1
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
Ev. Cap. IV - Item 25
(...) Ninguém pode ver o
Reino de Deus, se não
nascer de novo.
(João, 3:3).
2
Jesus, em qualquer situação em que se apresenta no Evangelho, é sempre o
Psicoterapeuta por excelência, o Instrutor incomparável que penetra o
âmago do aprendiz com a lição que transmite o Companheiro paciente e
generoso, o Mestre que vivência todas as informações de que se faz
mensageiro. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da
Psicologia Profunda. Cap. 5).
Ev. Cap. IV - Item 25
(...) Ninguém pode ver o
Reino de Deus, se não
nascer de novo.
(João, 3:3).
3
Profundamente conhecedor da natureza humana que se Lhe desvelava ao
olhar percuciente e penetrante, utilizava de linguagem correspondente ao
grau e à necessidade do interlocutor. Tanto recorria às imagens simples e
cativantes das redes do mar, dos lírios do campo, das sementes de mostarda,
da videira e das varas, num simbolismo inigualável, quanto àquela de
profundidade de conceito e de forma, recorrendo às expressões diretas e
complexas com que demarcava o ministério, abrindo perspectivas futuras.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda.
Cap. 5).
4
Consciente da revolução que deveria provocar nos Espíritos humanos,
considerava-os a todos dignos do contato com a Mensagem libertadora,
preparando os dias porvindouros e fincando os alicerces da sabedoria no cerne
mais sensível de cada interessado.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda.
Cap. 5).
5
Em Jerico, acompanhado por uma turbamulta que se disputava aproximar-
se d'Ele entre empurrões e xinga-mentos, um cego bradou por misericórdia,
temendo perder a oportunidade incomum, e apesar dos obstáculos que o
impediam de acercar-se, foi atendido, recuperando a vista ante o
deslumbramento de todos.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda.
Cap. 5).
6
Em Gadara, atravessando um cemitério abandonado, chamado
nominalmente por uma Legião de Espíritos infelizes, confabulou com eles,
aplacando-lhes a fúria e curando o alienado por obsessão.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda.
Cap. 5).
7
A um sacerdote mesquinho que desejou experimentá-lo, interrogando o que
deveria fazer para entrar no Reino dos Céus, Ele devolveu a pergunta,
interessado em saber o que estava escrito na Lei, e, após os enunciados
apresentados pelo interrogante, estabeleceu que é necessário fazer ao
próximo o que desejaria dele receber. Ante a pertinácia sofista do astuto, que
fingia ignorar quem era aquele a quem se referia, narrou a incomparável
Parábola do Bom Samaritano, lecionando Psicologia Profunda de amor sem
discriminação.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
8
A Nicodemos, que era rabino e doutor da Lei, fátuo, mas interessado em
conhecer a verdade, desnudou-a com audácia, quanto à necessidade de
nascer de novo, de volver ao proscênio terrestre, a fim de reeducar-se, de
reconsiderar atitudes, de aprofundar conhecimentos, de libertar o Eu
profundo dos fortes grilhões do ego, sempre hábil na maneira de esconder os
próprios interesses, dissimulando adesão, quando apenas foge à
transformação a que se deve submeter.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
9
Um estudo acurado de lógica rompe a forma em que se expressou, não
deixando margem à dúvida, antes revelando ser esse renascimento a chave
de penetração no conhecimento da Realidade, que decifra o enigma do
destino humano e apresenta a causalidade dos fenômenos orgânicos,
emocionais e psíquicos conforme se expressem.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
10
No processo de crescimento moral, através da reencarnação, o ser aprimora
os conteúdos íntimos, lapidando as arestas e libertando-se das várias camadas
de inferioridade por onde transitou ao longo da jornada evolutiva, quando se
foi despindo dos condicionamentos e impulsos para alcançar a consciência da
razão e do discernimento, antegozando o período futuro da intuição ou
integração na Consciência Cósmica.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
11
Naturalmente, há muitos renascimentos em uma mesma existência. A cada
momento o ser psicológico renova-se, quando trabalhado pelos valores éticos
e libertado da sombra que o confunde, constituindo esse esforço uma nova
existência de conquistas e de transformações a que se submete. No entanto,
nenhuma paráfrase pode substituir o sentido profundo do nascer da carne, do
nascer do Espírito, qual o vento que sopra onde quer e ninguém sabe de onde
vem nem para onde vai...
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
12
Jesus-Homem, que nunca se reencarnara antes na Terra, apresenta-se-nos
como o Ser integrado, que houvera adquirido conhecimento e amor, e viera
experimentar provações e ultrajes, a fim de conseguir êxito na tarefa que Lhe
fora confiada por Deus, como administrador e condutor do planeta em que se
hospedava.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
13
Havendo logrado superar as paixões anteriormente, enfrentou a sombra coletiva, sem
tormento da presença da sombra pessoal, pela faculdade de encontrar-se em posição
superior, não obstante, sem fugir a todas as provocações e perseguições, asperezas e
confrontos, sofrendo e compreendendo essa necessidade característica do
comportamento humano, que Ele viera para modificar. E nenhum recurso é mais
poderoso e didático do que aquele através do qual alguém oferece a própria vida, a
fim de conquistar aqueles que recalcitram e estão empedernidos na mesquinhez do
egoísmo e na cegueira do orgulho mórbido.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
14
Esse Homem-Jesus, perfeitamente ao alcance do entendimento humano de
todos os tempos, tornou-se o protótipo que deve ser seguido e vivido, ao
tempo em que, atraente, arrasta para o Seu convívio todos aqueles quantos
se encontram sob o magnetismo da palavra e da vida com que lhes brinda.
A reencarnação, desse modo, é também processo psicoterapêutico de amor
divino, de justiça magnânima, que a todos faculta os meios de evoluir a
esforço pessoal, dignificando e identificando cada criatura com as suas
conquistas pessoais intransferíveis, que se desenvolvem mediante a liberação
da retaguarda das trevas de ignorância e de perversidade no rumo de um
permanente presente de realizações e de paz.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
15
Esse Jesus-Homem desvelador dos escuros meandros do ser profundo, não se apresenta
hoje como ontem, na condição de miragem, de ser mitológico impenetrável, misterioso
e complexo, mas sendo um aliado do homem e da mulher aflitos da estrada do
progresso. Não realiza por eles as espinhosas tarefas que lhes dizem respeito, não os
liberta da inferioridade a passe de mágica, de arrependimento ou de valores terrestres;
apesar disso, benigno e amoroso, ensina como conseguirem a autoestima, a auto
iluminação, a auto entrega, facultando-lhes encontrar a paz e vivê-la.
Libertador de consciências propõe que cada um supere a própria sombra, porque
ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo, o que pode significar
limpar-se das mazelas conflitivas mediante a psicoterapia do amor e da caridade,
desfrutando desde logo de harmonia plena.
(FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia
Profunda. Cap. 5).
16
[...] a existência humana não é um ato acidental
[...], a justiça exerce seu ministério, todos os dias,
obedecendo ao alto desígnio que manda ministrar os
dons da vida “a cada um por suas obras”.
(XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da luz.
Pelo Espírito André Luiz. ed. esp. Rio de Janeiro:
FEB, 2003, p.193).
Reflexão
Reinos
inferiores
Reino
humano
Angelitude
17
“Nascer, morrer, renascer ainda
e progredir sempre, tal é a lei.”
Frase esculpida no dólmen de
Allan Kardec.
18
O que é Reencarnação
A reencarnação é o retorno da alma ou Espírito à vida
corpórea, mas num outro corpo, novamente
constituído, e que nada tem a ver com o antigo que se
desintegrou.
(KARDEC, Allan. E.S.E. O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Cap. IV, item 4).
Reencarnação - Também conhecida como:
• Pluralidade das existências;
• Existências sucessivas;
• Palingênese.
Palingenesia- do grego palin = repetição, de novo + genes =
nascimento. Nascimento de novo ou renascimento sucessivos
dos mesmos indivíduos ou ainda reencarnação.
“(...) aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino
de Deus.” (João, 3:3).
Finalidades da reencarnação
L. E. Questão 132 - Qual o objetivo da encarnação dos
Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los
chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros,
missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que
sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso
é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação:
o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que
lhe toca na obra da criação. [...] É assim que, concorrendo
para a obra geral, ele próprio se adianta.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
20
L. E. Questão 344 - Em que momento a alma se une ao corpo?
R: “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do
nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para
habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais
se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 344).
21
L. E. Questão 166 - Como a Alma que não alcançou a
perfeição durante a vida corporal, pode acabar de se
depurar?
R: Submetendo-se à prova de uma nova existência.
L. E. Questão 167 - Qual é o objetivo da Reencarnação?
R: Expiação, melhoramento progressivo da humanidade.
Sem isso onde estaria a justiça?
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
22
L. E. Questão 168 - O número de existências corporais é
limitado ou o Espírito reencarna perpetuamente?
R: Cada nova existência o Espírito da um passo no
caminho do progresso, quando se libertar de todas suas
impurezas, não tem mais necessidade das provações da
vida corporal.
L. E. Questão 170 - Em que se torna o Espírito após sua
última encarnação?
R: Espírito bem aventurado; é um Espírito puro.
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
23
Fundamentos da reencarnação
L. E. Questão 171 - “Em que se funda o dogma da
reencarnação?”
“Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente
repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos
uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que
seria injusto privar para sempre da felicidade eterna
todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se?
Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os
egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e
os castigos sem remissão.”
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
24
“A alma, depois de residir temporariamente no Espaço, renasce
na condição humana, trazendo consigo a herança, boa ou má, do
seu passado; renasce criancinha, reaparece na cena terrestre
para representar um novo ato do drama da sua vida, pagar as
dívidas que contraiu, conquistar novas capacidades que lhe hão
de facilitar a ascensão, acelerar a marcha para a frente.
[…]
A reencarnação, afirmada pelas vozes de além-túmulo, é a única
forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas
cometidas e a evolução gradual dos seres.”
(DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Rio de
Janeiro: FEB, 1989).
25
É durante suas reencarnações que o Espírito tem
oportunidades para reparar erros e sofrer experiências
libertadoras.
26
"Ora, entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, senador
dos Judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos
que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor,
porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não
estivesse com ele.
Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade, te digo: ninguém pode
ver o reino de Deus se não nascer de novo." (João, 3:1-3).
27
Quadro da evolução espiritual
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Animalidade
Angelitude
Evolução espiritual
Sucessivas encarnações – progressão infinita e nuca retroativa
Materialidade / Influência da Lei de Causa e Efeito / Ignorância,
Irresponsabilidade / Empirismo.
Espiritualidade / Influência da Lei de Amor / conhecimento /
Responsabilidade / Sabedoria.
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões
de 100 a 113).
28
Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no
homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se
consciente. (DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino
e da Dor. Rio de Janeiro: FEB, 1989).
29
30
33. Onde o Espíritos reencarnam?
R. Por toda parte no universo. Todos os mundos são
destinados a receber a vida sob suas formas variadas e
em todos os graus.
(DENIS, Léon. Síntese Doutrinária: prática do espiritismo.
Traduzido do Francês por José Jorge. Paris – 1921).
31
41 - Os mundos habitados são iguais a terra?
R: Todos os mundos que gravitam no Espaço têm sua
estrutura particular e suas condições físicas variam.
(DENIS, Léon. Síntese Doutrinária: prática do espiritismo.
Traduzido do Francês por José Jorge. Paris – 1921).
32
110 - Qual a melhor escola de preparação das almas
reencarnadas, na Terra?
- A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve
receber as bases do sentimento e do caráter.
(XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ditado pelo
Espírito de Emmanuel. Resposta da questão 110).
33
Alias, a reencarnação que nos prova que temos vidas e mais
vidas para viver e equilibrarmos nossas emoções negativas,
com naturalidade, nos mostra que nada ocorre do dia para a
noite.
34
“Urge reparar, entretanto, que a reencarnação não é mero
princípio regenerativo.
A evolução natural nela encontra firme apoio.”
(XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Evolução em
Dois Mundos. Ditado pelo Espírito de André Luiz).
35
“Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem
apresentar-se sob dois aspectos que se complementam:
provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar,
predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo,
na busca da plenitude que as aguarda".
(FRANCO, Divaldo Pereira. Plenitude. Ditado pelo Espírito
Joanna de Ângelis).
Expiações são situações que se vivenciam para refazer,
reparar o que fez errado ou mal feito no passado (reparação
ou sofrimento pelo qual se expia uma falta).
Provas são as situações, experiências que se precisa passar
para amadurecer, aprender, testar a resignação e a virtude.
36
Todo Espírito está destinado à perfeição, e como não
poderia atingi-la numa só vida, Deus concede-lhe outras
existências, para que possa crescer em inteligência e
moralidade. O renascimento sucessivo do Espírito na
dimensão material é chamado reencarnação.
37
Lei de Causa e Efeito
O Criador concede a seus filhos o livre arbítrio, ou seja, a
liberdade de agirem como bem entenderem. Porém, todas
essas ações estão sujeitas a uma lei natural de justiça,
chamada de "causa e efeito", "ação e reação" ou "plantio e
colheita". É por meio desta lei que somos responsáveis por
tudo quanto fazemos ao próximo ou ao nosso próprio
Espírito.
38
A palavra chave para a
evolução do homem:
REENCARNAÇÃO
39
A reencarnação é a chave que explica a Justiça e a
Misericórdia de Deus. Através dela, todas as aparentes
injustiças podem ser compreendidas. Todos os erros podem
ser redimidos por meio de novas experiências e os Espíritos,
cedo ou tarde, encontram o caminho do Bem.
"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta
vida, somos os mais infelizes de todos os homens"-
(I Coríntios, 15:19).
40
41
O esquecimento do passado não é absoluto. Durante o sono, liberado
parcialmente dos laços corporais, o espírito pode ter a consciência do
pretérito.
42
Por outro lado, como explicar os extremos existentes no planeta como
pobreza/riqueza, saúde/doença, genialidade/idiotice,
habilidades/deficiências múltiplas, vida saudável/mortes prematuras?
Privilégios? Preferências de Deus? Como admitir essa parcialidade?
43
Somente a reencarnação explica essas diferenças sócio-
morais-intelectuais presentes no planeta. Fruto sem
dúvida, de experiências diferentes, em lugares e épocas
diferentes.
Habilidades, tendências, estados íntimos, moralidade,
sabedoria, tudo é fruto de conquistas individuais.
44
45
46
47

Evangeliza - Renascimento - Reencarnação

  • 1.
    1 (FRANCO, Divaldo Pereira.Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5). Ev. Cap. IV - Item 25 (...) Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. (João, 3:3).
  • 2.
    2 Jesus, em qualquersituação em que se apresenta no Evangelho, é sempre o Psicoterapeuta por excelência, o Instrutor incomparável que penetra o âmago do aprendiz com a lição que transmite o Companheiro paciente e generoso, o Mestre que vivência todas as informações de que se faz mensageiro. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5). Ev. Cap. IV - Item 25 (...) Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. (João, 3:3).
  • 3.
    3 Profundamente conhecedor danatureza humana que se Lhe desvelava ao olhar percuciente e penetrante, utilizava de linguagem correspondente ao grau e à necessidade do interlocutor. Tanto recorria às imagens simples e cativantes das redes do mar, dos lírios do campo, das sementes de mostarda, da videira e das varas, num simbolismo inigualável, quanto àquela de profundidade de conceito e de forma, recorrendo às expressões diretas e complexas com que demarcava o ministério, abrindo perspectivas futuras. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 4.
    4 Consciente da revoluçãoque deveria provocar nos Espíritos humanos, considerava-os a todos dignos do contato com a Mensagem libertadora, preparando os dias porvindouros e fincando os alicerces da sabedoria no cerne mais sensível de cada interessado. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 5.
    5 Em Jerico, acompanhadopor uma turbamulta que se disputava aproximar- se d'Ele entre empurrões e xinga-mentos, um cego bradou por misericórdia, temendo perder a oportunidade incomum, e apesar dos obstáculos que o impediam de acercar-se, foi atendido, recuperando a vista ante o deslumbramento de todos. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 6.
    6 Em Gadara, atravessandoum cemitério abandonado, chamado nominalmente por uma Legião de Espíritos infelizes, confabulou com eles, aplacando-lhes a fúria e curando o alienado por obsessão. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 7.
    7 A um sacerdotemesquinho que desejou experimentá-lo, interrogando o que deveria fazer para entrar no Reino dos Céus, Ele devolveu a pergunta, interessado em saber o que estava escrito na Lei, e, após os enunciados apresentados pelo interrogante, estabeleceu que é necessário fazer ao próximo o que desejaria dele receber. Ante a pertinácia sofista do astuto, que fingia ignorar quem era aquele a quem se referia, narrou a incomparável Parábola do Bom Samaritano, lecionando Psicologia Profunda de amor sem discriminação. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 8.
    8 A Nicodemos, queera rabino e doutor da Lei, fátuo, mas interessado em conhecer a verdade, desnudou-a com audácia, quanto à necessidade de nascer de novo, de volver ao proscênio terrestre, a fim de reeducar-se, de reconsiderar atitudes, de aprofundar conhecimentos, de libertar o Eu profundo dos fortes grilhões do ego, sempre hábil na maneira de esconder os próprios interesses, dissimulando adesão, quando apenas foge à transformação a que se deve submeter. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 9.
    9 Um estudo acuradode lógica rompe a forma em que se expressou, não deixando margem à dúvida, antes revelando ser esse renascimento a chave de penetração no conhecimento da Realidade, que decifra o enigma do destino humano e apresenta a causalidade dos fenômenos orgânicos, emocionais e psíquicos conforme se expressem. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 10.
    10 No processo decrescimento moral, através da reencarnação, o ser aprimora os conteúdos íntimos, lapidando as arestas e libertando-se das várias camadas de inferioridade por onde transitou ao longo da jornada evolutiva, quando se foi despindo dos condicionamentos e impulsos para alcançar a consciência da razão e do discernimento, antegozando o período futuro da intuição ou integração na Consciência Cósmica. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 11.
    11 Naturalmente, há muitosrenascimentos em uma mesma existência. A cada momento o ser psicológico renova-se, quando trabalhado pelos valores éticos e libertado da sombra que o confunde, constituindo esse esforço uma nova existência de conquistas e de transformações a que se submete. No entanto, nenhuma paráfrase pode substituir o sentido profundo do nascer da carne, do nascer do Espírito, qual o vento que sopra onde quer e ninguém sabe de onde vem nem para onde vai... (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 12.
    12 Jesus-Homem, que nuncase reencarnara antes na Terra, apresenta-se-nos como o Ser integrado, que houvera adquirido conhecimento e amor, e viera experimentar provações e ultrajes, a fim de conseguir êxito na tarefa que Lhe fora confiada por Deus, como administrador e condutor do planeta em que se hospedava. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 13.
    13 Havendo logrado superaras paixões anteriormente, enfrentou a sombra coletiva, sem tormento da presença da sombra pessoal, pela faculdade de encontrar-se em posição superior, não obstante, sem fugir a todas as provocações e perseguições, asperezas e confrontos, sofrendo e compreendendo essa necessidade característica do comportamento humano, que Ele viera para modificar. E nenhum recurso é mais poderoso e didático do que aquele através do qual alguém oferece a própria vida, a fim de conquistar aqueles que recalcitram e estão empedernidos na mesquinhez do egoísmo e na cegueira do orgulho mórbido. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 14.
    14 Esse Homem-Jesus, perfeitamenteao alcance do entendimento humano de todos os tempos, tornou-se o protótipo que deve ser seguido e vivido, ao tempo em que, atraente, arrasta para o Seu convívio todos aqueles quantos se encontram sob o magnetismo da palavra e da vida com que lhes brinda. A reencarnação, desse modo, é também processo psicoterapêutico de amor divino, de justiça magnânima, que a todos faculta os meios de evoluir a esforço pessoal, dignificando e identificando cada criatura com as suas conquistas pessoais intransferíveis, que se desenvolvem mediante a liberação da retaguarda das trevas de ignorância e de perversidade no rumo de um permanente presente de realizações e de paz. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 15.
    15 Esse Jesus-Homem desveladordos escuros meandros do ser profundo, não se apresenta hoje como ontem, na condição de miragem, de ser mitológico impenetrável, misterioso e complexo, mas sendo um aliado do homem e da mulher aflitos da estrada do progresso. Não realiza por eles as espinhosas tarefas que lhes dizem respeito, não os liberta da inferioridade a passe de mágica, de arrependimento ou de valores terrestres; apesar disso, benigno e amoroso, ensina como conseguirem a autoestima, a auto iluminação, a auto entrega, facultando-lhes encontrar a paz e vivê-la. Libertador de consciências propõe que cada um supere a própria sombra, porque ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo, o que pode significar limpar-se das mazelas conflitivas mediante a psicoterapia do amor e da caridade, desfrutando desde logo de harmonia plena. (FRANCO, Divaldo Pereira. Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Cap. 5).
  • 16.
    16 [...] a existênciahumana não é um ato acidental [...], a justiça exerce seu ministério, todos os dias, obedecendo ao alto desígnio que manda ministrar os dons da vida “a cada um por suas obras”. (XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. ed. esp. Rio de Janeiro: FEB, 2003, p.193). Reflexão Reinos inferiores Reino humano Angelitude
  • 17.
    17 “Nascer, morrer, renascerainda e progredir sempre, tal é a lei.” Frase esculpida no dólmen de Allan Kardec.
  • 18.
    18 O que éReencarnação A reencarnação é o retorno da alma ou Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo que se desintegrou. (KARDEC, Allan. E.S.E. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. IV, item 4). Reencarnação - Também conhecida como: • Pluralidade das existências; • Existências sucessivas; • Palingênese. Palingenesia- do grego palin = repetição, de novo + genes = nascimento. Nascimento de novo ou renascimento sucessivos dos mesmos indivíduos ou ainda reencarnação. “(...) aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João, 3:3).
  • 19.
    Finalidades da reencarnação L.E. Questão 132 - Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. [...] É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
  • 20.
    20 L. E. Questão344 - Em que momento a alma se une ao corpo? R: “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 344).
  • 21.
    21 L. E. Questão166 - Como a Alma que não alcançou a perfeição durante a vida corporal, pode acabar de se depurar? R: Submetendo-se à prova de uma nova existência. L. E. Questão 167 - Qual é o objetivo da Reencarnação? R: Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso onde estaria a justiça? (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
  • 22.
    22 L. E. Questão168 - O número de existências corporais é limitado ou o Espírito reencarna perpetuamente? R: Cada nova existência o Espírito da um passo no caminho do progresso, quando se libertar de todas suas impurezas, não tem mais necessidade das provações da vida corporal. L. E. Questão 170 - Em que se torna o Espírito após sua última encarnação? R: Espírito bem aventurado; é um Espírito puro. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
  • 23.
    23 Fundamentos da reencarnação L.E. Questão 171 - “Em que se funda o dogma da reencarnação?” “Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos).
  • 24.
    24 “A alma, depoisde residir temporariamente no Espaço, renasce na condição humana, trazendo consigo a herança, boa ou má, do seu passado; renasce criancinha, reaparece na cena terrestre para representar um novo ato do drama da sua vida, pagar as dívidas que contraiu, conquistar novas capacidades que lhe hão de facilitar a ascensão, acelerar a marcha para a frente. […] A reencarnação, afirmada pelas vozes de além-túmulo, é a única forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas cometidas e a evolução gradual dos seres.” (DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Rio de Janeiro: FEB, 1989).
  • 25.
    25 É durante suasreencarnações que o Espírito tem oportunidades para reparar erros e sofrer experiências libertadoras.
  • 26.
    26 "Ora, entre osfariseus havia um homem chamado Nicodemos, senador dos Judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele. Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade, te digo: ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." (João, 3:1-3).
  • 27.
    27 Quadro da evoluçãoespiritual 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Animalidade Angelitude Evolução espiritual Sucessivas encarnações – progressão infinita e nuca retroativa Materialidade / Influência da Lei de Causa e Efeito / Ignorância, Irresponsabilidade / Empirismo. Espiritualidade / Influência da Lei de Amor / conhecimento / Responsabilidade / Sabedoria. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões de 100 a 113).
  • 28.
    28 Na planta, ainteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente. (DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Rio de Janeiro: FEB, 1989).
  • 29.
  • 30.
    30 33. Onde oEspíritos reencarnam? R. Por toda parte no universo. Todos os mundos são destinados a receber a vida sob suas formas variadas e em todos os graus. (DENIS, Léon. Síntese Doutrinária: prática do espiritismo. Traduzido do Francês por José Jorge. Paris – 1921).
  • 31.
    31 41 - Osmundos habitados são iguais a terra? R: Todos os mundos que gravitam no Espaço têm sua estrutura particular e suas condições físicas variam. (DENIS, Léon. Síntese Doutrinária: prática do espiritismo. Traduzido do Francês por José Jorge. Paris – 1921).
  • 32.
    32 110 - Quala melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra? - A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. (XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Resposta da questão 110).
  • 33.
    33 Alias, a reencarnaçãoque nos prova que temos vidas e mais vidas para viver e equilibrarmos nossas emoções negativas, com naturalidade, nos mostra que nada ocorre do dia para a noite.
  • 34.
    34 “Urge reparar, entretanto,que a reencarnação não é mero princípio regenerativo. A evolução natural nela encontra firme apoio.” (XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Ditado pelo Espírito de André Luiz).
  • 35.
    35 “Os sofrimentos humanosde natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: provação e expiação. Ambos objetivam educar ou reeducar, predispondo as criaturas ao inevitável crescimento íntimo, na busca da plenitude que as aguarda". (FRANCO, Divaldo Pereira. Plenitude. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis). Expiações são situações que se vivenciam para refazer, reparar o que fez errado ou mal feito no passado (reparação ou sofrimento pelo qual se expia uma falta). Provas são as situações, experiências que se precisa passar para amadurecer, aprender, testar a resignação e a virtude.
  • 36.
    36 Todo Espírito estádestinado à perfeição, e como não poderia atingi-la numa só vida, Deus concede-lhe outras existências, para que possa crescer em inteligência e moralidade. O renascimento sucessivo do Espírito na dimensão material é chamado reencarnação.
  • 37.
    37 Lei de Causae Efeito O Criador concede a seus filhos o livre arbítrio, ou seja, a liberdade de agirem como bem entenderem. Porém, todas essas ações estão sujeitas a uma lei natural de justiça, chamada de "causa e efeito", "ação e reação" ou "plantio e colheita". É por meio desta lei que somos responsáveis por tudo quanto fazemos ao próximo ou ao nosso próprio Espírito.
  • 38.
    38 A palavra chavepara a evolução do homem: REENCARNAÇÃO
  • 39.
    39 A reencarnação éa chave que explica a Justiça e a Misericórdia de Deus. Através dela, todas as aparentes injustiças podem ser compreendidas. Todos os erros podem ser redimidos por meio de novas experiências e os Espíritos, cedo ou tarde, encontram o caminho do Bem. "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens"- (I Coríntios, 15:19).
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  • 41.
    41 O esquecimento dopassado não é absoluto. Durante o sono, liberado parcialmente dos laços corporais, o espírito pode ter a consciência do pretérito.
  • 42.
    42 Por outro lado,como explicar os extremos existentes no planeta como pobreza/riqueza, saúde/doença, genialidade/idiotice, habilidades/deficiências múltiplas, vida saudável/mortes prematuras? Privilégios? Preferências de Deus? Como admitir essa parcialidade?
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    43 Somente a reencarnaçãoexplica essas diferenças sócio- morais-intelectuais presentes no planeta. Fruto sem dúvida, de experiências diferentes, em lugares e épocas diferentes. Habilidades, tendências, estados íntimos, moralidade, sabedoria, tudo é fruto de conquistas individuais.
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