade social. Crianças com apego de esquiva tendem a ser mais controladoras, agressivas e desagradadas pelos colegas. Competência social daqueles com apego de esquiva pode ficar comprometida. Apego inseguro não equivale a transtorno mental, mas cria um risco de disfunção psicológica e social. Considerações finais
  • 98. Esses achados sugerem que a qualidade dos relacionamentos diádicos precoces podem estar conectados a diferenças no desenvolvimento posterior de crianças com sintomas de estresse pós-traumático, quando seguidos de um evento traumático. Status de apego desorganizado aos 12 meses de idade comparados com status não-desorganizado, previu significativamente tanto conjunto de sintomas TEPT de esquiva mais elevado e conjunto de mais reexperiência de sintomas de TEPT. Considerações finais
  • 99. Intervenção que oferece às crianças menores a oportunidade de desenvolver apego seguro com seus cuidadores promoveu resultados positivos no desenvolvimento de competência emocional, social e cognitiva. Pessoas nesse agrupamento de apego, assim como outros que experienciaram maus-tratos significativos na infância precoce, também apresentam déficits na atenção e na regulação de emoções e impulsos comportamentais. Considerações finais