Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscópica Guilherme Lima, Recife –PE Fellow em Laparoscopia Hospital Johns Hopkins XI CURSO DE CIRURGIAS UROLOGICAS POR VIDEO 19 a 24 de Julho de 2010 – Goiânia - GO
LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL LAPAROSCÓPICA PORQUÊ FAZER QUANDO COMO RESULTADOS
PORQUÊ FAZER? Sítio primário de metástase: retroperitônio. Estadiamento clínico N0 (imagem): 30% de falso negativo Tratamento TGT não seminomatoso, estágio I(N0): Observação Rigorosa Quimioterapia (QT) primária Linfadenectomia Retroperitoneal Modificada
OBSERVAÇÃO Observação: só pacientes sem fatores de risco (baixo risco) Invasão vascular/linfática (OR: 5,2), Ca Embrionário >40% (OR: 2,9),  Estadio T2,  T3-4 (OR: 2,6). Expectativa: até 28% de recidiva, baixo risco. Necessária forte adesão, gera estresse e ansiedade. Após recidiva: 3-4 ciclos de QT (maior toxicidade) Após QT: até 20% necessitarão de LNDRP de resgate (Teratoma). ( APMIS  2003,111:76;  Eur J Cancer  2000,36:1925)
QT PRIMÁRIA Utilizada inicialmente para evitar morbidade da LNDRP, demonstrou altas taxas de cura. Considerada 1º opção para pctes de alto risco nos EUA Toxicidade aguda: náuseas , alopécia, granulopenia. Toxicidade tardia: Nefrológica, neurológica (audição), pulmonar, neoplasias hematológicas secundárias. Principal crítica de oncologistas ao uso indiscriminado da QT Aumento tardio de doenças coronarianas (7,1x), elevação do colesterol e HAS. ( J Clin Oncol  1996, 14:441;  J Clin Oncol  1997, 15:239;  J Urol  1999, 161:1148;  J Clin Oncol  2000, 18:1725)
LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL CONVENCIONAL MODIFICADA Maior acurácia no estadiamento nodal, fácil seguimento. Curativa em N1 (90%) Recidiva: torácica, ou fora do template (10-12%). QT adjuvante só quando N2-3 Recidiva pós-QT: 2% . Morbidade cirúrgica importante!!! Complicações: 10,6% - 19,6% Trans-op: Sangramento, lesão de orgãos adjacentes.  Aguda: atelectasia, íleo prolongado, linfocele. Tardia: obstrução intestinal: 1-2%, hérnia incisional < 5% Estadia Hospitalar: 3-8 dias Mantém ejaculação anterógrada em 95-98% dos pacientes. ( J Urol  1994, 152:424;  Cancer Control  2002, 9:277;  J Urol  2003, 169:1710)
PORQUE LAPAROSCÓPICA? Acesso laparoscópico reduz morbidade cirúrgica. Convalescência + rápida: retorno precoce às atividades. Menos dor e melhor estética. Estadiamento acurado, simplifica seguimento. Estudos comparativos, demonstraram: Preferência por LNDRP-L vs LNDRP e/ou QT. Melhor qualidade de vida pós LNDRP-L vs LNDRP. Resultados oncológicos comparáveis   ( Br J Cancer  2006, 94:820)
Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscópica CRÍTICAS 1.Porque a maioria dos pacientes que tem linfonodos + na LRPL recebem QT adjuvante e na cirurgia aberta não? Não é curativa para N1? Bhayani SB, Ong A, Oh WK et al: Laparoscopic Retroperitoneal lymph node dissection for clinical stage I nonseminomatous germ cell testicular cancer. Urology 62,2003. 2.Porque a maioria das publicações iniciais sobre LRPL omite a dissecção retroaortica e ou retrocaval? Técnica incompleta? Janetschek G, Peschel R, Hobisch A, et al:Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection. J Endourology 15,2001.
Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscópica PROPOSTA Realizar a linfadenectomia duplicando completamente a técnica aberta nos aspectos oncológicos, preservando os benefícios da cirurgia laparoscópica sobre a técnica convencional. AMPLIANDO AS INDICAÇÕES 1.Alem de estadiamento (CSI), a LRPL passou a ter papel como tratamento nos portadores de linfonodos + (PSII), sem a necessidade de QT adjuvante. Allaf ME, Lima G, Kavoussi LR: Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection: Duplication of open technique. Urology 65, 2005. 2.Terapia de resgate nos casos de massas retroperitoneais residuais pos quimioterapia.  Palese MA, Su LM and Kavoussi LR: Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection after chemotherapy. Urology 60, 2002.
Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscopica 143 Estagio Clinico I 98 Estagio Patologico I 45 Estagio Patologico II 10 Sem QT adjuvante 0 recorrencia
 
QUANDO FAZER Pacientes de baixo risco. Pacientes de alto risco, quando: Falta de condições para fazer exames.  Não aderência ao progama de seguimento Contra-indicação à QT
Guidelines on Laparoscopy Proposal for a &quot;European Scoring System for Laparoscopic Operations in Urology&quot;. Eur Urol. 2001 Jul;40(1):2-6. Guilloneau B, Abbou CC, Doublet JD, et al.
COMO FAZER TÉCNICA  4 portais de 12mm na linha média Paciente em decúbito lateral 60 o Acesso Transperitoneal Uso cauteloso do b.harmônico Clipes nos vasos linfaticos Retirar peças ensacadas Congelar linfonodos suspeitos
COMO FAZER OBJETIVO: Template modificado com intenção curativa. Template unilateral com extensão até vasos ilíacos ipsilateral Fazer  retirada dos linfonodos atrás dos grandes vasos Quando linfonodos suspeito for positivo à congelação: Estender a dissecção bilateralmente com preservação  dos nervos simpáticos (Urology 2002 , 59:114)
COMO FAZER LIMITES DOS TEMPLATES DIREITA ESQUERDA Veia Gonadal Veia Gonadal Para Cava Para Aórtico Pré Cava Pré Aórtico Ilíaca Direita Ilíaca Esquerda Inter Aorto-cava (até AMI) Inter Aorto-cava (até AMI) Pré Aórtico (até AMI) Para Aórtico (até AMI)
TEMPLATE - ESQUERDO
TEMPLATE - DIREITO
Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscopica
RESULTADOS OPERATÓRIOS
EFICÁCIA ONCOLÓGICA
RESULTADOS NACIONAIS * Pacientes submetidos a linfadenectomia pós-quimioterapia. RS: Mirandolino M, Tefilli M. Int Braz J Urol 2001, 27: 527. ABC: Tobias-Machado M et al. Int Braz J Urol 2004, 30: 389. Barretos: Dauster B et al. In Press. Estudo № Tempo  Perda Sg Intern Conval Conver F/U RS 5 265´ <400ml 3 14-28d 0 6-23m ABC 5 2* 200´ 260´ 300 400 3 - 0 1 18m Barretos 1 5* 260´ 287´ 30 150 1 1,2 10 17 0 1 16m Estudo Compl Maior Compl Menor Ejacula №  Nodos Nodos + QT Adjuva Recidiva RS 1 1 100% 18,6 1 (20%) 0 0 ABC 1 0 0 100% - 2 2 2 0 0 Barretos 0 0 0 1 84% 14 12 0 2 0 0 0
MENSAGENS P/CASA Tratamento baseado em estratificação de risco QT em baixas doses ainda é menos mórbido que LNDRP-L LNDRP-L x Aberta:  acurácia e resultados oncológicos semelhantes Necessária larga experiência laparoscópica para iniciar LNDRP-L Operar estes casos preferencialmente em centros de referê ncia O Objetivo da LNDRP-L deve ser sempre curativo

Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscópica - 2010

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    Linfadenectomia Retroperitoneal LaparoscópicaGuilherme Lima, Recife –PE Fellow em Laparoscopia Hospital Johns Hopkins XI CURSO DE CIRURGIAS UROLOGICAS POR VIDEO 19 a 24 de Julho de 2010 – Goiânia - GO
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    LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL LAPAROSCÓPICAPORQUÊ FAZER QUANDO COMO RESULTADOS
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    PORQUÊ FAZER? Sítioprimário de metástase: retroperitônio. Estadiamento clínico N0 (imagem): 30% de falso negativo Tratamento TGT não seminomatoso, estágio I(N0): Observação Rigorosa Quimioterapia (QT) primária Linfadenectomia Retroperitoneal Modificada
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    OBSERVAÇÃO Observação: sópacientes sem fatores de risco (baixo risco) Invasão vascular/linfática (OR: 5,2), Ca Embrionário >40% (OR: 2,9), Estadio T2, T3-4 (OR: 2,6). Expectativa: até 28% de recidiva, baixo risco. Necessária forte adesão, gera estresse e ansiedade. Após recidiva: 3-4 ciclos de QT (maior toxicidade) Após QT: até 20% necessitarão de LNDRP de resgate (Teratoma). ( APMIS 2003,111:76; Eur J Cancer 2000,36:1925)
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    QT PRIMÁRIA Utilizadainicialmente para evitar morbidade da LNDRP, demonstrou altas taxas de cura. Considerada 1º opção para pctes de alto risco nos EUA Toxicidade aguda: náuseas , alopécia, granulopenia. Toxicidade tardia: Nefrológica, neurológica (audição), pulmonar, neoplasias hematológicas secundárias. Principal crítica de oncologistas ao uso indiscriminado da QT Aumento tardio de doenças coronarianas (7,1x), elevação do colesterol e HAS. ( J Clin Oncol 1996, 14:441; J Clin Oncol 1997, 15:239; J Urol 1999, 161:1148; J Clin Oncol 2000, 18:1725)
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    LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL CONVENCIONALMODIFICADA Maior acurácia no estadiamento nodal, fácil seguimento. Curativa em N1 (90%) Recidiva: torácica, ou fora do template (10-12%). QT adjuvante só quando N2-3 Recidiva pós-QT: 2% . Morbidade cirúrgica importante!!! Complicações: 10,6% - 19,6% Trans-op: Sangramento, lesão de orgãos adjacentes. Aguda: atelectasia, íleo prolongado, linfocele. Tardia: obstrução intestinal: 1-2%, hérnia incisional < 5% Estadia Hospitalar: 3-8 dias Mantém ejaculação anterógrada em 95-98% dos pacientes. ( J Urol 1994, 152:424; Cancer Control 2002, 9:277; J Urol 2003, 169:1710)
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    PORQUE LAPAROSCÓPICA? Acessolaparoscópico reduz morbidade cirúrgica. Convalescência + rápida: retorno precoce às atividades. Menos dor e melhor estética. Estadiamento acurado, simplifica seguimento. Estudos comparativos, demonstraram: Preferência por LNDRP-L vs LNDRP e/ou QT. Melhor qualidade de vida pós LNDRP-L vs LNDRP. Resultados oncológicos comparáveis ( Br J Cancer 2006, 94:820)
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    Linfadenectomia Retroperitoneal LaparoscópicaCRÍTICAS 1.Porque a maioria dos pacientes que tem linfonodos + na LRPL recebem QT adjuvante e na cirurgia aberta não? Não é curativa para N1? Bhayani SB, Ong A, Oh WK et al: Laparoscopic Retroperitoneal lymph node dissection for clinical stage I nonseminomatous germ cell testicular cancer. Urology 62,2003. 2.Porque a maioria das publicações iniciais sobre LRPL omite a dissecção retroaortica e ou retrocaval? Técnica incompleta? Janetschek G, Peschel R, Hobisch A, et al:Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection. J Endourology 15,2001.
  • 9.
    Linfadenectomia Retroperitoneal LaparoscópicaPROPOSTA Realizar a linfadenectomia duplicando completamente a técnica aberta nos aspectos oncológicos, preservando os benefícios da cirurgia laparoscópica sobre a técnica convencional. AMPLIANDO AS INDICAÇÕES 1.Alem de estadiamento (CSI), a LRPL passou a ter papel como tratamento nos portadores de linfonodos + (PSII), sem a necessidade de QT adjuvante. Allaf ME, Lima G, Kavoussi LR: Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection: Duplication of open technique. Urology 65, 2005. 2.Terapia de resgate nos casos de massas retroperitoneais residuais pos quimioterapia. Palese MA, Su LM and Kavoussi LR: Laparoscopic retroperitoneal lymph node dissection after chemotherapy. Urology 60, 2002.
  • 10.
    Linfadenectomia Retroperitoneal Laparoscopica143 Estagio Clinico I 98 Estagio Patologico I 45 Estagio Patologico II 10 Sem QT adjuvante 0 recorrencia
  • 11.
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    QUANDO FAZER Pacientesde baixo risco. Pacientes de alto risco, quando: Falta de condições para fazer exames. Não aderência ao progama de seguimento Contra-indicação à QT
  • 13.
    Guidelines on LaparoscopyProposal for a &quot;European Scoring System for Laparoscopic Operations in Urology&quot;. Eur Urol. 2001 Jul;40(1):2-6. Guilloneau B, Abbou CC, Doublet JD, et al.
  • 14.
    COMO FAZER TÉCNICA 4 portais de 12mm na linha média Paciente em decúbito lateral 60 o Acesso Transperitoneal Uso cauteloso do b.harmônico Clipes nos vasos linfaticos Retirar peças ensacadas Congelar linfonodos suspeitos
  • 15.
    COMO FAZER OBJETIVO:Template modificado com intenção curativa. Template unilateral com extensão até vasos ilíacos ipsilateral Fazer retirada dos linfonodos atrás dos grandes vasos Quando linfonodos suspeito for positivo à congelação: Estender a dissecção bilateralmente com preservação dos nervos simpáticos (Urology 2002 , 59:114)
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    COMO FAZER LIMITESDOS TEMPLATES DIREITA ESQUERDA Veia Gonadal Veia Gonadal Para Cava Para Aórtico Pré Cava Pré Aórtico Ilíaca Direita Ilíaca Esquerda Inter Aorto-cava (até AMI) Inter Aorto-cava (até AMI) Pré Aórtico (até AMI) Para Aórtico (até AMI)
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    RESULTADOS NACIONAIS *Pacientes submetidos a linfadenectomia pós-quimioterapia. RS: Mirandolino M, Tefilli M. Int Braz J Urol 2001, 27: 527. ABC: Tobias-Machado M et al. Int Braz J Urol 2004, 30: 389. Barretos: Dauster B et al. In Press. Estudo № Tempo Perda Sg Intern Conval Conver F/U RS 5 265´ <400ml 3 14-28d 0 6-23m ABC 5 2* 200´ 260´ 300 400 3 - 0 1 18m Barretos 1 5* 260´ 287´ 30 150 1 1,2 10 17 0 1 16m Estudo Compl Maior Compl Menor Ejacula № Nodos Nodos + QT Adjuva Recidiva RS 1 1 100% 18,6 1 (20%) 0 0 ABC 1 0 0 100% - 2 2 2 0 0 Barretos 0 0 0 1 84% 14 12 0 2 0 0 0
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    MENSAGENS P/CASA Tratamentobaseado em estratificação de risco QT em baixas doses ainda é menos mórbido que LNDRP-L LNDRP-L x Aberta: acurácia e resultados oncológicos semelhantes Necessária larga experiência laparoscópica para iniciar LNDRP-L Operar estes casos preferencialmente em centros de referê ncia O Objetivo da LNDRP-L deve ser sempre curativo