Todos os dias uma luta é travada em nosso interior. Desejamos o bem, fazer
aquilo que é bom e agradável a Deus, mas a realidade é que nem sempre
conseguimos. Quando isso acontece é inevitável a frustração, vergonha,
decepção consigo mesmo e sentimento de culpa.
Em que estou melhorando?
Ter noções claras sobre as conquistas interiores,
mesmo que pouco expressivas, é valiosa
motivação para a continuidade da empreitada
da renovação.
Os obstáculos serão incessantes até o fim da existência, não nos competindo
nutrir expectativas com facilidades, mas sim a coragem e o otimismo
indispensáveis para vencer um desafio após o outro;
A palavra de ordem é recomeçar. Quantas vezes forem necessárias, a nossa
grande e única virtude no aprimoramento íntimo é a capacidade de resistir
aos apelos para a queda, jamais desistindo;
A própria reencarnação é o mecanismo divino do recomeço;
Temos o que merecemos e somos aquilo que plasmamos;
Desde que não desistamos, sempre haverá uma chance para a vitória.
Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux,
psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
Apenas conter o mal não basta, é imperioso fazer todo o bem ao nosso
alcance.
Torna-se urgente o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento de
novos valores na intimidade.
Exige dedicação aos deveres de espiritualização, onde quer que estejamos e
não apenas no Centro Espírita.
Conter o mal é parte do processo transformador, construir o bem é a etapa
nova que nos aguarda.
Bem além de controle, necessitamos da educação dos sentimentos.
Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux,
psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
Educação significa “trazer à luz”, vem do latim educare, que significa
levar para fora, fazer sair, extrair, tirar.
É extrair da alma os valores divinos que recebemos quando fomos criados.
Não é exterminar o mal em nós, e sim fortalecer o bem que está
adormecido na consciência.
Educação é disciplina do sentimento íntimo, fruto de um acordo celebrado
conosco mesmo.
Muitos definem seu crescimento espiritual pela quantidade de realizações a
que se devotam por fora, quando o crescimento pessoal só encontra
medidas reais nos recessos do sentimento.
Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux,
psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
O que é Reforma Íntima?
Ela deve ser compreendida como a
chave mestra para o sucesso de sua
melhora interior e, consequentemente,
da sua felicidade exterior.
Para que serve?
Renovar as esperanças interiores tendo por
meta o fortalecimento da fé, a solidificação do
amor, a incessante busca do perdão, o cultivo
dos sentimentos positivos e a finalização no
aperfeiçoamento do ser.
O que fazer?
Realizar atos isolados, no
dia-a-dia levando-nos a
melhorar as nossas
atitudes, alterando para
melhor a nossa conduta
aproximando-a tanto
quanto possível do ideal
cristão.
Por onde começar?
Pela auto crítica.
Como fazer a reforma
íntima? Bem ...
(Cairbar Schutel –
“Fundamentos da Reforma
Íntima”. Abel Glaser).
O que é Reforma Íntima?
“A Reforma Íntima é um processo
contínuo de autoconhecimento [...].
É a transformação do homem
velho, carregado de tendências e
erros seculares, no homem novo,
atuante na implantação dos
ensinamentos do Divino Mestre,
dentro e fora de si.” (Ney Prieto
Peres, Manual Prático do Espírita,
p. 19 - 20).
Objetivos da Reforma Íntima para a Mocidade
Incentivar a formação moral do jovem auxiliando-o na
construção íntima do Homem de Bem;
Proporcionar aos jovens momentos de reflexão a respeito de
sua vida diária, afim de autoconhecer-se;
Estimular o jovem a estabelecer para si mesmo metas de
melhoria íntima;
Desenvolver o hábito saudável da leitura edificante.
Um programa de Reforma Íntima na Mocidade auxilia os jovens
no exercício inadiável da evangelização de si mesmos.
Questão 919 a) - Conhecemos toda a sabedoria
desta máxima, porém a dificuldade está
precisamente em cada um conhecer-se a si
mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim
do dia, interrogava a minha consciência, passava
revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se
não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo
para de mim se queixar...” SANTO AGOSTINHO -
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
Buscar o Autoconhecimento através das luzes da
imortalidade.
Elaborarmos um mapa de como chegar ao nosso “eu
verdadeiro”, mas além do mapa, necessitamos de
suprimentos morais preventivos e fortalecedores,
necessitamos de uma ética de paz com nós próprios.
Nos aceitarmos como somos para não cairmos nas
garras de perigosas ameaças nessa “viagem de
retorno a Deus.”
Percebermos nossas tendências;
Descobrirmos as motivações que sustentam nossos
vícios milenares;
Não estacionarmos na vergonha e no remorso, no
rancor e na mágoa;
Despertarmos reflexos afetivos novos propícios a
um novo recomeço.
Através da voz da nossa consciência temos o rumo
correto a seguir...
Ao conhecermos as nossas tendências instintivas
temos as bóias sinalizadoras para que saibamos nos
conduzir dentro desse rumo.
Em uma temos o futuro, em outra temos o passado
cooperando para não desviarmos novamente do que
nos espera...
(Autobiografia de Benjamin Franklin, tais como
escreveu e na ordem que lhes deu)
1. Temperança - Não coma até o embotamento;
não beba até a exaltação.
2. Silêncio - Não fale sem proveito para os outros ou
para si mesmo; evite a conversação fútil.
3. Ordem- Tenha um lugar para cada coisa; que
cada parte do trabalho tenha seu tempo certo.
4. Resolução - Resolva executar aquilo que deve;
execute sem falta o que resolve.
5. Frugalidade - Não faça despesa sem proveito
para os outros ou para si mesmo; ou seja nada
desperdice.
6. Diligência - Não perca tempo; esteja sempre
ocupado em algo útil; dispense toda atividade
desnecessária.
7. Sinceridade - Não use de artifícios enganosos;
pense de maneira reta e justa, e, quando falar,
fale de acordo.
8. Justiça - A ninguém prejudique por mau juízo, ou
pela omissão de benefícios que são dever.
9. Moderação - Evite extremos; não nutra
ressentimentos por injúrias recebidas tanto quanto
julga que o merecem.
10.Asseio - Não tolere falta de asseio no corpo, no
vestuário, ou na habitação.
11. Tranqüilidade - Não se perturbe por coisas
triviais, acidentes comuns ou inevitáveis.
12. Castidade - Evite a prática sexual sem ser para a
saúde ou procriação; nunca chegue ao abuso que
o enfraqueça, nem prejudique a sua própria
saúde, ou a paz de espírito ou reputação de
outrem.
(BENJAMIN FRANKLIN - (1706 - 1790)).
A culpa,
a autopunição,
a baixa autoestima,
...estabelecem o clima psicológico do martírio.
Estado íntimo de desconforto e desassossego quase permanentes;
torturante sensação de perda de controle sobre a existência;
Baixa tolerância à frustração;
Ansiedade de origem ignorada;
Medos incontroláveis de situações irreais;
Irritações sem motivos claros;
Angústia perante o porvir com aflição e sofrimento por antecipação;
Excesso de imaginação ante fatos corriqueiros da vida;
Descrença no esforço de mudança e nas tarefas doutrinárias;
mau humor;
Decisões infelizes no clima emotivo de confusão mental;
Intenso desgaste energético decorrente de conflitos;
Desânimo... entre outros.
Não devemos ser demasiadamente severos conosco mesmos;
Sem lástima e censura, devemos nos perdoar e prosseguir
sempre;
Confiar e trabalhar cada vez mais;
Guardar-nos na oração e na confiança;
Enriquecermos a nossa fé nas pequenas vitórias;
A angústia da melhora é impulso para promoção;
Se nos punimos estaremos assinando um decreto de desamor
contra nós mesmos.
Evitemos, assim, confundir a simples adesão a práticas
doutrinárias ou ainda o acúmulo de cultura espiritual como
sendo iluminação e adiantamento, quando nada mais são
que estímulos valorosos para o crescimento.
Façamos as pazes com as nossas imperfeições;
A questão não é de lutar contra nós, e sim equilibrar a nossa
parte enferma.
O remédio salutar é a aceitação incondicional de nós mesmos;
É fazer o melhor que possamos;
Sem alimentar fantasias de saltos evolutivos, dar um passo
atrás do outro.
Evidencia-se a urgência da edificação de laços de
afeto nos grupamentos espíritas;
Afeto é a seiva vitalizadora dos processos
relacionais e o construtor de sentidos nobres para a
existência dos homens.
Ajustemos os nossos propósitos aos limites de nossas
possibilidades, libertando-nos da angústia que provém
dos excessos;
Caminhemos um dia após o outro na esperança de
que amanhã sejamos melhores que hoje, para nossa
própria felicidade.
Estejamos alertas para a única referência que servirá
a cada um de nós: Fazer todo bem que pudermos
no alcance de nossas forças.
Reforma Íntima
Reforma Íntima

Reforma Íntima

  • 2.
    Todos os diasuma luta é travada em nosso interior. Desejamos o bem, fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas a realidade é que nem sempre conseguimos. Quando isso acontece é inevitável a frustração, vergonha, decepção consigo mesmo e sentimento de culpa.
  • 5.
    Em que estoumelhorando? Ter noções claras sobre as conquistas interiores, mesmo que pouco expressivas, é valiosa motivação para a continuidade da empreitada da renovação.
  • 6.
    Os obstáculos serãoincessantes até o fim da existência, não nos competindo nutrir expectativas com facilidades, mas sim a coragem e o otimismo indispensáveis para vencer um desafio após o outro; A palavra de ordem é recomeçar. Quantas vezes forem necessárias, a nossa grande e única virtude no aprimoramento íntimo é a capacidade de resistir aos apelos para a queda, jamais desistindo; A própria reencarnação é o mecanismo divino do recomeço; Temos o que merecemos e somos aquilo que plasmamos; Desde que não desistamos, sempre haverá uma chance para a vitória. Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
  • 7.
    Apenas conter omal não basta, é imperioso fazer todo o bem ao nosso alcance. Torna-se urgente o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento de novos valores na intimidade. Exige dedicação aos deveres de espiritualização, onde quer que estejamos e não apenas no Centro Espírita. Conter o mal é parte do processo transformador, construir o bem é a etapa nova que nos aguarda. Bem além de controle, necessitamos da educação dos sentimentos. Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
  • 8.
    Educação significa “trazerà luz”, vem do latim educare, que significa levar para fora, fazer sair, extrair, tirar. É extrair da alma os valores divinos que recebemos quando fomos criados. Não é exterminar o mal em nós, e sim fortalecer o bem que está adormecido na consciência. Educação é disciplina do sentimento íntimo, fruto de um acordo celebrado conosco mesmo. Muitos definem seu crescimento espiritual pela quantidade de realizações a que se devotam por fora, quando o crescimento pessoal só encontra medidas reais nos recessos do sentimento. Reforma Íntima sem Martírio, de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley S. de Oliveira.
  • 9.
    O que éReforma Íntima? Ela deve ser compreendida como a chave mestra para o sucesso de sua melhora interior e, consequentemente, da sua felicidade exterior. Para que serve? Renovar as esperanças interiores tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser.
  • 10.
    O que fazer? Realizaratos isolados, no dia-a-dia levando-nos a melhorar as nossas atitudes, alterando para melhor a nossa conduta aproximando-a tanto quanto possível do ideal cristão. Por onde começar? Pela auto crítica. Como fazer a reforma íntima? Bem ... (Cairbar Schutel – “Fundamentos da Reforma Íntima”. Abel Glaser).
  • 11.
    O que éReforma Íntima? “A Reforma Íntima é um processo contínuo de autoconhecimento [...]. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.” (Ney Prieto Peres, Manual Prático do Espírita, p. 19 - 20).
  • 12.
    Objetivos da ReformaÍntima para a Mocidade Incentivar a formação moral do jovem auxiliando-o na construção íntima do Homem de Bem; Proporcionar aos jovens momentos de reflexão a respeito de sua vida diária, afim de autoconhecer-se; Estimular o jovem a estabelecer para si mesmo metas de melhoria íntima; Desenvolver o hábito saudável da leitura edificante. Um programa de Reforma Íntima na Mocidade auxilia os jovens no exercício inadiável da evangelização de si mesmos.
  • 14.
    Questão 919 a)- Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo? “Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar...” SANTO AGOSTINHO - (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
  • 15.
    Buscar o Autoconhecimentoatravés das luzes da imortalidade. Elaborarmos um mapa de como chegar ao nosso “eu verdadeiro”, mas além do mapa, necessitamos de suprimentos morais preventivos e fortalecedores, necessitamos de uma ética de paz com nós próprios. Nos aceitarmos como somos para não cairmos nas garras de perigosas ameaças nessa “viagem de retorno a Deus.”
  • 17.
    Percebermos nossas tendências; Descobrirmosas motivações que sustentam nossos vícios milenares; Não estacionarmos na vergonha e no remorso, no rancor e na mágoa; Despertarmos reflexos afetivos novos propícios a um novo recomeço.
  • 18.
    Através da vozda nossa consciência temos o rumo correto a seguir... Ao conhecermos as nossas tendências instintivas temos as bóias sinalizadoras para que saibamos nos conduzir dentro desse rumo. Em uma temos o futuro, em outra temos o passado cooperando para não desviarmos novamente do que nos espera...
  • 19.
    (Autobiografia de BenjaminFranklin, tais como escreveu e na ordem que lhes deu) 1. Temperança - Não coma até o embotamento; não beba até a exaltação. 2. Silêncio - Não fale sem proveito para os outros ou para si mesmo; evite a conversação fútil. 3. Ordem- Tenha um lugar para cada coisa; que cada parte do trabalho tenha seu tempo certo. 4. Resolução - Resolva executar aquilo que deve; execute sem falta o que resolve.
  • 20.
    5. Frugalidade -Não faça despesa sem proveito para os outros ou para si mesmo; ou seja nada desperdice. 6. Diligência - Não perca tempo; esteja sempre ocupado em algo útil; dispense toda atividade desnecessária. 7. Sinceridade - Não use de artifícios enganosos; pense de maneira reta e justa, e, quando falar, fale de acordo. 8. Justiça - A ninguém prejudique por mau juízo, ou pela omissão de benefícios que são dever. 9. Moderação - Evite extremos; não nutra ressentimentos por injúrias recebidas tanto quanto julga que o merecem.
  • 21.
    10.Asseio - Nãotolere falta de asseio no corpo, no vestuário, ou na habitação. 11. Tranqüilidade - Não se perturbe por coisas triviais, acidentes comuns ou inevitáveis. 12. Castidade - Evite a prática sexual sem ser para a saúde ou procriação; nunca chegue ao abuso que o enfraqueça, nem prejudique a sua própria saúde, ou a paz de espírito ou reputação de outrem. (BENJAMIN FRANKLIN - (1706 - 1790)).
  • 22.
    A culpa, a autopunição, abaixa autoestima, ...estabelecem o clima psicológico do martírio.
  • 23.
    Estado íntimo dedesconforto e desassossego quase permanentes; torturante sensação de perda de controle sobre a existência; Baixa tolerância à frustração; Ansiedade de origem ignorada; Medos incontroláveis de situações irreais; Irritações sem motivos claros; Angústia perante o porvir com aflição e sofrimento por antecipação; Excesso de imaginação ante fatos corriqueiros da vida; Descrença no esforço de mudança e nas tarefas doutrinárias; mau humor; Decisões infelizes no clima emotivo de confusão mental; Intenso desgaste energético decorrente de conflitos; Desânimo... entre outros.
  • 24.
    Não devemos serdemasiadamente severos conosco mesmos; Sem lástima e censura, devemos nos perdoar e prosseguir sempre; Confiar e trabalhar cada vez mais; Guardar-nos na oração e na confiança; Enriquecermos a nossa fé nas pequenas vitórias; A angústia da melhora é impulso para promoção; Se nos punimos estaremos assinando um decreto de desamor contra nós mesmos.
  • 25.
    Evitemos, assim, confundira simples adesão a práticas doutrinárias ou ainda o acúmulo de cultura espiritual como sendo iluminação e adiantamento, quando nada mais são que estímulos valorosos para o crescimento.
  • 26.
    Façamos as pazescom as nossas imperfeições; A questão não é de lutar contra nós, e sim equilibrar a nossa parte enferma.
  • 27.
    O remédio salutaré a aceitação incondicional de nós mesmos; É fazer o melhor que possamos; Sem alimentar fantasias de saltos evolutivos, dar um passo atrás do outro.
  • 28.
    Evidencia-se a urgênciada edificação de laços de afeto nos grupamentos espíritas; Afeto é a seiva vitalizadora dos processos relacionais e o construtor de sentidos nobres para a existência dos homens.
  • 29.
    Ajustemos os nossospropósitos aos limites de nossas possibilidades, libertando-nos da angústia que provém dos excessos; Caminhemos um dia após o outro na esperança de que amanhã sejamos melhores que hoje, para nossa própria felicidade.
  • 30.
    Estejamos alertas paraa única referência que servirá a cada um de nós: Fazer todo bem que pudermos no alcance de nossas forças.