PODER
NAS
ORGANIZAÇÕES
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Professora: Camilla Rodovalho
Setembro/2017.
PODER
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CONCEITO DE PODER
FORÇA DO DESEJO
SEGURANÇA
DISPUTA
RELAÇÃO
SOBREVIVÊNCIA
POLÍTICA
Nas organizações, os indivíduos sempre têm algum poder,
alguma capacidade de influenciar.
Negativo e positivo são os fins para qual o poder é usado.
PODER é a probabilidade de uma pessoa exercer a
sua vontade a despeito de qualquer resistência.
(Max Weber)
CONCEITO DE PODER
PODER EM AMBIENTES DE INCERTEZA
 Toda organização opera em um ambiente de
incerteza. Sendo assim, qualquer um que tenha
habilidade para diminuir as incertezas, adquirem
poder.
 Incertezas ambientais – mercado, fontes de
matéria-prima ou financeira.
 Incertezas operacionais dentro da organização –
quebra de maquinário crítico
CHAVE PARA O PODER:
 Quanto mais alguém é dependente de uma pessoa,
maior o poder dessa pessoa nesta relação.
 A dependência aumenta quando o recurso que você
controla é importante, escasso ou insubstituível.
(Robbins)
BASES DO PODER
Coercitivo
Recompensa
Legitimo
Perícia
Referência
John French e Bertran Raven, 1959, revisado por
Raven, 1993.
Quais recursos uma pessoa pode utilizar para exercer
influência?
 Baseado na cultura do medo, reagimos a este poder por
temer as consequências negativas decorrentes da
desobediência.
 Aplicações de sanções fiscais
 Dor
 Frustrações
 Controle da satisfação das necessidades fisiológicas e de
segurança
PODER PELA COERSÃO (COERCITIVO)
 O poder de recompensa baseia-se no Poder do líder de
recompensar os outros, que acreditam que o cumprimento
de suas ordens lhes trará incentivos em termos de salário,
promoção ou reconhecimento social/ status.
 Estar consciente de que há disponibilidade para oferecer algo
em troca do que se pretende obter.
PODER PELA RECOMPENSA
 Baseia-se na posição ocupada.
 O poder que se delega a uma pessoa como resultado de sua
posição na hierarquia formal da organização.
 É a aceitação pelos membros da organização da autoridade
inerente a um cargo.
PODER PELA LEGITIMIDADE
 É a influência que exerce como resultado da perícia, da
habilidade específica ou do conhecimento.
 Tem como base o conhecimento ou a perícia de O em certa
área de interesse.
PODER PELO TALENTO (OU PERÍCIA)
 É a identificação com uma pessoa que possua recursos ou
traços pessoais desejáveis.
PODER PELA REFERÊNCIA
PODER é a capacidade de influenciar os resultados da
organização.
Os elementos básicos do poder são os influenciadores
(jogadores) que usam meios e sistemas de influência
para controlar as decisões nas organizações.
(Teoria do Poder Organizacional de Mintzberg)
CONCEITO DE PODER
(Teoria do Poder Organizacional de Mintzberg)
Premissa: “o comportamento organizacional é um
jogo de poder no qual vários jogadores, chamados
influenciadores, tentam controlar as ações e as
decisões da organização”.
CONCEITO DE PODER
BASES DO PODER
Controle de recursos
Competência ou habilidade técnica (especialistas)
Controle de informações
Prerrogativas legais
Acesso aos poderosos
Mintzberg, 1983
CONFIGURAÇÕES DE PODER
AUTOCRACIA
INSTRUMENTO
• Um só influenciador
• Não há espaço para jogos políticos
• Subordinados expressam lealdade
ou saem da organização
• Coalizão Interna: Personalizada
• Coalizão Externa: Passiva
• Organização como instrumento de
alcance de objetivos
• Meta ditada pelo influenciador
externo
• Hierarquia rígida
• Comprometimento calculativo
baseado em trocas
• Coalizão Interna: Burocrática
• Coalizão Externa: Dominadora
Mintzberg
CONFIGURAÇÕES DE PODER
MISSIONÁRIA
MERITOCRACIA
• Influenciador: ideologia
• Membros atuam de forma passiva
• Dinâmica organizacional centrada
em uma missão
• Líderes carismáticos exercem
grande influência.
• Coalizão Interna: Ideológica
• Coalizão Externa: Passiva
• Coração do sistema: especialistas
• Poder mais fluido e difuso
• Chefias superiores com poder
configurado
• Ideologia profissional forte
• Metas pessoais dos especialistas
• Coalizão Interna: Profissional
• Coalizão Externa: Passiva
CONFIGURAÇÕES DE PODER
SISTEMA
AUTÔNOMO
ARENA POLÍTICA
• Influenciadores: próprios membros
das organizações
• Padrões burocráticos
• Estrutura hierárquica mais achata e
flexível
• Espaço para jogos políticos
• Coalizão Externa: Passiva
• Coalizão Interna: Burocrática
• Organização em crise
• Atividade política aumentada
• Conflito predominante
• Política sobrepõe à habilidade
técnica
• Coalizão Externa: Dividida
• Coalizão Interna: Politizada
ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO
ORGANIZACIONAL TRADICIONAL
AUTOCRACIA INSTRUMENTO SISTEMA
AUTÔNOMO
ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO
ORGANIZACIONAL REVISADO
ARENA POLÍTICA
AUTOCRACIA
INSTRUMENTO
MISSIONÁRIA
SISTEMA
AUTÔNOMO
MERITOCRACIA
PODER COMO COMPONENTE DA CULTURA
ORGANIZACIONAL
Ritos
Valores
Mitos
Mecanismos
de poder
Cultura
Organizacional
Poder
invisível Pensar, sentir e
agir das
organizações
PERFIL CULTURAL NA PERSPECTIVA DO PODER
Culturas
Autocráticas
Burocráticas,
conservadores,
controladoras e resistente
a mudanças
Culturas
Instrumentais
Resistente as mudanças,
autoridade é fraco,
dominação pela ideologia
Poder centrado na cúpula
da organização
Culturas
Missionárias
PERFIL CULTURAL NA PERSPECTIVA DO PODER
Culturas
Meritocracias
Integração interna,
autonomia, poder
centrado nos próprios
membros organizacionais
Especialistas como tomadores de
decisão, busca por desafios,
autonomia pessoal, inovação
Culturas
Autônomas
Comportamento Político: atividades que não
são requeridas como parte do papel formal nas
organizações, mas que influenciam ou tentar
influenciar, a distribuição de vantagens e
desvantagens dentro dela.
POLÍTICA: PODER EM AÇÃO
 Legítimo – política normal do dia-a-dia.
Exemplos: Reclamar com o chefe, ultrapassar a cadeia de comando,
contatos fora da empresa por meio das atividades profissionais, etc.
 Ilegítimos– comportamento extremado
que viola as regras dos jogos
estabelecidas.
Exemplos: sabotagens, denúncias dos colegas, retenção de
informações importantes, divulgação de boatos.
POLÍTICA: PODER EM AÇÃO
RESPOSTA DOS COLABORADORES
Percepção da
política na
organização
Redução da satisfação no
trabalho
Aumento da ansiedade e
estresse
Aumento da rotatividade
Declínio do desempenho
EXERCÍCIO
1. Quem são os influenciadores internos e externos que estão presentes na
organização?
2. Quais são as características da configuração de poder instrumento?
3. Quais são as características da configuração de poder sistema fechado?
4. Quais são as características da configuração de poder autocracia?
5. Quais são as características da configuração de poder missionária?
6. Quais são as características da configuração de poder meritocracia?
7. Quais são as características da configuração de poder arena política?
8. Como seria as etapas do modelo revisado dos estágios do
desenvolvimento organizacional proposto por Mintzberg?
Referências Bibliográficas:
Chiavenato, I. (2014). Comportamento Organizacional: A dinâmica do sucesso das
organizações. 3ª Ed. São Paulo: Editora Manole.
Robbins, S. (2011). Comportamento Organizacional. São Paulo: Person Prentice Hall.
Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E. & Bastos, A. V. B. (2014). Psicologia, organizações e
trabalho no Brasil. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed.

Poder nas organizações slides

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  • 2.
  • 3.
    CONCEITO DE PODER FORÇADO DESEJO SEGURANÇA DISPUTA RELAÇÃO SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA
  • 4.
    Nas organizações, osindivíduos sempre têm algum poder, alguma capacidade de influenciar. Negativo e positivo são os fins para qual o poder é usado. PODER é a probabilidade de uma pessoa exercer a sua vontade a despeito de qualquer resistência. (Max Weber) CONCEITO DE PODER
  • 5.
    PODER EM AMBIENTESDE INCERTEZA  Toda organização opera em um ambiente de incerteza. Sendo assim, qualquer um que tenha habilidade para diminuir as incertezas, adquirem poder.  Incertezas ambientais – mercado, fontes de matéria-prima ou financeira.  Incertezas operacionais dentro da organização – quebra de maquinário crítico
  • 6.
    CHAVE PARA OPODER:  Quanto mais alguém é dependente de uma pessoa, maior o poder dessa pessoa nesta relação.  A dependência aumenta quando o recurso que você controla é importante, escasso ou insubstituível. (Robbins)
  • 7.
    BASES DO PODER Coercitivo Recompensa Legitimo Perícia Referência JohnFrench e Bertran Raven, 1959, revisado por Raven, 1993. Quais recursos uma pessoa pode utilizar para exercer influência?
  • 8.
     Baseado nacultura do medo, reagimos a este poder por temer as consequências negativas decorrentes da desobediência.  Aplicações de sanções fiscais  Dor  Frustrações  Controle da satisfação das necessidades fisiológicas e de segurança PODER PELA COERSÃO (COERCITIVO)
  • 9.
     O poderde recompensa baseia-se no Poder do líder de recompensar os outros, que acreditam que o cumprimento de suas ordens lhes trará incentivos em termos de salário, promoção ou reconhecimento social/ status.  Estar consciente de que há disponibilidade para oferecer algo em troca do que se pretende obter. PODER PELA RECOMPENSA
  • 10.
     Baseia-se naposição ocupada.  O poder que se delega a uma pessoa como resultado de sua posição na hierarquia formal da organização.  É a aceitação pelos membros da organização da autoridade inerente a um cargo. PODER PELA LEGITIMIDADE
  • 11.
     É ainfluência que exerce como resultado da perícia, da habilidade específica ou do conhecimento.  Tem como base o conhecimento ou a perícia de O em certa área de interesse. PODER PELO TALENTO (OU PERÍCIA)
  • 12.
     É aidentificação com uma pessoa que possua recursos ou traços pessoais desejáveis. PODER PELA REFERÊNCIA
  • 13.
    PODER é acapacidade de influenciar os resultados da organização. Os elementos básicos do poder são os influenciadores (jogadores) que usam meios e sistemas de influência para controlar as decisões nas organizações. (Teoria do Poder Organizacional de Mintzberg) CONCEITO DE PODER
  • 14.
    (Teoria do PoderOrganizacional de Mintzberg) Premissa: “o comportamento organizacional é um jogo de poder no qual vários jogadores, chamados influenciadores, tentam controlar as ações e as decisões da organização”. CONCEITO DE PODER
  • 15.
    BASES DO PODER Controlede recursos Competência ou habilidade técnica (especialistas) Controle de informações Prerrogativas legais Acesso aos poderosos Mintzberg, 1983
  • 16.
    CONFIGURAÇÕES DE PODER AUTOCRACIA INSTRUMENTO •Um só influenciador • Não há espaço para jogos políticos • Subordinados expressam lealdade ou saem da organização • Coalizão Interna: Personalizada • Coalizão Externa: Passiva • Organização como instrumento de alcance de objetivos • Meta ditada pelo influenciador externo • Hierarquia rígida • Comprometimento calculativo baseado em trocas • Coalizão Interna: Burocrática • Coalizão Externa: Dominadora Mintzberg
  • 17.
    CONFIGURAÇÕES DE PODER MISSIONÁRIA MERITOCRACIA •Influenciador: ideologia • Membros atuam de forma passiva • Dinâmica organizacional centrada em uma missão • Líderes carismáticos exercem grande influência. • Coalizão Interna: Ideológica • Coalizão Externa: Passiva • Coração do sistema: especialistas • Poder mais fluido e difuso • Chefias superiores com poder configurado • Ideologia profissional forte • Metas pessoais dos especialistas • Coalizão Interna: Profissional • Coalizão Externa: Passiva
  • 18.
    CONFIGURAÇÕES DE PODER SISTEMA AUTÔNOMO ARENAPOLÍTICA • Influenciadores: próprios membros das organizações • Padrões burocráticos • Estrutura hierárquica mais achata e flexível • Espaço para jogos políticos • Coalizão Externa: Passiva • Coalizão Interna: Burocrática • Organização em crise • Atividade política aumentada • Conflito predominante • Política sobrepõe à habilidade técnica • Coalizão Externa: Dividida • Coalizão Interna: Politizada
  • 19.
    ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONALTRADICIONAL AUTOCRACIA INSTRUMENTO SISTEMA AUTÔNOMO
  • 20.
    ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONALREVISADO ARENA POLÍTICA AUTOCRACIA INSTRUMENTO MISSIONÁRIA SISTEMA AUTÔNOMO MERITOCRACIA
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    PODER COMO COMPONENTEDA CULTURA ORGANIZACIONAL Ritos Valores Mitos Mecanismos de poder Cultura Organizacional Poder invisível Pensar, sentir e agir das organizações
  • 22.
    PERFIL CULTURAL NAPERSPECTIVA DO PODER Culturas Autocráticas Burocráticas, conservadores, controladoras e resistente a mudanças Culturas Instrumentais Resistente as mudanças, autoridade é fraco, dominação pela ideologia Poder centrado na cúpula da organização Culturas Missionárias
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    PERFIL CULTURAL NAPERSPECTIVA DO PODER Culturas Meritocracias Integração interna, autonomia, poder centrado nos próprios membros organizacionais Especialistas como tomadores de decisão, busca por desafios, autonomia pessoal, inovação Culturas Autônomas
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    Comportamento Político: atividadesque não são requeridas como parte do papel formal nas organizações, mas que influenciam ou tentar influenciar, a distribuição de vantagens e desvantagens dentro dela. POLÍTICA: PODER EM AÇÃO
  • 25.
     Legítimo –política normal do dia-a-dia. Exemplos: Reclamar com o chefe, ultrapassar a cadeia de comando, contatos fora da empresa por meio das atividades profissionais, etc.  Ilegítimos– comportamento extremado que viola as regras dos jogos estabelecidas. Exemplos: sabotagens, denúncias dos colegas, retenção de informações importantes, divulgação de boatos. POLÍTICA: PODER EM AÇÃO
  • 26.
    RESPOSTA DOS COLABORADORES Percepçãoda política na organização Redução da satisfação no trabalho Aumento da ansiedade e estresse Aumento da rotatividade Declínio do desempenho
  • 28.
    EXERCÍCIO 1. Quem sãoos influenciadores internos e externos que estão presentes na organização? 2. Quais são as características da configuração de poder instrumento? 3. Quais são as características da configuração de poder sistema fechado? 4. Quais são as características da configuração de poder autocracia? 5. Quais são as características da configuração de poder missionária? 6. Quais são as características da configuração de poder meritocracia? 7. Quais são as características da configuração de poder arena política? 8. Como seria as etapas do modelo revisado dos estágios do desenvolvimento organizacional proposto por Mintzberg?
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    Referências Bibliográficas: Chiavenato, I.(2014). Comportamento Organizacional: A dinâmica do sucesso das organizações. 3ª Ed. São Paulo: Editora Manole. Robbins, S. (2011). Comportamento Organizacional. São Paulo: Person Prentice Hall. Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E. & Bastos, A. V. B. (2014). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed.