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Amai os vossos inimigos – a Vingança
(KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Capítulo XXII, Item 9).
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“O amor, portanto, é o hálito de sustentação da vida, enquanto
a sua ausência expressa-se como estágio embrionário do ser,
aguardando os fatores propiciatórios ao seu surgimento e
exteriorização.” (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho
à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 15).
Ev. Cap. XII - Item 9
(...) Não resistais ao mal
que vos queiram fazer...
Mateus, 5:39
O ser humano é seu próprio
inimigo. Por instinto, ele enxerga
no outro o que desconhece ou
nega em si mesmo. Ele carrega em
si mesmo a própria sombra. O
modo como considera ou julga os
fatos que ocorrem à sua volta, será
determinante para a constituição
de seu sistema de valores.
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(O Evangelho por Emmanuel - Chico
Xavier, "Seja onde seja e seja com
quem for, deixa que a simpatia
e a compreeensão se te irradiem
do ser." - Emmanuel).
Retrospectivas
 Capítulo XI: Amar a próximo como a si mesmo
• Mandamento maior
• Dar a César o que é de César
• A lei do amor, Egoísmo e Caridade
 Capítulo XII: Amai os vossos inimigos
• Retribuir o mal com o mal
• Inimigos (desencarnados)
• Entendimento “Dar a outra face”
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Amai os vossos inimigos – Parte II
• A Vingança
• O Ódio
• O Duelo
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A Vingança
Constitui indício certo do estado de atraso dos homens
que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem.
(KARDEC, Allan. E.S.E. O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Cap. XII, item 9).
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A Vingança
"Tendes ouvido o que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu,
porém, vos digo: não resistais ao que vos fizer mal. Se alguém te
ferir a face direita, oferece-lhe também a outra; ao que quer
demandar contigo em juízo, para tirar-te a túnica, larga-lhe a
capa; e se qualquer te obrigar a caminhar com ele mil passos,
vai com ele ainda mais outros dois mil." (KARDEC, Allan. E.S.E. O
Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XII, item 9).
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“Na Sua condição humana entre os homens-pigmeus que O
detestavam, Jesus enfrentou as suas agressões e diatribes, sem
permitir-se vincular-se-lhes por meio do ressentimento, menos
do ódio, jamais por qualquer expressão de vingança.”
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da
Psicologia Profunda. Cap. 15).
Quando Jesus estava com Anás, o Sumo Sacerdote lhe perguntou sobre a sua
Doutrina; ao que ele respondeu: ‘Nada falei em oculto, pergunte aos que me
ouviram’. Um soldado que estava ao lado do representante de César,
agrediu-o, esbofeteando-lhe a face.
Para mim este gesto é dos mais covardes: bater na face de um homem
atado.
Então Jesus não reagiu. Agiu com absoluta serenidade. Pacifista por
excelência, voltou-se para o agressor e lhe perguntou:
- ‘Soldado, por que me bateste? Se errei, aponta-me o erro, mas se eu disse a
verdade, por que me bateste?’
É uma lição viva, porque ele poderia apelar ali para a justiça do
representante de César, poderia ter-se encolerizado; ter tido um gesto de
reação, mas ele preferiu agir.
Ação e reação:
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(Jornal Mundo Espírita de Outubro de
1997 - narrativa de Divaldo Pereira
Franco contida no livro: “Palavras de
Luz” (pág. 20 / 21)).
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“A coragem é não revidar ao mal, nem sequer pensar no mal,
não se permitir sentir o mal.
[...]
Vitorioso é somente aquele que se vence interiormente, mesmo
que vencido exteriormente, por isso amarás o teu próximo como
a ti mesmo.”
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da
Psicologia Profunda. Cap. 15).
A Contam as tradições populares da Índia que existia
uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se
aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto.
Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a
região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A
serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a,
porém, com o olhar sereno, e falou: - Minha irmã, é
da lei que não façamos mal a ninguém. A víbora
recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu
caminho e a serpente modificou-se completamente.
Procurou os lugares habitados pelo homem, como
desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se
integralmente pacífica, mas, desde então,
começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram
a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças
davam-lhe pedradas.
A Lenda da serpente
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A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita,
medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo voltou
pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-
se, observando tamanha ruína. A serpente contou-
lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa,
afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na e
apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou e
respondeu após ouvi-la:
- Mas, minha irmã, houve engano de tua parte.
Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não
praticares o assassínio e a perseguição, mas não te
disse que evitasses de assustar os maus. Não
ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no
mesmo caminho da vida, mas defende a tua
cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem
firas, mas é preciso manter o perverso a distância,
mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus
silvos!...
André Luiz. Obra: Os Mensageiros.
A Lenda da serpente
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A Vingança - Recomendação
Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses
processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje
pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar
por mais tempo na falange que tem como divisa: Fora caridade
não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que
um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro,
ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar.
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“Pai, perdoa-lhes, porque
não sabem o que fazem!”
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O Ódio
O ódio é uma manifestação dos mais primitivos sentimentos do homem
animal, que ainda guarda no espírito em evolução os resquícios do instinto
de conservação, sob as formas de defesa, de amor-próprio.
Manual Prático do Espírita – Cap. II – “O que se pode transformar
intimamente” - Ney Pietro Perez).
O ódio nos leva a cometer os atos mais indignos de violência, de
agressividade, causando dissensões e até mortes, contraindo muitas vezes as
mais penosas dívidas para o futuro junto, e com o ódio fica o rancor.
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Palavras de ódio
Dependendo da inflexão que damos às nossas palavras, elas podem gerar um destino que não
desejamos.
Certa ocasião, fui procurado por uma senhora que sofria de um mal na coluna vertebral. Vez ou
outra ficava travada sem poder se movimentar. Percebi que era vítima de uma poderosa obsessão
por parte de um espírito desencarnado. Aconselhei-a a participar das nossas reuniões. Assim o fez.
Freqüentou a nossa casa durante muito tempo e depois sumiu. Passados quase dez anos, eu a
encontrei num supermercado. Quando me viu, veio em minha direção, comprimentou-me e
travamos um diálogo:– Como vai a senhora? — perguntei.
– Estou bem! Eu mudei para o interior e fiquei dez anos fora de São Paulo.
– A senhora melhorou do problema da coluna?
– Estou ótima! Mas mesmo se eu não tivesse sarado da coluna eu estaria feliz do mesmo jeito.
Graças ao senhor, curei-me de uma doença muito pior!
Curioso, perguntei-lhe:
– E que doença era essa?
– A minha língua! Graças a Deus, agora consigo controlar a minha língua que muito me fez sofrer.
Criei muitos inimigos, os quais passaram a odiar-me. Depois que eu passei a assistir as palestras do
senhor, os ensinamentos foram ficando gravados em minha mente de tal forma que, toda vez que
eu era tentada a falar o que não devia, eles surgiam na minha mente e eu conseguia calar-me.
Orei muito, pedindo perdão às pessoas que foram vítimas das minhas palavras impensadas. Hoje
vivo bem com toda a minha família, com os vizinhos e com todos com quem me relaciono.
Descobri, em mim, as verdades que o senhor ensina; eu era vítima das minhas próprias palavras.
(Revista Cristã).
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O Ódio
“Um motivo por que devemos amar os nossos inimigos são as
cicatrizes que o ódio deixa nas almas e a deformação que
provoca na nossa personalidade.”
(Pequeno trecho do sermão foi escrito pelo Pastor Martin Luther
King, Jr., prêmio Nobel da Paz em 1964).
O ódio é também prejudicial para a pessoa que odeia. É como
um cancro incurável que corrói a personalidade e lhe desfaz a
unidade vital.
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O Ódio
Todos os nossos conflitos devem ser analisados do ponto
de vista do sujeito, e não do objeto. Isto é, eles não
decorrem face ao que está fora de mim (objeto), mas
são fruto de mim mesmo (sujeito).
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O Ódio
Desequilíbrio
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O Ódio
1. Perdoando aos que nos ofendem , Jesus deu a fórmula “não
apenas sete vezes, mas setenta vezes sete”.
2. O primeiro passo é segurá-lo de todos os modos. Calemos a
boca, contamos até dez ou até cem, caso seja preciso.
Depois procurar um local onde possamos nos recolher e ir
nos acalmando mentalmente, para serenar nosso ânimo
exaltado.
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“Amai os vossos
inimigos e orai pelos
que vos perseguem;
para que vos torneis
filhos do vosso Pai
celeste.”
(Mateus 5:44-46).
Não resistais ao mal
Em uma questão de segundos podemos felicitar nossa vida ou
infelicitá-la. No livro “Palavras de Luz”, ensina Divaldo P. Franco
que é preciso realizar um treinamento: “Comecemos treinando-
nos para as pequenas coisas. Toda vez que vier uma vontade de
dar uma resposta grosseira, tentemos sorrir e não a dar. Se
alguém nos dá uma indireta e podemos rebatê-la com uma
alfinetada, tornemos a sorrir, achando que o agressor não está
bem. Não disputemos o campeonato para ver quem é o pior dos
licitantes. De treinamento em treinamento, quando vier a
agressão, estaremos tão acostumados a não reagir, que
passaremos a agir”.
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Não resistais ao mal
Há muitos anos, disse Joanna de Ângelis a Divaldo: “Quando
alguém te atirar lama, não fiques teimosamente à frente, porque
ela te baterá na face e te sujará por alguns minutos. Quando
alguém o fizer, sai do caminho. A lama passa e quem a jogou
ficará com as mãos sujas. Nunca revides, para que não fiques
enlameado também”. (Rogério Coelho. Artigo do Jornal Mundo
Espírita, Outubro de 1997).
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A amizade entre Plácido Domingo e
José Carreras
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Eis uma bela história que muitos poucos conhecem... Refere-se a dois,
dos três tenores que encantaram o mundo, cantando juntos.
Mesmo quem nunca visitou a Espanha, conhece a rivalidade
existente entre Catalães e Madrilenos, dado que os catalães lutam pela
autonomia, numa Espanha dominada por Madri. Pois bem...
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Praça da Catalunha
Las Ventas, Praça de Toiros em
Madrid, capital da Espanha.
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Plácido Domingo é Madrileno. José Carreras é Catalão.
Devido a questões políticas, em 1984, Carreras e Domingo,
tornaram-se inimigos.
Sempre muito solicitados em todo o mundo, ambos faziam
questão de exigir nos seus contratos, que só atuariam em determinado
espetáculo se o adversário não fosse convidado.
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Em 1987, apareceu a Carreras um
inimigo muito mais implacável que o seu
rival, Plácido Domingo. Foi surpreendido
por um diagnóstico terrível: Leucemia!!!
A sua luta contra o cancro foi
muito difícil, tendo-se submetido a diversos
tratamentos, a um transplante de medula
óssea, além de uma mudança de sangue,
que o obrigava a viajar mensalmente até
aos Estados Unidos.
Nestas circunstâncias, não podia trabalhar e apesar de ser dono de
uma fortuna razoável, os elevadíssimos custos das viagens e dos tratamentos,
dilapidaram as suas finanças.
Quando não tinha mais condições financeiras, teve conhecimento da
existência de uma fundação em Madrid, cuja finalidade era apoiar o
tratamento de doentes com Leucemia.
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Graças ao apoio da fundação "Formosa", Carreras
venceu a doença e voltou a cantar.
Voltou a receber os altos cachês, que merecia e
resolveu associar-se à fundação.
Foi ao ler os seus estatutos, que descobriu que o seu
fundador, maior colaborador e presidente da fundação, era
Plácido Domingo.
Depressa soube que Domingo tinha criado a
fundação para ajudá-lo e que se tinha mantido no
anonimato para que ele não se sentisse humilhado ao
aceitar o auxílio do seu "Inimigo".
Mas... o mais comovente foi o encontro de ambos.
Surpreendendo Plácido Domingo num dos seus concertos em
Madrid, Carreras Interrompeu a atuação deste, subindo ao palco e
humildemente, ajoelhou-se a seus pés, pediu-lhe desculpas e agradeceu-lhe
publicamente.
Plácido ajudou-o a levantar-se e com um forte abraço, selaram o
início de uma grande e bela amizade.
Mais tarde, uma jornalista perguntou a Plácido Domingos, porque
criara a fundação “Formosa”, num gesto que além de ajudar um “inimigo”,
ajudava também o único artista que poderia fazer-lhe concorrência.
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A sua resposta foi curta e definitiva:
- Porque uma voz tão bonita quanto
aquela jamais poderia se calar.
Então Simão Pedro, que tinha uma espada,
desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era
Malco.
Disse, pois, Jesus a Pedro: Põe a tua espada na bainha;
porquanto aquele que matar com a espada perecerá
pela espada. (João 18: 10-11).
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Conclusão
• A Vingança
• O Ódio
• O Duelo
VÃO COM DEUS
E ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO
Que bom que vocês
vieram!
QUE NOSSO PAI CELESTIAL
POSSA ILUMINAR OS VOSSOS LARES.
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