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PLANEJAMENTO FAMILIAR 
Luciane Santana¹ 
Msª Margarete Feio Boulhosa² 
RESUMO 
O presente trabalho trata da análise de alguns aspectos do Planejamento Familiar 
voltados para a contracepção, buscando perceber o posicionamento da 
Enfermagem. Estes resultados sugerem que a Enfermagem de algum modo 
reconhece o Planejamento Familiar como pauta de discussão. As PSF nesse desafio 
do planejar e cuidar. A metodologia utilizada possibilitou identificar quais os 
compromissos da Enfermagem em relação ao Planejamento Familiar, enquanto 
necessidade do ser humano nas suas relações com o Estado e a Sociedade. 
Palavra-Chave: Planejamento, Cuidar, Genograma e Ecograma. 
_____________________ 
¹ SANTANA,Luciane,Santana-Discente do curso de enfermagem do 4º semestre da instituição, FAPEN-Unidade 
Tamandaré-Belém-PA. E-mail:lucisantt@yahoo.com.br 
² BOULHOSA,Margarete, Feio,Boulhosa-Mestra e Docente do curso de enfermagem da instituição FAPEN-Unidade 
Tamandaré-Belém-PA.
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Introdução 
A assistência ao planejamento familiar é oferecida, atualmente, no Brasil, 
pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF), um modelo de política pública 
de saúde que traz a proposta do trabalho em equipe, de vinculação dos profissionais 
com a comunidade e de valorização e incentivo à participação comunitária. 
Corresponde a uma das sete áreas prioritárias de intervenção na atenção básica, 
definidas na Norma Operacional da Assistência. O PSF tem o propósito de reverter a 
forma de oferta da assistência à saúde, ou seja, incorporando ações coletivas de 
cunho promocional e preventivo a substituir progressivamente o atendimento 
individualizado, curativo, de alto custo e de baixo impacto. Neste aspecto, é 
imprescindível o estabelecimento de parcerias Inter setoriais com educação, ação 
social, trabalho, outras instâncias governamentais e a sociedade Brasil, o PSF teve 
implantação iniciada em 1994, oferecendo cobertura de 56% da população no 
período deste estudo, com equipes atuando. 
As equipes do PSF são constituídas por um médico, um enfermeiro, um 
auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde (ACS), responsáveis 
pela saúde de cerca de mil famílias. Apesar das condições mencionadas, 
negligências ocorrem nos serviços de atenção ao planejamento familiar, quando 
maior ênfase é dada à contracepção, permitindo o desenvolvimento de uma política 
controladora, na qual a mulher exerce um papel muito mais de objeto do que de 
sujeito da sua história sexual e reprodutiva; a variedade de métodos 
anticoncepcionais é limitada e sua provisão irregular; e não há definição de papéis 
dos profissionais que compõem a equipe ,percebendo-se, pois, uma distância entre 
o que está proposto na política do MS e o que é prática no PSF.Uma estrutura 
simples para avaliar serviços de planejamento familiar foi proposta por 
estabelecendo seis elementos que norteiam a qualidade nessa área: oferta e livre 
escolha dos métodos anticoncepcionais; informação dada ao cliente; competência 
técnica profissional; relacionamento interpessoal profissional cliente; 
acompanhamento dos usuários; e rede apropriada de serviços, sendo a avaliação
deste último o objeto deste estudo.Para responder às expectativas dos 
clientes e facilitar seu acesso, uma rede apropriada de serviços de planejamento 
familiar deve 
estar disponível, e que seja conveniente e aceitável. O atendimento há de 
estar próximo de onde as pessoas 
vivem, promover a autonomia dos usuários e entregar os métodos de forma 
descentralizada. Portanto, às equipes de PSF compete estabelecer integração com 
os serviços de pós-parto, de pós-aborto, de prevenção do câncer de colo uterino, de 
controle das doenças sexualmente transmissíveis, pois, tendo nas mulheres em 
idade reprodutiva sua clientela-alvo, ensejarão oportunidades para expandir a rede 
de atendimento e aperfeiçoar o contato da usuária com a equipe de saúde. Sistemas 
baseados em comunidades, envolvimento de pontos comerciais e operações nos 
próprios serviços de saúde que incentivem o retorno das usuárias de métodos 
anticoncepcionais para um fornecimento de contraceptivo com fácil acesso, são 
relevantes para o alcance do objetivo geral de continuidade de uso dos métodos. 
3 
O Genograma 
Familiar é uma representação gráfica que mostra o desenho ou mapa da família. 
Também chamado de Genograma trata-se de um instrumento amplamente utilizado 
na Terapia Familiar na atenção primária à saúde Na terapia e no aconselhamento 
familiar, o Genograma é utilizado como um instrumento para engajar a família, 
destravar o sistema, rever dificuldades familiares, verificara composição familiar, 
clarificar os padrões relacionais familiares e identificar a família extensa. 
Frequentemente, sua confecção identifica a razão pela qual a família procura a 
terapia, ou seja, clarifica a demanda existente por trás da queixa explicitada pela 
família.
Profissionais que estejam realizando a formação em terapia familiar comumente 
confeccionam o Genograma de suas famílias de origem, com o intuito de averiguar a 
composição e dinâmica familiar, elucidando seus padrões, regras, valores, crenças e 
mitos e sua influência na prática profissional Este empreendimento costuma fazer 
parte do trabalho realizado no estudo do self do terapeuta, ou seja, a partir da 
investigação da estrutura e dinâmica da família de origem, examinam-se quais 
possíveis dificuldades e facilidades o terapeuta de família teria no desempenho da 
função terapêutica. A aplicação do Genograma em saúde da família é extensa. Pode 
ser utilizado como instrumento importante na caracterização cadastramento dos 
grupos familiares na Estratégia de Saúde de Família. 
Além disso, permite uma visualização do processo de adoecer e das principais 
enfermidades que acometem os membros familiares, facilitando o plano terapêutico 
e permitindo à família uma melhor compreensão sobre o desenvolvimento de suas 
doença. Atualmente, o Genograma tem sido difundido como um instrumento 
científico para coleta de dados, especificamente em pesquisas qualitativas com 
famílias. Sua utilização tem se mostrado adequada para a pesquisa com famílias em 
Diferentes fases de transição, em processos psicoterapêuticos, em famílias de 
crianças acometidas por doenças crônicas, famílias de idosos etc. 
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Vejamos um exemplo de Genograma usando a família de Dona Maria:
Dona Maria aqui Vê ela uma idosa cardiopata e Seu Esposo Sr.José de 73 anos 
com CA.e sua família. 
Ecograma: As concepções sobre família e criança sofreram transformações ao longo 
do tempo, sendo influenciadas em cada período histórico pelos avanços no 
conhecimento e pelo envolvimento dos vários agentes e segmentos da sociedade. 
No século XX, muitas dessas mudanças se evidenciaram na infância e nas famílias 
ocorrendo, em várias sociedades, a criação e a educação da prole como 
preocupações centrais, aspectos esses que receberam ênfase ainda maior quando 
os índices de mortalidade infantil sofreram uma diminuição drástica. 
Desse modo, a vida familiar tem passado por modificações quanto à sua 
constituição e valor perante a sociedade, havendo várias definições e maneiras de 
compreender a família, cada uma atendendo a uma finalidade. A família pode ser 
5
definida como um grupo unido por laços de casamento, sangue ou adoção, vivendo 
em um único espaço, com papéis de marido e de esposa, de mãe e de pai, de irmão 
e de irmã e que criam uma cultura comum. Pode constituir-se em um sistema social 
semi-aberto, composto por indivíduos ligados por compromisso mútuo, em geral 
afetivo, que interagem entre si no desenvolvimento de papéis estruturados pela 
cultura e pela sociedade4. As famílias podem ter papéis e funções, considerando que 
seu principal valor reside nos relacionamentos, sendo as emoções, positivas e 
negativas, construtivas e destrutivas, o tecido da composição familiar. A família vem 
sendo estudada enquanto contexto de desenvolvimento humano, em que os 
indivíduos aprendem, vivencia e exercita os modelos que servirão de protótipo para 
as relações que desenvolverão ao longo da vida. 
O conhecimento do funcionamento da família, de suas características, do contexto 
social, cultural e econômico no qual está inserida, é de fundamental importância 
para a realização do planejamento das intervenções de saúde. O trabalho com 
famílias ocorre em contextos variados; na área da saúde, pode ocorrer no ambiente 
hospitalar e na comunidade. Os anos 90 trouxeram para o setor saúde uma 
revalorização do tema Família culminando, em 1994, com a criação do Programa de 
Saúde da Família (PSF), com a proposta de reacender a atenção primária à saúde 
centrada nas dimensões comunidade e família7. O Ministério da Saúde, na tentativa 
de reorganizar a atenção básica em saúde, assumiu o desafio da estratégia de 
saúde da família, em basada nos princípios da universalidade, equidade e 
integralidade da assistência8. A abordagem no PSF é a atenção centrada na família, 
a qual é vista e entendida a partir do seu ambiente físico e social. Essa prática 
propicia uma compreensão ampliada do processo saúde-doença e da necessidade 
de intervenções que vão para além das práticas curativas. 
O PSF tem como pressuposto uma atuação diferenciada, em que o vínculo, a 
corresponsabilidade e o sentimento de pertencer à comunidade são traduzidos em 
6
valorização profissional; tem as famílias como aliadas na construção de uma vida 
saudável e no processo de cura e de reabilitação; pressupõe uma grande interação 
com a comunidade, para o conhecimento da sua realidade, definição das 
prioridades, desenvolvimento de ações individuais e coletivas, que promovam a 
qualidade de vida na direção do município saudável.O objetivo geral do programa é 
melhorar o estado de saúde da população, mediante a construção de um modelo 
assistencial de atenção baseado na prevenção, promoção, proteção, diagnóstico 
precoce, tratamento e recuperação da saúde, em conformidade com os princípios e 
diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e dirigido aos indivíduos, à família e à 
comunidade; incorporar os agentes comunitários de saúde ao SUS, com a finalidade 
de contribuir para a sua consolidação, bem como na construção de um novo modelo 
assistencial, mais compatível com as necessidades da população. 
Conhecer a estrutura da família, sua composição, como os membros se organizam e 
interagem entre si e com o ambiente, os problemas de saúde, as situações de risco, 
os padrões de vulnerabilidade, é vital para o planejamento do cuidado à saúde da 
família. Essas informações são obtidas mediante vários instrumentos de 
levantamento de dados para a estruturação e organização da assistência à saúde da 
população descrever a aplicação dos instrumentos genograma e ecomapa, com 
vistas à reflexão sobre sua utilização no PSF. 
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Exemplo de Ecograma.
Metodologia: Pesquisa avaliativa com o propósito de averiguara dinâmica do 
serviço de planejamento familiar, na perspectiva de se encontrar respostas para as 
questões práticas do cotidiano. Reforça esse raciocínio, ao enfatizar a ideia de que a 
avaliação em planejamento familiar mostra aquilo que funciona e o que não funciona 
e o exemplo do genograma. 
Resultados: Dinâmica do atendimento em planejamento familiar no PSFA 
dinâmica de atendimento e de entrega dos métodos anticoncepcionais variou de 
equipe para 
Equipe, inclusive no mesmo município, não sendo observada uma padronização ou 
rotina formal de atendimento a ser seguida de maneira sistemática pelas equipes de 
PSF. A prescrição e a entrega dos métodos anticoncepcionais como o planejamento 
da família e cuidados com as doenças mais acometidas. 
9 
Discussão: Apesar da larga atuação do enfermeiro nas ações de 
planejamento familiar na unidade estudada, as equipes não dispunham de “rotina 
aprovada pela “Instituição de saúde”, requisito indispensável à prática legal do 
enfermeiro, conforme enunciado na “Lei do Exercício Profissional” (Lei no.7.498), de 
25 de junho de 1986, regulamentada pelo Decreto no. 94.406, de 8 de junho de 
1987.No aspecto privativo de sua atuação e como integrante da equipe de saúde, no 
caso a equipe do PSF, referida lei determina que compete ao enfermeiro: “realizar a 
prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública 
e em rotina aprovada pela instituição de saúde.
Conclusão: O trabalho com famílias ocorre em contextos variados; na área 
da saúde, pode ocorrer no ambiente hospitalar e na comunidade. Os anos 90 
trouxeram para o setor saúde uma revalorização do tema Família culminando, em 
1994, com a criação do Programa de Saúde da Família (PSF), com a proposta de 
reacender a atenção primária à saúde centrada nas dimensões comunidade e 
família. O Ministério da Saúde, na tentativa de reorganizar a atenção básica em 
saúde, assumiu o desafio da estratégia de saúde da família, em baseada nos 
princípios da universalidade, equidade e integralidade da assistência8. A abordagem 
no PSF é a atenção centrada na família, a qual é vista e entendida a partir do seu 
ambiente físico e social. Essa prática propicia uma compreensão ampliada do 
processo saúde-doença e da necessidade de intervenções que vão para além das 
práticas curativas. O objetivo geral do programa é melhorar o estado de saúde da 
população, mediante a construção de um modelo assistencial de atenção baseado 
na prevenção, promoção, proteção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação 
da saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de 
Saúde (SUS) e dirigido aos indivíduos, à família e à comunidade; incorporar os 
agentes comunitários de saúde ao SUS, com a finalidade de contribuir para a sua 
consolidação, bem como na construção de um novo modelo assistencial, mais 
compatível com as necessidades da população. 
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Referências: 
Biasoli-Alves ZMM. Crianças e adolescentes: a questão da tolerância na 
socialização das gera ções mais novas. In: Biasoli-Alves ZMM & Fishmann R (orgs.). 
Crianças e adolescentes: cons truindo uma cultura da tolerância. São Paulo:Edusp; 
2001. p.79-93. 
Nery CB. Atenção de enfermagem à mãe e à crian ça. In: Vanzin AS, Nery MES. 
Atenção integral à saúde da criança: um enfoque epidemiológico. Porto Alegre: 
RM&L Gráfica; 1998. p. 29-35. 
Mauro MYC. A criança no núcleo familiar e no contexto comunitário: uma 
abordagem de enfer magem. In: Vanzin AS, Nery MES. Atenção inte gral à saúde da 
criança: um enfoque epidemiológico. Porto Alegre: RM&L Gráfica; 1998. p. 55-70.

Planejamento familíar

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    1 PLANEJAMENTO FAMILIAR Luciane Santana¹ Msª Margarete Feio Boulhosa² RESUMO O presente trabalho trata da análise de alguns aspectos do Planejamento Familiar voltados para a contracepção, buscando perceber o posicionamento da Enfermagem. Estes resultados sugerem que a Enfermagem de algum modo reconhece o Planejamento Familiar como pauta de discussão. As PSF nesse desafio do planejar e cuidar. A metodologia utilizada possibilitou identificar quais os compromissos da Enfermagem em relação ao Planejamento Familiar, enquanto necessidade do ser humano nas suas relações com o Estado e a Sociedade. Palavra-Chave: Planejamento, Cuidar, Genograma e Ecograma. _____________________ ¹ SANTANA,Luciane,Santana-Discente do curso de enfermagem do 4º semestre da instituição, FAPEN-Unidade Tamandaré-Belém-PA. E-mail:lucisantt@yahoo.com.br ² BOULHOSA,Margarete, Feio,Boulhosa-Mestra e Docente do curso de enfermagem da instituição FAPEN-Unidade Tamandaré-Belém-PA.
  • 2.
    2 Introdução Aassistência ao planejamento familiar é oferecida, atualmente, no Brasil, pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF), um modelo de política pública de saúde que traz a proposta do trabalho em equipe, de vinculação dos profissionais com a comunidade e de valorização e incentivo à participação comunitária. Corresponde a uma das sete áreas prioritárias de intervenção na atenção básica, definidas na Norma Operacional da Assistência. O PSF tem o propósito de reverter a forma de oferta da assistência à saúde, ou seja, incorporando ações coletivas de cunho promocional e preventivo a substituir progressivamente o atendimento individualizado, curativo, de alto custo e de baixo impacto. Neste aspecto, é imprescindível o estabelecimento de parcerias Inter setoriais com educação, ação social, trabalho, outras instâncias governamentais e a sociedade Brasil, o PSF teve implantação iniciada em 1994, oferecendo cobertura de 56% da população no período deste estudo, com equipes atuando. As equipes do PSF são constituídas por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde (ACS), responsáveis pela saúde de cerca de mil famílias. Apesar das condições mencionadas, negligências ocorrem nos serviços de atenção ao planejamento familiar, quando maior ênfase é dada à contracepção, permitindo o desenvolvimento de uma política controladora, na qual a mulher exerce um papel muito mais de objeto do que de sujeito da sua história sexual e reprodutiva; a variedade de métodos anticoncepcionais é limitada e sua provisão irregular; e não há definição de papéis dos profissionais que compõem a equipe ,percebendo-se, pois, uma distância entre o que está proposto na política do MS e o que é prática no PSF.Uma estrutura simples para avaliar serviços de planejamento familiar foi proposta por estabelecendo seis elementos que norteiam a qualidade nessa área: oferta e livre escolha dos métodos anticoncepcionais; informação dada ao cliente; competência técnica profissional; relacionamento interpessoal profissional cliente; acompanhamento dos usuários; e rede apropriada de serviços, sendo a avaliação
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    deste último oobjeto deste estudo.Para responder às expectativas dos clientes e facilitar seu acesso, uma rede apropriada de serviços de planejamento familiar deve estar disponível, e que seja conveniente e aceitável. O atendimento há de estar próximo de onde as pessoas vivem, promover a autonomia dos usuários e entregar os métodos de forma descentralizada. Portanto, às equipes de PSF compete estabelecer integração com os serviços de pós-parto, de pós-aborto, de prevenção do câncer de colo uterino, de controle das doenças sexualmente transmissíveis, pois, tendo nas mulheres em idade reprodutiva sua clientela-alvo, ensejarão oportunidades para expandir a rede de atendimento e aperfeiçoar o contato da usuária com a equipe de saúde. Sistemas baseados em comunidades, envolvimento de pontos comerciais e operações nos próprios serviços de saúde que incentivem o retorno das usuárias de métodos anticoncepcionais para um fornecimento de contraceptivo com fácil acesso, são relevantes para o alcance do objetivo geral de continuidade de uso dos métodos. 3 O Genograma Familiar é uma representação gráfica que mostra o desenho ou mapa da família. Também chamado de Genograma trata-se de um instrumento amplamente utilizado na Terapia Familiar na atenção primária à saúde Na terapia e no aconselhamento familiar, o Genograma é utilizado como um instrumento para engajar a família, destravar o sistema, rever dificuldades familiares, verificara composição familiar, clarificar os padrões relacionais familiares e identificar a família extensa. Frequentemente, sua confecção identifica a razão pela qual a família procura a terapia, ou seja, clarifica a demanda existente por trás da queixa explicitada pela família.
  • 4.
    Profissionais que estejamrealizando a formação em terapia familiar comumente confeccionam o Genograma de suas famílias de origem, com o intuito de averiguar a composição e dinâmica familiar, elucidando seus padrões, regras, valores, crenças e mitos e sua influência na prática profissional Este empreendimento costuma fazer parte do trabalho realizado no estudo do self do terapeuta, ou seja, a partir da investigação da estrutura e dinâmica da família de origem, examinam-se quais possíveis dificuldades e facilidades o terapeuta de família teria no desempenho da função terapêutica. A aplicação do Genograma em saúde da família é extensa. Pode ser utilizado como instrumento importante na caracterização cadastramento dos grupos familiares na Estratégia de Saúde de Família. Além disso, permite uma visualização do processo de adoecer e das principais enfermidades que acometem os membros familiares, facilitando o plano terapêutico e permitindo à família uma melhor compreensão sobre o desenvolvimento de suas doença. Atualmente, o Genograma tem sido difundido como um instrumento científico para coleta de dados, especificamente em pesquisas qualitativas com famílias. Sua utilização tem se mostrado adequada para a pesquisa com famílias em Diferentes fases de transição, em processos psicoterapêuticos, em famílias de crianças acometidas por doenças crônicas, famílias de idosos etc. 4 Vejamos um exemplo de Genograma usando a família de Dona Maria:
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    Dona Maria aquiVê ela uma idosa cardiopata e Seu Esposo Sr.José de 73 anos com CA.e sua família. Ecograma: As concepções sobre família e criança sofreram transformações ao longo do tempo, sendo influenciadas em cada período histórico pelos avanços no conhecimento e pelo envolvimento dos vários agentes e segmentos da sociedade. No século XX, muitas dessas mudanças se evidenciaram na infância e nas famílias ocorrendo, em várias sociedades, a criação e a educação da prole como preocupações centrais, aspectos esses que receberam ênfase ainda maior quando os índices de mortalidade infantil sofreram uma diminuição drástica. Desse modo, a vida familiar tem passado por modificações quanto à sua constituição e valor perante a sociedade, havendo várias definições e maneiras de compreender a família, cada uma atendendo a uma finalidade. A família pode ser 5
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    definida como umgrupo unido por laços de casamento, sangue ou adoção, vivendo em um único espaço, com papéis de marido e de esposa, de mãe e de pai, de irmão e de irmã e que criam uma cultura comum. Pode constituir-se em um sistema social semi-aberto, composto por indivíduos ligados por compromisso mútuo, em geral afetivo, que interagem entre si no desenvolvimento de papéis estruturados pela cultura e pela sociedade4. As famílias podem ter papéis e funções, considerando que seu principal valor reside nos relacionamentos, sendo as emoções, positivas e negativas, construtivas e destrutivas, o tecido da composição familiar. A família vem sendo estudada enquanto contexto de desenvolvimento humano, em que os indivíduos aprendem, vivencia e exercita os modelos que servirão de protótipo para as relações que desenvolverão ao longo da vida. O conhecimento do funcionamento da família, de suas características, do contexto social, cultural e econômico no qual está inserida, é de fundamental importância para a realização do planejamento das intervenções de saúde. O trabalho com famílias ocorre em contextos variados; na área da saúde, pode ocorrer no ambiente hospitalar e na comunidade. Os anos 90 trouxeram para o setor saúde uma revalorização do tema Família culminando, em 1994, com a criação do Programa de Saúde da Família (PSF), com a proposta de reacender a atenção primária à saúde centrada nas dimensões comunidade e família7. O Ministério da Saúde, na tentativa de reorganizar a atenção básica em saúde, assumiu o desafio da estratégia de saúde da família, em basada nos princípios da universalidade, equidade e integralidade da assistência8. A abordagem no PSF é a atenção centrada na família, a qual é vista e entendida a partir do seu ambiente físico e social. Essa prática propicia uma compreensão ampliada do processo saúde-doença e da necessidade de intervenções que vão para além das práticas curativas. O PSF tem como pressuposto uma atuação diferenciada, em que o vínculo, a corresponsabilidade e o sentimento de pertencer à comunidade são traduzidos em 6
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    valorização profissional; temas famílias como aliadas na construção de uma vida saudável e no processo de cura e de reabilitação; pressupõe uma grande interação com a comunidade, para o conhecimento da sua realidade, definição das prioridades, desenvolvimento de ações individuais e coletivas, que promovam a qualidade de vida na direção do município saudável.O objetivo geral do programa é melhorar o estado de saúde da população, mediante a construção de um modelo assistencial de atenção baseado na prevenção, promoção, proteção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação da saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e dirigido aos indivíduos, à família e à comunidade; incorporar os agentes comunitários de saúde ao SUS, com a finalidade de contribuir para a sua consolidação, bem como na construção de um novo modelo assistencial, mais compatível com as necessidades da população. Conhecer a estrutura da família, sua composição, como os membros se organizam e interagem entre si e com o ambiente, os problemas de saúde, as situações de risco, os padrões de vulnerabilidade, é vital para o planejamento do cuidado à saúde da família. Essas informações são obtidas mediante vários instrumentos de levantamento de dados para a estruturação e organização da assistência à saúde da população descrever a aplicação dos instrumentos genograma e ecomapa, com vistas à reflexão sobre sua utilização no PSF. 7
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    8 Exemplo deEcograma.
  • 9.
    Metodologia: Pesquisa avaliativacom o propósito de averiguara dinâmica do serviço de planejamento familiar, na perspectiva de se encontrar respostas para as questões práticas do cotidiano. Reforça esse raciocínio, ao enfatizar a ideia de que a avaliação em planejamento familiar mostra aquilo que funciona e o que não funciona e o exemplo do genograma. Resultados: Dinâmica do atendimento em planejamento familiar no PSFA dinâmica de atendimento e de entrega dos métodos anticoncepcionais variou de equipe para Equipe, inclusive no mesmo município, não sendo observada uma padronização ou rotina formal de atendimento a ser seguida de maneira sistemática pelas equipes de PSF. A prescrição e a entrega dos métodos anticoncepcionais como o planejamento da família e cuidados com as doenças mais acometidas. 9 Discussão: Apesar da larga atuação do enfermeiro nas ações de planejamento familiar na unidade estudada, as equipes não dispunham de “rotina aprovada pela “Instituição de saúde”, requisito indispensável à prática legal do enfermeiro, conforme enunciado na “Lei do Exercício Profissional” (Lei no.7.498), de 25 de junho de 1986, regulamentada pelo Decreto no. 94.406, de 8 de junho de 1987.No aspecto privativo de sua atuação e como integrante da equipe de saúde, no caso a equipe do PSF, referida lei determina que compete ao enfermeiro: “realizar a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde.
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    Conclusão: O trabalhocom famílias ocorre em contextos variados; na área da saúde, pode ocorrer no ambiente hospitalar e na comunidade. Os anos 90 trouxeram para o setor saúde uma revalorização do tema Família culminando, em 1994, com a criação do Programa de Saúde da Família (PSF), com a proposta de reacender a atenção primária à saúde centrada nas dimensões comunidade e família. O Ministério da Saúde, na tentativa de reorganizar a atenção básica em saúde, assumiu o desafio da estratégia de saúde da família, em baseada nos princípios da universalidade, equidade e integralidade da assistência8. A abordagem no PSF é a atenção centrada na família, a qual é vista e entendida a partir do seu ambiente físico e social. Essa prática propicia uma compreensão ampliada do processo saúde-doença e da necessidade de intervenções que vão para além das práticas curativas. O objetivo geral do programa é melhorar o estado de saúde da população, mediante a construção de um modelo assistencial de atenção baseado na prevenção, promoção, proteção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação da saúde, em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e dirigido aos indivíduos, à família e à comunidade; incorporar os agentes comunitários de saúde ao SUS, com a finalidade de contribuir para a sua consolidação, bem como na construção de um novo modelo assistencial, mais compatível com as necessidades da população. 10
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    11 Referências: Biasoli-AlvesZMM. Crianças e adolescentes: a questão da tolerância na socialização das gera ções mais novas. In: Biasoli-Alves ZMM & Fishmann R (orgs.). Crianças e adolescentes: cons truindo uma cultura da tolerância. São Paulo:Edusp; 2001. p.79-93. Nery CB. Atenção de enfermagem à mãe e à crian ça. In: Vanzin AS, Nery MES. Atenção integral à saúde da criança: um enfoque epidemiológico. Porto Alegre: RM&L Gráfica; 1998. p. 29-35. Mauro MYC. A criança no núcleo familiar e no contexto comunitário: uma abordagem de enfer magem. In: Vanzin AS, Nery MES. Atenção inte gral à saúde da criança: um enfoque epidemiológico. Porto Alegre: RM&L Gráfica; 1998. p. 55-70.