Ignorar uma situação não significa eliminá-la, ou mesmo superá-la. Tal 
postura permite que seus fatores cresçam e se desenvolvam até o 
momento que se tornam insustentáveis, chamando atenção para que 
possamos enfrentá-los novamente. Não existe fuga de si mesmo. O 
mesmo ocorre nos conflitos psicológicos que estão presentes no homem 
que, invariavelmente não lhes dá valor, evitando deter-se, analisá-los, 
devido à sua própria fragilidade. Deste modo, não encontraremos recursos 
que lhe faculte diluí-los. Os conflitos quando enraizados profundamente 
apresentam-se na consciência sob diversos disfarces, desde simples 
complexo de inferioridade, desde agressividade, muitas vezes incontida, 
desde a culpa que atormenta, desde a timidez que isola, até os estados 
mais graves de alienação mental.
O ser consciente deve trabalhar sempre partindo do ponto inicial da sua 
própria realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem 
cessar. Somente consegue essa lucidez aquele que se autoanalisa, disposto 
a encontrar-se, sem máscaras, sem desculpas, sem dissimulações. Para 
isto, não se julga nem se justifica; não se acusa e nem se culpa. O ser 
consciente apenas descobre-se. Ao identificar-se em erro, busca o trabalho 
da transformação interior, para melhor; utilizando-se dos instrumentos do 
auto amor, da atitude afetiva, do desenvolvimento da empatia, utilizando-se 
os instrumentos da oração, que estimula a capacidade de discernimento 
que libera as tensões, utilizando-se da meditação que faculta o 
crescimento interior, buscando a manutenção da sua autoestima mais 
estável, esperando nada dos outros, ...
Fortalecendo-se contra estímulos adversos. 
Assim, o ser consciente trilha sua jornada sabendo-se imperfeito, mas 
buscando a construção de uma ligação permanente com seu próprio 
interior, revisando permanentemente as atitudes, e construindo a cada erro 
a fortaleza do comportamento maduro da percepção voltada para valores 
maiores. O auto amor, sem sentir-se melhor que o outro, ensina-o a 
encontrar-se com seu potencial divino. O auto amor reforça sua força 
íntima até então adormecida à afetividade; leva-o a um estado maior de 
fraternidade, ao convívio saudável com seu próximo, que também é 
igualmente necessitado. A afetividade faz com que ele interaja de uma 
maneira integral, sem sentir-se melhor, sem desenvolver uma posição de 
prepotência.
A oração amplia-lhe a faculdade de entendimento da existência da vida 
real, dando-lhe o conforto necessário e a sustentação interior. O 
relaxamento proporciona-lhe a harmonia física, abrindo os horizontes do 
equilíbrio psíquico. A meditação ajuda-o a crescer de dentro para fora, 
realizando-se em amplitude e abrindo-lhe a percepção para os estados 
alterados de sua própria consciência. O autoconhecimento se torna uma 
necessidade, meu irmão. Necessidade prioritária na programática 
existencial de cada um de nós. Quem o posterga não se realiza 
satisfatoriamente, porque permanece perdido no espaço escuro, espaço 
este que está ignorado dentro de cada um de nós. Há um meio prático, um 
meio eficaz que nós podemos desenvolver para resistirmos a atração do 
erro, da desarmonia psíquica e do estado do egocentrismo.
Para explicar o que foi dito, buscamos num sábio da Antiguidade a 
seguinte afirmação: “Conhece-te a ti mesmo”. O conhecimento de si 
mesmo é, portanto, a chave do processo individual, entretanto, como 
alguém poderá julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor próprio 
de atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera 
apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há 
dignidade. Isto é muito real, meu irmão. Muito real. Mas há um meio de 
verificação que não pode nos iludir. Quando estiver indeciso sobre o valor 
de uma atitude, inquiri como a qualificaria se praticada por outra pessoa. 
Dê balanço no seu dia moral. A exemplo do comerciante, avalia as perdas 
e lucros.
Muita Paz! 
Agora, vamos elevar o nosso pensamento a Jesus, rogando a luz e o 
amparo que precisamos, nós que aqui estamos, ligados ao pesado fardo da 
matéria. Refrigera-nos, Senhor, o nosso Espírito; ameniza as dores e 
sofrimentos de todos nós; que possa haver mais esperança em nossos 
corações; que possa haver mais fé em nossos espíritos; que possa haver 
mais entendimento e caridade em nossas ações, tudo conforme a vontade 
de Deus, nosso Pai. E, que, nessa semana que hoje se inicia, possamos 
vivificar e aprender, levando a todos com quem vamos nos encontrar, a 
mensagem do trabalho contínuo, da melhoria, da paz, do amor e da 
caridade.
Que assim seja, graças a Deus! 
Meu Blog: 
http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br 
Agora, com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O 
Evangelho Segundo o Espiritismo.

Conflitos psicológicos

  • 2.
    Ignorar uma situaçãonão significa eliminá-la, ou mesmo superá-la. Tal postura permite que seus fatores cresçam e se desenvolvam até o momento que se tornam insustentáveis, chamando atenção para que possamos enfrentá-los novamente. Não existe fuga de si mesmo. O mesmo ocorre nos conflitos psicológicos que estão presentes no homem que, invariavelmente não lhes dá valor, evitando deter-se, analisá-los, devido à sua própria fragilidade. Deste modo, não encontraremos recursos que lhe faculte diluí-los. Os conflitos quando enraizados profundamente apresentam-se na consciência sob diversos disfarces, desde simples complexo de inferioridade, desde agressividade, muitas vezes incontida, desde a culpa que atormenta, desde a timidez que isola, até os estados mais graves de alienação mental.
  • 3.
    O ser conscientedeve trabalhar sempre partindo do ponto inicial da sua própria realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar. Somente consegue essa lucidez aquele que se autoanalisa, disposto a encontrar-se, sem máscaras, sem desculpas, sem dissimulações. Para isto, não se julga nem se justifica; não se acusa e nem se culpa. O ser consciente apenas descobre-se. Ao identificar-se em erro, busca o trabalho da transformação interior, para melhor; utilizando-se dos instrumentos do auto amor, da atitude afetiva, do desenvolvimento da empatia, utilizando-se os instrumentos da oração, que estimula a capacidade de discernimento que libera as tensões, utilizando-se da meditação que faculta o crescimento interior, buscando a manutenção da sua autoestima mais estável, esperando nada dos outros, ...
  • 4.
    Fortalecendo-se contra estímulosadversos. Assim, o ser consciente trilha sua jornada sabendo-se imperfeito, mas buscando a construção de uma ligação permanente com seu próprio interior, revisando permanentemente as atitudes, e construindo a cada erro a fortaleza do comportamento maduro da percepção voltada para valores maiores. O auto amor, sem sentir-se melhor que o outro, ensina-o a encontrar-se com seu potencial divino. O auto amor reforça sua força íntima até então adormecida à afetividade; leva-o a um estado maior de fraternidade, ao convívio saudável com seu próximo, que também é igualmente necessitado. A afetividade faz com que ele interaja de uma maneira integral, sem sentir-se melhor, sem desenvolver uma posição de prepotência.
  • 5.
    A oração amplia-lhea faculdade de entendimento da existência da vida real, dando-lhe o conforto necessário e a sustentação interior. O relaxamento proporciona-lhe a harmonia física, abrindo os horizontes do equilíbrio psíquico. A meditação ajuda-o a crescer de dentro para fora, realizando-se em amplitude e abrindo-lhe a percepção para os estados alterados de sua própria consciência. O autoconhecimento se torna uma necessidade, meu irmão. Necessidade prioritária na programática existencial de cada um de nós. Quem o posterga não se realiza satisfatoriamente, porque permanece perdido no espaço escuro, espaço este que está ignorado dentro de cada um de nós. Há um meio prático, um meio eficaz que nós podemos desenvolver para resistirmos a atração do erro, da desarmonia psíquica e do estado do egocentrismo.
  • 6.
    Para explicar oque foi dito, buscamos num sábio da Antiguidade a seguinte afirmação: “Conhece-te a ti mesmo”. O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do processo individual, entretanto, como alguém poderá julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor próprio de atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, meu irmão. Muito real. Mas há um meio de verificação que não pode nos iludir. Quando estiver indeciso sobre o valor de uma atitude, inquiri como a qualificaria se praticada por outra pessoa. Dê balanço no seu dia moral. A exemplo do comerciante, avalia as perdas e lucros.
  • 7.
    Muita Paz! Agora,vamos elevar o nosso pensamento a Jesus, rogando a luz e o amparo que precisamos, nós que aqui estamos, ligados ao pesado fardo da matéria. Refrigera-nos, Senhor, o nosso Espírito; ameniza as dores e sofrimentos de todos nós; que possa haver mais esperança em nossos corações; que possa haver mais fé em nossos espíritos; que possa haver mais entendimento e caridade em nossas ações, tudo conforme a vontade de Deus, nosso Pai. E, que, nessa semana que hoje se inicia, possamos vivificar e aprender, levando a todos com quem vamos nos encontrar, a mensagem do trabalho contínuo, da melhoria, da paz, do amor e da caridade.
  • 8.
    Que assim seja,graças a Deus! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Agora, com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.