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INTRODUÇÃO
A GÉNESE DA PSICOLOGIA
Psicologia deriva de
 psiquê +
 logos, significando
 etimologicamente o
 estudo da alma ou
 mente.
 O método socrático
  de investigação dos
  conceitos universais
  (ironia/
  maiêutica), tinha por
  base a máxima
  “conhece-te a ti
  mesmo”, que alguns
  consideram a raiz do
  método introspectivo.
 Durante séculos a Psicologia
  foi entendida como o estudo
  da alma e fazia parte, como
  outras disciplinas, do tronco
  comum da Filosofia.

 A alma foi objecto de estudo
  por parte de diversos
  investigadores da
  Antiguidade, nomeadamente
  Platão e Aristóteles. O De
  Anima aristotélico ainda hoje
  é considerado um autêntico
  tratado de psicologia
  filosófica.
 Só nos finais do
  século XIX a
  psicologia se
  emancipa da tutela da
  Filosofia, quando
  elege outro objecto de
  estudo e recorre à
  observação e ao
  controlo experimental.
 Atualmente a psicologia define-se como a ciência que
  estuda os comportamentos e os processos mentais.


                  Tudo o que o organismo faz e que é observável.

 Comportamento Ex.:
               comer, andar, dormir, falar, andar, escrever, rir,
               chorar, etc.



                     As experiências internas, não diretamente
                     observáveis, que são inferidas a partir do
                     comportamento.
 Processos
                     Podem ser conscientes ou inconscientes.
 mentais
                     Ocorrem durante toda a vida.
                     Dependem de factores hereditários e
                     socioculturais.
A GENÉTICA
ANTES DE MIM
 É através dos cromossomas que a
  informação biológica passa dos
  progenitores para os filhos. A transmissão
  genética dá-se através de uma célula da
  mãe -o óvulo -e uma célula do pai -o
  espermatozoide -cada uma com 23
  cromossomas. Juntas asseguram os 46
  cromossomas característicos da espécie
  humana.

 Os pares de cromossomas com informação
  para o mesmo grupo de características são
  os cromossomas homólogos.
 O cariótipo é a carta
  cromossómica de uma
  célula, considerada como
  característica de um
  indivíduo ou de uma espécie.
  Ela indica o número de
  cromossomas, a sua
  dimensão, forma e
  disposição. O exame do
  cariótipo permite descobrir
  anomalias cromossómicas
  (cariótipo masculino normal:
  46, XY; cariótipo feminino
  normal: 46, XX).
 Os cromossomas são
  constituídos por genes que
  contêm a informação biológica
  que vai permitir o
  desenvolvimento de
  determinadas características
  do indivíduo. Os cromossomas
  possuem milhares de genes, o
  que explica a diversidade
  humana. Os genes são
  constituídos por moléculas de
  ADN (ácido
  desoxirribonucleico).
 Os genes existentes, em cada
  cromossoma, que informam para
  a mesma característica são
  designados por genes alelos.
  Estes estão situados no mesmo
  local relativo dos cromossomas
  homólogos.

 Cada gene possui uma
  informação específica, que ocupa
  um lugar exato e determinará a
  expressão do traço que lhe
  corresponde. O facto de termos
  esta ou outra maneira de ser ou
  o cabelo louro ou castanho
  depende das ordens precisas de
  um determinado gene, pois eles
  elaboram as proteínas, que são
  os elementos constitutivos dos
  seres vivos.
 A cor dos olhos ou da pele
  dependerá da ação de uma ou
  várias proteínas. Os
  especialistas nesta disciplina
  dizem que o gene codifica uma
  proteína, daí o termo «código
  genético». O código genético é
  a sequência de genes existentes
  nos cromossomas e que
  caracterizam uma determinada
  espécie.
 Os genes não estão codificados da
  mesma forma: uns são mais fortes -
  chamados dominantes –e outros mais
  débeis recessivos. Estes
  últimos, segundo os especialistas, são
  subjugados pelos dominantes
  e, portanto, não conseguem transmitir a
  sua essência genética.
 Alguns caracteres dominantes são as pestanas longas, o
  cabelo e os olhos escuros, as orelhas grandes, o nariz largo e
  as sardas, entre muitas outras possibilidades. Exemplos de
  genes recessivos são os olhos oblíquos, os cabelos louros e a
  miopia.
Xadrez Mendliano
 O genoma humano constitui o resumo
  codificado da informação necessária à
  criação de um ser. A sua descodificação tem
  vindo a descobrir características
  hereditárias, bem como a reconhecer
  doenças, de modo a poder--se, no futuro,
  preveni-las.

 Os genes de desenvolvimento ou genes
  arquitetos constroem o indivíduo; são
  decisivos na construção do cérebro e
  responsáveis pelas mutações evolutivas.
  Controlam a divisão e a morte de células e
  intervêm na prevenção de certas
  doenças, como por exemplo, o cancro.
HEREDITARIEDADE
           A Hereditariedade é um
            processo biológico que se
            caracteriza pela transmissão de
            informações genéticas de
            geração em geração.
HEREDITARIEDADE
                     Informação genética responsável pelas características
                      comuns a todos os indivíduos da mesma espécie,
Hereditariedade       determinando a constituição física e alguns
específica            comportamentos.
                     É a hereditariedade específica que permite que haja
                      distinção entre as diferentes espécies animais.

                     Informação genética responsável pelas características
Hereditariedade       fisiológicas individuais.
                     É a hereditariedade individual que distingue o
Individual            indivíduo de todos os outros membros da sua espécie
                      e que o torna único.
A influência da hereditariedade
e do meio

 O papel da hereditariedade e do meio na determinação de
  características físicas e psicológicas é uma das questões
  que mais debate e polémica têm suscitado. Efetivamente, o
  indivíduo é dotado de um património genético aquando da
  sua concepção (genótipo), que vai sofrer a influência do
  meio em que vive, desenvolvendo um conjunto de
  características físicas e psicológicas observáveis de um
  indivíduo que resultam da componente genética e ambiental
  (fenótipo).
GENÓTIPO E FENÓTIPO
              Conjunto de características que uma pessoa recebe
               por transmissão genética.
Genótipo
              Informação genética de cada indivíduo presente no
               ovo.


              Conjunto de características físicas e psicológicas que
               uma pessoa apresenta.
Fenótipo
              Resulta da combinação da herança genética
               (genótipo) e da influência do meio (ambiente).
 Embora sejam estas as leis genéticas
  que determinam, categoricamente, os
  traços físicos e psicológicos do bebé,
  existem outros factores, que intervêm
  de forma igualmente decisiva, na
  formação da personalidade da criança,
  como a influência do meio ambiente.
  Embora a ação do meio ambiente seja
  muito limitada, é certo que se produz
  alguma interação.
 O facto de o bebé ser mais gordo do
  que o normal pode ser uma questão
  puramente hereditária. Mas o seu peso
  dependerá, também, da sua
  alimentação, nos primeiros anos de
  vida. Do mesmo modo, estudos
  realizados nos Estados Unidos
  demonstraram que os descendentes
  de japoneses que ali vivem possuem
  uma estatura muito superior à dos seus
  avós, devido, fundamentalmente, ao
  seu novo modo de vida e à
  alimentação.
 É inegável a influência da hereditariedade concretamente
  nas características físicas dos indivíduos: a cor dos olhos, do
  cabelo, da pele... Até a altura e o peso têm uma importante
  componente hereditária. Já não se poderá estabelecer uma
  relação tão próxima entre herança genética e competências
  de índole cognitiva ou características da personalidade.

 Contudo, a hereditariedade tem uma grande influência ao
  nível da constituição do sistema nervoso e endócrino, bem
  como de outras estruturas orgânicas. Estes sistemas
  assumem um papel decisivo no comportamento humano.
  Daí podermos afirmar que a hereditariedade é um factor a
  ter em conta quando se pretende explicar o modo de atuar
  dos seres humanos.
PREFORMISMO E EPIGÉNESE

 O preformismo (Charles
  Bonnet, séc. XVIII) apresenta-se
  como uma perspectiva determinista
  em que o desenvolvimento do
  indivíduo é igual à amplificação de
  estruturas preexistentes.

 O desenvolvimento indivíduo limita-se
  ao aumento do tamanho do ser em
  miniatura (homúnculo), á amplificação
  das estruturas preexistentes.
PREFORMISMO E EPIGÉNESE
 No final do séc. XVII chegaram-se a formar 2 grupos de
  cientistas que defendiam 2 orientações distintas: uns
  consideravam que o futuro ser já se encontrava em miniatura
  no espermatozoide; outros, que o novo ser existia
  preformado no óvulo.
EPIGÉNESE
 Em 1759, o preformismo é negado por Caspar Friedrich
  Wolff, que apresenta uma nova concepção: o ovo é uma
  estrutura desorganizada, e a diferenciação do embrião dá-se
  pelo efeito de forças exteriores. Esta concepção – teoria da
  epigénese ou epigenetismo – nega a existência de estruturas
  preformadas no ovo e que se desenvolvem mais tarde. O
  desenvolvimento é o resultado de um processo gradual de
  crescimento, diferenciação e modificação.

 A epigénese supõe uma visão construtivista em que o
  desenvolvimento é igual a um processo de construção do
  organismo, a partir da informação genética presente no ovo por
  interação com a informação ambiental.
VARIAÇÃO GENÉTICA
 As pessoas que adquirem surdez por viverem em ambientes
  barulhentos não transmitem esta anomalia aos seus
  descendentes. Todas as doenças contraídas por contágio ou
  todas as malformações provocadas por acidente, e todos os
  benefícios que os indivíduos retiram da prática de educação
  física, ou de fazerem uma dieta equilibrada, respeitam
  apenas aos indivíduos, não sendo transmissíveis à
  descendência.

 São alterações provocadas pelo meio – modificações
  processadas a nível do fenótipo, não afectando o código
  genético.
MUTAÇÃO GENÉTICA
 Os resíduos radioativos são exemplos de factores
  mutagenéticos. A sua existência próxima dos seres vivos é
  capaz de lhes alterar o código genético, determinando
  malformações consideráveis nos descendentes.

 São alterações do património hereditário que se transmitem
  às gerações futuras – mutações processas a nível do
  genótipo.
FILOGÉNESE E ONTOGÉNESE
 A Filogénese corresponde à origem e evolução das espécies, desde
  as formas mais elementares da vida até ao aparecimento dos seres
  mais complexos.

 Representa o conjunto de transformações biológicas que, ao longo do
  tempo, tornam possível que uma espécie surja e se diferencie das
  outras
FILOGÉNESE E ONTOGÉNESE
 A Ontogénese desenvolvimento do indivíduo ao longo da
  vida, com início na formação do embrião até à morte.
LEI DA RECAPITULAÇÃO
 Segundo a lei da recapitulação (Ernst Haeckel – 1866) a
  ontogénese é uma espécie de reprodução da filogénese. A
  história da evolução dos peixes até ao homem, ocorrida ao
  longo de milénios, era recapitulada na ontogénese de cada
  ser humano.
LEI DA REAPITULAÇÃO
 As fases do desenvolvimento do embrião humano
  assemelhavam-se às fases percorridas pelos organismos
  inferiores na escala filogenética. Considera, entre outros
  aspectos, que as guelras existentes nos fetos
  humanos, corresponderiam às guelras dos peixes, nossos
  antepassados de espécie.
LEI DA RECAPITULAÇÃO
LEI DA RECAPITULAÇÃO
 Um dos investigadores que mais contribuiu para alterar esta
  teoria foi Stephan Jay Gold, que propôs a inversão da lei da
  recapitulação: não é a filogénese que que determina a
  ontogénese, mas, antes, a ontogénese que determina a
  filogénese. Esta é o resultado de diversas adaptações que
  cada ser humano tem de fazer para garantir a sobrevivência.

 Apesar de ter sido rejeitada, a lei da recapitulação teve o
  mérito de ter posto em evidência alguns paralelismos entre
  filogénese e desenvolvimento embrionário.
PREMATURIDADE E NEOTENIA
 Todos os animais nascem quando a sua maturação
  morfológica e fisiológica está praticamente concluída. Por
  outras palavras, nascem assim que estão suficientemente
  desenvolvidos para se adaptarem ao meio com alguma
  facilidade e para se tornarem independentes da progenitora.
  Os patrimónios genéticos dos animais proporcionam os
  elementos necessários para que os comportamentos destes
  seres vivos sejam orientados, de forma eficaz, em direção à
  sobrevivência e à adaptação ao meio ambiente dos mesmos.
PREMATURIDADE E NEOTENIA
            Ao contrário dos animais, o ser
             humano nasce prematuro,
             visto que não apresenta
             capacidades desenvolvidas
             que permitam assegurar a sua
             sobrevivência, necessitando
             por isso de proteção por parte
             de adultos.
PREMATURIDADE E NEOTENIA
             O Homem, ao nascer,
              apresenta um inacabamento
              biológico que se denomina
              por neotenia. Esta consiste
              num atraso no
              desenvolvimento que leva a
              que o indivíduo se desenvolva
              mais lentamente, ficando deste
              modo dependente dos adultos
              durante mais tempo.
PREMATURIADE E NEOTENIA
 O processo de desenvolvimento do cérebro, que se designa
  por cerebralização, está relacionado com o retardamento
  ontogenético, ou seja, com o prolongamento do período da
  infância e da adolescência. Os genes de desenvolvimento
  são os responsáveis pelo ser humano constituir um ser
  neoténico.
PREMATORIDADE E NEOTENIA
 O prolongamento da infância e da adolescência, provocado
  pelo inacabamento biológico do ser humano e pela sua
  prematuridade, constitui a condição necessária para o seu
  processo de adaptação ao meio e desenvolvimento.

 O inacabamento do ser humano tem que ser encarado de
  forma positiva, já que o disponibiliza para múltiplas e
  infindáveis aprendizagens que leva a cabo ao longo da vida.
PREMATURIDADE E NEOTENIA
 O carácter inacabado do homem subtrai-o, assim, à fixidez
  instintiva e torna - o capaz de desenvolver uma
  multiplicidade e diversidade de comportamentos,
  possibilitando-lhe a adaptação a um amplo espectro de
  situações.

 Foi esta plasticidade comportamental que possibilitou a
  sobrevivência da espécie, tendo sabido ultrapassar com
  sucesso uma gama de vicissitudes ao longo da filogénese.

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Psicologia-Genética

  • 2. Psicologia deriva de psiquê + logos, significando etimologicamente o estudo da alma ou mente.
  • 3.  O método socrático de investigação dos conceitos universais (ironia/ maiêutica), tinha por base a máxima “conhece-te a ti mesmo”, que alguns consideram a raiz do método introspectivo.
  • 4.  Durante séculos a Psicologia foi entendida como o estudo da alma e fazia parte, como outras disciplinas, do tronco comum da Filosofia.  A alma foi objecto de estudo por parte de diversos investigadores da Antiguidade, nomeadamente Platão e Aristóteles. O De Anima aristotélico ainda hoje é considerado um autêntico tratado de psicologia filosófica.
  • 5.  Só nos finais do século XIX a psicologia se emancipa da tutela da Filosofia, quando elege outro objecto de estudo e recorre à observação e ao controlo experimental.
  • 6.  Atualmente a psicologia define-se como a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais. Tudo o que o organismo faz e que é observável. Comportamento Ex.: comer, andar, dormir, falar, andar, escrever, rir, chorar, etc. As experiências internas, não diretamente observáveis, que são inferidas a partir do comportamento. Processos Podem ser conscientes ou inconscientes. mentais Ocorrem durante toda a vida. Dependem de factores hereditários e socioculturais.
  • 8.  É através dos cromossomas que a informação biológica passa dos progenitores para os filhos. A transmissão genética dá-se através de uma célula da mãe -o óvulo -e uma célula do pai -o espermatozoide -cada uma com 23 cromossomas. Juntas asseguram os 46 cromossomas característicos da espécie humana.  Os pares de cromossomas com informação para o mesmo grupo de características são os cromossomas homólogos.
  • 9.  O cariótipo é a carta cromossómica de uma célula, considerada como característica de um indivíduo ou de uma espécie. Ela indica o número de cromossomas, a sua dimensão, forma e disposição. O exame do cariótipo permite descobrir anomalias cromossómicas (cariótipo masculino normal: 46, XY; cariótipo feminino normal: 46, XX).
  • 10.  Os cromossomas são constituídos por genes que contêm a informação biológica que vai permitir o desenvolvimento de determinadas características do indivíduo. Os cromossomas possuem milhares de genes, o que explica a diversidade humana. Os genes são constituídos por moléculas de ADN (ácido desoxirribonucleico).
  • 11.  Os genes existentes, em cada cromossoma, que informam para a mesma característica são designados por genes alelos. Estes estão situados no mesmo local relativo dos cromossomas homólogos.  Cada gene possui uma informação específica, que ocupa um lugar exato e determinará a expressão do traço que lhe corresponde. O facto de termos esta ou outra maneira de ser ou o cabelo louro ou castanho depende das ordens precisas de um determinado gene, pois eles elaboram as proteínas, que são os elementos constitutivos dos seres vivos.
  • 12.  A cor dos olhos ou da pele dependerá da ação de uma ou várias proteínas. Os especialistas nesta disciplina dizem que o gene codifica uma proteína, daí o termo «código genético». O código genético é a sequência de genes existentes nos cromossomas e que caracterizam uma determinada espécie.
  • 13.  Os genes não estão codificados da mesma forma: uns são mais fortes - chamados dominantes –e outros mais débeis recessivos. Estes últimos, segundo os especialistas, são subjugados pelos dominantes e, portanto, não conseguem transmitir a sua essência genética.
  • 14.  Alguns caracteres dominantes são as pestanas longas, o cabelo e os olhos escuros, as orelhas grandes, o nariz largo e as sardas, entre muitas outras possibilidades. Exemplos de genes recessivos são os olhos oblíquos, os cabelos louros e a miopia.
  • 16.  O genoma humano constitui o resumo codificado da informação necessária à criação de um ser. A sua descodificação tem vindo a descobrir características hereditárias, bem como a reconhecer doenças, de modo a poder--se, no futuro, preveni-las.  Os genes de desenvolvimento ou genes arquitetos constroem o indivíduo; são decisivos na construção do cérebro e responsáveis pelas mutações evolutivas. Controlam a divisão e a morte de células e intervêm na prevenção de certas doenças, como por exemplo, o cancro.
  • 17. HEREDITARIEDADE  A Hereditariedade é um processo biológico que se caracteriza pela transmissão de informações genéticas de geração em geração.
  • 18. HEREDITARIEDADE  Informação genética responsável pelas características comuns a todos os indivíduos da mesma espécie, Hereditariedade determinando a constituição física e alguns específica comportamentos.  É a hereditariedade específica que permite que haja distinção entre as diferentes espécies animais.  Informação genética responsável pelas características Hereditariedade fisiológicas individuais.  É a hereditariedade individual que distingue o Individual indivíduo de todos os outros membros da sua espécie e que o torna único.
  • 19. A influência da hereditariedade e do meio  O papel da hereditariedade e do meio na determinação de características físicas e psicológicas é uma das questões que mais debate e polémica têm suscitado. Efetivamente, o indivíduo é dotado de um património genético aquando da sua concepção (genótipo), que vai sofrer a influência do meio em que vive, desenvolvendo um conjunto de características físicas e psicológicas observáveis de um indivíduo que resultam da componente genética e ambiental (fenótipo).
  • 20. GENÓTIPO E FENÓTIPO  Conjunto de características que uma pessoa recebe por transmissão genética. Genótipo  Informação genética de cada indivíduo presente no ovo.  Conjunto de características físicas e psicológicas que uma pessoa apresenta. Fenótipo  Resulta da combinação da herança genética (genótipo) e da influência do meio (ambiente).
  • 21.  Embora sejam estas as leis genéticas que determinam, categoricamente, os traços físicos e psicológicos do bebé, existem outros factores, que intervêm de forma igualmente decisiva, na formação da personalidade da criança, como a influência do meio ambiente. Embora a ação do meio ambiente seja muito limitada, é certo que se produz alguma interação.
  • 22.  O facto de o bebé ser mais gordo do que o normal pode ser uma questão puramente hereditária. Mas o seu peso dependerá, também, da sua alimentação, nos primeiros anos de vida. Do mesmo modo, estudos realizados nos Estados Unidos demonstraram que os descendentes de japoneses que ali vivem possuem uma estatura muito superior à dos seus avós, devido, fundamentalmente, ao seu novo modo de vida e à alimentação.
  • 23.  É inegável a influência da hereditariedade concretamente nas características físicas dos indivíduos: a cor dos olhos, do cabelo, da pele... Até a altura e o peso têm uma importante componente hereditária. Já não se poderá estabelecer uma relação tão próxima entre herança genética e competências de índole cognitiva ou características da personalidade.  Contudo, a hereditariedade tem uma grande influência ao nível da constituição do sistema nervoso e endócrino, bem como de outras estruturas orgânicas. Estes sistemas assumem um papel decisivo no comportamento humano. Daí podermos afirmar que a hereditariedade é um factor a ter em conta quando se pretende explicar o modo de atuar dos seres humanos.
  • 24. PREFORMISMO E EPIGÉNESE  O preformismo (Charles Bonnet, séc. XVIII) apresenta-se como uma perspectiva determinista em que o desenvolvimento do indivíduo é igual à amplificação de estruturas preexistentes.  O desenvolvimento indivíduo limita-se ao aumento do tamanho do ser em miniatura (homúnculo), á amplificação das estruturas preexistentes.
  • 25. PREFORMISMO E EPIGÉNESE  No final do séc. XVII chegaram-se a formar 2 grupos de cientistas que defendiam 2 orientações distintas: uns consideravam que o futuro ser já se encontrava em miniatura no espermatozoide; outros, que o novo ser existia preformado no óvulo.
  • 26. EPIGÉNESE  Em 1759, o preformismo é negado por Caspar Friedrich Wolff, que apresenta uma nova concepção: o ovo é uma estrutura desorganizada, e a diferenciação do embrião dá-se pelo efeito de forças exteriores. Esta concepção – teoria da epigénese ou epigenetismo – nega a existência de estruturas preformadas no ovo e que se desenvolvem mais tarde. O desenvolvimento é o resultado de um processo gradual de crescimento, diferenciação e modificação.  A epigénese supõe uma visão construtivista em que o desenvolvimento é igual a um processo de construção do organismo, a partir da informação genética presente no ovo por interação com a informação ambiental.
  • 27. VARIAÇÃO GENÉTICA  As pessoas que adquirem surdez por viverem em ambientes barulhentos não transmitem esta anomalia aos seus descendentes. Todas as doenças contraídas por contágio ou todas as malformações provocadas por acidente, e todos os benefícios que os indivíduos retiram da prática de educação física, ou de fazerem uma dieta equilibrada, respeitam apenas aos indivíduos, não sendo transmissíveis à descendência.  São alterações provocadas pelo meio – modificações processadas a nível do fenótipo, não afectando o código genético.
  • 28. MUTAÇÃO GENÉTICA  Os resíduos radioativos são exemplos de factores mutagenéticos. A sua existência próxima dos seres vivos é capaz de lhes alterar o código genético, determinando malformações consideráveis nos descendentes.   São alterações do património hereditário que se transmitem às gerações futuras – mutações processas a nível do genótipo.
  • 29. FILOGÉNESE E ONTOGÉNESE  A Filogénese corresponde à origem e evolução das espécies, desde as formas mais elementares da vida até ao aparecimento dos seres mais complexos.  Representa o conjunto de transformações biológicas que, ao longo do tempo, tornam possível que uma espécie surja e se diferencie das outras
  • 30. FILOGÉNESE E ONTOGÉNESE  A Ontogénese desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida, com início na formação do embrião até à morte.
  • 31. LEI DA RECAPITULAÇÃO  Segundo a lei da recapitulação (Ernst Haeckel – 1866) a ontogénese é uma espécie de reprodução da filogénese. A história da evolução dos peixes até ao homem, ocorrida ao longo de milénios, era recapitulada na ontogénese de cada ser humano.
  • 32. LEI DA REAPITULAÇÃO  As fases do desenvolvimento do embrião humano assemelhavam-se às fases percorridas pelos organismos inferiores na escala filogenética. Considera, entre outros aspectos, que as guelras existentes nos fetos humanos, corresponderiam às guelras dos peixes, nossos antepassados de espécie.
  • 34. LEI DA RECAPITULAÇÃO  Um dos investigadores que mais contribuiu para alterar esta teoria foi Stephan Jay Gold, que propôs a inversão da lei da recapitulação: não é a filogénese que que determina a ontogénese, mas, antes, a ontogénese que determina a filogénese. Esta é o resultado de diversas adaptações que cada ser humano tem de fazer para garantir a sobrevivência.  Apesar de ter sido rejeitada, a lei da recapitulação teve o mérito de ter posto em evidência alguns paralelismos entre filogénese e desenvolvimento embrionário.
  • 35. PREMATURIDADE E NEOTENIA  Todos os animais nascem quando a sua maturação morfológica e fisiológica está praticamente concluída. Por outras palavras, nascem assim que estão suficientemente desenvolvidos para se adaptarem ao meio com alguma facilidade e para se tornarem independentes da progenitora. Os patrimónios genéticos dos animais proporcionam os elementos necessários para que os comportamentos destes seres vivos sejam orientados, de forma eficaz, em direção à sobrevivência e à adaptação ao meio ambiente dos mesmos.
  • 36. PREMATURIDADE E NEOTENIA  Ao contrário dos animais, o ser humano nasce prematuro, visto que não apresenta capacidades desenvolvidas que permitam assegurar a sua sobrevivência, necessitando por isso de proteção por parte de adultos.
  • 37. PREMATURIDADE E NEOTENIA  O Homem, ao nascer, apresenta um inacabamento biológico que se denomina por neotenia. Esta consiste num atraso no desenvolvimento que leva a que o indivíduo se desenvolva mais lentamente, ficando deste modo dependente dos adultos durante mais tempo.
  • 38. PREMATURIADE E NEOTENIA  O processo de desenvolvimento do cérebro, que se designa por cerebralização, está relacionado com o retardamento ontogenético, ou seja, com o prolongamento do período da infância e da adolescência. Os genes de desenvolvimento são os responsáveis pelo ser humano constituir um ser neoténico.
  • 39. PREMATORIDADE E NEOTENIA  O prolongamento da infância e da adolescência, provocado pelo inacabamento biológico do ser humano e pela sua prematuridade, constitui a condição necessária para o seu processo de adaptação ao meio e desenvolvimento.  O inacabamento do ser humano tem que ser encarado de forma positiva, já que o disponibiliza para múltiplas e infindáveis aprendizagens que leva a cabo ao longo da vida.
  • 40. PREMATURIDADE E NEOTENIA  O carácter inacabado do homem subtrai-o, assim, à fixidez instintiva e torna - o capaz de desenvolver uma multiplicidade e diversidade de comportamentos, possibilitando-lhe a adaptação a um amplo espectro de situações.  Foi esta plasticidade comportamental que possibilitou a sobrevivência da espécie, tendo sabido ultrapassar com sucesso uma gama de vicissitudes ao longo da filogénese.  O carácter inacabado do homem é a razão da sua força.