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Teorias do Jornalismo
 Primeira das tentativas de entender porque as
notícias são como são.
 Princípio de que as notícias espelhariam a
realidade tal como ela é.
 Segundo essa teoria, o comunicador é um
mediador desinteressado, que busca a
verdade a qualquer preço.
O mediador separaria radicalmente fatos e
opiniões.
Acredita e defende a objetividade do trabalho
jornalístico.
 Até hoje a comunidade jornalística defende a
teoria do espelho como um dos principais
valores éticos de seu trabalho.
 Traduz a ideia da fotografia e de sua
“reprodutibilidade técnica”.
 A metáfora do espelho já apresenta
problemas por si. Afinal, espelhos refletem a
luz apenas.
 Não existe linguagem neutra: análise de
discurso.
 Inspira-se no Positivismo de Augusto Comte
(1798-1857).
 Meados do século 19:Nascimento do
jornalismo informativo, que separa opinião de
informação (reprodução);
 Início do século 20: O jornalismo aparece
associado à objetividade, aqui entendida
como método criterioso de pesquisa e de
checagem dos fatos.
 A comunicação, especialmente o jornalismo,
ajuda a construir as notícias como elas são.
 Nélson Traquina e Mauro Wolf.
 Leva em conta critérios como noticiabilidade,
constrangimentos organizacionais,
construção de audiência e rotinas de
produção.
 A notícia não se esgota na sua produção, mas
é com ela que esse modelo está preocupado.
 Perspectiva construtivista que rejeita a teoria
do espelho.
 A socióloga Gaye Tuchman, uma das
principais representantes da defesa do
conceito, diz que o newsmaking articula-se
na rotina profissional do comunicador, na
organização do seu trabalho e nos processos
produtivos.
 De acordo com Gaye Tuchman, , os seguintes
itens são considerados na elaboração dos
noticiários (que influenciam a OP):
 Transformar um fato desconhecido em um
acontecimento notável.
 Elaborar formas de relatar os acontecimentos
que não tenham a pretensão de dar a cada
um deles uma feição: homogeneidade
 Organizar, espacial e temporalmente, o
trabalho de modo que os acontecimentos
sejam lineares e planificados.
 Processo de produção da notícia planejado
como rotina industrial.
 O planejamento da comunicação (linha
editorial).
 Manipulação x rotinas de produção.
 Práticas de produção de notícias.
 Sistematização do trabalho jornalístico
 Noticiabilidade: negociação por espaço no
noticiário. Ex: tragédias, grandes mudanças,
eleições
 Há notícias factuais, leves, súbitas. Em
desenvolvimento, em sequência ( no
cronograma, como inaugurações, eleições).
 É fundamental considerar no Newsmaking
fatos históricos, sociais, regionais, culturais e
ideológicos
 O conceito refere-se à pessoa que veta ou
passa a informação. Editores, diretores,
produtores.
 Só se tornam notícia os acontecimentos que
passam por um portão (gate). Quem decide
isso é o guardião do portão (gatekeeper).
 Termo elaborado pela psicologia, em estudo
sobre hábitos alimentares – a dona de casa
que decide o que a família vai comer.
 Hoje a teoria perdeu prestígio, tendo sido
substituída por termos como construção da
realidade.
 Segundo Wolf, o mérito desses estudos foi o
de individualizar onde, em que ponto do
aparelho, ação do filtro é exercida.
 A mídia atingiria a todos da mesma maneira
de forma distinta.
 Metáfora da injeção.
 A teoria hipodérmica parte da idéia
behavorista de que a toda resposta
corresponde um estímulo, pois não há
resposta sem estímulo, ou estímulo sem
resposta.
 O esquema E - R (Estímulo - Resposta) é
essencial para a Teoria Hipodérmica. Assim,
os meios de comunicação de Massa (MCM)
enviariam estímulos que seriam
imediatamente respondidos pelos receptores.
 A audiência é vista como uma massa amorfa,
que responde de maneira imediata e
uniforme aos estímulos recebidos.
 Os indivíduos são compreendidos como
átomos isolados, que, no entanto, fazem
parte de um corpo maior, a massa, criada
pelos meios de comunicação.
 Isso tornaria impossível a emergência de
resposta individuais ou discordantes do
estímulo.
Defende a idéia de que os consumidores de
notícias tendem a considerar mais importantes
os assuntos que são veiculados na imprensa,
sugerindo que os MCC agendam nossas
conversas.
Surgiu nos EUA nos anos 70.
 Walter Lippman, Public Opinion, afirmou,
ainda na década de 1920, que a mídia é a
principal ligação entre os acontecimentos do
mundo e a imagem desses acontecimentos na
nossa mente.
 Segundo Lippman, a imprensa funciona como
agente modeladora do conhecimento, usando
os estereótipos como forma simplificada e
distorcida de entender a realidade.
 O agendamento depende da própria
sociedade e da cultura organizacional das
empresas de comunicação.
 O agendamento depende de 3 características
da imprensa:
 acumulação: a capacidade da mídia para criar
e manter o interesse do público
 consonância: as semelhanças nos processos
produtivos de informação tendem a ser mais
significativos do que as diferenças.
 onipresença: o fato de a mídia estar em todos
os lugares o tempo todo.
 Diferentes meios interpretam as notícias de
modos diversos e provocam agendamentos
diversos.
 Cada veículo de comunicação interpreta os
acontecimentos de modo distinto,
priorizando a sua maneira os assuntos.
 A Agenda Setting parece apropriada para
entender o rol persuasivo (involuntário) dos
meios de comunicação em certas esferas
públicas, como a política.
 O termo Espiral do Silêncio foi utilizado pela
pesquisadora alemã Noelle-Neumann, na
década de 70, para descrever o mecanismo
psicológico em que os indivíduos tendem a
seguir as opiniões dos outros, até que uma
opinião se estabeleça como atitude
prevalecente
 Enquanto isso, outras opiniões isoladas são
rejeitadas por todos. Caem no silêncio, na
espiral de silenciamento.
 Análise instrumentalista: aquilo que foi
deixado de fora da cobertura midiática, o foi
de propósito, e é escondido pela própria
mídia.
 Ambas seriam frutos dos definidores
primários, como fontes institucionalizadas,
por exemplo.
 Critérios como objetividade e noticiabilidade
influenciam esse processo.
 Espiral: relação entre a mídia e a OP.
 Defende que os indivíduos buscam a
integração social através da observação da
opinião dos outros e procuram expressá-la
dentro dos parâmetros da opinião da maioria
para evitar o isolamento.
 As pessoas tendem a esconder opiniões
discordantes da OP.
 Em termos sociológicos o "efeito bandwagon"
ou "band-wagon effect" significa a tendência
dos eleitores para aderirem ao projeto
político que pensam que será o vencedor.
 Estima-se que em cada eleição cerca de 10%
do eleitorado decida o sentido de voto por
contágio.
 Este efeito começa no lançamento das
candidaturas, prolonga-se durante a
campanha eleitoral e culmina com o depositar
do voto nas urnas.
 Pesquisas de intenção de voto;
 Este comportamento de mimetismo é tanto
maior quanto maior for a impressão causada
no eleitorado através dos meios usados nas
campanhas.
 Se uma força política consegue mobilizar-se
durante a campanha isso é meio caminho
andado para a vitória.
 Pelo contrário se o grupo de campanha é já
por si diminuto, isso revela ao eleitorado o
grau de mobilização que o próprio partido
consegue dentro da própria casa.
 Temos assim que quanto maior for o grau de
mobilização, maior tenderá a ser o efeito
bandwagon.

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  • 2.  Primeira das tentativas de entender porque as notícias são como são.  Princípio de que as notícias espelhariam a realidade tal como ela é.  Segundo essa teoria, o comunicador é um mediador desinteressado, que busca a verdade a qualquer preço.
  • 3. O mediador separaria radicalmente fatos e opiniões. Acredita e defende a objetividade do trabalho jornalístico.  Até hoje a comunidade jornalística defende a teoria do espelho como um dos principais valores éticos de seu trabalho.  Traduz a ideia da fotografia e de sua “reprodutibilidade técnica”.
  • 4.  A metáfora do espelho já apresenta problemas por si. Afinal, espelhos refletem a luz apenas.  Não existe linguagem neutra: análise de discurso.  Inspira-se no Positivismo de Augusto Comte (1798-1857).
  • 5.  Meados do século 19:Nascimento do jornalismo informativo, que separa opinião de informação (reprodução);  Início do século 20: O jornalismo aparece associado à objetividade, aqui entendida como método criterioso de pesquisa e de checagem dos fatos.
  • 6.  A comunicação, especialmente o jornalismo, ajuda a construir as notícias como elas são.  Nélson Traquina e Mauro Wolf.  Leva em conta critérios como noticiabilidade, constrangimentos organizacionais, construção de audiência e rotinas de produção.  A notícia não se esgota na sua produção, mas é com ela que esse modelo está preocupado.
  • 7.  Perspectiva construtivista que rejeita a teoria do espelho.  A socióloga Gaye Tuchman, uma das principais representantes da defesa do conceito, diz que o newsmaking articula-se na rotina profissional do comunicador, na organização do seu trabalho e nos processos produtivos.
  • 8.  De acordo com Gaye Tuchman, , os seguintes itens são considerados na elaboração dos noticiários (que influenciam a OP):  Transformar um fato desconhecido em um acontecimento notável.
  • 9.  Elaborar formas de relatar os acontecimentos que não tenham a pretensão de dar a cada um deles uma feição: homogeneidade  Organizar, espacial e temporalmente, o trabalho de modo que os acontecimentos sejam lineares e planificados.
  • 10.  Processo de produção da notícia planejado como rotina industrial.  O planejamento da comunicação (linha editorial).  Manipulação x rotinas de produção.  Práticas de produção de notícias.  Sistematização do trabalho jornalístico
  • 11.  Noticiabilidade: negociação por espaço no noticiário. Ex: tragédias, grandes mudanças, eleições  Há notícias factuais, leves, súbitas. Em desenvolvimento, em sequência ( no cronograma, como inaugurações, eleições).  É fundamental considerar no Newsmaking fatos históricos, sociais, regionais, culturais e ideológicos
  • 12.  O conceito refere-se à pessoa que veta ou passa a informação. Editores, diretores, produtores.  Só se tornam notícia os acontecimentos que passam por um portão (gate). Quem decide isso é o guardião do portão (gatekeeper).  Termo elaborado pela psicologia, em estudo sobre hábitos alimentares – a dona de casa que decide o que a família vai comer.
  • 13.  Hoje a teoria perdeu prestígio, tendo sido substituída por termos como construção da realidade.  Segundo Wolf, o mérito desses estudos foi o de individualizar onde, em que ponto do aparelho, ação do filtro é exercida.
  • 14.  A mídia atingiria a todos da mesma maneira de forma distinta.  Metáfora da injeção.  A teoria hipodérmica parte da idéia behavorista de que a toda resposta corresponde um estímulo, pois não há resposta sem estímulo, ou estímulo sem resposta.
  • 15.  O esquema E - R (Estímulo - Resposta) é essencial para a Teoria Hipodérmica. Assim, os meios de comunicação de Massa (MCM) enviariam estímulos que seriam imediatamente respondidos pelos receptores.  A audiência é vista como uma massa amorfa, que responde de maneira imediata e uniforme aos estímulos recebidos.
  • 16.  Os indivíduos são compreendidos como átomos isolados, que, no entanto, fazem parte de um corpo maior, a massa, criada pelos meios de comunicação.  Isso tornaria impossível a emergência de resposta individuais ou discordantes do estímulo.
  • 17. Defende a idéia de que os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos que são veiculados na imprensa, sugerindo que os MCC agendam nossas conversas. Surgiu nos EUA nos anos 70.
  • 18.  Walter Lippman, Public Opinion, afirmou, ainda na década de 1920, que a mídia é a principal ligação entre os acontecimentos do mundo e a imagem desses acontecimentos na nossa mente.
  • 19.  Segundo Lippman, a imprensa funciona como agente modeladora do conhecimento, usando os estereótipos como forma simplificada e distorcida de entender a realidade.  O agendamento depende da própria sociedade e da cultura organizacional das empresas de comunicação.
  • 20.  O agendamento depende de 3 características da imprensa:  acumulação: a capacidade da mídia para criar e manter o interesse do público  consonância: as semelhanças nos processos produtivos de informação tendem a ser mais significativos do que as diferenças.  onipresença: o fato de a mídia estar em todos os lugares o tempo todo.
  • 21.  Diferentes meios interpretam as notícias de modos diversos e provocam agendamentos diversos.
  • 22.  Cada veículo de comunicação interpreta os acontecimentos de modo distinto, priorizando a sua maneira os assuntos.  A Agenda Setting parece apropriada para entender o rol persuasivo (involuntário) dos meios de comunicação em certas esferas públicas, como a política.
  • 23.  O termo Espiral do Silêncio foi utilizado pela pesquisadora alemã Noelle-Neumann, na década de 70, para descrever o mecanismo psicológico em que os indivíduos tendem a seguir as opiniões dos outros, até que uma opinião se estabeleça como atitude prevalecente  Enquanto isso, outras opiniões isoladas são rejeitadas por todos. Caem no silêncio, na espiral de silenciamento.
  • 24.  Análise instrumentalista: aquilo que foi deixado de fora da cobertura midiática, o foi de propósito, e é escondido pela própria mídia.  Ambas seriam frutos dos definidores primários, como fontes institucionalizadas, por exemplo.
  • 25.  Critérios como objetividade e noticiabilidade influenciam esse processo.  Espiral: relação entre a mídia e a OP.  Defende que os indivíduos buscam a integração social através da observação da opinião dos outros e procuram expressá-la dentro dos parâmetros da opinião da maioria para evitar o isolamento.  As pessoas tendem a esconder opiniões discordantes da OP.
  • 26.  Em termos sociológicos o "efeito bandwagon" ou "band-wagon effect" significa a tendência dos eleitores para aderirem ao projeto político que pensam que será o vencedor.  Estima-se que em cada eleição cerca de 10% do eleitorado decida o sentido de voto por contágio.
  • 27.  Este efeito começa no lançamento das candidaturas, prolonga-se durante a campanha eleitoral e culmina com o depositar do voto nas urnas.  Pesquisas de intenção de voto;  Este comportamento de mimetismo é tanto maior quanto maior for a impressão causada no eleitorado através dos meios usados nas campanhas.
  • 28.  Se uma força política consegue mobilizar-se durante a campanha isso é meio caminho andado para a vitória.  Pelo contrário se o grupo de campanha é já por si diminuto, isso revela ao eleitorado o grau de mobilização que o próprio partido consegue dentro da própria casa.  Temos assim que quanto maior for o grau de mobilização, maior tenderá a ser o efeito bandwagon.