Prof. Emmanuel Fraga
Temas:
•Introdução à Lógica Formal   emmanuel.dde@uol.com.br
•Princípios lógicos
•1ª Operação do Espírito
Objetivos:

 Relacionar a reflexão filosófica e científica;
 Identificar e exercitar os elementos básicos da lógica
  formal
 Identificar os principais tipos de falácias formais e
  informais;
 Construir a base dos argumentos da lógica
  matemática/simbólica.
Ementa:
 
  Introdução à Lógica Formal
  Os princípios lógicos nas filosofias de Parmênides de
     Eléia, Aristóteles e Leibniz.
    A lógica do conceito: propriedades, lei geral e árvore de
     Porfírio
    A lógica do juízo: classificação, tabela-verdade e
     oposição lógica
    A lógica do raciocínio: tipos de raciocínio e silogística
    Falácias e Paralogismos
Bibliografia Básica:

 BASTOS,       Cleverson L., KELLER, Vicente. Aprendendo Lógica.
    Petrópolis, RJ: 1997.
   COPI, Irving. Introdução à lógica. Trad. álvaro Cabral. São Paulo:
    Mestre Jou, 1978.
   LUNGARZO, Carlos. O que é lógica. São Paulo: Brasiliense, 1993.
   MARITAIN, Jacques. A ordem dos conceitos; lógica menor. Trad. de
    Ilza Neves. Rio de Janeiro: Agir, 1972.
   NAHRA, Cinara; WEBER, Ivan Hingo. Através da lógica. Petrópolis, RJ:
    Vozes: 2002.
Para Aristóteles,
Lógica = óργανον
  <Órganon>

 Uma espécie de
  instrumento,
   vestíbulo ou
 propedêutica à
     Filosofia
“A lógica estuda a razão como instrumento da ciência ou
  meio de adquirir e possuir a verdade. Pode-se defini-la:
  ‘a arte que dirige o próprio ato da razão, isto é, que nos
  permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao
  próprio ato da razão’.”




    S. Tomás de Aquino
    (Anal. Post.)
“A lógica é a ciência do
uso        correto      do
entendimento e da razão
em       geral,    segundo
princípios a priori de
como ele [isto é, o
entendimento]         deve
pensar.”
   Immanuel Kant (Ak 16)
z Princípio  da  Identidade  [p = p] - Aquele que
  afirma a identidade  de determinada coisa com ela
  mesma. Pode ser assim enunciado: Toda coisa é o 
  que é.

s Princípio da (não-)Contradição [ ~(p ∧ ~ p)] -
  Determina que: Uma  coisa  —considerada sob o
  mesmo aspecto —  não  pode  ser  e  não-ser  ao 
  mesmo tempo.
3.Princípio  do  Terceiro  Excluído [ p ∨ ~ p] -
  Afirma que: Dada uma noção qualquer ou ela é 
  verdadeira ou é falsa, isto é, não há um possível
  meio-termo entre a afirmação e negação.

4.Princípio  da  Razão  Suficiente – Lei formulada
  por LEIBNIZ (1646-1716) em sua obra la
  Monadologie [#32]:
       “Fato algum pode ser tomado como verdadeiro ou existente, nem
 algum enunciado ser considerado verídico, sem que haja uma razão
 suficiente [grifo nosso] para ser assim e não de outro modo.”
“Ato de apreender uma coisa sem afirmar ou negar.”
                           (MacCall)


              Conceito = Ideia = Noção

“O conceito de cada coisa é aquilo que é o significado
            expresso pela sua definição”.
           S. Tomás de Aquino (Questões discutidas sobre a verdade)


   OBS: Termo = expressão material do conceito
Propriedades de um conceito:

u Compreensão  [ou CONOTAÇÃO] -  “amplitude  em 
 relação  às  notas [isto  é, os elementos inteligíveis que o
 espírito nele discerne e que lhe pertencem necessariamente]
 que o caracterizam.”

a Extensão  [ou DENOTAÇÃO] - Denomina-se extensão de
 uma idéia: “a sua amplitude em relação aos indivíduos 
 aos  quais  se  aplica  e  agrupa  em  sua  unidade”. Diz
 respeito, portanto, ao conjunto de objetos compreendidos
 num determinado conceito.
Lei Geral:

“O conteúdo e a extensão de um conceito estão numa
 relação inversa um com o outro. Pois, quanto mais
 um conceito contenha sob si, tanto mais ele contém
                  em si, e vice-versa”
                                 Immanuel Kant (AK 95)
Lógica- 1ª Parte (CONCEITO)

Lógica- 1ª Parte (CONCEITO)

  • 1.
    Prof. Emmanuel Fraga Temas: •Introduçãoà Lógica Formal emmanuel.dde@uol.com.br •Princípios lógicos •1ª Operação do Espírito
  • 2.
    Objetivos:  Relacionar areflexão filosófica e científica;  Identificar e exercitar os elementos básicos da lógica formal  Identificar os principais tipos de falácias formais e informais;  Construir a base dos argumentos da lógica matemática/simbólica.
  • 3.
    Ementa:    Introduçãoà Lógica Formal  Os princípios lógicos nas filosofias de Parmênides de Eléia, Aristóteles e Leibniz.  A lógica do conceito: propriedades, lei geral e árvore de Porfírio  A lógica do juízo: classificação, tabela-verdade e oposição lógica  A lógica do raciocínio: tipos de raciocínio e silogística  Falácias e Paralogismos
  • 4.
    Bibliografia Básica:  BASTOS, Cleverson L., KELLER, Vicente. Aprendendo Lógica. Petrópolis, RJ: 1997.  COPI, Irving. Introdução à lógica. Trad. álvaro Cabral. São Paulo: Mestre Jou, 1978.  LUNGARZO, Carlos. O que é lógica. São Paulo: Brasiliense, 1993.  MARITAIN, Jacques. A ordem dos conceitos; lógica menor. Trad. de Ilza Neves. Rio de Janeiro: Agir, 1972.  NAHRA, Cinara; WEBER, Ivan Hingo. Através da lógica. Petrópolis, RJ: Vozes: 2002.
  • 6.
    Para Aristóteles, Lógica =óργανον <Órganon> Uma espécie de instrumento, vestíbulo ou propedêutica à Filosofia
  • 7.
    “A lógica estudaa razão como instrumento da ciência ou meio de adquirir e possuir a verdade. Pode-se defini-la: ‘a arte que dirige o próprio ato da razão, isto é, que nos permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio ato da razão’.” S. Tomás de Aquino (Anal. Post.)
  • 8.
    “A lógica éa ciência do uso correto do entendimento e da razão em geral, segundo princípios a priori de como ele [isto é, o entendimento] deve pensar.” Immanuel Kant (Ak 16)
  • 9.
    z Princípio  da Identidade  [p = p] - Aquele que afirma a identidade  de determinada coisa com ela mesma. Pode ser assim enunciado: Toda coisa é o  que é. s Princípio da (não-)Contradição [ ~(p ∧ ~ p)] - Determina que: Uma  coisa  —considerada sob o mesmo aspecto —  não  pode  ser  e  não-ser  ao  mesmo tempo.
  • 10.
    3.Princípio  do  Terceiro Excluído [ p ∨ ~ p] - Afirma que: Dada uma noção qualquer ou ela é  verdadeira ou é falsa, isto é, não há um possível meio-termo entre a afirmação e negação. 4.Princípio  da  Razão  Suficiente – Lei formulada por LEIBNIZ (1646-1716) em sua obra la Monadologie [#32]: “Fato algum pode ser tomado como verdadeiro ou existente, nem algum enunciado ser considerado verídico, sem que haja uma razão suficiente [grifo nosso] para ser assim e não de outro modo.”
  • 12.
    “Ato de apreenderuma coisa sem afirmar ou negar.” (MacCall) Conceito = Ideia = Noção “O conceito de cada coisa é aquilo que é o significado expresso pela sua definição”. S. Tomás de Aquino (Questões discutidas sobre a verdade) OBS: Termo = expressão material do conceito
  • 13.
    Propriedades de umconceito: u Compreensão  [ou CONOTAÇÃO] -  “amplitude  em  relação  às  notas [isto  é, os elementos inteligíveis que o espírito nele discerne e que lhe pertencem necessariamente] que o caracterizam.” a Extensão  [ou DENOTAÇÃO] - Denomina-se extensão de uma idéia: “a sua amplitude em relação aos indivíduos  aos  quais  se  aplica  e  agrupa  em  sua  unidade”. Diz respeito, portanto, ao conjunto de objetos compreendidos num determinado conceito.
  • 14.
    Lei Geral: “O conteúdoe a extensão de um conceito estão numa relação inversa um com o outro. Pois, quanto mais um conceito contenha sob si, tanto mais ele contém em si, e vice-versa” Immanuel Kant (AK 95)