Palestra:
Inteligência Competitiva versus
Gestão do Conhecimento
Ethel Airton Capuano, Dr.
Brasília (DF), 11/09/2012
Roteiro da Palestra:
 Conceitos e Motivação Histórica da
“Inteligência Competitiva”
 A “Nova Onda” da “Gestão do
Conhecimento”
 Gestão do Conhecimento para Inteligência
Competitiva Empresarial
 Questões para Debate
Conceitos e Motivação Histórica da
“Inteligência Competitiva”
Inteligência Competitiva (IC): é o processo de busca de
qualquer informação na ambiência, de caráter científico,
tecnológico, social ou político, sobre os seus
competidores e também clientes, fornecedores e
parceiros, que possibilite melhor posicionamento da
organização na ambiência (Tarapanoff, 2006).
Importante: o profissional de inteligência competitiva
deve sempre estar atualizado em relação às informações
de governo devido à (forte) presença do Estado na
economia, algo comum nas sociedades capitalistas ...!
“É perdoável ser derrotado, mas nunca ser surpreendido.”
Frederico, O Grande.
Inteligência Competitiva (IC): processo de aprendizagem
motivado pela competição, fundada sobre a informação
que permite a otimização da estratégia da organização a
curto e longo prazo (Queyras; Quoniam, 2006).
A inteligência competitiva (IC) tem se tornado a última
arma na guerra mundial da economia, que coloca nação
contra nação, deslocando o eixo de poder das armas de
destruição tradicionais em direção a armas econômicas
baseadas no uso da inteligência nas organizações
(Kahaner, 1997).
jbecaud.com
Outras Visões sobre IC nas Organizações
• Deve ser tratada como uma função, com estrutura
formal (Prescott; Miller, 2001).
• Visão de planejamento estratégico, com objetivo de
desenvolver um sistema de inteligência sobre os
concorrentes (McGee; Prusak, 1994).
• Concepção holística de ambiente informacional
(ecologia da informação) (Davenport, 2000).
• Foco no consumo e não no estoque de informação:
em geral, as organizações têm dificuldade não para
coletar e armazenar informações, mas sim para
processá-las de modo a se tornarem úteis nos
processos de negócio (Santos, 2000).
A “Nova Onda” da Gestão do Conhecimento
Origens: a ideia de “gestão do
conhecimento” talvez sempre tenha
existido para o ser humano (as pinturas
rupestres são uma evidência disso).
bellarmini.blogspot.com
Outra fonte antiga de
Inteligência Competitiva é militar,
como se observa nos relatos da
milenar obra “A Arte da Guerra”, do
épico General Sun Tzu.
bookstove.com
bujinkan.net.nz
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Filosófico: conhecimento é o conhecimento verdadeiro
(que se aproxima da verdade); contudo, o que é a
verdade? Como o ser humano pode ter acesso à verdade
absoluta sobre as coisas? O conhecimento, portanto,
sempre se refere a uma verdade aceita como verdade
pelos próprios homens, sem acesso à verdade absoluta
(acima de qualquer dúvida) (Hessen, 1925).
Conceitos de “Conhecimento”
gotsole.wordpress.com
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Problema central do conhecimento:
relação entre o sujeito e o objeto do
conhecimento.
Religioso: refere-se ao conhecimento
baseado nos textos sagrados e no
dogma (fé religiosa); esse tipo de
conhecimento não permite a dúvida.
Científico: é o conhecimento alcançado
pelo ser humano com uso de um método
considerado científico; é sempre relativo
ao estágio evolutivo da ciência.
Vulgar: é o conhecimento tácito do ser
humano para uso no cotidiano; é muito
importante, também, para a sustentação
da civilização humana.
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Conceito Ontológico (e pragmático): “conhecimento” é
uma estrutura de conceitos conectados por relações
entre si que o ser humano expressa como “informação”
(este conceito é útil para Mineração de Textos e
Engenharia do Conhecimento).
(Capuano, 2010)
Exemplo de Conceitos e Relações: Quebra da Venda Casada de
Máquinas e Cartões de Crédito (Exame, 2010)
(Capuano, 2010)
K (S) + ∆I = K (S + ∆S)
Conhecimento Tácito
(existe algum outro tipo?)
“Equação Fundamental” da Aquisição de Conhecimento
(Brookes, 1980):
Fatores da Equação:
K (S): estrutura inicial de conhecimento da pessoa
∆I: informação acrescida à sua estrutura
K (S + ∆S): nova estrutura de conhecimento da pessoa
O conhecimento resulta do processamento de
informações pelo ser humano e a aceitação de algo novo
em sua base cognitiva preexistente (Brookes, 1980;
Drucker, 1998; Choo, 2003). Esse conceito não pode ser
dissociado da noção de aprendizado (da Psicologia),
constituindo, portanto, um processo bastante difícil,
senão impossível, de ser gerenciado.
Entretanto, uma estratégia efetiva de Gestão da
Informação para apoiar a “Gestão do Conhecimento”
empresarial poderá empregar conceitos mais sólidos,
tais como as de “Gestão do Capital Intelectual”,
“Aprendizado Organizacional”, “Gestão por
Processos” e “Inteligência de Negócios”
(Business Intelligence).
Crítica à Gestão do Conhecimento
T. D. Wilson (University of Sheffield):
“Gestão do Conhecimento” é apenas
um produto de marketing das empresas
de consultoria, sem fundamento
científico.
Em suma, ele argumenta que:
KM is a fad.
Modismos gerenciais da 2ª metade
do Século XX, segundo Wilson,
(2002).
paginas.fe.up.pt
 IT-Track: especialistas (cientistas e práticos) em
computação e informação; foco em reengenharia e no
desenvolvimento de sistemas de informação para
suporte à decisão com uso de Inteligência Artificial;
 People-Track: filósofos, psicólogos, sociólogos e
administradores; foco em processos de negócio e
desenvolvimento de pessoas e organizações.
Karl Erik Sveiby: “Pai Fundador”
da Gestão do Conhecimento
Gestão do Conhecimento, na prática,
consiste de duas linhas de ação: “IT-
Track”, que é Gestão da Informação, e
“People-Track”, que é Gestão de Pessoas
(Sveiby, 2001a; Wilson, 2002). gurteen.com
“Eu não creio que o conhecimento possa ser
gerenciado. Gestão do Conhecimento é um termo pobre,
mas nós estamos presos a ele, eu suponho. ‘Foco no
Conhecimento’ ou ‘Criação de Conhecimento’ (Nonaka)
são termos melhores porque descrevem uma
mentalidade que entende o conhecimento como
atividade e não como objeto. É uma visão humana, não
uma visão tecnológica.” (Sveiby, 2001b)
“(...) conhecimento envolve o processo mental de
compreensão, entendimento e aprendizado que ocorre
na mente e somente na mente, não obstante ele envolva
interação com o mundo externo à mente e interação com
outras pessoas. Sempre que nós queremos expressar o
que nós sabemos, nós somente podemos fazer isso
proferindo mensagens de um tipo ou de outro – oral,
escrita, gráfica, gestual, ou mesmo por meio da
“linguagem do corpo”. Tais mensagens não levam
“conhecimento”, elas constituem “informação”, que uma
mente voltada para o conhecimento pode assimilar,
entender, compreender e incorporar em suas próprias
estruturas de conhecimento.” (Wilson, 2002)
GC (KM) ou GI (IM)?
“Conhecimento é poder.”
(Francis Bacon)
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Gestão do Conhecimento (GC) para
Inteligência Competitiva (IC) Empresarial
Por que GC para IC?
O “clube” dos países líderes mundiais
na Ciência e na Tecnologia continua
tendo os mesmos membros há mais
de 100 anos ...
... Mas o “clube” dos seguidores
imediatos não! Corram, porque os
países asiáticos estão chegando e
querem entrar no “clube” dos líderes!
Patentes Nacionais no Brasil
Patentes de residentes no Brasil são poucas
e de baixa intensidade tecnológica...
Ambiente Empresarial Competitivo
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Forças e Estratégias de Porter
Evolução da World Wide Web
Novos Paradigma Sociotécnicos:
“Internet” e “WWW”
Veille Technologique
Pesquisa
Coleta
Difusão
Tratamento
Análise / Validação
Utilização
Estratégia
Empresarial
Política
de P & D
Política de
Propriedade Industrial
Etapa 1: confiada a uma rede
de observadores do ambiente,
composta de vários perfis
profissionais (engenheiros,
cientistas da informação,
bibliotecários, arquivistas).
Etapa de Transição: atuam
atores das Etapas 1 e 2.
Etapa 2: confiada a
especialistas temáticos.
Etapa 3: definida pelos
tomadores de decisão.
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“Inteligência Competitiva” na
Tradição Japonesa
Os japoneses praticam IC no escopo
maior das estratégias competitivas das
empresas transnacionais do Japão, que
sugerem uma inteligência organizacional –
ou seja, uma inteligência espelhada no
próprio modelo de organização da
produção japonês. (Aoki; Dore, 1996)
A inteligência competitiva há muito integra
a política industrial japonesa e está se
tornando um componente oficial das
políticas industriais de vários países
europeus e dos EUA. (Kahaner, 1997)
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Princípios Metodológicos:
 Atenção e Percepção: sob a perspectiva da
informação, qualquer mudança ou desenvolvimento
no ambiente externo das organizações cria sinais e
mensagens para os quais se deve dedicar atenção.
 Tipos de Sinais: podem ser fortes (tendências), fracos
(quando difíceis de serem detectados), confusos
(difíceis de serem analisados) ou espúrios (quando
não indicam mudanças verdadeiras);
 Seletividade das Fontes: no “oceano de informações”
disponíveis, o segredo (ou “racionalidade”) se
encontra na seletividade das fontes a serem
trabalhadas na Inteligência Competitiva.
Monitoramento do Ambiente Externo
(Choo, 1998)
A escola dos impressionistas, conhecida como
pontilhismo, vigorosa no final do Século XIX, reproduz
cenas completas com milhares de pontos coloridos em
vez de linhas contínuas. Olhe de perto para qualquer
uma dessas pinturas e verá somente pontos. Afaste-se
uns dez passos e verá um campo de flores ou pessoas
passeando em um parque com guarda-sóis abertos.”
(Fuld, 2007)
“Não existe melhor maneira de
compreender a perspectiva
competitiva do que visitar um
museu de arte. Preste atenção nas
pinturas dos impressionistas. en.wikipedia.org
Como Identificar e Interpretar os Sinais?
Se você examinar a imagem novamente, você começará
a perceber mais aspectos sutis, os contornos, as formas
geométricas, as proporções, uma torre escondida atrás
de algumas árvores ao longe. Você consegue ter
perspectiva” (Fuld, 2007).
“(...) Quando você vê toda a
pintura, você fica maravilhado
como milhares de pontos
formaram uma figura coerente
e de fácil compreensão. Você
percebe o barco a vela
balançar com a brisa, o
remador, árvores pendendo
sobre a margem do rio. amoesauwe.blogspot.com
“Desenvolver inteligência competitiva é semelhante a
criar uma pintura pontilhada. Seu objetivo não é criar
uma imagem perfeita, mas uma imagem representativa
da realidade (como Seurat fez ao criar sua cena serena
com o mínimo de pontilhados). Afaste-se alguns passos
da pintura de Seurat e você sentirá como se estivesse
sentado na margem do rio naquele dia quente e
vagaroso de verão” (Fuld, 2007).
Essa “imagem representativa da realidade”,
portanto, é uma interpretação da realidade com base na
informação disponível e no conhecimento dos
profissionais de inteligência competitiva. Esse processo
interpretativo se assemelha ao trabalho do pesquisador
e ao do investigador de polícia ...
Experiências de GC para IC
Shell Services International
 Shell Services International (SSI): empresa de TIC do Royal Dutch
Shell Group, iniciou um projeto de convergência entre Gestão do
Conhecimento (GC) e Inteligência Competitiva (IC) em 1998.
 Modelo de GC para IC: estruturação de processos de inteligência
para cinco áreas-chave na organização – (1) Comunicação e
Marketing, (2) Estratégias Corporativas, (3) Desenvolvimento de
Novos Produtos, (4) Recursos Humanos, (5) Vendas; este modelo,
no entanto, não dispensa o atendimento de demandas ad hoc.
 Estratégia de GC: disseminação eficiente da “informação básica”
na organização mediante um serviço de informação com
atendimento self service (sistema CI KnowledgeHouse na Intranet);
esse serviço visa aliviar a equipe de IC do atendimento às
demandas no “varejo, para que os analistas possam se concentrar
em atividades que agregam maior valor à organização, tais como
os processos de simulação e suporte a transações de negócios.
nickcerygroup.com
 Projeto “Knowledge Bank”: tornar o conhecimento sobre
“desenvolvimento” disponível a todo mundo (Wolfensohn, 1996).
 Liderança no “chão-de-fábrica”: mais de 100 comunidades de
prática dos seis escritórios regionais denominadas Therapeutic
Groups (TGs), envolvendo até parceiros e estudantes.
 Desafios: (1) consolidar e integrar programas de GC e de AO; e (2)
encapsular comportamentos de compartilhamento do
conhecimento nos processos de negócio.
 Resultados, consequências e problemas: (1) modernização
tecnológica (maior presença na Web e implantação de um sistema
ERP da SAP, com integração de mais de 60 sistemas legados e
algum encapsulamento de “conhecimento” nos processos
automatizados); (2) empacotamento de “conhecimento” em
cursos formais; (3) compartilhamento de ideias entre os TGs e
publicação de inovações; governança do projeto confusa, com
mudança de foco de “compartilhamento” para “aprendizado”.
Banco Mundial
(Shneier, 2006)
Organizações Fundamentadas na Informação
e no Conhecimento
Primárias:
 Relatórios de Empresas
 Documentos
Governamentais
 Conversas ou Discursos
 Entrevistas
 Bancos de Dados
Abertos (inclusive Open
Government Data)
Secundárias:
 Jornais
 Revistas
 Livros
 Programas Gravados
(TV e Rádio)
 Relatórios de Analistas
 Web Portais
 Mídias Sociais
Fontes de Informação Aberta para
Inteligência Competitiva
(Daft; Weick, 1984; Capuano et al., 2009)
Observatório como Modelo de Organização
para Inteligência Competitiva
ec.europa.eu
turizem-institut.si
en.ovtt.org
epp.eurostat.ec.europa.eu
rcrwireless.com
innovalatino.org
iied.org
my-scholarship.net
amalawi.info
facebook.com
feem-project.net
sonlte.com
bwcv.es
abc.az
careers.euromonitor.com
designpublic.in
(Capuano et al., 2009)
hr.wikipedia.org
beinformedblog.blogspot.com
information-management.com
greatdreams.com
Engenharia do Conhecimento
Engenharia do Conhecimento”
(EC) é um termo utilizado nas
comunidades de Engenharia de
Sistemas e Ciência da Computação
para contextualizar a disciplina de
desenvolvimento de sistemas
computacionais onde o raciocínio
inteligente e o conhecimento
desempenham papéis centrais.
Os assim denominados Sistemas Baseados no
Conhecimento (Knowledge-Based Systems – KBS) são
considerados o principal produto da Inteligência
Artificial como disciplina, em benefício dos negócios.
Engenharia do Conhecimento (EC):
Metodologia CommonKADS
Contexto
Conceito
Artefato
Modelo de
Organização
Modelo de
Tarefa
Modelo de
Agente
Modelo de
Conhecimento
Modelo de
Comunicação
Modelo de
Projeto
(Schreiber et al., 2000)
(Capuano, 2008)
?
Estrutura e Sistemas de Informação Corporativos
Evolução Organizacional no Século XXI
Questões para Debate
Inteligência Competitiva:
 Previsão: somente a próxima geração de líderes
empresariais brasileiros deverá valorizar a IC como
“arma” na competição local e global? Ou, conforme
Max Planck, a mudança depende do mindset?
 É possível praticar-se uma disciplina multidisciplinar
como IC com profissionais monodisciplinares?
 Como incentivar professores e alunos da graduação a
“pensar fora da caixa” em contextos de IC?
 Quando é que profissionais das soft sciences se
integrarão com os das hard sciences para a IC?
Gestão do Conhecimento:
 É necessário expressar-se uma prática de GC para
que ela exista numa organização?
 E, por outro lado, quando poderemos afirmar que se
pratica, efetivamente, GC numa organização?
 É possível existir uma GC sem EC? Ou seja, é
possível a GC sair do mundo da “poesia” para o
mundo real sem o apoio instrumental da EC?
 Que tipo de organização será mais propício para GC?
Existe um modelo de gestão melhor para GC?
 GC não será uma abordagem de gestão
(management) que exigirá, também, uma mudança de
outros paradigmas na gestão contemporânea?
Referências
AOKI, Masahiko; DORE, Ronald (Ed.). The Japanese firm: sources of
competitive strength. Oxford University Press, 1996.
BERNAT, Jean Pierre et al. Les Contours de la Veille. Documentaliste-
Sciences de l'Information, 2008/4 Vol. 45, p. 32-44. Disponível em:
<http://www.cairn.info/revue-documentaliste-sciences-de-l-
information-2008-4-page-32.htm>. Acesso em: 2 set. 2012.
CAPUANO, Ethel Airton; CASAES, Julio; COSTA, Julio Reis da;
JESUS, Magda Sifuentes de; MACHADO, Marco Antonio. Inteligência
Competitiva e suas Conexões Epistemológicas com Gestão da
Informação e do Conhecimento. Ciência da Informação, v. 38, n. 2, p.
19-34, maio-ago/2009.
CAPUANO, Ethel Airton. Construtos para Modelagem de
Organizações Fundamentadas na Informação e no Conhecimento no
Serviço Público Brasileiro. Ciência da Informação, v. 37, n. 3, p. 18-
37, set.-dez./2008.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as
organizações usam a informação para criar significado, construir
conhecimento e tomar decisões. Tradução de Eliana Rocha. São
Paulo: SENAC, 2003.
CHOO, Chun Wei. Information management for the intelligent
organization: the art of scanning the environment. 2. ed., 1998, (ASIS
Monograph Series).
DAFT, Richard L.; WEICK, Karl E. Toward a model of organizations as
interpretations systems. Academy of Management Review, v. 9, n. 2,
p. 284-295, 1984.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a
tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. Tradução
de Bernadette Siqueira Abrão. 3. ed. São Paulo: Futura, 2000.
DRUCKER, Peter F. The coming of the new organization. Harvard
Business Review on Knowledge Management, Harvard Business
School, p. 1-19, 1998.
EXAME. Estudo Exame: Cartões. Exame, edição 968, n. 9, ano 44, 19
maio 2010.
FULD, Leonard M. Inteligência Competitiva: como se manter à frente
dos movimentos da concorrência e do mercado. Tradução de
Janaína Ruffoni. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
KAHANER, Larry. Competitive intelligence: how to gather, analyze,
and use information to move your business to the top. New York:
Touchstone, 1997.
McGEE, James; PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da
informação: aumente a competitividade e a eficiência de sua
empresa utilizando a informação como uma ferramenta estratégica.
Tradução de Astrid Beatriz de Figueiredo. 11. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1994.
PRESCOTT, John E.; MILLER, Stephen H. (Ed.). Proven strategies in
competitive intelligence: lessons from the trenches. [S.l.]: John Wiley
& Sons, 2001.
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos. Métodos e ferramentas
para gestão de inteligência e do conhecimento. Perspectivas em
Ciência da Informação, v. 5, n. 2, p. 205-215, jul./dez. 2000.
QUEYRAS, Joachim; QUONIAM, Luc. Inteligência competitiva. In:
TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência, informação e conhecimento.
Brasília: IBICT; UNESCO, 2006. p. 73-97.
SVEIBY, Karl Erik. What is knowledge management? Brisbane:
Sveiby Knowledge Associates. Disponível em:
<http://www.sveiby.com/faq.html#Whatis>. Acesso em: 8 set. 2012(a).
SVEIBY, Karl Erik. Frequently Asked Questions. Brisbane (AUS):
Sveiby Knowledge Associates. Disponível em:
<http://www.sveiby.com.au/faq.html>. Acesso em: 8 set. 2012(b).
TARAPANOFF, Kira. Informação, conhecimento e inteligência em
corporações: relações e complementaridade. In: TARAPANOFF, Kira
(Org.). Inteligência, Informação e Conhecimento. Brasília: IBICT e
UNESCO, 2006.
WILSON, T. D. The Nonsense of Knowledge Management. Information
Research, v. 8, n. 1, October 2002.
Fim
Agradeço a atenção de todos!
As ideias apresentadas são abertas a
críticas e ao debate ...
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Inteligência Competitiva vs. Gestão do Conhecimento

  • 1.
    Palestra: Inteligência Competitiva versus Gestãodo Conhecimento Ethel Airton Capuano, Dr. Brasília (DF), 11/09/2012
  • 2.
    Roteiro da Palestra: Conceitos e Motivação Histórica da “Inteligência Competitiva”  A “Nova Onda” da “Gestão do Conhecimento”  Gestão do Conhecimento para Inteligência Competitiva Empresarial  Questões para Debate
  • 3.
    Conceitos e MotivaçãoHistórica da “Inteligência Competitiva” Inteligência Competitiva (IC): é o processo de busca de qualquer informação na ambiência, de caráter científico, tecnológico, social ou político, sobre os seus competidores e também clientes, fornecedores e parceiros, que possibilite melhor posicionamento da organização na ambiência (Tarapanoff, 2006). Importante: o profissional de inteligência competitiva deve sempre estar atualizado em relação às informações de governo devido à (forte) presença do Estado na economia, algo comum nas sociedades capitalistas ...! “É perdoável ser derrotado, mas nunca ser surpreendido.” Frederico, O Grande.
  • 4.
    Inteligência Competitiva (IC):processo de aprendizagem motivado pela competição, fundada sobre a informação que permite a otimização da estratégia da organização a curto e longo prazo (Queyras; Quoniam, 2006). A inteligência competitiva (IC) tem se tornado a última arma na guerra mundial da economia, que coloca nação contra nação, deslocando o eixo de poder das armas de destruição tradicionais em direção a armas econômicas baseadas no uso da inteligência nas organizações (Kahaner, 1997). jbecaud.com
  • 5.
    Outras Visões sobreIC nas Organizações • Deve ser tratada como uma função, com estrutura formal (Prescott; Miller, 2001). • Visão de planejamento estratégico, com objetivo de desenvolver um sistema de inteligência sobre os concorrentes (McGee; Prusak, 1994). • Concepção holística de ambiente informacional (ecologia da informação) (Davenport, 2000). • Foco no consumo e não no estoque de informação: em geral, as organizações têm dificuldade não para coletar e armazenar informações, mas sim para processá-las de modo a se tornarem úteis nos processos de negócio (Santos, 2000).
  • 6.
    A “Nova Onda”da Gestão do Conhecimento Origens: a ideia de “gestão do conhecimento” talvez sempre tenha existido para o ser humano (as pinturas rupestres são uma evidência disso). bellarmini.blogspot.com Outra fonte antiga de Inteligência Competitiva é militar, como se observa nos relatos da milenar obra “A Arte da Guerra”, do épico General Sun Tzu. bookstove.com bujinkan.net.nz history.cultural-china.com
  • 7.
    Filosófico: conhecimento éo conhecimento verdadeiro (que se aproxima da verdade); contudo, o que é a verdade? Como o ser humano pode ter acesso à verdade absoluta sobre as coisas? O conhecimento, portanto, sempre se refere a uma verdade aceita como verdade pelos próprios homens, sem acesso à verdade absoluta (acima de qualquer dúvida) (Hessen, 1925). Conceitos de “Conhecimento” gotsole.wordpress.com heartofphilosophy.wordpress.com Problema central do conhecimento: relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento.
  • 8.
    Religioso: refere-se aoconhecimento baseado nos textos sagrados e no dogma (fé religiosa); esse tipo de conhecimento não permite a dúvida. Científico: é o conhecimento alcançado pelo ser humano com uso de um método considerado científico; é sempre relativo ao estágio evolutivo da ciência. Vulgar: é o conhecimento tácito do ser humano para uso no cotidiano; é muito importante, também, para a sustentação da civilização humana. blocksand3dpuzzlesblog.com kingnewsmedia.blogspot.com steveallenmotoring.co.uk features.pewforum.orgfryeblog.blog.lib.mcmaster.ca
  • 9.
    Conceito Ontológico (epragmático): “conhecimento” é uma estrutura de conceitos conectados por relações entre si que o ser humano expressa como “informação” (este conceito é útil para Mineração de Textos e Engenharia do Conhecimento). (Capuano, 2010)
  • 10.
    Exemplo de Conceitose Relações: Quebra da Venda Casada de Máquinas e Cartões de Crédito (Exame, 2010) (Capuano, 2010)
  • 11.
    K (S) +∆I = K (S + ∆S) Conhecimento Tácito (existe algum outro tipo?) “Equação Fundamental” da Aquisição de Conhecimento (Brookes, 1980): Fatores da Equação: K (S): estrutura inicial de conhecimento da pessoa ∆I: informação acrescida à sua estrutura K (S + ∆S): nova estrutura de conhecimento da pessoa
  • 12.
    O conhecimento resultado processamento de informações pelo ser humano e a aceitação de algo novo em sua base cognitiva preexistente (Brookes, 1980; Drucker, 1998; Choo, 2003). Esse conceito não pode ser dissociado da noção de aprendizado (da Psicologia), constituindo, portanto, um processo bastante difícil, senão impossível, de ser gerenciado. Entretanto, uma estratégia efetiva de Gestão da Informação para apoiar a “Gestão do Conhecimento” empresarial poderá empregar conceitos mais sólidos, tais como as de “Gestão do Capital Intelectual”, “Aprendizado Organizacional”, “Gestão por Processos” e “Inteligência de Negócios” (Business Intelligence).
  • 13.
    Crítica à Gestãodo Conhecimento T. D. Wilson (University of Sheffield): “Gestão do Conhecimento” é apenas um produto de marketing das empresas de consultoria, sem fundamento científico. Em suma, ele argumenta que: KM is a fad. Modismos gerenciais da 2ª metade do Século XX, segundo Wilson, (2002). paginas.fe.up.pt
  • 14.
     IT-Track: especialistas(cientistas e práticos) em computação e informação; foco em reengenharia e no desenvolvimento de sistemas de informação para suporte à decisão com uso de Inteligência Artificial;  People-Track: filósofos, psicólogos, sociólogos e administradores; foco em processos de negócio e desenvolvimento de pessoas e organizações. Karl Erik Sveiby: “Pai Fundador” da Gestão do Conhecimento Gestão do Conhecimento, na prática, consiste de duas linhas de ação: “IT- Track”, que é Gestão da Informação, e “People-Track”, que é Gestão de Pessoas (Sveiby, 2001a; Wilson, 2002). gurteen.com
  • 15.
    “Eu não creioque o conhecimento possa ser gerenciado. Gestão do Conhecimento é um termo pobre, mas nós estamos presos a ele, eu suponho. ‘Foco no Conhecimento’ ou ‘Criação de Conhecimento’ (Nonaka) são termos melhores porque descrevem uma mentalidade que entende o conhecimento como atividade e não como objeto. É uma visão humana, não uma visão tecnológica.” (Sveiby, 2001b)
  • 16.
    “(...) conhecimento envolveo processo mental de compreensão, entendimento e aprendizado que ocorre na mente e somente na mente, não obstante ele envolva interação com o mundo externo à mente e interação com outras pessoas. Sempre que nós queremos expressar o que nós sabemos, nós somente podemos fazer isso proferindo mensagens de um tipo ou de outro – oral, escrita, gráfica, gestual, ou mesmo por meio da “linguagem do corpo”. Tais mensagens não levam “conhecimento”, elas constituem “informação”, que uma mente voltada para o conhecimento pode assimilar, entender, compreender e incorporar em suas próprias estruturas de conhecimento.” (Wilson, 2002) GC (KM) ou GI (IM)?
  • 17.
    “Conhecimento é poder.” (FrancisBacon) miniweb.com.br ancientgreece.com trickledown.wordpress.com deterdeondeseir.blogspot.com ateus.net brasilescola.com filoinfo.bem-vindo.net richardjakubaszko.blogspot.com plus.google.com
  • 18.
    Gestão do Conhecimento(GC) para Inteligência Competitiva (IC) Empresarial
  • 19.
    Por que GCpara IC? O “clube” dos países líderes mundiais na Ciência e na Tecnologia continua tendo os mesmos membros há mais de 100 anos ...
  • 22.
    ... Mas o“clube” dos seguidores imediatos não! Corram, porque os países asiáticos estão chegando e querem entrar no “clube” dos líderes!
  • 23.
    Patentes Nacionais noBrasil Patentes de residentes no Brasil são poucas e de baixa intensidade tecnológica...
  • 24.
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    Veille Technologique Pesquisa Coleta Difusão Tratamento Análise /Validação Utilização Estratégia Empresarial Política de P & D Política de Propriedade Industrial Etapa 1: confiada a uma rede de observadores do ambiente, composta de vários perfis profissionais (engenheiros, cientistas da informação, bibliotecários, arquivistas). Etapa de Transição: atuam atores das Etapas 1 e 2. Etapa 2: confiada a especialistas temáticos. Etapa 3: definida pelos tomadores de decisão. culinary-colorado.com
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    “Inteligência Competitiva” na TradiçãoJaponesa Os japoneses praticam IC no escopo maior das estratégias competitivas das empresas transnacionais do Japão, que sugerem uma inteligência organizacional – ou seja, uma inteligência espelhada no próprio modelo de organização da produção japonês. (Aoki; Dore, 1996) A inteligência competitiva há muito integra a política industrial japonesa e está se tornando um componente oficial das políticas industriais de vários países europeus e dos EUA. (Kahaner, 1997) flickr.com
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    Princípios Metodológicos:  Atençãoe Percepção: sob a perspectiva da informação, qualquer mudança ou desenvolvimento no ambiente externo das organizações cria sinais e mensagens para os quais se deve dedicar atenção.  Tipos de Sinais: podem ser fortes (tendências), fracos (quando difíceis de serem detectados), confusos (difíceis de serem analisados) ou espúrios (quando não indicam mudanças verdadeiras);  Seletividade das Fontes: no “oceano de informações” disponíveis, o segredo (ou “racionalidade”) se encontra na seletividade das fontes a serem trabalhadas na Inteligência Competitiva. Monitoramento do Ambiente Externo (Choo, 1998)
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    A escola dosimpressionistas, conhecida como pontilhismo, vigorosa no final do Século XIX, reproduz cenas completas com milhares de pontos coloridos em vez de linhas contínuas. Olhe de perto para qualquer uma dessas pinturas e verá somente pontos. Afaste-se uns dez passos e verá um campo de flores ou pessoas passeando em um parque com guarda-sóis abertos.” (Fuld, 2007) “Não existe melhor maneira de compreender a perspectiva competitiva do que visitar um museu de arte. Preste atenção nas pinturas dos impressionistas. en.wikipedia.org Como Identificar e Interpretar os Sinais?
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    Se você examinara imagem novamente, você começará a perceber mais aspectos sutis, os contornos, as formas geométricas, as proporções, uma torre escondida atrás de algumas árvores ao longe. Você consegue ter perspectiva” (Fuld, 2007). “(...) Quando você vê toda a pintura, você fica maravilhado como milhares de pontos formaram uma figura coerente e de fácil compreensão. Você percebe o barco a vela balançar com a brisa, o remador, árvores pendendo sobre a margem do rio. amoesauwe.blogspot.com
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    “Desenvolver inteligência competitivaé semelhante a criar uma pintura pontilhada. Seu objetivo não é criar uma imagem perfeita, mas uma imagem representativa da realidade (como Seurat fez ao criar sua cena serena com o mínimo de pontilhados). Afaste-se alguns passos da pintura de Seurat e você sentirá como se estivesse sentado na margem do rio naquele dia quente e vagaroso de verão” (Fuld, 2007). Essa “imagem representativa da realidade”, portanto, é uma interpretação da realidade com base na informação disponível e no conhecimento dos profissionais de inteligência competitiva. Esse processo interpretativo se assemelha ao trabalho do pesquisador e ao do investigador de polícia ...
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    Experiências de GCpara IC Shell Services International  Shell Services International (SSI): empresa de TIC do Royal Dutch Shell Group, iniciou um projeto de convergência entre Gestão do Conhecimento (GC) e Inteligência Competitiva (IC) em 1998.  Modelo de GC para IC: estruturação de processos de inteligência para cinco áreas-chave na organização – (1) Comunicação e Marketing, (2) Estratégias Corporativas, (3) Desenvolvimento de Novos Produtos, (4) Recursos Humanos, (5) Vendas; este modelo, no entanto, não dispensa o atendimento de demandas ad hoc.  Estratégia de GC: disseminação eficiente da “informação básica” na organização mediante um serviço de informação com atendimento self service (sistema CI KnowledgeHouse na Intranet); esse serviço visa aliviar a equipe de IC do atendimento às demandas no “varejo, para que os analistas possam se concentrar em atividades que agregam maior valor à organização, tais como os processos de simulação e suporte a transações de negócios. nickcerygroup.com
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     Projeto “KnowledgeBank”: tornar o conhecimento sobre “desenvolvimento” disponível a todo mundo (Wolfensohn, 1996).  Liderança no “chão-de-fábrica”: mais de 100 comunidades de prática dos seis escritórios regionais denominadas Therapeutic Groups (TGs), envolvendo até parceiros e estudantes.  Desafios: (1) consolidar e integrar programas de GC e de AO; e (2) encapsular comportamentos de compartilhamento do conhecimento nos processos de negócio.  Resultados, consequências e problemas: (1) modernização tecnológica (maior presença na Web e implantação de um sistema ERP da SAP, com integração de mais de 60 sistemas legados e algum encapsulamento de “conhecimento” nos processos automatizados); (2) empacotamento de “conhecimento” em cursos formais; (3) compartilhamento de ideias entre os TGs e publicação de inovações; governança do projeto confusa, com mudança de foco de “compartilhamento” para “aprendizado”. Banco Mundial (Shneier, 2006)
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    Organizações Fundamentadas naInformação e no Conhecimento
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    Primárias:  Relatórios deEmpresas  Documentos Governamentais  Conversas ou Discursos  Entrevistas  Bancos de Dados Abertos (inclusive Open Government Data) Secundárias:  Jornais  Revistas  Livros  Programas Gravados (TV e Rádio)  Relatórios de Analistas  Web Portais  Mídias Sociais Fontes de Informação Aberta para Inteligência Competitiva
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    (Daft; Weick, 1984;Capuano et al., 2009)
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    Observatório como Modelode Organização para Inteligência Competitiva ec.europa.eu turizem-institut.si en.ovtt.org epp.eurostat.ec.europa.eu rcrwireless.com innovalatino.org iied.org my-scholarship.net amalawi.info facebook.com feem-project.net sonlte.com bwcv.es abc.az careers.euromonitor.com designpublic.in
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    (Capuano et al.,2009) hr.wikipedia.org beinformedblog.blogspot.com information-management.com greatdreams.com
  • 42.
    Engenharia do Conhecimento Engenhariado Conhecimento” (EC) é um termo utilizado nas comunidades de Engenharia de Sistemas e Ciência da Computação para contextualizar a disciplina de desenvolvimento de sistemas computacionais onde o raciocínio inteligente e o conhecimento desempenham papéis centrais. Os assim denominados Sistemas Baseados no Conhecimento (Knowledge-Based Systems – KBS) são considerados o principal produto da Inteligência Artificial como disciplina, em benefício dos negócios.
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    Engenharia do Conhecimento(EC): Metodologia CommonKADS Contexto Conceito Artefato Modelo de Organização Modelo de Tarefa Modelo de Agente Modelo de Conhecimento Modelo de Comunicação Modelo de Projeto (Schreiber et al., 2000)
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    (Capuano, 2008) ? Estrutura eSistemas de Informação Corporativos
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    Questões para Debate InteligênciaCompetitiva:  Previsão: somente a próxima geração de líderes empresariais brasileiros deverá valorizar a IC como “arma” na competição local e global? Ou, conforme Max Planck, a mudança depende do mindset?  É possível praticar-se uma disciplina multidisciplinar como IC com profissionais monodisciplinares?  Como incentivar professores e alunos da graduação a “pensar fora da caixa” em contextos de IC?  Quando é que profissionais das soft sciences se integrarão com os das hard sciences para a IC?
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    Gestão do Conhecimento: É necessário expressar-se uma prática de GC para que ela exista numa organização?  E, por outro lado, quando poderemos afirmar que se pratica, efetivamente, GC numa organização?  É possível existir uma GC sem EC? Ou seja, é possível a GC sair do mundo da “poesia” para o mundo real sem o apoio instrumental da EC?  Que tipo de organização será mais propício para GC? Existe um modelo de gestão melhor para GC?  GC não será uma abordagem de gestão (management) que exigirá, também, uma mudança de outros paradigmas na gestão contemporânea?
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    Referências AOKI, Masahiko; DORE,Ronald (Ed.). The Japanese firm: sources of competitive strength. Oxford University Press, 1996. BERNAT, Jean Pierre et al. Les Contours de la Veille. Documentaliste- Sciences de l'Information, 2008/4 Vol. 45, p. 32-44. Disponível em: <http://www.cairn.info/revue-documentaliste-sciences-de-l- information-2008-4-page-32.htm>. Acesso em: 2 set. 2012. CAPUANO, Ethel Airton; CASAES, Julio; COSTA, Julio Reis da; JESUS, Magda Sifuentes de; MACHADO, Marco Antonio. Inteligência Competitiva e suas Conexões Epistemológicas com Gestão da Informação e do Conhecimento. Ciência da Informação, v. 38, n. 2, p. 19-34, maio-ago/2009. CAPUANO, Ethel Airton. Construtos para Modelagem de Organizações Fundamentadas na Informação e no Conhecimento no Serviço Público Brasileiro. Ciência da Informação, v. 37, n. 3, p. 18- 37, set.-dez./2008.
  • 50.
    CHOO, Chun Wei.A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. Tradução de Eliana Rocha. São Paulo: SENAC, 2003. CHOO, Chun Wei. Information management for the intelligent organization: the art of scanning the environment. 2. ed., 1998, (ASIS Monograph Series). DAFT, Richard L.; WEICK, Karl E. Toward a model of organizations as interpretations systems. Academy of Management Review, v. 9, n. 2, p. 284-295, 1984. DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. Tradução de Bernadette Siqueira Abrão. 3. ed. São Paulo: Futura, 2000. DRUCKER, Peter F. The coming of the new organization. Harvard Business Review on Knowledge Management, Harvard Business School, p. 1-19, 1998.
  • 51.
    EXAME. Estudo Exame:Cartões. Exame, edição 968, n. 9, ano 44, 19 maio 2010. FULD, Leonard M. Inteligência Competitiva: como se manter à frente dos movimentos da concorrência e do mercado. Tradução de Janaína Ruffoni. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. KAHANER, Larry. Competitive intelligence: how to gather, analyze, and use information to move your business to the top. New York: Touchstone, 1997. McGEE, James; PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma ferramenta estratégica. Tradução de Astrid Beatriz de Figueiredo. 11. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1994. PRESCOTT, John E.; MILLER, Stephen H. (Ed.). Proven strategies in competitive intelligence: lessons from the trenches. [S.l.]: John Wiley & Sons, 2001.
  • 52.
    SANTOS, Raimundo NonatoMacedo dos. Métodos e ferramentas para gestão de inteligência e do conhecimento. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 5, n. 2, p. 205-215, jul./dez. 2000. QUEYRAS, Joachim; QUONIAM, Luc. Inteligência competitiva. In: TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência, informação e conhecimento. Brasília: IBICT; UNESCO, 2006. p. 73-97. SVEIBY, Karl Erik. What is knowledge management? Brisbane: Sveiby Knowledge Associates. Disponível em: <http://www.sveiby.com/faq.html#Whatis>. Acesso em: 8 set. 2012(a). SVEIBY, Karl Erik. Frequently Asked Questions. Brisbane (AUS): Sveiby Knowledge Associates. Disponível em: <http://www.sveiby.com.au/faq.html>. Acesso em: 8 set. 2012(b). TARAPANOFF, Kira. Informação, conhecimento e inteligência em corporações: relações e complementaridade. In: TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência, Informação e Conhecimento. Brasília: IBICT e UNESCO, 2006.
  • 53.
    WILSON, T. D.The Nonsense of Knowledge Management. Information Research, v. 8, n. 1, October 2002.
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    Fim Agradeço a atençãode todos! As ideias apresentadas são abertas a críticas e ao debate ... s4scoaching.com.au