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O Homem de Bem
(KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Capítulo XXVII, Item 3).
2
Pilares do Espiritismo
Deus
Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
Imortalidade da Alma
Somos em essência espíritos, seres inteligentes da
Criação. O espírito é o princípio inteligente do universo.
Reencarnação
Criado simples e ignorante, o espírito decide e cria o seu
próprio destino usando o livre arbítrio.
Comunicabilidade dos Espíritos
Os espíritos são seres humanos desencarnados. Através
de médiuns podem comunicar-se com o mundo
material.
Pluralidade dos Mundos Habitados
Os diferentes orbes do Universo constituem as diversas
moradas dos espíritos.
Obras Básicas da Codificação
O Livro dos
Espíritos
Quem sou?
O Livro dos
Médiuns
(LE, 2a. Parte)
O que sinto?
A Gênese
(LE, 1a. Parte)
De onde vim?
O Evangelho
Segundo o
Espiritismo
(LE, 3a. Parte)
Por quê sofro?
O Céu e o
Inferno
(LE, 4a. Parte)
Para onde vou?
3
(18 de abril
de 1857)
(janeiro - 1861)
(abril - 1864)
(janeiro - 1868)
(agosto - 1865)
(1859)
(1890)
4
O Livro dos Espíritos
Contendo os Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas
relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da humanidade.
• Introdução ao Estudo da
Doutrina Espírita (I a XVII);
• Prolegômenos (preâmbulos).
Prolegômenos (preâmbulos) - Noções preliminares necessárias à
compreensão do livro. Noções ou princípios básicos para o estudo
do livro.
• Livro Primeiro:
• CAP. I - De Deus
• CAP. II - Dos elementos gerais do Universo
• CAP. III - Da Criação
• CAP. IV - Do Princípio vital
As Causas Primárias – Cap. I ao IV
Onde estão inseridas as questões sobre Deus e os elementos
gerais do universo: espírito e matéria.
Perg.
1
• Livro Segundo:
• CAP. I - Dos Espíritos
• CAP. II - Da encarnação dos Espíritos
• CAP. III - Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à
vida espiritual
• CAP. IV - Da pluralidade das existências
• CAP. V - Considerações sobre a pluralidade das existências
• CAP. VI - Da vida espírita
• CAP. VII - Da volta do Espírito à vida corporal
• CAP. VIII - Da emancipação da alma
• CAP. IX - Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal
• CAP. X - Das ocupações e missões dos Espíritos
• CAP. XI - Dos três reinos
Mundo Espírita ou dos Espíritos – Cap. I ao XI
Os conceitos fundamentais acerca do princípio inteligente –
Espírito – são examinados: a origem e natureza dos Espíritos, sua
forma e ubiquidade; o perispírito; as diferentes ordens de
Espíritos; a progressão dos Espíritos; a encarnação e reencarnação
dos Espíritos; a vida espírita; a emancipação da alma; a
intervenção dos Espíritos no mundo corporal.
Perg.
76
• Livro Terceiro: As Leis Morais – Cap. I ao XII
As Leis Morais regulam a conduta dos Espíritos. As leis físicas
regulam o mundo material.
Perg.
614
• Livro Quarto: Esperanças e Consolações – Cap. I e II
Penas e gozos terrenos;
Penas e gozos futuros;
Perg.
920 à
1019
• Conclusão I a IX
Síntese das Leis Morais
5
Parte Terceira do Livro dos Espíritos: Das Leis Morais -
As Leis Morais regulam a conduta dos Espíritos. As leis físicas regulam o mundo material. • Perg.
• Cap. 1 • Lei Divina ou
Natural
Compreende todas as leis da natureza. Todas as leis da [...] Natureza são leis
divinas, pois que Deus é o autor de tudo. (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos,
Questão 617). Estuda a Lei divina quem olha para a natureza.
• 614
• Cap. 2 • Lei de Adoração Mostra o sentimento inato que todos os viventes possuem da divindade. • 649
• Cap. 3 • Lei do Trabalho É uma necessidade. A necessidade é a consciência de que os falta algo. Não se
deve confundir trabalho com emprego. Alguns trabalham e não têm emprego;
outros têm emprego e não trabalham.
• 674
• Cap. 4 • Lei de Reprodução Relativo à reencarnação. Mostra a necessidade de purificação do Espírito. • 686
• Cap. 5 • Lei de Conservação Depois da vida, todos sentimos intuitivamente a necessidade de progredir e
aperfeiçoar.
• 702
• Cap. 6 • Lei de Destruição A destruição é necessária para que novos corpos apareçam, mais inteligentes e
mais argutos. É a renovação e melhoria dos seres vivos.
• 728
• Cap. 7 • Lei de Sociedade Todos os indivíduos têm responsabilidade para com os outros seres humanos. Os
mais fortes devem ajudar os mais fracos; os mais inteligentes, os menos.
• 766
• Cap. 8 • Lei de Progresso Há uma inexorabilidade. Quer estejamos encarnados ou desencarnados, todos
estaremos sujeitos à lei do progresso.
• 776
• Cap. 9 • Lei de Igualdade Embora todos os Espíritos tenham partido de um mesmo ponto, uns progrediram
mais do que os outros. A desigualdade refere-se apenas ao mérito.
• 803
• Cap. 10 • Lei de Liberdade Quanto maior for a obediência à lei de Deus, maior a liberdade dos seres
humanos.
• 825
• Cap. 11 • Lei de Justiça,
Amor e Caridade
É a mais importante, porque resume as leis anteriores. • 873
• Cap. 12 • Da Perfeição Moral É a nossa finalidade. O aperfeiçoamento dos seres e das coisas é uma lei divina.
Nada na criação permanece sem progredir. Tudo na criação está em processo de
aprimoramento, sobretudo os seres inteligentes, está caminhando para a
perfeição moral.
• 893
Síntese das Leis Morais e o Evangelho Segundo o Espiritismo
6
Parte Terceira do Livro dos Espíritos: Das Leis Morais -
As Leis Morais regulam a conduta dos Espíritos. As leis físicas regulam o mundo material.
•O Livro dos Espíritos - 3ª parte •Agrupamento •O Evangelho Segundo o Espiritismo • Perguntas
• Cap. 1 - Lei Divina ou Natural • Expressam a relação (obrigações,
deveres) do homem com Deus
• Cap. I – Não vim destruir a lei
• Cap. II – Meu Reino não é deste mundo
• Cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai
• Cap. IV – Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer
• 614
• Cap. 2 - Lei de Adoração • Expressam a relação do homem com
Deus
• Cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon
• Cap. XIX – A fé transporta montanhas
• Cap. XXVII – Pedi e obtereis
• Cap. XXVIII – Coletânea de preces espíritas
• 649
• Cap. 3 - Lei do Trabalho • Expressam a relação (obrigações,
deveres) do homem consigo mesmo
• Cap. XX – Os trabalhadores da última hora (*) • 674
• Cap. 4 - Lei de Reprodução • Expressam a relação do homem
consigo mesmo
• 686
• Cap. 5 - Lei de Conservação • Expressam a relação do homem
consigo mesmo
• 702
• Cap. 6 - Lei de Destruição • Expressam a relação do homem
consigo mesmo
• 728
• Cap. 7 - Lei de Sociedade • Expressam a relação (obrigações,
deveres) do homem com o próximo
(com o outro)
• Cap. XVIII – Muitos os chamados, poucos os escolhidos
• Cap. XXII – Não separeis o que Deus juntou (uniu)
• 766
• Cap. 8 - Lei do Progresso • Expressam a relação do homem com
o próximo
• Cap. XX – Os trabalhadores da última hora
• Cap. XXIV – Não ponhais a candeia debaixo do alqueire (todos temos o dever de espalhar as
luzes que nós recolhemos e não amealhar luzes e guardar para si)
• 776
• Cap. 9 - Lei de Igualdade • Expressam a relação do homem com
o próximo
• 803
• Cap. 10 - Lei de Liberdade • Expressam a relação do homem com
o próximo
• 825
• Cap. 11 - Lei de Justiça, Amor e
Caridade
• Expressam a relação do homem com
o próximo
• Cap. VI – O Cristo Consolador
• Cap. XI – Amar o próximo como a si mesmo
• Cap. XII – Amai os vossos inimigos
• Cap. XIII – Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita
• Cap. XIV – Honrai a vosso pai e a vossa mãe
• Cap. XV – Fora da caridade não há salvação
• Cap. XXI – Haverá falsos cristos e falsos profetas
• Cap. XXVI – Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes (prática desinteressada - sem
interesse pessoal)
• 873
• Cap. 12 - Da Perfeição Moral • Expressam a relação do homem
consigo mesmo
Bem-aventuranças (exemplos de atributos daquele que está a caminho da perfeição moral). Em
que consiste a perfeição moral (ser humilde, ser resignado, ter um coração puro, ser brando
(manso), ser pacífico, ser misericordioso):
• Cap. V – Bem-aventurados os aflitos
• Cap. VII – Bem-aventurados os pobres de espírito
• Cap. VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração
• Cap. IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos
• Cap. X – Bem-aventurados os que são misericordiosos
• Cap. XVII – Sede perfeitos
• Cap. XXIII – Estranha moral
• Cap. XXV – Buscai e achareis (a perfeição moral é uma caminhada de busca e de encontros).
• 893
O Homem de Bem
7
• Auto
conhecimento
• Fé em Deus e
confiança
• Esperança
• Resignação • Beneficência • Solidariedade
• Fraternidade • Alteridade • Caridade
• Perdão • Indulgência • Compreensão
• Perseverança • Bondade • Humildade
• Dedicação • Amor
Características do Homem de Bem
8
• Relação com Deus
• Relação com você mesmo (consigo mesmo).
• Relação com o outro
• O Homem
de Bem
• BIP
• Benevolência para com todos - quando você está
fazendo caridade, você não está ajudando ao outro.
Você está se dando o maior presente da sua vida;
• Indulgência para imperfeições dos outros - não focar
na imperfeição. Focar no que o outro tem de bom.
• Perdão das ofensas - Não importa o quanto a
pessoa te ama, ela vai te ferir, então perdoa. Se
você não for capaz de perdoar, você não vai se
relacionar com ninguém.
O Homem de Bem
Diante Assim procede
• Perante a vida
• Das dores e decepções • Reconhece provas ou expiações e as aceita sem murmurar
• Perante si próprio
• Das próprias imperfeições • As estuda e as combate
• Dos talentos próprios • Ressalta o proveitoso aos outros
• Perante o próximo
• De seus beneficiários • Não espera recompensa
• Das necessidades do próximo • Presta serviços
• Das diferenças de raças ou crenças • Vê como irmãos todos os homens
• Da suscetibilidade do próximo • Toma por guia a caridade
• Das ofensas contra si • Perdoa
• Das fraquezas alheias • É indulgente
• Dos defeitos alheios • Procura não evidencia-los
• Seus subordinados • Trata-os com bondade / benevolência
“[...] Aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a
todas demais conduz...” (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo - ESE. Capítulo
XXVII, Item 3).
9
• Relação com Deus
Cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria.
Tem fé em Deus e no futuro
O Homem de Bem
1. Cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior
pureza.
2. Tem fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua
sabedoria.
3. Tem fé no futuro.
4. Sabe que todas as vicissitudes da vida são provas ou expiações.
5. Faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa alguma.
6. Encontra satisfação nos benefícios que espalha.
7. É bom, humano e benevolente para com todos.
8. Respeita nos outros todas as convicções sinceras.
9. A caridade é o seu guia.
10. Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança.
11. É indulgente para as fraquezas alheias.
12. Não se compraz em rebuscar os defeitos alheios.
13. Estuda suas próprias imperfeições.
14. Não procura dar valor ao seu Espirito à custa de outrem.
15. Não se envaidece da sua riqueza.
16. Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos.
17. Trata os homens com bondade e benevolência.
18. Cumpre os deveres conscienciosamente.
19. Respeita todos os direitos que as leis da Natureza dão aos seus
semelhantes.
10
O Homem de Bem
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele
interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se
fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer
queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada
acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem
murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma;
retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que
enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar
em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os
proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque
em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com
palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à
idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de
amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos
benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
11
O Homem de Bem
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta
sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura
sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para
poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as
ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-
lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas
e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus
iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho.
Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los
conscienciosamente.
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como
quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce
por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
(KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo - ESE. Capítulo XXVII, Item 3).
12
13
Doutrina Espírita
“Fora da caridade não há salvação”
Caridade: benevolência para com todos, indulgência para imperfeições dos outros,
perdão das ofensas. (KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. Questão 886).
Caridade
Q.886. Qual o verdadeiro sentido da palavra
caridade, como a entendia Jesus?
• benevolência para com todos,
• indulgência para imperfeições dos outros,
• perdão das ofensas.
14
Doutrina Espírita
Benevolência
• Boa vontade para com alguém; disposição
bondosa de promover a felicidade e prazer
na prática de boas ações; Se exprime na boa
vontade e na disposição para praticar o
Bem; Trabalho em favor do semelhante;
Indulgência
• Que é clemência e misericórdia para com as
imperfeições alheias; Solidariedade em face
das limitações e fraquezas do próximo,
evitando discriminá-lo;
Perdão
• que é o ato de desculpar ofensas; tolerância,
disposição para desculpar. Esquecimento do
mal que se tenha sofrido de alguém, num
ato de tolerância esclarecida que se exprime
na compreensão.
Conhecimento de si mesmo
15
• Pergunte a si mesmo.
• Se não violou essa lei.
• Se não cometeu o mal.
• Se fez todo o bem que podia.
• Se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil.
• Se ninguém tem do que se queixar de você.
• Se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.
• Perguntai ainda isto:
• Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, ao entrar no mundo
dos Espíritos, onde nada é oculto, teria eu de temer o olhar de alguém?
• 1. Interrogue a consciência sobre seus próprios atos.
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Santo Agostinho – Questão 919-a).
Conhecimento de si mesmo
16
• Fé e Confiança!
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Santo Agostinho – Questão 919-a).
• 2. Deposite fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na
sua sabedoria.
• Esperança!
• 3. Acrescente fé no futuro, colocando os bens espirituais
acima dos bens temporais.
• Resignação!
• 4. Aceite as vicissitudes da vida sem murmurar, entendendo-
as como provas ou expiações.
Obediência e resignação
17
• A obediência é o consentimento da razão;
• A resignação é o consentimento do coração.
• Ambas são forças ativas, porque levam o fardo das provas
que a revolta insensata deixa cair.
(KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo -
ESE – Lázaro, Paris, 1863).
18
Marcha para o Progresso
Imperfeitos
Bons
Puros
Perfeição
Lei de Progresso
Simples e
Ignorantes
(KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 779 » Parte Terceira -
Capítulo VIII » Marcha do progresso).
21/01/2025 19
Caracteres do homem de bem
• O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor
e de caridade em sua maior pureza.
• De acordo com O Evangelho segundo o Espiritismo, suas características são
as seguintes:
• a) consciência de si mesmo
• Interroga a consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não
violou determinada lei; se não fez o mal e se fez todo o bem que podia; se
negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o
que reclamar dele; enfim, se fez aos outros tudo o que gostaria que se fizesse
com ele;
• b) fé e confiança
• Tem fé em Deus, em Sua bondade, em sua justiça e em Sua sabedoria; sabe
que nada ocorre sem a Sua permissão e se submete, em todas as coisas, à
sua vontade;
• c) esperança
• Acredita na felicidade futura; por isso coloca os bens espirituais acima dos
bens temporais;
• d) resignação
• Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções,
são provas ou expiações, e aceita-as sem murmurar.
21/01/2025 20
Caracteres do homem de bem
• Isso não significa, é claro, que vá deixar de trabalhar para superar alguma
dificuldade ou modificar alguma situação adversa.
• Mas, tendo feito tudo o que se encontra ao seu alcance, sabe que o futuro a
Deus pertence, aceitando as agruras que porventura tiver que enfrentar;
• e) beneficência, caridade, amor ao próximo e justiça
• Possuindo o sentimento de caridade e amor ao próximo, faz o bem pelo
bem, sem esperança de recompensa, e retribui o mal com o bem, toma a
defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça;
• Beneficência - Ação de quem faz o bem; comportamento da pessoa que
busca ajudar ou fazer bem ao próximo; Bondade.
• f) benevolência
• Encontra satisfação nos benefícios que derrama, nos serviços que presta, nas
lágrimas que seca, nas consolações que dá aos aflitos.
• Como nos diz Richard Simonetti, em A Constituição Divina, a benevolência
deve se exprimir “na boa vontade e na disposição de praticar o Bem”, e
podemos exercitá-la através do trabalho em favor de nosso próximo;
• Benevolência significa demonstrar bondade ou boa vontade em relação a
outras pessoas, revelando altruísmo e empatia.
21/01/2025 21
Caracteres do homem de bem
• g) solidariedade, desprendimento e generosidade
• Seu primeiro movimento é o de pensar nos outros antes de pensar em si, de
procurar o interesse dos outros antes do seu próprio; O egoísta, ao contrário,
calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
• h) fraternidade
• É bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças
nem de crenças, porque vê irmãos em todos os homens;
• i) respeito
• Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança a reprovação
àqueles que não pensam como ele.
• André Luiz, em Conduta Espírita, coloca que “em nenhuma circunstância
devemos pretender conduzir alguém ou alguma instituição, dessa ou
daquela prática religiosa, à humilhação e ao ridículo”.
• “O Sol, em nome de Deus, ilumina o passo de todas as criaturas”. Embora o
exemplo se refira à religião, ele serve para toda e qualquer discussão que
venhamos a participar sobre assuntos os mais diversos.
• Devemos aprender a respeitar a opinião de nosso irmão, lembrando que
todos nos encontramos em níveis de evolução diferentes, portanto com níveis
de compreensão também diversos.
21/01/2025 22
Caracteres do homem de bem
• Não nos restringindo apenas à opinião, devemos respeitar os direitos do
semelhante nas menores coisas, lembrando o adágio que diz que “o limite à
nossa liberdade é a liberdade da outra pessoa”;
• j) caridade, piedade e tolerância
• A caridade deve ser seu guia; deve dizer a si mesmo que aquele que leva
prejuízo a outrem por palavras malévolas, que fere a suscetibilidade de
alguém por seu orgulho e seu desdém, que não recusa a idéia de causar
uma inquietação, uma contrariedade, ainda que leve, quando pode evitá-
lo, falta ao dever de amor ao próximo.
• Devemos nos lembrar que, com a mesma medida que julgarmos, seremos
julgados, portanto devemos ter mais tolerância e compreensão com aqueles
que nos ofendem, que nos contrariam, pois o agressor, muitas das vezes, é
um irmão enfermo que necessita de nossa compaixão e de nosso carinho.
• Emmanuel, no livro Paz e Renovação, ilustra bem este tema: “Se alguém te
injuria, situa-te na posição daquele que te apedreja o caminho, e
perceberás sem detença que se faz digno de piedade todo aquele que assim
procede, ignorando que corta na própria alma, induzindo-se a dor do
arrependimento”;
21/01/2025 23
Caracteres do homem de bem
• k) perdão
• Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; A exemplo de Jesus,
perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios; porque
sabe que lhe será perdoado como ele próprio houver perdoado.
• l) indulgência, compreensão
• É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita
de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira
pedra aquele que se achar sem pecado.” Indulgência “é clemência e
misericórdia para com as imperfeições alheias” e que o exercício da
indulgência se faz através da “solidariedade em face das limitações e
fraquezas do próximo, evitando discriminá-lo”.
• Não deve encontrar satisfação em procurar os defeitos alheios, nem em
colocá-los em evidência.
• Se a necessidade a isso o obrigar, procura sempre o bem que pode atenuar
o mal, aprendendo a valorizar os pontos positivos de nosso irmão, ao invés
de ressaltar os pontos negativos, contribuindo, assim, para a melhoria do ser;
• Indulgência é a disposição para perdoar culpas ou erros; Tolerância para
perdoar os erros alheios.
21/01/2025 24
Caracteres do homem de bem
• m) autoconhecimento, perseverança
• Estuda suas próprias imperfeições e trabalha, sem cessar, para combatê-las.
• Todos os seus esforços devem tender a permitir que diga a si mesmo, no dia
seguinte, que há nele alguma coisa de melhor do que na véspera;
• n) discrição, bondade
• Não procura se valorizar ao seu espírito, nem a seus talentos, à custa de
outrem; aproveita todas as ocasiões para ressaltar as qualidades dos outros;
• o) humildade
• Não deve se envaidecer nem com a fortuna nem com as vantagens pessoais,
porque sabe que tudo o que lhe foi dado pode lhe ser retirado;
• A humildade nãoestá na pobreza, não está na indigência, na penúria, na
necessidade, na nudez e nem na fome. A humildade está na pessoa que
tendo o direito de reclamar, julgar, reprovar e tomar qualquer atitude
compreensível no brio pessoal, apenas abençoa." (Emmanuel, psicografado
por Chico Xavier);
• p) prudência
• Usa, mas não abusa, dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é
um depositário que deverá prestar contas, e que, dentre as destinações que
lhes pode dar, a mais prejudicial para si mesmo é de fazê-los servir à
satisfação de suas paixões;
21/01/2025 25
Caracteres do homem de bem
• q) responsabilidade
• Se a ordem social colocar homens sob a sua dependência, ele os trata com
bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa de sua
autoridade para erguer-lhes o moral e não para os esmagar com seu
orgulho; evita tudo o que pode tornar a posição dos subalternos mais
penosa; e
• r) dever, dedicação
• Como subordinado, compreende os deveres da sua posição, e tem o
cuidado em cumpri-los conscienciosamente.
• André Luiz nos diz, em Sinal verde, que “quem executa com alegria as
tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove às tarefas
consideradas maiores”.
• Continuando, ele nos informa que “a melhor maneira de reverenciar a
quem dirige, será sempre a execução fiel das próprias obrigações”.
• É importante que, ao estarmos na posição de subordinados, saibamos
trabalhar com alegria, fazendo de nosso trabalho um meio de
aperfeiçoamento e aprimoramento de nossas qualidades.
21/01/2025 26
Caracteres do homem de bem
• s) amor
• O homem de bem, enfim, respeita em seus semelhantes todos os direitos
dados pelas leis da natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
• Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem
de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de
mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
21/01/2025 27
Necessidade do esforço pessoal:
caracteres de um homem de bem
• Cada um de nós é capaz de desenvolver em si mesmo os caracteres de um
homem de bem, basta que tenhamos persistência e nos esforcemos para
atingir o nosso objetivo, que é a perfeição moral.
• O que costuma nos afastar desse objetivo é a nossa pouca vontade de
superar nossos vícios, isto porque quase sempre cedemos às nossas más
tendências.
• Mas todos podemos vencer nossas imperfeições, desde que nos esforcemos e
para isso temos que buscar a prática da abnegação, que é o meio mais
eficaz de combater a predominância daquelas tendências.
• A persistência consiste em procurarmos realizar em nós mesmos a tão
falada reforma íntima, não nos deixando enfraquecer pelos obstáculos do
caminho.
• Toda vez que nos propomos a realizar mudanças, quer sejam no ambiente
de trabalho, quer sejam no nosso próprio ser, muitas dificuldades aparecem
para abater a nossa vontade, enfraquecer a nossa fé e esperança.
• Para que tal não ocorra, devemos nos esforçar para atingir o objetivo
traçado e utilizar a disciplina como fio condutor de nossas ações.
• Se em tudo na vida deve existir disciplina, por que, então, não a utilizarmos
no nosso esforço concentrado de nos melhorar cada vez mais?
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Autoconhecimento x aprimoramento
do indivíduo
• Como autoconhecimento pode levar ao aprimoramento ou
aperfeiçoamento do indivíduo:
• O aprimoramento do indivíduo passa pela educação, e quanto melhor
educado seja o homem, tanto mais rapidamente ascenderá na escala da
perfeição.
• Angel Aguarod, em Grandes e Pequenos Problemas, nos diz que quando,
pois, o ser humano chega a certo grau de evolução, é indispensável a auto-
educação (...).
• Desenvolvida no homem a razão, a ponto de lhe tornar possível julgar e
discernir, chega ele ao período em que, pelo desenvolvimento do seu livre-
arbítrio, ainda que limitado, assumindo a responsabilidade de seus atos, lhe
cumpre tomar sobre si a tarefa da própria educação.
• Mais adiante, ele adverte que o indivíduo deve buscar o conhecimento de si
mesmo, tanto para poder conhecer as qualidades que deve desenvolver em
si como para identificar os hábitos perniciosos e vícios que necessitam ser
destruídos, para que melhor possa orientar a sua auto-educação.
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Autoconhecimento x aprimoramento
do indivíduo
• Ele lembra, também, que não se deve “desperdiçar conhecimento algum
que lhe venha, tanto de fora como de dentro, experiência alguma, própria
ou alheia, nenhuma observação e ensino que pessoas bondosas e sábias
possam proporcionar-lhe”.
• Continuando, Angel Aguarod nos diz que “cada um tem forçosamente que
ser filho de suas próprias obras”, e complementa que “a educação, com que
se irá formando o homem de amanhã, tem que ser também obra de cada
um, e só quando o seja é que se torna efetiva”.
• Daí ele lembra que os bons educadores para seus pupilos são aqueles que
“estimulam o desenvolvimento das faculdades da alma, pondo-lhes ante a
visão espiritual as maravilhas da natureza e as conquistas definitivas do
saber humano, para que eles, com esse material, desenvolvam o que lhes
está no ser em estado potencial”.
• Ele acrescenta, finalmente, que, “na tarefa de auto-educação, deve
empenhar-se por nada querer de empréstimo, por dever tudo a si próprio,
porque só então seu aperfeiçoamento poderá ser considerado obra sua,
como precisam ser todas as aquisições efetivas do Espírito”.
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Bibliografia
• AGUAROD, Angel. Grandes e pequenos problemas. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB,
1983. 234 p.
• EMMANUEL (Espírito). Palavras de Emmanuel. Psicografado por Francisco
Cândido Xavier. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1988. 200 p.
• KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Salvador
Gentile. 142. ed. Araras: IDE, 1991. 384 p.
• LANCELLIN (Espírito). Cirurgia moral. Psicografado por João Nunes Maia. 7. ed.
Belo Horizonte: Fonte Viva, 1994. 167 p.
• LUIZ, André (Espírito). Conduta espírita. Psicografado por Waldo Vieira. 16. ed.
Rio de Janeiro: FEB, 1993. 155 p.
• ————. Sinal verde. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 36. ed.
Uberaba: CEC, 1994. 118 p.
• Diversos Espíritos. PAZ e renovação. Psicografado por Francisco Cândido Xavier.
7. ed. Araras: IDE, 1991. 140 p.
• SIMONETTI, Richard. A constituição divina. 4. ed. Bauru: São João, 1991. 143 p.
• Fonte: Apostila sobre Estudo dos aspectos filosófico e religioso da Doutrina Espírita.
O Homem de Bem
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O homem de bem
“O verdadeiro homem de bem é o
que cumpre a lei de justiça, de amor e de
caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga
a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo
perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se
fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente
alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele;
enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem. Deposita
fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe
que sem a Sua permissão nada acontece e se submete à Sua vontade em
todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais
acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as
dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem lamentações.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem,
sem esperar retorno; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o
forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça. Encontra satisfação nos benefícios
que espalha, nos serviços que presta, no fazer felizes os outros, nas lágrimas que
enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para
pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros
antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas
decorrentes de toda ação generosa. O homem de bem é bom, humano e benevolente
para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens
vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema
aos que como ele não pensam. Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade,
pois está ciente de que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere
com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia
de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta
ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem
rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só
dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É
indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem
presente esta sentença do Cristo: ‘Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.’
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se
vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal. Estuda suas próprias imperfeições
e trabalha incessantemente em combatê-las. Emprega todos os esforços para poder dizer, no
dia seguinte, que traz em si alguma coisa de melhor do que na véspera. Não procura dar valor
ao seu espírito, nem aos seus talentos, à custa de outrem; ao contrário, aproveita todas as
ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza,
nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado. Usa,
mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de
prestar contas e que o emprego mais prejudicial que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de
suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade
e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o
moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa
a posição subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres
da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. Finalmente, o homem de
bem respeita todos os direitos que as leis da natureza dão aos seus semelhantes, como gostaria
que respeitassem os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o
homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, já se
acha no caminho que conduz a todas as demais.” (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o
Espiritismo, capítulo XVII, 3).
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