PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) Aline Pacheco Sandra Maria Betânia Marcimone Franciele Patricia
Programa Saúde da Família Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde.  Iniciada em 1991 com o PACS ( Programa de Agentes Comunitários de Saúde)  . Representa uma “porta de entrada”. É o primeiro contato com os serviços de saúde. Organiza os serviços de referência e contra-referencia para os diferentes níveis de atenção.
Um pouco de história Naturalmente existem várias concepções sobre a Medicina de Família, sua origem nos remete à década de 70, quando essa proposição chegou a faculdades de medicina da América Latina como reforma curricular como reação à tendência à  especialização  e conseqüente desumanização do atendimento. Várias tendência podem ser identificadas nessas concepções desde sua vinculação a uma reforma social e de estado como aconteceu com a medicina de família de Cuba e na China que propôs os conhecidos  médicos de pés descalços  até a proposição dos países industrializados de saúde comunitária passando necessariamente pelo Family Practice da reforma do sistema de saúde da Inglaterra do pós guerra que é foi considerado um modelo de acesso universal adotado por muitos outros países.
Atendimento O atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da Família.
Equipe Cada equipe é capacitada para: . Conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e diagnóstico de suas características sociais. · Identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos qual a população que ela atende está exposta. · Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os determinantes do processo saúde/doença. · Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços de referência ambulatorial ou hospitalar. · Desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de saúde identificados.
A partir de 1992, o conceito de promoção da saúde: Intersetorialidade; Participação popular. A estratégia do PSF: Família como núcleo social alvo em território definido. Atenção Básica  não é: Para pobres; Sinal de baixa resolutibidade; Lugar para profissionais sem qualificação.
Atenção Básica é Serviço de alta qualidade e resolutividade Valorização da promoção e proteção da saúde; Parte de um sistema hierarquizado.
A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família.
O trabalho de equipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e 6 agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.
Objetivos do PSF Prestar assistência integral, contínua, com resolutibidade e boa qualidade às necessidades de saúde da população. Intervir nos fatores de risco á população. Humanizar as práticas de saúde através do estabelecimento de um vínculo entre os profissionais de saúde e a população. Contribuir para a democratização do conhecimento do processo saúde/doença,da organização dos serviços e da produção social da saúde. Estimular a organização da comunidade para o efetivo exercício do controle social.
   Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de cerca de 3 mil a 4 mil e 500 pessoas ou de mil famílias de uma determinada área, e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade, caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; por ter território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; por prestar assistência integral, permanente e de qualidade; por realizar atividades de educação e promoção da saúde.
Agente Comunitário de Saúde Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS:  ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família;e  ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional.
São atribuições do ACS Mapear sua área de atuação; Cadastrar as famílias de sua área, mantendo os cadastros atualizados. Identificar indivíduos e famílias expostos a situações de risco; Realizar visitas domiciliares; Colher dadospara análise da situação das famílias acompanhadas; Desenvolver ações de promoção e prevenção de doenças.
Componentes das equipes Médicos:  Atende a todos os integrantes da cada família e desenvolve com os demais integrantes da equipe , ações preventivas e de promoção da qualidade de vida da população. Gosto pelo trabalho em equipe; Capacidade de adaptar-se a situações novas; Equilíbrio; Resistência a frustrações;
Enfermeiro:  Supervisiona o trabalho o ACS e do Auxiliar de enfermagem, realiza consultas na unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de enfermagem, no domicílio Responsabilizar-se pelas ações de vig.à saúde; Capacita o ACS; Promove ações de educação em saúde; Discutir junto á equipe e comunidade relações existentes entre cidadania e saúde.
Auxiliar de Enfermagem:  Realiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicilio e executa ações de orientação sanitária. Auxilia na identificação das famílias de risco; Auxilia os ACS ns visitas domiciliares; Participa das discussões e organização do processo de trabalho da unidade de saúde.
Agente Comunitário de Saúde:  faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo menos uma vez por mês; realiza mapeamento de cada área,o cadastramento das famílias e estimula a comunidade para práticas que proporcionem melhores condições de saúde e de vida.
Cirurgião – Dentista:  Realizar exames clínicos para diagnóstico epidemiológico, Realizar os procedimentos clínicos previstos pela NOB-SUS/96 e NOAS-MS/2001
Leis    Lei Nº 11.350 de 05 de outubro de 2006 Regulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.    Lei Nº 10.507 de 10 de julho de 2002 Cria a Profissão de Agente Comunitário de Saúde e dá outras providências.
Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica: Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica; Co-financiar o sistema de atenção básica; Ordenar a formação de recursos humanos; Propor mecanismos para a programação, controle, regulação, e avaliação da atenção básica; Manter as bases de dados nacionais.  Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território; Regular as relações inter-municipais; Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território; Co-financiar as ações de atenção básica; Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território.
Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território; Contratualizar o trabalho em atenção básica; Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento ( gestão e gerência); Co-financiar as ações de atenção básica; Alimentar os sistemas de informação; Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão.
 
 
 
 

Programa de Saúde da Família (PSF

  • 1.
    PROGRAMA SAÚDE DAFAMÍLIA (PSF) Aline Pacheco Sandra Maria Betânia Marcimone Franciele Patricia
  • 2.
    Programa Saúde daFamília Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Iniciada em 1991 com o PACS ( Programa de Agentes Comunitários de Saúde) . Representa uma “porta de entrada”. É o primeiro contato com os serviços de saúde. Organiza os serviços de referência e contra-referencia para os diferentes níveis de atenção.
  • 3.
    Um pouco dehistória Naturalmente existem várias concepções sobre a Medicina de Família, sua origem nos remete à década de 70, quando essa proposição chegou a faculdades de medicina da América Latina como reforma curricular como reação à tendência à especialização e conseqüente desumanização do atendimento. Várias tendência podem ser identificadas nessas concepções desde sua vinculação a uma reforma social e de estado como aconteceu com a medicina de família de Cuba e na China que propôs os conhecidos médicos de pés descalços até a proposição dos países industrializados de saúde comunitária passando necessariamente pelo Family Practice da reforma do sistema de saúde da Inglaterra do pós guerra que é foi considerado um modelo de acesso universal adotado por muitos outros países.
  • 4.
    Atendimento O atendimentoé prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da Família.
  • 5.
    Equipe Cada equipeé capacitada para: . Conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e diagnóstico de suas características sociais. · Identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos qual a população que ela atende está exposta. · Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os determinantes do processo saúde/doença. · Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços de referência ambulatorial ou hospitalar. · Desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de saúde identificados.
  • 6.
    A partir de1992, o conceito de promoção da saúde: Intersetorialidade; Participação popular. A estratégia do PSF: Família como núcleo social alvo em território definido. Atenção Básica não é: Para pobres; Sinal de baixa resolutibidade; Lugar para profissionais sem qualificação.
  • 7.
    Atenção Básica éServiço de alta qualidade e resolutividade Valorização da promoção e proteção da saúde; Parte de um sistema hierarquizado.
  • 8.
    A Saúde daFamília como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família.
  • 9.
    O trabalho deequipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e 6 agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.
  • 10.
    Objetivos do PSFPrestar assistência integral, contínua, com resolutibidade e boa qualidade às necessidades de saúde da população. Intervir nos fatores de risco á população. Humanizar as práticas de saúde através do estabelecimento de um vínculo entre os profissionais de saúde e a população. Contribuir para a democratização do conhecimento do processo saúde/doença,da organização dos serviços e da produção social da saúde. Estimular a organização da comunidade para o efetivo exercício do controle social.
  • 11.
       Cada equipese responsabiliza pelo acompanhamento de cerca de 3 mil a 4 mil e 500 pessoas ou de mil famílias de uma determinada área, e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade, caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; por ter território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; por prestar assistência integral, permanente e de qualidade; por realizar atividades de educação e promoção da saúde.
  • 12.
    Agente Comunitário deSaúde Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família;e ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional.
  • 13.
    São atribuições doACS Mapear sua área de atuação; Cadastrar as famílias de sua área, mantendo os cadastros atualizados. Identificar indivíduos e famílias expostos a situações de risco; Realizar visitas domiciliares; Colher dadospara análise da situação das famílias acompanhadas; Desenvolver ações de promoção e prevenção de doenças.
  • 14.
    Componentes das equipesMédicos: Atende a todos os integrantes da cada família e desenvolve com os demais integrantes da equipe , ações preventivas e de promoção da qualidade de vida da população. Gosto pelo trabalho em equipe; Capacidade de adaptar-se a situações novas; Equilíbrio; Resistência a frustrações;
  • 15.
    Enfermeiro: Supervisionao trabalho o ACS e do Auxiliar de enfermagem, realiza consultas na unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de enfermagem, no domicílio Responsabilizar-se pelas ações de vig.à saúde; Capacita o ACS; Promove ações de educação em saúde; Discutir junto á equipe e comunidade relações existentes entre cidadania e saúde.
  • 16.
    Auxiliar de Enfermagem: Realiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicilio e executa ações de orientação sanitária. Auxilia na identificação das famílias de risco; Auxilia os ACS ns visitas domiciliares; Participa das discussões e organização do processo de trabalho da unidade de saúde.
  • 17.
    Agente Comunitário deSaúde: faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo menos uma vez por mês; realiza mapeamento de cada área,o cadastramento das famílias e estimula a comunidade para práticas que proporcionem melhores condições de saúde e de vida.
  • 18.
    Cirurgião – Dentista: Realizar exames clínicos para diagnóstico epidemiológico, Realizar os procedimentos clínicos previstos pela NOB-SUS/96 e NOAS-MS/2001
  • 19.
    Leis  Lei Nº 11.350 de 05 de outubro de 2006 Regulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.   Lei Nº 10.507 de 10 de julho de 2002 Cria a Profissão de Agente Comunitário de Saúde e dá outras providências.
  • 20.
    Responsabilidades das EsferasGestoras em Atenção Básica: Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica; Co-financiar o sistema de atenção básica; Ordenar a formação de recursos humanos; Propor mecanismos para a programação, controle, regulação, e avaliação da atenção básica; Manter as bases de dados nacionais. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território; Regular as relações inter-municipais; Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território; Co-financiar as ações de atenção básica; Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território.
  • 21.
    Municipal Definir eimplantar o modelo de atenção básica em seu território; Contratualizar o trabalho em atenção básica; Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento ( gestão e gerência); Co-financiar as ações de atenção básica; Alimentar os sistemas de informação; Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.