Mass Communication Research
e Funcionalismo
Prof. Dr. Richard Romancini
Lasswell e outros pioneiros
- Impacto dos meios na sociedade conduz pesquisadores de
diferentes áreas à comunicação, existe um paralelismo entre a
“mass communication research” e a perspectiva funcionalista que
se desenvolve;
- Parte-se, no início de uma de visão até otimista do papel dos
meios (potencialmente bons – Lasswell, 1927 - data de publicação
de trabalho importante sobre a propaganda na I Guerra);
- Lasswell: Um dos primeiros modelos teóricos importantes -
comunicação como “agulha hipodérmica” (influência do
behavorismo, teorias Pavlov, teorias biológicas);
Lasswell e outros pioneiros
- Lasswell (1948), formula o que seria o primeiro modelo (ou paradigma de
estudo da comunicação: quem diz o que, por que canal e com qual efeito? –
formulação de uma problemática da comunicação de modelo funcionalista
(crítica hoje = fracionamento da comunicação);
- Na prática privilegiou-se a análise dos efeitos e de conteúdo.
Lasswell e outros pioneiros
Harold Dwight Lasswell (1902- 1978) e seu estudo da propaganda
da I Guerra
Fonte: Infoamérica
Lasswell e outros pioneiros
Edward Bernays, pai das RP
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=-xvWpkL8qyQ
Funcionalismo – Continuidade
Paul Lazarsfeld / Robert Merton
- Comunicação, como outras
dimensões da realidade social,
possui “funções” em termos do
ajustamento e coesão social. Daí
preocupação desses autores com as
“disfunções”;
- Funções: 1. vigilância, 2. relações
entre os componentes do meio, 3.
transmissão herança social
(Lasswell) e 4. diversão (Lazarsfeld e
Merton);
Robert K. Merton (1910-2003) e
Maxwell McCombs (1940)
Fonte: Infoamérica
Funcionalismo – Continuidade
- Outros autores funcionalistas: Kurt Lewin (“decisão
de grupo”) e Carl Hovland (persuasão na
comunicação) (psicólogos) – pesquisas quantitativas
de audiência;
- Pesquisa administrativa: pesquisa que procura o
conhecimento para aperfeiçoar a mídia existente.
Baixa crítica social. Ciência social “neutra”.
Funcionalismo – Continuidade
“Duplo fluxo” (two steep flow)
– anos 40 e 50
- Crítica ao modelo hipodérmico: existe
uma mediação fundamental: “líder de
opinião” (gatekeeper) (dentro de um
“grupo primário”) – Lazarsfeld e Katz /
formadores de opinião;
- Modelo aplicado em pesquisa
empírica, procura reconstruir
“degraus” da influência;
- Influência no modelo de difusão de
inovações.
Fonte: Infoamérica
Funcionalismo – Continuidade
Vozes dissidentes e mais
críticas entre os autores
funcionalistas
- Wright Mills: estudo do lazer e
do poder associado aos aparatos
técnicos da comunicação (TV);
- D. MacDonald: fim da cultura
popular e da cultura
erudita; ”mass cultura” /
“midcultcure” x “high culture” /
“popular culture”.
Charles Wright Mills (1916-
1962) e Dwight Macdonald
(1906-1982)
Fonte: Infoamérica
Agenda Setting
- Mídia não diz o que pensar, mas diz sobre o que
pensar;
- Mídia cria: “ordem do dia” / “hierarquia de
assuntos”;
- Tais aspectos estão ligados a especificidades dos
meios;
- Inverso: “espiral do silêncio”;
- “Gap” entre agenda da mídia e do público pode levar
a mudanças de comportamento no longo prazo.
Usos e gratificações
- Deslocamento de perspectiva:
•não mais “o que os meios fazem às pessoas?”, mas
•“o que as pessoas fazem com os meios?”;
- Maior ênfase nos aspectos sócio-psicológicos do receptor;
- Efeito da mídia é conseqüência de gratificações às
necessidades do receptor (consumo/uso è efeitos);
- Destaque ao papel criativo e crítico da audiência;
- Problema metodológico (relatos pessoais) leva à pesquisa
etnográfica;
- Alguma convergência com estudos críticos da Comunicação.
Síntese das descobertas e contribuições
do Funcionalismo sobre a comunicação
- Reforço prevalece sobre conversão;
- Influência pessoal limita “poder” dos media;
- Há forte vínculo entre contexto social e
comunicação;
- Importância do contexto social explica a, ao longo
do tempo, perda de influência do “líder de opinião”;
- Efeitos a longo prazo.
Críticas ao Funcionalismo
- Ambiência psicológica de parte dos estudos
empíricos não corresponde à realidade (exposição
seletiva da realidade é diferente da situação de
experimento);
- Nível microssociológico, descritivo e administrativo
não contribui com teorização ampla;
- Baixa criticidade social: conservadorismo.
Periodização e características da Mass
Communication Research e do Funcionalismo
Ambiência basicamente norte-americana no início e hoje mundial
Retomando/Resumindo
Teoria Hipodérmica
- Causa  Efeito
(estímulo) (resposta)
- Linearidade do processo de comunicação;
- Mídia exerce influência direta nos indivíduos;
- Forte âmbito psicológico;
- “Manipulação”.
MCM  Indivíduos
Retomando/Resumindo
Funcionalismo: Duplo fluxo e derivações
- “Persuasão”: efeitos limitados;
- Pesquisa de campo investiga limites da influência
(preocupação com contexto social);
- Dimensão prático-aplicativa dos problemas investigados:
pesquisa administrativa;
- Dinâmica da formação da opinião pública: interação entre os
indivíduos;
- Logo, importância dos grupos de referência (familiares,
amigos, religiosos etc.) e “líderes de opinião”.

Mass communication research e funcionalismo

  • 1.
    Mass Communication Research eFuncionalismo Prof. Dr. Richard Romancini
  • 2.
    Lasswell e outrospioneiros - Impacto dos meios na sociedade conduz pesquisadores de diferentes áreas à comunicação, existe um paralelismo entre a “mass communication research” e a perspectiva funcionalista que se desenvolve; - Parte-se, no início de uma de visão até otimista do papel dos meios (potencialmente bons – Lasswell, 1927 - data de publicação de trabalho importante sobre a propaganda na I Guerra); - Lasswell: Um dos primeiros modelos teóricos importantes - comunicação como “agulha hipodérmica” (influência do behavorismo, teorias Pavlov, teorias biológicas);
  • 3.
    Lasswell e outrospioneiros - Lasswell (1948), formula o que seria o primeiro modelo (ou paradigma de estudo da comunicação: quem diz o que, por que canal e com qual efeito? – formulação de uma problemática da comunicação de modelo funcionalista (crítica hoje = fracionamento da comunicação); - Na prática privilegiou-se a análise dos efeitos e de conteúdo.
  • 4.
    Lasswell e outrospioneiros Harold Dwight Lasswell (1902- 1978) e seu estudo da propaganda da I Guerra Fonte: Infoamérica
  • 5.
    Lasswell e outrospioneiros Edward Bernays, pai das RP Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=-xvWpkL8qyQ
  • 6.
    Funcionalismo – Continuidade PaulLazarsfeld / Robert Merton - Comunicação, como outras dimensões da realidade social, possui “funções” em termos do ajustamento e coesão social. Daí preocupação desses autores com as “disfunções”; - Funções: 1. vigilância, 2. relações entre os componentes do meio, 3. transmissão herança social (Lasswell) e 4. diversão (Lazarsfeld e Merton); Robert K. Merton (1910-2003) e Maxwell McCombs (1940) Fonte: Infoamérica
  • 7.
    Funcionalismo – Continuidade -Outros autores funcionalistas: Kurt Lewin (“decisão de grupo”) e Carl Hovland (persuasão na comunicação) (psicólogos) – pesquisas quantitativas de audiência; - Pesquisa administrativa: pesquisa que procura o conhecimento para aperfeiçoar a mídia existente. Baixa crítica social. Ciência social “neutra”.
  • 8.
    Funcionalismo – Continuidade “Duplofluxo” (two steep flow) – anos 40 e 50 - Crítica ao modelo hipodérmico: existe uma mediação fundamental: “líder de opinião” (gatekeeper) (dentro de um “grupo primário”) – Lazarsfeld e Katz / formadores de opinião; - Modelo aplicado em pesquisa empírica, procura reconstruir “degraus” da influência; - Influência no modelo de difusão de inovações. Fonte: Infoamérica
  • 9.
    Funcionalismo – Continuidade Vozesdissidentes e mais críticas entre os autores funcionalistas - Wright Mills: estudo do lazer e do poder associado aos aparatos técnicos da comunicação (TV); - D. MacDonald: fim da cultura popular e da cultura erudita; ”mass cultura” / “midcultcure” x “high culture” / “popular culture”. Charles Wright Mills (1916- 1962) e Dwight Macdonald (1906-1982) Fonte: Infoamérica
  • 10.
    Agenda Setting - Mídianão diz o que pensar, mas diz sobre o que pensar; - Mídia cria: “ordem do dia” / “hierarquia de assuntos”; - Tais aspectos estão ligados a especificidades dos meios; - Inverso: “espiral do silêncio”; - “Gap” entre agenda da mídia e do público pode levar a mudanças de comportamento no longo prazo.
  • 11.
    Usos e gratificações -Deslocamento de perspectiva: •não mais “o que os meios fazem às pessoas?”, mas •“o que as pessoas fazem com os meios?”; - Maior ênfase nos aspectos sócio-psicológicos do receptor; - Efeito da mídia é conseqüência de gratificações às necessidades do receptor (consumo/uso è efeitos); - Destaque ao papel criativo e crítico da audiência; - Problema metodológico (relatos pessoais) leva à pesquisa etnográfica; - Alguma convergência com estudos críticos da Comunicação.
  • 12.
    Síntese das descobertase contribuições do Funcionalismo sobre a comunicação - Reforço prevalece sobre conversão; - Influência pessoal limita “poder” dos media; - Há forte vínculo entre contexto social e comunicação; - Importância do contexto social explica a, ao longo do tempo, perda de influência do “líder de opinião”; - Efeitos a longo prazo.
  • 13.
    Críticas ao Funcionalismo -Ambiência psicológica de parte dos estudos empíricos não corresponde à realidade (exposição seletiva da realidade é diferente da situação de experimento); - Nível microssociológico, descritivo e administrativo não contribui com teorização ampla; - Baixa criticidade social: conservadorismo.
  • 14.
    Periodização e característicasda Mass Communication Research e do Funcionalismo Ambiência basicamente norte-americana no início e hoje mundial
  • 15.
    Retomando/Resumindo Teoria Hipodérmica - Causa Efeito (estímulo) (resposta) - Linearidade do processo de comunicação; - Mídia exerce influência direta nos indivíduos; - Forte âmbito psicológico; - “Manipulação”. MCM  Indivíduos
  • 16.
    Retomando/Resumindo Funcionalismo: Duplo fluxoe derivações - “Persuasão”: efeitos limitados; - Pesquisa de campo investiga limites da influência (preocupação com contexto social); - Dimensão prático-aplicativa dos problemas investigados: pesquisa administrativa; - Dinâmica da formação da opinião pública: interação entre os indivíduos; - Logo, importância dos grupos de referência (familiares, amigos, religiosos etc.) e “líderes de opinião”.