Lee Richstone, Casey Seideman, Lauren Baldinger, Sompol Permpongkosol, Thomas W. Jarrett, Li-Ming Su, Christian Pavlovich and Louis R. Kavoussi From the North Shore-Long Island Jewish Health System (LR, CS, LB, LRK), New Hyde Park, New York, Department of Urology, Ramathibodi Hospital (SP), Bangkok, Thailand, George Washington University Hospital (TWJ), Washington, D. C., and The Brady  Urological Institute (LMS, CP), Baltimore, Maryland The Journal of Urology - September 2008 (Vol. 180, Issue 3, Pages  855-859, DOI: 10.1016/j.juro.2008.05.026) .  Acadêmico: André Meluzzi dos Reis Goiânia, 2008.
Introdução A cirurgia laparoscópica teve uma tremenda evolução no campo da urologia nas últimas 2 décadas Existem poucos dados na literatura urológica sobre a necessidade de conversão de procedimentos laparoscópicos planejados em laparotomia aberta
Introdução A conversão para uma incisão aberta causa impacto em pacientes em diversas formas, incluindo aumento da dor pós-operatória, tempo intra-operatório, tempo de internação e custos hospitalares. A capacidade de quantificar com precisão o risco de conversão é importante para um aconselhamento pré-operatório minucioso do paciente
Objetivos Identificar a freqüência de conversão em vários procedimentos urológicos e como ela evolui com o decorrer do tempo e  experiência do cirurgião Identificar as indicações de conversão Identificar os fatores de risco para a conversão
Materiais e Métodos Estudo retrospectivo de 2.128 casos de operação laparoscópica realizados entre 1993 e 2005: Nefrectomia radical (LRN) - 549 Nefrectomia simples (LSN) - 186 Nefrectomia parcial (LPN) - 347 Nefrectomia para doação de órgão (LDN) - 553 Pieloplastia (LP) - 301 Nefroureterectomia (LNU)  - 106 Dissecção de nodo linfático retroperitonial ( LRPLND)  - 86
Materiais e Métodos Todas cirurgias foram realizadas em um único instituto, por 4 cirurgiões Conversões abertas foram identificadas assim como sua freqüência relacionada com o total de casos e com o decorrer do tempo O procedimento específico realizado em cada caso foi determinado Estatística descritiva e análise univariada foram utilizados para comparar pacientes com vs pacientes sem conversão durante a cirurgia laparoscópica
Resultados Pacientes que necessitaram de conversão para cirurgia aberta (grupo 1) 68 (3,3%) Pacientes que não necessitaram de conversão para cirurgia aberta (grupo 2) 2.011 (96,7%)
Resultados
Resultados O número absoluto de conversões e conversões/casos realizados por ano diminuiu significativamente com o tempo, atingindo um patamar de aproximadamente de 1% ao ano. A conversão foi inversamente relacionada ao volume de casos e à experiência acumulada do cirurgião.
Resultados
Resultados As indicações foram:  Lesões vasculares - 38,5% dos casos  Preocupação com margens - 13,5%  Lesão intestinal - 13,5% Falha no progresso - 11,5% Aderências - 9,6%  Lesão diafragmática - 1,9% Outras - 11,5%
Resultados
Resultados Não houve diferenças significativas ao paciente quanto a idade, sexo, história cirúrgica, pontuação ASA ou tamanho do tumor entre os grupos 1 e 2.  Nos grupos 1 e 2 foi significativo o tempo operatório (304 vs 219 minutos) e a perda sanguínea estimada (904 x 255 cc) (cada um com p menor que 0,0001).
Resultados Modelo de regressão lógica – fatores potenciais de risco associados com conversão Ano de cirurgia laparoscópica Idade do paciente Perda de sangue estimada A idade foi a única variável significativamente associada à conversão Pacientes com > 50 anos : 3,9 vezes mais chances de sofrer conversão
Discussão Durante a experiência foi registrada uma taxa de conversão de 3,2%, com uma diminuição significativa com o tempo até chegar a um patamar de 1,3% em 2005 Foi notado que a taxa de conversão varia com os diferentes procedimentos Não foi observada associação com a idade do paciente, tamanho do tumor, sexo ou pontuação ASA, o que ajuda-nos no aconselhamento dos pacientes baseado em sua elegibilidade. No modelo de regressão lógica, a única variável significativamente associada à conversão é a idade.
Conclusão A taxa de conversão durante a cirurgia laparoscópica não é uniforme em todos os procedimentos, o que é importante para o aconselhamento do paciente A mais comum indicação para a conversão é a lesão vascular É importante afirmar que a freqüência de conversão é dinâmica e provavelmente relacionada com o volume de casos e a experiência acumulada do cirurgião.

Conversion during laparoscopic surgery

  • 1.
    Lee Richstone, CaseySeideman, Lauren Baldinger, Sompol Permpongkosol, Thomas W. Jarrett, Li-Ming Su, Christian Pavlovich and Louis R. Kavoussi From the North Shore-Long Island Jewish Health System (LR, CS, LB, LRK), New Hyde Park, New York, Department of Urology, Ramathibodi Hospital (SP), Bangkok, Thailand, George Washington University Hospital (TWJ), Washington, D. C., and The Brady Urological Institute (LMS, CP), Baltimore, Maryland The Journal of Urology - September 2008 (Vol. 180, Issue 3, Pages 855-859, DOI: 10.1016/j.juro.2008.05.026) . Acadêmico: André Meluzzi dos Reis Goiânia, 2008.
  • 2.
    Introdução A cirurgialaparoscópica teve uma tremenda evolução no campo da urologia nas últimas 2 décadas Existem poucos dados na literatura urológica sobre a necessidade de conversão de procedimentos laparoscópicos planejados em laparotomia aberta
  • 3.
    Introdução A conversãopara uma incisão aberta causa impacto em pacientes em diversas formas, incluindo aumento da dor pós-operatória, tempo intra-operatório, tempo de internação e custos hospitalares. A capacidade de quantificar com precisão o risco de conversão é importante para um aconselhamento pré-operatório minucioso do paciente
  • 4.
    Objetivos Identificar afreqüência de conversão em vários procedimentos urológicos e como ela evolui com o decorrer do tempo e experiência do cirurgião Identificar as indicações de conversão Identificar os fatores de risco para a conversão
  • 5.
    Materiais e MétodosEstudo retrospectivo de 2.128 casos de operação laparoscópica realizados entre 1993 e 2005: Nefrectomia radical (LRN) - 549 Nefrectomia simples (LSN) - 186 Nefrectomia parcial (LPN) - 347 Nefrectomia para doação de órgão (LDN) - 553 Pieloplastia (LP) - 301 Nefroureterectomia (LNU) - 106 Dissecção de nodo linfático retroperitonial ( LRPLND) - 86
  • 6.
    Materiais e MétodosTodas cirurgias foram realizadas em um único instituto, por 4 cirurgiões Conversões abertas foram identificadas assim como sua freqüência relacionada com o total de casos e com o decorrer do tempo O procedimento específico realizado em cada caso foi determinado Estatística descritiva e análise univariada foram utilizados para comparar pacientes com vs pacientes sem conversão durante a cirurgia laparoscópica
  • 7.
    Resultados Pacientes quenecessitaram de conversão para cirurgia aberta (grupo 1) 68 (3,3%) Pacientes que não necessitaram de conversão para cirurgia aberta (grupo 2) 2.011 (96,7%)
  • 8.
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    Resultados O númeroabsoluto de conversões e conversões/casos realizados por ano diminuiu significativamente com o tempo, atingindo um patamar de aproximadamente de 1% ao ano. A conversão foi inversamente relacionada ao volume de casos e à experiência acumulada do cirurgião.
  • 10.
  • 11.
    Resultados As indicaçõesforam: Lesões vasculares - 38,5% dos casos Preocupação com margens - 13,5% Lesão intestinal - 13,5% Falha no progresso - 11,5% Aderências - 9,6% Lesão diafragmática - 1,9% Outras - 11,5%
  • 12.
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    Resultados Não houvediferenças significativas ao paciente quanto a idade, sexo, história cirúrgica, pontuação ASA ou tamanho do tumor entre os grupos 1 e 2. Nos grupos 1 e 2 foi significativo o tempo operatório (304 vs 219 minutos) e a perda sanguínea estimada (904 x 255 cc) (cada um com p menor que 0,0001).
  • 14.
    Resultados Modelo deregressão lógica – fatores potenciais de risco associados com conversão Ano de cirurgia laparoscópica Idade do paciente Perda de sangue estimada A idade foi a única variável significativamente associada à conversão Pacientes com > 50 anos : 3,9 vezes mais chances de sofrer conversão
  • 15.
    Discussão Durante aexperiência foi registrada uma taxa de conversão de 3,2%, com uma diminuição significativa com o tempo até chegar a um patamar de 1,3% em 2005 Foi notado que a taxa de conversão varia com os diferentes procedimentos Não foi observada associação com a idade do paciente, tamanho do tumor, sexo ou pontuação ASA, o que ajuda-nos no aconselhamento dos pacientes baseado em sua elegibilidade. No modelo de regressão lógica, a única variável significativamente associada à conversão é a idade.
  • 16.
    Conclusão A taxade conversão durante a cirurgia laparoscópica não é uniforme em todos os procedimentos, o que é importante para o aconselhamento do paciente A mais comum indicação para a conversão é a lesão vascular É importante afirmar que a freqüência de conversão é dinâmica e provavelmente relacionada com o volume de casos e a experiência acumulada do cirurgião.